Primeira infância: um dos grandes desafios do Brasil
6/10/2009 - Pesquisas e estudos revelam um panorama da situação da infância no Brasil. As conquistas sociais desde 1999 incluem a quase universalização do Ensino Fundamental, a diminuição da taxa de analfabetismo, a redução do trabalho infantil e a queda na taxa da mortalidade infantil. Muito ainda precisa ser superado para garantir os direitos plenos das crianças de 0 a 6 anos.
A educação é uma questão central nesta questão. Em 2000, estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostrou que uma criança que frequenta ao menos dois anos de creche ou pré-escola tem seu poder de compra aumentado em 18% na fase adulta.
Pesquisas de custo e benefício feitas em 2002 pelo Banco Mundial sugerem que quanto mais cedo crianças de 4 a 6 anos ingressam na escola, mais chances ela tem de atingir um nível maior de escolaridade, de reduzir a repetência e de conseguir maior renda no futuro.
Confira alguns números que mostram um cenário da primeira infância brasileira.
- O Brasil tem 57,2 milhões de crianças e adolescentes com idade até 17 anos – 30% da população. (Pnad 2008)
- Há 29,4 milhões de brasileiros com até 9 anos – 16% dos brasileiros. (Pnad 2008)
- A média de filhos por mulher foi a mais baixa já registrada, de 1,89. (Pnad 2008)
- O país tem 11 milhões de crianças com menos de 3 anos, apenas 15,5% (1,7 milhão) estão nas creches. (Pnad 2006)
- 76% das meninas e meninos entre 4 e 6 anos (7 milhões) estão matriculados na Educação Infantil. (Pnad 2006)
- O trabalho infantil ainda é uma triste realidade para 10,2% da população, ou seja, 4,5 milhões de crianças e jovens de 5 a 17 anos. (Pnad 2006)
- Aproximadamente 11,5 milhões de crianças de até 6 anos, ou 56% do total, vivem em famílias cuja renda mensal está abaixo de ½ salário mínimo per capita por mês. (Pnad 2006)
- A taxa de mortalidade infantil caiu de 46,9 mortes para cada 1000 nascidos vivos, em 1990, para 24,9 mortes, em 2006. (Caderno Brasil 2008, Unicef)
- A mortalidade infantil entre os filhos de mães negras é cerca de 40% maior do que aqueles de mães brancas. (Pnad 2006)