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Conferência anual do GPF debate “novo contrato social” e possíveis parcerias

08/05/2012 – A 11ª Conferência Anual do Global Philanthropy Forum (GPF), que aconteceu entre os dias 16 e 18 em Washington (EUA), contou com a participação de mais de 90 palestrantes de várias partes do mundo e teve o IDIS como curador para uma mesa sobre o Investimento Social Privado no Brasil. O encontro tem o objetivo de apoiar a comunidade de doadores e investidores sociais comprometidos com o desenvolvimento sustentável da sociedade em diferentes condições politicas, culturais, sociais e econômicas. Também promove oportunidades para estabelecimento de parcerias por meio do compartilhamento de informações sobre as principais inovações e tendências na filantropia global.

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Com o tema geral “por um novo contrato social”, a conferência se propôs a discutir formas inovadoras de estimular as relações entre o setor público, organizações da sociedade civil e investidores sociais privados.

O ex-primeiro-ministro do Reino Unido Tony Blair, um dos convidados, incentivou a comunidade do GPF a ser ousada em sua liderança, criativa e não passiva, para entrar em áreas inacessíveis, nas quais o Estado não chega por questões políticas ou aversão ao risco. Segundo ele, a filantropia deve ser o espaço para testar novas ideias sem os processos burocráticos e lentos da administração pública.

A mesa dedicada ao Brasil, “Possibilitando a Filantropia Estratégica no Brasil”, fruto da parceria do IDIS com o GPF, contou com a participação de Fernando Rossetti, secretário geral do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), que apresentou a evolução do terceiro setor no Brasil, bem como a “Visão 2020” do GIFE sobre os desafios e linhas de ação para o aprimoramento e expansão da filantropia estratégica no Brasil. Daniela Nascimento Fainberg, fundadora do Instituto Geração, apresentou a trajetória que a conduziu até a criação da instituição, bem como os aprendizados que resultaram.

Marcos Kisil, diretor presidente do IDIS, enfatizou a ideia central de que a filantropia é produto do capitalismo e da democracia e que, no caso brasileiro, ainda ambos estão em construção, o que leva o setor a também estar em construção.  Nesse sentido, a sociedade brasileira ainda vive um momento de transição de uma filantropia caritativa para uma filantropia de investimento social. Luiz Ros, gerente de Oportunidades para a Maioria do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), mediou a mesa e os debates que se seguiram.

O congresso contou ainda com apresentações de doadores de países emergentes, como a brasileira Carol Civita, da Fundação Victor Civita, representando a América Latina, Tony Elumelu, presidente da Fundação Elumelu, da África, e Laurence Lien, membro do Parlamento de Cingapura, presidente da Fundação Lien e diretor do National Volunteer & Philanthropy Centre. Carol Civita destacou que não importa onde trabalhemos, “é imperativo que encontremos fortes parceiros locais a fim de que tragam seu conhecimento para cada etapa do projeto e fases de execução”.

Outro tema abordado por diversos participantes foi a necessidade de transparência na prestação de contas e a importância dos processos consistentes de avaliação dos projetos. Nesse sentido, a avaliação ganha uma definição mais ampla, tendo o papel não apenas de medir o impacto dos investimentos sociais, mas também de servir como balizamento que ajude o projeto a atingir seus objetivos.

Além disso, a importância de se pensar fórmulas que permitam ampliar a escala de ação das iniciativas de sucesso também foi um tema importante do encontro em Washington.

Por meio de uma conferência anual, um seminário de verão, eventos especiais e conferências, o GPF procura conectar pessoas que tenham experiências de sucesso para compartilhar com potenciais parceiros e agentes da mudança de todo o mundo. Jane Wales, presidente e cofundadora do fórum, lançou esse esforço em 2001 em parceria com alguns dos principais filantropos do Vale do Silício (Califórnia) que compartilharam a convicção de que cidadãos não só são capazes, mas também responsáveis por promover a segurança humana, a gestão ambiental e a melhoria da qualidade de vida.

A parceria IDIS e GPF prevê a realização de uma conferência no Brasil em novembro de 2012, que terá como tema principal a “Contribuição da Filantropia para o Desenvolvimento” e contará com renomados palestrantes nacionais e internacionais. Em breve serão apresentadas mais informações.

Fundação 10 de Agosto

Um dos brindes distribuídos aos participantes do evento, caixinhas de madeira, foram confeccionadas por jovens da Fundação 10 de Agosto, uma entidade civil, de direito privado, sem fins lucrativos. Foi constituída em 12 de Maio de 1993, e seu nome (10 de Agosto) é uma homenagem ao dia de São Lourenço. A organização busca a melhoria da qualidade de vida dos moradores e trabalhadores, seu aperfeiçoamento profissional e crescimento pessoal, e atende à população de Bertioga, litoral norte de São Paulo.


(Foto: Nick Khazal/VI)

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