“Webinar” discute investimento social corporativo na Europa e América Latina
21/06/2007 - No último dia 15 de junho, cerca de 70 pessoas reuniram-se num ambiente virtual para participar de um seminário sobre investimento social corporativo na América Latina e na Europa. Organizado pelo Donors Forum of South Florida, o “webinar” contou com a presença Marcos Kisil, diretor-presidente do IDIS, Jean Paul Warmoes, secretário-executivo da King Badouin Foundation United States (KBFUS), e Bo Miller, presidente e diretor executivo da The Dow Chemical Company Foundation.
Jean Paul Warmoes falou sobre a experiência da King Badouin Foundation e sobre o contexto do investimento social corporativo na Europa. O especialista afirmou que o investimento social corporativo está crescendo na Europa, abrindo-se às experiências e aos aprendizados do modelo de financiamento norte-americano. O conceito de responsabilidade social empresarial (RSE) também está muito mais difundido do que dez anos atrás, embora haja diferentes níveis de aceitação em cada um dos países europeus.
Esse movimento de ascensão da RSE e do investimento social corporativo também está presente na América Latina, conforme ponderou Marcos Kisil. A mídia e a sociedade já encaram esses conceitos de forma positiva. No entanto, a forma como as doações das empresas em geral é feita ainda não mudou, estando muito vinculada às posturas de caridade e assistencialismo.
O especialista considera que a maioria das empresas ainda não sabe encontrar a prioridade de seu investimento social, não consegue planejar a distribuição dos recursos, age de forma reativa, está pouco informada sobre as questões sociais e raramente mede e avalia o impacto de suas ações. Isso, na avaliação dele, seria um contra-senso, pois elas dominam técnicas de gestão e definição de objetivos, buscam resultados, eficiência, eficácia, qualidade de processos do negócio e dos produtos, elementos que podem ser aplicados para o bem da sociedade.
Para que o investimento social seja efetivo, Kisil considera fundamental o engajamento da liderança da corporação, a atenção às necessidades e talentos das comunidades, a realização de um planejamento estratégico com a presença da comunidade, o envolvimento da comunidade na ação e avaliar e medir os resultados.
Nesse sentido, Bo Miller trouxe o caso da The Dow Chemical Company. O executivo explicou que a Dow já produz em 37 países, vende para 175, mas quer se tornar a “maior, mais rentável e mais respeitada empresa química do mundo”. Para isso, sabe que precisa conseguir novos parceiros de negócios, construir novos relacionamentos, estar presente em comunidades de outras partes do mundo e que as contribuições sociais das empresas podem ajudar a atingir esses objetivos.
Por isso, a empresa vem trabalhando no alinhamento de seu investimento social a seu plano estratégico de negócios. A empresa vem aumentando as doações internacionais, mas respeitando as relações históricas. Formalizou estratégias de apoio global, que contribuam para o sucesso da comunidade, para a inovação, para a sustentabilidade e para o desenvolvimento da ciência na sociedade. Também aumentou o engajamento de suas lideranças nos programas sociais, criou programas de gestão e de apoio à comunicação, um time de implementação global, e fundos para economias emergentes.