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Doações familiares no Reino Unido voltam a crescer

18/02/2011 - Estudo do Cass Business School e da University of Bristol aponta que 4% das despesas das famílias britânicas foram destinados à filantropia em 2008, mesmo percentual de 1988. A queda do volume de doações na década de 1990 foi compensada pela recuperação nos anos 2000.

O relatório "The New State of Donations: three decades of household giving to charity 1978-2008" usou dados do Office of National Statistics sobre custo de vida e pesquisa de alimentos.

O documento informa que mesmo com a recessão enfrentada pelo Reino Unido na última década o volume de doações não sofreu redução. Isso porque o valor doado aumentou em termos reais durante os períodos de crescimento econômico e não caiu na mesma proporção que a economia durante o período de recessão.

O ano de 2000 marca o fim o declínio na proporção de domicílios que realizavam doações. Em 1978, o percentual era de 32%. Caiu para 25% em 1999, mas cresceu 28% de 2000 a 2008. Segundo o relatório, ainda não é possível identificar tendências claras de crescimento ou de queda nas doações familiares no Reino Unido.

De acordo com o estudo, os idosos constituem o grupo que mais propenso a doar. Pessoas com mais de 65 anos representaram 35% de todas as doações em 2008, número maior até do que em 1978, quando somavam 25%.

No que se refere à porcentagem do orçamento familiar empenhado em doações, os doadores mais pobres e com menos recursos se mostraram mais generosos do que os mais ricos.

Sarah Smith, uma das autoras do estudo e professora de economia na Universidade de Bristol, afirmou que ainda que a última década tenha mostrado que é possível contar com os doadores é preciso aumentar o nível de doações para a filantropia cumprir o seu papel. 

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