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CAF discute modelos de empresas sociais

5/8/2008 – O crescimento de empreendimentos que se definem como empresas sociais (social enterprises) levou a Charities Aid Foundation (CAF) a propor a discussão sobre os conceitos que caracterizam estas organizações. O documento Os três modelos de empresas sociais: criando impacto social por meio de negócios (The 3 Models of Social Enterprise: Creating social impact through trading activities) foi criado para ajudar investidores e organizações que recebem recursos a pensar como diferentes estruturas de negócios podem possuir objetivos sociais.

A visão tradicional é que as organizações filantrópicas trabalham para resolver problemas sociais, ao contrário das iniciativas de negócios. Cada vez mais, porém, os dois campos trocam informações. As empresas estão valorizando a dimensão social de suas atividades como diferenciadores competitivos e os investidores sociais estão percebendo a influência das forças econômicas sobre sua esfera de atuação.

Segundo dados do Office of the Third Sector - parte do gabinete do governo britânico -, nos últimos cinco anos houve um crescimento vertiginoso de empresas sociais. Hoje existem 55 mil destas iniciativas em solo britânico, que correspondem a mais de 8 bilhões do seu Produto Interno Bruto (PIB) e empregam 5% da população economicamente ativa.

Para o Venturesome, o fundo de investimento social operado pela CAF e responsável pelo documento, o rótulo “empresa social” pode ser problemático. Isto porque ainda não há um entendimento sobre quais modelos de negócios são abarcados pelo gênero.

O fundo foi criado em 2002 para oferecer empréstimos e outras formas de financiamento para organizações do terceiro setor. Baseado em sua experiência com investidores sociais e empreendimentos filantrópicos, o Venturesome desenvolveu três modelos de empresas sociais:

  • Modelo 1 – empresas que operam em um modelo de atividades visando o lucro, mas que não possuem impacto social direto. Sua ação social ocorre pelo encaminhamento de parte ou do total de seus rendimentos a uma organização sem fins lucrativos ou uma causa.
  • Modelo 2 – organizações que realizam operações lucrativas que observam seu impacto social. Neste modelo há um equilíbrio entre retorno financeiro e impacto social. As empresas que têm dúvidas se estão neste modelo devem perguntar: “É possível aumentar o impacto social diminuindo os lucros?”. Se a resposta for “sim”, a organização pertence a esta categoria.
  • Modelo 3 – empreendimentos que realizam atividades que não apenas possuem um impacto social direto, mas que também geram retorno financeiro com correlação direta ao seu impacto social. As organizações que responderem “não” à pergunta “É possível aumentar o impacto social diminuindo os lucros?” pertencem a este modelo.

Leia o texto completo, em inglês.

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