#FórumIDIS: Comunidades em um mundo em transformação

* Conteúdo inspirado em sessão da 8ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, em setembro de 2019. Palestrantes: Agustin Landa, Vice-presidente de Desenvolvimento da Universidade de Monterrey (México); Brian Gallagher, Presidente & CEO da United Way Worldwide (EUA); Nick Deychakiwsky, Diretor de Programas da Fundação Mott (EUA); e moderação de Paula Fabiani, Diretora-presidente do IDIS. Saiba mais aqui.

 

Com o tema ‘Força das Comunidades’, o painel de abertura do 8º Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais trouxe a experiência e o trabalho de organizações internacionais junto às suas comunidades. A moderadora foi a diretora-presidente do IDIS, Paula Fabiani.

Brian Gallagher, CEO da United Way Worldwide, traçou um panorama de nossos tempos, destacando a globalização econômica, a intensificações da migração e das mudanças demográficas e a tecnologia digital como fatores relacionados aos desafios sociais que hoje enfrentamos. Segundo ele, a riqueza que hoje circula no mundo é imensa, mas é preciso captar esses recursos e distribuí-los para diminuir a desigualdade. “Como vamos resolver isso?”, pergunta Brian. Uma das respostas que ele sugere é que os doadores precisam fazer parte da comunidade e atuar em consonância com seus objetivos. Chama atenção também ao papel do Estado,  posto que um ponto nevrálgico em muitos países são as políticas tributárias para incentivar a filantropia e melhorar a distribuição de riquezas.

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“A filantropia comunitária tem como base a confiança”. Com essas palavras, o diretor de programas da Mott Foundation, Nick Deychakiwisky, começou sua explanação. Nick explicou o conceito ainda pouco conhecido no Brasil, e mostrou que organizações bem-sucedidas são aquelas que têm estruturas claras de governança e são inclusivas. A confiança acaba sendo maior quando a instituição investe de acordo com as demandas da comunidade. “É importante conectar os conhecimentos da comunidade, criar lideranças para facilitar o diálogo e ser um facilitador para a implementação de suas necessidades”, concluiu.

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O vice-presidente de desenvolvimento da Universidade de Monterrey, no México, Agustín Landa, explica que, na América Latina, existem hoje apenas 46 organizações de filantropia comunitária e fala dos desafios relacionados à captação de recursos. “É preciso ter diferentes vozes. Precisamos encontrar o equilíbrio entre entender o doador e fazer o trabalho com as comunidades”.  Por fim, reforça a importância da academia e dos pesquisadores. “Precisamos de conhecimento sobre nós! O que queremos mudar e como mudar”. Alerta que sem isso colocamos em risco nosso futuro.

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