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Vaga de Estágio em Projetos – Gestão da Doação

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para estudantes de ensino superior para atuar na área de Gestão da Doação.

Atuamos desde 1999 com foco no fortalecimento do Investimento Social Privado no Brasil e o estímulo a ações transformadoras da realidade para a redução das desigualdades sociais no país.

O IDIS conta com um time de 60 pessoas dedicadas a desenvolver e implementar projetos de grande impacto que estimulem o desenvolvimento de um ecossistema de Investimento Social que atue de forma eficaz e estratégica. Oferecemos consultoria em investimento social para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. Além disso, desenvolvemos projetos de impacto, como campanhas e a promoção de advocacy, e investimos na geração de conhecimento, com a produção de pesquisas, artigos e publicações.

Para fortalecer nossa atuação, buscamos um(a) Estagiário de Projetos, com foco em Gestão da Doação.

Acesse a vaga na 99jobs e inscreva-se

RESPONSABILIDADES e oportunidades

  • Apoiar a condução e desenvolvimento de projetos do IDIS, respeitando os prazos acordados e zelando pela qualidade dos produtos entregues.
  • Apoiar na condução de processos públicos de seleção de projetos sociais (editais), incluindo o desenvolvimento de regulamentos, formulários de inscrição, matrizes de avaliação e demais documentos relevantes.
  • Consolidar relatórios de resultados e impactos de determinada carteira de projetos apoiados através do Investimento Social Privado.
  • Apoiar na pesquisa de conceitos, referências e benchmarking que enriqueçam os projetos e tragam embasamento para os produtos desenvolvidos.
  • Organizar, ler e analisar documentos e elaborar relatórios e apresentações sistematizados sobre os aprendizados e conclusões obtidos.
  • Apoiar na coleta de dados quantitativos e qualitativos necessários para a execução dos projetos.
  • Apoiar na elaboração de propostas de projetos para potenciais clientes e parceiros.

    REQUISITOS

  • Estar cursando o ensino superior, não importa o curso.
  • Interesse por conceitos de Investimento Social Privado, Sustentabilidade, Responsabilidade Social Empresarial e Investimento de Impacto.
  • Elaboração e análise de planilhas Excel, incluindo manuseio de bases de dados, elaboração de tabelas dinâmicas, gráficos e relatórios.
  • Elaboração de apresentações com boa apresentação visual, clareza e objetividade na transmissão de conteúdos e conclusões.
  • Habilidade no suporte à gestão de projetos, com responsabilidade, organização e respeito aos cronogramas acordados.
  • Autonomia e atenção aos detalhes.
  • Conhecimentos intermediários de inglês na linguagem oral e escrita.

    BENEFÍCIOS

  • Bolsa Auxílio (R$ 1.650,00)
  • Seguro de Vida
  • Vale-Transporte
  • Vale-Alimentação
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off no aniversário
  • Tipo de trabalho – Híbrido

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 19 de maio.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

 

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

 

Começa a pesquisa para Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais 2025

Está iniciada a coleta de dados para o Anuário de Desempenho dos Fundos Patrimoniais 2025. Esta é a quinta edição da publicação, realizada pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e Coalizão pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos e que este ano tem o apoio estratégico da Fundação Bradesco e Movimento Bem Maior, e o apoio de 1618 Investimentos, Fundação José Luiz Setúbal, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Levisky Legado e Pragma Gestão de Patrimônio.

A iniciativa traz informações sobre fluxo de caixa (patrimônio, doações recebidas, investimentos na causa e resgates para manutenção própria); alocação e rentabilidade dos investimentos; estrutura da governança (com dados sobre a presença de membros independentes e participação feminina), investimento responsável, além de perspectivas para o futuro.

A última edição do estudo, no ano passado, contou com 92 respondentes com patrimônio somado de R$ 139 bilhões.

Serão enviados emails convite para os fundos mapeados pelo IDIS, mas gestores interessados em integrarem o Anuário podem entrar em contato com a equipe do IDIS pelo email: anuariofp@idis.org.br ou por WhatsApp (11) 91708-5775.

Os fundos respondentes terão a oportunidade de participar de um evento fechado entre Gestores de Fundos Patrimoniais no lançamento da publicação.

Para conhecer as informações solicitadas no questionário, o disponibilizamos também completo em Word (acesse aqui). Mas atenção: só serão válidas respostas enviadas via sistema.

PRAZO DE PREENCHIMENTO

As respostas oficiais deverão ser preenchidas no sistema online clicando aqui até 31 de maio de 2025.

 

Conheça o Anuário de Desempenho dos Fundos Patrimoniais 2024.

 

REALIZAÇÃO

SOBRE FUNDOS PATRIMONIAIS

Os fundos patrimoniais, ou endowments, são mecanismos que contribuem para a sustentabilidade financeira de organizações e causas. No Brasil, o primeiro foi criado na década de 50 e se intensificaram a partir de 2019, com a sansão da Lei 13.800/19. Segundo o Monitor de Fundos Patrimoniais, há hoje no país mais de 130 fundos patrimoniais ativos.

 

Saiba mais:

2° Encontro de Empresas Signatárias do Compromisso 1% reúne lideranças para debater e estimular a doação empresarial

No dia 29/04, em São Paulo, aconteceu o segundo Encontro de Empresas Signatárias do Compromisso 1%, um evento exclusivo promovido pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e Instituto MOL, que reuniu empresas protagonistas na transformação positiva no Brasil, que se comprometeram a doar ou já destinam ao menos 1% do lucro líquido anual para organizações da sociedade civil, movimentos ou coletivos que atuam em prol de causas socioambientais de interesse público. O Compromisso 1% reúne hoje 27 empresas signatárias, com novas organizações em processo de adesão.


Veja o que é Investimento Social Privado.


Com o objetivo de promover reflexões sobre o papel da filantropia estratégica, a programação contou com painéis e rodas de conversa com lideranças corporativas, conselheiros do Compromisso 1% e representantes das empresas signatárias e algumas empresas que estão finalizando o processo de adesão.

2º Encontro de empresas signatárias do Compromisso 1% na sede da KPMG Brasil / Foto: André Porto

Paula Fabiani, CEO do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – e de Rodrigo Pipponzi, membro do Comitê de Sustentabilidade da RD Saúde, lideraram o painel “Pessoas, propósito e legado: geração de valor para dentro e fora das empresas”, e debateram como o Investimento Social Privado pode gerar valor para os públicos de interesse da empresa, sejam internos ou externos. Já as rodas de conversas, mediadas por empresas signatárias e organizações do comitê consultivo do movimento, abordaram temas como alinhamento entre estratégia empresarial e investimento socioambiental, sensibilização e engajamento de lideranças, relacionamento com públicos externos, monitoramento e avaliação de impacto, comunicação como ferramenta de valor e diferentes modalidades de doação, promovendo conexões qualificadas e aprendizado coletivo.

Fechando com chave de ouro,  Rafaella Carvalho, Diretora Executiva na Cyrela Brazil Realty e Bruna Silva, Gerente Executiva de Impacto Social na RD Saúde, inspiraram ainda mais os presentes, reforçando a importância do compromisso contínuo com a filantropia estratégica e o papel das empresas na geração de impacto positivo na sociedade.

O II Encontro de Empresas Signatárias do Compromisso 1% marcou um avanço essencial: aproximar empresas signatárias e empresas que querem assumir um compromisso público e ter uma atuação mais conectada com a transformação socioambiental. Mais do que alinhamento de discurso, o encontro mostrou que, quando as empresas atuam de forma conjunta, elas podem ampliar o potencial de gerar mudanças concretas no Brasil.


QUER FAZER PARTE DESSA TRANSFORMAÇÃO?

Se a sua empresa também acredita no poder da doação estratégica para construir um futuro mais sustentável, acesse e saiba como aderir ao movimento. Junte-se às empresas que já estão mudando o mundo com apenas 1%.

IDIS e parceiros levam tema do investimento social privado para a Amazônia

No final do mês de março, representantes do IDIS estiveram em Manaus (AM) para uma série de agendas voltadas à promoção do Investimento Social Privado (ISP) na região. A iniciativa teve como objetivo dialogar com diferentes públicos locais, além de conhecer de perto iniciativas desenvolvidas no território.

A programação teve início com a participação no 8º Encontro Regional promovido pela FBN Brasil – Family Business Network Brasil, nesta edição em parceria com o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. O evento reuniu famílias empresárias da Região Norte para discutir tendências, cenários econômicos, perspectivas de sucessão e governança, bioeconomia, além do papel da filantropia e do investimento social privado no desenvolvimento socioambiental da Amazônia.

Realizado na sede da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), o encontro contou com 73 participantes e 14 palestrantes, em uma manhã dedicada à troca de experiências, conexões estratégicas e reflexão sobre os desafios e oportunidades para as empresas familiares e para o desenvolvimento sustentável da região.

Durante a programação, a gerente de Comunicação e Conhecimento do IDIS, Luisa Lima, conduziu um painel sobre o papel das famílias empresárias no desenvolvimento socioambiental da Amazônia.

Em sua fala, apresentou diferentes modelos de investimento social e destacou iniciativas já em andamento. “Ficou evidente a conexão dos empresários com o território. Há um enorme potencial da Amazônia para impulsionar soluções que conciliem desenvolvimento econômico, conservação ambiental e fortalecimento das comunidades locais”, afirmou.

Guilherme Sylos, diretor de Prospecção e Parcerias do IDIS, também integrou a programação.

No dia seguinte, Luisa Lima representou novamente o IDIS no evento Conexão de Impacto, promovido pelo Impact Hub Manaus, com uma apresentação sobre investimento social privado e cultura de doação para cerca de 30 representantes de organizações da sociedade civil da cidade.

A agenda incluiu ainda outras visitas institucionais, como ao escritório do UNICEF em Manaus e à Comunidade de Tumbira, onde a FAS implementa ações voltadas ao desenvolvimento local, beneficiando diretamente mais de 140 ribeirinhos.

Relatório de atividades 2025: esperançamos e realizamos!

Há mais de duas décadas, escolhemos acreditar – e agir – para que a filantropia seja força ativa na construção de um Brasil mais justo e solidário.

Em 2025, esse compromisso se manteve firme. O ‘esperançar’ foi o tema do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais e também o fio condutor que guiou nossas ações. Diante da complexidade da policrise mundial, é fácil sentir-se paralisado, com o horizonte do futuro encoberto pela incerteza. Mas não se pode esperar. É tempo de agir, colaborar, mobilizar forças e acreditar que um mundo com mais equidade é possível. A filantropia é um farol, que aponta o caminho para novas
alternativas e possibilidades, transformando esperança em movimento.

Seja entre iniciativas internas ou em colaborações com outras organizações do setor, a coletividade deu propulsão à nossa atuação baseada no tripé de geração de conhecimentoconsultoria e projetos de impacto. Durante esse caminho, continuamos com nossa missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto. As histórias foram reunidas em nosso Relatório de Atividades.

Acesse e baixe o Relatório de Atividades IDIS de 2025.

Conheça os destaques!

 

O IDIS em números

Nossa equipe de consultoria conduziu 39 projetos, abrangendo áreas como planejamento estratégico, agenda ESG, estruturação e gestão de fundos patrimoniais, gestão de doações e avaliação de impacto.

Já na área de conhecimento, continuamos com nossa vocação de refletir sobre tendências, ler cenários e sistematizar conceitos e metodologias. Foram 50 novos produtos, incluindo publicações, artigos e notas técnicas lançadas e eventos. Lançamos a quinta edição do Perspectivas para a Filantropia no Brasil, realizamos mais uma edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, que mais uma vez aconteceu de forma híbrida, e produzimos a Pesquisa Doação Brasil 2024 e o estudo Caminhos para uma atuação mais ampla e estratégica da Filantropia Familiar no Brasil. Apoiamos o desenvolvimento, adaptação e tradução de estudos de organizações parceiras internacionais, como o World Giving Report 2025, da CAF. Ao todo, recebemos 62 mil acessos aos nossos conteúdos.

Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2025

Os projetos de impacto que o IDIS implementa e lidera continuaram avançando. No âmbito do programa Transformando Territórios, o ano em que o Programa completou meia década foi marcado por avanços no fortalecimento individual e coletivo das FICs, compartilhamento de conhecimento e ampliação do modelo no Brasil. Atualmente, são 15 organizações participantes, presentes em dez estados brasileiros. Para dar mais visibilidade ao conceito da filantropia comunitária territorial e fortalecer a comunicação institucional das FICs, foi produzida a Websérie Transformando Territórios, que apresenta 14 histórias reais de impacto, pertencimento e protagonismo comunitário.

Ao longo do ano, a Coalização pelo Fundos Filantrópicos, liderada pelo IDIS, continuou sua atuação, que envolveu diversas reuniões estratégicas e a submissão de documentos técnicos, garantindo que a discussão fosse aprofundada e priorizada na agenda legislativa. A cultura é uma das causas com larga tradição de financiamento por meio de endowments e, em 2025, o Ministério da Cultura publicou a Instrução Normativa nº 26, regulamentando a captação de recursos, via Lei de Incentivo à Cultura, para a constituição ou ampliação de fundos patrimoniais culturais, nos termos da Lei nº 13.800/2019. Ainda nesta temática, lançamos mais uma edição do Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais, e demos continuidade a atualização do Monitor de Fundos Patrimoniais, acompanhando a evolução do tema no Brasil.

Andrea Hanai junto a Margareth Menezes durante o encontro ocorrido em Brasília. 22 de maio de 2025. Foto: Victor Vec/ MinC.

Em 2025, o Programa Juntos pela Saúde, iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e gerida pelo IDIS, completou seu portfólio, com dois projetos finalizados e 12 em execução simultânea. Para
além de estruturar arranjos e selecionar iniciativas, o programa passou a concentrar esforços na sustentação da execução e do monitoramento. Até 2026 serão destinados aproximadamente R$ 113 milhões, captados em formato de matchfunding (sendo 50% deste valor por meio de parceiros e 50% do BNDES) para 14 projetos que visem beneficiar atividades de saúde, com destaque ao apoio aos serviços da atenção primária, apoio diagnóstico, prevenção e rastreamento.

O Compromisso 1%, parceria entre IDIS e @Instituto MOL, reúne empresas de diferentes portes e setores que se comprometem a doar, de forma voluntária, pelo menos 1% de seu lucro líquido anual para em prol de causas de interesse público. Em um ano e meio de existência, o Compromisso 1% reuniu 22 empresas signatárias que se comprometem a doar ao menos 1% de seu lucro líquido, seja por meio de recursos financeiros, produtos ou expertise, na forma de trabalho pro bono.

Também demos início ao IA.3 – Inteligência Artificial para o Terceiro Setor. Durante o Google for Brasil 2025, em São Paulo, o Google.org, vertente filantrópica do Google, anunciou o aporte de R$ 5 milhões destinados a capacitação em inteligência artificial voltada ao terceiro setor. O IDIS assumiu a liderança da implementação do programa, ampliando nosso compromisso com a inovação acessível e orientada ao interesse público. Em parceria com o Canal SabIAr, desenhamos um programa abrangente de formação em IA para ONGs de todo o Brasil, o que inclui mentorias para a efetiva implementação de soluções e acompanhamento para identificação do impacto gerado pelo programa.

Presença global e parcerias

Acreditamos que a pluralidade de opiniões, origens, histórias de vida e de repertório enriquecem o nosso trabalho e aumentam o nosso potencial de impacto. Por isso, em 2025, continuamos a celebrar a diversidade e investir no poder das parcerias.

Também participamos de redes temáticas, refletindo, cocriando, referendando e implementando ações. Contribuímos para o avanço de pautas relevantes para o fortalecimento do ambiente democrático, do Investimento Social Privado e da Cultura de Doação no Brasil.

Conheça os nossos parceiros institucionais e as redes das quais participamos em 2025.

Equipe IDIS durante encontro de discussão de planejamento estratégico na Pinacoteca de São Paulo

Quem faz o IDIS

Quem constrói nossa história diariamente é quem faz parte do IDIS. O IDIS tem crescido não só em números de projetos, indicadores de impacto, eventos e parceiros, mas também em pessoas (ou querIDIS). Fechamos o ano com 56 querIDIS em nosso time, levando à criação de novos processos e políticas de pessoas.

Com modelo de trabalho híbrido, ao longo do ano, foram promovidas uma série de ações de integração, formação e troca de conhecimento. Parte dessas iniciativas foi conduzida pelo Comitê de Diversidade, composto por membros da equipe IDIS, que também coordenou a quinta edição do Censo IDIS.

Conheça todos os detalhes das atividades do IDIS ao longo de 2025 em nosso Relatório de Atividades.

Monitor de Fundos Patrimoniais no Brasil

O Monitor de Fundos Patrimoniais no Brasil é uma iniciativa do IDIS e da Coalizão pelos Fundos Filantrópicos para o acompanhamento de endowments em atividade no Brasil.

Os dados são obtidos a partir de questionários respondidos por gestores destes fundos ou por meio da consulta pública em sites ou veículos de imprensa.

A atualização é constante. Para passar a integrar o levantamento ou modificar algum dado, gestores de fundos patrimoniais podem preencher o questionário oficial. Solicite o link escrevendo para comunicacao@idis.org.br

Acesse aqui os dados disponíveis sobre os fundos patrimoniais mapeados.

O Monitor de Fundos Patrimoniais no Brasil identificou 128 fundos patrimoniais ativos, cujo patrimônio total informado é de R$ 137.583.805.990.

Acesse abaixo a planilha completa com informações sobre as causas dos fundos e também fonte da informação.

Monitor IDIS dE Fundos Patrimoniais no Brasil – levantamento completo

 

 

Nome 

Ano da criação

Patrimônio

Sede

Aldeias Infantis SOS 2024 R$ 8.000 SP
Amigos da Alef Peretz Organização Gestora do Fundo Patrimonial 2021 R$ 20.219.121 SP
Arcanjos Endowment 2026 Não informado DF
Associação Amigos da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) 2019 R$ 2.412.366 SP
Associação Amigos Direito UERJ 2017 R$ 349.948 RJ
ASA – Associação Santo Agostinho 2018 R$ 106.000.000 SP
Associação Beneficente Alzira Denise Hertzog Da Silva (Instituto Devive)
2001 R$ 67.000.000 SP
Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração (ACTC)
2023 R$ 25.083.611 SP
Associação Endowment Direito GV 2011 R$ 6.655.200 SP
Associação Escola Panamericana de Porto Alegre 2022 R$ 15.000.000 RS
Associação Feminina de Estudos Sociais e Universitários (AFESU) 2018 R$ 595.984 SP
Associação Fundo Areguá 2016 R$ 12.873.091 SP
Associação Fundo Patrimonial Amigos da Poli (Escola Politécnica da USP) 2012 R$ 63.500.00 SP
Associação Fundo Patrimonial – AXUXÊ (Faculdade de Medicina da FMABC) 2023 R$ 61.039 SP
Associação Fundo Patrimonial Patronos (Unicamp – alunos) 2020 R$ 2.500.000 SP
Associação Gestora do Fundo Patrimonial em Apoio à Faculdade de Direito da UFRGS 2021 Não informado RS
Associação Gestora do Fundo Patrimonial Endowment Chronos (USP São Carlos – comunidade) 2024 R$ 1.500.000 SP
Associação Irmão Norberto Rauch (Endowment da PUC-RS) 2020 Não informado SP
Associação Rosa Penido 2024 R$ 106.000.000 SP
Associação São Joaquim 2006 R$ 2.130.404 SP
Associação Umane 2016 R$ 1.432.342.244 SP
Fundo Baobá 2016 R$ 131.866.834 SP
C de Cultura 2017 R$ 20.833.679 SP
Casa Pequeno Mundo Não informado SP
Conecta EAUFBA (Escola de Administração da UFBA) 2022 R$ 150.000 BA
Endowment Alumni Direito Mackenzie 2022 R$ 2.000 SP
Endowment do CEAP 2018 R$ 654.178 SP
CIP – Congregação Israelita Paulista 2015 Não informado SP
Endowments do Brasil – Fundo Trans Casa Chama 2022 Não informado SP
Endowment IRM (Instituto Rodrigo Mendes) 2015 R$ 45.718.567 SP
Endowment PUC-Rio 2019 R$ 7.069.152 RJ
Endowment Sempre FEA (FEAUSP – alunos) 2020 R$ 10.200.000 SP
Fonte Endowment 2023 Não informado DF
Fundação Antonio e Helena Zerrenner INB 1936 R$ 32.711.417.000 SP
Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer (Fundação do Câncer) 1991 R$ 65.390.000 RJ
Fundação Banco do Brasil 2008 R$ 283.628.879 DF
Fundação Bradesco 1956 R$ 91.000.000.000 SP
Fundação Carlos Chagas – FCC 1964 Não informado SP
Fundação Darcy Chagas 2020  R$6.297.772 RJ
Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico da Universidade Estadual de Maringá – FADEC-UEM 2024 R$ 4.576 PR
Fundação Dorina Nowill 2023 Não informado SP
Fundação Estudar 2018 R$ 53.164.832 SP
Fundação Fundo Brasil de Direitos Humanos 2007 R$ 45.871.106 SP
Fundação Fundo Patrimonial FEAUSP (gestores) 2015 R$ 1.622.626 SP
Fundação Gestora de Fundo Patrimonial da Universidade de São Paulo (USP) 2021 R$ 23.997.260 SP
Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza 1996 R$ 34.093.271 PR
Fundação Itaú 1988 R$ 4.184.901.000 SP
Fundação José Luiz Setúbal 2016 R$ 365.440.002 SP
Fundação Lia Maria Aguiar – FLMA 2008 R$ 680.000.000 SP
Fundação Maria Emilia Não informado BA
Fundação St. Pauls de Apoio à Educação 2021 R$ 26.147.000 SP
Fundação Tide Setubal 2010 R$ 120.732.446 SP
Fundação Uniselva 2002 R$ 1.158.490 MT
Fundo Amanhã (Administração UFRGS) 2022 R$ 2.809.966 RS
Fundo Apontar 2015 R$ 20.000.00 RJ
Fundo Betinho – Ação da Cidadania 2018 R$ 69.514.534 RJ
Fundo Catarina 2021 R$ 2.190.029 SC
Fundo Centenário (Escola de Engenharia da UFRGS) 2019 R$ 2.836.048 RS
Fundo Comunitário da Maré – FCDM 2021 R$ 21.496.205 RJ
Fundo de Bolsas (Fundação Dom Cabral) 2025 R$ 12.000.000 MG
Fundo de Apoio ao Jornalismo Investigativo – F/ABRAJI  2016 Não informado SP
Fundo de Capital – Endowment – Fundação Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de SP) 2006 R$ 66.590.563 SP
Fundo de Educação Social do Instituto Elos 2021 R$ 1.590.311 SP
Fundo de Endowment do Instituto Líderes do Amanhã 2019 R$ 4.200.000 ES
Fundo de Fomento à Filantropia – FFF (IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social) 2024 R$ 10.100.000 SP
Fundo de Sustentabilidade Financeira (FALM – Fundação André e Lúcia Maggi) 2017 R$ 20.026.888 MT
Fundo FICA 2015 R$ 8.000.000 SP
Fundo Figueira 1964 Não informado SP
Fundo Eterno Bem 2021 R$ 553.956 RJ
Fundo FAS (Fundação Amazônia Sustentável) 2008 R$ 52.727.000 AM
Fundo Gerações 2008 R$ 2.646.000 RS
Fundo Helda Gerdau 2019 Não informado RS
Fundo iGMK – Instituto George Mark Klabin 1994 R$ 11.544.403 SP
Fundo Patrimonial Amigos do Hospital do Fundão (RJ) 2016 Não informado RJ
Fundo Patrimonial Amigos da Univali 2019 R$ 116.636 SC
Fundo Patrimonial Amigos do Brasil Central 2019 R$ 60.000 GO
Fundo Patrimonial Associação Projeto Gauss – FPPG 2019 R$ 5.589.899 SP
Fundo Patrimonial Augere (FMUSP) 2015 R$ 234.440 SP
Fundo Patrimonial Aventura de Construir – Já, Devagar e Sempre 2023 R$ 568.785 SP
Fundo Patrimonial da Brazil Startups 2022 R$ 10.000 DF
Fundo Patrimonial da Fundação Delfim Mendes Silveira (FDMS) – UFPel 2024 Não informado RS
Fundo Patrimonial da Fundação Grupo Volkswagen 2002 R$ 275.069.659 SP
Fundo Patrimonial da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal 1965 R$ 622.800.000 SP
Fundo Patrimonial da Fundação Romi 1999 R$ 84.000.000 SP
Fundo Patrimonial da UFC 2024 Não informado CE
Fundo Patrimonial da UNICAMP – LUMINA (Reitoria) 2020 R$ 4.557.853 SP
Fundo Patrimonial do IMS 1995 R$ 1.250.000.000 SP
Fundo Patrimonial do Instituto Acaia 2016 R$ 427.935.060 SP
Fundo Patrimonial do Instituto Alana 2013 R$ 461.988.062 SP
Fundo Patrimonial do Instituto Ayrton Senna 2017 R$ 153.000.000 SP
Fundo Patrimonial do Reciclar 2016 R$ 7.771.572 SP
Fundo Patrimonial Eliezer Max Não informado Não informado RJ
Fundo Patrimonial PROSPERA – Unesp 2022 R$ 1.000.000 SP
Fundo Perpetuidade SOS Mata Atlântica 2009 R$ 69.724.835 SP
Fundo Patrimonial UFV 2024 Não informado MG
Fundo Polifonia (Orquestra de Novo Hamburgo) 2025 Não informado RS
Fundo ReCivitas da Renda Básica 2020 R$ 110.000 SP
FUNSAI (Fundação Nossa Senhora Auxiliadora do Ipiranga) 1943 R$ 135.000.000 SP
FUTURE – Fundo Territórios Unidos por Recursos para a Educação 2023 R$ 1.600.000 AM
Futurin – Funds for life (Hospital Pequeno Príncipe) 2024 R$ 3.000.000 PR
Gaia Legado 2024 R$ 75.000.000 SP
Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) 2024 R$ 1.919.021 SP
Gene – Fundo Patrimonial do IFSP (Instituto Federal de São Paulo) 2024 R$ 32.127 SP
Indeed 2023 Não informado
INSPER 2022 R$ 7.923.594 SP
Instituto Artigo 220 (Revista Piauí) 2018 R$ 440.151.294 RJ
Instituto Fundo Patrimonial Reditus (UFRJ – alunos) 2019 R$ 17.712.724 RJ
Instituto Ibirapitanga 2016 R$ 643.497.979 RJ
Instituto Jô Clemente R$ 109.361.000 SP
Instituto Merula Steagall 2022 R$ 1.588.000 SP
Instituto Serrapilheira 2016 R$ 602.034.888 RJ
Instituto Sol 2017 R$ 1.431.624 SP
Instituto Unibanco 2009 Não informado SP
IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas 2007 R$ 15.123.969 SP
ITA Endowment 2023 R$ 1.863.202 SP
Liga Solidária 2020 R$ 109.700.000 SP
MASP Endowment 2017 R$ 19.799.518 SP
Minerva Impacto 2024 RJ
Organização Gestora de Fundo Patrimonial da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês 2021 R$ 18.836.870

SP
PDR – Purpose Driven Resources 2023 R$ 72.000.000 SP
Primatera Fundo Patrimonial 2020 R$ 200.445 SP
Rio Endowment 2022 R$ 206.528 RJ
Rogério Jonas Zylbersztajn (RJZ) 2019 R$ 219.000.000 RJ
Semear 2022 R$ 25.000 MG
Semente Oré 2021 R$ 40.000.000 SP
Sempre Sanfran (Faculdade de Direito USP – alunos) 2021 R$ 12.252.164 SP
Turim – Saúde Criança (Instituto Dara) 2008 R$ 18.382.338 RJ
WimBelemDowment – Organização Gestora de Fundo Patrimonial 2021 R$ 256.497 RS

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Conheça o tema e inscreva-se para o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2026

A 15ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais acontece no dia 27 de agosto, quinta-feira, e, para este ano, traz como tema central do evento a filantropia ‘Entre a Essência e a Reinvenção’. 

Assim como nas últimas edições, o evento acontecerá em formato híbrido. Presencial exclusivamente para convidados na Casa Melhoramentos, em São Paulo, e com transmissão ao vivo gratuita via YouTube ao longo do dia todo. 

No Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2026 vamos explorar a tensão dinâmica entre permanência e transformação na filantropia. Em um contexto de aceleradas mudanças sociais, políticas, tecnológicas e climáticas, os atores filantrópicos são desafiados a repensar seu modo de estar no mundo.

‘Entre a Essência e a Reinvenção’ posiciona a filantropia em um ponto de inflexão. De um lado está sua essência: compromisso ético, visão de longo prazo, autonomia, capacidade de assumir riscos e atuação voltada à transformação estrutural. De outro lado está a reinvenção: disrupção digital, novos mecanismos financeiros, governança participativa, abordagens decoloniais, ecossistemas colaborativos e estratégias adaptativas diante de crises sistêmicas. Neste contexto, o que deve permanecer inegociável e o que precisa evoluir para que a filantropia continue relevante e eficaz?

AS INSCRIÇÕES PARA A TRANSMISSÃO ONLINE JÁ ESTÃO DISPONÍVEIS CLICANDO AQUI

 

Palestrantes já confirmados 

Entre os palestrantes já confirmados estão Claudia Buzzette Calais (Fundação Bunge), Dex Hunter-Torricke (Center For Tomorrow), Mario Haberfeld (Onçafari), Rafael Ribeiro (Formigas-de-Embaúba), Ricardo Levisky (Levisky Legado) e Vitor Hugo Neia (Fundação Grupo Volkswagen)

 

Realização e Apoio 

Neste ano, o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais conta com o Apoio Master da Fundação Bradesco e do Movimento Bem Maior; Apoio Prata da Fundação Sicredi; Apoio Bronze da Fundação ArcelorMittal, Fundação Grupo Volkswagen, Levisky Legado; Apoio Institucional do Fundo de Fomento à Filantropia e do UNICEF; e, como Parceiros de Mídia, a Alliance Magazine e a Stanford Social Innovation Brasil.

 

 

Sobre o evento

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais oferece um espaço para a comunidade filantrópica se reunir, trocar experiências e aprender com seus pares, fortalecendo a filantropia estratégica para a promoção do desenvolvimento da sociedade brasileira. O evento já reuniu mais de 1.500 participantes, entre filantropos, líderes e especialistas nacionais e internacionais. Em nosso canal do YouTube estão disponíveis listas com as gravações de todas as edições. Confira! 

Representantes da Mott Foundation acompanham avanço do Programa Transformando Territórios em três regiões do país

De 24 de março a 1º de abril, representantes da Charles Stewart Mott Foundation, uma das principais fundações filantrópicas dos Estados Unidos, estiveram no Brasil a fim de conhecer e revisitar fundações comunitárias em Porto Alegre, Maceió, Valinhos, Campinas e São Paulo. A visita contou com a presença de Neal Hegarty (vice-presidente de programas), Nick Deychakiwsky (oficial de programas sênior), Gabriella Abrego (especialista em fortalecimento do espaço cívico e desenvolvimento comunitário), Jenifer Veloso (oficial de comunicação) e Daniela Gomes (oficial de programas), todos da Mott Foundation.

O programa Transformando Territórios, apoiado pela Mott Foundation e Movimento Bem Maior, atua no fomento e criação de Fundações e Institutos Comunitários (FICs) e atualmente conta com 14 participantes. Esse modelo de organização atua em um espaço geográfico delimitado, mobilizando recursos locais e fortalecendo outras organizações da sociedade civil que desenvolvem soluções para os desafios sociais, ambientais e econômicos dos próprios territórios. 

A agenda reuniu oito institutos e fundações comunitárias, com atividades realizadas em cinco cidades. Os números refletem a importância da iniciativa e ganham ainda mais relevância ao considerar o impacto direto das ações em territórios onde cada esforço contribui de forma significativa para o desenvolvimento local.

Representantes da Mott Foundation, IDIS e Fundações Gerações em Porto Alegre

Fundação Gerações: a importância da articulação local

Iniciando a viagem pela capital gaúcha, Porto Alegre, se reuniram com lideranças da Fundação Gerações, visando conhecer a estratégia da organização e ações, como a criação do Fundo Porto de Todos — primeiro fundo comunitário do estado, criado durante as enchentes na região em 2024. A visita contou com a presença do ICOM, outra FIC participante do programa, com atuação na grande Florianópolis, em Santa Catarina, estado vizinho.

Depois foi possível conhecer de perto o impacto gerado por projetos apoiados pela Fundação Gerações por meio do Fundo, como a Cooperativa de Produtos Orgânicos Pão da Terra, iniciativa que reúne famílias associadas e atua na produção agroecológica de hortaliças, panificados, grãos e cogumelos. Também, no município de Canoas, conheceram a ONG Chimarrão da Amizade, que atua na inclusão social de pessoas com deficiência intelectual e das famílias, além de encontros com filantropos e representantes do ecossistema social local.

A agenda na cidade também envolveu encontros com empresas e representantes de filantropos locais a fim de compreender possibilidades de colaboração e envolvimento da comunidade do território com a fundação comunitária.  

“A Fundação Gerações é um excelente exemplo de como uma fundação ou instituto comunitário pode mobilizar a comunidade local para fortalecer a sociedade civil em um território. Após as enchentes na região, se mobilizou com atores locais, incluindo poder público, empresas e sociedade civil para responder aquela emergência. Essa articulação evidencia a importância de uma organização como a Gerações pode ter em um território”, conta Rosana Ferraiuolo, gerente do programa Transformando Territórios do IDIS.

Comitiva conhecendo a ONG Chimarrão da Amizade no municípios de Canoas

“Foi uma honra estreitar diálogos com a equipe da Mott Foundation e apresentar, na prática, como a filantropia comunitária vem fortalecendo iniciativas em diferentes territórios da nossa região”, afirma Karine Ruy, diretora executiva da Fundação Gerações.

Cooperativa de Produtos Orgânicos em Eldorado do Sul em Porto Alegre

Mundaú Mundo: o protagonismo das comunidades e da articulação local

A próxima parada foi no Nordeste do Brasil, em Maceió, Alagoas. A Mundaú Mundo, FIC dedicada à capacitação, empoderamento e fortalecimento de organizações, promovendo justiça climática, cultura local e desenvolvimento econômico. Durante a visita, representantes do Instituto Comunitário de Sergipe (ICOSE) também estiveram presentes. 

A comitiva participou de agendas com projetos apoiados pela fundação, como a Cooperativa de Marisqueiras, iniciativa que apoia cerca de 40 marisqueiras na despinicagem e comercialização do sururu, na Lagoa Mundaú, contribuindo para a melhoria da renda e das condições de trabalho das participantes. A programação incluiu encontros com potenciais empresas parceiras e atuais, além de encontro com lideranças comunitárias de diversas cidades do estado, evidenciando a articulação multissetorial no estado de Alagoas, uma importante característica das FICs. 

Ainda em Maceió, especificamente no bairro do Vergel, um dos bairros com alto índice de vulnerabilidade social, os representantes puderam conhecer o laboratório de inovação em construção dentro da própria comunidade. Em fase inicial, será um espaço de acesso à tecnologia. O local contará com a disponibilização de notebooks e a oferta de cursos de informática, com o objetivo de ampliar oportunidades, fortalecer competências digitais e apoiar o desenvolvimento local por meio da inclusão tecnológica.

Mulheres da Cooperativa de marisqueiras em Maceió

“Nossa concepção para a visita foi apresentar o impacto que geramos no território por meio das diversas organizações que apoiamos diretamente. Foi uma agenda bastante estratégica, pensada para mostrar o conjunto do nosso trabalho e o alcance das iniciativas que fortalecemos. Também foi uma agenda marcada por visitas em campo, não apenas às organizações apoiadas, mas voltada a evidenciar o papel da própria Mott Foundation e a validação desse impacto no território”, afirma Carlos Jorge da Silva Santos, diretor-presidente da Mundaú Mundo.

FEAV e Instituto Cacimba: educação, cultura e empreendedorismo no interior e na capital

Saindo do Nordeste do país, foi a vez de seguir para o Sudeste, com destino ao estado de São Paulo. Iniciando em Campinas, os representantes da Mott encontraram-se com lideranças da Fundação FEAC, anteriormente uma fundação participante do programa e que hoje atua como apoiadora. 

No interior, um dos pontos centrais da visita foi o Casarão FEAV, imóvel doado pela Fundação FEAC que possibilitou a ampliação das atividades da organização na cidade vizinha. O espaço abriga cursos, capacitações e iniciativas sociais, entre elas o SOS AVC Valinhos, atualmente constituído como organização social independente. Também foi apresentado o histórico do programa JovemTEC, voltado à preparação de estudantes da rede pública para o ingresso em escolas técnicas, hoje conduzido pelo Círculo de Amigos do Patrulheiro.

Já na capital, a visita contou com uma reunião no IDIS, além da Mott, estiveram presentes representantes do apoiador do programa Transformando Territórios, Movimento Bem Maior. O último destino foi a zona leste de São Paulo. A visita ao Instituto Cacimba, da região de São Miguel Paulista, contou também com representantes do Fundo Comunitário Perifasul M’Boi Mirim, outra participante do programa e parceiros do programa, como Comunitas, Instituto ACP e a Fundação Tide Setubal.

Caminhada pelo bairro União de Vila Nova (SP) em visita ao Instituto Cacimba

Em um roteiro a pé, foram visitados: Uni-Diversidade da Quebrada, espaço em que o Instituto Cacimba, junto ao Instituto Nua, desenvolve projetos voltados ao fortalecimento do bairro União de Vila Nova, com foco em educação e cultura. Entre as iniciativas, destacam-se oficinas de pintura, cursos de marketing e costura, além do “Desnegócio”, programa que fomenta o empreendedorismo local. Durante a visita, a equipe do Instituto apresentou a trajetória, detalhou a atuação dos projetos e conduziu um tour pelo espaço onde as atividades são realizadas.

Também conheceram áreas de expansão da atuação no território, como o Parque Jacuí. Ao longo do percurso, foram apresentados os planos futuros do Instituto, evidenciando os desafios ainda enfrentados no território e as perspectivas. 

 

“No Brasil, o ICOM (Instituto Comunitário da Grande Florianópolis) foi a primeira fundação comunitária, criada em 2005. Hoje já existem 14, muitas delas bem estruturadas, com bom conhecimento do território, atuação alinhada às demandas locais e capacidade de mobilizar recursos locais. O desenvolvimento dessas organizações requer um processo gradual e cuidadoso, baseado mais em apoio do que em direcionamento externo. Uma metáfora que vejo é a de soprar brasas: se soprar forte demais, apaga o fogo; se soprar pouco, ele não acende”, conta Nick Deychakiwsky, oficial de programas sênior da Mott Foundation.

 

“Nosso trabalho parte das demandas da própria comunidade. As iniciativas apresentadas mostram como o fortalecimento local, aliado a parcerias estratégicas, pode gerar oportunidades concretas de formação, renda e desenvolvimento para o território”, afirma Hermes de Sousa, diretor-presidente do Instituto Cacimba.

A visita reafirma a relevância do Programa Transformando Territórios como estratégia para o fortalecimento da filantropia comunitária no Brasil. Ao longo dos encontros, tornou-se evidente o papel central das fundações e institutos locais na mobilização de recursos locais, no engajamento de lideranças e na construção de soluções alinhadas às realidades de cada território. Para seguir assim, Transformando Territórios.

Organizações são convidadas a participar do Panorama das ONGs 2026: capítulo Brasil

A Charities Aid Foundation (CAF), em parceria com o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e instituições aliadas em 35 países, está conduzindo a pesquisa Panorama das ONGs 2026: capítulo Brasil, relatório que integra o World Giving Report.

A primeira edição do panorama contou com as respostas de organizações brasileiras que apoiaram a mapear a atuação de organizações da sociedade civil ao redor do mundo, entender seus desafios e medir seu impacto na sociedade.

O formulário para coletar respostas de lideranças de ONGs deste ano já está no ar e você pode participar! 

A iniciativa tem como objetivo ouvir organizações que atuam diretamente no campo e desenvolvem um trabalho relevante de transformação socioambiental no país.

As ONGs participantes contribuirão para uma iniciativa global voltada ao fortalecimento da sociedade civil em nível internacional. O questionário é anônimo, tem duração estimada de 8 a 10 minutos e permite que as respostas sejam salvas para preenchimento posterior.

Os resultados consolidados serão publicados no segundo semestre de 2026.

Clique aqui e participe!
Sua contribuição é muito importante

 

Sobre a CAF
A Charities Aid Foundation (CAF) é uma organização britânica dedicada à filantropia, com mais de 100 anos de atuação. Presente em diversos países, incluindo o Brasil, por meio do IDIS, a CAF apoia doadores e investidores sociais privados a maximizar o impacto de suas doações. A rede CAF conta ainda com escritórios na Argentina, África do Sul, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Índia, entre outros.World Charity Insights Survey

Mosaic abre inscrições para o Edital da Água 2026, com foco em eficiência no saneamento rural e à água potável

 

Estão abertas as inscrições para a oitava edição do Edital da Água. A iniciativa, promovida pela Mosaic, uma das maiores produtoras globais de fosfatados e potássio combinados, em parceria com o IDIS, apoia projetos voltados à gestão sustentável dos recursos hídricos e à ampliação do acesso ao saneamento básico. As inscrições podem ser feitas até 24 de abril pelo ao enviar os documentos necessários para editalagua2026@idisconsultoria.org.br

O edital tem como objetivo incentivar boas práticas na gestão da água, contribuindo para a disponibilidade e o uso sustentável do recurso. Desde a sua implantação em 2019, 90 projetos já foram apoiados, alcançando cerca de 21 mil pessoas.

Neste ano, até 10 organizações serão selecionadas, cada uma com possibilidade de receber apoio financeiro de até R$ 45 mil por projeto. As propostas devem apresentar soluções inovadoras, com destaque para tecnologias sociais aplicadas ao saneamento básico em contextos rurais e urbanos.

No ano passado, diversas instituições se destacaram na condução dos projetos, como em São Paulo, em uma iniciativa liderada por mulheres negras em Paraisópolis, comunidade vulnerável da capital.

“Aqui no G10 Favelas, o Programa Guardiãs das Águas leva inovação e cuidado ambiental às comunidades, com a implantação de cisternas para captação da água da chuva. A água captada é filtrada e reutilizada na irrigação da horta da Agrofavela Refazenda, com sistema de gotejamento. Queremos lembrar que a favela também constrói soluções sustentáveis para o presente e o futuro. Agradecemos à Mosaic pela parceria nesse projeto transformador”, comenta Gilson Rodrigues, fundador da instituição

 

A atuação do Instituto IDASE na comunidade Aldeinha, em Rondonópolis (MT), por meio do projeto “Fossas Biodigestoras e Nascentes Vivas: dignidade e sustentabilidade no campo”, foi marcada por um trabalho próximo às famílias e de forte impacto social e ambiental:

“A iniciativa, viabilizada pelo Edital da Água, com financiamento da Mosaic, permitiu a implantação de tecnologias sociais de saneamento rural aliadas à conservação de nascentes, promovendo melhorias concretas na qualidade de vida, no cuidado com os recursos hídricos e no fortalecimento de práticas sustentáveis no meio rural”, comenta Paula Seixas, diretora do Instituto.

Já em Minas Gerais, a Uniube desenvolveu um projeto em parceria com uma escola municipal em Uberaba, por meio da iniciativa “Aquaponia: uso racional da água em um sistema sustentável de produção integrada de peixes e hortaliças hidropônicas”.

Segundo Dionir Dias, coordenadora da Unitecne (Incubadora de Empresas da Uniube):

“Participar de mais um Edital da Água foi uma oportunidade incrível de contribuir para a formação de alunos, professores e da comunidade sobre a importância da sustentabilidade e da educação ambiental, a partir de um bem tão precioso quanto a água. O projeto foi estruturado para ser executado de forma permanente na escola, integrado aos conteúdos curriculares. As atividades práticas, as dinâmicas interativas e a acessibilidade criam um espaço multicultural de encantamento, responsabilidade e aprendizado para a vida”.

 

O processo de seleção inclui etapas de validação, qualificação e entrevistas. A previsão é que os projetos vencedores sejam anunciados em 22 de maio. Após a formalização, as iniciativas avançarão para a fase de implementação, com prazo de execução de até seis meses.

Segundo Paulo Eduardo Batista diretor de Public Affairs e Governo da Mosaic o edital reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável. Ele destaca que o Edital da Água fortalece iniciativas que já atuam nas comunidades e que oferecem respostas práticas e inovadoras para desafios ligados à água e ao saneamento. Ao apoiar esses projetos a empresa contribui para melhorar a qualidade de vida da população e promover o uso responsável dos recursos hídricos. Paulo reforça que os projetos apoiados valorizam o protagonismo das organizações sociais e reconhecem a força das soluções construídas a partir da realidade local com impacto duradouro e capacidade de replicação em outros territórios.

O Edital da Água integra a estratégia de investimento social da Mosaic e busca ampliar o impacto positivo da companhia nas regiões onde atua. Em 2025, a iniciativa recebeu reconhecimento da Federação das Indústrias de Goiás (FIEG) por suas ações de saneamento rural no estado.

 

COMO SE INSCREVER

Prazo: de 23 de março a 24 de abril

Municípios de abrangência:

• Bahia (BA): Candeias
• Goiás (GO): Catalão, Ouvidor e Rio Verde
• Maranhão (MA): São Luís
• Mato Grosso (MT): Rondonópolis e Sorriso
• Minas Gerais (MG): Araxá, Alfenas, Conquista, Delta, Patrocínio, Sacramento, Tapira e Uberaba
• Paraná (PR): Paranaguá
• Santa Catarina (SC): São Francisco do Sul
• São Paulo (SP): Cajati, Cubatão, Registro e São Paulo
• Rio Grande do Sul (RS): Rio Grande
• Tocantins (TO): Palmeirante

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

Para participar, os interessados devem preencher a planilha de inscrição, reunir os documentos obrigatórios e complementares e enviar todo o material ao IDIS por meio do e-mail editalagua2026@idisconsultoria.org.br

Sobre o Edital da Água

O Edital da Água é desenvolvido com o apoio do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, que atua em todas as etapas do processo, da seleção ao monitoramento dos projetos. A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com foco na gestão responsável da água e no fortalecimento das comunidades locais.

 

Reunião aberta apresenta casos práticos de uso do investimento social privado

A Anbima realizará uma reunião aberta no dia 26 de março, às 10h, para falar sobre investimento social privado na prática: serão apresentados casos reais de uso dessa técnica no setor financeiro, além de conceitos, benefícios e caminhos para a implementação.

O encontro será on-line, por meio do Teams: basta se inscrever aqui para participar.

 

O encontro será conduzido por Luiz Pires, gerente de Sustentabilidade e Inovação da Anbima; Fabiana Prianti, gerente de Investimento Social da B3; Pedro Werneck, gerente de Sustentabilidade da CNseg; e Cintia Cespedes, gerente de Sustentabilidade da Febraban. A moderação é de Paula Fabiani, CEO do IDIS.

A participação é gratuita e voltada a profissionais de instituições financeiras e empresas abertas, principalmente das áreas de sustentabilidade, responsabilidade social, RH, entre outras.

 

 

Guia de Investimento Social Privado

A reunião também abordará os insumos do Guia de Investimento Social Privado, que ensina o passo a passo para empresas realizarem ISP como parte das estratégias de sustentabilidade, com foco em promover impacto positivo na sociedade. O documento foi divulgado recentemente pelas entidades e tem viés educativo. O público-alvo do guia são instituições financeiras, do mercado de capitais, seguradoras e empresas abertas

 

Sobre ISP

O ISP é uma ferramenta para direcionar recursos privados para projetos com foco social que se conectam à área de atuação de cada empresa, ou seja, ao “core business” das companhias. A abordagem permite que a companhia gere impacto social positivo e cria valor em diversas frentes, como transparência, reputação e relação com stakeholders.

Conheça os projetos de conhecimento do IDIS em 2026

geração e disseminação de conhecimento é um dos pilares para o atingimento de nossa missão. Por meio de publicações, notas técnicas, artigos, capacitações e eventos, inspiramos, apoiamos e ampliamos o investimento social privado e seu impacto.

Já no início do ano, lançamos o Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2026, que reúne oito tópicos estratégicos que orientam a análise do cenário da filantropia no Brasil em 2026 abordam temas centrais para o fortalecimento do setor: confiança e legitimidade institucional, financiamento inovador, participação das comunidades, integração com políticas públicas, inteligência artificial, legado, o fortalecimento do ecossistema da filantropia familiar e, de forma transversal a todos esses temas, o clima como critério estruturante para decisões estratégicas.

Conheça e baixe a publicação:

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E podemos ir ainda mais longe e gerar ainda mais impactos positivos se formos juntos. Confira os principais projetos de conhecimento planejados pelo IDIS para serem realizados em 2026.

Filantropia e Investimento Social Privado

15ª edição do mais importante evento voltado à comunidade filantrópica brasileira. A programação, que inclui palestrantes nacionais e internacionais, será realizada em formato híbrido.


Previsão para realização:
27 de agosto de 2026

 

Filantropia Familiar

A partir da realização do estudo Caminhos para uma filantropia familiar mais ampla e estratégica no Brasil, em que foi destacada a importância da criação de espaços seguros de pertencimento e de troca entre pares, o IDIS realizará encontros anuais, reunindo em torno de 20 a 30 filantropos de alto patrimônio, com atuação individual ou familiar, em sessões formativas e inspiradoras. Em Conversa com… é um spin-off da tradicional sessão do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, que já teve a presença de filantropos como Ellie Horn, Neca Setúbal, Jayme Garfinkel e Armínio Fraga.

Previsão para realização: maio de 2026

 

Planejadores de mercado financeiro tem uma ampla influência sobre a alocação de recursos de seus clientes, mas tem pouco conhecimento sobre filantropia e investimento de impacto. Neste projeto, em parceria com a Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro), vamos criar conteúdo sobre esses importantes temas para integrar o CFP® (Certified Financial Planner), uma certificação internacional de distinção, que atesta que o profissional está apto para atuar como planejador financeiro pessoal, considerando os mais altos padrões de excelência. Nos EUA esse conteúdo já faz parte da certificação.

 

Filantropia corporativa

Quando uma empresa investe socialmente, transforma realidades e, ao mesmo tempo, cria valor para o próprio negócio. O novo estudo do IDIS conecta filantropia corporativa à agenda ESG, mostrando o que vai além do impacto socioambiental. Apresentaremos a cadeia de valor do investimento social nas empresas e os mecanismos de monitoramento e avaliação, evidenciando benefícios como atração e retenção de talentos, fortalecimento de reputação, aprendizado, inovação e melhores relações com comunidades. Reuniremos conceitos, dados e casos práticos que mostram como empresas estruturam essa cadeia e integram o investimento social à estratégia.

A publicação oferecerá um referencial claro e acionável para a criação de valor de longo prazo.

Previsão para realização: outubro de 2026

 

Fundos Patrimoniais

Ação de advocacy para influenciar positivamente o ambiente regulatório e ampliar o conhecimento da sociedade em geral acerca do mecanismo, por meio de ações de comunicação e conhecimento. Entre os projetos de destaque, o Monitor de Fundos Patrimoniais. Integra a iniciativa a Coalizão pelos Fundos Filantrópicos, formada por organizações e pessoas que apoiam a criação de endowments no Brasil. O grupo, que hoje conta com mais de uma centena de signatários. O projeto acontece ao longo de todo o ano.

 

Com o objetivo de fortalecer a pauta e gerar dados consistentes, o Anuário é uma iniciativa única que busca divulgar informações sobre a gestão e o desempenho dos fundos patrimoniais brasileiros. Com análises e artigos de especialistas, o Anuário é uma fonte de dados para o aprimoramento da gestão de endowments e fortalecimento de políticas públicas.

 

Previsão para realização: novembro de 2026

Todos os projetos estão com captação aberta. Vamos juntos? Entre em contato pelo e-mail comunicacao@idis.org.br para saber mais sobre como apoiar.

2ª edição do ‘Café IDIS: Filantropia em debate’, reúne empresas para discutir Perspectivas para a filantropia no Brasil em 2026

O IDIS realizou a segunda edição do ‘Café IDIS: Filantropia em debate, um espaço criado para reunir lideranças de organizações em torno de trocas qualificadas e reflexões sobre como tornar o investimento social mais estratégico, ampliando recursos, fortalecendo parcerias e aumentando a capacidade de engajamento em torno de causas socioambientais.

Nesta edição, o encontro teve como destaque a apresentação, em primeira mão, do relatório anual produzido pelo IDIS “Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2026”, que reúne oito tendências que devem influenciar o campo nos próximos anos. Estiveram presentes cerca de 30 lideranças de empresas, institutos e fundações corporativas, e a programação incluiu a apresentação do estudo seguida de um painel de debate, que aprofundou as reflexões propostas pelo relatório com a participação do público.

As oito perspectivas estratégicas que orientam a análise do cenário da filantropia no Brasil em 2026 abordam temas centrais para o fortalecimento do setor: confiança e legitimidade institucional, financiamento inovador, participação das comunidades, integração com políticas públicas, inteligência artificial, legado, o fortalecimento do ecossistema da filantropia familiar e, de forma transversal a todos esses temas, o clima como critério estruturante para decisões estratégicas.

 “A filantropia brasileira precisa reafirmar seu propósito e fortalecer uma visão de longo prazo, em diálogo com movimentos globais e com crescentes demandas socioambientais”, ressalta Paula Fabiani, CEO do IDIS

Após a apresentação do relatório e das reflexões que ele propõe, foi realizado o painel “As perspectivas sob o olhar do setor”, com a participação de Bruna Lima, Head de Impacto Social e Inovação Socioambiental da RD Saúde; Vitor Hugo Neia, Diretor-Geral da Fundação Grupo Volkswagen; Pedro Telles, Country Manager da Latimpacto para o Brasil; e Cássio França, Secretário-geral do GIFE.

A partir de suas diferentes áreas de atuação, os convidados comentaram algumas das perspectivas apresentadas no relatório, trazendo exemplos práticos, desafios e oportunidades para o fortalecimento do investimento social no país. Na sequência, o debate foi ampliado com a participação da plateia, promovendo uma troca aberta entre representantes de organizações com diferentes perfis e experiências no campo da filantropia.

 

Promover encontros como o Café IDIS faz parte da missão do IDIS de fortalecer e desenvolver o investimento social privado no Brasil. Acreditamos que espaços de diálogo como esse são fundamentais para estimular reflexões estratégicas, compartilhar aprendizados e fortalecer vínculos entre organizações que atuam para ampliar o impacto socioambiental no país.

 

Conheça e baixe a publicação ‘Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2026’

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Anbima, B3, CNseg e Febraban lançam guia prático sobre investimento social privado com apoio do IDIS

Um novo guia ensina o passo a passo para empresas realizarem ISP (Investimento Social Privado) como parte das estratégias de sustentabilidade, com foco em promover impacto positivo na sociedade. O manual foi lançado a partir de uma parceria entre Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) e Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).

O documento é resultado da união de forças do setor financeiro e busca estimular a prática de investimento social privado na estratégia das empresas e foi construído com apoio técnico do IDIS.

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“O investimento social privado é uma forma das empresas contribuírem para o enfrentamento dos desafios socioambientais do Brasil, ao mesmo tempo em que aumentam a resiliência das companhias, fortalecem suas estratégias ESG, beneficiam investidores e contribuem para retornos sustentáveis no longo prazo”, explica Luiz Sorge, diretor da Anbima e líder da Rede ANBIMA de Sustentabilidade.

O ISP é uma ferramenta para direcionar recursos privados para projetos com foco social que se conectam à área de atuação de cada empresa, ou seja, ao “core business” das companhias. A abordagem permite que a companhia gere impacto social positivo e crie valor em diversas frentes, como transparência, reputação e relação com stakeholders.

“O guia ajuda as empresas a conectarem o ISP aos temas materiais do negócio, com governança, indicadores e prestação de contas. Desta forma, o investimento social deixa de ser pontual e passa a compor a estratégia de valor da companhia”, avalia Fabiana Prianti, head da B3 Social.

O público-alvo do guia são instituições financeiras, do mercado de capitais, seguradoras e empresas abertas. Com viés educativo, o material é dividido em três blocos de conteúdo: compreender o universo do ISP, os benefícios e a conexão com a agenda ESG; implementar na prática, da definição do projeto à avaliação de resultados; e se inspirar em casos reais de uso nos mercados financeiro, de seguros e de capitais.

“O investimento social privado é uma extensão natural do compromisso do setor segurador com a gestão de riscos e com a forma de se relacionar com a sociedade. Ao direcionar recursos de forma planejada e monitorada para projetos de interesse público, as empresas reduzem vulnerabilidades e constroem bases mais sólidas para o desenvolvimento sustentável do país”, afirma Dyogo Oliveira, presidente da CNseg.

“Ao orientar o uso planejado de recursos privados, o Guia de Investimento Social Privado contribui para o enfrentamento de desafios socioambientais, transformando doações em investimentos estratégicos, alinhados às melhores práticas ESG. A atuação da Febraban, por meio de diretrizes de autorregulação, promoção de boas práticas e iniciativas setoriais, reforça a ética, o monitoramento e o compromisso voluntário dos bancos com a sociedade, reafirmando o papel do setor financeiro como agente de transformação e desenvolvimento sustentável no país”, afirma Amaury Oliva, diretor de Sustentabilidade e Autorregulação da Febraban.

Instituto Chamex e IDIS abrem inscrições para a 6ª edição anual do Edital Educação com Cidadania

As data foram prorrogadas até dia 10 de abril, sexta-feira, às 12h.

Inscreva-se aqui.

 

O Instituto Chamex, parte da Sylvamo (NYSE: SLVM), a empresa de papel do mundo, em parceria com o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, está com inscrições abertas para a 6ª edição do Edital Educação com Cidadania. A iniciativa apoiará seis organizações com projetos voltados à educação, oferecendo aportes de até R$ 37.500 para cada instituição selecionada. As inscrições estarão abertas de 2 de março a 3 de abril de 2026, pelo site.

Os temas contemplam o apoio a soluções para os desafios do sistema educacional, a valorização da infância como período fundamental para o desenvolvimento da criatividade, a promoção de novas perspectivas sobre a economia criativa para jovens e o incentivo à criatividade como ferramenta para o ensino, a aprendizagem, o empreendedorismo e a educação.

Nesta edição, o edital prevê que um dos seis projetos selecionados será obrigatoriamente vinculado à frente de economia criativa, voltada à formação de jovens e jovens adultos e ao fortalecimento de micro e pequenos empreendedores do setor. As demais propostas poderão se enquadrar em uma ou mais frentes, desde que apresentem cronograma detalhado, orçamento compatível e potencial de impacto socioterritorial.

O processo seletivo é aberto a instituições de todo o Brasil, com início das atividades previsto para agosto. As organizações selecionadas terão até oito meses para implementar e concluir os projetos.

 

Além do apoio financeiro, as instituições selecionadas participarão de quatro oficinas de gestão de projetos (Teoria da Mudança, Plano de Monitoramento e Indicadores, Planejamento Estratégico e Captação de Recursos), ministradas pelo IDIS, além de um workshop de encerramento com as ONGs apoiadas pelo programa. As organizações também poderão se inscrever no Acervo de Projetos do Instituto Chamex, espaço exclusivo para dar visibilidade às iniciativas e fomentar conexões com parceiros já existentes e potenciais apoiadores.

“Este edital representa a forma como incentivamos soluções criativas na educação. Queremos apoiar mais organizações a ampliar seu impacto, testar novas metodologias e inspirar transformações reais na vida de estudantes e comunidades”, afirma Mariana Claudio, gerente executiva do Instituto Chamex.

 

“Estamos em parceria com o Instituto Chamex há vários anos. É um privilégio acompanhar o investimento social privado de uma empresa tão relevante para o país apoiando uma causa tão central para o desenvolvimento do nosso país que é a educação”, reforça Henrique Barreto, gerente de projetos do IDIS.

 

Um dos projetos apoiados na última edição do edital compartilha a experiência de ter sido contemplada.

“Pensar em desenvolver um projeto na Fundação CASA era somente uma possibilidade muito distante de concretização até sermos selecionados pelo Instituto Chamex. Estar ao lado dos adolescentes de duas unidades da Fundação CASA tem sido um processo de fortalecimento na crença de que todos, sem exceção, possuem o direito a ter direitos e recomeços”, conta Eliane Lemos, fundadora e diretora executiva do Entre Rodas.

 

As inscrições estarão abertas de 2 de março a 3 de abril de 2026, pelo formulário.

FEAV traz para Valinhos uma palestra com o Professor Mário Sérgio Cortella

A FEAV – Fórum das Entidades Assistenciais de Valinhos, anuncia uma palestra imperdível com o filósofo, mestre e doutor em Educação Mário Sérgio Cortella, no dia 24 de abril (sexta-feira), na Fonte Santa Tereza, em Valinhos.

Com o tema “Persistência”, Cortella convida o público a refletir sobre a importância de não desistir diante dos desafios, diferenciando persistência de teimosia. Como destaca o próprio filósofo: “Persistência é a capacidade de não desistir de algo, enquanto a teimosia é marcada pela insistência inflexível.”

Os convites estão a venda pela plataforma Sympla.

O evento marca a comemoração dos 10 anos da FEAV. Ao completar uma década, a organização reafirma seu papel como fundação comunitária do município, articulando organizações locais, mobilizando recursos e fortalecendo o impacto coletivo em diferentes frentes do desenvolvimento social.

Mário Sérgio Cortella é autor de 54 livros publicados no Brasil e no exterior, com uma trajetória consagrada na educação. Formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), atuou por 35 anos como professor, pesquisador e docente na pós-graduação em Educação e no Departamento de Teologia e Ciências da Religião.

Atualmente, é comentarista e colunista em programas de rádio e TV, além de presença constante nas mídias digitais, onde soma mais de 20 milhões de seguidores.

Uma oportunidade única de estar perto de um dos maiores pensadores contemporâneos do país.

A FEAV integra o programa Transformando Territórios, uma iniciativa do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – com a Charles Stewart Mott Foundation para fomentar a criação e o fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil.

Quer saber mais sobre a FEAV? Conheça a história da organização.

 

Vaga para Analista Pleno em Prospecção e Parcerias

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para profissionais com experiência na área de Prospecção e Parcerias.

Atuamos desde 1999 com foco no fortalecimento do Investimento Social Privado no Brasil e o estímulo a ações transformadoras da realidade para a redução das desigualdades sociais no país.

O IDIS conta com um time de 60 pessoas dedicadas a desenvolver e implementar projetos de grande impacto que estimulem o desenvolvimento de um ecossistema de Investimento Social que atue de forma eficaz e estratégica. Oferecemos consultoria em investimento social para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. Além disso, desenvolvemos projetos de impacto, como campanhas e a promoção de advocacy, e investimos na geração de conhecimento, com a produção de pesquisas, artigos e publicações.

Para fortalecer nossa atuação, buscamos um(a) Analista Pleno em Prospecção e Parcerias.

Acesse a vaga na 99Jobs e inscreva-se.

responsabilidades

  • Apoiar a condução e desenvolvimento das atividades da área de relacionamento e parcerias do IDIS, respeitando os prazos acordados e zelando pela qualidade dos produtos entregues.
  • Apoiar a prospecção de oportunidades de mobilização de recursos, novos projetos, clientes e parceiros, realizando pesquisas, mapeamentos e análises de aderência à missão do IDIS.• Contribuir para a elaboração de estratégias de mobilização de recursos, sob orientação da coordenação/gerência da área.
  • Apoiar o acompanhamento e monitoramento das negociações de parcerias e projetos em andamento, incluindo atualização de controles, relatórios e registros internos.
  • Participar da elaboração de propostas técnicas e comerciais, apresentações institucionais e outros materiais de venda de serviços do IDIS, em articulação com a área de Comunicação.
  • Contribuir para o desenvolvimento de projetos de impacto, com destaque para advocacy de fundos patrimoniais, apoiando desde a concepção e mobilização de recursos até a implantação e execução, quando necessário.
  • Apoiar o planejamento e a execução de eventos institucionais, seminários, fóruns e outras ações externas voltadas ao relacionamento institucional e à mobilização de recursos.
  • Participar de eventos do setor (seminários, encontros, fóruns), representando o IDIS de forma técnica e institucional, quando demandado.
  • Apoiar a articulação de parcerias com empresas, organizações da sociedade civil, veículos de comunicação e prestadores de serviços, contribuindo para ações conjuntas alinhadas à missão, visão e valores do IDIS.
  • Apoiar a preparação de materiais para reuniões de Conselhos e instâncias institucionais, quando solicitado.
  • Fazer a gestão do CRM da área (salesforce), incluindo olhar para melhorias dentro da ferramenta e sendo responsável por extrair relatórios e dados estratégicos para o IDIS como um todo.
  • Contribuir para o acompanhamento das metas anuais da área, apoiando a organização de informações e indicadores de desempenho.
  • Zelar pela ética, valores institucionais e pela promoção da cultura organizacional do IDIS em suas atividades.

reQUISITOS

  • Formação superior completa, preferencialmente nas áreas de Administração, Relações Internacionais, Comunicação, Ciências Sociais, Economia ou áreas correlatas.
  • Experiência mínima de 2 anos, preferencialmente, em mobilização de recursos, relacionamento institucional, desenvolvimento de parcerias ou áreas correlatas, preferencialmente em organizações do campo do investimento social privado, terceiro setor ou impacto social.
  • Conhecimento intermediário a avançado sobre Investimento Social Privado, Sustentabilidade, Responsabilidade Social Empresarial e/ou Investimento de Impacto.
  • Conhecimentos práticos sobre conceitos e técnicas de mobilização de recursos e desenvolvimento de parcerias.
  • Habilidade de relacionamento institucional, comunicação clara e articulação com diferentes públicos.
  • Inglês em nível intermediário a avançado, com capacidade de leitura, escrita e comunicação em contextos profissionais.

 

BENEFÍCIOS

  • Vale-Transporte
  • Assistência Médica e Odontológica
  • Vale-Alimentação/Refeição
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off no aniversário
  • Tipo de trabalho – Híbrido

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 10 de março

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

 

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

Paula Fabiani toma posse no Conselho Consultivo do UNICEF no Brasil

Paula Jancso Fabiani, CEO do IDIS, tomou posse como integrante do Conselho Consultivo do UNICEF no Brasil, em cerimônia que marcou a entrada de novos membros para o biênio 2026–2028.

A composição do colegiado inclui oito novos integrantes sendo eles, além de Paula, Célia Cruz, Antonio Fadiga, Rodrigo Galindo, Lorice Scalise, Átila Roque, Paula Fabiani, Marcelo Marangon e Marcilio Pousada, que passam a atuar ao lado de membros em continuidade no mandato.

O Conselho Consultivo do UNICEF no Brasil é uma instância estratégica que reúne lideranças do setor privado, filantrópico e de impacto social com o objetivo de fortalecer o diálogo e as parcerias em torno da promoção e proteção dos direitos de crianças e adolescentes no país. Possui um papel essencial na construção de parcerias que ampliem o impacto das ações do UNICEF no Brasil, contribuindo com análises, recomendações estratégicas e mobilização de recursos.

“Acredito que o setor privado e a filantropia têm um papel fundamental na construção de um país mais justo. No UNICEF, encontrei um ecossistema vibrante onde minha experiência se soma à de outras lideranças para cocriar soluções inovadoras e sustentáveis para nossas crianças e adolescentes. Como conselheira, meu foco será contribuir em frentes como inteligência estratégica e engajamento de valor, sempre com a premissa de que ninguém pode ser deixado para trás”, diz Paula Fabiani

Corpo do Conselho Consultivo do UNICEF Brasil reunido

 Saiba mais nos canais do UNICEF.

Financiamento inovador, integração a políticas públicas e tecnologia vão pautar a filantropia brasileira em 2026, aponta o IDIS

Relatório destaca baixa atuação preventiva frente à crise climática e necessidade de estratégias mais estruturantes no Investimento Social Privado

A crise climática, a queda da confiança nas instituições e a necessidade de modelos financeiros mais sofisticados podem redefinir as prioridades da filantropia brasileira. É o que aponta o relatório Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2026, lançado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. O levantamento analisa tendências globais e nacionais que impactam o Investimento Social Privado (ISP) e defende que o setor está diante de um ponto de inflexão: ampliar recursos não é suficiente, é necessário fortalecer a legitimidade, incorporar o clima como critério estratégico transversal e avançar em mecanismos inovadores de financiamento.

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O estudo está estruturado a partir de oito perspectivas estratégicas que orientam a análise do cenário da filantropia no Brasil em 2026: confiança e legitimidade
institucional, financiamento inovador, participação das comunidades, integração
com políticas públicas, inteligência artificial, legado, ecossistema da filantropia
familiar e, transversal a tudo isso, o clima como critério estruturante para
decisões estratégicas.

Para Paula Fabiani, CEO do IDIS, “a crise climática é um tema incontornável para a filantropia e demanda a integração à atuação em variadas causas. Nesse sentido, a filantropia brasileira precisa reafirmar seu propósito e fortalecer uma visão de longo prazo, em diálogo com movimentos globais e com as crescentes demandas socioambientais. Esse caminho passa pela revisão contínua de práticas e prioridades, com disposição para aprender, corrigir rotas e se adaptar”.

 

Confiança como ativo estratégico

Dados do Edelman Trust Barometer 2026 indicam o avanço da chamada “mentalidade insular”: 7 em cada 10 pessoas hesitam em confiar em quem pensa diferente. No Brasil, a Pesquisa Doação Brasil 2024 revela que apenas 30% percebem as ONGs como confiáveis. Nesse contexto, o relatório destaca que transparência é condição necessária, mas não suficiente. Reforçar a governança, a comunicação responsável e vínculos com a sociedade torna-se essencial para reconstruir a legitimidade.

 

Financiamento inovador e ambiente regulatório

Instrumentos como blended finance, fundos híbridos e matchfunding ganham
relevância, mas ainda enfrentam entraves regulatórios e baixa previsibilidade
jurídica. A implementação gradual da reforma tributária a partir de 2026 pode
abrir espaço para alinhar incentivos ao papel público da filantropia e ampliar a
escala de modelos inovadores.

Essa perspectiva já se materializa em iniciativas como a do Juntos pela Saúde, do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), gerida pelo
IDIS, que adota modelo de matchfunding, combinando capital público e recursos
privados não reembolsáveis para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) nas
regiões Norte e Nordeste.

Acesse o relatório completo e confira o detalhamento de todas as 8 perspectivas:

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IDIS inicia capacitação intensiva com 119 ongs de todas as regiões do país

Programa IA.3 reúne organizações para formação aprofundada em inteligência artificial, visando democratizar o uso da tecnologia para o desenvolvimento socioambiental 

 

No dia 25 de fevereiro, organizações selecionadas iniciam o programa IA.3 – Inteligência Artificial para o Terceiro Setor, com uma capacitação intensiva de 30h de aulas e encontros síncronos e assíncronos. A iniciativa é uma realização do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, com o suporte do Google.org e parceria técnica do Canal SabIAr.

 

A formação online reúne ONGs de todas as regiões do Brasil, contemplando diferentes portes (pequenos, médios e grandes) e uma ampla diversidade de causas, como educação, saúde, meio ambiente, entre outras. Ao todo, foram selecionadas 257 organizações, que participarão da formação distribuídas em duas turmas, a primeira com início agora em 2026 e a outra, 2027.

 

O formato foi desenhado para apoiar as organizações na incorporação gradual da inteligência artificial às suas rotinas, respeitando princípios éticos, critérios de responsabilidade e as especificidades do terceiro setor. O programa é, também, uma forma de fortalecer o desenvolvimento institucional de organizações do terceiro setor, ao oferecer soluções e ferramentas que contribuem não apenas à execução de projetos, mas também à gestão.

 

A formação do programa está estruturada em cinco eixos estratégicos:

 

  • Fundamentação e letramento em Inteligência Artificial
    Conceitos de IA, machine learning, IA generativa e compreensão crítica da tecnologia.
  • Ética, responsabilidade e governança
    Justiça algorítmica, uso responsável da IA e seus impactos sociais.
  • Aplicações práticas para o terceiro setor
    Gestão de projetos socioambientais, monitoramento e avaliação, teoria da mudança, áreas administrativas e ambiente de trabalho.
  • Captação de recursos e comunicação para causas
    Uso da IA para mobilização, engajamento e fortalecimento da sustentabilidade financeira das OSCs.
  • Inovação e prototipagem de soluções
    Oficinas práticas, uso da IA em áreas como educação, saúde, arte e meio ambiente, culminando em um encontro presencial em formato de hackathon para desenvolvimento de soluções concretas.

 

“ A tecnologia faz parte de nossas vidas e influencia a forma  como a sociedade se organiza. Com o IA.3, queremos que as organizações do terceiro setor também estejam no centro dessa transformação, utilizando a inteligência artificial com ética, desenvolvendo um olhar crítico e ampliando o impacto em seus territórios. Esta capacitação representa uma oportunidade de fortalecer causas, expandir horizontes e assegurar que a inovação possa ser usada  em favor do  interesse público e da construção de um país mais igualitário”, afirma Henrique Barreto, gerente de Projetos no IDIS.

 

Ao final da jornada formativa, as 30 organizações com melhor aproveitamento serão convidadas a participar de um encontro presencial em São Paulo, voltado ao aprofundamento do uso da inteligência artificial em suas causas, ao desenvolvimento de soluções e ao fortalecimento de redes de colaboração no terceiro setor. A partir daí, com uma mentoria, serão acompanhadas para que os projetos tenham efetivamente aplicações práticas e gerem aprendizados e inspiração para o setor. 

 

Sobre o IA.3 – Inteligência Artificial para o Terceiro Setor

O IA.3 é um programa criado para capacitar organizações da sociedade civil com atuação no Brasil no uso consciente, ético e estratégico da inteligência artificial. Estruturado em uma jornada de múltiplas etapas, o projeto combina conteúdos introdutórios, formações aprofundadas e encontros presenciais ampliando o acesso do campo social à inteligência artificial, contribuindo para a redução de desigualdades no uso da tecnologia e aumentando o impacto socioambiental das organizações participantes.

 

Reveja o webinar formativo sobre inteligência artificial no Terceiro Setor!

 

Assista à gravação completa no YouTube.

 

 

 

Acesse o guia “Conceitos e dicas para iniciar sua jornada de adoção de IA”.

 

 

Reserve a data: Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2026

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2026 já tem data marcada: 27 de agosto de 2026. Promovido pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, em parceria com o Global Philanthropy Forum (GPF), o encontro segue a tradição de reunir a comunidade filantrópica para troca de experiências, conexões e aprendizado entre pares. Em breve, divulgaremos tema, local e informações de inscrições.

Desde 2012, o evento consolida-se como espaço de referência da filantropia estratégica no Brasil, já tendo reunido milhares de participantes entre filantropos, lideranças e especialistas nacionais e internacionais, com debates sobre investimento social privado, avaliação de impacto, filantropia comunitária, clima, tecnologia e muito mais.

Mesa durante o evento de 2025 em São Paulo, SP.

Na edição de 2024, quando o IDIS completou 25 anos, o tema “Filantropia Entre Nós” destacou a força das conexões do setor; em 2025, o Fórum avançou a agenda sob o mote “Esperançar”, com sessões sobre mudanças climáticas, filantropia corporativa e familiar, tecnologia e avaliação. Esses conteúdos ilustram a diversidade e profundidade da programação que o público pode esperar para 2026.

Assista à edição do ano passado na íntegra:

📩Quer saber como apoiar o evento? Entre em contato conosco: comunicacao@idis.org.br

Panorama das ONGs: estudo revela resiliência do terceiro setor no Brasil diante do aumento de demandas e desafios de sustentabilidade

Pesquisa global com lideranças de ONGs aponta sustentabilidade financeira como principal desafio, mas destaca otimismo, diversidade de fontes de receita e confiança na capacidade de resposta

 

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, em parceria com a CAF – Charities Aid Foundation, lança o Panorama das ONGs: capítulo Brasil, relatório que integra o World Giving Report e apresenta uma leitura aprofundada do cenário das organizações da sociedade civil no país a partir da perspectiva das lideranças das organizações da sociedade civil.

O estudo aponta seis fatores determinantes para resiliência de ONGs: (1) propósito, (2) saúde financeira e operacional, (3) evidências de impacto, (4) pessoas e cultura, (5) parcerias, e (6) contexto. No Brasil, revelou desafios relevantes — com destaque para sustentabilidade financeira, atração e retenção de profissionais, além de mensuração e comunicação de impacto — ao mesmo tempo em que apresenta sinais claros de resiliência e otimismo, com lideranças expressando alta confiança na capacidade de atender à crescente demanda por serviços. Para Paula Jancso Fabiani, CEO do IDIS, “é determinante para o futuro do terceiro setor a capacidade das ONGs de inovar, fortalecer redes de colaboração, influenciar políticas públicas e comunicar claramente seu propósito e impacto.

 

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Cresce a pressão sobre as ONGs, mas lideranças demonstram confiança

No recorte brasileiro, a pesquisa reforça uma tendência observada globalmente: o aumento da demanda por serviços e a expectativa de que esse movimento continue. Globalmente, 78% das organizações afirmam que a demanda aumentou e 83% esperavam aumento no ano seguinte. No Brasil, embora o avanço recente da demanda apareça em ritmo inferior ao agregado global, as ONGs brasileiras se destacam pela confiança em conseguir responder ao cenário: entre as organizações que esperam aumento de demanda, 44% se declaram “muito confiantes” de que conseguirão atendê-la — patamar acima da média global identificada no relatório.

 

Sustentabilidade financeira segue como principal desafio — e reforça importância da agenda de cultura de doação

A sustentabilidade financeira é apontada como o principal desafio por organizações no mundo e no Brasil. No capítulo brasileiro, 66% das ONGs selecionaram sustentabilidade financeira como uma das questões mais urgentes. O relatório também destaca que, no Brasil, há ênfase na diversidade de fontes de receita, com média de 3,9 fontes de financiamento por organização. Doadores individuais aparecem como fonte principal, reforçando a relevância de fortalecer a cultura de doação no país. O estudo também menciona o crescimento dos fundos patrimoniais como mecanismo emergente de resiliência.

Apesar dessa diversificação, o capítulo Brasil aponta riscos associados à dependência de recursos destinados a projetos específicos e à necessidade de ampliar o acesso a recursos livres, entendidos como essenciais para desenvolvimento institucional, adaptabilidade e continuidade.

 

Percepção pública e confiança: desafios de reputação convivem com oportunidades de fortalecimento

O relatório mostra uma percepção polarizada sobre a saúde do setor no país. Parte das lideranças reconhece avanços em parcerias e comunicação do impacto; outra parte aponta entraves como baixo reconhecimento público, associação do setor a narrativas de corrupção e concentração de investimentos em poucas organizações. Nesse contexto, o estudo aponta profissionalização, transparência, melhor comunicação e uso de tecnologia como caminhos para fortalecer a confiança de doadores e parceiros para ampliar a legitimidade pública.

 

Pessoas e cultura: retenção de talentos e bem-estar no centro da resiliência

A pesquisa também sinaliza que pessoas e cultura permanecem como dimensão desafiadora para a resiliência organizacional, com dificuldades relacionadas a recrutamento, retenção e bem-estar das equipes. Ao mesmo tempo, lideranças relatam forte capacidade de aprendizado, perspectiva de evolução e destacam que fortalecer equipes qualificadas e engajadas é decisivo para sustentar a expansão de impacto.

 

ONGs e poder público: parceria reconhecida, com espaço para maior participação nas decisões

O capítulo Brasil registra que as ONGs são reconhecidas como parceiras estratégicas na implementação de políticas públicas e vetores de inovação, além de exercerem papel de representação da sociedade civil. Entretanto, o relatório indica que ainda há espaço para ampliar participação e representação das ONGs nos processos decisórios, especialmente em debates estruturantes do país.

 

Sobre a pesquisa e metodologia

O Panorama das ONGs: capítulo Brasil integra a pesquisa do World Giving Report: Charity Insights, conduzida entre março e junho de 2025 por meio de questionário online. Globalmente, participaram 3.115 organizações em 27 países; no Brasil, o capítulo teve a participação de 170 ONGs respondentes.

Participe da delegação brasileira para o Global Philanthropy Forum 2026

O Global Philanthropy Forum (GPF) — Leaders Summit 2026 será realizado de 18 a 20 de março, em San Francisco (EUA). Com o tema “Architecting the Future: Operating Systems for a New Era of Philanthropy”, o encontro marca os 25 anos do GPF e propõe repensar os “sistemas operacionais” da filantropia diante de mudanças tecnológicas, geopolíticas e ambientais.

Paula Fabiani, CEO do IDIS, em sessão no GPF 2025

O encontro é voltado a lideranças sêniores de fundações, redes de doadores, empresas e organizações de impacto. A cada edição, mais de 250 executivos, responsáveis por mais de US$ 480 bilhões em ativos filantrópicos, se reúnem para troca de experiências e colaboração intersetorial. A programação inclui conversas de alto nível, jantares temáticos, experiências imersivas e uma celebração especial de 25 anos.

Como parceiro institucional, o IDIS mais uma vez organiza e lidera a delegação brasileira, cuidando da articulação com a organização do Summit e fortalecendo a conexão entre participantes do Brasil e a comunidade filantrópica global.

Pessoas que participarem da deleção têm direito a descontos exclusivos. Tem interesse em participar? Escreva para guilhermes@idis.org.br.

Por que participar com o IDIS

  • Curadoria e networking qualificado com pares internacionais.

  • Acesso a conteúdos estratégicos sobre governança, gestão de risco, colaboração transnacional e transformação sistêmica.

  • Integração da delegação com atividades de relacionamento e apoio logístico local.

Histórico da delegação brasileira

Todo ano, o IDIS organiza um grupo representando diferentes organizações. Ao longo de dois dias, o evento debate temas centrais da filantropia global. Em 2025, o grupo atingiu o número de 32 membros, somente atrás da delegação estadunidense. Paula Fabiani e Felipe Insunza Groba, que participaram do encontro, publicaram artigo na Alliance magazine sobre as discussões.

“Participar do Global Philanthropy Forum é uma experiência enriquecedora, que nos permite conectar com pessoas de experiências incrivelmente diversas. Acreditamos firmemente que as conversas e conexões estabelecidas no evento têm o potencial de gerar parcerias transformadoras para o futuro”, afirma Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS e líder da delegação.

O IDIS é responsável pela produção do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, versão local do Global Philanthropy Forum.

 

Foto dos participantes da edição em 2023

Organizações selecionadas iniciam nova etapa do programa IA.3 em fevereiro de 2026

O IDIS anunciou as organizações selecionadas que participarão da formação aprofundada do programa IA.3 Inteligência Artificial para o Terceiro Setor, iniciativa realizada com o suporte do Google.org e apoio técnico do Canal SabIAr.

As organizações escolhidas foram distribuídas em duas turmas, com início em anos distintos, para fins de avaliação e monitoramento dos resultados do projeto. A formação da Turma 1 começará no dia 25 de fevereiro de 2026, com carga horária total de 30 horas ao longo de quatro meses, combinando atividades síncronas e assíncronas. A segunda turma está prevista para começar em fevereiro de 2027.

Ao longo de janeiro e fevereiro, as equipes indicadas receberão comunicações com orientações detalhadas sobre o acesso à plataforma de aprendizagem e às ferramentas de inteligência artificial que serão usadas ao decorrer do programa.

Todos os inscritos foram comunicados sobre o resultado por e-mail. As organizações selecionadas devem confirmar sua participação até o dia 27 de janeiro de 2026. O não cumprimento do prazo implicará a exclusão do programa. Em caso de dúvidas, o contato pode ser feito pelo e-mail ia.3@idis.org.br.

O IA.3 tem como objetivo fortalecer as capacidades institucionais do terceiro setor por meio do uso estratégico e responsável da inteligência artificial, ampliando o potencial de impacto das organizações participantes.

 

O IA. 3 – Inteligência Artificial para o Terceiro Setor

O IA.3 foi criado com o objetivo de capacitar ONGs com atuação no Brasil no uso da IA, oferecendo condições para que elas incorporem essa tecnologia de maneira consciente e estratégica.

Ao democratizar o acesso à Inteligência Artificial, o IDIS não apenas responde a uma demanda emergente, mas reafirma sua crença de que a inovação deve ser inclusiva, acessível e consciente de seus impactos múltiplos, desde a forma como consome energia até a maneira como pode reproduzir ou corrigir desigualdades sociais.

Estruturado em uma jornada de capacitação de múltiplas etapas, que inclui desde conteúdos básicos, até encontros presenciais e mentorias individualizadas. A primeira etapa do projeto foi um Webinar formativo, gratuito, realizado em 22 de outubro e que reuniu inúmeras organizações de todo o país. Foram mais de 2500 inscrições para participação, representando cerca de 1,6 mil diferentes organizações da sociedade civil brasileiras.

Reveja o webinar formativo sobre inteligência artificial no Terceiro Setor!

Assista à gravação completa no YouTube.

O IA.3 incluirá, ainda, um encontro presencial em São Paulo e mentorias individualizadas para representantes de 60 organizações com melhor aproveitamento, para aprofundamento do uso de IA em suas causas, construção de soluções concretas, troca de experiências e fortalecimento de redes de colaboração.

Acesse o guia “Conceitos e dicas para iniciar sua jornada de adoção de IA”.

 

Fundo de Fomento à Filantropia atinge marca de R$ 10 milhões de patrimônio

Criado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, o fundo patrimonial pioneiro no fortalecimento do investimento social privado e da cultura de doação no Brasil, o Fundo de Fomento à Filantropia (FFF), alcançou a marca de R$10 milhões em patrimônio.

Desde o lançamento em 2024, o FFF já conta com quase uma centena de doadores, entre eles filantropos que contribuíram com valores expressivos, como Família Pipponzi, Armínio Fraga, José Luiz Egydio Setúbal, Luis Stuhlberger, Milu Villela, Neca Setubal, Teresa Cristina e Candido Bracher. Os valores captados foram dobrados com a doação da filantropa americana Mackenzie Scott feita ao IDIS e ainda há R$ 3,3 milhões disponíveis para complementação. “Acreditamos que a filantropia é um forte instrumento para o desenvolvimento social em nosso país. Sabemos que muito foi feito, mas ainda há muito por fazer, e o IDIS tem um papel fundamental na expansão da consciência e maturidade sobre o tema no Brasil, por isso conta com nossa colaboração”, declaram Ticiana e Edson Queiroz, também grandes doadores do FFF.

Segundo o Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais 2024, os endowments brasileiros atingiram o valor recorde de R$ 770,4 milhões captados em 2024, volume 48,4% maior que o observado no ano anterior. A destinação para causas também cresceu, com R$2,6 bilhões doados a causas de interesse público. O resultado demonstra que os fundos patrimoniais estão se consolidando como instrumentos relevantes para a sustentabilidade financeira de longo prazo de causas e organizações do terceiro setor.

Ao longo de 2025, os rendimentos do FFF viabilizaram iniciativas de produção de conhecimento e articulação relevantes para o campo do setor de impacto social, entre elas a Pesquisa Doação Brasil 2024, o estudo ‘Caminhos para uma atuação mais ampla e estratégica da filantropia familiar no Brasil’, o Dia da Filantropia na COP30 e ações de advocacy pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos. Também apoiaram projetos em parceria com outras organizações, como a plataforma Descubra Sua Causa e o Movimento por uma Cultura da Doação. Para 2026, estima-se que haverá R$ 1 milhão para destinação a novos projetos.

Evento de lançamento da Pesquisa Doação Brasil 2024

“Há mais de uma década o IDIS se dedica à consolidação dos fundos patrimoniais no Brasil. Ao lançar o FFF, adotamos as melhores práticas de governança e investimento para garantir a perenidade de recursos para o fortalecimento da filantropia estratégica e da cultura de doação, oferecendo nossa contribuição para acelerar transformações positivas e a reduzir as desigualdades no Brasil” afirma Paula Fabiani, CEO do IDIS.

 

Seja também um doador

Doações de qualquer valor podem ser feitas diretamente na página do Fundo de Fomento à Filantropia. Para valores superiores à R$ 50 mil, o contato deve ser feito com comunicacao@idis.org.br 

 

O que é um fundo patrimonial?

Fundos patrimoniais, também conhecidos como endowments, são estruturas criadas para proporcionar sustentabilidade financeira a instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos e/ou para a execução de programas e projetos de interesse público. De modo geral, as doações recebidas permanecem em um fundo, em aplicações financeiras, e apenas os rendimentos são resgatados para financiar ações em defesa de determinada causa ou custear todo ou parte do funcionamento de organizações socioambientais. A criação de um fundo patrimonial permite que seus instituidores perpetuem uma causa ou uma instituição, deixando um importante legado para a sociedade.

 

Mais sobre fundos patrimoniais

Acesse mais conteúdos nesta temática produzido pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, clique aqui.

Caso queira saber mais sobre fundos patrimoniais ou queria conhecer nossos serviços, envie um e-mail para comunicacao@idis.org.br.

No Vergel do Lago, a Mundaú Mundo articula soluções territoriais para o desenvolvimento comunitário

Às margens da Lagoa Mundaú, no Vergel do Lago — um dos bairros mais populosos e socialmente vulneráveis de Maceió (AL) — a pesca e a coleta de sururu são partes centrais da vida e da sobrevivência da maioria das famílias moradoras. É nesse contexto que a Mundaú Mundo foi criada em 2022, como uma iniciativa de base territorial voltada a articular recursos, saberes e atores locais, conectando formação, cultura e economia local para fortalecer o protagonismo comunitário e promover o desenvolvimento do território.

A iniciativa chegou num momento importante, depois que tremores de terra provocados pela exploração de minério causaram o afundamento do solo em cinco bairros da cidade, incluindo regiões próximas à Lagoa Mundaú, principal fonte de renda da população local. Desde 2019, cerca de 14 mil imóveis tiveram que ser desocupados e mais de 60 mil pessoas foram afetadas.

Além disso, durante a pandemia da Covid-19, quando Alagoas registrou 36,7% da população em insegurança alimentar, o líder comunitário Carlos Jorge ganhou projeção nacional ao mobilizar redes de solidariedade e parcerias institucionais, articulando a chegada de alimentos, materiais de higiene e equipamentos de proteção para a população da região.  Na ocasião, foi convidado a assumir a Secretaria de Assistência Social de Maceió e percebeu a necessidade de ir além: criar uma rede de fortalecimento territorial capaz de impulsionar múltiplas iniciativas locais.

Carlos Jorge, fundador da Mundaú Mundo. 

Carlos deixou o cargo público para fundar a Mundaú Mundo, estruturando uma organização de base comunitária, com equipe local, escuta ativa e governança participativa, orientada para o fortalecimento do território no longo prazo. Essa forma de atuação dialoga diretamente com as características das  Fundações e Institutos Comunitários (FICs), conforme a Carta de Princípios para FICs do IDIS:

Instituições locais: as organizações dedicam-se à melhoria da qualidade de vida de comunidades situadas em uma região geográfica bem delimitada, da qual são originárias e na qual estão estabelecidas.

Com o apoio do IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), a organização avançou em sua estruturação um instituto comunitário, dedicado a articular recursos, conhecimento e parcerias para o desenvolvimento territorial, atuando de forma integrada em diferentes frentes.

Uma das estratégias centrais da Mundaú Mundo é o fortalecimento do ecossistema local de organizações e iniciativas sociais locais, por meio de programas de capacitação de lideranças e acompanhamento técnico institucional. Atualmente, a organização fortalece institucionalmente 10 OSCs em Alagoas, com foco em governança, captação de recursos e assessorias jurídica e contábil. A inserção do Qualifica Mundaú em um edital da Gerando Falcões, em 2025, ampliou a atuação da Mundaú Mundo no ecossistema de aceleração de impacto de lideranças das periferias, conectando o território a redes mais amplas de apoio e investimento social.

Voltado a jovens e adultos, o Qualifica Mundaú atua no fortalecimento das capacidades locais, combinando formação técnica, desenvolvimento pessoal e habilidades socioemocionais com conexão a oportunidades de trabalho e estímulo ao empreendedorismo no território. Segundo dados institucionais, 106 pessoas já foram qualificadas, com 35% inseridas no mercado de trabalho ou empreendendo.

A organização também atua em temas ambientais e de prevenção a desastres naturais, articulando iniciativas como o projeto Nordeste pela Resiliência Climática, que em 2024 chegou a ganhar parceria com a Visão Mundial e a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional). Essa atuação evidencia um recorte intersetorial, que conecta cultura, desenvolvimento comunitário e adaptação climática a partir das demandas do território. A característica multitemática é uma das marcas das FICs, presente na Carta de Princípios para FICs do IDIS:

Multitemáticas: apoiam e investem em outras organizações da sociedade civil e iniciativas sociais de modo a abranger a diversidade de causas e temas relevantes para a comunidade, seu contexto e suas demandas próprias.

Alunas da Cozinha Escola, projeto apoiado pela Mundaú Mundo.

Entre as iniciativas desenvolvidas no Vergel do Lago, a Mundaú Mundo articula ações socioeducativas e de geração de oportunidades que utilizam o esporte, a cultura e a inclusão produtiva como vetores de desenvolvimento integral.

Uma iniciativa estruturante é a Cozinha Escola, voltada à valorização da cultura alimentar local e à promoção da autonomia econômica de mulheres em situação de vulnerabilidade. A formação integra desenvolvimento socioemocional, técnica gastronômica e empreendedorismo, a partir do uso de ingredientes locais — com destaque para o sururu, reconhecido como Patrimônio Imaterial de Alagoas — fortalecendo identidades culturais e cadeias econômicas do território. Em 2025, mais de 100 mulheres foram formadas, evidenciando a gastronomia como ponte entre cultura e economia local.

De forma integrada, essas iniciativas se conectam a uma atuação mais ampla de fortalecimento da resiliência comunitária e do cuidado no território, articulando respostas emergenciais, apoio psicossocial e ações de prevenção a riscos socioambientais. Essa abordagem multitemática, orientada pelas demandas locais e pela construção de soluções coletivas, expressa o papel da Mundaú Mundo como fundação comunitária comprometida com o desenvolvimento territorial no longo prazo.

“O apoio do IDIS foi essencial para consolidar nossa governança”, destaca a psicóloga social da Mundaú Mundo, Alessandra Anselmo.

A Mundaú Mundo integra o programa Transformando Territórios, uma iniciativa do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – com a Charles Stewart Mott Foundation, para fomentar a criação e o fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil.

Quer saber mais sobre a Mundaú Mundo? Acesse o site.
Para conhecer mais sobre os Princípios e características das Fundações e Institutos Comunitários, acesse a Carta de Princípios através deste link.

Saiba mais sobre o programa Transformando Territórios e como apoiá-lo.

Informações do Território

  • Território de atuação: Alagoas
  • Nome do instituto ou fundação comunitária: Mundaú Mundo
  • Nome e cargo da principal liderança: Carlos Jorge da Silva Santos, Líder comunitário e CEO da Mundaú Mundo
  • População: O estado de Alagoas tem aproximadamente 3,22 milhões de habitantes
  • Causas prioritárias mapeadas pela Mundaú:
    • Formação de lideranças comunitárias
    • Fortalecimento institucional de organizações sociais
    • Inclusão produtiva e geração de renda
    • Empreendedorismo feminino
    • Qualificação profissional (jovens e adultos)
    • Educação socioemocional
    • Esporte como ferramenta de cidadania (futsal, jiu-jitsu)
    • Cultura e gastronomia local (Cozinha Escola)
    • Resiliência climática e prevenção de desastres naturais
    • Assistência social (doações, apoio psicossocial)
    • Saúde menstrual (programa Fluxo de Amor)
  • Desafios regionais:
    • Vulnerabilidade socioeconômica nas comunidades periféricas
    • Falta de estrutura institucional nas OSCs locais
    • Baixa empregabilidade e poucas oportunidades de renda sustentada
    • Desigualdade de gênero e pobreza menstrual
    • Exposição a riscos climáticos e desastres naturais

 

 

 

Vaga de Analista Pleno de Monitoramento e Avaliação

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para profissionais com experiência na área de Monitoramento e Avaliação.

Atuamos desde 1999 com foco no fortalecimento do Investimento Social Privado no Brasil e o estímulo a ações transformadoras da realidade para a redução das desigualdades sociais no país.

O IDIS conta com um time de 50 pessoas dedicadas a desenvolver e implementar projetos de grande impacto que estimulem o desenvolvimento de um ecossistema de Investimento Social que atue de forma eficaz e estratégica. Oferecemos consultoria em investimento social para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. Além disso, desenvolvemos projetos de impacto, como campanhas e a promoção de advocacy, e investimos na geração de conhecimento, com a produção de pesquisas, artigos e publicações.

Para fortalecer a organização e nossa atuação, buscamos uma pessoa Analista Pleno que apoie na gestão de nossas iniciativas nesta área. Ela será responsável por apoiar atividades da equipe de Monitoramento e Avaliação de Impacto socioambiental do Instituto.

 Acesse a vaga na 99Jobs e inscreva-se.

RESPONSABILIDADES E OPORTUNIDADES

  • Apoiar a elaboração de propostas de projetos de Monitoramento e Avaliação para potenciais clientes e parceiros;
  • Implementar as atividades dos projetos de Monitoramento e Avaliação do IDIS, respeitando os prazos acordados e zelando pela qualidade dos produtos entregues;
  • Apoiar e realizar a coleta de dados quantitativos e qualitativos necessários para a execução dos projetos;
  • Organizar, ler, analisar documentos, elaborar relatórios e apresentações sistematizando o processo de Monitoramento e Avaliação e os aprendizados e conclusões obtidas;
  • Realizar pesquisas de conceitos, referências e benchmarking que enriqueçam os projetos e tragam embasamento para os produtos desenvolvidos;
  • Participar de reuniões periódicas da equipe de consultoria para manter a equipe alinhada com o planejamento estratégico e missão da organização;
  • Promover a aprendizagem e compartilhamento de conhecimento técnico com a equipe do IDIS;
  • Participar ativamente do ciclo de planejamento estratégico juntamente com as outras áreas da organização;
  • Apoiar a Gerência de Comunicação para o desenvolvimento de conteúdo.

 

conhecimentos específicos

  • Ensino superior completo, preferencialmente em estatística, economia, ciências sociais ou áreas afins;
  • Experiência profissional comprovada mínima de 2 anos em monitoramento e avaliação de projetos;
  • Conhecimento e experiência em elaboração e monitoramento de indicadores;
  • Conhecimento e aplicação de metodologias para elaboração de análise diagnóstica, planejamento estratégico e plano de ação;
  • Desenho e aplicação de pesquisas qualitativas e quantitativas;
  • Facilitação de grupos focais e condução de entrevistas em profundidade;
  • Sistematização e análise de informações qualitativas e quantitativas;
  • Elaboração e análise de planilhas Excel, incluindo manuseio de bases de dados, elaboração de tabelas dinâmicas e gráficos;
  • Elaboração de apresentações com boa apresentação visual, storytelling, clareza e objetividade na transmissão de conteúdos e conclusões;
  • Conhecimentos intermediários de inglês na linguagem oral e escrita;
  • Conhecimentos sobre análise estatística e experiência com softwares de análise de dados qualitativos e quantitativos serão considerados diferenciais;
  • Experiência em gestão, monitoramento e avaliação de projetos nas áreas da educação e saúde serão considerados diferenciais;

BENEFÍCIOS

  • Contratação CLT
  • Assistência médica (Porto)
  • Vale-Transporte
  • Vale-Alimentação e Vale-refeição
  • Total Pass
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off no aniversário
  • Tipo de trabalho – Híbrido: combinação de presencial e remoto, com disponibilidade para viajar.

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 18 de janeiro de 2026.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

 

Vaga para Gerente em Monitoramento e Avaliação de Impacto Socioambiental

Temos no IDIS uma nova oportunidade para profissionais com experiência na área de Monitoramento e Avaliação Socioambiental.

A pessoa será responsável pela implementação de estudos de monitoramento e avaliação de impacto socioambiental de projetos e programas, ocupando o cargo de Gerente.

Acesse a vaga na 99Jobs e inscreva-se.

responsabilidades

  • Liderança e gestão de uma equipe de 2-3 profissionais na área de monitoramento e avaliação (1-2 analista e 1 estagiário).
  • Captação de novos clientes e relacionamento contínuo com os atuais, promovendo serviços de consultoria personalizados.
  • Elaboração de propostas de projetos para potenciais clientes e parceiros.
  • Gestão de projetos de consultoria, respeitando os prazos acordados e zelando pela qualidade dos produtos entregues, incluindo relatórios analíticos.
  • Implementação das atividades dos projetos de consultoria em Monitoramento e Avaliação do IDIS, com aplicação de metodologias qualitativas e quantitativas de avaliação de resultado e impacto.
  • Orientação da equipe para a coleta de dados quantitativos e qualitativos necessários para a execução dos projetos;
  • Realização de pesquisas de conceitos, referências e metodologias que enriqueçam os projetos e tragam embasamento para os produtos desenvolvidos;
    Promoção da gestão do conhecimento e o compartilhamento de conhecimento técnico com os demais membros da equipe do IDIS;
  • Promoção da cultura de monitoramento e avaliação dentro e fora da organização, reforçando a importância da filantropia estratégica;
  • Participação em reuniões periódicas da equipe de consultoria para manter a equipe alinhada com o planejamento estratégico e missão da organização.
  • Participação no ciclo de planejamento estratégico juntamente com as outras áreas da organização.
  • Apoio à Gerência de Comunicação para o desenvolvimento de conteúdos.

requisitos

  • Formação superior completa em Economia, Estatística, Matemática Aplicada, Ciência de Dados ou áreas afins.
  • Experiência comprovada (mínimo de 2 ano) em análise estatística de dados.
  • Experiência comprovada mínima de 2 anos em liderança de equipes e gestão de múltiplos projetos na área social ou afins.
  • Experiência comprovada mínima de 3 anos em técnicas de monitoramento e avaliação de programas sociais, incluindo a elaboração de indicadores de processo, resultado e impacto.
  • Experiência em condução de pesquisas qualitativas.
  • Experiência em análise estatística de dados.
  • Excel e Power Point avançado.
  • Habilidade de comunicação interpessoal e capacidade de construir e manter relacionamentos profissionais.
  • Compromisso com a inclusão e a diversidade, valorizando diferentes perspectivas e contribuições de equipe.
  • Inglês intermediário.

Qualificações Desejáveis:

  • Mestrado ou especialização em avaliação de políticas públicas, responsabilidade social ou áreas relacionadas.
  • Vivência em gestão de equipes multidisciplinares e liderança de projetos complexos e múltiplos.
  • Prática anterior com captação de clientes e desenvolvimento de negócios em consultoria relacionadas ao terceiro setor.
  • Histórico de trabalho com diversidade e inclusão, demonstrando compromisso com a promoção de ambientes de trabalho equitativos.
  • Fluência em inglês e/ou espanhol.
  • Conhecimento e/ou experiência no setor de filantropia estratégica e investimento social privado no Brasil.
  • Conhecimento e/ou experiência com desenho, gestão, implementação e/ou monitoramento e avaliação de projetos ou programas sociais na área da saúde pública.
  • Domínio de softwares estatísticos (ex: R, Stata, Python com bibliotecas de análise de dados).
  • Conhecimento em métodos econométricos (regressão, variáveis instrumentais, diferenças em diferenças, etc.).
  • Experiência em desenho e implementação de avaliações de impacto (experimentais e/ou quase-experimentais).
  • Capacidade de transformar dados em informação relevante para tomada de decisões e comunicá-los de forma eficaz.

BENEFÍCIOS

Contratação PJ
Início em Janeiro 2026
Remuneração mensal – A combinar
Tipo de trabalho – Híbrido (remoto e presencial)
Localização: São Paulo – SP (próximo à estação Pinheiros do metrô e trem)
Day off de aniversário
Total Pass

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 18 de janeiro de 2026.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

 

Vaga de Analista Administrativo-Financeiro Jr

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para profissionais com experiência na área de Gestão Financeira de Projetos.

Atuamos desde 1999 com foco no fortalecimento do Investimento Social Privado no Brasil e o estímulo a ações transformadoras da realidade para a redução das desigualdades sociais no país.

O IDIS conta com um time de 50 pessoas dedicadas a desenvolver e implementar projetos de grande impacto que estimulem o desenvolvimento de um ecossistema de Investimento Social que atue de forma eficaz e estratégica. Oferecemos consultoria em investimento social para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. Além disso, desenvolvemos projetos de impacto, como campanhas e a promoção de advocacy, e investimos na geração de conhecimento, com a produção de pesquisas, artigos e publicações.

O Analista Financeiro Administrativo Júnior será responsável por executar atividades relacionadas à prestação de contas dos projetos da Iniciativa Juntos pela Saúde. Isso inclui a revisão das despesas incorridas e declaradas pelos executores, a avaliação das respectivas comprovações, a realização de conciliações bancárias e o suporte à gestão orçamentária dos projetos e dos repasses financeiros dos apoiadores, garantindo a conformidade financeira e o adequado controle dos recursos.

 

 Acesse a vaga na 99Jobs e inscreva-se.

RESPONSABILIDADES E OPORTUNIDADES

É responsável por apoiar tecnicamente nas atividades administrativas e financeiras do programa Juntos pela Saúde, contribuindo com atividades de planejamento, acompanhamento, revisão, sistematização de processos e organização de materiais, além de:

  • Apoiar na análise dos orçamentos dos projetos e no acompanhamento da prestação de contas junto aos parceiros do programa
  • Apoiar na elaboração e acompanhamento de processos administrativos e financeiros para o programa Juntos pela Saúde
  • Apoiar na gestão de contratos do programa Juntos pela Saúde (parceiros e fornecedores)
  • Apoiar na rotina de controle de processos e acompanhamento de compliance do Programa
  • Apoiar nas atividades de relacionamento com os clientes, parceiros e doadores, realizando alinhamentos e monitoramento da prestação de contas sempre que necessário
  • Manter a atualização do fluxo de caixa
  • Realizar conferência de Notas Fiscais, boletos e comprovantes de pagamentos
  • Realizar a análise e controle de prestação de contas de projetos do Juntos pela Saúde
  • Realizar a conciliação bancária
  • Apoiar em toda rotina administrativa financeira do programa Juntos pela Saúde, colaborando para sua boa organização
  • Atuar nas suas atividades do Juntos pela Saúde, zelando pela qualidade das entregas, cumprimento dos prazos acordados e uso eficiente dos recursos, sempre apoiando os gestores do programa nas demandas existentes

.

 

REQUISITOS

  • Formação superior completa e experiência mínima de 1 ano em funções relacionadas à rotina da área administrativa financeira e prestação de contas de projetos, preferencialmente com foco em Investimento Social Privado.
  • Conhecimentos específicos:
    • Contabilidade e compliance
    • Gestão de contratos
    • Rotinas de controles e prestação de contas
    • Excel avançado
    • BI e painéis de gestão
    • Organização e análise de documentação
    • Elaboração de apresentações e relatórios com boa apresentação visual e estruturação clara e objetiva do conteúdo, incluindo gráficos e diferentes formatos que viabilizem a melhor compreensão sobre dados para tomada de decisão.
    • Diferencial – Conhecimento ERP Oracle Netsuite

BENEFÍCIOS

  • Contratação CLT
  • Assistência médica (Porto)
  • Vale-Transporte
  • Vale-Alimentação
  • Total Pass
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off no aniversário
  • Tipo de trabalho – Híbrido

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 18 de janeiro de 2026.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

           

Vaga de Estágio em Monitoramento e Avaliação

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para estudantes de diversos cursos.

Atuamos desde 1999 com foco no fortalecimento do Investimento Social Privado no Brasil e o estímulo a ações transformadoras da realidade para a redução das desigualdades sociais no país.

O IDIS conta com um time de 50 pessoas dedicadas a desenvolver e implementar projetos de grande impacto que estimulem o desenvolvimento de um ecossistema de Investimento Social que atue de forma eficaz e estratégica. Oferecemos consultoria em investimento social para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. Além disso, desenvolvemos projetos de impacto, como campanhas e a promoção de advocacy, e investimos na geração de conhecimento, com a produção de pesquisas, artigos e publicações.

Para fortalecer a organização e nossa atuação, buscamos uma pessoa estagiária para integrar o time de monitoramento e avaliação do IDIS.

 Acesse a vaga na 99Jobs e inscreva-se.

RESPONSABILIDADES E OPORTUNIDADES

  • Apoiar nas atividades dos projetos de Monitoramento e Avaliação do IDIS, respeitando os prazos acordados e zelando pela qualidade dos produtos entregues.
  • Realizar coleta e análise de dados quantitativos e qualitativos necessários para a execução dos projetos de Monitoramento e Avaliação.
  • Realizar pesquisas de conceitos, referências e  benchmarking  que enriqueçam os projetos e tragam embasamento para os produtos desenvolvidos.
  • Participar das reuniões periódicas (online e presencial) da organização.

REQUISITOS

  • Estar cursando, no mínimo, o 3º ano da faculdade no momento do início do estágio, não importa o curso;
  • Ter interesse no terceiro setor e na área de monitoramento e avaliação de projetos sociais;
  • Domínio do pacote Office (Word, Excel, Power Point) e internet;
  • Disponibilidade para atuação híbrida no escritório do IDIS, em São Paulo, localizado próximo à estação Pinheiros de trem e metrô.
  • Facilidade para trabalhar em equipe

DESEJÁVEL

  • Conhecimento em sistematização e análise de informações qualitativas.
  • Conhecimentos na área de ciências de dados ou sistematização e análise de dados quantitativos em planilhas Excel, incluindo manuseio de bases de dados, elaboração de tabelas dinâmicas e gráficos.
  • Elaboração de apresentações com boa apresentação visual, clareza e objetividade na transmissão de conteúdos.
  • Conhecimentos sobre análise estatística.
  • Experiência com softwares de análise de dados de qualitativos e quantitativos.
  • Domínio intermediário da língua inglesa

BENEFÍCIOS

  • Bolsa auxílio: R$ 1.650,00
  • Vale-transporte
  • Vale Alimentação e refeição
  • Seguro de vida
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off de aniversário
  • TotalPass

Tipo de trabalho – Híbrido: Combinação de presencial e remoto

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 18 de janeiro de 2026.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

 

Transformando Territórios promove formação em governança para lideranças de OSCs

O programa Transformando Territórios (TT), em parceria com o coletivo de Fundos e Institutos Comunitários (FICs), está promovendo uma Formação em Governança para Lideranças de OSCs. A trilha aborda o papel da governança nas OSCs, responsabilidades de conselheiros, tomada de decisão e transparência, além de fortalecimento institucional, sustentabilidade e legado.

A iniciativa tem como intuito fortalecer capacidades locais, reafirmar o papel das FICs como agentes de desenvolvimento no território, aproximar novos aliados e contribuir para o fortalecimento da sociedade civil, estimulando a participação social e o engajamento cívico. Entre o público-alvo, estão:

  • Lideranças e moradores do território com interesse em atuação voluntária em organizações sociais;
  • Potenciais conselheiros ou futuros membros das FICs e OSCs locais;
  • Integrantes de OSCs interessados em aprimorar seu conhecimento em governança;
  • Pessoas engajadas na vida comunitária e na atuação cívica local.

Esta é uma ação de fortalecimento do ecossistema de investimento social comunitário nos territórios, conduzida pelo TT em articulação com as FICs.

A formação é destinada prioritariamente a pessoas vinculadas aos territórios de atuação das FICs do Programa Transformando Territórios. No momento da inscrição, será necessário indicar a FIC e o território de vínculo.

Se você atua ou vive em um dos territórios participantes, procure a FIC local para saber como se inscrever.

Atividade no Fundo Mboi, em São Paulo, em outubro de 2025 com as lideranças das FICs participantes do Transformando Territórios

Retrospectiva IDIS 2025: esperançamos e realizamos!

Todos os dias, trabalhamos para promover um futuro melhor para esta e para as próximas gerações. Sonhamos, planejamos, agimos, monitoramos e avaliamos impactos, sempre focados em contribuir para um mundo mais justo e solidário.

Em 2025, esse compromisso se manteve firme, em mais um ano especial. O ‘esperançar’ foi o tema do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2025 e também o fio condutor que guiou nossas ações ao longo do ano. Diante da complexidade da policrise mundial, é fácil sentir-se paralisado, com o horizonte do futuro encoberto pela incerteza. Mas não se pode esperar. É preciso reacender a chama de nossa humanidade resiliente, cultivar a confiança na solidariedade e em nós mesmos. É tempo de agir, colaborar, mobilizar forças e acreditar que um mundo com mais equidade é possível. A filantropia é um farol, que aponta o caminho para novas alternativas e possibilidades, transformando esperança em movimento.

Em 2025, caminhamos com coragem, sempre esperançando.

Equipe IDIS durante a confraternização de final de ano

 

Esperançar é coisa de gente! 

Com um time de 60 profissionais, oferecemos consultoria, produzimos conhecimento e implementamos projetos de impacto, atuando em rede e apostando, sempre, na pluralidade de pontos de vista. E assim, sonhamos, planejamos escrevemos grandes histórias em 2025.

A equipe de consultoria realizou 31 projetos em áreas como planejamento estratégico, ESG, fundos patrimoniais, gestão de doações e avaliação de impacto. Mantivemos uma nota média acima de 9 na avaliação dos clientes, com um alto índice de recomendação, refletindo o compromisso com a qualidade.

Conheça as histórias aqui.

Os projetos de impacto foram ampliados. Com o apoio do Google.org e parceria técnica do Canal SabIAr, lançamos o IA.3 – Inteligência Artificial para o Terceiro Setor. A primeira ação do programa de capacitação atraiu mais de mil organizações e a partir de 2026, vamos oferecer uma formação intensiva para 250 OSCs de todo Brasil, contribuindo para gerar exemplos positivos do uso ético e responsável da Inteligência Artificial em benefício de causas de interesse público. 

Em parceria com o Instituto MOL, fortalecemos o Compromisso 1%, o movimento de empresas protagonistas da promoção de transformações socioambientais positivas. Até agora, há 22 signatárias, entre aquelas que já têm essa prática e outras que estão comprometidas em alcançar o patamar de doação de 1% do lucro líquido em até dois anos. A iniciativa conta ainda com o apoio de Cyrela, Instituto Cyrela, PwC e RD Saúde, além de organizações do setor que integram o comitê consultivo e outras que contribuem com suas competências técnicas.

No programa Transformando Territórios, dedicado a fortalecer fundações e institutos  comunitários no Brasil, lançamos a websérie Transformando Territórios – 14 histórias reais de impacto local, protagonizadas por Fundações e Institutos Comunitários (FICs) que conectam lideranças, recursos e saberes para transformar realidades com consistência e propósito. Além disso, mais uma vez, reunimos participantes de todo o país em São Paulo para o Encontro Anual. 

Seguimos com o Juntos pela Saúde, parceria com o BNDES que destinará mais de R$ 100 milhões ao fortalecimento da saúde pública nas regiões Norte e Nordeste no período de 4 anos. A partir de doações do BNDES e outros apoiadores, o programa beneficiará 14 organizações da sociedade civil comprometidas com o atendimento de saúde para a população usuária do SUS.

A pauta de advocacy também avançou. À frente da Coalizão pelos Fundos Filantrópicos, conquistamos uma vitória importante: a derrubada do veto ao inciso X do artigo 26 do Projeto de Lei Complementar 68/2024, garantindo que os Fundos Patrimoniais Filantrópicos tenham o tratamento tributário adequado no novo sistema da Reforma Tributária. A conquista é fruto de uma ampla mobilização da sociedade civil, com protagonismo da Coalizão e da Aliança pelo Fortalecimento da Sociedade Civil. Em outra ocasião, o IDIS teve a oportunidade de promover um diálogo com o Ministério da Cultura e sua liderança, Margareth Menezes, sobre fundos patrimoniais filantrópicos, que resultou na a publicação da Instrução Normativa nº 26, do Ministério da Cultura, que regulamenta a captação de recursos via Lei de Incentivo à Cultura para a constituição ou ampliação de fundos patrimoniais culturais, conforme previsto na Lei nº 13.800/2019.

Ao longo do ano, lançamos 50 produtos de conhecimento diversos, incluindo relatórios como Perspectivas da Filantropia no Brasil; Caminhos para uma atuação mais estratégica e ampla da filantropia familiar brasileira, a quarta edição do Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais e a quarta edição da Pesquisa Doação Brasil, alcançando mais de 47 mil pessoas. Destaque também a realização de mais uma edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, que neste ano reuniu novamente mais de mil pessoas em formato híbrido, e a estreia do Café IDIS: filantropia em debate.

Na COP30, promovemos, junto com outros parceiros, o Dia da Filantropia, elevando o debate sobre o papel do investimento social privado no financiamento climático. Também estivemos presentes em eventos locais e globais, como a American Evaluation Conference (Kansas City, EUA), o Congresso Gife (Fortaleza), FIFE (Curitiba), Global Philanthropy Forum (São Francisco, EUA), Impact Minds da Latimpacto (Medellín, Colômbia), Philea Forum (Lisboa, Portugal), e o Seminário Internacional Ciência encontra Filantropia (São Paulo). É por meio da produção e disseminação de conteúdos como esses que chegamos a mais pessoas e avançamos em nossa missão.

 

Pessoas e diversidade

Com o crescimento dos projetos, veio também a expansão da equipe. As ações relacionadas à área de Pessoas acompanharam esse movimento: realizamos o terceiro programa de estágios, a segunda edição do programa de mentoria, demos sequência ao programa de desenvolvimento de lideranças, e teve início sua expansão para coordenadores e analistas. Demos continuidade, ainda, ao fortalecimento da rede Alumni IDIS – formada por pessoas que já trabalharam conosco e que podem seguir contribuindo para o alcance de nossa missão, mesmo à distância.

Com quatro anos de existência, o Comitê de Diversidade, Equidade e Inclusão promoveu escutas, ações de letramento e a terceira edição do Censo IDIS. Entre os resultados, o mapeamento identificou que, entre a equipe, 58% se declaram brancas, 29% pretas ou pardas e 13% amarelas. Entre as ações desenvolvidas, destacam-se um treinamento realizado no Mês do Orgulho LGBTQIAP+, uma conversa entre Selma Moreira e a equipe do IDIS, além da distribuição de livros que abordam o tema.

 

Segurança para o futuro

Criado pelo IDIS, o fundo patrimonial pioneiro no fortalecimento do investimento social privado e da cultura de doação no Brasil, o Fundo de Fomento à Filantropia (FFF), alcançou a marca de R$10 milhões em patrimônio.

Desde o lançamento em 2024, o FFF já conta com quase uma centena de doadores, entre eles filantropos que contribuíram com valores expressivos, como Família Pipponzi, Armínio Fraga, José Luiz Egydio Setúbal, Luis Stuhlberger, Milu Villela, Neca Setubal, Teresa Cristina e Candido Bracher, Ticiana e Edson Queiroz. Os valores captados foram dobrados com a doação da filantropa americana Mackenzie Scott feita ao IDIS e ainda há R$ 3,3 milhões disponíveis para complementação.

Ao longo de 2025, os rendimentos do FFF viabilizaram iniciativas de produção de conhecimento e articulação relevantes para o campo do setor de impacto social, entre elas a Pesquisa Doação Brasil 2024, o estudo Caminhos para uma atuação mais ampla e estratégica da filantropia familiar no Brasil’, o Dia da Filantropia na COP30 e ações de advocacy pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos. Também foram apoiados projetos em parceria com outras organizações, como a plataforma Descubra Sua Causa e o Movimento por uma Cultura da Doação. Para 2026, estima-se que haverá R$ 1 milhão para destinação a novos projetos.

 

Gestão, sustentabilidade e reconhecimento

Acompanhando o crescimento do IDIS, implantamos novos processos operacionais e financeiros. Políticas internas também foram atualizadas, e realizamos um esforço consistente de mapeamento de riscos, que resultou na elaboração de uma matriz com orientações para o tratamento de cada um deles.

Uma mudança estrutural refletiu o crescimento dos últimos anos: a mudança do escritório do IDIS. Permanecemos no mesmo endereço e andar, agora com uma estrutura que oferece mais conforto e integração à equipe.

Foi um ano intenso, de muitas realizações e também de reconhecimentos! Conquistamos, mais uma vez, o selo Great Place to Work, certificação que reflete nosso compromisso em promover um ambiente de trabalho positivo, inclusivo, transparente e ético, que valoriza o bem-estar de colaboradores, fornecedores e parceiros. Pela sexta vez, fomos reconhecidos como uma das 100 Melhores ONGs do Brasil e também como a melhor ONG de filantropia / apoio a OSCs de 2025.

Débora Acioly, gerente de prospecção e parcerias, na cerimônia de entrega dos prêmios do Melhores ONGs 2025.

É sempre emocionante escrever esta retrospectiva e relembrar alguns dos principais acontecimentos do ano. Não foi fácil – nunca é -, mas foi coletivo.

QuerIDIS, conselheiros, parceiros, apoiadores, familiares e amigos: muito obrigada! Cada um de vocês é parte importante desta jornada.

Que 2026 nos traga ainda mais esperança, coragem e realizações.

Com carinho,

Paula Fabiani

IDIS organiza delegação brasileira para o Global Philanthropy Forum 2026

O Global Philanthropy Forum 2026 acontecerá entre os dias 18 e 20 de março em São Francisco, Califórnia, e contará, mais uma vez, com a tradicional delegação brasileira organizada e liderada pelo IDIS. Como parceiros do evento, o IDIS anualmente organiza a viagem, fortalecendo o relacionamento entre os participantes e com a comunidade filantrópica global. Além disso, participantes dessa delegação recebem o benefício de compra do ingresso para o evento com desconto.

A cada ano, o evento reúne mais de 250 líderes, tomadores de decisão e agentes de mudança da filantropia global e setores afins — representando, segundo a organização, mais de US$ 480 bilhões em ativos filantrópicos. Em 2026, o grupo se reúne para dois dias de programação sob o tema ‘Arquitetando o Futuro: Sistemas Operacionais para uma Nova Era da Filantropia’, 

Em 2025, a delegação brasileira teve destaque no evento, com quatro palestrantes e 32 participantes contribuindo ativamente com perspectivas diversas do panorama filantrópico do Brasil. Nesse mesmo sentido, muitos participantes do Sul Global – da Índia, Paquistão, América Latina e países africanos – trouxeram mensagens de otimismo sobre o desenvolvimento de parcerias com múltiplos stakeholders em seus países, onde a incerteza e a adaptação fazem parte da vida cotidiana há décadas.

Tem interesse em participar da delegação de 2026?
Entre em contato conosco através de guilhermes@idis.org.br. 

Novas informações serão divulgadas aos interessados em breve.

IDIS na COP30: o papel da filantropia frente à crise climática

O IDIS marcou presença na 30ª edição da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas com quatro representantes: Paula Fabiani, CEO do IDIS; Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias; Luisa Lima, gerente de comunicação e conhecimento; e Marcelo Modesto, gerente de consultoria na área ESG. Eles participaram de dezenas de eventos e debates relacionados ao enfrentamento às mudanças climáticas e justiça social.

Paula Fabiani também esteve presente na Blue Zone, espaço onde ocorrem as negociações oficiais e as plenárias da Cúpula dos Líderes. Ela também participou de um encontro

O time também esteve presente em debates diversos que foram desde mecanismos de mercado financeiro para enfrentar os desafios climáticos, como no World Climate Summit & Investment, até encontros com organizações da sociedade civil, como Casa IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas e PSA – Projeto Saúde e Alegria, que trouxeram a voz dos territórios e das comunidades.

DIA DA FILANTROPIA

Entre os destaques está a realização do Dia da Filantropia, evento paralelo à COP30, organizado conjuntamente por CAF – Charities Aid Foudation, GIFE, IDIS, Sitawi, Latimpacto e WINGS, com apoio da RD Saúde. O encontro reuniu quase 150 pessoas, entre representantes de OSCs, investidores sociais, empresas, redes e poder público.

Ao longo do evento, os debates giraram em torno de como a filantropia pode ser uma alavanca estratégica para enfrentar desafios estruturais, como pobreza, acesso à saúde, educação e proteção de direitos, sem perder de vista a urgência climática e a centralidade da Amazônia nesse contexto. Em diferentes falas, os participantes ressaltaram que não se trata apenas de ampliar recursos, mas de qualificar a forma como eles são investidos, com foco em impacto de longo prazo e fortalecimento de organizações locais.

“A experiência desse evento com tantos parceiros mostrou uma enorme potência de compartilhamento de saberes e redes. Foi uma tarde de lembrança constante de que ainda temos um enorme trabalho pela frente, mas também inúmeras possibilidades de evolução”, ressalta Paula Fabiani, CEO do IDIS.

 

PÓS COP-30

A COP30 trouxe discussões importantes e também evidenciou lacunas no debate sobre financiamento e filantropia para o clima.

Agora, a Sitawi Finanças do Bem, IDIS, GIFE e Latimpacto se reúnem para compartilhar uma análise conjunta: o que foi debatido nos espaços oficiais e eventos paralelos, quais temas ganharam força, o que poderia ter avançado mais e os principais aprendizados do Dia da Filantropia, o evento que promovemos em Belém durante a COP30.

Não perca o nosso evento “Pós COP-30: tendências e próximos passos na filantropia pelo clima” que acontece no dia 9 de dezembro, gratuitamente, ao vivo pelo Zoom.

INSCREVA-SE CLICANDO AQUI

Quando o poder muda de mãos: o que a American Evaluation Association 2025 revelou sobre o futuro da avaliação

Decolonização, equidade e resiliência na transformação da prática avaliativa

Por Denise Carvalho e Daniel Barretti, Diretora e Gerente de Monitoramento e Avaliação do IDIS, respectivamente

A Conferência da American Evaluation Association (AEA) 2025, realizada em Kansas City, nos Estados Unidos, de 10 a 14 de novembro, reuniu mais de 2.000 profissionais da avaliação sob o tema “Engaging Community, Sharing Leadership” (“engajando a comunidade, compartilhando a liderança”, em tradução livre).

Foram mais três dias de conferência entre plenárias e sessões temáticas, versando sobre conceitos, teorias, métodos e causas das mais diversas no campo da avaliação. O IDIS esteve presente no evento com a participação de Denise Carvalho, diretora de Monitoramento e Avaliação, e Daniel Barretti, gerente de Monitoramento e Avaliação. A participação não foi apenas uma busca por atualização, mas uma imersão em discussões que ressoam profundamente com os desafios reais que enfrentamos na prática diária.

A conferência contou com uma extensa programação, a começar por diversos workshops profissionais. O workshop de dois dias, liderado por Charmagne Campbell, gerente de Insights de Dados e Testes de Operações Centrais do UK Health Security Agency, e Michael Q. Patton, membro da American Evaluation Association, por exemplo, foi voltado ao desenvolvimento de avaliações de base comunitária, liderança compartilhada e princípios de engajamento.

 

Eixos de transformação na avaliação

Longe de ser um evento de celebração de consensos, a conferência revelou uma profissão em um ponto de inflexão, confrontada com crises de financiamento, burnout de equipes e a urgência de redefinir seu propósito e suas ferramentas. As sessões que acompanhamos, desde plenárias a painéis específicos, delinearam um caminho de transformação que, em nossa análise, se articula em cinco eixos interconectados: a decolonização da avaliação; a operacionalização da equidade; a construção de resiliência institucional em contextos de incerteza; o uso da arte e da criatividade, e de modelos qualitativos, como instrumento de revelação; e a emergência do financiamento climático como um novo e crucial domínio.

A decolonização da avaliação foi abordada como um pilar fundamental, não de maneira abstrata, mas como uma demanda ética e prática para a profissão. As discussões aprofundaram a crítica às abordagens avaliativas convencionais, muitas vezes enraizadas em epistemologias ocidentais que perpetuam vieses e excluem saberes indígenas e locais. Além disso, foi ressaltada a necessidade de questionarmos quem define o sucesso, quem se beneficia da informação e, crucialmente, quem detém o poder na relação avaliador–avaliado.

Na sessão “Engaging Communities and Sharing Power in Decolonizing Evaluation” (“engajando comunidades e compartilhando poder na avaliação decolonial”, em tradução livre), foram apresentados os “12 Princípios da Decolonização” como um guia para desmantelar essas estruturas, focando aspectos epistemológicos, práticos e éticos, como a soberania comunitária e a reflexividade. No entanto, a conferência não se esquivou das tensões: como honrar a soberania de uma comunidade quando o financiamento do projeto vem de um fundo externo, com seus próprios indicadores e expectativas? A mesma sessão também articulou essa desconexão, mostrando que fundos e comunidades frequentemente vivem em mundos diferentes, com o primeiro vendo “beneficiários” e o segundo sentindo “decisões impostas”. A decolonização, portanto, exige uma redistribuição radical de poder, que se manifesta, por exemplo, na alocação de orçamento para o “tempo comunitário” e na flexibilidade para que as comunidades cocriem os designs avaliativos.

É nesse ponto que a equidade operacionalizada se torna indispensável. A decolonização, para ser mais do que retórica, precisa de ferramentas concretas que traduzam princípios em prática. O Equitable Evaluation Toolkit, desenvolvido pela Ecotrust em parceria com a consultora Imani Austin, foi um dos destaques nesse sentido. Após anos de reflexão sobre como a avaliação tradicional reproduzia desigualdades, a Ecotrust lançou um conjunto de seis ferramentas que permitem integrar a equidade em cada etapa do processo avaliativo. Entre elas, destacou-se o “Activity Budget”, uma inovação que destina uma linha orçamentária explícita para o “tempo comunitário”, reconhecendo o valor do engajamento e da participação. Ferramentas como o “Equity Lens” (um conjunto de perguntas reflexivas) e o “Partner Engagement Questions” (para envolver parceiros no desenho) também foram apresentadas, com exemplos práticos de sua aplicação em projetos como Indigenous Agroforestry Network e Green Workforce Academy. A Ecotrust demonstrou que a equidade não é um checklist, mas um processo contínuo de aprendizado, que exige transparência e realismo sobre as limitações, mas que, em última instância, constrói confiança e legitimidade.

No entanto, a implementação de práticas decolonizadas e equitativas exige uma base institucional sólida, o que nos leva ao terceiro eixo: a avaliação em contextos de incerteza e a construção de resiliência. As experiências do LSU Social Research Evaluation Center e do University of Mississippi Center for Research Evaluation foram um alerta para a fragilidade da profissão. Ambas as instituições enfrentam a descontinuação simultânea de múltiplos projetos federais (como o Fuel Louisiana, ameaçado por cortes da NSF), demissões e um impacto significativo na moral da equipe. A pergunta central era: como planejar e conduzir avaliações quando não se sabe se um programa existirá em 12 meses? A resposta não está apenas em “ter um plano B”, mas em construir uma capacidade institucional de sentir múltiplos futuros e se adaptar. Aqui, o foresight, ou a antecipação estratégica, mostrou-se crucial. Longe de ser uma tentativa de prever o futuro, o foresight é uma abordagem para preparar-se para múltiplos cenários, identificando sinais fracos de mudança e desenvolvendo planos de contingência. A LSU e a University of Mississippi, por exemplo, estão diversificando ativamente suas fontes de financiamento e simplificando processos para sobreviver.

A complexidade dos contextos atuais, marcada por incertezas e pela necessidade de decolonizar e promover equidade, também exige que a avaliação vá além das métricas tradicionais. A arte, como instrumento de revelação, emergiu como o quarto eixo de transformação. As sessões sobre o tema argumentaram que, muitas vezes, quanto mais quantificamos, menos vemos. As métricas, embora essenciais, podem ocultar verdades, nuances e significados que são essenciais para uma compreensão completa do impacto. Exemplos históricos, como as fotografias de Dorothea Lange e Gordon Parks, ou as visualizações de dados de Du Bois, foram citados para ilustrar como a arte pode desafiar narrativas dominantes e revelar o que os números não contam. A arte permite valorizar os near wins – aqueles quase-sucessos que, embora não atinjam as metas quantitativas, geram aprendizado e transformação qualitativa. Em um cenário de cortes de financiamento, a arte pode ser uma ferramenta poderosa para comunicar o valor de um projeto que “falhou” em termos de métricas, mas cultivou capacidades locais e aspirações comunitárias. A arte, assim como a decolonização e a equidade, desafia a cultura de especialistas e expande as perspectivas, valorizando saberes e expressões marginalizadas.

Além da arte como instrumento que transcende as métricas quantitativas, vale ressaltar o olhar para abordagens mais qualitativas, mais acessíveis e que, portanto, possibilitam maior engajamento das partes e maior equidade nas práticas avaliativas.

Um exemplo é uma abordagem avaliativa apresentada por Marcia Mundt, da Northeastern University, financiada pela USAID e testada entre 2023 e 2025, que visou avaliar a efetividade da assistência internacional americana em iniciativas promotoras da participação feminina na política, na formação de coligações multipartidárias e na integridade de processos eleitorais. A metodologia prevê a estruturação de uma cadeia de causalidade, articulando inputs, outputs e efeitos de curto, médio e longo prazo. A cadeia de causalidade é traduzida em questionários aplicados três vezes ao ano ao longo de dois anos. A chave metodológica está em captar, de maneira mais precisa, até onde, na cadeia de causalidade, a iniciativa chega ou, em outras palavras, quais os elos fortes e frágeis da cadeia, de modo a propiciar ações mais direcionadas e assertivas para a maximização dos impactos positivos de determinada intervenção.

Em outro case, a organização da sociedade civil Education Training Research trouxe um conjunto de seis estratégias que visam à promoção de avaliadores culturalmente responsivos e, consequentemente, de uma prática avaliativa mais equitativa e representativa de espectros populacionais historicamente marginalizados. A ideia central é que a constituição de um time de avaliadores diversos e preparados para lidar com a complexidade, a incerteza e a diversidade do mundo atual se reflita nos resultados almejados e alcançados de uma avaliação. Em suma, o conjunto de seis estratégias proposto passa pelo avaliador compreender-se como um sujeito ativo no processo avaliativo e que, portanto, invariavelmente exerce influência sobre o processo e os resultados de uma avaliação. Isso posto, as estratégias visam compreender justamente qual o perfil do avaliador e seu grau de ingerência, combinados gerenciais, tais como transparência, mecanismos de valorização, possibilidades de engajamento, envolvimento e reconhecimento da equipe; incorporação de contextualização e criticidade como parte da identificação dos impactos gerados, tais como fatores individuais, físicos e relações de poder como fontes geradoras de mudança para além da intervenção; e, por fim, a adoção de práticas regulares garantidoras das estratégias precedentes.

Finalmente, todos esses temas convergem no domínio emergente do financiamento climático, o quinto eixo de discussão. A urgência da crise climática exige um volume massivo de financiamento, muito além do que a filantropia pode oferecer. O capital privado, com seus trilhões de dólares em ativos, é essencial, mas enfrenta uma lacuna crítica: a falta de expertise em Impact Measurement & Management (IMM). O Climate SMILE Playbook, em desenvolvimento pelo Bezos Earth Fund (com contribuições da Rockefeller Foundation e da BHP Foundation), foi apresentado como uma solução para democratizar o acesso ao financiamento climático, fornecendo um framework para investidores que buscam impacto climático. O playbook reconhece que a avaliação climática não é “mais do mesmo”; ela exige um paradigma diferente, que não apenas meça a redução de emissões, mas que prepare para uma transição justa e comunique o risco climático de forma prospectiva (integrando, portanto, foresight). A “transição justa”, um conceito central no financiamento climático, conecta diretamente com a decolonização e a equidade, pois reconhece que a descarbonização afeta desproporcionalmente comunidades pobres e marginalizadas, exigindo diálogo, redistribuição e decisão compartilhada. Assim, o clima se torna um integrador poderoso, exigindo que a avaliação incorpore todos os eixos de transformação discutidos na conferência.

A plenária de encerramento nos convocou a refletir sobre como gerar significado para as comunidades beneficiárias a partir das avaliações, como questionar sistemas de opressão e refletir sobre nossas próprias suposições e práticas, na perspectiva de não sermos somente operadores da avaliação, mas também aprendizes, ouvintes e cocriadores de novas abordagens.

A Conferência da AEA, portanto, não ofereceu soluções fáceis, mas um convite à reflexão profunda e à ação corajosa. Decolonização requer equidade operacionalizada, que, por sua vez, exige resiliência institucional. A resiliência é fortalecida pelo foresight, que nos ajuda a navegar a volatilidade, enquanto a arte revela os significados que as métricas ocidentais ocultam. E o clima, como um desafio global e integrador, demanda a aplicação de todos esses princípios. É um chamado à realização de uma “auditoria de poder” nas avaliações conduzidas, a pensar a adaptação e a aplicação de novas ferramentas, a desenvolver cenários de futuro e a explorar como a arte pode nos ajudar a comunicar o valor de near wins. A verdadeira transformação não acontece em plenárias, mas nas conversas difíceis, nos orçamentos renegociados e na coragem de implementar, mesmo com imperfeições, os princípios de uma avaliação verdadeiramente engajada com a comunidade e com a liderança compartilhada.

Vem aí ‘Dia de Doar 2025’: participe e doe para o Fundo de Fomento à Filantropia

Desde 2013, acontece o Dia de Doar no Brasil, e neste ano, a 12ª edição será no dia 2 de dezembro. O objetivo é incentivar o país a ser mais generoso e solidário, mobilizando pessoas físicas, empresas e campanhas comunitárias para arrecadar recursos e aumentar o impacto positivo das organizações do terceiro setor.

O movimento desempenha um papel fundamental ao mostrar que todos podem participar, fortalecendo a cultura da doação no cotidiano das pessoas.

Neste ano, convidamos você a contribuir para o Fundo de Fomento à Filantropia. Ao doar, você apoia o contínuo fortalecimento do investimento social privado e da cultura de doação no Brasil.

Os rendimentos do fundo patrimonial são revertidos em impactos positivos e concretos para a sociedade, sendo utilizados para o fortalecimento da filantropia e da cultura de doação, por meio de pesquisas, campanhas e outras ações; para advocacy por um ambiente regulatório mais favorável ao terceiro setor; para a promoção de publicações e eventos, como o Fórum de Filantropos e Investidores Sociais; e para a articulação de atores e parcerias para o desenvolvimento do setor, incluindo os endowments criados e a Coalizão. Além disso, os recursos também são utilizados para catalisar iniciativas estruturantes que multipliquem o Investimento Social Privado (ISP) e ampliem seu impacto, entre outras atividades.

Cada doação contribui para o fortalecimento da sociedade civil e para a redução das desigualdades no Brasil, em uma causa que não é apenas nossa, mas de todo o setor. Venha com a gente!

Faça sua doação e saiba mais sobre o Fundo de Fomento à Filantropia:

Conheça também outros fundos patrimoniais que recebem doações de pessoas físicas.

Territórios em conexão: intercâmbios fortalecendo fundações e institutos comunitários no Brasil e no mundo 

É no território que o conhecimento ganha corpo e sentido: cada experiência, cada encontro e cada gesto coletivo se transformam em aprendizagens vivas, que não apenas ajudam a solucionar desafios locais, mas inspiram novas formas de pensar e agir no mundo. É nessa perspectiva que o Programa Transformando Territórios (TT) atua, fortalecendo e apoiando as Fundações e Institutos Comunitários (FICs) de base territorial no Brasil. Durante o ciclo do programa de 2024 e 2025, uma das principais estratégias adotadas pelo TT foi incentivar intercâmbios entre FICs participantes e com organizações estrangeiras. Ao todo, foram realizados 6 intercâmbios que envolveram 10 organizações e mais de 30 lideranças, em 4 países e 7 estados brasileiros.

 

Entre as premissas está a criação de um ambiente fértil para que essas organizações floresçam e aprendam continuamente. Nesse caminho, os intercâmbios se revelam como uma estratégia potente de desenvolvimento: ao conectar diferentes FICs no Brasil e no mundo, permitem que cada uma reconheça em si e no outro novas formas de avançar, traduzindo experiências em aprendizagens coletivas que ressoam para muito além do território visitado. A prática da troca amplia repertórios, provoca reflexões e gera a confiança necessária para que o aprendizado se transforme em ação concreta, fortalecendo tanto as organizações quanto o ecossistema da filantropia comunitária territorial.

Em 2025, o Programa Transformando Territórios participou de um intercâmbio com a Comunidad de Organizaciones Solidarias (COS), apoiado pelo Connecting Communities in the Americas (CCA). Paralelamente ,acompanhamos algumas FICs do programa em processos de intercâmbio,  também viabilizados pelo CCA. Esse movimento acontece em um momento especial de fortalecimento das trocas e aprendizagens dentro do coletivo de FICs, que tem se tornado cada vez mais participativo por meio de grupos de trabalho e iniciativas conjuntas. Nesse contexto, apenas no primeiro semestre, realizamos quatro intercâmbios entre organizações do grupo e, além disso, promovemos um encontro presencial de lideranças do TT na FEAV (Fórum de Entidades Assistenciais de Valinhos) em Valinhos, interior de São Paulo, um marco simbólico para o coletivo, por acontecer justamente no território de uma das próprias FICs. 

O “arrumar a casa” – antes e depois do encontro

Assim como quem se prepara para receber uma visita querida, os intercâmbios mobilizam as organizações anfitriãs a revisitar as próprias práticas e repensar o que desejam compartilhar com terceiros. Esse movimento de “arrumar a casa” vai muito além da logística: torna-se um momento de autoavaliação, em que as organizações revisitam apresentações institucionais, organizam documentos e práticas e promovem a aproximação de grupos do território em novas combinações e olhares compartilhados. Esses gestos, que parecem simples, têm efeitos profundos e duradouros: fortalecem a identidade institucional, ampliam a articulação comunitária e geram aprendizados que continuam reverberando mesmo após a despedida dos visitantes, contribuindo de forma concreta para o desenvolvimento da organização.

Fundação Comunitária de Cajamarca em Maceió 

 

Carlos Jorge, presidente da Mundaú Mundo, participou do intercâmbio do CCA com a Fundación Comunitária de Cajamarca, no Peru, e também da visita ao Instituto Comunitário de Sergipe (ICOSE), dentro do intercâmbio triplo de FICs apoiado pelo CCA. Para ele, essas experiências fazem as organizações ressignificarem o próprio papel no território e despertarem um olhar renovado para as oportunidades já presentes no ecossistema das FICs. O relato dele evidencia como os intercâmbios funcionam como uma ação estratégica de fortalecimento institucional: ao praticar a alteridade, as organizações não apenas aprendem com o outro, mas também se enxergam de maneira mais nítida, reconhecendo potencialidades e fragilidades, e transformando esse processo em motor de desenvolvimento.


“Com as trocas de aprendizagem que a CCA conseguiu oferecer a 36 organizações em 9 países, vemos um ecossistema crescente e interconectado que pode superar os desafios que trabalhar sozinho não consegue. Tem sido incrível ouvir as histórias de como os líderes comunitários estão inspirando uns aos outros e compartilhando estratégias e ferramentas para que cada um trabalhe de forma mais eficaz em seu próprio território.”, comenta Lisa Schalla, Diretora de Projetos do Connecting Communities in the Americas Connecting Communities in the Americas

 

Ao receber a visita do programa Coterráneos (Chile), a equipe do TT realizou a primeira visita ao Fundo Comunitário Perifasul M’Boi, após a aprovação do novo estatuto que formalizou essa FIC como uma organização independente. Esse marco, foi simbólico não apenas pela conquista institucional, mas também por possibilitar que o Coterráneos conhecesse de perto um território de São Paulo conduzido por uma FIC recém-constituída e relacionasse essa vivência ao processo que estão desenvolvendo com as FICs do Chile. 

Equipe da Coteráneos em visita ao Fundo Comunitário Perifasul M’boi

Outro marco relevante ocorreu em Paraty, quando o Instituto Comunitário de Paraty (ICP) recebeu a equipe da Fundacíon Punta de Mita. A visita coincidiu com a Festa do Divino, celebração profundamente enraizada na cultura local, e ganhou força ao envolver a comunidade em uma gincana tradicional, criando um espaço genuíno de troca entre organizações e comunidade. Para o recém-formalizado ICP, foi a oportunidade de se mostrar à cidade, afirmar  a identidade local e fortalecer o reconhecimento junto a diferentes atores sociais.

 

Territórios e diálogos

A diversidade da América Latina e a singularidade que cada FIC nos levaram à expressão: “conheça uma FIC e você terá conhecido apenas uma FIC”. Essa variedade é, na verdade, fonte de riqueza e potência. A multiplicidade de histórias e contextos, somada a desafios comuns e a semelhanças nos cenários políticos e econômicos, torna os intercâmbios ainda mais valiosos. Eles celebram a diversidade dos territórios e, ao mesmo tempo, constroem pontes de aprendizagem que inspiram, aproximam realidades e abrem caminho para a circulação de saberes locais e a criação de novas tecnologias sociais.

 

“A participação de FICs em iniciativas como essa é essencial. Muitas vezes, o trabalho cotidiano nos coloca em um ritmo intenso, que nos distancia do olhar estratégico e da troca genuína. Intercâmbios como o do CCA nos tiram desse modo automático e nos lembram que há muito a aprender com quem está do outro lado da ponte. Eles nos renovam, nos provocam e nos conectam — como organizações e como pessoas”, compartilhou  Cristine Lenz, do ICOSE.

 

Como aponta Cristine, sair do ritmo acelerado e adotar uma nova perspectiva nos convida a vivenciar aprendizados transformadores, capazes de impactar a forma como as organizações atuam. Em outros territórios, encontramos organizações que, mesmo em contextos distintos, enfrentam dilemas semelhantes e nos inspiram a enxergar soluções novas e a ressignificar nossos próprios desafios.

 

Aprendizagens que transformam

Chamamos os intercâmbios de metodologia porque eles não acontecem de forma casual: são pensados e praticados como um processo estruturado que integra preparação, vivência e sistematização de aprendizados. Essa intencionalidade transforma encontros em conhecimento aplicado, fortalecendo tanto cada organização individualmente quanto o ecossistema das FICs como um todo. 

O que essa trajetória nos mostra é que os intercâmbios se consolidam como uma estratégia de fortalecimento, pois reúnem, em um mesmo movimento, a oportunidade de olhar para dentro e de abrir-se ao novo. Ao preparar-se para receber ou visitar outra organização, as FICs revisitam práticas, organizam informações e refletem sobre sua atuação no território. No contato com outras realidades, exercitam a alteridade, reconhecendo semelhanças e diferenças que inspiram soluções criativas e adaptadas a cada contexto.

Equipes do ICOSE, FEAV, Mundaú e FUNDAES em intercâmbio em Sergipe, onde está localizada o ICOSE

Esse processo inaugura ciclos de aprendizagem contínua, que vão além do momento da troca e se desdobram em mudanças concretas na gestão e na relação com a comunidade. Mais do que uma atividade, os intercâmbios configuram-se como um caminho de desenvolvimento organizacional de alto impacto e baixo custo, capaz de ampliar repertórios, fortalecer identidades e transformar a diversidade dos territórios em potência de aprendizagem coletiva.

Ao promover inovações em rede, fortalecer relações, abrir novos olhares e estimular a circulação de saberes locais, os intercâmbios revelam que, quando territórios aprendem juntos, enraízam conhecimento, inspiram inovação e constroem o futuro que o Programa Transformando Territórios acredita ser possível.

Por Carla Irrazabal e Rosana Ferraiuolo, analista e gerente do programa Transformando Territórios

 

IDIS é reconhecido entre as 100 Melhores ONGs do Brasil e melhor ONG de Filantropia

Boas práticas de gestão são decisivas para que organizações sociais ampliem o impacto nas causas que defendem. É isso que o Prêmio Melhores ONGs reconhece ao avaliar governança, transparência, sustentabilidade financeira, comunicação e gestão das organizações de todo o país. O IDIS recebeu, pela terceira vez, o título de melhor ONG de Filantropia, Voluntariado e Apoio a Organizações da Sociedade Civil do Brasil. Além do prêmio na categoria especial, pelo sexto ano, o IDIS também foi reconhecido como uma das 100 melhores ONGs.

“Chegar pela sexta vez à lista das Melhores ONGs é um marco que reforça nossa responsabilidade com o ecossistema da filantropia no Brasil. Cada reconhecimento é um incentivo para seguirmos aprimorando nossa gestão e entregando mais impacto por meio do investimento social privado”, afirma Paula Fabiani, CEO do IDIS.

Débora Acioly, gerente de prospecção e parcerias, na cerimônia de entrega dos prêmios do Melhores ONGs 2025.

Ao longo do ano, o IDIS tem realizado diversos investimentos para fortalecer o Instituto e seus projetos. Entre os resultados, destacam-se o monitoramento constante de indicadores, o investimento em plataformas de gestão e o aumento no treinamento e desenvolvimento da equipe. Isso resultou na ampliação dos projetos de consultoria com novos clientes, além do fortalecimento do relacionamento com aqueles que já eram parceiros; no fortalecimento de iniciativas de impacto, como Advocacy pelos Fundos PatrimoniaisTransformando TerritóriosJuntos pela Saúde, Compromisso 1% e IA.3 – Inteligência Artificial para o Terceiro Setor; na continuidade do Fundo de Fomento à Filantropia; e em importantes produções no campo do conhecimento, como ‘Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2025’, ‘Caminhos para atuação mais estratégica e ampla da filantropia familiar’ e ‘Pesquisa Doação Brasil 2024’.

“Essas conquistas refletem um esforço contínuo de toda a equipe e de nossos parceiros. Temos investido em processos, tecnologia, monitoramento de indicadores e desenvolvimento de pessoas, sempre conectados à nossa missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e a mudança positiva que ele gera”, completa Paula.

Parabenizamos todas as organizações que, em diferentes causas e territórios, trabalham diariamente pelo desenvolvimento socioeconômico do Brasil e que também foram reconhecidas nesta edição do prêmio.

Confira a lista completa das 100 Melhores ONGs no site oficial do Prêmio Melhores ONGs.

Assista a premiação:

Filantropia em foco na Amazônia: evento paralelo à COP30 reúne mais de 140 pessoas em Belém

Em uma tarde dedicada a refletir sobre o papel da filantropia diante da emergência climática e das desigualdades sociais no Brasil, cerca de 140 pessoas se reuniram em Belém para um encontro paralelo à COP30, o Dia da Filantropia. Organizado pela CAF – Charities Aid Foundation, GIFE, IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, Sitawi Finanças do Bem, Latimpacto e WINGS, com o apoio da RD Saúde, o evento reuniu representantes de organizações da sociedade civil, investidores sociais, empresas, redes e iniciativas da região amazônica e de outras partes do país.

A programação contou com três painéis, com participações de especialistas nacionais e internacionais como Ilana Minev, Presidente do Conselho de Administração da Bemol; Pedro Hartung, CEO da Fundação Alana; Mark Greer, Diretor-gerente na CAF; e Anthea McLaughlin, CEO da Aliança Filantrópica Caribenha.  Além disso, houve um momento de ‘Vozes do Território’ que contou com a participação de Rose Meire Apurinã, vice-diretora do Fundo Podáali, Fundo Indígena da Amazônia Brasileira, e Francisca Gárdina Lima, coordenadora da agricultura familiar do Instituto Baixada.

Ao longo do evento, os debates giraram em torno de como a filantropia pode ser uma alavanca estratégica para enfrentar desafios estruturais, como pobreza, acesso à saúde, educação e proteção de direitos, sem perder de vista a urgência climática e a centralidade da Amazônia nesse contexto. Em diferentes falas, os participantes ressaltaram que não se trata apenas de ampliar recursos, mas de qualificar a forma como eles são investidos, com foco em impacto de longo prazo e fortalecimento de organizações locais.

Outro ponto recorrente nas discussões foi a necessidade de aproximar ainda mais os investidores sociais dos territórios. Foram compartilhadas experiências que mostram como fundos filantrópicos, parcerias intersetoriais e modelos de financiamento flexíveis podem impulsionar soluções construídas por quem vive e atua na região, respeitando saberes tradicionais e promovendo autonomia das comunidades.

Também houve destaque para a importância da transparência, da mensuração de resultados e da troca de aprendizados entre organizações. A ideia de colaboração apareceu como fio condutor: em vez de iniciativas isoladas, os participantes defenderam a construção de agendas comuns, com metas claras e espaço para experimentação, inovação social e incidência em políticas públicas.

“A experiência desse evento com tantos parceiros mostrou uma enorme potência de compartilhamento de saberes e redes. Foi uma tarde de lembrança constante de que ainda temos um enorme trabalho pela frente, mas também inúmeras possibilidades de evolução”, ressalta Paula Fabiani, CEO do IDIS.

Ao final da tarde, a sensação predominante era de que a presença da filantropia na COP30, e em eventos paralelos como este, em Belém, representa uma oportunidade concreta de consolidar compromissos, ampliar conexões e fortalecer o ecossistema de investimento social privado no Brasil e na Amazônia. Mais do que um encontro pontual, o evento foi um passo a mais na construção de uma atuação filantrópica mais estratégica, colaborativa e alinhada aos desafios do nosso tempo.

PÓS COP-30

A COP30 trouxe discussões importantes e também evidenciou lacunas no debate sobre financiamento e filantropia para o clima.

Agora, a Sitawi Finanças do Bem, IDIS, GIFE e Latimpacto se reúnem para compartilhar uma análise conjunta: o que foi debatido nos espaços oficiais e eventos paralelos, quais temas ganharam força, o que poderia ter avançado mais e os principais aprendizados do Dia da Filantropia, o evento que promovemos em Belém durante a COP30.

Não perca o nosso evento “Pós COP-30: tendências e próximos passos na filantropia pelo clima” que acontece no dia 9 de dezembro, gratuitamente, ao vivo pelo Zoom.

INSCREVA-SE CLICANDO AQUI

ICP: conectando pessoas e iniciativas pelo desenvolvimento sustentável de Paraty

Nas salas de aula de Paraty, um grupo de jovens está sendo formado para olhar com mais cuidado para o lugar onde vive. Eles se tornaram Delegados Ambientais, líderes estudantis que atuam por escolas mais sustentáveis e comunidades mais conscientes. O projeto, criado Coletivo AMA – Ativistas pelo Meio Ambiente em parceria com a Secretaria Municipal de Educação, é o primeiro a receber apoio institucional e financeiro do recém-criado Instituto Comunitário Paraty (ICP). Mais do que uma ação ambiental, este é um símbolo do que o ICP busca representar: a força de um território que se transforma a partir de dentro, pela união de quem o conhece e o quer mais justo e equilibrado.

 

O trabalho do ICP se baseia em três pilares: o primeiro, articulação territorial, conecta organizações, setor produtivo, poder público, universidades, doadores e comunidade para promover o desenvolvimento local; o segundo, desenvolvimento individual e comunitário, apoia iniciativas de fortalecimento humano, social, comunitário e ambiental conforme as demandas locais; e o terceiro, partilha de conhecimento, envolve a produção e disseminação de saberes sobre o território e suas comunidades, estimulando o aprendizado coletivo.

“O ICP nasce da união de lideranças comunitárias de Paraty com o desejo coletivo de fortalecer o ecossistema socioambiental local, transformar vulnerabilidades em potência e ampliar a qualidade de vida dos que vivem no município, do centro histórico às comunidades costeiras e rurais”, destaca Andreia Estrella, assistente social, especialista em desenvolvimento comunitário e territorial sustentável, e co-diretora executiva do ICP, ao lado do biólogo e gestor ambiental Ricardo Zuppi.

No projeto “Delegados Ambientais”, a convite do Coletivo AMA, o ICP também realizou oficinas formativas com temáticas sobre liderança ambientalista, elaboração de projetos e ecologia integral. Inicialmente, 36 alunos de quatro escolas públicas receberam a formação.

Projeto “Delegados Ambientais”: a convite do Coletivo AMA e Secretaria de Educação de Paraty, o ICP realizou oficinas formativas

Em outra linha atuação, o Instituto passou a apoiar a Associação de Moradores do Saco do Mamanguá, único fiorde tropical do Brasil, na identificação de suas demandas, desafios e oportunidades. O território é formado por oito comunidades com cerca de aproximadamente 150 famílias que vivem principalmente da pesca e do turismo, e têm acesso exclusivamente por barco ou longas trilhas.

Para compreender de forma mais profunda as questões locais no Mamanguá, o ICP apoiou, em outubro deste ano, a quarta edição do “Ajuntório de Saberes” — evento que celebra a cultura caiçara e que acontece anualmente no território. O Instituto realizou a atividade “Mural dos Sonhos”, criada para oferecer à população um espaço de escuta sobre suas riquezas, desafios e sonhos, valorizando os conhecimentos e perspectivas dos próprios moradores.

“Foi um momento importante, que permitiu uma escuta mais genuína e menos institucional dos anseios da comunidade. Esse material vai orientar os próximos passos das ações locais”, explica Zuppi.

Andreia complementa: “Nessas comunidades, o uso de fossas negras (buraco no solo usado para descartar esgoto sem tratamento) é comum. Estamos começando a planejar formas de enfrentar essas demandas de saneamento básico e gestão de resíduos, estudando parcerias com poder público e iniciativa privada”.

FUNdação orientada por diagnóstico

A governança do ICP conta com um Conselho Administrativo formado por sete lideranças locais representando instituições do território, além da Diretoria Executiva e dos Conselhos Comunitário e Fiscal ainda em formação. Essa representatividade é um dos pilares das Fundações e Institutos Comunitários, conforme destaca a Carta de Princípios para FICs do IDIS:

Representadas por membros da comunidade: possuem instâncias de governança formadas por agentes e cidadãos preocupados com as questões locais que, a partir da sensibilidade e profundo conhecimento do território, são responsáveis por manter a organização, identificar temas prioritários, orientar a alocação eficaz de recursos, bem como defender os interesses da comunidade.

O embrião do ICP foi o Diagnóstico Socioeducacional de Paraty, encomendado em 2021 pela Taiama Foundation para a Tekoa Consultoria, da qual Andreia e Ricardo fazem parte, para compreender o ecossistema socioeducacional de Paraty e construir uma Teoria de Mudança voltada ao desenvolvimento sustentável e inclusivo.

O estudo apontou que Paraty possui um dos ecossistemas socioeducacionais mais ricos do estado, com cerca de 1.200 crianças e adolescentes em programas de contraturno e forte presença de coletivos culturais e ambientais. Contudo, os projetos operavam com pouca sinergia e na dependência de financiamentos pontuais. Assim, o diagnóstico defendeu a institucionalização de uma estrutura comunitária permanente, responsável por articular o território, captar recursos e garantir sustentabilidade — missão que o ICP assumiria posteriormente.

“Os desafios enfrentados pelo Instituto são proporcionais à complexidade e à riqueza do território. Um dos principais é lidar com as especificidades culturais, ambientais e sociais de Paraty, um território de meio ambiente preservado, forte vocação turística e comunidades tradicionais, assegurando que todas as ações respeitem essas singularidades e contribuam para potencializar seus modos de vida”, destaca Zuppi.

Lideranças do ICP: Andréia do Almo (membro do Conselho Administrativo), Andreia Estrella (codiretora) e Ricardo Zuppi (codiretor)

 

Em outra frente, com o objetivo de promover a profissionalização de organizações da sociedade civil de Paraty, o ICP promoveu uma oficina sobre gestão e contabilidade financeira para 15 OSCs locais. A formação gratuita, realizada em setembro deste ano em parceria com a Vargas Consultoria, abordou temas como controle financeiro, regularização fiscal e captação de recursos, fortalecendo a transparência e a eficiência das instituições.

Apesar dos desafios, as perspectivas são promissoras. A consolidação do ICP – que foi fundado oficialmente em 2024, integrando o programa Transformando Territórios, do IDIS – representa um marco para o município, que passa a contar com uma organização de base local capaz de articular atores diversos, construir redes colaborativas, promover diagnósticos e canalizar investimentos sociais alinhados às reais demandas da população.

“O programa Transformando Territórios tem nos auxiliado a articular redes de troca e ação para fortalecer o território. O ICP já nasceu, com o apoio do IDIS, como uma FIC. Não se transformou em uma, mas foi criado com essa identidade desde o início. E nossa atuação já é ampla e intensa, o que evidencia o quanto os territórios precisam dessa figura de articulação que as FICs representam”, reforça Andreia.

Paula Fabiani, CEO do IDIS, em visita ao ICP

 


Informações do Território 

  • Território de atuação: Município de Paraty/RJ
  • Nome da fundação ou instituto comunitário: Instituto Comunitário Paraty (ICP)
  • Liderança: os diretores-executivos Andreia Estrella e Ricardo Zuppi
  • População: Cerca de 45 mil habitantes, segundo o IBGE.
  • Causas prioritárias mapeadas pela FIC: Educação e juventude; meio ambiente e sustentabilidade; turismo sustentável; saneamento e saúde básica; fortalecimento e participação social; geração de emprego e renda com inclusão produtiva de impacto socioambiental.
  • Desafios regionais: Pressão imobiliária, sobrepesca, impactos das mudanças climáticas, saneamento básico, e o turismo desordenado, que afetam tanto o meio ambiente quanto a estrutura social local. Há ainda alta evasão escolar entre jovens, impulsionada por subempregos no turismo, além da falta de universidades e da dificuldade de acesso à educação superior.

 

O Instituto Comunitário Paraty integra o programa Transformando Territórios, uma iniciativa do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social em parceria com a Mott Foundation e apoio do Movimento Bem Maior, para fomentar a criação e o fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil.

 

Quer saber mais sobre o ICP? Acesse o site.

Para conhecer mais sobre os Princípios e características das Fundações e Institutos Comunitários, acesse a Carta de Princípios através deste link.

Saiba mais sobre o programa Transformando Territórios e como apoiá-lo.

 

1ª edição do Café IDIS: Filantropia em debate reúne representantes de empresas

No dia 4 de novembro, o IDIS realizou a primeira edição do ‘Café IDIS: Filantropia em debate’, um espaço pensado para lideranças de organizações realizarem trocas e reflexões sobre como tornar o investimento social mais estratégico, aumentando recursos e a capacidade de engajamento em sua cadeia de valor.

A nova iniciativa vem do entendimento de que investimento social privado praticado por empresas é uma importante alavanca para a transformação social. Ele vem amadurecendo no Brasil, mas o pico atingido na pandemia segue sendo um ponto fora da curva. Em um cenário em que os desafios socioambientais são evidentes, é preciso continuar estimulando o crescimento do volume de recursos destinados ao investimento social, seu uso mais estratégico para enfrentar problemas estruturais.

A primeira edição reuniu cerca de 35 lideranças ao longo da manhã que contou com apresentações de estudos e pesquisas, além de debates.

Abrindo a programação, Lyana Latorre, vice-presidente da Fundação Rockefeller para a América Latina e o Caribe apresentou os resultados do estudo inédito da Rockefeller Foundation,Cinco agendas para ativar a transformação do setor filantrópico na América Latina e no Caribe, que traz uma agenda coletiva para o setor a partir da consulta com 70 lideranças da região.

O estudo conclui que as doações filantrópicas são muito menores do que em outras partes do mundo, mesmo que as necessidades continuem crescendo.

No entanto, segundo os autores, a filantropia na América Latina e no Caribe tem o potencial de mobilizar mais de US$ 5 bilhões por ano, caso seja ativado apenas 1% da riqueza privada da região – valor comparável ao total da ajuda internacional atualmente recebida.

“A América Latina e o Caribe têm um potencial filantrópico enorme, mas ainda não ativado. Precisamos de uma filantropia que vá além das soluções temporárias e trabalhe por mudanças estruturais e sustentáveis”, afirmou Lyana Latorre, vice-presidente da Fundação Rockefeller para a América Latina e o Caribe.

Seguindo com a manhã, João Morais, coordenador do BISC apresentou a pesquisa Reflexões e Tendências do ISC: Caminhos para o engajamento da alta liderança empresarial no investimento social corporativo, produzida pela Comunitas a partir de Grupos Focais com as lideranças executivas da Rede BISC.

Um dos aspectos do estudo mostra que a diferença de letramento entre o social e o negócio aparece como limitante ao Investimento Social Corporativo, seja na relação com as lideranças empresariais ou mesmo com os colaboradores das empresas de forma geral.

Nesse sentido, equipes responsáveis pelo ISC podem ter um papel na mudança da cultura corporativa para o social/sustentabilidade, uma vez que a aproximação entre social e negócio traz a necessidade de uma sensibilização e letramento destes atores para o social.

Faz parte da missão do IDIS promover e desenvolver o investimento social no país e acreditamos que espaços de trocas como esse são ricos para fomentar debates e criar vínculos entre diferentes organizações e perspectivas.

Estudo apoiado pela Fundação Rockefeller propõe transformar a filantropia na América Latina e no Caribe

Um novo relatório, ‘Cinco agendas para ativar a transformação do setor filantrópico na América Latina e no Caribe’, apoiado pela Fundação Rockefeller e elaborado pela The Resource Foundation e pela Dalberg Advisors, analisa o papel atual da filantropia na região e propõe uma abordagem inovadora e local para fortalecer os resultados em comunidades e populações latino-americanas e caribenhas. O estudo conclui que as doações filantrópicas são muito menores do que em outras partes do mundo, mesmo quando as necessidades continuam crescendo.

No entanto, segundo os autores, a filantropia na América Latina e no Caribe tem o potencial de mobilizar mais de US$ 5 bilhões por ano, caso seja ativado apenas 1% da riqueza privada da região — valor comparável ao total da ajuda internacional atualmente recebida.

O estudo também identifica os principais desafios estruturais enfrentados pelo setor filantrópico, incluindo a falta de investimento estratégico e a desconfiança pública, e faz um chamado para que líderes filantrópicos repensem a forma como os recursos são geridos.

“A América Latina e o Caribe têm um potencial filantrópico enorme, mas ainda não ativado. Precisamos de uma filantropia que vá além das soluções temporárias e trabalhe por mudanças estruturais e sustentáveis”, afirmou Lyana Latorre, vice-presidente da Fundação Rockefeller para a América Latina e o Caribe.

Lyana Latorre apresenta estudo para grupo de empresas do IDIS

 

Transformando generosidade em impacto sustentável

O estudo evidencia que a cultura filantrópica na região é menos formalizada do que em outras partes do mundo. Segundo o World Giving Index, as doações privadas representam apenas 0,2% a 0,3% do PIB, bem abaixo de economias desenvolvidas como os Estados Unidos (1,5%) ou o Canadá (1%) e até 50% menores que economias comparáveis, como Indonésia ou África do Sul (ambas em torno de 0,4%).

De acordo com o BID, em sua publicação de 2024 “As complexidades da desigualdade na América Latina e no Caribe”, o contraste é ainda maior quando se considera que o 10% mais rico ganha 12 vezes mais que o 10% mais pobre. Já a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) aponta que quase 200 milhões de pessoas vivem na pobreza e 70 milhões em extrema pobreza, totalizando cerca de 270 milhões. Essa desigualdade estrutural é agravada pelos efeitos das mudanças climáticas, como mostra o Índice de Vulnerabilidade ao Financiamento Climático (CliF), que coloca oito países da região entre os mais vulneráveis do mundo, combinando exposição a eventos extremos e baixa capacidade financeira.

 

Um chamado para reforçar a confiança e ativar recursos locais

Nesse contexto, a ajuda internacional também vem sendo reduzida de forma drástica, já que muitos países estão diminuindo seus orçamentos de cooperação. Isso representa um grande desafio para a América Latina e o Caribe. Em resposta, o novo relatório destaca a necessidade urgente de fortalecer a filantropia local e regional, garantindo a continuidade de iniciativas transformadoras em benefício das comunidades.

Outro desafio importante é a falta de confiança: segundo o Latinobarómetro, apenas 27% dos latino-americanos confiam nas ONGs, o que limita a disposição de doar por canais formais. Além disso, há uma forte presença da chamada “filantropia silenciosa” ou generosidade invisível, em que muitas pessoas fazem doações diretas a comunidades ou causas locais sem que esses recursos sejam contabilizados ou articulados de forma estratégica.

Em contraste com a falta de confiança, a população da região demanda ações concretas e resultados tangíveis. De acordo com uma pesquisa recente da Fundação Rockefeller, 78% dos latino-americanos apoiam a cooperação internacional se ela demonstrar resultados efetivos, um índice superior à média global de 75%.

“Em todo o mundo, a filantropia desempenha um papel fundamental ao unir aliados, mobilizar recursos e ampliar soluções que melhoram a vida e o bem-estar das pessoas”, afirmou Elizabeth Yee, vice-presidente executiva de Programas da Fundação Rockefeller. “Com base em nossa trajetória na região, temos orgulho de acompanhar organizações filantrópicas e outros parceiros na América Latina e no Caribe na construção de um futuro mais saudável, seguro e próspero.”

 

Cinco agendas para transformar a filantropia

A partir desse diagnóstico, o estudo propõe cinco agendas estratégicas para transformar a filantropia na América Latina e no Caribe. Essas agendas surgiram de um amplo processo de escuta, desenhado com plena consciência da diversidade e complexidade do ecossistema filantrópico regional. Mais de 70 líderes da região — incluindo organizações filantrópicas, empresas, grupos da sociedade civil e atores locais — compartilharam suas perspectivas em entrevistas e grupos focais. O processo também foi alimentado pela análise de mais de 40 relatórios e estudos, garantindo uma base sólida e diversa de evidências.

1. Colaboração radical: Promover uma mudança cultural na forma como as organizações trabalham juntas. A co-investimento sem cocriação é apenas coordenação, não colaboração genuína. O estudo propõe passar de projetos isolados para alianças sustentadas, com estruturas de governança compartilhadas, metas comuns e mecanismos conjuntos de avaliação.

2. Mobilização de recursos locais: Estimular uma nova geração de doadores que enxerguem a filantropia como instrumento de transformação social, e não apenas de assistência. O desafio é ampliar as fontes de financiamento, integrar novos atores (famílias, empreendedores e empresas emergentes) e criar incentivos, tanto governamentais quanto de mercado, que facilitem a participação contínua. A realidade atual não é falta de riqueza, mas incapacidade de ativá-la.

3. Investimento com propósito: Priorizar a qualidade sobre o volume dos recursos. O estudo destaca a necessidade de desenhar investimentos mais estratégicos, que meçam o retorno em termos de impacto social, sustentabilidade e fortalecimento institucional — e não apenas em resultados imediatos. Quando os recursos são tratados como caridade, o alcance é limitado; quando são aplicados como investimento social, podem impulsionar mudanças sistêmicas.

4. Liderança local: Tratar comunidades apenas como beneficiárias cria dependência. É necessário reconhecer o conhecimento e a capacidade das comunidades para gerir seu próprio desenvolvimento, garantindo que elas sejam parceiras do processo. As agendas filantrópicas devem se adaptar às realidades territoriais, respeitar os saberes locais e construir soluções alinhadas aos contextos culturais, econômicos e ambientais de cada lugar.

5. Profissionalização do setor: fortalecer o sistema filantrópico não deve ser visto como gasto administrativo. É preciso investir em uma infraestrutura moderna, com melhores sistemas de informação, talentos especializados e mecanismos de transparência e prestação de contas que aumentem a legitimidade e a efetividade do setor.

“A filantropia na América Latina e no Caribe tem uma energia latente enorme. O capital existe, o talento também. O que precisamos agora é ativá-los com propósito, construir confiança e mostrar que investir na região não é assistencialismo, mas sim estratégia de desenvolvimento”, afirmou Beatriz Guillén, diretora executiva da The Resource Foundation.

Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais 2024 destaca R$2,6 bilhões destinados a causas de interesse público e consolidação dos endowments no Brasil

Os fundos patrimoniais estão mais fortes do que nunca. É o que revela o Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais 2024, lançado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e pela Coalizão pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos. Com 92 fundos participantes e R$139 bilhões em patrimônio total, o estudo indica a consolidação dessas estruturas como instrumentos de sustentabilidade para causas e organizações no país. O advogado e professor Heleno Torres, Chefe do Departamento de Direito Econômico, Financeiro e Tributário da Faculdade de Direito da USP, assina o prefácio.

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Também conhecidos como endowments, os fundos patrimoniais são estruturas financeiras criadas para garantir a sustentabilidade de longo prazo de causas e organizações.

“Em um cenário de consolidação dos Fundos Patrimoniais no Brasil, a série história do Anuário que inicia em 2019 traz parâmetros para a tomada de decisão de gestores”, destaca Andrea Hanai, gerente de projetos do IDIS.

A partir da gestão de um patrimônio acumulado, apenas os rendimentos são utilizados para financiar projetos sociais, ambientais, culturais, científicos ou educacionais, assegurando a perenidade das iniciativas. De acordo com o Anuário, a principal causa apoiada pelos fundos é a educação (63%), seguido por pesquisa e conhecimento (27%) e assistência social (23%).

A quarta edição da publicação traz informações sobre fluxo de caixa (patrimônio, doações recebidas, investimentos na causa); alocação e rentabilidade dos investimentos; estrutura da governança (com dados sobre a presença de membros independentes e participação feminina), investimento responsável, além de perspectivas para o futuro e artigos com análises de especialistas. Os números do estudo mostram crescimento nas captações (R$ 770 milhões, +48% vs. 2023) R$ 2,6 bilhões destinados a causas, além de um avanço na governança, com 77% dos fundos possuindo políticas de investimento formalizadas e 71% com auditoria externa.

Entretanto, os desafios persistem: mais de 80% dos endowments concentram-se em SP e RJ; ainda que apenas 22% dos fundos estejam formalmente enquadrados na Lei 13.800/19, houve aceleração da criação de fundos após este marco. Além disso, a diversidade de gênero e raça ainda é limitada com, em média, apenas 31% de mulheres e menos de 11% de pessoas pretas, pardas e indígenas (PPI), e somente 26% dos fundos possuem política de investimento responsável implementada.

Com rentabilidade média equivalente 2,19% acima da inflação e aumento do número de fundos com metas financeiras, o Anuário também mostra maior interesse em práticas ESG.

A quarta edição da publicação reforça a importância dos endowments como motores de impacto de longo prazo e contou com o apoio Master da Fundação Bradesco, Fundação Itaú e Movimento Bem Maior, além de apoio de 1618 Investimentos, ASA – Associação Santo Agostinho, Fundação Grupo Volkswagen, Fundação José Luiz Setúbal, Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Mattos Filho, Pragma Gestão de Patrimônio e Wright Capital Wealth Management.

Encontro de Lideranças do Transformando Territórios promove diálogos, vivências e conexão

Iniciativa de impacto do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, em parceria com a Mott Foundation e Movimento Bem Maior, o Programa Transformando Territórios (TT) realizou mais um Encontro de Lideranças entre os dias 29 de setembro e 1º de outubro, em São Paulo (SP). A atividade reuniu cerca de 40 representantes de 14 Fundações e Institutos Comunitários (FICs) de diferentes regiões do Brasil, em uma imersão marcada por trocas genuínas, aprendizados compartilhados e pelo fortalecimento de uma rede que transforma realidades e impulsiona o desenvolvimento nos territórios.

Com o propósito de aprofundar o conhecimento em governança, fortalecer a troca entre territórios e ampliar conexões com parceiros nacionais e internacionais, o encontro se consolidou como um marco na trajetória das FICs apoiadas pelo TT. Ao longo de três dias, as lideranças viveram uma jornada de aprendizado, imersão territorial e articulação com o ecossistema da filantropia brasileira.

“Em apenas 3 dias, vivemos uma maratona de trocas, aprendizados e conexões. Essa parceria com o IDIS é um marco no nosso caminho de fortalecimento e profissionalização. Juntos, seguimos potencializando as transformações geradas pelas lideranças comunitárias da Grande BH”, depoimento da Associação Nossa Cidade, integrante do Programa.

 

FORMAÇÃO DE GOVERNANÇA 

O primeiro dia do encontro foi dedicado à continuidade da Formação Avançada em Governança, promovida desde agosto em formato remoto com lideranças das organizações participantes. Com apoio do Movimento Bem Maior e da Fundação FEAC, a série de capacitações enfatizou a governança como elemento estruturante da sustentabilidade organizacional nos territórios. Os módulos 3 e 4, realizados no encontro presencial, abordaram temas como transparência, sustentabilidade e gestão participativa. O momento também contou com a participação de Selma Moreira, conselheira do IDIS, em uma roda de conversa com as lideranças comunitárias sobre os desafios e expectativas na relação da alta gestão das organizações com conselhos. 

Representantes das FICs no escritório do IDIS, em São Paulo, para realização da continuidade da formação em governança

 

IMERSÃO NO TERRITÓRIO

No segundo dia, o grupo foi recebido no território do Fundo Comunitário PerifaSul M’Boi Mirim (FCP M’Boi), na zona sul da capital paulista. A vivência teve como propósito valorizar o aprendizado experiencial a partir da prática de uma FIC atuante, além de refletir juntos sobre o caminho trilhado e sonhar, coletivamente, os próximos passos do Programa Transformando Territórios.

As lideranças conheceram de perto organizações e iniciativas locais, como a Horta Comunitária no Jardim Felicidade, a Fundação Julita, o Instituto Favela da Paz e A Banca – Negócio de Impacto da Periferia. Cada visita revelou, na prática, como o engajamento comunitário e a articulação em rede impulsionam o desenvolvimento territorial por meio de soluções que nascem e se fortalecem nos próprios territórios. O almoço no Bloco do Beco, espaço cultural da região, encerrou a manhã com um momento de integração e conexão entre os participantes.

“Trazer as FICs para dentro do M’Boi Mirim é reforçar que soluções nascem quando redes se encontram no território. Este encontro amplia conexões, escuta ativa e cooperação entre quem transforma a partir da base”, comenta Jenyffer Nascimento, Articuladora Comunitária do FCP M’Boi.

Durante a tarde, o grupo participou da Roda de Conversa ‘Territórios em Diálogo’, que reuniu parceiros nacionais do Programa Transformando Territórios e palestrantes internacionais do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, promovido pelo IDIS. Estruturada em quatro momentos (reconhecer a força, potencializar juntos, projetar futuros e cuidar da jornada) a roda inspirou reflexões profundas sobre o papel das FICs na mobilização de recursos, na sustentabilidade das iniciativas e na construção coletiva de soluções para os desafios locais. 

Entre os convidados internacionais estavam Felipe Bogotá (TerritoriA – Colômbia) e Patricia McIlreavy (Center for Disaster Philanthropy) e representantes da Tide Setúbal, Movimento Bem Maior, Semente Oré, Ernest Young e Prospera Social.

 

CONEXÃO COM A FILANTROPIA NACIONAL

O encerramento do encontro aconteceu no Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, também em São Paulo. Além da presença das lideranças das organizações para acompanhar os debates sobre o tema ‘Esperançar’, houve um momento especial para o Programa: a exibição do vídeo manifesto da Websérie Transformando Territórios, além da distribuição de calendários personalizados.

Representantes das FICs no palco do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2025

“Tive a alegria de ser porta-voz desse coletivo, inspirando filantropos e investidores de todo o país com uma mensagem que traduz a nossa essência: a filantropia comunitária territorial transforma quando parte da escuta, do vínculo e da confiança. A Websérie segue sendo esse fio condutor, contando histórias que nos inspiram e reafirmam que o futuro se constrói em rede”, comenta Rosana Ferraiuolo, gerente do programa Transformando Territórios.

A Websérie foi lançada em agosto pelo IDIS, junto ao coletivo de Fundações e Institutos Comunitários, e traz histórias reais de impacto, pertencimento e protagonismo comunitário promovidos pelas FICs em diversas regiões do país. São 14 vídeos cujo mote é a transformação em cada um dos territórios das organizações participantes, passando por Manaus, São Paulo, Maceió, Porto Alegre e diversas outras cidades e regiões metropolitanas.

O Encontro de Lideranças se consolidou como um espaço de construção coletiva, inspiração e fortalecimento das redes de colaboração. Mais do que um encontro, a vivência reafirmou o compromisso do Transformando Territórios em fortalecer organizações que transformam realidades a partir do território, mostrando que a filantropia comunitária territorial é um caminho concreto e sustentável para transformar realidades e semear futuros mais justos e sustentáveis.

Esperançar em tempos de mudanças climáticas

Por Daniel Barretti, gerente de projetos no IDIS

No dia 1º de outubro, a primeira plenária da 14ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais teve como temática “Esperanças em tempo de mudanças climáticas”. O ponto de partida, apresentado por Malu Nunes, diretora executiva da Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, foi o de que a crise climática não é um risco futuro, mas sim uma realidade que já impacta comunidades em todo o mundo.

 

Veja a sessão completa em:

 

 

Alice Amorim, diretora do programa da diretoria executiva da presidência da COP30, delineia o contexto atual como o de um “multilateralismo governamental sistematicamente confrontado”, ao passo em que vivenciamos uma crise climática que não reconhece fronteiras e que nos exige um senso de urgência. A filantropia já cumpre um importante papel no que tange as mudanças climáticas, mas tem potencial de ir além. A problemática socioambiental é transversal e a filantropia deve incorporar a questão climática como parte de sua estratégia de atuação nos mais diferentes setores tais como educação, saúde etc.

“Todo mundo que financia educação precisa pensar como a educação, seja em sua estratégia programática seja em sua estratégia mais macro, está relacionada com a mudança do clima. Tem a ver com o tipo de currículo? Tem a ver com a forma como as escolas estão adaptadas as ondas de calor?”, comentou Alice.

 

Alice complementa ainda dizendo que a filantropia, por sua capacidade de flexibilização e adaptabilidade, pode desempenhar importante papel em atuações emergenciais e inovadoras, além do fortalecimento de agenda voltada para a redução de gases de efeito estufa (GEE).

Arriscaríamos a subverter o senso comum e dizer que a crise da qual tratamos não é essencialmente climática? A provocação vem do fato de pensar que a crise é da humanidade. Nós somos a causa e nós buscamos a solução. Entretanto, Viviana Santiago, diretora executiva da Oxfam Brasil, nos lembra de que os papeis, responsabilidades e consequências não são os mesmos.

“Quando a gente pensa naquelas pessoas no Rio Grande do Sul que perderam suas casas, equipamentos de trabalho, memórias […] e quando a gente lembra do chamamento que as autoridades fizeram num primeiro momento e diziam assim – vão para as suas casas de praia no litoral! Aquelas pessoas que estavam vivendo o mesmo externo climático, não o estavam vivendo da mesma forma”, exemplifica Viviana

 

Em suma, aqueles que historicamente se encontram em situação de maior vulnerabilidade socioeconômica são os que menos possuem responsabilidade e os que mais sofrem as consequências da agudização das crises contemporâneas. Esse contexto é o que enseja o conceito de injustiça ambiental:

mecanismo pelo qual sociedades desiguais, do ponto de vista econômico e social, destinam a maior carga dos danos ambientais do desenvolvimento às populações e baixa renda, aos grupos raciais discriminados, aos povos étnicos tradicionais, as periferias urbanas, às populações marginalizadas e vulneráveis (MANIFESTO…, 2001).

Viviana fecha com a reflexão de que a filantropia possui um papel muito maior do que o financiamento de projetos. Por seu poder de fala e atuação política, a filantropia deve ser mais vocal e protagonista na transformação de que necessitamos.

Patricia McIlreavy, presidente e CEO do Center for Disaster Philathropy, encerra a mesa sob uma perspectiva que amarra e corrobora as falas precedentes, uma vez que coloca o ser humano na práxis da ideia de crise climática, quando diz que “o desastre é a vulnerabilidade ao evento e não o evento em si”.

Por fim, Patricia desdobra alguns pontos fundamentais e pragmáticos de atuação possível pela filantropia, dentre os quais: ouvir e atuar de maneira colaborativa com as comunidades; atuar em rede intersetorial; atuar de maneira preventiva aos desastres socioambientais; investir em adaptação a nova conjuntura climática; investir em ações e experiências que já existem.

 

Fotos: André Porto e Caio Graça/IDIS.


Empresas semeando transformações

Por Gabriel Bianco, gerente de projetos ESG no IDIS

Diante de crises recorrentes e desigualdades persistentes, o setor empresarial e seus veículos filantrópicos são cada vez mais convocados a atuar com intencionalidade, estratégia e compromisso de longo prazo. Enraizadas em territórios e com capilaridade para atuar em frentes diversas, iniciativas empresariais têm mostrado como é possível semear transformações e levar esperança a grupos vulnerabilizados.

Nesse contexto, realizou-se o painel “Empresas Semeando Transformações” durante o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais de 2025. O debate abordou diferentes estratégias e formatos pelos quais fundações e institutos geram impacto socioambiental positivo, contando com a participação de Fátima Lima, diretora de Sustentabilidade da MAPFRE no Brasil e representante legal da Fundación MAPFRE no Brasil; Murilo Nogueira, diretor administrativo-financeiro da Fundação Bradesco; Keyla Rodrigues, gerente de sustentabilidade da Fundação Sicredi; e mediação de Helen Pedroso, diretora de responsabilidade corporativa e direitos humanos do Grupo L’Oréal no Brasil.

 

Veja a sessão completa em:

 

Helen abriu o debate mencionando a potência de empresas que “movimentam, articulam e usam sua influência” para ajustar estratégias de negócio a uma visão mais inclusiva, sendo o investimento social privado um importante vetor para construir legado, esperança e ações concretas.

Para atingir resultados consistentes, Fátima Lima destacou que a Fundación MAPFRE se posiciona com compromissos de longo prazo com a sociedade, sustentados por um modelo de governança societária que assegura o repasse de parte do resultado operacional para ações socioambientais em temas estruturantes como educação e saúde. Ao mesmo tempo, Fátima ressaltou a importância de equilibrar projetos estratégicos com respostas a necessidades imediatas, como em crises humanitárias.

“Na crise do Rio Grande do Sul foram mobilizados quase R$ 2 milhões, 250 voluntários e 500 horas de trabalho, alcançando mais de 60 mil pessoas. Quando a ação social permeia a cultura, cresce o pertencimento e a felicidade do colaborador”, reforçou Fátima, ao explicar como o voluntariado corporativo retroalimenta a própria estratégia.

 

Na sequência, Murilo Nogueira ressaltou a centralidade de uma governança bem definida e de previsibilidade orçamentária, fatores que podem ser alcançados por meio de fundos patrimoniais. No caso da Fundação Bradesco, os recursos filantrópicos têm origem na doação de ações feita por Amador Aguiar, fundador do banco, que sonhava com a implementação de escolas do ensino infantil ao ensino médio; hoje, a Fundação atende mais de 42 mil estudantes em todo território nacional.

Para Murilo, o “esperançar” acontece quando a escola devolve o direito de sonhar: “O aluno entra conosco; muitos chegam sem a possibilidade de sonhar, sem a possibilidade de esperançar. A nossa função é educar e devolver o direito de sonhar.” A política educacional da organização também se dá na continuidade da evolução dos alunos, incluindo o EJA (Educação de Jovens e Adultos), qualificação das famílias e cursos técnicos alinhados às vocações locais — um arranjo que reduz indicadores negativos nas comunidades e fortalece o pertencimento entre colaboradores do banco. Por fim, Murilo destacou a implementação de escolas próprias, que amplia o controle pedagógico, o engajamento e a retenção de equipes, resultando em impacto social mais duradouro.

No terceiro bloco, Keyla Rodrigues apresentou o cooperativismo como infraestrutura social. A Fundação Sicredi integra um sistema com mais de 100 cooperativas e nove milhões de associados, “donos do negócio”, que deliberam sobre prioridades e investimentos comunitários. Desse arranjo emergem programas sistêmicos de longa duração — como o União Faz a Vida, há 30 anos promovendo cooperação, cidadania e protagonismo infantil — e soluções locais definidas em cada território. A combinação entre escala e territorialidade se materializa no Fundo Social, mecanismo pelo qual as cooperativas selecionam e financiam projetos do terceiro setor em suas regiões. Somente no último ano, foram mais de R$ 75 milhões; somado o portfólio do sistema, “investe-se mais de um milhão por dia” em iniciativas de impacto socioambiental.

“Nosso meio é financeiro, mas nosso fim é social. Toda cooperativa nasce para resolver um problema da comunidade”, sintetizou Keyla.

 

O painel encerrou com uma reflexão proposta por Helen, sobre o que é “esperançar” para os palestrantes. Para Murilo, trata-se de “fazer melhor e mais” diante dos desafios atuais, fortalecendo o ciclo virtuoso em que impactados voltam a impactar suas comunidades. Keyla associou esperançar a “plantar sementes de cidadania” — hoje presentes em mais de cinco mil escolas do União Faz a Vida — e acompanhar seu desenvolvimento. Fátima traduziu em atitude concreta: empoderar crianças e jovens pela educação e ver agentes comunitários surgirem dessa jornada. A mediação arrematou com um recado ao setor privado: respeitar limites planetários e transformar cadeias de valor exigem mudar o negócio e mudar processos, sem perder a dimensão territorial e humana do impacto.

A mensagem final foi clara: investimentos sociais estruturados por governança reduzem a dependência de ciclos econômicos e mantêm o foco de longo prazo; escala com territorialidade evita soluções genéricas e amplia legitimidade; cultura e engajamento, do reconhecimento ao voluntariado, criam pertencimento e novas lideranças; e indicadores simples e partilhados tornam o impacto material para quem decide e para quem é beneficiado. Em comum, Fundación MAPFRE, Fundação Bradesco e Fundação Sicredi mostraram que reduzir desigualdades requer olhar para o negócio e intencionalidade de impacto socioambiental.

Fotos: André Porto e Caio Graça/IDIS.


Reverberando impactos: a geração de valor na cadeia filantrópica

Por Yasmim Lopes, analista de projetos ESG

No contexto da Pandemia de COVID-19 um potencial foi revelado: além dos recursos financeiros, empresas podem colocar seus ativos em favor da filantropia, disponibilizando redes, recursos e capacidades em prol da solução de problemas socioambientais. O mesmo pôde ser visto no desastre climático do Rio Grande do Sul em 2024 e nas recorrentes queimadas na Amazônia.

O processo de envolvimento de diversas partes interessadas no investimento social, onde mais de um ente se mobiliza para financiar, mobilizar recursos, implementar e monitorar uma causa é chamado de cadeia filantrópica e gera valor não só para a sociedade, mas também para as empresas envolvidas.

Após as experiências desenvolvidas através da colaboração em ações emergenciais, o desafio passa a ser a estratégia continua. Como sair do modo “resposta à crise” e consolidar políticas consistentes de investimento social, capazes de sustentar mudanças estruturais nos territórios? Foi com essa provocação que a moderadora Thaís Nascimento, Coordenadora de Programas no GIFE, abriu o painel “Reverberando impactos: a geração de valor na cadeia filantrópica” durante o Fórum Brasileiro de Investidores e Filantropos Sociais 2025.

 

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Olhar para uma causa e para o seu contexto é essencial. Aron Zylberman, diretor executivo do Instituto Cyrela, contou como a filantropia se tornou um princípio organizador da atuação social da companhia. Bebendo da fonte do “valor compartilhado”, o Instituto Cyrela atua com projetos que entregam impacto social e fazem sentido para o negócio. Na prática, isso significou olhar os bairros onde a Cyrela constrói e investir em infraestrutura educacional pública (escolas, creches, espaços de aprendizagem) em um raio próximo aos empreendimentos, sobretudo os da marca de habitação popular. Ao conectar investimento social e estratégia de negócio, a empresa também fortalece reputação e licença para operar.

“Nós ficamos pensando que o nosso tema principal é educação, que já tem muita gente muito competente, vários institutos e fundações atuando. Para que fazer a mesma coisa? O que que o pessoal não faz? O pessoal não transforma os equipamentos de educação. O ambiente físico é fundamental para o processo pedagógico, é importante ter uma sala bem iluminada, com bom ambiente, com ar- condicionado, com recursos digitais disponíveis. E aí entrou o papel do Instituto Cyrela, construir a infraestrutura” , comentou Aron.

 

Apostando também na transformação sistêmica, o Instituto Natura atua em três frentes: educação, com forte componente de política pública; direitos e saúde das mulheres; e desenvolvimento integral das consultoras de beleza. David Saad, diretor presidente do Instituto, reforçou que escala e consistência vêm de uma tese clara de transformação.

A conexão com o negócio se expressa com reputação, força de marca, engajamento de colaboradores e, sobretudo, prosperidade das consultoras, que inclusive financiam o instituto e têm um “IDH das consultoras” para orientar ações formativas que impactam seu bem-estar e renda.

“Por exemplo, no cuidado com a saúde com as mamas. Então, se a gente fizesse a pergunta que estávamos acostumados a fazer, que é ‘como eu posso ajudar?’, eu ia fazer uma campanha, ia fazer um projeto e ia fazer lá as minhas iniciativas. Como a pergunta que a gente fez foi diferente, que é ‘como a gente pode mudar o patamar da detecção precoce de câncer de mama no Brasil e, portanto, reduzir as mortes?’ , a gente teve que fazer uma estratégia muito diferente, cheia de colaboração, desenvolver com poder público, com outras organizações, e auxiliar outras organizações a trabalhar nesse tema”, explicou David.

Saad ainda aponta um desafio: Como gerar impacto social e para o negócio equilibrando o curto e o longo prazo? Segundo Saad, se o pêndulo ficar só no curto, captura-se valor comunicável e rápido, mas sem transformação social; se pender só ao longo prazo, o Instituto perde lastro com o negócio. O caminho é calibrar ambições, cultivar um interesse genuíno da liderança e trabalhar com metas e dados, mas preservando espaço para ousadia.

E é na colaboração que a ousadia pode residir. Alejandro Álvarez von Gustedt, vice presidente da Rockefeller Philanthropy Advisors Europa, destaca que a inovação floresce em ecossistemas: quando atores compartilham conhecimento e constroem soluções coletivas, o efeito é “mágico”. A colaboração, porém, esbarra em dois desafios recorrentes: a busca por atribuição (o desejo de dizer “aconteceu graças a nós”) e a ansiedade por métricas de retorno imediato. Se a ambição é transformação social, olhar de longo prazo e atuar via parcerias, em linha com o ODS 17, é inevitável.

 

“Nesses momentos de incerteza, de dificuldades, o papel dos investidores sociais e corporações não mudou. Talvez o ambiente tenha mudado um pouco, mas basicamente o que a gente precisa fazer para alcançar esse impacto ao apoiar comunidades é basicamente o mesmo: o caminho é engajamento, parcerias. Mas, nas comunidades principalmente, a gente precisa ouvir, trabalhar com os outros, criar essas parcerias. É assim que a gente consegue maximizar o retorno social dos investimentos por cada dólar ou real que você estiver investindo”, apontou Alejandro.

Ao final, um consenso atravessa as falas: gerar valor na cadeia filantrópica não é “apoiar projetos”; é alinhar estratégia social e estratégia de negócio, atuar onde a empresa tem capilaridade e responsabilidade (os territórios), colaborar com quem está na ponta e medir o que importa sem sufocar a ambição transformadora. É também reconhecer que reputação, engajamento e licença para operar são consequências quando a empresa investe socialmente de maneira estratégica.

Fotos: André Porto e Caio Graça/IDIS.


Cultivando futuros: filantropia familiar ganha força como motor de transformação no Brasil

Por Weslley Carvalho, estagiário do programa Juntos Pela Saúde

No Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2025, realizado em 1º de outubro pelo IDIS, uma das conversas do dia reuniu lideranças do setor para refletir sobre os caminhos da filantropia familiar no país. A mesa Cultivando futuros: caminhos para a filantropia familiar no Brasil” destacou o papel estratégico dessas iniciativas no enfrentamento de desafios complexos e na construção de uma sociedade sustentável.

Realizada em um momento em que o cenário global combina retração de recursos internacionais e aumento da complexidade dos problemas sociais e ambientais, a sessão convidou o público a repensar como famílias e indivíduos de alto patrimônio podem atuar de maneira mais estruturada, colaborativa e de longo prazo. A partir das reflexões do estudo Caminhos para uma atuação mais ampla e estratégica da filantropia familiar no Brasil, desenvolvido pelo IDIS, os participantes compartilharam experiências, perspectivas e desafios que apontam para uma transformação em curso no campo filantrópico brasileiro.

 

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Carola Matarazzo, diretora executiva do Movimento Bem Maior e presidente do Conselho de Governança do GIFE, abriu a conversa trazendo um olhar sobre a evolução histórica da filantropia familiar no país e os aprendizados acumulados ao longo dos anos. Destacou a importância da governança familiar como eixo estruturante e ressaltou como diferentes gerações têm contribuído para moldar novas formas de atuação, muitas vezes guiadas pela ideia de transformar herança em legado.

Para ela, “a filantropia familiar é muito mais do que um instrumento de doação: é um espaço de convergência, onde diferentes gerações podem se encontrar em um propósito comum, transformando patrimônio em legado.”

“Mais do que escolher causas, a filantropia familiar é um exercício de alinhamento de valores que podemos ofertar ao mundo; é esse fio condutor que garante coerência entre gerações e permite transformar heranças em futuro”, destacou também Carola.

Falou ainda sobre a necessidade de adaptação constante: o mapa de prioridades das famílias é dinâmico e reflete valores e crenças que se transformam com o tempo. Nesse cenário, ganham espaço pautas contemporâneas, como a agenda climática, a redução das desigualdades sociais, a valorização da diversidade territorial e o letramento acerca dos marcadores sociais da diferença. Segundo ela, há uma mudança de mentalidade em curso, que desloca a filantropia de um lugar mais individual para um movimento coletivo, com maior articulação entre institutos, fundações e diferentes atores da sociedade civil. “Precisamos, sobretudo, mobilizar distintos capitais: o financeiro é importante, mas insuficiente. O capital humano, social, político e reputacional também deve ser colocado em movimento para destravar soluções novas e de longo prazo, tanto no setor privado quanto no público.

 

Em sua fala, Marina Cançado, fundadora da Converge Capital e cofundadora da plataforma ATO, deu continuidade ao debate abordando o papel dos múltiplos capitais no enfrentamento de temas complexos, com destaque para a crise climática. Ressaltou que a estabilidade climática deixou de ser apenas uma pauta ambiental e se tornou um plano de fundo inevitável para qualquer estratégia de filantropia com visão de futuro. Segundo Marina, “quando pensamos na próxima etapa da filantropia familiar, não há como dissociar o pano de fundo que vivemos: as mudanças climáticas. Elas não são uma causa, mas o contexto que precisa estar por trás de todo o pensamento sobre filantropia e das soluções que queremos construir”. Marina destacou também que pensar a filantropia em um mundo de aquecimento global significa adotar uma perspectiva integrada, capaz de conectar diferentes esferas de atuação e engajar novas gerações na busca por soluções de longo prazo.

Encerrando o debate, Fernando Nogueira, diretor executivo da ABCR, trouxe a perspectiva dos profissionais de captação de recursos e dados recentes sobre o cenário da filantropia no Brasil. Abordou tendências identificadas em pesquisas nacionais e internacionais, destacando que o interesse pela doação muitas vezes nasce de vínculos de proximidade, o que reforça a importância de fortalecer relações de confiança entre doadores e organizações sociais.

“O investimento social privado é, ao mesmo tempo, o mais importante e o menos importante dos capitais filantrópicos. É o menos importante porque é um dos menores: pessoas físicas, fazendo pequenas doações, doam muito mais do que os grandes filantropos, e o governo e as microempresas repassam muito mais recursos. Mas ele pode ser o mais importante porque tem o maior potencial de ser estratégico, refletido e de provocar intervenções cirúrgicas e de alto impacto no campo”, comentou ele.

 

 

Ficou evidente que o fortalecimento desse campo depende da articulação entre diferentes atores, incluindo famílias e organizações da sociedade civil, e de uma disposição coletiva para inovar, aprender e agir em rede. Mais do que recursos financeiros, trata-se de cultivar confiança, visão compartilhada e compromisso com causas estruturantes, capazes de gerar transformações duradouras. Em um mundo marcado por incertezas, as reflexões compartilhadas na mesa mostraram que a filantropia familiar tem um papel central na construção de futuros cheios de possibilidades.

 

Fotos: André Porto/IDIS.


Em conversa com Tania Haddad Nobre

Por Yone Araujo Moreno, coordenadora no programa Juntos Pela Saúde

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais de 2025 foi um evento estruturado em torno do verbo “esperançar” – não como um gesto de passividade, mas como um chamado à ação coletiva e transformadora.

Em uma das mesas do evento, a tradicionalmente intitulada “Em conversa com”, tive a oportunidade de participar de uma troca íntima e profundamente reflexiva sobre a trajetória de Tania Haddad Nobre na filantropia. Tania compartilhou, com muita transparência, como sua atuação nesse campo é marcada pela dedicação de tempo, recursos e trabalho, e, sobretudo, por um compromisso genuíno com o coletivo.

 

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Ela trouxe à tona a filantropia como prática cotidiana, construída com escuta e responsabilidade. Contou que esse tema atravessa até mesmo os encontros familiares, já que a Fundação Insper — organização educacional sem fins lucrativos da qual sua família é uma das mantenedoras — faz parte do cotidiano de todos. A fundação concede bolsas parciais e integrais, e é, para Tania, um símbolo vivo do que significa doar com propósito.

Um dos momentos mais marcantes da conversa foi quando Tania o termo “loteria do nascimento” para refletir sobre seus privilégios. Ela destacou que sua atuação é guiada por um pensamento “sem culpa”, reconhecendo as oportunidades que teve, sem se paralisar por elas, mas também sem se valer delas de forma acrítica. Seu esforço em transmitir o valor da doação às futuras gerações, especialmente aos filhos, ficou evidente para todos que estavam presentes.

Tania compartilhou que, mesmo antes de compreender o conceito de filantropia, já praticava o ato de doar. Sua atuação no Insper foi decisiva para consolidar essa visão. Entre suas causas pessoais, destacou as questões de gênero, especialmente no contexto da liderança feminina. Como mulher à frente do conselho deliberativo do Insper, ela reforçou a importância de ampliar os espaços de decisão ocupados por mulheres, que é também uma pauta atual.

Outro ponto alto da conversa foi quando Tania falou sobre a importância de ouvir antes de agir. Ela relatou uma experiência marcante: uma aluna bolsista do Insper foi flagrada dormindo clandestinamente na biblioteca. Embora tivesse recebido a bolsa, não dispunha da infraestrutura necessária para permanecer estudando, e essa experiência revelou uma realidade: faltavam recursos para alimentação, transporte e permanência nas imediações da instituição. Esse episódio foi um divisor de águas para Tania, que aprendeu, na prática, que escutar é essencial e que a filantropia precisa estar estruturada em ações holísticas e sistêmicas.

Ao final da conversa, Tania reforça que é preciso agir coletivamente, e que tão importante quanto esperançar, é desistir de desistir.

Fotos: André Porto e Caio Graça/IDIS.


Monitoramento da base para o topo: construindo pontes entre sociedade civil, financiadores e políticas públicas

Por Stephany de Lucena Costa, estagiária de projetos no IDIS

Afinal, como é possível construir pontes dentro do processo de monitoramento de projetos? Essa foi a pergunta que Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto RME; Jessie Krafft, CEO da CAF America; Letícia Born, diretora associada da Co-Impact para a América Latina e no âmbito global; e o moderador Wesley Matheus, secretário de Monitoramento e Avaliação de Políticas Públicas e Assuntos Econômicos do Ministério do Planejamento e Orçamento, buscaram responder em uma das plenárias do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2025.

 

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O monitoramento e a avaliação aparecem não apenas como instrumentos burocráticos ou de controle orçamentário, mas, sobretudo, como ferramentas de cuidado, acompanhamento e aprendizado. Para isso, é fundamental que o fluxo avaliativo abandone a lógica top-down, isto é, de imposição de financiadores e tecnocratas, e seja reconstruído em uma perspectiva bottom-up. Isso significa que os saberes e desejos do público-alvo, bem como da sociedade civil, precisam ser considerados em todo o processo. Como destacou Ana Fontes, a inclusão dos beneficiários, com indicadores “menos duros” e mais próximos da realidade vivida, colabora para gerar impacto e consolidar ciclos de prosperidade.

Também se evidencia a necessidade de construir pontes entre financiadores e executores. Letícia Born chamou a atenção para o risco de comprometer investimentos quando se olha apenas para a “falta” de resultados imediatos. Como afirmou a própria Letícia:

“A gente precisa entender que transformação sistêmica leva tempo, e que se a gente ficar olhando só para o que não aparece no curto prazo, corre o risco de comprometer o investimento. Às vezes, o impacto está sendo construído, mas não é imediatamente visível. E aí entra a importância da confiança entre quem financia e quem executa”.

Em contraste com a ideia da “avaliação monstro”, proposta por Karen Mokate no artigo Convirtiendo el “monstruo” en aliado: la evaluación como herramienta de la gerencia social (2002), que define avaliações pautadas pelo controle e pelo teor de auditoria, a construção de relações mais harmônicas entre as partes fortalece os projetos. Isso passa pela criação de elos de confiança que permitam ajustes ao longo da execução, tornando o monitoramento um processo dinâmico de aprendizado e não apenas de fiscalização.

CONSTRUINDO A AGENDA PÚBLICA: O PAPEL DAS OSCS

Importa destacar ainda que os fluxos de monitoramento e avaliação não devem ser observados apenas no terceiro setor, mas também no primeiro – o Estado –, já que as organizações sociais têm papel fundamental na formulação de políticas em rede. Entendidas como políticas públicas construídas por meio da articulação entre Estado, sociedade civil e outros atores, elas ganham densidade quando as organizações atuam como policy entrepreneurs. Ou seja, como empreendedores de políticas que mobilizam capacidade técnica, redes de influência e legitimidade social para introduzir temas na agenda pública e incidir diretamente sobre decisões governamentais.

Como lembrou Jessie Krafft, tais organizações “preenchem buracos vazios”. Em suas palavras, “bom, o que nós estamos buscando agora é ver como diferentes organizações e doadores podem nos ajudar a preencher algumas dessas lacunas, mas também dado o fato de que o USAID […] basicamente desapareceu”. Ana Fontes complementou, mostrando como as pesquisas anuais sobre empreendedorismo feminino, realizadas pelo Instituto RME, já serviram de base para políticas de crédito e gênero. Assim, monitoramento e avaliação, quando bem estruturados, deixam de ser meros relatórios e se tornam alavancas de transformação pública.

Esse debate se amplia ainda mais quando observado sob a lente internacional. Krafft ressaltou os cortes recentes da USAID e a redução de financiamentos internacionais, somada a crises políticas e conflitos em diversas regiões, que criam um ambiente de incerteza para o terceiro setor. Ao mesmo tempo, cresce o movimento de doações individuais e locais, revelando novas possibilidades de sustentabilidade. Nesse cenário, a tensão entre financiamento restrito e irrestrito mostra-se decisiva: quanto maior a flexibilidade, maior a capacidade de resposta das organizações diante de crises e maior também o potencial de promover transformações sistêmicas de longo prazo.

Diante desse panorama, torna-se evidente que a construção de pontes por meio do monitoramento é não apenas viável, mas necessária, e que é possível “esperançar”, mesmo em tempos de incertezas político-sociais. Para isso, é imprescindível compreender que a criação de pontes não deve se restringir apenas a grandes organizações, financiadores ou ao poder público, mas envolver toda a sociedade civil. Nesse contexto, o monitoramento bottom-up mostra-se essencial para gerar informações valiosas, que devem retornar às comunidades beneficiárias e a todos os envolvidos em cada projeto, fortalecendo o empoderamento local. Essa forma de monitoramento só se sustenta quando há valorização dos saberes e atores locais, reconhecendo que o compartilhamento de informações, especialmente em contextos desiguais, é também uma poderosa estratégia de fortalecimento comunitário.

Por fim, como lembraram os palestrantes em suas falas finais, “esperançar” também significa aceitar riscos e cultivar confiança. Isso exige a construção de uma cultura filantrópica colaborativa, que valorize aprendizado, diálogo e corresponsabilidade, em vez do medo de não alcançar metas imediatas. Assim, monitoramento e avaliação deixam de ser meros mecanismos de cobrança para se converterem em verdadeiras pontes de transformação, tanto para as organizações sociais quanto para a sociedade em seu conjunto.

Fotos: André Porto e Caio Graça/IDIS.