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Formação de novas lideranças sociais é tema de oficina promovida pelo IDIS

17/05/2007 - A sucessão de lideranças é um dos grandes desafios das organizações sociais. Muitas vezes, a organização trabalha para se estruturar, organiza suas atividades, coloca em dia suas contas e começa a ver o resultado do trabalho. Mas, então, chega a hora de seu líder ir embora e, se não estiver preparada para isso, pode se desestruturar e demora para se recompor. Por isso, é importante que a organização pense em estratégias para formar novas lideranças sociais que contribuam com a própria instituição.


Foi com o objetivo de discutir esses temas que o IDIS realizou, entre os dias 11 e 12 de maio, a primeira oficina de “Formação de Formadores”, em Limeira, interior de São Paulo. A oficina fez parte da extensão do Programa DOAR e contou com a participação de representantes das Organizações de Filantropia e Investimento Social Comunitário (OFISCs) que já haviam participado da primeira fase do Programa.

Cada um dos participantes partiu de uma reflexão individual, analisando como havia se tornado uma liderança social. Muitos deles disseram que começaram atuar na área social voluntariamente ou por demanda da empresa em que trabalhavam. Em seguida, em grupo, discutiram quais as características e habilidades de uma liderança social. Entre elas, foram apontados: ter capacidade de conciliação, não ter preconceitos, saber harmonizar as diferenças, potencializar talentos, saber ouvir, motivar, ser ético, solidário, articulador, visionário, provocador, paciente, saber planejar, re-editar (isto é, saber passar conceitos de forma adequada à comunidade) e ter bom humor.

Limeira 2007De acordo com o grupo, as lideranças não nascem necessariamente com essas características. Elas podem ser desenvolvidas ao longo da vida, inclusive por meio de capacitação. Os participantes, então, refletiram sobre o que as OFISCs já estão fazendo para formar novas lideranças, que pessoas poderiam ser chamadas para eventuais cursos de capacitação e como as organizações devem caminhar daqui para frente.

Embora nenhuma delas esteja desenvolvendo programas de capacitação específicos para formar novas lideranças, muitas delas disseram que já vêm conversando com possíveis novos líderes, que apresentam sua causa em diversos momentos para cativar novas pessoas, e que convidam interessados para participar das reuniões da diretoria. Célia Schlithler, coordenadora da área de investimento social na comunidade, destacou que não se deve descartar o potencial de jovens e de universitários. Eles têm potencial para ser excelentes lideranças e podem se dedicar, pois geralmente têm mais tempo livre do que empresários ou pessoas que já atuam na área social.

Ao término da oficina, foi montado um banco de idéias com sugestões sobre o que as organizações podem fazer daqui para frente. Entre as idéias levantadas estão: identificar potenciais líderes, incluir os conceitos de liderança social no currículo das escolas, preparar cursos de treinamento de novas lideranças (oficinas, seminários, palestras etc), fazer parcerias com instituições de ensino, e mobilizar essas pessoas, expondo casos de sucesso.

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