Pular para o conteúdo. Ir para a navegação

Portal IDIS

Seções
Ações do documento

Especialista inglesa em governança familiar, Caroline Garnham, participa do Foundation School

26/08/2011 – A especialista em governança familiar, que é sócia da área de Capital Privado do escritório Lawrence Garnham, de Londres, participou do Módulo III do curso Foundation School, realizado pelo IDIS em parceria com a organização inglesa Charities Aid Foundation (CAF) e que contou com a participação de institutos e fundações familiares brasileiros.

Carolina Garnham_428
No encontro, Caroline Garnham abordou o tema “A filantropia e o investimento social: a relação com a governança familiar e a gestão de riquezas”, que teve ainda uma sessão dedicada à discussão da realidade brasileira, com participações de Altamiro Boscoli, sócio da Demarest & Almeida Advogados, e de José Guimarães Monforte, sócio fundador da Pragma Patrimônio.

Na abertura dos trabalhos, o diretor-presidente do IDIS, Marcos Kisil, destacou a importância de as famílias terem clareza quantos aos propósitos da organização social que são criadas a fim de construírem a coesão em torno de princípios, objetivos e metas a serem alcançados. “A família é uma infraestrutura moral e referencial na conjugação de valores, de saberes e na transmissão de coesão e solidariedade”, lembrou. “Se esta intenção está clara na geração presente, este legado pode guiar as gerações futuras a serem fiéis à missão da organização e a garantir a sua perenidade.”

Em entrevista ao portal, Caroline Garnham afirmou que a governança é um requisito indispensável para garantir a sobrevivência e prosperidade das organizações familiares depois da morte dos fundadores que as impulsionaram.

A senhora defende que as fundações familiares devem descentralizar o poder decisório. Como é possível fazê-lo sem se desviarem da proposta original que motivou a sua criação?
Por meio da governança. A história demonstra que as famílias que souberam criar letter of wishes (cartas de intenção), baseadas na proposta original do fundador de organizações que carregam o seu sobrenome ou de sua empresa, seguiram prosperando no setor privado e consolidaram sua ação filantrópica.

Um boa estrutura de governança contribui para a prosperidade dessas famílias?
Sim, elas não só multiplicaram a riqueza como ampliaram o alcance de sua atuação social. O fortalecimento de sua presença na área social se deve, principalmente, à instituição de um sistema de governança familiar do qual participam pessoas de fora. Se você não “espalha” a governança, fica circunscrito e reduzido à família. E isso pode vir a ser um problema.  

O que sua experiência profissional mostra a respeito das organizações que não seguiram este caminho?
Em geral, elas enfrentaram problemas parecidos – que seguem um padrão. O processo começa com o que chamo de estagnação da prosperidade, da riqueza (em inglês, wealth entropy). Entropia é uma expressão emprestada da física, que significa a degradação de um sistema a partir da perda de energia. A desordem que se segue leva à estagnação e, logo, à sua degeneração. Levando este conceito para a esfera privada, observamos que a riqueza proveniente da venda de um negócio deprecia 25% em cinco anos. Se falamos em uma herança, ela pode desaparecer em apenas três gerações.

Que consequência isso tem no investimento social?
Quando observamos este fenômeno no campo do investimento social privado, a consequência é estagnação da riqueza, seguida de divisão familiar e risco de comprometimento da reputação da organização. Já as organizações que se estruturaram adequadamente alcançaram a unidade familiar, um claro foco de atuação e a agregação de valor ao seu negócio a partir da competência e impactos alcançados na esfera social.

Acessar


Esqueceu sua senha?
Novo usuário?
Cadastre-se para receber o InVista Social - Boletim do Investidor Social.

Parceiros


 

Impulsionado pelo Plone, o Sistema de Gerenciamento de Conteúdos de Código Aberto