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Especialista espanhol questiona uso da palavra “investimento”

10/10/2007 - Em entrevista exclusiva para o portal IDIS, o geógrafo e historiador espanhol Juan Andrés García, membro do conselho em representação da Asociación Espanõla de Fundaciones (AEF), disse acreditar que o termo “investimento” não seria o mais adequado para definir o uso de recursos privados em benefício público. García falou também sobre o papel da associação e sobre a conjuntura do terceiro setor na Espanha. A entrevista foi concedida em São Paulo, onde García participou como palestrante do Fórum Lideranças – O Futuro do Investimento Social Privado na América Latina, realizado pelo IDIS em parceria com a CAF em setembro deste ano. Leia aqui os principais trechos da entrevista.

Especialista espanhol questiona uso da palavra “investimento”

García: “Investimento é uma linguagem eminentemente econômica"


IDIS – Qual o objetivo principal da Asociación Española de Fundaciones?
Juan Andrés García
- O objetivo da associação é representar e defender os interesses do setor de fundações ante a administração pública e a sociedade e prestar serviços às fundações associadas, facilitando sua gestão e o cumprimento de seus fins. A Associação Espanhola de Fundações nasceu em janeiro de 2003 e já agrupa a mais de 750 fundações, de todas as áreas de atividade e dimensão, de âmbito nacional, local e regional.

IDIS – Como o senhor analisa a relação entre as fundações na Espanha?
García
– Há uma notória desarticulação e desconhecimento entre as associações do terceiro setor na Espanha. Por isso, decidimos lançar o “Directório de Fundaciones Españolas”, que traz uma relação de quem é quem no universo das fundações na Espanha. A associação busca com essa iniciativa articular e fortalecer o setor promovendo o conhecimento mútuo, a colaboração, as sinergias e o trabalho em rede entre as fundações.

IDIS – Durante sua apresentação no fórum, o senhor disse não se sentir confortável com o termo “investimento”. Por quê?
García
– “Investimento” é uma linguagem eminentemente econômica, onde se faz um aporte esperando receber de volta. Esse é justamente o problema de muitas empresas na Espanha e em geral. Há muita preocupação em receber retorno em marketing e imagem em contrapartida com a falta de um efetivo compromisso social.

IDIS – Na sua opinião, como as empresas espanholas encaram o investimento social?
García
- A preocupação pelo impacto social de suas ações tem crescido indiscutivelmente entre as empresas na Espanha. As empresas são importantes no processo de desenvolvimento social e cumprem um papel essencial especialmente onde o Governo não consegue atuar satisfatoriamente.

IDIS – E qual seria o papel das ONGs nesse cenário?
García
- Já é um fato indiscutível que as ONGs são atores imprescindíveis no debate internacional sobre desenvolvimento. A imagem das organizações sem fins lucrativos na Espanha está em alta. Elas são consideradas acima dos políticos e das organizações religiosas, por exemplo.

IDIS – Como o senhor analisa essa percepção?
García
– Há o risco de que as ONGs queiram ocupar o papel de consciência ética do país, o que não lhes compete e isso pode indicar uma postura arrogante de sua parte.


IDIS – Como evitar que isso aconteça?
García
– As ONGs precisam fazer uma ponte necessária com a sociedade como um todo, tanto com os cidadãos como com as empresas e o governo.

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