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Sétima oficina do programa REDINs discute gestão de redes sociais

22/10/2008 – Em 16 e 17 de outubro, o município de Limeira recebeu a 7ª oficina de formação de facilitadores do Programa Redes pela Educação Infantil (REDINs). Representantes dos quatro municípios participantes do programa discutiram o papel da gestão para o fortalecimento e desenvolvimento de redes sociais.

De acordo com Tatiana Akabane van Eyll, gerente de projetos do IDIS, a gestão é um tema presente desde o início da formação das REDINs. “No entanto, nesta oficina dedicamos atenção especial ao tema, compartilhando com os facilitadores conceitos e experiências de outras redes sociais, bem como promovendo muita reflexão sobre o sentido da gestão para as REDINs.”

A própria organização em rede já revela uma decisão de gestão. Isso porque elas nascem e se desenvolvem a partir de novos referenciais, opostos aos das organizações piramidais. “Nas redes, o processo de governança é coletivo e consensual”, afirma Célia Schlithler, especialista em desenvolvimento de grupos, redes e comunidades e consultora responsável pela oficina.

Célia conduziu a oficina a partir da identificação da natureza das ações que as redes realizam. Isso porque, segundo ela, a gestão de redes sociais está mais relacionada à gestão das ações do que da rede em si. A mobilização de diferentes atores e as necessidades que surgem para a atuação em prol da idéia-força condicionam o perfil das ações realizadas, que revelam diferentes níveis de gestão.

As ações podem ser:

  • Difusas - acontecem de forma autônoma e espalhada. 
  • Colaborativas -  nascem a partir de iniciativas conjuntas de membros das redes. 
  • Coletivas - resultam do planejamento coletivo da rede. Geralmente têm objetivos específicos, estratégias estabelecidas, orçamentos e cronograma.

As três categorias de ação normalmente coexistem em uma rede social, mas a existência simultânea não é obrigatória. “O mais importante é o como serão implementadas as ações”, explica Tatiana. Segundo ela, a partir das diferentes ações e projetos que a rede decide realizar, surge a necessidade de organização para que a implementação promova a participação, a autonomia e a multiliderança.

Esse processo, porém, é condicionado pelas especificidades de cada organização. “Uma das principais características das redes é a capacidade de se auto-organizar”, lembra a gerente.

Embora não deva existir um modelo para o gerenciamento das ações, a oficina apresentou aos facilitadores algumas ferramentas de gestão que podem potencializar resultados. O planejamento de atividades, o registro da execução das atividades, a comunicação com os demais participantes do grupo e a sistematização de processos são medidas que favorecem o processo de aprendizagem. 

Espelho

A oficina também trabalhou a temática da participação ativa e da multiliderança. Por meio de uma adaptação do conceito de escada da participação, os facilitadores foram convidados a avaliar o desempenho do grupo na rede à qual pertencem.

O objetivo foi identificar e estimular a participação. “O resultado da reflexão mostrou claramente a diversidade de níveis de participação que existe no grupo de facilitadores das quatro REDINs e apontou   caminhos para fortalecer este aspecto”, explica a gerente.

A sétima oficina do programa foi o penúltimo encontro de capacitação dos facilitadores das REDINs. Até o próximo evento, a rede deve, com base no conhecimento adquirido na oficina, elaborar um plano de gestão para o próximo ano com base nas ações e projetos futuros da REDIN. “Eles saíram da oficina conscientes em relação ao papel estratégico da gestão para o fortalecimento das redes sociais” afirma Tatiana.

Em março de 2009 deve acontecer o encontro que encerra a formação dos facilitadores das Redes pela Educação Infantil de Limeira, Santos, São José dos Campos e Penápolis. A oitava oficina vai discutir sustentabilidade das redes sociais.

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