Redes pela Educação Infantil paulistas definem seus rumos
21/06/2007 - Há dois meses, quando foi encerrada a segunda oficina do Programa Redes pela Educação Infantil (REDINs), os facilitadores das cinco redes que estão sendo formadas nas cidades de Santos, Limeira, São José dos Campos, Penápolis, Santa Bárbara d’Oeste e Americana saíram com uma incumbência importante: com base no diagnóstico situacional baseado em ativos, e junto com os demais participantes das redes, definir sua idéia-força (razão de ser da rede), visão (imagem futura que a rede imagina chegar, a partir do impacto de sua idéia-força) e objetivos. Assim foi feito e, no último 14 de junho, as REDINs apresentaram o resultado desse trabalho.
Em Limeira, o grupo de facilitadores da REDINs conta com representantes dos três setores e a rede com cerca de 25 integrantes. Adriana Dibbern Capicotto, uma das facilitadoras, conta que o processo de construção da visão e idéia-força, junto com as dinâmicas de grupo realizadas nas reuniões foram importantes para fortalecer os vínculos entre os participantes dos diferentes setores. A visão da rede foi definida como “ampliação do atendimento da EI com qualidade” e a idéia-força como “envolver, comprometer e mobilizar a sociedade em prol do crescimento e melhoria da EI”. Entre os objetivos prioritários estão: a formação de educadores de EI, por meio da integração dos três setores; sensibilização da sociedade sobre a importância da EI por meio da mídia e participação em conferências municipais; e empresários mobilizados para se envolver com a EI do município de Limeira.
Na REDIN Santos, conforme contou Márcia Galante Silva, participam atualmente entre 15 e 20 pessoas. Em duas reuniões, o grupo conseguiu definir uma concepção comum de criança e a visão da rede: “atender com qualidade toda a demanda de 0 a 3 anos no município de Santos”. No entanto, na hora de construir a idéia-força e os objetivos da rede, foi mais difícil. Após muita discussão, o grupo decidiu adotar a seguinte idéia-força: “ampliar 1500 vagas na Educação Infantil (EI) para crianças de 0 a 3 anos dentro dos parâmetros de qualidade estabelecidos pelos órgãos oficiais”. Entre os objetivos delineados estão: matricular as crianças, estimular os professores da EI a desenvolverem projetos de qualidade de acordo com a formação inicial e continuada; apresentar para as famílias dessas crianças a importância de elas estarem matriculadas na EI e fomentar a gestão democrática do estabelecimento de ensino.
Situação similar a essa foi vivenciada em Penápolis. A REDIN local definiu sua visão como: “A EI de qualidade é a base para a construção de uma sociedade mais justa e saudável”. Depois, num processo de discussão mais intenso e conturbado, o grupo decidiu fechar sua idéia-força em: “família, sociedade e educadores unidos por uma EI de qualidade”. Os objetivos levantados foram: a escola família e sociedade desenvolvendo atividades em conjunto para resgatar o sentimento de co-responsabilidade na EI; e a idéia de o educador ser o facilitador do desenvolvimento integral da criança.
Um passo importante para a REDIN de São José dos Campos foi conseguir chamar uma empresa para participar de seu grupo de facilitadores. Como resultado das discussões, foram definidas a visão da rede como “ensino de qualidade para todas as crianças de 0 a 5 anos de São José de Campos” e a idéia-força como “promoção da sustentabilidade das instituições sociais para ampliação do número de vagas e investimento social na formação continuada dos profissionais”. Entre os objetivos levantados estão: comprometimento da equipe na formação continuada; aumento do número de vagas para a Educação Infantil; e a busca da sustentabilidade das organizações sociais.
Santa Bárbara e Americana, que iniciaram o programa REDINs mais tarde e estão formando uma rede conjunta, não tiveram tempo de fechar sua visão, idéia-força e objetivos.
Lafayette Duarte, que ajudou a conduzir essa oficina, reforçou que a construção da visão e da idéia-força é constante e pode ser periodicamente revista. Após essa apresentação, os facilitadores das REDINs passaram pela terceira oficina de formação, na qual refletiram sobre elementos interessantes a serem observados na hora da elaboração dos projetos das redes.
As questões que devem ser respondidas em qualquer projeto são: por que o projeto está sendo desenvolvido, por que é importante e prioritário; onde quer chegar; por meio de que ações; quais são as formas de avaliação; quanto dura o projeto e quanto ele custa. No próximo encontro dos facilitadores, que será realizado em outubro, as REDINs apresentarão seus projetos e serão capacitadas com conceitos de mobilização de recursos.

