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“Filantrocapitalismo”: mito ou realidade? Como são de fato os novos doadores mundiais?

29/03/2007 - Publicado originalmente na edição de março de 2007 da revista Alliance, o artigo "New philanthropy: a micro-world of busy youngsters", de Olga Alexeeva, coordenadora do Programa Global Trustees da CAF, mostra que uma nova filantropia está emergindo em países e regiões que tradicionalmente eram alvo de ajuda, como o Sudeste Asiático, a América Latina, Índia, Rússia e China.

 

A especialista diz que o mundo mudou nos últimos dez anos, o que provocou grandes transformações na forma de se fazer filantropia. Dez ou quinze anos atrás, os mercados globais eram dominados pelas empresas dos Estados Unidos, Japão e Europa Ocidental. As empresas dos países subdesenvolvidos eram apenas fornecedoras da cadeia de produção dos países desenvolvidos.

Hoje, no entanto, uma das maiores empresas produtoras de aço pertence a um empresário indiano e a segunda maior produtora de alumínio pertencerá à Rússia. Os produtos chineses também estão firmando no mercado de computadores, o que vem gerando o aparecimento de quantidades de milionários.

Nesse contexto, a nova filantropia ganha novas regiões do globo. A Rússia e a China são os exemplos de países onde a filantropia, depois de anos de proibição e abandono, está crescendo em alta velocidade. Na Rússia, há sete anos, não havia uma fundação privada e as doações não ultrapassavam os 100 milhões de dólares. No final de 2006, havia mais de 20 fundações estabelecidas por russos ricos. A maior delas, a Volnoe Delo Foundation, doou 36 milhões de dólares em 2006. E as 30 maiores empresas russas investiram 2 bilhões de dólares por ano nas necessidades da comunidade.

Na China, entre 2003 e 2004, um único empresário, Huang Rulun, doou 350 milhões de dólares para a educação, erradicação da pobreza e cuidado com a saúde. No mesmo período, outros 50 filantropos chineses doaram mais de 160 milhões de dólares. A responsabilidade social empresarial também está recebendo muita atenção da alta liderança das maiores companhias chinesas.

Além dessa nova filantropia - feita por novos filantropos - a especialista cita a nova filantropia que deixa de ser assistencialista e adquire caráter estratégico, sendo vista como investimento social. Essa nova filantropia está cada vez mais presente no Brasil, México e Índia. E completa que há uma nova filantropia de caráter inovador, que introduz a expertise da empresa e suas boas práticas de gestão, marketing e planejamento estratégico na arena dos projetos sem fins lucrativos. Essa nova filantropia está presente nos Estados Unidos e o Reino Unido, embora esteja ganhando adeptos na Europa Continental, China, Sudeste Asiático, Rússia e Índia.

Clique aqui para ler a íntegra do texto em inglês.

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