Facilitadores das REDINs discutem avaliação de projetos e programas
7/7/2008 – A avaliação é uma forma de refletir sobre as ações realizadas em um projeto. A partir dela, é possível identificar o alcance do projeto em relação aos seus objetivos como também descobrir questões que permaneciam invisíveis. Em 25 e 26 de junho, a 6ª Oficina de formação de facilitadores do Programa Redes pela Educação Infantil (REDINs) reuniu representantes das quatro redes para discutir o tema, em Limeira.
Representantes do poder público, da iniciativa privada e do terceiro setor de cada uma das redes paulistas de Limeira, Penápolis, Santos e São José dos Campos trabalharam com a equipe do IDIS e com Eduardo Marino, consultor em avaliação de projetos e programas. “O encontro foi uma oportunidade para os participantes das REDINs delinearem o percurso percorrido, identificarem bons critérios para uma reflexão e desvendarem o alcance e aprendizados adquiridos com as iniciativas em andamento nos Municípios”, afirma.
O consultor conduziu a oficina a partir do seu modelo Ciclo Avaliação-Aprendizagem, que aprofunda a discussão sobre a construção de indicadores de resultado e de impacto. Marino se baseia na determinação sobre o valor de algo para estabelecer indicadores com base em objetivos e na própria realidade.
Segundo ele, existe uma dificuldade inerente à definição de indicadores. Isto porque é possível partir de um nível superficial – baseado apenas no enunciado dos objetivos do projeto, por exemplo – ou de um patamar complexo, que sugere indicadores quantitativos e qualitativos mais próximos das inter-relações que a realidade apresenta.
É possível identificar este movimento ao tomar o indicador de práticas pedagógicas para crianças de zero a três anos como exemplo. Em um plano voltado a objetivos, é possível identificar critérios de avaliação a partir de procedimentos restritos à atribuição do educador enquanto cuidador (tirar do berço, trocar, colocar para brincar etc.). O mesmo critério, ao partir do pressuposto de que o professor deve ser encarado como um educador, adiciona novos componentes ao campo passível de avaliação (afetividade, relação entre as próprias crianças). “E todas estas questões precisam ser observadas e descritas nos indicadores”, revela Marino.
Plano de avaliação das REDINs
O IDIS estabeleceu critérios quantitativos e qualitativos para o Programa REDINs. Cada REDIN também teve a oportunidade de criar indicadores próprios para seu funcionamento como rede e redefinir os critérios de avaliação de seus projetos em andamento. Isto se deve às particularidades de cada REDIN, que são organizadas a partir da articulação em torno de necessidades locais e do perfil do público (e seus interesses) que se agrega a ela.
Por meio desta metodologia, “os participantes puderam vivenciar o exercício de uma observação atenta da realidade”, afirma Marino. Além disso, ela permitiu a conscientização do avanço e alcance da iniciativa desde 2006. O consultor também aponta o poder dos indicadores de induzir comportamentos. “Quando o estabelecemos enquanto meta há uma tendência forte do grupo se orientar para atingir aquele resultado específico”, revela.
Baseado nesta característica, o IDIS propôs a discussão inicial sobre indicadores de longo prazo. O objetivo é desenvolver planos de avaliação locais que meçam o impacto da articulação promovida pelas REDINs no atendimento da demanda em EI nos municípios e nos resultados observados nas crianças a partir do trabalho de qualificação nas unidades de ensino.
Os facilitadores dos quatro municípios também devem estender ao restante de suas redes o conteúdo adquirido no encontro. Para tanto, eles vão praticamente repetir os passos da oficina em um grupo ampliado, para que toda a rede local desenvolva um olhar avaliativo do projeto.
Oficinas de capacitação
O encontro que discutiu avaliação segue o fluxo de formação de facilitadores das REDINs iniciado em outubro de 2006. Ao todo, são oito oficinas divididas em:
- Oficina 1: Diagnóstico Situacional Baseado em Ativos
- Oficina 2: Planejamento Estratégico em Rede
- Oficina 3: Elaboração de Projetos em Rede
- Oficina 4: Mobilização de Recursos
- Oficina 5: Comunicação para a Mobilização Social
- Oficina 6: Avaliação
- Oficina 7: Gestão de Redes Sociais – prevista para outubro de 2008
- Oficina 8: Sustentabilidade – prevista para março de 2009

