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Estudo da Sustainability mostra que parcerias entre empresas e empreendedores sociais geram bons negócios

03/05/2007 - Lançado, no final de março, pela SustainAbility e pela Skoll Foundation, o relatório “Growing Opportunity: Entrepreneurial Solutions to Insoluble Problems” explora como parcerias entre empresas e os chamados “empreendedores sociais” (definidos pessoas que vêm trabalhando para criar soluções para os desafios sociais e ambientais da atualidade), podem gerar benefícios, tanto para as empresas, quanto para as comunidades.


O relatório partiu de uma pesquisa quantitativa, realizada com 100 empreendedores sociais espalhados pelo mundo, para pontuar as principais dificuldades e oportunidades enfrentadas por esses empreendedores ao tentar levar adiante seus projetos. Para 72% dos entrevistados, a falta de acesso ao capital é o principal desafio. 74% deles consideram as fundações como a principal fonte de financiamento, embora reconheçam a necessidade de se diversificar as fontes de recursos.

A promoção e o marketing das organizações sociais e de seus programas foram citados como desafios por 41% dos respondentes. A questão do desenvolvimento das organizações sociais e a necessidade de se encontrar profissionais talentosos, também apaixonados pela causa, foi outro desafio apontado.
Segundo o estudo, os empreendedores sociais estão interessados em estabelecer parcerias com empresas, pois sabem que, para aumentar o escopo de seus programas e sua escala, são necessárias habilidades empresariais e de finanças - raramente dominadas pelos empreendedores sociais, mas parte do dia-a-dia das empresas.

A ênfase do documento são as áreas de saúde e energia. O relatório alerta que embora seja importante olhar para as pequenas experiências desenvolvidas pelos empreendedores sociais e apoiá-los para que cresçam, não se pode deixar de estimular os avanços feitos pelas grandes empresas, por exemplo, no campo da energia renovável.

O relatório aponta três estágios diferentes de envolvimento das corporações e instituições financeiras com os problemas sociais e ambientais. O primeiro estágio é o do engajamento frágil, freqüentemente ligado ao cumprimento das exigências legais; o segundo é o estágio da cidadania corporativa, baseado na transparência e governança das ações empresariais; e, finalmente, existem algumas empresas que começando a se interessar por relacionar resultados sustentáveis ao crescimento do negócio. Nessa terceira fase - presente apenas em poucas empresas - os empreendedores sociais servem de inspiração para a construção de novos mercados.

O papel dos governos nesse contexto também não fica de fora. O “Growing Opportunity: Entrepreneurial Solutions to Insoluble Problems” alerta que, para haver uma real mudança no sistema, é fundamental focar na elaboração de políticas públicas.

Clique aqui para ler a íntegra do documento.

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