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A filantropia de risco, ou venture philantropy, tende a ser um modelo promissor em mercados emergentes

22/11/2007 - A afirmação é de Russell Prior, diretor-executivo dos programas corporativos e para a Rede CAF (Charities Aid Foundation) Internacional. Prior participou como palestrante do Fórum de Lideranças – O Futuro do Investimento Social Privado na América Latina, realizado em São Paulo, em setembro de 2007.

A filantropia de risco, ou venture philantropy, tende a ser um modelo promissor em mercados emergentes

Prior explica o modelo de filantropia venturesome durante Fórum de Lideranças


Segundo ele, a globalização tem trazido uma mudança na maneira como os conhecimentos nos negócios podem ser transferidos ao apoio a causas sociais. Prior enfatiza o aumento no número de fundações familiares, de doadores individuais e de empresas em países em desenvolvimento.

Enquanto em 2004, 20 fundações privadas e familiares doaram mais de 50 milhões de dólares na Rússia, em 2006, o montante das doações feitas por milionários russos ultrapassou os cem milhões de dólares por ano. Na China, por exemplo, 50 filantropos doaram mais de 160 milhões de dólares, em 2004.

Nesse contexto, de acordo com o especialista, torna-se necessária a profissionalização do investimento social. “O que buscamos é um setor mais sofisticado e profissionalizado, com formas mais inovadoras de financiamento. O pensar nas causas, e não nos efeitos dos problemas sociais, tornou-se o grande desafio para os financiadores que buscam um retorno de suas doações”, diz.

Prior afirma que o modelo de filantropia Venturesome tende a ser um modelo promissor em mercados emergentes. A Venturesome Philantropy, na tradução livre do inglês, é a filantropia de risco. “O potencial dos novos ricos, aliado a uma sociedade civil mais sofisticada, cria uma atmosfera adequada para o financiamento de causas sociais que usam técnicas de negócios”, afirma.

Há cinco anos, a CAF começou a operar o sistema de filantropia Venturesome. Prior explica que esse sistema consiste em um tipo de administração de doações de alto risco, que “não é nem um modelo de financiamento bancário, nem segue a filantropia tradicional”. Por meio da Venturesome, investidores sociais, sejam eles indivíduos, empresas ou fundações, doam recursos que serão administrados pela CAF. A organização, em contrapartida, administra as doações e cobra uma taxa de juros, que varia de acordo com o risco de cada investimento. 

O investidor social deixa para a CAF a responsabilidade de escolher as organizações beneficiárias e seus projetos. Ao mesmo tempo, a CAF vê as organizações da sociedade civil que estão à procura de financiamento como clientes potenciais, ajudando-os a definir seu foco e objetivos, e a arrecadar mais fundos para suas ações.

Segundo Prior, o modelo de Venturesome é dinâmico e reflete o perfil dos novos empresários.  Ele é um meio termo entre o risco bancário e o potencial de seu impacto social, explica. “As pessoas preferem gastar o dinheiro agora; querem ver os resultados acontecer durante sua vida; e têm mais predisposição para arriscar em novos modelos”, afirma. “O sucesso desse modelo tem ajudado a desenvolver rapidamente um mercado de investimento social no Reino Unido”, completa.

Faça aqui o download da apresentação de Prior durante Fórum de Lideranças - O Futuro do Investimento Social Privado na América Latina

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