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O IDIS e as causas ambientais

18/5/10 – Em seus 10 anos de apoio à promoção e estruturação dos investimentos socioambientais, o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) assessorou mais de uma centena de clientes, a maioria deles empresas. Nesse período, as questões ambientais não só entraram na agenda dos investidores sociais, mas também se tornaram prioritárias, passando a ser trabalhadas por meio de ações que vão além do foco do investimento social. Confira como no artigo produzido pela equipe IDIS.

Divulgação: Selo de comemoração aos 10 anos do IDISA preocupação com o meio ambiente já se reflete nas estratégias corporativas de sustentabilidade e responsabilidade social dos clientes do IDIS e de outras instituições. As companhias – sobretudo as de grande porte – vêm revendo seus processos produtivos, de maneira a torná-los “mais limpos” e a gerar menos resíduos. Elas estão realizando inventários de emissão de gases produtores do efeito estufa, analisando seu impacto ambiental, adotando ações para diminuir o consumo energético e implantando programas de reciclagem e de conscientização ambiental entre seus colaboradores.

Paralelamente, vêm ampliando seus investimentos sociais nessa área. Segundo o Censo GIFE 2005/2006, naquela época, dos 91 associados do Grupo de Institutos Fundações e Empresas que participaram da pesquisa, cerca de 25% (23 instituições) financiavam ou executavam projetos relacionados ao meio ambiente. Dois anos depois, o Censo GIFE 2007/2008 apontou que 46% dos 80 associados respondentes ao levantamento desenvolviam atividades ligadas à área.

Pressão social

Esse intenso processo pode ser entendido como decorrente tanto das pressões externas às empresas como também das pressões internas oriundas de seus controladores, funcionários, consumidores e de suas próprias cadeias de valor. Cada vez mais os fóruns corporativos, os meios de comunicação e a sociedade em geral destacam como as companhias podem contribuir para ao aquecimento global e como as ações ambientais têm impacto em seus resultados econômicos.

O IDIS tem atuado na estruturação da responsabilidade social e da sustentabilidade de diversas empresas. Hoje sabemos que o meio ambiente se tornou uma prioridade estratégica no mundo corporativo. Nesse sentido, cada empresa deve buscar sua inserção de atuação. Isso depende dos insumos que ela utiliza, do processo ou tecnologia de produção, de como usa energia e água, como transporta seus insumos e produtos e como contribui para o efeito estufa, enfim, de qual é a sua “pegada ecológica”.

Essas questões devem levar em conta todos os públicos de interesse da organização e sua cadeia de valor. Por meio de um bom diagnóstico situacional, a empresa consegue definir melhor seus compromissos e metas com respeito à sua relação com o meio ambiente, bem como definir programas e projetos para serem desenvolvidos no curto e médio prazos.

Clientes do IDIS como a Sabesp e as Lojas Renner decidiram incorporar em seus valores, códigos de ética e de conduta a questão do meio ambiente, o que produziu importantes incorporações em suas práticas administrativas e de negócios. Em outros casos, os clientes decidiram que o meio ambiente deveria ser a causa ou foco de seu investimento social. Assim, além de estruturar suas práticas de sustentabilidade corporativa, criaram organizações voltadas exclusivamente ao tema. Foram os casos do Instituto BioAtlântica – um consórcio estabelecido entre as Conservação Internacional, a Aracruz Celulose, a Petrobrás, a Veracel Celulose e DuPont do Brasil –, do Instituto Ecofuturo (mantido pela Suzano Papel e Celulose) e da Fundação Espaço ECO (criada pela BASF).

Outra característica das causas ambientais no Brasil é que elas têm nas organizações da sociedade civil nacionais e internacionais importantes aliados. Essas instituições muitas vezes foram fundamentais para sensibilizar a sociedade para a temática da conservação dos biomas e da biodiversidade.

Bem estruturados e articulados, integrantes da Rede Agente – rede de organizações que utilizam de técnicas marketing relacionado a causas (MRC), como o Instituto de Pesquisas Ecológicas (Ipê), o WWF e a SAVE Brasil –] são bons exemplos de como esses atores podem engajar o setor privado em parcerias para mobilizar e educar a população. Uma das contribuições do IDIS na área foi estimular o uso das parcerias de MRC entre esses membros, tendo como foco o meio ambiente (caso das sandálias Havaianas e Ipê).

Parcerias necessárias

O Brasil vem avançando na área da proteção ambiental. O 4º Relatório de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio mostra que o governo conseguiu, por exemplo, reduzir o desmatamento na Amazônia Legal nos últimos cinco anos e aumentou consideravelmente o número de unidades de conservação, o que favorece a preservação dos biomas e da biodiversidade. A área dessas unidades sob proteção cresceu 69% entre 2002 e 2009.

Mas ainda é preciso caminhar. Alguns dos grandes desafios nacionais são a equalização da disponibilidade dos recursos hídricos e do acesso ao saneamento ambiental. Embora em 2008 91,6% da população urbana tivesse acesso à água canalizada, o índice caía para 32,6% na população rural. Com relação ao esgotamento sanitário, a situação era pior: 80,5% da população urbana e apenas 23,1% da rural dispunham de rede de esgotos em 2008.

Para superar esse quadro, é fundamental uma grande aliança entre poder público, empresas e organizações da sociedade civil. Essa aliança será absolutamente necessária para os próximos passos de empresas que buscam contribuir para a sustentabilidade planetária.

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