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Empresas contam como colocaram a sustentabilidade em prática

29/08/2007 – O quarto encontro dos Seminários sobre Sustentabilidade Corporativa, que ocorreu no dia 28 de agosto, no auditório nobre do CIESP contou com a apresentação de dois casos de como implementar a sustentabilidade nas práticas cotidianas da empresa.

Maria Lia da Cunha relatou a trajetória da Mácron Indústria Gráfica no sentido da sustentabilidade. A empresa conta com 213 colaboradores. Em 2003, realizava investimentos sociais, mas de forma assistencialista e pontual. A fim de se aprofundar no tema da sustentabilidade, a empresa montou, em 2004, um comitê de sustentabilidade, formado por cinco pessoas.

O comitê decidiu, então, trabalhar com o público interno. Foi assim que, em 2005, surgiu o Projeto Conhecer, cujo objetivo era traçar o perfil socioeconômico dos colaboradores da empresa e de suas famílias. Voluntários da empresa fizeram visitas às casas dos colaboradores, elaborando uma espécie um mapa social. O mapa representa o perfil de 80% dos colaboradores e mostra que a maioria deles tem casa própria ou em construção. Alguns deles também têm pessoas com deficiência na família.

De acordo com Maria Lia da Cunha, assessora de RH da Mácron, a iniciativa gerou uma aproximação das famílias dos colaboradores com a empresa e os colaboradores sentiram-se valorizados com a visita da empresa. A partir desse diagnóstico, a empresa criou um ambulatório para seus colaboradores, mudou o plano de saúde, passou a dar orientações profissionais aos filhos de funcionários e criou um empréstimo consignado para ajudar na construção das casas e em outras dificuldades financeiras.

No ano seguinte, a Mácron decidiu trabalhar também com a comunidade externa. Em parceria com a Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, tornou-se empresa apoiadora do programa “Parceiros da Educação”. A escola Mizuho Abundância, que tem mil alunos, recebeu melhorias na estrutura física e, em 2007, apoio no desenvolvimento do projeto pedagógico. Para essa etapa do trabalho, foi chamado o Instituto para a Qualidade do Ensino (IQE), que trabalhou a formação dos professores e gestores da escola.

Paralelamente, a empresa vem desenvolvendo-se na produção limpa. Está procurando fornecedores de papel com o selo FSC e desenvolve auditoria de qualificação com seus atuais fornecedores. Além disso, promove palestras e oficinas sobre educação ambiental e outros temas, abertas aos clientes e comunidade do entorno da empresa.

Do micro para o macro

Se a sustentabilidade corporativa pode estar presente em pequenas e médias empresas, nas grandes é fundamental que ela esteja associada à estratégia do negócio. Um bom exemplo de como isso pode ser feito é o da Klabin, produtora de papel para embalagens e maior exportadora brasileira desse tipo de papel.

Segundo Wilberto Lima Jr., diretor de Comunicação e Responsabilidade Social da empresa, a política de sustentabilidade da Klabin (entendida como prática da atividade econômica com uma visão ambiental e social) rege a atuação da companhia e a atuação individual de seus colaboradores.

Como sua atividade produtiva depende da extração da madeira, a empresa desenvolveu um processo de manejo sustentável da floresta, que entremeia florestas plantadas de pinus e eucalipto com extensas áreas de mata nativa. Os pequenos e médios produtores rurais dos municípios em que a empresa está inserida também são incentivados a plantar essas árvores em áreas ociosas e marginais de suas propriedades, recebendo assistência técnica, fornecimento de insumos ou para venda de mudas, o que lhes garante uma cultura estável ao longo do ano.

A empresa apóia ainda o desenvolvimento das comunidades. Wilberto afirma que a Klabin parte do princípio de que a empresa faz parte da comunidade, mas que quem sabe o que é melhor para a comunidade é ela mesma. Assim, a estratégia da empresa é abrir um canal de diálogo com a comunidade e não levar uma proposta pronta. Um exemplo prático dessa postura é o Programa Klabin Jovem de Futuro, cujo desenho e até mesmo o público beneficiado foi definido em parceria com a comunidade. Foram dois anos de investimento para reunir 390 organizações do poder público, do setor privado e do terceiro setor, e definir-se, conjuntamente, que os jovens dos municípios nos quais a Klabin está presente construirão projetos que promovam o desenvolvimento comunitário.

A política de sustentabilidade da empresa já foi reconhecida com diversos prêmios, como o Prêmio Eco 2006, na categoria gestão ambiental para a sustentabilidade, oferecido pela Câmara Americana de Comércio, e o prêmio de “Empresa Criadora de Tendência de Desenvolvimento Sustentável”, da Rainforest Alliance.


Clique aqui para fazer download da apresentação de Maria Lia da Cunha, da Mácron


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