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Ranking internacional reconhece IDIS como líder em consultoria para impacto social no Brasil

A entidade francesa Leaders League, especialista na criação de rankings e pesquisas de mercado amplamente utilizados por empresários e executivos em suas tomadas de decisão, divulgou um ranking de organizações brasileiras líderes em consultoria para impacto social. Os critérios de avaliação foram baseados na coleta e processamento de dados.

O IDIS conquistou a 1ª posição no ranking, ao lado do Instituto Phi, evidenciando nosso compromisso no apoio a investidores sociais engajados com a geração de impacto social no Brasil.

Na área de consultoria, oferecemos apoio técnico a famílias, empresas e organizações sociais que desejam iniciar ou aprimorar seu investimento social. Atuamos de maneira personalizada e participativa em seis frentes principais: planejamento estratégico e governança; agenda ESG; estruturação de fundos patrimoniais e estratégias de sustentabilidade financeira; design e implementação de projetos e capacitação organizacional; desenvolvimento de editais e gestão de portfólio; além de monitoramento e avaliação.

“Iniciativas como a Leaders League contribuem para dar visibilidade ao excelente trabalho realizado por organizações brasileiras que geram impacto por meio da consultoria, com comprometimento, seriedade, criatividade e eficácia. Este ranking é mais um instrumento para aumentar a confiança junto a investidores sociais, tanto locais quanto internacionais. Estamos felizes por liderar o ranking, mas também parabenizamos as outras organizações destacadas. A frente de consultoria para impacto social no Brasil é vibrante, forte e diversificada, e a contribuição é de todos!”, declarou Paula Fabiani, CEO do IDIS.

 

Sobre o IDIS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investimento social no Brasil. Nossa missão é inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhando com indivíduos, famílias, empresas, fundações, institutos corporativos e familiares, bem como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação é baseada em três pilares: geração de conhecimento, consultoria e realização de projetos de impacto, fortalecendo o ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a colaboração e a cocriação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

Instituto Chamex anuncia iniciativas vencedoras da 4ª edição do Edital Educação com Cidadania

O Instituto Chamex, associação civil sem fins lucrativos criada e mantida pela Sylvamo, com objetivo de apoiar iniciativas que incentivem a defesa da infância como período de estímulo da criatividade ou que possibilitem um novo futuro para jovens na economia criativa, divulgou as cinco instituições selecionadas para a 4ª edição do Edital Educação com Cidadania, contando com o apoio técnico do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, para o ano de 2024.

As organizações contempladas receberão um aporte de R$ 35 mil para desenvolverem, ao longo de oito meses, os projetos educacionais e de economia criativa aprovados. Alinhados com as metas 2030 da Sylvamo, os projetos provenientes de diversas partes do país estão todos direcionados para o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4), que busca assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, assim encorajando através da educação soluções transformadoras para o mundo e para a sociedade.

 

Conheça mais sobre as cinco organizações escolhidas neste edital:

 

Projeto: Orientar Para Incluir
Associação de Pais do Espectro Autista de Ubatuba (Ubatuba, SP):
criada a partir de encontros realizados por mães de crianças diagnosticadas com Transtorno do Espectro Autista – TEA em 2014, a organização operava como mobilizadora de encontros de acolhimento. Atualmente, a Associação atua na promoção de autonomia cidadã e inclusão social nas áreas de educação, saúde e assistência social, visando fortalecer os serviços especializados para pessoas com TEA. Para mais informações, clique aqui.

 

Projeto: Ponto de Leitura e Cordel dos Encantos
Casa de Cultura, Esporte e Cidadania Dona Joana (Água Fria, BA):
fundada em 2012, a organização tem como missão o fomento da cultura e arte voltado ao fortalecimento da educação, direitos humanos e cidadania no município de Água Fria. Através da realização de iniciativas como o Ponto de Leitura e o Ponto de Cultura Cordel dos Encantos, a Casa vem desenvolvendo ações voltadas a diluição de vulnerabilidades educacionais, culturais e sociais entre a população, principalmente de crianças, adolescentes e jovens. Para mais informações, clique aqui.

 

Projeto: Estações de Leitura
Instituto Pró-Saber (São Paulo, SP):
fundada em Paraisópolis, no ano de 2003, a organização surge a partir da necessidade de conhecer mais profundamente o território e seus habitantes, dada a carência de políticas públicas voltadas à educação infantil sofridas pela região na época. Atualmente, a missão do Instituto Pró-Saber é fortalecer a educação integral de crianças e jovens através de experiências de leitura e brincadeira, transformando suas famílias e suas comunidades. Para mais informações, clique aqui.

 

Projeto: Brincadeira Social
Oásis dos Sonhos (Goiânia, GO):
fundada em 2016 com o objetivo de revitalizar espaços públicos, participou da 3ª Olimpíada de Empreendedorismo Universitário da UFG e após o êxito, as ações da organização se expandiram. Trabalhando em conjunto com a mobilização comunitária, a Oásis de Sonhos visa emancipar pessoas e estreitar os laços das comunidades onde atua, através de reformas voluntárias de espaços coletivos e culturais, além de apoiar a formação de lideranças e o desenvolvimento de competências empreendedoras. Para mais informações, clique aqui.

 

Projeto: Luz e Paz na educação
Projeto Social Luz e Paz (Piedade, RJ):
a organização criada em 2016 tem como missão institucional o acolhimento de crianças e jovens em vulnerabilidade social, oportunizando cultura, educação e socialização. O Projeto Social Luz e Paz atua em três eixos: educacional, cultural e social, oferecendo oficinas de alfabetização, reforço escolar e aulas de inglês, teatro, capoeira, canto e ballet, além de alimentação e moradia. Para mais informações, clique aqui.

 

Sobre o Instituto Chamex

Criado em 2008, o Instituto Chamex coloca a criatividade como elemento central para a construção de uma educação mais acessível, inclusiva, equitativa e transformadora. Atuando em rede com diversos parceiros, o instituto fomenta o desenvolvimento de estudantes, professores e agentes da educação do ensino infantil, fundamental e médio, apoiando projetos nacionalmente e desenvolvendo projetos localmente. Dessa forma, busca transformar inúmeras realidades, possibilitando um novo futuro para milhares de brasileiros.

O Instituto Chamex faz parte da Sylvamo, a Empresa de Papel do Mundo, produtora dos papéis para Imprimir e Escrever Chamex, Chamequinho e Chambril, e segue suas diretrizes de responsabilidade social, sustentabilidade e ética, engajando seus profissionais e apoiando as comunidades, pois acredita que por meio da criatividade e da educação é possível impulsionar mudanças e acelerar soluções para transformar a vida de muitas pessoas.

Para mais informações, visite o institutochamex.com.br.

 

Sobre a SYLVAMO

International Paper Brasil agora é Sylvamo: a empresa de papel do mundo – Instituto Chamex

A Sylvamo é a Empresa de Papel do Mundo com fábricas na Europa, América Latina e América do Norte. Sua visão é ser o empregador, fornecedor e investimento preferido. Transformando recursos renováveis em papéis dos quais as pessoas dependem para educação, comunicação e entretenimento. Com sede em Memphis, Tennessee, empregam mais de 6.500 profissionais. As vendas líquidas para 2022 foram de US$ 3,6 bilhões.

Para mais informações, visite Sylvamo.com.

 

Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2024: saiba como participar

A 13° edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais já tem data: 4 de setembro. Mais uma vez, além do evento presencial em São Paulo exclusivo para convidados, a programação também será transmitida ao vivo.

No Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2024, quando o IDIS completa 25 anos, promovemos debates sobre nós e nossos nós.

Nós. Uma palavra com múltiplos significados. Enlaçamentos de fios. Vínculos. Obstáculos. As partes mais rígidas da madeira. Unidade para medir velocidade. Ponto onde convergem estradas. Ou simplesmente, a gente, pronome pessoal, sujeito de uma ação coletiva.

Filantropia. Uma palavra que significa amor à humanidade e que traz consigo esperança de transformações. Uma palavra que responde a desafios sistêmicos e múltiplos e que reúne nossa comunidade.

Por isso, o tema deste ano será FILANTROPIA ENTRE NÓS. Convidamos você a inspirar-se com as histórias que serão apresentadas.

INSCREVA-SE PARA A TRANSMISSÃO AO  VIVO

PALESTRANTES CONFIRMADOS

Entre os palestrantes já confirmados estão Aline Odara (Idealizadora e Diretora Executiva do Fundo Agbara), Beatriz Johannpeter (Diretora do Instituto Helda Gerdau), Cida Bento (Co-Fundadora e Conselheira do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades), Cristiane Sultani (Fundadora do Instituto Beja), Giuliana Ortega (Diretora de Sustentabilidade da RD – Raia Drogasil), João Abreu (Co-fundador e Diretor Executivo da ImpulsoGov), José Luiz Egydio Setúbal (Presidente e Instituidor da Fundação José Luiz Egydio Setúbal), Luana Génot (Fundadora e Diretora Executiva do Instituto Identidades do Brasil), Mariana Moura (Presidente do Conselho de família da Baterias Moura), Patrícia Villela Marino (Presidente do Instituto Humanitas360), Renata Piazzon (Diretora geral do Instituto Arapyaú), Sergio Fausto (Diretor geral da Fundação Fernando Henrique Cardoso), Tarcila Ursini (Conselheria de empresas e Copresidente do Conselho do Sistema B).

Além de convidados internacionais como Grace Maingi (Diretora Executiva da Kenya Community Development Foundation), Marijana Sevic (Chefe de Parcerias Estratégicas Internacionais na CAF) e Philip Yun (Co-presidente e co-CEO do CCWA e do Global Philanthropy Forum).

 

REALIZAÇÃO E APOIO

A realização é do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, em parceria com o Global Philanthropy Forum e a Charities Aid Foundation, e apoio master do Movimento Bem Maior; apoio prata da RD Saúde; e apoio bronze da Fundação Grupo Volkswagen, Fundação Itaú, Fundação José Luiz Egydio Setúbal, Instituto Sicoob e Mott Foundation. A Alliance Magazine é a parceira de mídia.

Neste ano, o fórum terá novamente a Alliance Magazine como parceiro de mídia. Sediada na Inglaterra, a maior revista de filantropia do mundo fará a cobertura do evento e transmitirá em inglês ao vivo em seu canal do Youtube.

 

FÓRUM BRASILEIRO DE FILANTROPOS E INVESTIDORES SOCIAIS

Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais oferece um espaço para a comunidade filantrópica se reunir, trocar experiências e aprender com seus pares, fortalecendo a filantropia estratégica para a promoção do desenvolvimento da sociedade brasileira. O evento já reuniu mais de 1.500 participantes, entre filantropos, líderes e especialistas nacionais e internacionais. Em nosso canal do YouTube estão disponíveis listas com as gravações de todas as edições. Confira!

 

Vaga de Estágio no Administrativo Financeiro

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para estudantes de administração, ciências contábeis e cursos correlatos.

Atuamos desde 1999 com foco no fortalecimento do Investimento Social Privado no Brasil e o estímulo a ações transformadoras da realidade para a redução das desigualdades sociais no país.

O IDIS conta com um time de 50 pessoas dedicadas a desenvolver e implementar projetos de grande impacto que estimulem o desenvolvimento de um ecossistema de Investimento Social que atue de forma eficaz e estratégica. Oferecemos consultoria em investimento social para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. Além disso, desenvolvemos projetos de impacto, como campanhas e a promoção de advocacy, e investimos na geração de conhecimento, com a produção de pesquisas, artigos e publicações.

Para fortalecer a organização e nossa atuação, buscamos uma pessoa estagiária na área administrativa financeira.

 

 

Acesse a vaga na 99jobs e inscreva-se

RESPONSABILIDADES e oportunidades

  • Prestar suporte administrativo a contadores;
  • Lançar dados em sistema;
  • Classificar documentos fiscais;
  • Auxiliar na preparação de balanços e demonstrativos financeiros;
  • Conciliação sistema X razão e balancete;
  • Extrair relatórios do sistema (DRE, BP, razão, balancete);
  • Organizar, digitalizar e arquivar documentos financeiros;
  • Contribuir para a organização dos processos de auditoria;
  • Preparar e organizar documentos para auditorias externas;
  • Verificar conformidade com normas contábeis e tributárias;
  • Conferir extratos e aplicações financeiras;
  • Auxiliar na rotina geral da área financeira;
  • Emitir através de ERP e classificar notas fiscais;
  • Salvar extratos bancários;
  • Salvar comprovantes de pagamentos quinzenalmente.

requisitos

  • Cursando Ciências Contábeis, Administração ou outros cursos correlatas;
  • Familiaridade com ferramentas financeiras;
  • Compreensão dos princípios básicos e financeiros;
  • Conhecimento intermediário em Excel;
  • Habilidades interpessoais: desenvolvimento de responsabilidade, comunicação eficiente, sinceridade, trabalho em equipe, adaptabilidade, ética profissional, empatia.

BENEFÍCIOS

  • Bolsa Auxílio
  • Seguro de Vida
  • Vale-Transporte
  • Vale-Alimentação
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off no aniversário
  • Tipo de trabalho – Híbrido

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 17 de julho.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

 

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

               

Carta aberta ao Senador Vanderlan Cardoso em defesa dos Fundos Patrimoniais

Signatários da Coalizão pelos Fundos Filantrópicos, grupo multissetorial composto por mais de 110 organizações da sociedade civil e outras instituições e que almeja fortalecer o ambiente regulatório para este mecanismo, se manifestou publicamente mais uma vez em apoio ao Projeto de Lei (PL) 2.440/23, elaborado pelo Senador Flavio Arns e relatado pela Senadora Profa. Dorinha Seabra na Comissão de Educação (CE).

O pronunciamento é endereçado ao Senador Vanderlan Cardoso, presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, atividade legislativa em que o PL deve ser pautado nas próximas semanas. O PL 2.440/23 busca complementar a Lei 13.800/19 dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos, partindo das ideias do projeto original, e incluindo medidas consideradas imprescindíveis à uma adequada regulamentação da tributação dos Fundos Patrimoniais. A proposta já foi aprovada pela Comissão de Educação do Senado Federal.

Com a aprovação do PL, avançamos para alcançar o potencial de impacto dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos no Brasil.

Leia a carta completa e conheça todos os signatários 

Monitor de Fundos Patrimoniais no Brasil

O Monitor de Fundos Patrimoniais no Brasil é uma iniciativa do IDIS e da Coalizão pelos Fundos Filantrópicos para o acompanhamento de endowments em atividade no Brasil.

Os dados são obtidos a partir de questionários respondidos por gestores destes fundos ou por meio da consulta pública em sites ou veículos de imprensa.

A atualização é constante. Para passar a integrar o levantamento ou modificar algum dado, gestores de fundos patrimoniais podem preencher o questionário oficial. Solicite o link escrevendo para comunicacao@idis.org.br

Acesse aqui os dados disponíveis sobre os fundos patrimoniais mapeados.

O Monitor de Fundos Patrimoniais no Brasil identificou 107 fundos patrimoniais ativos, cujo patrimônio total informado é de R$ 157.127.124.265.

Acesse abaixo a planilha completa com informações sobre as causas dos fundos e também fonte da informação.

Monitor IDIS dE Fundos Patrimoniais no Brasil – levantamento completo

 

Nome 

Ano da criação

Patrimônio

Sede

Amigos da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) 2019 R$ 500.000 SP
Amigos Direito UERJ 2017 R$ 231.260 RJ
Associação Escola Panamericana de Porto Alegre 2022 R$ 15.000.000 RS
Associação Fundo Patrimonial do ITA 2023  R$ 1.200.000 SP
Associação Gestora do Fundo Patrimonial em Apoio à Faculdade de Direito da UFRGS 2021  Não informado RS
C de Cultura 2017 R$ 21.564.468 SP
Chronos (USP São Carlos – comunidade) 2021 R$ 1.600.000 SP
Conecta EAUFBA (Escola de Administração da UFBA) 2022 R$ 150.000 BA
Endowment Afesu 2018 R$ 595.984 SP
Endowment Alumni Direito Mackenzie  2022 R$ 2.000 SP
CIP – Congregação Israelita Paulista 2015 Não informado SP
Endeavor Brasil 2012 R$ 35.345.207
Endowments do Brasil – Fundo Trans Casa Chama 2022 Não informado SP
Escola Alef Peretz 2021 R$ 21.535.102.400 SP
Endowment Direito GV 2011 R$ 5.791.158 SP
Endowment FMUSP 2015 R$ 234.440 SP
Endowment Instituto Acaia 2016 R$ 519.701.044 SP
Endowment Instituto Rodrigo Mendes 2014 R$ 41.843.052 SP
Endowment PUC-Rio 2019 R$ 3.608.470 RJ
Endowment Sempre FEA (FEAUSP – alunos) 2020 R$ 10.200.000 SP
FLUPP (Fundação Lúcia e Pellerson Penido)  2011 R$ 3.847.531 SP
Fonte Endowment 2023 Não informado DF
Fundação Carlos Chagas 1964 Não informado SP
Fundação do Câncer R$ 34.649.000 SP
Fundação Antonio e Helena Zerrenner INB 1936 R$ 34.972.318.000 SP
Fundação de Desenvolvimento de Tecnópolis (Funtec)  2021 R$ 186.476 GO
Fundação Coppetec 2019 R$ 347.000 RJ
Fundação Estudar 2011 Não informado SP
Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza 1996 R$ 30.826.964 RS
Fundação Maria Emilia Não informado BA
Fundação Lia Maria Aguiar – FLMA 2021 R$ 900.000.000 SP
Fundação Uniselva 2002 R$ 512.884 MT
Fundo Amanhã (Administração UFRGS) 2022 R$ 1.138.031 RS
Fundo Areguá 2016 R$ 11.126.856 SP
Fundo Artigo 220 (Revista Piauí) 2021 R$ 350.000.000 SP
Fundo Baobá 2016 R$ 120.456.358 SP
Fundo Betinho – Ação da Cidadania 2023 R$ 45.849.008 RJ
Fundo Brasil de Direitos Humanos  2005 R$ 27.368.314 SP
Fundo Catarina 2021 R$ 1.525.317 SC
Fundo Comunitário da Maré – FCM 2021 R$ 25.192.212 RJ
Fundo de Apoio ao Jornalismo Investigativo – F/ABRAJI  2016 Não informado SP
Fundo Centenário (Escola de Engenharia da UFRGS) 2017 R$ 2.637.921 RS
Insper 2022 R$ 8.458.767 SP
Fundo de Endowment do Instituto Líderes do Amanhã 2019 Não informado ES
Fundo de Investimento da FALM (Fundação André e Lúcia Maggi) 2017 R$ 14.169.657 MT
Fundo FICA 2015 R$ 150.000 SP
Fundo Figueira 1964 Não informado SP
Fundo FAS (Fundação Amazônia Sustentável) 2008 R$ 52.727.000 AM
Fundo Fundação ABH 2015 R$ 2.396.560 SP
Fundação Itaú 2000 R$ 5.160.836.000 SP
Fundo Gerações 2008 R$ 2.646.000 RS
Fundo Patrimonial ACTC – Casa do Coração
2023 R$ 23.879.139 SP
Fundo Patrimonial Amigos da Poli (Escola Politécnica da USP) 2012 R$ 52.274.601 SP
Fundo Patrimonial Amigos do Hospital do Fundão (RJ) 2016 Não informado RJ
Fundo Patrimonial Amigos da Univali 2019 R$ 101.106 SC
Fundo Patrimonial Amigos do Brasil Central 2019 R$ 55.000 GO
Fundo Patrimonial ASA (Associação Santo Agostinho) 2018 R$ 84.350.000 SP
Fundo Patrimonial Associação Projeto Gauss – FPPG 2019 R$ 5.454.040 SP
Fundo Patrimonial Axuxê (Facculdade de Medicinada da FMABC) 2017 R$ 8.000 SP
Fundo Patrimonial BrazilFoundation 2010 R$ 1.902.133 RJ
Fundo Patrimonial CEAP 2018 R$ 124.933 SP
Fundo Patrimonial da Fundação Banco do Brasil 2008 R$ 258.362.000 DF
Fundo Patrimonial da Fundação Bradesco 1956 R$ 86.000.000.000 SP
Fundo Patrimonial da Fundação Grupo Volkswagen 2002 R$ 202.300.000 SP
Fundo Patrimonial da Fundação José Luiz Egydio Setubal 2016 R$ 341.072.277 SP
Fundo Patrimonial da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal 1965 R$ 652.000.000 SP
Fundo Patrimonial da Fundação Romi 1999 R$ 84.000.000 SP
Fundo Patrimonial da UFC 2023 Não informado CE
Fundo Patrimonial da USP 2021 R$ 18.038.428 SP
Fundo Patrimonial do IMS 1995 R$ 1.250.000.000 SP
Fundo Patrimonial do Instituto Alana 2013 R$ 476.033.057 SP
Fundo Patrimonial do Instituto Ayrton Senna 2017 R$ 153.000.000 SP
Fundo Patrimonial FEAUSP (gestores) 2016 R$ 1.342.557 SP
Fundo Patrimonial Eliezer Max Não informado Não informado RJ
Fundo Patrimonial Fundação Tide Setubal 2010 R$ 123.704.159 SP
Fundo Patrimonial Ibirapitanga 2017 R$ 377.000.000 RJ
Fundo Patrimonial Instituto Reciclar 2016 R$ 8.039.000 SP
Fundo Patrimonial OSESP (Orquestra Sinfônica do Estado de SP)  2006 R$ 61.642.195 SP
Fundo Patrimonial Parceiros da Educação 2023 R$ 26.000.000 SP
Fundo Patrimonial Serrapilheira 2018 R$ 679.737.805 RJ
Fundo Perpetuidade SOS Mata Atlântica 2006 R$ 74.680.032 SP
Fundo Rogério Jonas Zylbersztajn 2019 R$ 235.000.000 RJ
FUTURE – Fundo Territórios Unidos por Recursos para a Educação 2023 R$ 1.600.000 AM
iGMK – Instituto George Mark Klabin 1993 R$ 11.072.240 SP
Indeed 2023 Não informado
Instituto Dara 2008 R$ 17.334.000 RJ
Instituto Elos 2021 R$ 362.786 SP
Instituto Jô Clemente R$ 99.089.000 SP
Instituto Merula Steagall 2021 R$ 1.300.000 SP
Instituto Unibanco 2009 Não informado SP
IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas 2007 R$ 16.379.622 SP
Já, devagar e sempre (Aventura de Construir) 2024 R$ 675.508 SP
Liga Solidária 2020 R$ 109.700.000 SP
Lumina (Unicamp – reitoria) 2020 R$ 3.194.890 SP
MASP Endowment 2017 R$ 19.799.518 SP
Organização Gestora de Fundo Patrimonial da Sociedade Beneficente de Senhoras Sírio-Libanês 2021 R$ 3.329.760
SP
Patronos (Unicamp – alunos) 2020 R$ 2.098.781 SP
PDR – Purpose Driven Resources 2023 R$ 72.000.000 SP
Primatera Fundo Patrimonial 2023 R$ 33.392 SP
Prospera Unesp 2021 R$ 1.000.000 SP
Reditus (UFRJ – alunos) 2018 R$ 14.000.000 RJ
Rio Endowment 2022 R$ 1.000 RJ
Semear 2022 R$ 18.591 MG
Sempre Sanfran (Faculdade de Direito USP – alunos) 2021 R$ 12.252.164 SP
Umane 2016 R$ 1.589.507.910 SP
WimBelemDowment 2021 R$ 239.301 RS

Acesse e baixe a planilha completa com as causas dos fundos e fonte dos dados.

 

Mais sobre Fundos Patrimoniais

Acesse mais conteúdos nesta temática produzidos pelo IDIS aqui.

Caso queira saber mais sobre fundos patrimoniais ou queria conhecer nossos serviços, envie um e-mail para comunicacao@idis.org.br.

Já trabalhou no IDIS? Queremos falar com você!

Sejamos honestos, 25 anos não se faz todo dia. Em setembro alcançaremos essa marca e, claro, não podíamos deixar de celebrar. Não somente os anos de história, mas principalmente todas as pessoas que a construíram e constroem ela conosco.

Tudo o que avançamos só foi possível devido ao comprometimento, colaboração e trabalho coletivo de diferentes pessoas com um objetivo comum: construir um mundo melhor e com mais equidade. Nesta celebração, sabíamos quem deveria ser o centro da história: todas as pessoas que pensam, realizam e fazem o investimento social no Brasil evoluir e acontecer. São eles, ou melhor – nós – os protagonistas.

Se você já fez já fez parte deste time, complete o cadastro aqui para entrarmos em contato.

Queremos fazer um encontro para voltarmos a nos conectar e também te convidar para nosso evento de celebração.

Confira os cinco projetos selecionados no edital Atenção Primária à Saúde

edital Atenção Primária à Saúde no Norte e Nordeste divulga os cinco projetos selecionados para o aporte de até 20 milhões de reais em iniciativas de fortalecimento da saúde pública nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. O edital integra o Juntos pela Saúde e é uma iniciativa do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) com gestão do IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social) em parceria com a Umane, associação civil, independente, isenta e sem fins lucrativos que apoia iniciativas no âmbito da saúde pública. No total, 50 municípios serão beneficiados nos estados de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe.

Foram mais de 40 propostas de projetos, dos quais 10 foram classificados para a apresentação oral e cinco selecionados para receber o recurso. A seleção foi realizada por um comitê de validação, composto por profissionais das instituições apoiadoras. Após apresentação oral dos proponentes, os selecionados foram:

  • Fundação Amazônia Sustentável (FAS)
    SUS na floresta
  • Instituto de Inteligência Artificial na Saúde
    Noharm: inteligência para a segurança dos pacientes
  • Grupo Mulheres do Brasil
    Unidos pela erradicação do câncer de colo do útero no Brasil
  • Centro de apoio à Faculdade de saúde pública da USP
    Tecendo linhas do cuidado integral à saúde na Amazônia
  • Instituto epHealth
    epCertify com linha de cuidado HIPERDIA

 

Reunião do Comitê de Validação do Edital “Iniciativas de Fortalecimento da Atenção Primária em Saúde”.
Local: Sede BNDES/ RJ
Foto: Rossana Fraga/BNDES

“Apoiar uma iniciativa como o Juntos Pela Saúde fortalece nosso objetivo como instituição, de fomentar a ampliação do acesso à saúde e a resolutividade do sistema, com foco nos serviços da Atenção Primária à Saúde. Nossa visão é a de ter a Umane contribuindo para reduzir as desigualdades no acesso à saúde, fomentando os saberes e inovações locais e regionais com o potencial de organização de processos de trabalho, do uso de dados e da tecnologia”, diz Thais Junqueira, superintendente geral da Umane. 

 

Após formalização e assinaturas dos termos de parcerias, os projetos apoiados passarão por um estruturado processo de monitoramento e avaliação sistemática que verificará tanto a implementação como o alcance de resultados e efeitos almejados. O monitoramento dos resultados será feito de forma sistemática ao longo da execução do projeto até sua conclusão em intervalos de no máximo seis meses e se dará pela análise da prestação de contas, relatório de monitoramento padrão da iniciativa Juntos pela Saúde, reuniões virtuais e visitas técnicas in loco.

“Ter parceiros como a Umane, que é referência no apoio ao SUS por meio do investimento social privado, apoiando o Juntos pela Saúde é essencial para que possamos fortalecer, com o apoio da tecnologia, soluções inovadoras em regiões que estão mais defasadas no acesso à saúde em nosso país”, afirma Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS.

 

“Com o Edital foi possível identificar projetos, com potencial de contribuir para melhora das condições de saúde nos municípios beneficiados e com possibilidade de replicar as soluções para outros municípios”, afirma Carla Reis, Chefe do Departamento do Complexo Industrial e de Serviços de Saúde.

 

SOBRE O JUNTOS PELA SAÚDE

O Juntos pela Saúde está estruturado sob a lógica de matchfunding ou seja a cada 1 real doado por outras organizações, o BNDES colocará mais 1 real, dobrando o valor investido e potencializando o impacto das ações desenvolvidas, reunindo recursos para apoiar e fortalecer o acesso à saúde da Atenção Primária à Saúde nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. A iniciativa propõe, por meio do apoio à organização das Redes de Atenção à Saúde (RAS) e das linhas de cuidado prioritárias, priorizar ações de inovação, tecnologia e saúde digital. De acordo com o Ministério da Saúde, a Atenção Primária à Saúde (APS) é o primeiro nível de atenção em saúde e se caracteriza por um conjunto de ações de saúde, no âmbito individual e coletivo, que abrange a promoção e a proteção da saúde, a prevenção de agravos, o diagnóstico, o tratamento, a reabilitação, a redução de danos e a manutenção da saúde com o objetivo de desenvolver uma atenção integral que impacte positivamente na situação de saúde das coletividades. Trata-se da principal porta de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS) e do centro de comunicação com toda a Rede de Atenção dos SUS.

XI Seminário da RBMA Debate Integração de Saberes para o Desenvolvimento Sustentável em Belém-PA

A Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação (RBMA) realizou nesta semana o XI Seminário com o tema Como integrar saberes para agir rumo ao desenvolvimento sustentável. O evento, que ocorreu ao longo de três dias, promoveu discussões transdisciplinares sobre avaliação em áreas como meio ambiente e desenvolvimento social, com o objetivo de fomentar práticas mais sustentáveis e inclusivas.

A escolha de Belém-PA como sede do seminário reflete o foco em desenvolvimento sustentável e questões ambientais, alinhando-se com o tema principal do evento e a futura realização da 30ª Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP-30) em 2025 na cidade.

 

Segundo Wesley Matheus, presidente da RBMA, esta foi a primeira vez que o seminário abordou a avaliação no contexto do meio ambiente e das mudanças climáticas.

“É um novo paradigma do que estamos avaliando. A avaliação surge com o olhar para o indivíduo. Agora, vamos observar o território, a comunidade, a atmosfera. Temos que mudar a forma de olhar para a avaliação com foco na biodiversidade e no modo que os povos tradicionais se relacionam com essas questões ambientais”, afirmou Matheus.

O primeiro dia do evento contou com a participação de André Baniwa, coordenador-geral de Promoção a Cidadania do Ministério dos Povos Indígenas e vice-presidente da OIBI (Associação Indígena da Bacia do Içana), que refletiu sobre ‘Indicadores e Avaliação de Políticas Públicas a Partir do Conceito de Bem-Viver dos Povos Indígenas’. A abertura do seminário foi marcada por uma mesa de debates sobre como governos, empresas e sociedade civil podem contribuir para avaliações que gerem valor público e desenvolvimento sustentável.

Além disso, foram oferecidos sete minicursos destinados a aprimorar as capacidades dos participantes em avaliações que promovam práticas mais sustentáveis e inclusivas, alinhadas com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). O IDIS ministrou um curso sobre avaliação de impacto SROI, que contou com a participação de 30 pessoas, incluindo representantes de OSCs, fundações, institutos empresariais, governo e organismos internacionais. O curso foi conduzido por Denise Carvalho e Daniel Barretti, ambos gerentes de projetos no IDIS.

O segundo dia do seminário focou no meio ambiente e nas mudanças climáticas, explorando como as avaliações podem ser instrumentos cruciais para compreender contextos, reconhecer complexidades e indicar necessidades de transformações sistêmicas. O IDIS teve uma participação destacada no painel ‘Avaliação, clima e meio ambiente’, onde Daniel Barretti apresentou o tema ‘Avaliações Custo-Benefício como forma de medir o impacto de projetos socioambientais’. Sandra Macedo, da Petrobras, também participou, discutindo a parceria IDIS-Petrobras e os aprendizados na aplicação de metodologias de avaliação de impacto custo-benefício (ACB e SROI) desde 2019.

O dia também incluiu sessões de apresentação de trabalhos sobre temas como Educação com foco em equidade, Instrumentos, tecnologias e IA aplicados à avaliação, Uso de evidências em políticas de meio ambiente, Índices e indicadores sociais e ambientais aplicados ao monitoramento e avaliação, entre outros. Thais Bassinello, gerente de projetos do IDIS, apresentou o case ‘Sistema de monitoramento e avaliação para projetos sociais de geração de trabalho e renda’, desenvolvido para a NEXA.

No último dia do seminário, as discussões metodológicas abordaram o Sistema Nacional de Avaliação como estratégia de integração de saberes, destacando a visão e o papel dos bancos de desenvolvimento na promoção e sustentação de sistemas nacionais de avaliação. Também foram debatidos o conceito de justiça social e a crescente importância do método qualitativo nas avaliações de impacto social.

O XI Seminário da RBMA reafirmou a importância da integração de saberes e da avaliação como ferramentas essenciais para o desenvolvimento sustentável e a redução das desigualdades sociais.

Vaga de Estágio em Projetos

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para estudantes com ao menos 2 anos para ser formar, não importando o curso.

Atuamos desde 1999 com foco no fortalecimento do Investimento Social Privado no Brasil e o estímulo a ações transformadoras da realidade para a redução das desigualdades sociais no país.

O IDIS conta com um time de 50 pessoas dedicadas a desenvolver e implementar projetos de grande impacto que estimulem o desenvolvimento de um ecossistema de Investimento Social que atue de forma eficaz e estratégica. Oferecemos consultoria em investimento social para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. Além disso, desenvolvemos projetos de impacto, como campanhas e a promoção de advocacy, e investimos na geração de conhecimento, com a produção de pesquisas, artigos e publicações.

Para fortalecer a organização e nossa atuação, buscamos uma pessoa estagiária em projetos.

Acesse a vaga na 99jobs e inscreva-se

RESPONSABILIDADES e oportunidades

  • Realizar pesquisas de conceitos, referências que enriqueçam os projetos e tragam embasamento para os produtos desenvolvidos;
  • Organizar, ler e analisar documentos e elaborar relatórios e apresentações, incluindo a sistematização dos aprendizados e conclusões;
  • Apoiar a coleta de dados quantitativos e qualitativos necessários para a execução dos projetos
  • Apoiar a elaboração de propostas para potenciais clientes e parceiros;
  • Participar de reuniões periódicas para manter a equipe alinhada com o planejamento estratégico e missão da organização.

requisitos

  • Ter interesse no terceiro setor, nos temas de investimento social privado, responsabilidade social, sustentabilidade, ESG e áreas afins;
  • Estar cursando o penúltimo ano da faculdade, ter ao menos 2 anos para se formar, não importa o curso;
  • Domínio do pacote Office (Word, Excel, Power Point) e internet;
  • Disponibilidade para atuação presencial no escritório do IDIS, em São Paulo

 

DESEJÁVEL

  • Excel – intermediário
  • inglês e espanhol intermediário

BENEFÍCIOS

  • Bolsa Auxílio
  • Seguro de Vida
  • Vale-Transporte
  • Vale-Alimentação
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off no aniversário
  • Tipo de trabalho – Híbrido

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 10 de julho.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

 

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

               

Sustentabilidade e desenvolvimento econômico lado a lado: Sustainability Week 24

Por Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS

O Sustainability Week 24 (SW24), importante encontro para o setor privado na América Latina e no Caribe, ocorreu em Manaus durante o mês de junho. Com foco em questões de sustentabilidade e desenvolvimento econômico, o evento reuniu líderes globais, empresários, investidores e especialistas para discutir soluções inovadoras e práticas sustentáveis, com um total de 1000 participantes de diversas partes do mundo. A iniciativa é do BID Invest.

Ao longo de três dias de evento, Manaus se tornou o centro das discussões sobre o futuro da sustentabilidade na região. Foram abordados temas como governança corporativa, financiamento da transição energética, economia verde e conservação da biodiversidade. Também foi enfatizado o compromisso de enfrentar os desafios socioambientais da Amazônia, promovendo inclusão financeira, educação e diversidade para os locais.

No discurso de abertura, o Governador do Estado do Amazonas, Wilson Lima, usou palavras reflexivas para provocar a audiência, muitos dos quais nunca haviam visitado Manaus antes, a considerar a Amazônia “além de sua copa de árvores”. O Governador ressaltou que enquanto o mundo observa a Amazônia pelas árvores, muitas vezes não compreende o que realmente ocorre sob sua densa cobertura vegetal, sugerindo uma profundidade maior da região a ser conhecida.

Outro destaque foi o painel ‘O papel do conselho em um mundo dinâmico”, que contou com a participação de três mulheres presidentes de conselhos de administração de empresas familiares: Luiza Helena Trajano (Magalu), Gabriela Baumgart (Grupo Baumgart) e Ilana Minev (Bemol). Elas exploraram estratégias de governança a partir de suas perspectivas, discutindo como os conselhos podem impulsionar mudanças positivas e sucesso sustentável em meio ao cenário empresarial em constante evolução.

O Sustainability Week 24 proporcionou um espaço para diálogos estratégicos, inspirando colaborações concretas e ações futuras que visam transformar os desafios ambientais em oportunidades de crescimento sustentável.

O evento reafirma o papel do BID Invest e seus parceiros na promoção de uma agenda global de sustentabilidade, destacando Manaus como um cenário emblemático para essas discussões.

IDIS 25 anos: Investimento Social é coisa de gente

Sejamos honestos, 25 anos não se faz todo dia. Em setembro alcançaremos essa marca e, claro, não podíamos deixar de celebrar. Não somente os anos de história, mas principalmente todas as pessoas que a construíram e constroem ela conosco.

Nesta jornada, acompanhamos de perto a evolução do Investimento Social Privado no Brasil – seus movimentos, avanços, desafios. E tudo o que avançamos só foi possível devido ao comprometimento, colaboração e trabalho coletivo de diferentes pessoas com um objetivo comum: construir um mundo melhor e com mais equidade. Nesta celebração, sabíamos quem deveria ser o centro da história: todas as pessoas que pensam, realizam e fazem o investimento social no Brasil evoluir e acontecer. São eles, ou melhor – nós – os protagonistas.

Há quem nos reconheça como uma instituição geradora de conhecimento. Outros, como uma consultoria. Há aqueles que nos conhecem pelos projetos que executamos, e não sabem nada sobre o resto. E há ainda quem nos define como uma organização intermediária. Somos tudo isso, mas, principalmente, somos pessoas que fazem tudo isso acontecer.

Ao celebrarmos os 25 anos do IDIS, celebramos também o poder da comunidade, a força da colaboração e o potencial ilimitado da sociedade civil organizada. O investimento social é muito mais do que apenas uma estratégia; mas uma expressão de nossa humanidade compartilhada.

Por isso, lançamos hoje a campanha Investimento Social é coisa de gente e você é nosso convidado especial nesta celebração.

Acompanhe e participe. Afinal, tudo isso tem sido construído por nós e por vocês, coletivamente.

Com carinho,

Equipe IDIS

Estudo aponta correlação entre boas práticas de Investimento Social Privado e Agenda ESG

O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – IDIS lança o estudo ‘Investimento Social Privado: estratégias que alavancam a agenda ESG’, que aponta a correlação existente entre boas práticas de ISP e a Agenda ESG, a partir da análise das notas do Índice de Sustentabilidade Empresarial, o ISE B3, o maior índice de sustentabilidade do país. O levantamento analisou o triênio 2022-2024 das empresas que fazem parte do indicador e, durante o período avaliado, a prática de Investimento Social Privado manteve-se sempre entre os dez tópicos que possuem maior correlação com a nota do ISE B3, o que demonstra que empresas que têm um bom desempenho em ISP tendem a ter bons resultados em sustentabilidade empresarial como um todo.

Captcha obrigatório

A análise dos dados reforça a tese de que é preciso conectar as ações de ISP das empresas com desafios e o propósito das marcas, buscando uma atuação estratégica que considere aspectos materiais do negócio e um bom mapeamento de partes interessadas e diferentes formas de engajá-las.

“Dedicamos esforços para que o estudo também funcionasse como um guia orientador para as empresas avaliarem suas práticas e prioridades de investimento social privado, engajamento de stakeholders e relacionamento com comunidades relacionadas à Agenda ESG. O resultado são dados e informações fundamentais para estimular mudanças que beneficiem não apenas as próprias empresas, mas também os parceiros e as comunidades envolvidas”, explicou Marcelo Modesto, gerente de projetos e líder do núcleo ESG do IDIS.

A performance em ISP e Cidadania Corporativa das empresas respondentes do ISE B3 ocupou a segunda maior correlação em 2022. Em 2023, o ISP apareceu no quinto lugar; e em sexto lugar, em 2024, mantendo-se no topo do ranking. Além disso, as empresas que afirmaram dar importância ao protagonismo de atores locais da sociedade civil em suas ações de ISP demonstraram uma performance consideravelmente superior em comparação com aquelas que não consideram esse aspecto.

Entre as ações de ISP adotadas por empresas, a prática de avaliação de projetos apoiados foi a que apresentou o maior crescimento no triênio, evidenciando sua valorização. Já a garantia de autossuficiência para organizações e auditoria para projetos apoiados são as práticas menos adotadas. O estudo mostra, aliás, que empresas que avaliam o resultado de suas iniciativas de ISP também apresentaram uma performance superior no índice como um todo: Entre 2022 e 2024 houve um aumento significativo nas notas das empresas que dizem avaliar o resultado de iniciativas apoiadas por meio do Investimento Social Privado. A diferença da nota mediana daquelas que não adotam essa prática chega a 20 pontos para mais, entre as organizações que possuem políticas de avaliação.

MacKenzie Scott doa R$7,5 milhões para o IDIS

O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) recebeu uma doação de US$1,5 milhão, equivalente a R$7,5 milhões, da filantropa americana MacKenzie Scott. O IDIS é uma organização da sociedade civil que, há 25 anos, trabalha para fortalecer a filantropia estratégica e seu impacto positivo na sociedade, por meio de apoio estratégico a investidores sociais, entre eles empresas, famílias filantropas e organizações sociais.

O recurso recebido será integrado ao fundo patrimonial do IDIS, mecanismo também conhecido como endowment, que será criado este ano, em comemoração aos 25 anos da organização, e tem como meta a captação de R$25 milhões. A doação, primeiro aporte ao fundo, contribuirá para a sustentabilidade da organização, e dará maior previsibilidade de investimentos em ações e projetos voltados para o fortalecimento da filantropia e da cultura de doação no Brasil, incluindo iniciativas de advocacy por um ambiente regulatório favorável e produção de conhecimento. 

“Os rendimentos da aplicação dos recursos do Fundo Patrimonial serão destinados para expandir nossa atuação no fortalecimento da filantropia no país, uma vez que nos oferece maior estabilidade no longo prazo. É o reconhecimento da relevância do IDIS e do potencial que temos para gerar ainda mais impacto positivo”, explica Paula Fabiani, CEO do IDIS. 

Quinta mulher mais rica do mundo, MacKenzie Scott é ex-esposa de Jeff Bezos, fundador da Amazon. A filantropa é signatária do Giving Pledge, um compromisso que estimula que pessoas e famílias com grandes fortunas em todo o mundo a contribuir com uma parte significativa de sua riqueza para causas sociais e assumiu publicamente a meta de doar pelo menos 50% do seu patrimônio em vida. No Brasil, Elie Horn, fundador da Cyrella, e casal latino-americano, David Vélez, cofundador do banco digital Nubank, e sua esposa, a empreendedora Mariel Reyes, são signatários do compromisso.

Vaga de Estágio em Contabilidade

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para estudantes de Ciências Contábeis.

Atuamos desde 1999 com foco no fortalecimento do Investimento Social Privado no Brasil e o estímulo a ações transformadoras da realidade para a redução das desigualdades sociais no país.

O IDIS conta com um time de 50 pessoas dedicadas a desenvolver e implementar projetos de grande impacto que estimulem o desenvolvimento de um ecossistema de Investimento Social que atue de forma eficaz e estratégica. Oferecemos consultoria em investimento social para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. Além disso, desenvolvemos projetos de impacto, como campanhas e a promoção de advocacy, e investimos na geração de conhecimento, com a produção de pesquisas, artigos e publicações.

Para fortalecer a organização e nossa atuação, buscamos uma pessoa estagiária de contabilidade.

Acesse a vaga na 99jobs e inscreva-se

RESPONSABILIDADES e oportunidades

  • Classificar documentos fiscais;
  • Auxiliar na preparação de balanços e demonstrativos financeiros;
  • Conciliação sistema X razão e balancete;
  • Extrair relatórios do sistema (DRE, BP, razão, balancete);
  • Organizar, digitalizar e arquivar documentos financeiros;
  • Contribuir para a organização dos processos de auditoria;
  • Prepara e organizar documentos para auditorias externas;
  • Verificar conformidade com normas contábeis e tributárias;
  • Conferir extratos e aplicações financeiras;
  • Auxiliar na rotina geral da área financeira;
  • Emitir através de ERP e classificar notas fiscais;
  • Salvar extratos bancários;
  • Salvar comprovantes de pagamento quinzenalmente.

requisitos

  • Cursando Ciências Contábeis;
  • Familiaridade com ferramentas financeiras;
  • Compreensão dos princípios básicos e financeiros;
  • Conhecimento intermediário em Excel;
  • Habilidades interpessoais: desenvolvimento de responsabilidade, comunicação eficiente, sinceridade, trabalho em equipe, adaptabilidade, ética profissional, empatia.

diferenciais

  • Contato com algum ERP;
  • Conhecimentos em Departamento pessoal.

BENEFÍCIOS

  • Bolsa Auxílio
  • Seguro de Vida
  • Vale-Transporte
  • Vale-Alimentação
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off no aniversário
  • Tipo de trabalho – Híbrido

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 3 de junho.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

 

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

               

Programa Juntos pela Saúde lança relatório de atividades 2023

Documento detalha as ações do primeiro ano do Programa e os principais resultados alcançados, garantindo transparência perante à sociedade e parceiros.

Acesse aqui o relatório de atividades 2023 do programa.

Iniciado em 2023, o Juntos pela Saúde é uma iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), gerida pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social.

Em parceria com doadores privados, o Programa busca reunir recursos para apoiar e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, onde vivem aproximadamente 75 milhões de pessoas e, destas, 9 entre 10 dependem exclusivamente do SUS (IBGE, 2020). A alta demanda gera desafios importantes, como baixa disponibilidade de médicos, infraestrutura precária e acesso deficiente aos dados de saúde da população.

“Em sua atuação, o Juntos pela Saúde prioriza os municípios com menos de um médico a cada mil habitantes e, sob a lógica de captação do matchfunding, tem a perspectiva de destinar, até 2026, aproximadamente R$ 200 milhões (R$ 100 milhões de apoiadores e R$ 100 milhões do BNDES) para projetos de saúde que visem beneficiar atividades de atendimento às populações que vivem nestas regiões do país, incluindo os serviços da atenção primária; a média e a alta complexidades; os serviços de urgência e emergência e o apoio diagnóstico” explica Carla Reis, Chefe do Departamento do Complexo Industrial e de Serviços da Saúde da Área de Desenvolvimento Produtivo, Inovação e Comércio Exterior do BNDES. 

O relatório anual de atividades é um instrumento de gestão e transparência e detalha as ações e resultados do Programa. 

Principais conquistas

Em seu ano inaugural, o foco do Juntos pela Saúde  incluiu a estruturação institucional e operacional, a formação da equipe  e de uma rede ampla, formada por parceiros estratégicos, que teve papel chave em todas as conquistas alcançadas até aqui.

Cinco importantes apoiadores chegaram para somar ao Juntos pela Saúde, doando um total de R$ 97.083.148,32. São eles: Fundação Vale, Grupo RD, Instituto Dynamo, Umane e Wheaton.

O recurso captado começou a ser destinado, permitindo o início de três grandes projetos: Ciclo Saúde Proteção Social, executado pelo CEDAPS, Painel de Indicadores de Saúde Mental e ImpulsoPrevine, ambos sob a responsabilidade da  ImpulsoGov. Juntos, beneficiarão quase 300 municípios. 

“A gestão desta iniciativa do BNDES contribui para a destinação de doações alinhada a políticas públicas.” explica Luiza Saraiva, gerente de projetos do IDIS responsável pela condução do Programa. Em 2024, além da captação de recursos e destinação para projetos, terá início o processo de acompanhamento para avaliação dos impactos gerados. 

Para conhecer os parceiros e executores, os modelos operacionais do Programa, os comitês e instâncias de avaliação, o detalhamentos das ações desenvolvidas e o reporte financeiro, baixe o relatório gratuitamente no site do Programa Juntos pela Saúde.

Começa a pesquisa para Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais 2023

Está iniciada a coleta de dados para o Anuário de Desempenho dos Fundos Patrimoniais 2023. Esta é a terceira edição da publicação, realizada pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e Coalizão pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos e que este ano tem o apoio Master do Movimento Bem Maior, e apoio de 1618 Investimentos, ASA – Associação Santo AgostinhoFundação José Luiz Egydio Setubal, Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Pragma Gestão de Patrimônio.

A iniciativa traz informações sobre fluxo de caixa (patrimônio, doações recebidas, investimentos na causa e resgates para manutenção própria); alocação e rentabilidade dos investimentos; estrutura da governança (com dados sobre a presença de membros independentes e participação feminina), investimento responsável, além de perspectivas para o futuro.

A última edição do estudo, no ano passado, contou com 59 respondentes com patrimônio somado de R$ 123 bilhões.

Serão enviados emails convite para os fundos mapeados pelo IDIS, mas gestores interessados em integrarem o Anuário podem entrar em contato com a equipe do IDIS pelo email: anuariofp@idis.org.br.

Para conhecer as informações solicitadas no questionário, o disponibilizamos também completo em Word (acesse aqui). Mas atenção: só serão válidas respostas enviadas via sistema

PRAZO DE PREENCHIMENTO

As respostas oficiais deverão ser preenchidas no sistema online clicando aqui até 26 de maio de 2024

Conheça o Anuário de Desempenho dos Fundos Patrimoniais 2022.

 

REALIZAÇÃO

SOBRE FUNDOS PATRIMONIAIS

Os fundos patrimoniais, ou endowments, são mecanismos que contribuem para a sustentabilidade financeira de organizações e causas. No Brasil, o primeiro foi criado na década de 50 e se intensificaram a partir de 2019, com a sansão da Lei 13.800/19. Segundo o Monitor de Fundos Patrimoniais, há hoje no país mais de 110 fundos patrimoniais ativos.

 

Saiba mais:

Livro sobre vivência de mulheres no terceiro setor, com coautoria de Paula Fabiani, é lançado em São Paulo

Aconteceu em abril, em São Paulo, o lançamento oficial do livro ‘Mulheres do Terceiro Setor’. O evento contou com a presença de dezenas de pessoas, entre parceiros, colegas, amigos e familiares das autoras. A publicação é uma iniciativa da Editora Leader e faz parte do Selo Editorial Mulheres.

A publicação conta a história de Paula Fabiani e de outras mulheres importantes no terceiro setor brasileiro. Em seu capítulo intitulado ‘A inquietude por um mundo mais justo’, Paula reflete sobre sua trajetória pessoal e como essa experiência influenciou sua carreira. Ela compartilha reflexões sobre sua vida, suas fontes de inspiração, bem como os desafios e dificuldades que enfrentou.

“Nas organizações do terceiro setor pelas quais passei, incluindo o IDIS, sempre encontrei um ponto em comum: a dedicação à missão de melhorar a vida das pessoas e do planeta. Este livro conta histórias de mulheres incríveis que buscam gerar impacto positivo no mundo de diversas maneiras. Me sinto muito honrada por contribuir compartilhando um pouco da minha história. Que esta obra inspire outras mulheres, assim como eu fui e continuo sendo inspirada por tantas outras”, conta Paula Fabiani.

Além de Paula, o livro também conta com a coautoria de Ana Paula Paixão, Bianca Provedel, Camila Rocha e Silva, Carla Lettieri, Daniele Torres Cordeiro, Elisangela Machado, Jenifer Santos, Kátia de Marco, Luiza Serpa, Margareth Goldenberg, Marina Costa Cruz Peixoto, Ro Santiago, Taiana Jung e Ulla Ribeiro Araújo. O prefácio é de Isabel Fillardis e o prólogo de Silvia Naccache.

Para adquirir uma cópia, acesse aqui.

Paula Fabiani, coautora do livro e CEO do IDIS, e Andréia Roma, idealizadora do Selo Editorial Mulheres

Relatório de atividades IDIS 2023: mais ousados do que nunca

A ousadia é inerente ao ser humano, mas deve ser desenvolvida, experimentada e aprimorada. Este foi o tema não apenas do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2023, mas também da jornada do IDIS ao longo do ano. Precisamos de coragem, criatividade, planejamento e persistência para enfrentar desafios e assumir riscos. Em 2023, o IDIS foi mais ousado que nunca!

Seja entre iniciativas internas ou em colaborações com outras organizações do setor, a ousadia deu propulsão à nossa atuação baseada no tripé de geração de conhecimentoconsultoria e projetos de impacto. Durante esse caminho, continuamos com nossa missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto. As histórias foram reunidas em nosso Relatório de Atividades.

Acesse e baixe o Relatório de Atividades IDIS de 2023. 

Conheça os destaques!

NOSSOS NÚMEROS

Nossa equipe de consultoria conduziu 54 projetos, abrangendo áreas como planejamento estratégico, estruturação e gestão de fundos patrimoniais, gestão de doações e avaliação de impacto. Incluímos, também, oficialmente em nossa oferta, serviços relacionados à agenda ESG e a relação com o Investimento Social Privado.

Já na área de conhecimento, continuamos com nossa vocação de refletir sobre tendências, ler cenários e sistematizar conceitos e metodologias. Foram 50 novos produtos, incluindo publicações, artigos e notas técnicas lançadas e eventos. Lançamos a segunda edição do Perspectivas para a Filantropia no Brasil, realizamos mais uma edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, que mais uma vez aconteceu de forma híbrida, e realizamos a Pesquisa Doação Brasil 2022. Apoiamos o desenvolvimento, adaptação e tradução de estudos de organizações parceiras internacionais, como o Arquétipos da Filantropia, da Rockefeller Philanthropy Advisors, e o World Giving Index 2023, da CAF. Ao todo, recebemos 170 mil acessos aos nossos conteúdos.

Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2023

Os projetos de impacto que o IDIS implementa e lidera continuaram avançando. No âmbito do programa Transformando Territórios, em parceria com a Charles Mott Foundation, tivemos como um dos focos a ampliação da rede, trazendo novos líderes e organizações para atuarem neste modelo. A partir de uma chamada pública, encontros e pesquisa ativa, cinco novos grupos de iniciativa passaram a integrar o Programa, totalizando 17 organizações participantes. Em setembro, reunimos todos em São Paulo, para o 2° Seminário Transformando Territórios.

2° Seminário Transformando Territórios

Ao longo do ano, a Coalização pelo Fundos Filantrópicos, liderada pelo IDIS, continuou sua atuação. Uma das principais pautas de nosso advocacy neste ano dizia respeito à regulamentação para que recursos proveniente de incentivos fiscais possam também ser destinados a fundos patrimoniais. No início de abril, tivemos uma vitória. A Instrução Normativa 1/2023 do Ministério da Cultura regulamentou o uso de incentivos fiscais destinados à Lei Federal de Cultura, popularmente conhecida como ‘Lei Rouanet’, para fundos patrimoniais voltados à área da cultura. Em agosto, avançou também o Projeto de Lei 2440/2023, que busca utilizar os incentivos fiscais já existentes na legislação brasileira para estimular doações a fundos patrimoniais filantrópicos de todas as causas. Em dezembro, a deputada Luisa Canziani apresentou o PL 6.185/2023, referente à permissão da dedução de valores doados a fundos patrimoniais constituídos nos termos da Lei nº 13.800/19 do Imposto sobre a Renda apurado pelas pessoas físicas ou jurídicas. Ainda nesta temática, lançamos mais uma edição do Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais 2022, e demos continuidade a atualização do Monitor de Fundos Patrimoniais, acompanhando a evolução do tema no Brasil.

Foi neste ano que teve início o grandioso Juntos pela Saúde, um projeto de impacto em parceria com o BNDES com o objetivo de destinar, até 2026, R$200 milhões para fortalecer o SUS nas regiões Norte e Nordeste do país. Em apenas um ano de atuação, conquistamos quatro importantes apoiadores e estão em ação três projetos que abrangem quase 300 municípios.

 

PRESENÇA GLOBAL E PARCERIAS

Acreditamos que a pluralidade de opiniões, origens, histórias de vida e de repertório enriquecem o nosso trabalho e aumentam o nosso potencial de impacto. Por isso, em 2023, continuamos a celebrar a diversidade e investir no poder das parcerias.

Também participamos de redes temáticas, refletindo, cocriando, referendando e implementando ações. Contribuímos para o avanço de pautas relevantes para o fortalecimento do ambiente democrático, do Investimento Social Privado e da Cultura de Doação no Brasil.

Conheça os nossos parceiros institucionais e as redes das quais participamos em 2023.

 

QUEM FAZ PARTE DESSA HISTÓRIA

Quem constrói nossa história diariamente é quem faz parte do IDIS. Desde 2020, temos crescido não só em números de projetos, indicadores de impacto, eventos e parceiros, mas também em pessoas (ou querIDIS). Entre agosto de 2022 e agosto de 2023, tivemos um aumento de 50% em nossa equipe, levando à criação de novos processos e políticas de pessoas.

Com modelo de trabalho híbrido, ao longo do ano, foram promovidas uma série de ações de integração, formação e troca de conhecimento. Parte dessas iniciativas foi conduzida pelo Comitê de Diversidade, composto por membros da equipe IDIS, que também coordenou a segunda edição do Censo IDIS.

Conheça todos os detalhes das atividades do IDIS ao longo de 2023 em nosso Relatório de Atividades.

Equipe IDIS reunida em reunião de planejamento estratégico

O QUE NOS AGUARDA EM 2024

Entramos em 2024 cheios de planos e determinação, prontos para continuar inspirando, apoiando e ampliando o impacto do investimento social privado.

Além disso, é neste ano que celebramos 25 de anos de existência. Será um momento de muitas celebrações!

Em parceria com o Grupo MOL, estamos estruturando o Compromisso 1%, um movimento que incentiva empresas a destinarem pelo menos 1% de seu lucro líquido para organizações sociais e causas de interesse público. Estamos em busca de mais apoiadores para essa iniciativa.

No escopo do Juntos pela Saúde está previsto o encerramento da captação de recursos, atingindo a marca de R$ 100 milhões doados por apoiadores que serão dobrados pelo matching do BNDES. Em 2024, iniciaremos a avaliação de impacto dos projetos em execução.

No âmbito dos projetos de conhecimento, além de realizar mais uma edição de nosso tradicional Fórum e do Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais, destacamos a pretensão de iniciar um estudo com foco em filantropia familiar e captar recursos para a realização da Pesquisa Doação Brasil 2024, agora bienal.

Por fim, diante da crescente relevância da Agenda ESG, o IDIS investe no fortalecimento da equipe de consultoria com especialistas, desenvolvendo metodologias que apoiam investidores sociais em suas decisões, e na produção de conhecimento sobre o tema, com a publicação de um novo estudo a partir dos dados do ISE/B3.

Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação promove seminário no Pará

Nesta edição, o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, participa como um dos apoiadores e palestrantes do evento

O XI Seminário da Rede Brasileira de Monitoramento e Avaliação chega à sua décima primeira edição e, neste ano, tem o IDIS como um de seus apoiadores, além de contar com especialistas do IDIS em Monitoramento em Avaliação para um minicurso e uma palestra. A edição de 2024 marca o retorno do formato presencial do Seminário, que será realizado entre os dias 24 e 26 de junho em Belém/PA. No primeiro dia serão oferecidos entre 6 e 7 minicursos e nos dias 25 e 26 serão realizadas sessões temáticas e painéis com especialistas.

Sob a temática ‘Avaliação: como integrar saberes para ver e agir rumo ao desenvolvimento sustentável’, o evento promoverá discussões interdisciplinares sobre avaliação em áreas diversas. As inscrições estão abertas através do site do evento – clicando aqui.

Minicurso: Avaliação de impacto social segundo o protocolo SROI

No dia 24 de junho, haverá entre 6 e 7 opções de minicursos disponíveis na programação com cerca de 6h de duração cada um. Denise Carvalho, Gerente Sênior de Monitoramento e Avaliação no IDIS, especialista na metodologia SROI (Social Return on Investment ou Retorno Social sobre o Investimento) e Daniel Barretti, também gerente de projetos no IDIS, ministrarão minicurso sobre esse tema.

O SROI é um protocolo de avaliação que propõe uma análise comparativa entre o valor dos recursos investidos em um projeto ou programa e o valor social gerado para a sociedade com essa iniciativa. Para isso, aplica diversas técnicas para estimar o valor intangível de ativos que não podem ser comprados ou vendidos. Dessa forma, nos permite concluir que a cada R$ 1 investidos, foram gerados R$ X em benefícios sociais, por exemplo.

Esse é um mecanismo importante para que as organizações compreendam as transformações positivas que estão gerando e comunicarem o valor social criado por suas ações de maneira efetiva.

O IDIS é hoje referência na aplicação do protocolo no Brasil, com trabalhos realizados para organizações como Amigos do Bem, Fundação Sicredi, Gerando Falcões, Parceiros da Educação, Petrobras e Vale.

Painel temático: Avaliação e meio ambiente

Nos dias 25 e 26, a programação conta com uma série de painéis e apresentações de trabalhos debatendo os mais diversos aspectos da avaliação. O IDIS fará uma apresentação no dia 25 no painel ‘Avaliação e Meio Ambiente’, que contará com a participação de Daniel Barretti, gerente de projetos do IDIS, e outros convidados de áreas de responsabilidade socioambiental de empresas; além de um representante da área de sustentabilidade da Petrobras.

A Petrobras realiza o Programa Petrobras Socioambiental, que apoia iniciativas que geram valor para a própria empresa e para a sociedade, por meio de projetos socioambientais com potencial transformador, em parceria com o terceiro setor e ampliando o diálogo com as comunidades dos territórios onde a empresa atua.

Para reforçar seu compromisso com a transparência e prestação de contas aos seus públicos de interesse a empresa estabeleceu uma parceria com o IDIS para realizar avaliações de impacto dos projetos apoiados pelo Programa. Essas avaliações têm o propósito de relatar os resultados dos investimentos socioambientais da empresa aos stakeholders, identificar elementos que possam aprimorar os impactos socioambientais positivos gerados pelos projetos e gerir de forma mais eficaz a carteira de investimentos de natureza voluntária da Petrobras, alinhado com a estratégia da companhia, e ao mesmo tempo gerando aprendizado para as instituições.

O painel buscará apresentar a experiência conjunta de implementação da avaliação não experimental custo-benefício para projetos socioambientais apoiados pela Petrobras, refletindo sobre o alcance, uso e desafios dessa abordagem metodológica.

IDIS leva ESG e Cultura de Doação ao FIFE 2024

Com participantes de todo o Brasil, o Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica, ou simplesmente FIFE, foi recebido em 2024 por Belo Horizonte. Havia mais de 1.200 pessoas na capital mineira, mobilizadas durante quatro dias para falar sobre os mais diversos temas que influenciam nosso campo e, claro, para se encontrar. Do convívio e das trocas, surgem reflexões, novas ideias, novos projetos, novas parcerias e novas amizades.

Entre os assuntos de destaques nesta edição, a conexão das OSCs à Agenda ESG, questões relacionadas à comunicação, ao uso da tecnologia, em particular a inteligência artificial, a gestão de voluntariado e avaliação de impacto. E claro, não ficaram de fora mesas que abordaram aspectos jurídicos, contábeis e captação de recursos. Interessante ver a presença do Governo Federal, com representantes da Secretaria-Geral da Presidência da República. Além de promoverem uma sessão, estiveram em um estande permanente no evento, esclarecendo dúvidas acerca do MIROSC – Marco Regulatório das OSCs e do CONFOCO – Conselho Nacional de Fomento e Colaboração e apresentando as oportunidades para a participação e realização de parcerias entre a Sociedade Civil e o Poder Público.


IDIS no FIFE 2024

Todos os anos, o FIFE abre um edital para receber propostas para a agenda. Neste ano, fomos selecionados para participar de duas sessões.

Andrea Hanai, gerente de projetos do IDIS, esteve no debate ESG e organizações do Terceiro Setor, ao lado de Rodrigo Sêga (Phins), Danilo Tiisel (Social Profit Consultoria) e Edgard Pitta de Almeida (Fundação Don Cabral). Hanai foi bastante enfática em relação à importância da Governança e sobre como as OSCs devem estar preparadas para navegar nestas águas.

Luisa Lima, gerente de comunicação e conhecimento, conduziu a sessão Pesquisa Doação Brasil: quanto doam e como pensam os brasileiros. Os dados das edições 2015, 2020 e 2022 foram apresentados com análises sobre a importância de cada um dos achados às organizações que atuam para a promoção da cultura de doação e para as organizações sociais que captam recursos junto a pessoas físicas. A Pesquisa Doação Brasil é uma iniciativa do IDIS realizada pela Ipsos e, em 2022, revelou que 36% dos brasileiros acima de 18 anos e com renda familiar superior a um salário mínimo fizeram doações em dinheiro para ONGs, com uma projeção de R$ 12,8 bilhões doados por meio desta modalidade.

O FIFE é idealizado e realizado pela Rede Filantropia desde 2014. Agradecemos a organização pelo convite e parabenizamos por mais este importante evento de nosso setor. A próxima edição acontecerá de 8 a 11 de abril, em Curitiba, e nós já vamos começar a pensar em como poderemos contribuir e em como poderemos aprender ainda mais. Saiba mais no site do evento.

6º Edital da Água: foco no incentivo a segurança alimentar para grupos minorizados

Há cinco anos, o programa incentiva projetos comunitários voltados para a gestão dos recursos hídricos e a agricultura sustentável

O Instituto Mosaic, responsável pelas ações sociais da Mosaic Fertilizantes, anuncia no dia 27/03 a abertura das inscrições para a sexta edição do Edital da Água com foco na gestão sustentável da água na produção de alimentos para a garantia de segurança alimentar. Tradicionalmente, o programa apoia iniciativas comunitárias voltadas para a promoção e disseminação de tecnologias sociais de gestão dos recursos hídricos, acesso à água e saneamento básico e restauração e preservação de ecossistemas, priorizando projetos que beneficiem grupos minorizados ou sejam liderados por pessoas com perfil de Diversidade e Inclusão, como lideranças mulheres, pessoas na melhor idade, pessoas com deficiência, pessoas negras, indígenas ou não brancas e comunidades tradicionais.

Desde o ano passado, o edital prioriza projetos que promovam a produção de alimentos de forma sustentável, e, nesta edição, traz como inovação o recorte para a primeira infância como novo grupo de prioridade, de modo a incentivar iniciativas voltadas para crianças de zero a 6 anos.

 

Atualmente, no Brasil, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) estima que 1,1 milhão de crianças e adolescentes vivem sob risco de escassez de água, com pelo menos 3 milhões de crianças no território expostas aos impactos das secas extremas. A situação vem se agravando com o avanço das mudanças climáticas. O relatório publicado no ano passado, às vésperas da COP28, alertou para o elevado número de crianças ao redor do mundo sofrendo com os impactos das mudanças climáticas. Estima-se que uma em cada 3 crianças, totalizando 739 milhões, já sofre com a escassez de água. Diante disso, o Unicef faz um apelo por ações voltadas para mitigar os impactos das mudanças climáticas para esse público. Este mesmo público também sofre impacto nutricional, que pode resultar em sequelas por toda vida, por conta da realidade de insegurança alimentar que atravessamos em diversas regiões.

 

“Nesta edição nos preocupamos ainda mais em ampliar nossa visão sobre os públicos minorizados para que seja possível oferecer condições para alcance de direitos primordiais. Trabalhamos em parcerias em prol de um ecossistema de impacto que busca a transformação das realidades brasileiras através da tecnologia social, ao fomentar projetos que asseguram disponibilidade de água de qualidade para gerações futuras, incluindo também o acesso ao alimento, valorizando a questão nutricional tão crucial em nosso país”, diz Camila Bellenzani, gerente de Projetos Sociais do Instituto Mosaic.

 

Na nova edição, uma das novidades é a inclusão de novos municípios, ampliando a abrangência do programa para doze estados. Entre os novos locais, estão Porto Nacional, Palmeirante e Colinas (TO). Pela primeira vez, o estado do Tocantins está incluso na iniciativa, devido à construção da nova Unidade de Mistura da Mosaic Fertilizantes no Terminal Integrador de Palmeirante, o que impulsionará a economia da região.

Ao longo de sua trajetória, o programa já apoiou mais de 66 projetos e impactou diretamente mais de 16 mil pessoas, além de influenciar indiretamente diversas regiões do país. O Edital da Água deste ano selecionará e financiará, com até R$ 45 mil, pelo menos 12 projetos inovadores com potencial de escalabilidade. Esses projetos serão liderados por organizações da sociedade civil ou instituições de ensino que deverão estar comprometidos com a recuperação e preservação de nascentes e áreas de mananciais, o aumento da vazão em cursos hídricos, a instalação de sistemas de saneamento básico, a disseminação de tecnologias sociais para tratamento de água e a promoção da gestão eficiente da água na produção de alimentos.

Nas últimas edições, o programa foi responsável pela recuperação de, pelo menos, 115 nascentes, pela instalação de mais de 210 sistemas de captação de água e/ou tratamento de esgoto, pelo plantio de mais de 64 mil árvores e pela conservação de mais de 215 bilhões de metros quadrados de área recuperada.

LEIA O REGULAMENTO E SAIBA MAIS AQUI

 

Inscrições Edital da Água 2024

Prazo

As inscrições podem ser feitas de 27 de março a 17 de maio de 2024.

Municípios de abrangência

Barreiras, Candeias e Luiz Eduardo Magalhães (BA) | Catalão, Davinópolis, Ouvidor e Rio Verde (GO) | Balsas e São Luis (MA) | Água Boa, Canarana, Confresa, Lucas do Rio Verde, Porto Alegre do Norte, Querência, Rondonópolis, Sinop e Sorriso (MT) | Campo Grande (MS) | Alfenas, Araxá, Conquista, Coromandel, Delta, Patos de Minas, Patrocínio, Sacramento, Tapira, Uberaba e Uberlândia (MG) | Paranaguá (PR) | São Francisco do Sul (SC) | Bebedouro, Cajati, Campinas, Cubatão, São Paulo e Registro (SP) | Barra dos Coqueiros, Capela, Carmópolis, General Maynard, Japaratuba e Rosário do Catete (SE) | Rio Grande (RS) | Colinas, Palmeirante e Porto Nacional (TO)

 

Inscrição

Preencher a planilha de inscrição disponível no site do Instituto Mosaic; reunir os documentos obrigatórios e complementares; e enviar a documentação ao IDIS (editalagua2024@idisconsultoria.org.br), efetivando a inscrição.

LEIA O REGULAMENTO E SAIBA MAIS AQUI

Sobre o Edital da Água

O Edital da Água é desenvolvido com o apoio do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, que auxilia na operacionalização do processo de seleção desde o planejamento até o monitoramento técnico e financeiro dos contemplados. Entre as premissas do edital estão a gestão racional dos recursos hídricos, o alinhamento com os Objetivos Sustentáveis da Organização das Nações Unidas (ODS) e o envolvimento das comunidades locais na sua execução.

Já no primeiro ano de existência, a iniciativa foi contemplada em duas categorias pelo prêmio “Cases de sucesso em #ODS6 – Água e Saneamento” organizada pela Rede Brasil do Pacto Global da Organização da Nações Unidas (ONU), com foco em ações sustentabilidade corporativa.

Em 2023, o projeto financiado pelo edital “Conhecer para conservar: A Educação Ambiental como ferramenta de recuperação do rio Japaratuba, Sergipe, Brasil” da Fundação Mamíferos Aquáticos conquistou o selo ODS e prêmio de Boas Práticas, na terceira Edição do Prêmio ODS, realizado no Encontro Estadual de Sergipe do Movimento Nacional ODS.

Com o objetivo de implantar um sistema de coleta seletiva em escolas e comunidades, por meio da instalação de ecopontos de coleta de óleo, medicamentos e resíduos sólidos, a iniciativa foi contemplada pelo Edital da Água em 2022. Após acompanhar a qualidade da água ao longo de um ano e recuperar nascentes hídricas, o projeto contribuiu diretamente para a conservação do rio Japaratuba, que é responsável por abastecer comunidades quilombolas e indígenas da região.

A Fundação Mamíferos Aquáticos também foi contemplada pela edição passada do edital, dessa vez, com o foco em desenvolver estratégia de agricultura responsável com uso otimizado do recurso hídrico em comunidades quilombolas com o projeto Canteiros D’Água, que tem implantado “canteiros econômicos” para a produção de alimentos.

 

Sobre a Mosaic Fertilizantes

Com a missão de ajudar o mundo a produzir os alimentos de que precisa, a Mosaic atua da mina ao campo. A empresa entrega cerca de 27,2 milhões de toneladas de fertilizantes ao ano para 40 países, sendo uma das maiores produtoras globais de fosfatados e potássio combinados. No Brasil, por meio da Mosaic Fertilizantes, opera na mineração, produção, importação, comercialização e distribuição de fertilizantes para aplicação em diversas culturas agrícolas, ingredientes para nutrição animal e produtos industriais. Presente em mais de dez estados brasileiros e no Paraguai, a empresa promove ações que visam transformar a produtividade do campo, a realidade dos locais onde atua e a disponibilidade de alimentos no mundo, de forma segura, sustentável, inovadora e inclusiva.

Para mais informações, visite www.mosaicco.com.br. Conheça os canais de conteúdo Nutrição de Safras e NutriMosaic. Siga-nos no FacebookInstagram e LinkedIn.

 

 

IDIS é um dos apoiadores do Festival ABCR 2024!

O Festival ABCR, a maior conferência de captação de recursos da América Latina, chega em sua décima sexta edição. Este ano, o Festival tem o tema Inovando a Captação de Recursos e contará com mais de 70 palestras de 5 diferentes eixos temáticos, além de mentorias e uma grande área de exposições.

O evento será realizado nos dias 1 e 2 de julho, em São Paulo, e o IDIS é um dos apoiadores institucionais da iniciativa, que promete ultrapassar fronteiras e conectar profissionais de captação de recursos, líderes e inovadores do Terceiro Setor. A inscrição é paga, mas ganhe um desconto especial com o nosso cupom IDIS634. Para usá-lo, basta incluir no momento em que realizar a inscrição no site.

Festival ABCR 2024

  • Quando: Dia 1 e 2 de julho 2024, das 9h às 17h.
  • Onde: Evento presencial em São Paulo.
  • Inscrição: Paga. Utilize o cupom IDIS634 para obter desconto e inscreva-se no link.

Sobre a ABCR

A ABCR – Associação Brasileira de Captadores de Recursos, fundada em 1999, é uma associação civil sem fins lucrativos, que atua pela promoção da sustentabilidade do Terceiro Setor e pelo desenvolvimento da captação de recursos das organizações da sociedade civil. Atualmente nossa rede de associados é composta por mais de 400 membros em quase todos os Estados do país.

4º edital Educação com Cidadania, do Instituto Chamex, selecionará projetos em âmbito nacional com apoio de até R$ 35 mil

Organizações de todo o país terão até o dia 20 de maio para inscrever iniciativas com foco na promoção de soluções voltadas para a Educação

INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 20 DE MAIO

O Instituto Chamex, braço de investimento social privado da Sylvamo desde 2008, com apoio do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, lança a 4ª edição do edital Educação com Cidadania. O objetivo é incentivar, por meio da educação, o uso da criatividade como fonte de soluções transformadoras para o mundo e para a sociedade. Serão selecionadas cinco organizações com projetos voltados à educação. As inscrições estarão abertas de 8 de abril até o dia 12 de maio de 2024 (INSCRIÇÕES PRORROGADAS PARA 20 DE MAIO) para enviar a documentação necessária pelo formulário disponível no site do Instituto Chamex.

Saiba mais e inscreva o seu projeto!

O processo de seleção é aberto a instituições de todo o país e as entidades contempladas receberão até R$ 35 mil para a implementação e execução dos projetos, que devem ser concluídos em oito meses. O início das atividades está previsto para setembro de 2024.

Por acreditar no papel transformador da Educação, o Instituto Chamex quer chegar em todos os cantos do Brasil por meio do apoio a projetos focados na solução dos desafios do sistema educacional, aliando criatividade e inovação nas formas de ensinar, aprender, empreender e educar.

O recurso deve ser utilizado para implementar no território nacional projetos que trabalhem com o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4) – Educação de qualidade e respectivas submetas, com ações que possam:

  • Defender a infância como o período para estimular a criatividade
  • Permitir um novo futuro para os jovens no campo da economia criativa

Será considerado um diferencial propostas com metodologias replicáveis por outras organizações em outras regiões do país. Além disso, será dado destaque para os projetos que estejam nos municípios Mogi Guaçu (SP), Mogi Mirim (SP), Luiz Antonio (SP), São Simão (SP), Guatapará (SP), Três Lagoas (MS), Brotas (SP), Poços de Caldas (MG), Ipuíuna (MG), Itapira (SP), Araraquara (SP), Santa Rosa de Viterbo (SP), Caldas (MG), Aguaí (SP), também serão priorizadas em situações de empate.

Inscrições

As inscrições poderão ser realizadas até 20 de maio no preenchimento documentação necessária e enviada pelo formulário, disponível no site do Instituto Chamex.

Em caso de dúvidas ou mais informações, entre em contato pelo e-mail: editalchamex@idisconsultoria.org.br

Resultados

Ao longo da história de investimento social em projetos educacionais, muitas vidas foram impactadas positivamente pelos editais. Na última edição, em 2023, os projetos apoiados acumularam 389 beneficiários, 31 de cursos, palestras e treinamentos realizados e 22 parcerias foram estabelecidas graças ao apoio do edital Educação com Cidadania.


Histórias

A organização Sementes do Vale, que atua no Sertão de Minas Gerais, nas regiões do Norte do estado e no Vale do Jequitinhonha, foi uma das organizações que realizaram ações com apoio do Instituto Chamex em 2023. As oficinas de robótica, aulas de literatura e apresentações contribuíram para o desenvolvimento cognitivo, criatividade e habilidades socioemocionais das crianças beneficiadas.

 

 

Sobre o Instituto Chamex

Criado em 2007, o Instituto Chamex coloca a criatividade como elemento central para a construção de uma educação mais acessível, inclusiva, equitativa e transformadora. O instituto atua em rede com diversos parceiros para incentivar o desenvolvimento de alunos, professores e agentes de educação no ensino infantil, fundamental e médio, apoiando e desenvolvendo projetos que possibilitem um novo futuro para milhares de brasileiros.

 

O Instituto Chamex faz parte da Sylvamo, produtora de papéis Chamex, Chamequinho e Chambril para impressão e escrita. Segue suas diretrizes de responsabilidade social, sustentabilidade e ética, engajando seus profissionais e apoiando as comunidades. Acredita que a criatividade e a educação podem impulsionar a mudança e acelerar soluções para transformar a vida de muitas pessoas.

 

Para mais informações, visite institutochamex.com.br.

 

Sobre o IDIS

Criada em 1999, o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social é uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

 

 

Filantropia científica: o que tem sido feito e o futuro da prática

“Não é possível pensar em desenvolvimento sustentável sem considerar o desenvolvimento científico”. Essa foi uma das declarações do Dr. Marcos Kisil, médico e fundado do IDIS, durante o I Seminário Internacional ‘Ciência encontra Filantropia’. Durante um dia inteiro na Universidade de São Paulo (USP), líderes de diversas áreas discutiram o cenário, exemplos, estratégias e futuro da relação entre o desenvolvimento da ciência e filantropia, tanto no Brasil quanto no cenário internacional.

O evento foi organizado pelo Gema Filantropia (Grupo de Estudos de Modelos de Apoio à Ciência) – iniciativa do IEA-USP (Instituto de Estudos Avançados da USP) -, e pela Fundação José Luiz Egydio Setúbal, com apoio do IDIS. O objetivo é estimular a colaboração entre as comunidades científicas e filantrópicas do Brasil. Líderes de universidades, institutos de pesquisa, entidades filantrópicas, agências de financiamento e autoridades governamentais de Ciência e Tecnologia e pesquisadores engajados na causa se reuniram no encontro.

Durante todo o dia, foi destacada a atual homogeneidade dos financiamentos na área da ciência, que provem principalmente setor governamental. Foi destacada a oportunidade para o setor filantrópico de colaborar nesses investimentos, dada sua independência e capacidade de experimentação e aceitação de riscos, características importantes e benéficas para o campo científico. A filantropia tem desempenhado um papel cada vez maior no apoio à ciência e à tecnologia, algo que ainda é incipiente no Brasil, mas já bem estabelecido em países como Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e na Comunidade Europeia. O termo science philanthropy ou ‘filantropia científica’ foi criado para descrever essa tendência.

Durante a mesa ‘Discussão sobre as necessidades e propostas para um ambiente legal favorável à filantropia na ciência’, ao lado de Laís de Figueiredo Lopes, sócia da SBSA Advogados, Paula Fabiani, CEO do IDIS, enfatizou os fundos patrimoniais filantrópicos como uma alternativa estratégica de sustentabilidade financeira para o financiamento da ciência. Esses fundos, criados para receber doações destinadas a causas ou organizações específicas, permitem que os recursos recebidos permaneçam aplicados, e apenas os rendimentos sejam usados para custear a causa. Ela também apresentou um panorama da pauta dos fundos patrimoniais no legislativo, que atualmente conta com dois Projetos de Lei que propõem incentivos às doações aos fundos.

“A ciência tem um tempo próprio de maturação, exige experimentação e demanda investimento de longo prazo. Os fundos patrimoniais possibilitam que a causa possua recursos longevos, levando o tempo que for necessário”, comenta Paula.

O mecanismo dos fundos patrimoniais já é utilizado por diversas organizações científicas ao redor do mundo, como NIH Common Fund, Harvard University, The Endowment for Basic Science, e no Brasil, o próprio Fundo Patrimonial da USP, o Fundo Medicina Endowment FMUSP, entre outros.

Hélio Nogueira Cruz, membro da Faculdade de Economia e Administração da USP e ex-conselheiro do IDIS, indicou na mesa ‘Contribuições e projetos da Universidade de São Paulo no campo da filantropia científica’ que, apesar dos ganhos com o mecanismo, ainda há muito para ser feito. “A experiência dos fundos patrimoniais é recente e há um enorme espaço para sua evolução”, disse.

Reforçando a colaboração internacional e buscando inspiração em outras partes do globo, o evento também contou com a presença remota de Joseph R. Betancourt, presidente do Commonwealth Fund. A organização americana direciona os recursos de seu fundo ao apoio de pesquisas independentes de questões relacionadas à saúde, buscando promover um maior acesso e qualidade dos atendimentos, especialmente para pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica.

O Dr. Marcos Kisil participou da mesa ‘Estratégias e ações futuras para fortalecer a filantropia científica no Brasil’, destacando a importância da filantropia como apoio direto ao desenvolvimento científico. “Acho que as questões científicas começam a ter um realce maior para a sociedade no momento que você divulga que o desenvolvimento não pode acontecer por processos cíclicos, mas deve ser por um processo permanente e sustentável ao longo da história, no que a filantropia científica pode apoiar diretamente”, comenta.

Em outro momento, indicou como a filantropia é de fato uma ferramenta e plataforma poderosa, mas que pode também ser utilizada de forma equivocada por seus detentores. “Você tem filantropos que negam a ciência de tal forma, que hoje são financiadores do movimento antivacina nos Estados Unidos. Mostrando que esse poder, essa influência, essas redes de comunicação, podem ser contrárias a ciência”, diz.

Ao final do evento, houve o lançamento de seu novo livro ‘Filantropia de Risco: do desenvolvimento científico ao desenvolvimento sustentável’, que explora a necessidade do aprofundamento da relação entre filantropia e ciência no Brasil, com exemplos práticos do que já está sendo feito, e aprofundando as discussões levantadas ao longo do evento.

 

Confira a gravação completa do evento:

“Embora seja impossível prever exatamente o que vamos encontrar com uma nova ferramenta científica, devemos lembrar que a ciência não se limita aos resultados esperados: todo o processo gera conhecimentos, descobertas e aprendizados aos pesquisadores. Não se perde recurso apoiando a ciência”

(MYHRVOLD, 2000)

IDIS participa de evento global com painel sobre Fundações e Institutos Comunitários

Inscreva-se gratuitamente e participe do evento clicando aqui!


Entre os dias 6 e 10 de maio acontecerá a 5ª edição da
Catalysing Change Week (CCW), considerado o maior evento global liderado por organizações da sociedade civil e empreendedores sociais. Neste ano, o tema é “Building the Social Innovation Sector” ou, em Português, “Construindo o Setor de Inovação Social”

 

Com o propósito de inspirar atitudes que contribuam para o alcance dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), o evento – que ocorre de forma online – reunirá atores do ecossistema de impacto socioambiental. Entre os participantes estão representantes do setor privado, de governos, de organizações da sociedade civil e filantropos. Ao longo de toda a semana, compartilharão suas experiências e conhecimentos com foco em acelerar sistemas colaborativos de mudança.

 

Sobre a participação do IDIS

Fundações e Institutos Comunitários: Mudança de paradigma no 3º setor brasileiro

      • Quando: Dia 6 de maio de 2024, das 10h às 11h.
      • Onde: Evento online no site Catalyst 2030 (É necessário fazer registro para acompanhar as sessões).

Participam da sessão:

      • Carlos Jorge – Diretor da Mundaú Mundo
      • Eduardo Cetlin – Diretor da Associação Nossa Cidade
      • Karine Ruy – Diretora da Fundação Gerações
      • Moderação: Felipe Groba – Gerente do projetos do IDIS 

 

Membro fundador do Capítulo brasileiro do Catalyst 2030, o IDIS, mais uma vez, estará presente no evento. Neste ano, o painel liderado pela organização será “Fundações e Institutos Comunitários: Mudança de paradigma no 3º setor brasileiro”.

Os modelos de fundações e institutos comunitários destacam-se como peças-chave para promover a consolidação e impulsionar as organizações sociais existentes, dedicando-se ao entendimento territorial e atuando em diversas causas por meio do financiamento de iniciativas sociais. Essas organizações desempenham um papel crucial no fortalecimento de parcerias e investimentos estratégicos, apresentando um notável potencial de crescimento e apoio ao setor social brasileiro.


A conversa terá mediação de Felipe Groba, Gerente de projetos do IDIS, que, com apoio da Charles Stewart Mott Foundation, é responsável pelo programa Transformando Territórios, iniciativa que fomenta a criação e fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil.

 

Entre os palestrantes confirmados está Carlos Jorge, diretor da Mundaú Mundo, instituto comunitário que atua no estado de Alagoas, desenvolvendo, capacitando, empoderando e fortalecendo as organizações, sendo propulsoras de transformação, inovação e impacto social nos territórios que atuam para a redução das desigualdades sociais.

 

Eduardo Cetlin, diretor da Associação Nossa Cidade (ANC), participará da sessão também. A associação se destaca pelo desenvolvimento do Fundos Regenerativos, uma tecnologia social para implantação de fundos comunitários em pequenos territórios que será aplicada nas cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte.


Karine Ruy, diretora da Fundação Gerações, finaliza o quadro de palestrantes da sessão. Entidade da sociedade civil criada em 2008, na cidade de Porto Alegre, a Fundação Gerações, em consonância com a sua missão, dedica-se a fomentar iniciativas, processos e projetos que fortaleçam a sociedade gaúcha.

Todos os participantes integram o programa Transformando Territórios.

 

As inscrições para assistir à sessão já estão abertas! Registre-se aqui.

 

OUTRA SESSÕES EM PORTUGUÊS NA CATALSYING CHANGE WEEK 2024

Além do IDIS, haverá uma série de outras sessões, incluindo também outros brasileiros. Confira abaixo e para inscrever-se, clique aqui.

A Catalysing Change Week é organizada pelo Catalyst 2030 e conta com mais de 250 sessões e atividades propostas por pessoas de diferentes partes do mundo. O objetivo é identificar soluções locais para questões globais e ampliar o debate e o conhecimento sobre as boas práticas desenvolvidas mundialmente.

 

 

 

A semana é uma oportunidade para engajar, advogar e estimular o ecossistema do empreendedorismo social. Esperamos você!

Instituto Comunitário Paraty reuniu organizações da região para desenvolvimento territorial

As organizações que apoiam a criação do Instituto Comunitário Paraty (ICP) reuniram-se nos dias 2 e 3 de abril em Paraty (RJ) com o objetivo de fazer planejamento para o ICP, trazer parceiros e também potenciais doadores para as atividades futuras. Os anfitriões foram as lideranças comunitárias Andreia Estrella e Ricardo Zuppi, que estavam conduzindo o início do ICP.

Registro do encontro em Paraty (RJ)

O ICP conta com o apoio do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social por meio do programa Transformando Territórios. Esta iniciativa do IDIS com apoio da Charles Stewart Mott Foundation fomenta a criação e fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil, com o engajamento de doadores e sociedade civil, compartilhamento de conhecimento e apoio técnico.

“A construção coletiva de um instituto comunitário é vital. Uma organização que funciona nesse modelo territorial é capaz de identificar problemas e endereçá-los de forma eficiente”, explica a gerente de projetos do IDIS, Whilla Castelhano, que lidera o Transformando Territórios.

 

“A presença próxima do IDIS e de sua equipe técnica com toda sua experiência, repertório, conteúdo e conexões nos deixa cada vez mais fortalecidos e seguros na criação e operação do Instituto Comunitário Paraty. Temos a clareza que essa parceria com o Transformando Territórios trará muita transformação e impactos positivos no território de Paraty, pois está nos orientando na prática a fazer nascer o instituto. O encontro nos possibilitou muita troca e aprendizado. Paraty e todo o mundo ganha uma vez que potencializando o desenvolvimento socioambiental local, garantimos que esse Patrimônio Misto da Humanidade (UNESCO) continue ser tão especial para todas as gerações futuras.” Afirma Ricardo Zuppi.

O que são institutos e fundações comunitárias?

Institutos e Fundações comunitárias são associações que atuam em prol de um território geográfico delimitado, seja este um bairro, cidade ou região, com visão de longo prazo e buscando o impacto sistêmico para o desenvolvimento da região. São protagonistas da interlocução entre organizações e iniciativas sociais com os doadores, sociedade civil e poder público, promovendo transparência e engajamento.

Estas organizações atuam como grantmakers, ou seja, financiam projetos e iniciativas sociais em múltiplas causas para endereçar as demandas e prioridades da região. Além disto, Institutos e Fundações Comunitárias fortalecem o terceiro setor da região com capacitações e apoio técnico, investem na produção de conhecimento e fomentam a cultura de doação no território onde atuam.

 

Sobre o Instituto

O Instituto Comunitário Paraty – ICP, tem o objetivo de atuar no desenvolvimento comunitário e no ecossistema socioeducacional e socioambiental da cidade, promovendo a articulação entre organizações da sociedade civil, poder público, doadores e população. Através do financiamento de iniciativas locais e fortalecimento de redes, acreditamos no potencial transformador e no impacto local que poderemos criar no curto, médio e longo prazo.

Sobre o Transformando Territórios

 

O Programa Transformando Territórios é uma iniciativa do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – com a Charles Stewart Mott Foundation que tem como missão fomentar a criação e o fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil, com o engajamento de doadores e sociedade civil, compartilhamento de conhecimento e apoio técnico. São parceiros institucionais BrazilFoundation e GIFE.

Institutos e Fundações comunitárias tem se consolidado como um importante arranjo institucional para o desenvolvimento social e endereçamento das variadas demandas dos territórios, seja este um bairro, cidade ou região, com visão de longo prazo e buscando o impacto sistêmico para o desenvolvimento da região. São protagonistas da interlocução entre organizações e iniciativas sociais com os doadores, sociedade civil e poder público, promovendo transparência e engajamento. Estas organizações atuam como grantmakers, ou seja, financiam projetos e iniciativas sociais em múltiplas causas para endereçar as demandas e prioridades da região e fortalecem o terceiro setor da região com capacitações e apoio técnico, investem na produção de conhecimento e fomentam a cultura de doação no território onde atuam.

Atualmente o Programa Transformando Territórios é composto por 17 fundações e institutos comunitários oriundas de várias regiões do Brasil, localizadas em 10 estados.

Saiba mais sobre o programa e os participantes em transformandoterritorios.org.br

 

FEAV: Intensificando parceiras com o poder público para o desenvolvimento territorial

Influenciar políticas públicas é uma das frentes de atuação das fundações e institutos comunitários (FICs), pois elas conhecem de perto as vulnerabilidades do território em que atuam. Focada em promover o desenvolvimento de Valinhos – município com mais de 126 mil habitantes no interior do estado de São Paulo, próxima à cidade de Campinas – a FEAV – Fórum das Entidades Assistenciais de Valinhos é um instituto comunitário que atua na união e fortalecimento regional e enxergou nessa missão o potencial para alavancar mudanças duradouras no território.

Graças ao longo período de interlocução da entidade com o poder público, em um acordo histórico para a cidade, as organizações apoiadas pela FEAV receberão da prefeitura, por meio de emendas impositivas, cerca de 6,5 milhões de reais, um valor que permitirá o investimento em estrutura e demandas organizacionais dos projetos apoiados.

Materiais adquiridos com o valor conquistado por meio das emendas

As tratativas que tiveram início em outubro de 2022 impulsionaram a criação de uma emenda parlamentar impositiva sobre o Projeto de Lei do Orçamento do município para 2023. Com apoio total dos 17 vereadores do município, foi decidido que as verbas dos vereadores deveriam ser 50% destinadas à saúde e 50% a Organizações da Sociedade Civil em projetos específicos.

A presidente da FEAV, Eliane Macari, conta que a entidade se dedicou a estudar como os projetos sociais poderiam ser criados e ter sucesso para serem contemplados com os recursos da emenda impositiva. Os recursos foram destinados a melhorias, seja ampliação da sede, compra de equipamentos ou aquisição de veículo para transporte dos assistidos, que já estão sendo aplicados.

 

“A outra fatia do orçamento da emenda para a saúde também contemplou as organizações sociais apoiadas que têm atendimento nesta área, como a Santa Casa, a APAE, ACESA e o Grupo Rosa e Amor. Com essa atitude, a Câmara Municipal faz o reconhecimento do valor e da relevância do trabalho das instituições para Valinhos”, comemora Eliane.

 

A atuação em rede e a articulação com o poder público promovidas pela FEAV é um dos nove princípios que guiam o papel e a operação de institutos comunitários. Sua diretriz é: “Acreditamos na força das ações colaborativas como meio para se alcançar o desenvolvimento de longo prazo das comunidades sendo, desta forma, amplamente valorizada a articulação e o cultivo de parcerias com representantes dos setores público, privado e social.”

 

A HISTÓRIA DA FEAV

A história da FEAV começa em 2013 numa iniciativa de um grupo de organizações sociais já estabelecidas em Valinhos que buscava fortalecer a representatividade junto ao poder público e à sociedade civil. Em 2015, oficialmente constituída e registrada, se elegeu uma diretoria e deu início às atividades com palestras, eventos e leilões para lançar a organização e, já no papel de grantmaker angariar fundos para dar suporte e proporcionar o fortalecimento das associadas.

Em 2021, a FEAV foi reconhecida pela Câmara Municipal como entidade de utilidade pública e a prefeitura cedeu, por cinco anos, um imóvel público para a instalação da sede.

Casarão histórico abriga a sede da instituição

Nesse período, teve início o diálogo com o IDIS e a C.S. Mott Foundation e assim a FEAV começou a integrar o então recém-criado Programa Transformando Territórios, que fomenta a criação e o desenvolvimento de Fundações e Institutos Comunitários no Brasil.

A presidente explica que a FEAV passou por um processo de diagnóstico e, a partir disto montou-se o planejamento estratégico e o plano de captação de recursos da entidade.

“Atualizamos nosso estatuto e contratamos uma pessoa para ficar na sede fazendo atendimento ao público, presencialmente ou por telefone e e-mail. Estamos trabalhando em criar canais de comunicação com nossos públicos, construindo uma trajetória de transparência nos resultados. Podemos dizer que, hoje, a credibilidade é um de nossos pontos fortes”, conta, ressaltando que a FEAV tem parcerias não somente com a administração municipal, mas com empresas, instituições de ensino, condomínios, escolas e outras entidades de Valinhos. Atualmente são 10 OSC´s associadas a FEAV.

 

PROJETOS DE BASE LOCAL DA FEAV

O foco da atuação da FEAV acontece em cinco áreas prioritárias:

    • Infância e Adolescência
    • Inclusão produtiva de jovens
    • Inclusão social e produtiva de pessoas com deficiência
    • Terceira Idade
    • Direitos da mulher (saúde e inclusão produtiva)

 

Outros investimentos captados pela organização em 2022 foram direcionados a um projeto de desenvolvimento de jovens lideranças locais e estímulo ao empreendedorismo social, o Protagonistas do Futuro. Foram selecionados 20 alunos de escolas públicas e/ou atendidos por organizações sociais de Valinhos com idade entre 15 e 16 anos. Divididos em grupos, eles receberam um capital-semente para criar soluções para problemas vividos pelos próprios jovens em suas escolas. Um deles, por exemplo, transformou uma sala de aula convencional de uma escola estadual em um espaço de vivências e aulas diferenciadas.

Outro programa da FEAV que se destaca é o JovemTEC, curso gratuito de preparação de jovens de escolas públicas, municipais e estaduais para os vestibulinhos de escolas técnicas. O programa é viabilizado com aporte financeiro da multinacional alemã Eagle Burgmann, que tem uma unidade no município. A primeira turma, iniciada em setembro de 2022, teve duração de 15 meses, foi finalizada em novembro de 2023 e 18 jovens ingressaram nos colégios técnicos de Campinas e região.

Programa JovemTEC foi homenageado na Câmara Municipal de Valinhos

Desde 2023, o foco da FEAV é oferecimento de capacitações em práticas do Terceiro Setor, fortalecendo ainda mais as instituições apoiadas.

 

“Também estamos montando uma proposta de um fundo para investimentos junto às empresas da cidade e um programa de fomento ao voluntariado”, conta. “Sempre desejei que a FEAV chegasse não a oito anos, mas aos 80 e além. Com o apoio técnico e o aporte do Programa Transformando Territórios, estamos estruturando nossas práticas de governança”, destaca Eliane.

 

Ainda, em 2023 a FEAV recebeu a doação de uma propriedade da Fundação FEAC, para onde transferiu sua sede e ainda com a possibilidade tornar o espaço como um hub para que as OSC´s e Coletivos possam aplicar seus projetos e utilizar o espaço, para conhecer mais sobre essa história, acesse este link.

 

Informações do Território 

  • Território de atuação: Valinhos, cidade na Região Metropolitana de Campinas, interior do estado de São Paulo, com 148,5 km².
  • População segundo o Censo de 2022: 373 mil habitantes. Cerca de 2 mil pessoas já foram beneficiadas pelos projetos das organizações apoiadas pela FEAV.
  • Número de OSCs do território: 10 (dez) OSCs, todas associadas à FEAV.
  • Causas prioritárias mapeadas pela FIC: Infância e Adolescência, Inclusão produtiva, Pessoa com deficiência, Terceira Idade.
  • Desafios regionais: Embora Valinhos seja uma cidade com bons indicadores sociais – foi eleita a melhor do Brasil nessa categoria na 2ª edição do Anuário Melhores Cidades do Brasil 2022, da Revista Isto É – um dos desafios é a assistência à população que reside em áreas mais remotas de Valinhos. Do território total, 65 km² integra a área rural.

 

A FEAV integra o programa Transformando Territórios, uma iniciativa do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – com a Charles Stewart Mott Foundation para fomentar a criação e o fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil.

 

Quer saber mais sobre a FEAV? Acesse o site.

Para conhecer mais sobre os Princípios e características das Fundações e Institutos Comunitários, acesse a Carta de Princípios através deste link.

Saiba mais sobre o programa Transformando Territórios e como apoiá-lo.

 

Confira artigo do IDIS em parceria com o Pacto de Promoção da Igualdade Racial na SSIR

A ‘Stanford Social Innovation Review’, publicação referência mundial em inovação social, lançou recentemente uma série de artigos chamada ‘A busca global pela equidade’ feita com parceiros das sete unidades ao redor do globo.

O objetivo da série é analisar desigualdades no contexto de sete regiões específicas e as formas como inovadores locais estão trabalhando para equilibrar a balança e promover inclusão numa série de áreas problemáticas.

Para a versão brasileira, Paula Fabiani, CEO do IDIS; Guibson Trindade, Gerente Executivo do Pacto de Promoção da Equidade Racial e Debora Montibeler, Associada do Pacto, contribuíram com o artigo ‘Equidade no emprego contra o racismo estrutural no Brasil’, que destaca a necessidade urgente de abordagens baseadas em dados para combater as desigualdades sistêmicas em nosso país.

Nele, é apresentado o Protocolo ESG Racial, vinculado ao Pacto de Promoção da Igualdade Racial. Voltado a atrair companhias e investidores institucionais para a causa, o protocolo oferece às empresas uma maneira de quantificar a desigualdade dentro de suas equipes, comparar a composição do quadro laboral à demografia local e desenvolver novas políticas e processos requeridos para alcançar um equilíbrio maior.

 

Confira o artigo completo no site da Revista, disponível em português, inglês, coreano, chinês, árabe, japonês e espanhol.

Acesse:
Stanford Social Innovation Review Brasil

Confira como foi o webinar Avaliação de Impacto SROI: experiências no campo da educação

por Joana Noffs

Na terça-feira, dia 26 de março, o IDIS organizou o Webinar ‘Avaliação de Impacto SROI: experiências no campo da Educação’. No evento, Denise Carvalho, Gerente da área de Monitoramento e Avaliação do IDIS, convidou Mariana Claudio, do Instituto Chamex, e Marcelo Billi, da ANBIMA – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, para uma conversa que explorou as experiências e lições aprendidas a partir dos processos de avaliação das iniciativas conduzidas por suas organizações.

O programa ‘Geração Sylvamo’, do Instituto Chamex, e o programa ‘Como investir em você‘, da ANBIMA, conduzem ações educacionais com público jovem, com objetivos de gerar, respectivamente, inclusão produtiva e maior bem-estar financeiro. Ambos foram recentemente avaliados pelo IDIS através do protocolo SROI, Social Return On Investment, ou ‘retorno social do investimento’.

O Índice SROI busca traduzir, em termos monetários, o retorno para a sociedade gerado por iniciativas socioambientais, fornecendo uma métrica para seu impacto. É um mecanismo importante para que as organizações compreendam as transformações positivas que estão gerando e comunicarem o valor social criado por suas ações de maneira efetiva.

“Entregar um número para stakeholders (partes interessadas) do mercado financeiro é algo mágico”, diz Marcelo Billi, que conclui que os resultados da avaliação o auxiliaram a sumarizar, de modo objetivo e fundamentado, o desempenho do ‘Como investir em você’ e os impactos positivos gerados para os beneficiários.

“A gente precisava entender se a nossa missão, o que a gente queria ali desde o início, estava se cumprindo”, relata Mariana Claudio sobre os motivos que levaram sua organização a buscar uma avaliação de impacto SROI. “Eu entendo que é um desafio do S, do ESG: não tem dados de impacto, daquilo que transforma. Tem um dado de alcance: x pessoas alcançadas, x reais investidos… mas e o impacto?”.

Além de conseguir avaliar se os objetivos e metas das iniciativas estão sendo atingidos, uma das vantagens do protocolo SROI é o foco na perspectiva dos beneficiários diretos. Esta ênfase permite a identificação e mensuração de aspectos intangíveis, como aumento de autoestima proporcionado pelo acesso a um emprego. O enfoque no olhar dos beneficiários também possibilita a identificação de possíveis consequências não intencionais de uma intervenção, ou seja, mudanças ocorridas que não tinham sido planejadas originalmente.

O processo avaliativo permitiu, para a ANBIMA, localizar importantes desdobramentos resultantes de seus programas que não estavam previstos no desenho inicial da iniciativa. Em primeiro lugar, Billi destaca a presença dos impactos socioemocionais nos jovens, que, após a participação no ‘Como investir em você’, melhoram sua autoconfiança, motivação e segurança em relação ao futuro. Um segundo ponto é que o conhecimento adquirido em relação às finanças se traduz, efetivamente, em escolhas financeiras mais saudáveis quanto à poupança e aos investimentos.

Já para o Instituto Chamex, a surpresa maior foi em relação ao peso que os jovens do Geração Sylvamo davam às mudanças socioemocionais vivenciadas após a participação no projeto. Eles consideravam mais valiosas as transformações ocorridas em aspectos como autoestima e perspectivas de carreira do que a empregabilidade, em si.

Assim, além da mensuração do impacto propriamente dita, os aprendizados compartilhados pelos convidados ressaltam a relevância da realização de uma avaliação de impacto em outras esferas, como a melhoria no desenho de um projeto, a transparência organizacional e a possibilidade de comunicação clara com as partes interessadas.

Assista ao evento completo:

 

Reserve a data: Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2024

A 13° edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais já tem data marcada: 4 de setembro, quarta-feira.

Mais uma vez, o evento acontecerá em formato presencial para convidados e será transmitido ao vivo a todos os interessados em acompanhar os debates.

 

AS INSCRIÇÕES JÁ ESTÃO ABERTAS PARA A EDIÇÃO ONLINE

Para receber mais informações e as novidades sobre a programação, preencha o formulário a seguir.

 

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Em breve compartilharemos informações sobre o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2024. 

 

realização e apoio

A realização é do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, em parceria com o Global Philanthropy Forum e a Charities Aid Foundation, com apoio Master de Movimento Bem Maior, apoio Prata de RD Saúde e apoio Bronze de Fundação Grupo Volkswagen, Fundação Itaú, Fundação José Luiz Egydio Setúbal e Instituto Sicoob. A Alliance Magazine é a parceira de mídia.

 

FÓRUM BRASILEIRO DE FILANTROPOS E INVESTIDORES SOCIAIS

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais oferece um espaço para a comunidade filantrópica se reunir, trocar experiências e aprender com seus pares, fortalecendo a filantropia estratégica para a promoção do desenvolvimento da sociedade brasileira. O evento já reuniu mais de 1.500 participantes, entre filantropos, líderes e especialistas nacionais e internacionais. Em nosso canal do YouTube estão disponíveis listas com as gravações de todas as edições. Confira!

 

Paula Fabiani, CEO do IDIS, lança livro como coautora sobre vivências no terceiro setor

Com o propósito de compartilhar mais sobre sua história e inspirar outras mulheres, Paula Fabiani, CEO do IDIS, juntou-se a outras autoras para a produção e  publicação do livro ‘Mulheres no Terceiro Setor’. Este livro é parte da ‘Série Mulheres’, organizada pela Editora Leader.

O lançamento está marcado para o dia 18 de abril, às 19h, na Livraria Travessa do Shopping Villa Lobos, localizada na Av. Dra. Ruth Cardoso, 4777 – Jardim Universidade Pinheiros, São Paulo – SP.

Não deixe de participar!

O livro conta a história de Paula Fabiani e de outras mulheres importantes no terceiro setor brasileiro. Em seu capítulo intitulado ‘A inquietude por um mundo mais justo’, Paula reflete sobre sua trajetória pessoal e como essa experiência influenciou sua carreira. Ela compartilha reflexões sobre sua vida, suas fontes de inspiração, bem como os desafios e dificuldades que enfrentou.

“Quando trabalhamos no terceiro setor, estamos comprometidos com uma causa maior e com o bem-estar das pessoas. Este livro busca destacar o impacto que podemos gerar no mundo e nas vidas das pessoas. Estou muito grata pela oportunidade de contribuir e espero que este livro inspire outras mulheres também”, afirmou Paula Fabiani.

Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2024 destaca respostas à policrise e uso da IA

Produzido pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, o relatório apresenta desafios e inspirações para investidores sociais

Reconhecido pela produção de conhecimento, o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, apresenta a terceira edição do relatório anual Perspectivas para a Filantropia no Brasil, explicitando movimentos que são importantes para o agora, que se destacam e para os quais filantropos, investidores sociais e todos aqueles que atuam neste campo devem estar atentos.

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As oito perspectivas apresentadas são fruto de um processo coletivo, que reúne diferentes saberes dos profissionais que compõe a equipe do IDIS. O ponto de partida desta edição foi a compreensão de que os desafios que enfrentamos estão cada vez mais complexos e interconectados. Se antes era predominante uma atuação filantrópica baseada em causas especificas, em silos e caixinhas delimitadas, abre-se o olhar para respostas integradas e que contribuem para mudanças estruturantes. Não à toa, a perspectiva ‘Policrise e as respostas da filantropia’ abre o relatório.

Os crescentes compromissos públicos assumidos por empresas, que vão além do lucro e declaram ações concretas e metas de impacto, conectadas à agenda ESG, a expansão de atores ao redor do Brasil, que atuam de forma localizada, e o investimento crescente na promoção de um ambiente regulatório favorável ao nosso setor são abordados também. Proteção do meio ambiente, a questão climática, a promoção da diversidade e o combate à pobreza são causas que não poderiam ficar de fora, assim como inovações no campo da avaliação de impacto, que começa a se beneficiar do blockchain, e a adoção da Inteligência Artificial, que precisa ser encarada como realidade e não como possibilidade.

“A ação filantrópica, ao mesmo tempo que gera mudanças, responde aos desafios de seu tempo. É propositiva e resiliente. É fruto de iniciativas individuas e de criações coletivas. É inovadora, ágil e profunda. Neste projeto, buscamos apresentar uma fotografia mais nítida de nosso horizonte em 2024. É um convite à reflexão e à ação” explica Paula Fabiani, CEO do IDIS.

Conheça todas as Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2024 e baixe a publicação completa:

1 – Policrise e as respostas da filantropia
Interdependência entre causas demandam soluções estratégicas e interconectadas

2 – Compromissos com o futuro
Mais do que intenções e declarações públicas: é hora de ação

3 – Brasil no centro das discussões sobre clima e meio ambiente
O protagonismo do poder público e da filantropia nesta agenda global

4 – Potência da Filantropia Regional
Iniciativas filantrópicas avançam em diferentes regiões do Brasil e endereçam desafios locais

5 – Ações para um ambiente regulatório favorável
O foco do investimento filantrópico vai além de causas específicas, beneficiando a infraestrutura do Terceiro Setor

6 – Avaliação de Impacto como aliada na Agenda ESG
A mensuração das ações relacionadas ao pilar Social traz materialidade e contribuem para narrativas de verdadeiro impacto positivo

7 – Governança e diversidade lado a lado
Diferentes origens e perspectivas fortalecem conselhos e levam a melhores decisões

8 – Inteligência Artificial: risco ou oportunidade? Realidade.
A IA veio para ficar e investimento é necessário para que o Terceiro Setor possa aproveitar seu potencial

 

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Evento aborda o protocolo SROI e experiências de sua aplicação no campo da Educação

 

CLIQUE AQUI E INSCREVA-SE PARA PARTICIPAR DO EVENTO! 

 

É crescente o interesse de organizações que desenvolvem projetos de interesse público, sejam elas privadas, públicas ou do terceiro setor, em mensurar e compreender os impactos causados por suas intervenções.

A adoção de mecanismos de avaliação de impacto permite uma análise detalhada e baseada em evidências sobre os efeitos de uma ação sobre pessoas, comunidades e meio ambiente, além de apontar aspectos para mitigar adversidades e ampliar os impactos positivos.

No Webinar Avaliação de Impacto SROI: Experiências no Campo da Educação, Denise Carvalho, gerente do IDIS e especialista em Avaliação de Impacto, apresentará abordagens e metodologias, com destaque para o SROI – Social Return on Investment ou Retorno Social do Investimento, um protocolo que identifica, qualifica e monetiza o impacto social. Experiências práticas aplicadas ao campo da Educação serão apresentadas por Marcelo Bill, superintendente de sustentabilidade, inovação e educação da ANBIMA, e Mariana Cláudio, gerente executiva do Instituto Chamex. Ambas organizações conduziram avaliações de impacto utilizando a abordagem SROI, contando com a consultoria do IDIS.

Faça sua inscrição!

MAIS SOBRE AVALIAÇÃO DE IMPACTO

Com ampla experiência e tendo a produção de conhecimento como um de nossos pilares de atuação, temos inúmeros materiais disponíveis a quem deseja se aprofundar.

Avaliação de Impacto SROI

Acesse aqui.

Para saber mais sobre nossos serviços e falar com a equipe de consultoria, escreva para comunicacao@idis.org.br.

 

Pesquisa global revela percepção sobre o uso de Inteligência Artificial por ONGs

Estudo realizado pela Charities Aid Foundation (CAF), representada no Brasil pelo IDIS, mostra sociedade otimista, mas ainda bastante dividida em relação ao uso da IA por organizações sociais

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser tema de ficção científica, com aplicações cada vez mais presentes em nosso cotidiano. Em 2023, o mundo presenciou (e experimentou) a explosão do ChatGPT, plataforma de IA generativa da Open AI, que em apenas três meses atingiu 100 milhões de usuários – o crescimento mais rápido na história dos aplicativos de internet. E à medida que a tecnologia avança, também cresce a reflexão sobre implicações técnicas e éticas e sobre as oportunidades e riscos associados a ela.

A pesquisa inédita ‘O que pensam as pessoas sobre o uso de IA por ONGs’, realizada pela organização britânica Charities Aid Foundation (CAF), representada no Brasil pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, revela uma sociedade otimista quanto à adoção da Inteligência Artificial, mas como ressalvas. Participaram do estudo mais de seis mil indivíduos em 10 países, incluindo o Brasil.

Segundo a pesquisa, 37% dos entrevistados acreditam que os benefícios do uso da IA superam os potenciais riscos, em contraste com os 22% que afirmam o contrário.

 

“Os achados deste estudo são ricos para aprofundarmos o debate sobre o uso da IA no terceiro setor no Brasil, com a responsabilidade e ética que o tema exige” comenta Luisa Lima, gerente de comunicação e conhecimento do IDIS.

 

O estudo aprofunda a análise calculando ainda a favorabilidade líquida, ou seja, a diferença entre aqueles que são favoráveis ao uso da IA e aqueles que acreditam que os riscos são maiores. No mundo, esse valor equivale a 15%. No ranking por países, o Brasil ocupa o segundo lugar entre aqueles que acreditam que os benefícios do uso da IA superam os riscos (30%), ficando atrás apenas do Quênia (44%). Entre os países pesquisados, apenas na Austrália a maioria da população se mostra cética em relação à adoção do IA, e acredita que os riscos são maiores que as oportunidades (-4%).

As oportunidades mais destacadas pelos respondentes brasileiros foram a possibilidade de auxiliar mais pessoas (29%), a capacidade de rápida resposta a emergências (22%) e a tomada de decisões mais precisas a partir da análise de dados (16%). Daniel Assunção, fundador e diretor executivo do Atados, compartilhou suas percepções sobre os resultados do estudo. Ele expressa otimismo em relação ao assunto, e destaca seu uso em situações emergenciais, como enchentes, por exemplo: “A IA poderá contribuir ainda antes dos desastres, mapeando potenciais riscos e informando a população na iminência de ser afetada. Pode ser benéfica também no momento da resposta, otimizando a distribuição dos recursos e a comunicação entre todos os envolvidos, assim como depois, avaliando a qualidade da resposta a partir do cruzamento de dados disponíveis.”

Já entre os riscos para as organizações do terceiro setor, a segurança de dados (30%), a redução de postos de trabalho (26%) e a geração de informações e decisões enviesadas (14%) foram os mais citados pelos respondentes brasileiros. Para ajudar a mitigar esses potenciais problemas, Rodrigo Pipponzi, Presidente do Conselho Grupo MOL, destaca a importância das estruturas de governança na análise de como a ferramenta deve ser utilizada nas organizações. “Os conselhos das organizações podem desempenhar um papel muito importante, não apenas facilitando a adoção das ferramentas, mas também apoiando a regulamentação de sua utilização e mediando o uso da tecnologia dentro das instituições”, afirma.

Aos poucos, a IA é adotada pelas organizações da sociedade civil, conforme relata Kiko Afonso, diretor executivo da Ação da Cidadania. “Hoje usamos a IA para a comunicação, fazendo anúncios patrocinados em plataformas como Google ou Facebook e gerando imagens, por exemplo. Vemos também um grande potencial de seu uso para a captação de recursos, pois seu uso poderá nos ajudar a compreender melhor o perfil de nossos doadores e criarmos estratégias a partir desse conhecimento.”. A pesquisa revela que o público está atento e interessado em como as ONGs aplicam a tecnologia e apenas 13% responderam que prestariam pouca ou nenhuma atenção ao seu uso pelas organizações que apoiam. Entre os países em desenvolvimento, que inclui o Brasil, 73% dizem que prestariam muita atenção a este ponto, superior aos 40% dos países onde a renda é maior.

Os resultados indicam que o público reconhece as oportunidades geradas pela Inteligência Artificial, mas espera cautela e transparência para compreender como e por que as organizações estão utilizando a inteligência artificial para alcançar sua missão. Reconhecem também que deve haver investimento para que a IA possa ser adotada por todo tipo de organização, evitando criar desigualdades no setor.

Os dados completos estão disponíveis no site da CAF.

 

Percepções de lideranças de ONGs brasileiras sobre os resultados da pesquisa

 

Daniel Assunção, fundador e diretor executivo do Atados

  • Sou otimista sobre o uso de tecnologias. A IA pode otimizar nossas atividades e as pessoas poderão ter mais tempo para empreender e se dedicar a ações que contribuam para a redução das desigualdades, como a prática do voluntariado.
  • A regulação do uso da tecnologia ainda é baixa e no curto prazo pode intensificar as desigualdades e os vieses. No longo prazo, a tendência é de que isso seja superado.
  • Na organização em que atuo, conectamos pessoas interessadas em praticar o voluntariado a organizações sociais. Estamos olhando para a incorporação de tecnologias em geral, e da IA em particular, para melhorar a experiência de nossos usuários e das organizações, agilizar processos e a produção de conteúdo, assim como acelerar a inovação.
  • No Brasil, a cultura de tecnologia entre as organizações sociais ainda é baixa. Vejo poucas organizações inovando a partir de seu uso, mas conforme se popularizem, creio que muitas passarão a adotar em seus processos.
  • A IA tem o potencial de gerar mais oportunidades para o engajamento e ativismo individual. Por outro lado, existe o risco das recomendações ainda terem muitos vieses e por isso é importante investirmos em ações que contribuam para o pensamento crítico.
  • A resposta a emergências ainda é feita de forma pouco estruturada no Brasil. As doações acontecem, mas faltam processos, coordenação e articulação entre as ações realizadas para distribuir os recursos, apoiar os atingidos e mitigar os danos. O uso da IA poderá contribuir de inúmeras formas. Ainda antes dos desastres, mapeando potenciais riscos e informando a população na iminência de ser afetada. Pode ser benéfica também no momento da resposta, otimizando a distribuição dos recursos e a comunicação entre todos os envolvidos, assim como depois, avaliando a qualidade da resposta a partir do cruzamento de dados disponíveis.

 

Rodrigo Pipponzi, Presidente do Conselho Grupo MOL

  • O terceiro setor enfrenta uma escassez de recursos. Acredito que em situações de limitação, a inteligência artificial pode desempenhar um papel complementar. É possível usá-la onde normalmente você não tem gente, não tem rapidez ou agilidade, mas ainda vejo pouco conhecimento sobre sua aplicação.
  • Tenho uma visão otimista e acredito que os benefícios superam os malefícios. Mas acho que existe um risco considerável associado à sociedade não compreender plenamente o uso dessa ferramenta.
  • Um dos principais riscos, em minha opinião, é a desconexão com as causas. Existe o perigo de desumanizar algo que é muito humano, transferindo a responsabilidade de decisões que frequentemente envolvem aspectos emocionais e intuitivos para a IA.
  • Nenhuma das organizações em que atuo atualmente incorpora a Inteligência Artificial como uma ferramenta estabelecida. Temos um uso ainda mais centrado em experimentações, faltando uma política estruturada.
  • Os conselhos das organizações devem desempenhar um papel muito importante, não apenas facilitando a adoção das ferramentas, mas principalmente regulamentando a utilização e mediando o uso da tecnologia dentro das instituições.

 

Rodrigo ”Kiko” Afonso,  Diretor Executivo da Ação da Cidadania

  • As preocupações que são apresentadas na pesquisa são também as minhas preocupações, enquanto líder de uma OSC. Entre os fatores, o que mais me preocupa atualmente é o potencial de vieses (bias), pois isso pode de fato levar a decisões erradas.
  • Atualmente, o algoritmo pode contribuir para o processamento de grandes volumes de dados, mas nunca vai poder substituir pessoas na tomada de decisões importantes, pois isso envolve questões culturais e sociais, que são subjetivas.
  • Na Ação da Cidadania, hoje usamos a IA para a comunicação, fazendo anúncios patrocinados em plataformas como Google ou Facebook e gerando imagens, por exemplo. Vemos também um grande potencial de seu uso para a captação de recursos, pois seu uso poderá nos ajudar a compreender melhor o perfil de nossos doadores e criarmos estratégias a partir desse conhecimento.
  • Hoje, no Brasil, as OSCs usam muito pouco a IA. Acredito que o uso pode gerar resultados positivos, mas antes as organizações devem ter clareza sobre os fundamentos da tecnologia. Caso contrário, o risco de tomarem decisões enviesadas e até mesmo desastrosas é alto.
  • No Brasil, ainda estamos pouco preparados para enfrentar emergências. No curto prazo, acredito que a IA pode contribuir na identificação de potenciais tragédias e aviso às populações que podem ser atingidas.

 

SOBRE A CAF

A CAF – Charities Aid Foundation é um grupo de três organizações sociais sediadas no e Reino Unido, Canadá e Estados Unidos, especializadas em doações internacionais seguras e eficazes. Juntos, trabalhamos com empresas e filantropos para apoiá-los e garantir que o dinheiro alcance as causas centrais de suas estratégias de investimento social privado. No Reino Unido, a CAF também opera o CAF Bank, oferecendo serviços bancários dedicados ao apoio a mais de 14.000 organizações sociais sediadas no Reino Unido. Por meio da rede CAF International, está presente em todos os continentes, sendo o IDIS o representante na América Latina.

SOBRE O IDIS

Fundado em 1999, o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social é uma organização social independente e pioneira no apoio estratégico ao investidor social no Brasil. Tem como missão inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, promovendo ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país. Sua atuação baseia-se no tripé geração de conhecimento, consultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia e da cultura de doação.

Rede de Organizações do Bem: capacitação e microfinanciamentos para pequenos projetos deslancharem

O ano era 2012 quando a Agência do Bem – organização social fundada em 2005 em Vargem Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, abriu uma nova frente de ação, agora como entidade articuladora, chamada de Rede de Organizações do Bem. Logo a Rede se expandiu e hoje oferece conhecimento e financiamento para projetos locais dentro de várias comunidades no estado do Rio de Janeiro.

A Rede do Bem promove fóruns temáticos, abertos e gratuitos, incluindo ciclos de capacitação e editais de financiamento a microprojetos sociais. De 2012 a 2023, mais de 800 instituições já participaram de ações promovidas pela Rede de Organizações do Bem do Rio de Janeiro. Em 2023, 355 instituições estavam cadastradas e, considerando a participação dos fóruns (24º e 25º) e dos editais realizados no ano (11º Microprojetos e 2º Bem Mentoria), o número de organizações participantes da Rede totalizou 517.

Equipe da Rede do Bem com as lideranças dos projetos vencedores do 11º Edital de Microprojetos, que oferece apoio financeiro para fortalecer organizações de base comunitária

O empreendedor social Alan Maia, fundador da Agência do Bem e da Rede de Organizações do Bem, explica que os “microgrants”, ou microfinanciamentos, são uma das tecnologias sociais mais importantes desenvolvidas pela Rede. Toda essa mecânica, explica ele, foi construída com base no binômio confiança-simplicidade:

“Partimos do pressuposto de que o perfil das organizações que apoiamos são pequenas, e sabemos que lidam com muitas dificuldades no cotidiano para manter atividades nos territórios. Quando se cria processos muito complexos, que são o padrão nesses tempos de compliance, acabamos por excluir grande parte dessas organizações que não têm recursos humanos para se dedicar a essa extensa burocracia. Mas isso não significa que não há parâmetros de integridade e transparência. Temos um processo que é simplificado, com dados cadastrais e basicamente três perguntas – sobre o trabalho, a história da instituição e como ela pretende aplicar o recurso financeiro – questões que todas as lideranças comunitárias são capazes de responder”.

 

A Rede do Bem realiza um esforço contínuo para aprimorar seu processo e tornar seu edital cada vez mais inclusivo. A participação no Programa Transformando Territórios, que apoia Fundações e Institutos Comunitários, em especial, desempenha um papel importante ao proporcionar à Rede valiosos conhecimentos sobre a democratização da filantropia e como promover a filantropia comunitária.

Alan ressalta que, depois de 11 anos e dezenas de processos já realizados com essa fórmula, a experiência mostra que a estratégia de “microgrants” não deixa nada a desejar aos editais padrão:

“É uma iniciativa totalmente bem-sucedida que já vem sendo replicada por outras organizações, algumas delas inclusive do próprio Programa Transformando Territórios”.

A prática de grantmaking, o financiamento de projetos sociais já existentes, é um dos princípios das Fundações e Institutos Comunitários (FICs). Na Carta de Princípios para Fundações e Institutos Comunitários do IDIS, a definição desta característica é:

“Majoritariamente grantmakers: captam, gerenciam e realizam doações de recursos financeiros para organizações sem fins lucrativos e iniciativas sociais do território, que atuam na linha de frente do atendimento às demandas comunitárias, de modo a assegurar a vitalidade do setor social local.”

A abertura periódica dos editais de apoio, que financiam microprojetos das mais diversas causas, é possível graças à sólida rede de patrocinadores institucionais. São empresas de pequeno, médio e grande porte, para as quais a Rede é mais que um destino de doações, é uma parceira estratégica para realização de programas de sustentabilidade e responsabilidade social corporativa, explica a diretora-executiva Cláudia França.

“Lá em 2005, no começo de tudo, a própria Agência do Bem recebeu um microfinanciamento para a recém-criada Escola de Música e Cidadania. Com esse recurso, conseguiu estruturar o projeto, que hoje está presente em 28 localidades, no Brasil e em Portugal. Por isso, sabemos muito bem que esse micro recurso pode se multiplicar”, destaca França.

24º Fórum da Rede do Bem, no Rio de Janeiro: os encontros temáticos e periódicos têm o objetivo de criar oportunidades de ação conjunta

A primeira forma de uma organização “chegar” à Rede do Bem é participar dos fóruns, que são encontros temáticos e periódicos com o objetivo de criar oportunidades de ação conjunta e pensar agendas comuns e estratégicas para essas entidades. Nestes eventos, abertos e gratuitos, são realizadas palestras de temas caros à gestão de entidades do terceiro setor, tais como captação de recursos, elaboração de projetos, monitoramento e avaliação de programas sociais, entre muitos outros.

“Quem participa dos fóruns, ganha pontos nas concorrências via editais, pois sabemos que o conhecimento pode ser o diferencial para eles executarem os projetos”, diz Cláudia.

Além das capacitações em fóruns, a Agência do Bem seleciona, via edital, lideranças sociais e comunitárias para receberem mentorias dos seus técnicos e diretores, em encontros presenciais, ao longo de meses de trabalho conjunto, promovendo a troca de experiências, revisão de processos de gestão, implementação de novas ferramentas e a criação de novas soluções e projetos institucionais.

 

A diretora executiva da Rede de Organizações do Bem com lideranças selecionadas no Edital de Mentoria, que oferece a lideranças comunitárias ferramentas práticas para a aceleração de projetos

“A gente observa que existem muitas organizações comunitárias com um patrimônio relevante, mas com poucos recursos – não só financeiros ou humanos, mas de boas práticas de gestão de projetos e de metodologias de prestação de contas, por exemplo – e aí surgiu a vontade de levar esse conhecimento para o maior número possível de organizações”, conta Cláudia.

A Rede de Organizações do Bem Rio de Janeiro integra o Programa Transformando Territórios, uma iniciativa do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – com a Charles Stewart Mott Foundation para fomentar a criação e o fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil.

 

Informações do Território 

  • Território de atuação: Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
  • De 2012 a 2023 – mais de 800 organizações beneficiadas por ações da Rede no Estado do Rio.

 

Quer saber mais sobre a Rede de Organizações do Bem? Acesse o site.

Para conhecer mais sobre os Princípios e características das Fundações e Institutos Comunitários, acesse a Carta de Princípios através deste link.

Saiba mais sobre o programa Transformando Territórios e como apoiá-lo.

Fundo vai fortalecer o protagonismo de quem vive a Maré

Fazia todo o sentido que, a partir de uma trajetória histórica atuando para criar uma agenda estruturante no campo dos direitos para os mais de 140 mil moradores do Complexo de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro, a Redes da Maré criasse um fundo patrimonial. Assim, em 2022, o Fundo Comunitário da Maré foi lançado, com o objetivo de cuidar do legado que a organização construiu nos últimos 26 anos (e vai continuar construindo!) e de fortalecer o protagonismo de outros líderes e iniciativas sociais desse território.

Criada da mobilização comunitária a partir dos anos 80 e formalizada em 2007, a Redes da Maré tem como missão tecer as redes necessárias para que os direitos da população do conjunto de 16 favelas do complexo sejam efetivados. O trabalho acontece a partir da mobilização da população local e da articulação de uma ampla rede de parceiros, como universidades, órgãos públicos e também iniciativa privada.

Evento em comemoração ao Dia da Consciência Negra, na Casa Preta da Maré. Foto: Patrick Marinho

Através de cinco eixos de trabalho – arte, cultura, memórias e identidades; direito à saúde; direito à segurança pública e acesso à justiça; direitos urbanos e socioambientais e educação –, a organização produz conhecimento, projetos e ações. Em 2022, mais de 7,9 mil moradores foram beneficiados diretamente.

“A Maré é maior que 96% dos municípios brasileiros e pode ser considerada uma cidade de médio porte. Olhando para a complexidade da região e população, que sofre muitas violações de direitos individuais e coletivos, entendemos que precisávamos construir algo robusto. Assim, há quatro anos começamos a estruturar um fundo que pudesse aprofundar essa agenda que a organização já trabalha, mas que precisa de uma dimensão de investimentos bem maior do que temos hoje”, conta a fundadora e diretora da Redes da Maré, Eliana Sousa Silva.

 

Eliana Sousa Lima em fórum sobre segurança pública na Maré

Para atingir esse objetivo, a Redes da Maré quer apoiar o ecossistema de organizações e coletivos locais com investimento financeiro e compartilhamento de sua expertise, fortalecendo o setor social do território com conhecimento e se adaptando para perseguir esses objetivos:

“Vamos fomentar a sociedade civil nessas agendas que precisam de mais investimentos que uma única organização pode fazer.  Queremos compartilhar as tecnologias sociais que fomos desenvolvendo ao longo destes anos com estes grupos, contribuir na formação de boas lideranças para saberem elaborar um projeto e defendê-lo, para fazerem uso claro e transparente dos recursos”, explica Eliana.

A prática de grantmaking – o financiamento de projetos sociais já existentes – é um dos princípios das fundações e institutos comunitários (FICs). Na Carta de Princípios para Fundações e Institutos Comunitários do IDIS, a definição desta característica é:

 

“Majoritariamente grantmakers: captam, gerenciam e realizam doações de recursos financeiros para organizações sem fins lucrativos e iniciativas sociais do território, que atuam na linha de frente do atendimento às demandas comunitárias, de modo a assegurar a vitalidade do setor social local.”

O Fundo Comunitário da Maré foi construído a partir da orientação técnica de um Conselho de Investimento, formado por três economistas que aconselham a Redes da Maré não somente sobre o uso dos recursos, mas especialmente sobre como investir e fazer o dinheiro crescer. Estão previstas metas distribuídas em quatro fases:

 

“Almejamos chegar a R$ 100 milhões e, para isso, fizemos um escalonamento a partir de quatro metas. Atingimos a primeira, de R$ 20 milhões, em um ano. Estamos iniciando agora a meta seguinte, de R$ 30 milhões. O plano é que o fundo funcione plenamente, apoiando projetos sociais do território, ao fim desta segunda fase”, explica Eliana, ressaltando que, para alavancar o fundo, a Redes da Maré fez um mapeamento de potenciais doadores em todo o Brasil e que, até o momento, as doações são de empresas e fundações, mas pessoas físicas também podem doar.

 

O Fundo Comunitário é uma forma de garantir também a continuidade de projetos importantes, como o Centro de Artes da Maré, concebido em conjunto com a coreógrafa Lia Rodrigues, que hoje abriga, além de uma companhia de dança, outros projetos.

Há também o projeto De Olho na Maré, do eixo Direito à Segurança Pública e Acesso à Justiça, que mantém uma articulação com a Defensoria Pública, o Ministério Público do Rio de Janeiro e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.

Para a efetivação de direitos básicos, um importante projeto é o Espaço Normal, que recebe pessoas usuárias de drogas, muitas vezes sem residência fixa e com dificuldades para emitir documentos e acessar serviços de saúde.

Visita da Open Society Foundations no Espaço Normal. Foto : Douglas Lopes / Redes da Maré.

“Nosso entendimento é que o Fundo Comunitário é o reflexo de que a Redes da Maré está em constante amadurecimento e mudança, se apropriando de sua experiência, trajetória e história para seguir renovada e atual”, conclui a fundadora da organização.

Informações do Território 

  • Território de atuação: Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, constitui-se de várias favelas e sub-bairros, com casas e conjuntos habitacionais. Considerado o maior complexo de favelas da cidade do Rio de Janeiro, com baixíssimos índices de desenvolvimento, estende-se por uma área de 800 mil metros quadrados, cortada pela Avenida Brasil, pela Linha Vermelha e pela Linha Amarela. Reúne os seguintes bairros: Baixa do Sapateiro, Morro do Timbau, Parque Maré, Nova Maré, Nova Holanda, Rubens Vaz, Parque União, Conjunto Esperança, Conjunto Vila do Pinheiro, Vila do João, Salsa e Merengue, Marcílio Dias, Roquete Pinto, Praia de Ramos, Bento Ribeiro Dantas e Mandacaru.
  • População estimada: 140 mil moradores.
  • Desafios regionais: Educação, saúde, lazer, cultura, adensamento urbano e especialmente segurança pública. A violência armada nos territórios da Maré afeta significativamente a vida dos moradores – além das violações de direitos individuais (vida, integridade física, liberdade e até propriedade), impõe obstáculos também ao acesso a direitos sociais e coletivos, como o direito à educação e à saúde.
  • Informações Gerais relevantes de acordo com o case:
    • IDHM – No ano 2000 (dado mais recente), era de 0,722, o 123º colocado no município do Rio de Janeiro.
    • Causas prioritárias mapeadas pela FIC – O trabalho da Redes se organiza em cinco eixos estruturantes: arte, cultura, memórias e identidades; direito à saúde; direito à segurança pública e acesso à justiça; direitos urbanos e socioambientais e educação.

 

A Redes da Maré integra o Programa Transformando Territórios, uma iniciativa do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – com a Charles Stewart Mott Foundation para fomentar a criação e o fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil.

 

Quer saber mais sobre o Fundo Comunitário e a Redes da Maré? Acesse o site.

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Iniciativa destina R$ 20 milhões para atenção primária em cidades com déficit de médicos do Norte e Nordeste

Inscreva-se até 14 de março!

Por meio da iniciativa Juntos pela Saúde, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a associação civil independente Umane vão destinar até R$ 20 milhões para projetos de Atenção Primária em Saúde (APS) do Sistema Único de Saúde (SUS) em municípios com menos de um médico a cada mil habitantes do Norte e Nordeste. A iniciativa deve beneficiar mais de 1.400 cidades das duas regiões.

Selecionados por meio de edital, os projetos devem apresentar soluções baseadas nos fundamentos das redes de atenção à saúde, com capacidade de impactar processos de atenção primária. As iniciativas devem combinar o uso de dados, novas tecnologias, saúde digital e inovação.

Principal porta de entrada do SUS, a APS promove atendimento preventivo de doenças e solução de casos médicos de baixa gravidade, assim como faz o direcionamento de pacientes com diagnóstico de maior complexidade para níveis superiores de atendimento. Segundo dados do Sistema de Informação em Saúde para a Atenção Básica (Sisab) do Ministério da Saúde, somente em 2023 foram realizados 69,7 milhões de atendimentos individuais e 101,6 milhões de procedimentos de APS na região Nordeste. Na região Norte, no mesmo período, foram 17,8 milhões de atendimentos e 32,6 milhões de procedimentos.

Para a chefe do Departamento do Complexo Industrial e de Serviços de Saúde do BNDES, Carla Reis, ao somar capital público e privado para fortalecer a saúde pública, o modelo traz um ganho extraordinário para todos os envolvidos, sobretudo para quem está na ponta, beneficiando-se dos serviços oferecidos pelo SUS. “Com o apoio da Umane esperamos apoiar projetos estruturantes para fortalecer a atenção primária nos municípios mais carentes. O modelo de matchfunding é uma ferramenta poderosa para multiplicar o investimento público e ampliar o impacto socioambiental da filantropia”, disse.

Projetos elegíveis 

Projetos com conclusão prevista até junho de 2026 podem solicitar apoio financeiro igual ou maior ao valor mínimo individual de R$ 2 milhões. Entre os itens financiáveis estão investimentos fixos, como obras civis, instalações, aquisição de máquinas e equipamentos nacionais (credenciados na linha BNDES Finame), além de capacitação e treinamento.

Os proponentes precisam ser órgãos ou instituições prestadoras de serviços de saúde do SUS, pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos, sediadas no país, com finalidade institucional compatível com os objetivos da iniciativa. As propostas poderão ser enviadas, a partir da primeira semana de janeiro de 2024, através do site (clique aqui) da iniciativa.

A iniciativa 

O apoio do BNDES ao Juntos pela Saúde é feito a partir de um investimento de matchfunding: a cada real doado por outras instituições, o Banco aporta outro real. Neste edital, o BNDES aportará R$ 10 milhões, duplicando o valor doado pela Umane. O Instituto para o Desenvolvimento Social (IDIS) ficará responsável pela gestão dos recursos, pela captação e pela seleção de projetos.

“Apoiar o Juntos pela Saúde fortalece nosso objetivo como instituição, de fomentar a ampliação do acesso à saúde e a resolutividade do sistema. Nossa visão é a de ter a Umane contribuindo para reduzir as desigualdades no acesso à saúde, somando os saberes e inovações locais e regionais com o potencial da organização de processos de trabalho, do uso de dados e da tecnologia”, diz a superintendente geral da empresa, Thais Junqueira.

Para a CEO do IDIS, Paula Fabiani, unir esforços em prol de objetivos comuns é a grande força do matchfunding:

“A chegada da Umane é motivo de celebração para nós. Fortalecer o SUS nas regiões brasileiras que mais precisam é um desafio grande e a necessidade de apoiar estas áreas é urgente. A construção da parceria entre IDIS, BNDES e Umane, junto do lançamento deste primeiro edital, representam um passo fundamental rumo às transformações que almejamos”.

 

Cursos gratuitos na Escola Aberta do Terceiro Setor

Há 10 anos, a Escola Aberta do Terceiro Setor vem trabalhando na democratização do conhecimento para fortalecimento da sociedade civil. A geração de conhecimento é um dos tripés de atuação do IDIS bem como essa disseminação de conhecimento.

Ao longo desse tempo, IDIS e Escola Aberta sempre estiveram próximos criando conteúdos. Confira abaixo alguns cursos gratuitos e inscreva-se gratuitamente:

 

A contribuição do terceiro setor no desenvolvimento do país é realidade em vários países e cada vez mais evidente no Brasil, exigindo cada vez mais profissionais qualificados que estejam aptos a fortalecer o setor por meio de uma gestão eficiente e transparente. O curso de Gestão tem a premissa de que os conceitos e experiências bem-sucedidas devem ser replicadas e inovadas. O aluno terá condições de entender as variáveis que permeiam a gestão de uma organização social e implantar os conceitos e técnicas que serão apresentados no curso.

 

A gestão financeira está diretamente relacionada a sustentabilidade das organizações sociais. O curso apresentará aspectos essenciais para uma gestão transparente e sustentável a longo prazo, convidando o aluno a implantar no seu cotidiano as ações que permitirão gerar informações e dados financeiros à sociedade, doadores, parceiros.

 

Paula Fabiani, CEO do IDIS (Instituto de Desenvolvimento para o Investimento Social) conversa a respeito da importância e dos principais aspectos que envolvem a estruturação e a gestão dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos.

 

  • ESG: o que o terceiro setor precisa saber?
    ESG é uma sigla em inglês que significa environmental, social and governance. São as práticas ambientais, sociais e de governança de uma organização.
    E embora profundamente debatido, e cada vez mais aplicado ao segundo setor, o ESG também deve ser entendido como pauta urgente para as organizações da sociedade civil.
    Marcos Kisil, fundador do IDIS –Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Socia, e Rachel Carneiro, da Ideal Social, apresentam o histórico e o conceito do ESG, o que cabe ao Terceiro Setor compreender sobre o tema e como a aplicabilidade dessas práticas pode ser relevante para a gestão e a captação de recursos nas OSCs.

 

  • Captação de recursos no exterior: Canadá e Estados Unidos
    Este minicurso faz parte do treinamento on-line diz respeito ao tema de captação de recursos nos EUA e Canadá, com destaque para os procedimentos e melhores práticas para captar recursos nestes países.As aulas são ministradas por Jessie Krafft e Ted Hart, da Charities Aid Foundation, que durante o curso vão explicar o que é Fundo de Amigos, como acontece a preparação de validação por doadores e também a diferença entre Determinação de Equivalência e Responsabilidade da Despesa.

 

Conheça nossas publicações SOBRE ALGUNS DESSES TEMAS

Denise Carvalho é destacada pela Social Value Internacional

A gerente sênior de Monitoramento e Avaliação do IDIS, Denise Carvalho, recebeu o destaque de “Spotlight of the Month” da rede internacional de avaliação de impacto Social Value International. A rede atualmente está presente em 60 países com participação de pessoas e organizações, entre elas o IDIS.

” A ODS17 é crucial para a a rede, pois as parcerias impulsionam o impacto coletivo. A colaboração é essencial para a nossa rede, promovendo diversas especialidades e recursos. Através da nossa parceria, buscamos amplificar a inovação social, avançando em soluções sustentáveis e avaliando coletivamente o impacto social para um futuro melhor”, comenta Carvalho em entrevista a Social Value.

Recentemente, a equipe do IDIS passou por treinamentos na metodologia SROI (Social Return on Investment ou Retorno Social sobre o Investimento em português) e faz parte da série de treinamentos realizados.

Crianças e jovens também podem (e querem) salvar o planeta!

Estudo ‘3 coisas que eu quero mudar no mundo’ e Pesquisa Doação Brasil mostram crescente tomada de consciência social das novas gerações

De acordo com a 4ª edição da pesquisa 3 Coisas que eu Quero Melhorar no Mundo, promovida pela plataforma de Educação para Gentileza e Generosidade, desde 2020 existe um aumento gradativo e contínuo de tomada de consciência social pelas novas gerações.

Utilizando a metodologia de respostas abertas para a pergunta: “quais são as 3 coisas que eu quero melhorar no mundo”, a pesquisa ouviu crianças e jovens até 18 anos, em todo o Brasil, e efetivou análises quantitativas e qualitativas dos dados inclusive com rankings regionais para compreender as diferentes percepções e demandas de acordo com a realidade vivenciada. No comparativo da edição 2023 com as edições anteriores, o que se mantém sempre em primeiro lugar é a preocupação em melhorar a educação e o direito de estudar.

Questões emergenciais como acabar com a fome e a insegurança alimentar, acabar com a violência e ter mais segurança, acabar com desemprego, mais saúde para todos e resolver o acesso ao saneamento básico, entre outras, convivem com desafios estruturais como acabar com a desigualdade socioeconômica e com a pobreza, resolver o desafio das pessoas em situação de rua, investir mais em ciência, tecnologia, cultura e leitura, por exemplo.

As novas gerações identificam também o que permanentemente merece atenção, como o fim do preconceito e do racismo, a valorização dos direitos humanos e dos direitos das mulheres e das crianças, além de cuidar da natureza e respeitar o meio ambiente, estar em alerta com as queimadas, o desmatamento e o aquecimento global, reduzir a poluição, ampliar processos de reciclagem, cuidar dos direitos dos animais. E projetam como perspectivas para uma convivência mais harmoniosa entre todos mais respeito e tolerância, mais amor e empatia, mais gentileza, solidariedade e generosidade e, em tempos de preocupação com a saúde mental, mencionada pela primeira vez nos quatro anos de estudo, mais qualidade de vida, felicidade, passeios, jogos e brincadeiras em um mundo com mais paz e menos guerras.

“As crianças e jovens estão percebendo, precocemente, que o ‘mundo melhor’, com mais dignidade e senso comunitário para uma convivência mais harmoniosa entre todos, depende de muitas resoluções concretas que precisam ser tomadas o quanto antes. O futuro é altamente dependente da saúde do planeta e das pessoas hoje e, cada vez mais cedo, as crianças estão percebendo a complexidade das interdependências que muitas lideranças, nos mais diversos âmbitos, ou não enxergam ou não estão interessadas em enxergar”, pontua Marina Pechlivanis, idealizadora da Educação para Gentileza e Generosidade.

De acordo com a Pesquisa Doação Brasil 2022, promovida pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e realizada pela Ipsos, revelou que 84% dos jovens pertencentes à faixa etária de 18 a 27 anos, conhecida como ‘Geração Z’, efetuaram algum tipo de doação em 2022. Esse dado demonstra um aumento significativo em relação ao levantamento de 2020, no qual 63% dos respondentes dessa mesma faixa declaravam ter realizado doações. As formas mais comuns de doação incluem a contribuição de bens materiais (76%), seguida por doações em dinheiro (43%) e doações de tempo/trabalho voluntário (30%). A Geração Z tende a doar proporcionalmente mais por meio do trabalho voluntário do que o restante da população e menos em dinheiro. Essa discrepância pode ser atribuída à menor renda média desse público se comparado a gerações mais maduras.

A pesquisa também revela que os jovens que fazem doações têm uma tendência significativa a promover ou contribuir de alguma forma para campanhas de arrecadação ou mobilização. Este dado foi confirmado por 7 em cada 10 jovens doadores em 2022, sendo que 20% deles afirmam ter feito isso em mais de uma ocasião. O grupo também demonstra um otimismo maior em relação às Organizações Não Governamentais (ONGs), quando comparados à população em geral. Entre os jovens, 73% concordam que as ONGs desempenham um papel fundamental no combate aos problemas socioambientais, e 83% concordam com a afirmação de que ‘as ONGs dependem da colaboração de pessoas e empresas para obter recursos e funcionar’. Além disso, mais do que o presente, na Pesquisa Doação Brasil 2022, 52% dos doadores da Geração Z não apenas afirmaram planejar continuar suas doações, como também acreditam que doarão mais em comparação com o ano anterior. Essa abertura indica uma oportunidade valiosa para as organizações filantrópicas de se envolverem com a Geração Z.

 “O acesso à informação instantânea pela internet e redes sociais aproxima os jovens aos eventos e desafios globais. Além disso, a educação e sensibilização sobre essas questões estão cada vez mais presentes no cotidiano. À medida que as novas gerações naturalmente desenvolvem uma consciência mais aguçada das questões socioambientais que afetam o mundo, tendem também a se engajarem mais no futuro.Afirma Luisa Lima, gerente de comunicação e conhecimento no IDIS.

 

Sobre a Educação para Gentileza e Generosidade

Considerando a educação como um caminho viável para a conscientização e a transformação social, a primeira plataforma brasileira de Educação para Gentileza e Generosidade oferece gratuitamente soluções sistêmicas integrativas, interdisciplinares e interpúblicos com base nos 7PEGG. Para as escolas, metodologia com 26 planos de aula adaptados da renomada Learning to Give e adequados à nova BNCC, curso de formação de professores e prêmio. Para as famílias, vídeos, leituras e atividades para melhorar o convívio e desenvolver virtudes humanitárias. Para jovens lideranças sociais, eventos e oportunidades de conexão e visibilidade. Para a sociedade, estudos e pesquisas inéditos com crianças e jovens. Para ambientes de trabalho, dinâmicas de desenvolvimento humano para programas de treinamentos e materiais de comunicação e ambientação, além do Manual de Conhecimento e Autoconhecimento e o Teste dos 7 Princípios. Tudo programado para ser descomplicado, acolhedor e acessível, facilitando a multiplicação e a implementação. Entre os apoiadores-mantenedores estão o Movimento Bem Maior e a Fundação José Luiz Egydio Setúbal.


Sobre o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social

Fundado em 1999, o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social é uma organização social independente e pioneira no apoio estratégico ao investidor social no Brasil. Tem como missão inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, promovendo ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país. Sua atuação baseia-se no tripé geração de conhecimento, consultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia e da cultura de doação.

 

Texto originalmente publicado no Observatório do Terceiro Setor em 19/12/2023

Gincana de doação entre colaboradores do IDIS arrecada quase R$ 24 mil

Em celebração ao Dia de Doar, a equipe IDIS aceitou o desafio de participar de uma campanha de doação para Fundações e Institutos comunitários (FICs) participantes do programa Transformando Territórios. Divididos em 5 grupos, cada um ficou responsável por arrecadar doações que seriam dobradas devido a um matching realizado pelo programa.

Foto do 2º Seminário Transformando Territórios

Ao longo de 2 semanas, os colaboradores do IDIS acionaram amigos, colegas e familiares seja por meio de vídeos nas redes sociais ou até mesmo a mensagens individuais solicitando doações para a organização apadrinhada. Ao total foram R$ 23.806,00 arrecadados em formato de matching entre 163 pessoas mobilizadas.

As organizações beneficiadas foram: Instituto Comunitário Manaura, Instituto Baixada Maranhense, Instituto Comunitário de Sergipe, FUNDAES – Federação das Fundações e Associações do Espírito Santo e Fundo comunitário Perifasul M’Boi.

“A experiência da gincana foi incrível. Foi uma ótima forma de apoiar as organizações nas suas campanhas, aproximar nossa equipe do trabalho das FICs e, principalmente, fomentar a cultura de doação no nosso entorno”, comenta Whilla Castelhano, gerente do programa Transformando Territórios.

Marina Negrão, analista de comunicação e uma das organizadoras da iniciativa, destaca o aspecto colaborativo da iniciativa. “Trabalhar em grupo com pessoas de fora do seu dia a dia faz com que novos desafios apareceram e novas oportunidades de interações. Essa experiência com certeza auxilia a todos os envolvidos!”, acredita.

 

Retrospectiva IDIS 2023: ousadia e impacto

A ousadia é inerente ao ser humano, mas deve ser desenvolvida, experimentada e aprimorada. Este foi o tema não apenas do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2023, mas também reflete a jornada do IDIS ao longo do ano. Precisamos de coragem, criatividade, planejamento e persistência para enfrentar desafios e assumir riscos. Com muito orgulho e gratidão pelo ano que passou, afirmo que, em 2023, o IDIS foi mais ousado que nunca!

Foi neste ano que teve início o grandioso Juntos pela Saúde, um projeto de impacto em parceria com o BNDES com o objetivo de destinar, até 2026, R$200 milhões para fortalecer o SUS nas regiões Norte e Nordeste do país. Em apenas um ano de atuação, conquistamos quatro importantes apoiadores e estão em ação três projetos que abrangem quase 300 municípios. A experiência nos qualificou para a assinatura de mais um grande contrato no campo da gestão da doação, que em breve poderá ser divulgado!

Para impulsionar a filantropia corporativa, também estruturamos em parceria com o Grupo MOL o Compromisso 1%. Empresas de qualquer porte e com balanço auditado poderão participar, basta se comprometerem com a doação anual de pelo menos 1% de seu lucro líquido para organizações da sociedade civil. Contamos com a participação de muitas organizações neste planejamento e no ano que vem, será oficialmente lançado.

Em 2023, nossa equipe de consultoria conduziu 54 projetos, abrangendo áreas como planejamento estratégico, estruturação e gestão de fundos patrimoniais, gestão de doações e avaliação de impacto. Incluímos, também, oficialmente em nossa oferta, serviços relacionados à agenda ESG e sua relação com o Investimento Social Privado. 

Investimos no aprimoramento do processo de avaliação de nossos serviços pelos clientes e obtivemos ainda mais retornos sobre a percepção dos projetos concluídos. A nota média alcançada ao longo de todo ano manteve-se superior a 9, com um alto índice de recomendação, demonstrando o comprometimento do time também com a qualidade de tudo que é entregue.  

Progredimos em nossos projetos de impacto, fortalecendo nossa contribuição para o ecossistema filantrópico. Além do já citado  ‘Juntos Pela Saúde, expandimos o programa Transformando Territórios, dedicado ao fomento de fundações e institutos comunitários (FICs) no Brasil. A partir de uma chamada pública, cinco novas organizações passaram a integrar o programa, totalizando 17 participantes. Em setembro, reunimos todos em São Paulo, para o  2° Seminário Transformando Territórios

 

À frente da Coalizão pelos Fundos Filantrópicos, seguimos nossa jornada para a melhoria do ambiente regulatório para os fundos patrimoniais, com uma agenda intensa junto a parlamentares em Brasília. Uma das principais pautas de nosso advocacy neste ano dizia respeito à regulamentação para que recursos proveniente de incentivos fiscais possam também ser destinados a fundos patrimoniais. No início de abril, tivemos uma vitória. A Instrução Normativa 1/2023 do Ministério da Cultura regulamentou o uso de incentivos fiscais destinados à Lei Federal de Cultura, popularmente conhecida como “Lei Rouanet”, para fundos patrimoniais voltados à área da cultura. Em agosto, avançou também o Projeto de Lei 2440/2023, que busca utilizar os incentivos fiscais já existentes na legislação brasileira para estimular doações a fundos patrimoniais filantrópicos de todas as causas. Ele foi aprovado na Comissão de Educação e Cultura do Senado e agora está em análise na Comissão de Assuntos Econômicos. Ainda no campo de políticas públicas, o IDIS também apoiou esforços para incluir as pautas do setor sem fins lucrativos na Reforma Tributária que tramita no governo.

No campo do conhecimento, lançamos 49 produtos ao longo do ano, com mais de 93 mil pessoas alcançadas. Entre os destaques, a segunda edição do relatório Perspectivas da Filantropia no Brasil, a publicação Arquétipos da Filantropia, em parceria com a Rockefeller Philanthropy Advisors, a realização da Pesquisa Doação Brasil 2022, o Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais 2022, além de artigos, notas técnicas e textos informativos dos mais variados assuntos, e com muitas vozes do IDIS compartilhando seus saberes. Foram também muitos eventos realizados, quando pudemos reunir inúmeras pessoas. 

O destaque, mais uma vez, foi o Fórum Brasileiros de Filantropos e Investidores Sociais, com mais de 1.200 participantes presenciais e online. E não posso deixar de mencionar o encontro que realizamos em Recife, em parceria com a Family Business Network, para falar sobre investimento social privado e impacto. Foi um marco da retomada de nossa agenda regional.

Já agora no finalzinho do ano, o Descubra Sua Causa, projeto desenvolvido pelo IDIS e que agora está sob gestão do Instituto MOL, recebeu o troféu prata de Melhor Design na categoria Design para Impacto Social / Prosperidade.  Ficamos felizes ao ver ele crescendo e sendo reconhecido. 

Conectados ao mundo, levamos novamente uma delegação ao Global Philanthropy Forum, participamos do mais importante encontro europeu sobre filantropia, o Philea Forum, do Shift the Power Global Summit, do Impact Minds, realizado pela Latimpacto, e do WINGS Forum, realizado no Quênia e no qual também fomos palestrantes. Além disso, estive na primeira semana de junho na Conferência de Liderança da Rede Global da Charities Aid Foundation – (CAF), que reuniu representantes das organizações parceiras em Londres, onde está localizada a sede da organização. A novidade é que em 2023 novos membros passaram a integrar a rede, que até então era composta por representantes na África do Sul, Bulgária, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Índia, Nova Zelândia e Turquia.

A ousadia trouxe reconhecimentos. O IDIS foi listado entre as melhores ONGs brasileiras pelo The Dot Good, e conquistamos o selo Great Place to Work, certificação que reflete nosso compromisso em criar um ambiente de trabalho positivo, inclusivo, transparente e ético, promovendo o bem-estar dos colaboradores, fornecedores e parceiros.

Em quatro anos, registramos um crescimento em nossa receita de 156% e a equipe passou de 13 para 48 pessoas. Hoje temos, oficialmente, um programa de estágio para todas as áreas e aprofundamos o debate e as ações relacionadas à diversidade e à inclusão. Nosso comitê se dedicou à escuta e ao conhecimento sobre outras práticas e, aqui, entre as ações que realizou, destaque ao letramento sobre Branquitude, com Cida Bento, e o segundo censo IDIS.

Mas ousar sem responsabilidade não é possível. Foi um ano que exigiu a implantação de novos processos operacionais, financeiros e de gestão de pessoas. Refletimos sobre políticas internas e também sobre o IDIS e nosso posicionamento, buscando manter o crescimento sustentável e alinhado à nossa cultura e objetivos. Planejamos, executamos, revisamos a rota, dialogamos, fortalecemos parcerias. E assim, fomos mais longe. 

QuerIDIS, conselheiros, parceiros, apoiadores, familiares: nosso muito obrigada! Cada um de vocês é parte dessa história. 

Em 2024, o IDIS completa 25 anos e será um momento para celebrar. Sigamos juntos!

Paula Fabiani, CEO do IDIS

Fundo Jequi: promovendo o protagonismo comunitário no Médio Jequitinhonha

Um dos subsolos mais ricos do Brasil, área de exploração de lítio, pedras preciosas, com diversidade de atrativos culturais nas áreas de música, arte e artesanato. Com tantas potencialidades, o território do Médio Jequitinhonha, que reúne mais de 287 mil habitantes em 19 municípios no nordeste de Minas Gerais, tem Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) entre muito baixos e baixos, sendo os maiores desafios a segurança hídrica e alimentar. A experiência da articulação de organizações sociais durante a pandemia foi a mola propulsora para começar a transformar essa realidade: em 2020, começa a nascer o Instituto Comunitário de Desenvolvimento e Inovação do Vale do Jequitinhonha – Fundo Comunitário Jequi.

 

Atividades com escolas publicas no viveiro do CPCD

 

Criado em Araçuaí (MG), o Instituto é uma coalizão formada por 16 organizações parceiras, incluindo a prefeitura do município, com um objetivo comum: promover o protagonismo comunitário ao alavancar ações de desenvolvimento e inovação de forma plena, perene e inclusiva para o território. A gestora de projetos sociais Flávia Mota, uma das fundadoras e Presidente do Jequi, explica que, no Médio Jequitinhonha, cerca de metade da população vive em áreas rurais.

 

“O instituto fará a gestão de um fundo comunitário, que será implementado em 2024, com a função de mobilizar, captar, articular, gerenciar e coordenar investimentos, recursos materiais e financeiros, e formações diversas, para fortalecer não somente as organizações da sociedade civil do território, mas também grupos, lideranças comunitárias, coletivos, startups, oferecendo sustentabilidade a programas e projetos inovadores e de interesse comunitário.”

 

Ser uma instituição local é um dos princípios das Fundações e Institutos Comunitários (FICs), isto é, são as organizações que se dedicam à melhoria da qualidade de vida de

comunidades situadas em uma região geográfica bem delimitada, da qual a FIC é originária e está estabelecida.

Flávia também é Diretora Executiva do Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento (CPCD), organização fundada há 39 anos em Belo Horizonte e que também atua em Araçuaí, há 25 anos. O CPCD é a instituição propulsora do Fundo Jequi. Ela conta que, na pandemia, organizações locais se uniram para enfrentar o problema da fome na região, mas, com ações isoladas, nem sempre as entregas de alimentos estavam chegando às pessoas mais vulneráveis, por conta das dificuldades de acesso às estradas de áreas rurais e também à informação.

Atividade de distribuição de mudas

 

“O CPCD resgatou então o Empório Solidário, uma tecnologia social criada pela organização que já foi reconhecida e premiada pela Fundação Banco do Brasil. É um minimercado onde as famílias cadastradas têm uma cota de alimentos e podem ir mensalmente fazer suas retiradas. Elas usam carrinhos de supermercado e apresentam um cartão de beneficiário, podendo buscar os produtos aos poucos. A gente extrapola um pouco as limitações da cesta básica e proporciona a aquisição de produtos como um achocolatado ou kits de higiene, por exemplo. Durante os dois anos de pandemia, ele funcionou com recursos do Itaú Social”, conta Flávia.

 

A estratégia do Jequi, explica a presidente do novo Fundo, é o engajamento de pessoas e instituições em torno de uma mesma causa: dar potência a projetos exitosos (como o do Empório Social) e a políticas públicas efetivas e estar a serviço do desenvolvimento integral e sustentável da região. As 16 organizações locais que compõem o fundo formam a assembleia e votam na diretoria – formada por oito lideranças voluntárias das instituições parceiras.

“A gente tinha o sonho de ter um Fundo Patrimonial e, quando iniciamos a parceria com o Programa Transformando Territórios, do IDIS, fizemos inúmeras reuniões para discutir o formato. Decidimos começar com um Fundo Comunitário e pelo município de Araçuaí, que tem 34 mil habitantes e em torno de 85 comunidades rurais, para depois expandir para os demais municípios do Médio Jequitinhonha. Araçuaí é uma cidade polo, diversos municípios do entorno dependem dela para hospital e comércio”, explica ela.

 

Para apoiar pessoas e projetos, Flávia diz que o Jequi fará não editais, mas “editodos”:

 

“Sabemos as dificuldades de cumprir todos os requisitos para se encaixar em editais. Queremos apoiar justamente coletivos ainda não formalizados e lideranças comunitárias com um capital semente para investirem na criação de organizações sociais. Como contrapartida, os selecionados vão participar de oficinas de formação para que eles possam gerir projetos com eficiência e até participar de outros editais”, conta a gestora, destacando que o Fundo Jequi está firmando uma parceria para o desenvolvimento de diversas ações – desde mapear os projetos sociais do território a fazer a formação das organizações apoiadas, passando pela captação de recursos.

 

 

Informações do Território 

  • Território de atuação: Vale do Médio Jequitinhonha
  • População estimada: 287 mil pessoas – sendo 128 mil na área rural
  • IDH – muito baixo (0,000-0,499)/baixo (0,500-0,599)
  • Causas prioritárias mapeadas pela FIC: Segurança alimentar e hídrica.
  • Desafios regionais: Acesso à água tratada, fome, falta de acessibilidade pelas estradas rurais como uma das principais causas da pobreza entre a população rural.

 

O Instituto Comunitário de Desenvolvimento e Inovação do Vale do Jequitinhonha integra o Programa Transformando Territórios, uma iniciativa do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – com a Charles Stewart Mott Foundation para fomentar a criação e o fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil.

 

O site do Fundo Jequi está em desenvolvimento, em breve estará disponível em www.fundojequi.org.br.

Para conhecer mais sobre os Princípios e características das Fundações e Institutos Comunitários, acesse a Carta de Princípios através deste link.

Saiba mais sobre o programa Transformando Territórios e como apoiá-lo.

Juntos pela Saúde fecha ano com perspectiva de atendimento a 300 municípios

Em 2023, o Programa Juntos pela Saúde, iniciativa do BNDES gerida pelo IDIS, veio ao mundo. Com o objetivo de fortalecer o SUS nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o Programa apoia projetos de saúde que atuam em localidades com vazios assistenciais, e prioriza os municípios com menos de 1 médico por mil habitantes. O apoio financeiro oferecido a esses projetos baseia-se na lógica do matchfunding, um modelo de captação conhecido como “turbinado”, em função da sua estratégia de multiplicação das doações captadas.

Na prática, a iniciativa do BNDES funciona da seguinte forma: a cada real doado por organizações parceiras, o BNDES coloca mais R$1,00, dobrando o valor que será repassado aos projetos de saúde. O objetivo é que, até 2026, sejam destinados aproximadamente R$200 milhões para esses projetos, que podem ser contemplados por meio de editais públicos – a serem divulgados no site oficial do Juntos pela Saúde – ou por fomento estruturado.

Para as duas situações, há um processo de validação das organizações e, posteriormente, os projetos passam por diferentes instâncias de avaliação compostas por especialistas, até chegar no Comitê de Validação onde os apoiadores confirmarão o investimento. Para receber o apoio, os projetos precisam focar sua atuação nos municípios prioritários nas regiões Norte e Nordeste e ter como objetivo beneficiar ações e serviços públicos de saúde no âmbito do SUS.

Para saber mais sobre a seleção de novos projetos, clique aqui.

Até o momento, o Juntos pela Saúde conta com quatro importantes apoiadores, além do BNDES, e possui três projetos de amplo alcance que, juntos, chegarão a quase 300 municípios, e que visam o aperfeiçoamento de processos de gestão e atendimento do SUS em suas Unidades Básicas de Saúde, por meio do acesso à ferramentas tecnológicas, infraestrutura e formação de profissionais.

 

Conheça os três primeiros projetos contemplados pelo Juntos pela Saúde e que já estão em execução:

 

CICLO SAÚDE PROTEÇÃO SOCIAL

Ciclo Saúde Proteção Social é uma iniciativa do Cedaps e da Fundação Vale, que visa contribuir para o fortalecimento da Atenção Básica (AB) do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando sua capacidade de diagnóstico, planejamento, operacionalização, monitoramento e avaliação de seus serviços por meio de Planos de Trabalho Compartilhados com a gestão pública, orientados pelas necessidades de saúde das populações locais.

Atualmente, está presente em 8 municípios do Pará e, por meio da parceria com o Programa Juntos pela Saúde, será iniciado em 24 municípios do Maranhão. Também fazem parte desta parceria a Wheaton Precious Metals, BNDES e IDIS.

Até 2026, estima-se que o projeto alcance 396 Unidades Básicas de Saúde (UBS), 55 Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e uma média de 5.000 profissionais, com o objetivo de apoiar e fortalecer Unidades Básicas de Saúde dos municípios participantes, com foco na proteção social e na promoção da saúde individual e coletiva da população.

“A parceria com o Juntos pela Saúde permite a expansão das atividades do Programa Ciclo Saúde Proteção Social para 32 municípios do Maranhão e do Pará, ampliando nossa atuação no Norte e Nordeste brasileiro. O foco é o aprimoramento da gestão pública e a criação de uma agenda de formação para profissionais de saúde, e de modo complementar para a assistência social e outras parcerias intersetoriais possíveis nos municípios. A metodologia base do Programa, chamada Construção Compartilhada de Soluções Locais, nos permite envolver e engajar as equipes no desenvolvimento de ações focalizadas nas necessidades locais, fortalecendo os vínculos entre as unidades de saúde e a comunidade.” Katia Edmundo, Diretora Executiva do Cedaps.

 

“O Fundo Juntos pela Saúde ajuda a potencializar o investimento social em territórios que demandam um olhar especial para o acesso à saúde de qualidade. Por meio da parceria, fomos capazes de levar o Ciclo Saúde Proteção Social para 32 municípios em que já atuamos com projetos de educação no Pará e no Maranhão. Em parceria com as secretarias municipais, esperamos colaborar de forma estruturante para a melhoria dos serviços públicos e beneficiar toda a população.” Pâmella De-Cnop – Diretora Executiva da Fundação Vale.

 

Para saber mais sobre a iniciativa, clique aqui.

IMPULSO PREVINE

O Projeto, idealizado pela organização sem fins lucrativos ImpulsoGov, é uma solução digital que centraliza em uma plataforma de dados, análises e recomendações sobre o programa de financiamento federal da Atenção Primária, para apresentá-los de forma rápida e descomplicada aos gestores de saúde.

No âmbito do Juntos pela Saúde, o projeto conta com apoio financeiro do Instituto Dynamo e da Umane, cujo contrato está em vias de formalização.

Por meio do apoio financeiro do Instituto Dynamo, o Impulso Previne irá investir na expansão das soluções focadas desenvolvimento no indicador de exames citopatológicos e dar acesso para 19 municípios, validados pelo Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Já o recurso proveniente da Umane – que está em vias de formalização – será direcionado ao desenvolvimento do indicador de vacinas, criação da aplicação de mensageria e expansão para 240 municípios.

A solução permite, por exemplo, monitorar a realização do exame preventivo do câncer de colo de útero, disponibilizado gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Com ela, gestores locais dos municípios atendidos poderão aprimorar suas estratégias de prevenção à doença, que registra 17 mil casos novos anualmente, conforme dados de 2023 do INCA.

Vale ressaltar, ainda, que a plataforma Impulso Previne trabalha com outros indicadores da Atenção Primária à Saúde e oferece apoio gratuito a municípios, a fim de contribuir para uma melhor gestão e monitoramento da situação de saúde das populações locais.

“O câncer do colo do útero é evitável e altamente curável na fase inicial, mas o risco de morte cresce significativamente em estágios avançados. O exame preventivo é a principal medida de rastreamento dessa doença, no entanto, os profissionais de saúde pública enfrentam dificuldades para saber quem está com ele em dia. Nossas ferramentas transformam os dados do SUS em listas descomplicadas, para que os profissionais saibam quem são as pessoas com o exame pendente e possam buscá-las”, afirma Isabel Opice, diretora de operações da ImpulsoGov.

 

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.

PAINEL DE INDICADORES DE SAÚDE MENTAL

Idealizado pela ImpulsoGov, o projeto visa ampliar o acesso a dados e informações simplificadas para gestores de saúde mental de municípios do Norte e Nordeste do Brasil. Com apoio financeiro do Grupo RD – dentro do âmbito do Juntos pela Saúde – a iniciativa se propõe a desenvolver, implementar e aprimorar um painel de dados e indicadores de saúde mental pela gestão da secretaria municipal de saúde do município. Com isso, busca garantir o acesso da população a um atendimento mais qualificado e eficiente.

O projeto “Painel de Indicadores em Saúde Mental” conta com a parceria do Instituto Cactus, uma organização sem fins lucrativos que tem como objetivo ampliar o debate e os cuidados em prevenção de doenças e promoção da saúde mental. Desde a sua versão inicial em Aracaju (SE), o Instituto Cactus é co-idealizador e financiador do projeto, e continua apoiando a sua ampliação para outros municípios.

“Não existem padrões estabelecidos para avaliar a qualidade dos serviços oferecidos pelas Redes de Atenção Psicossocial e muitas vezes os gestores não têm acesso a informações como o perfil das pessoas atendidas na rede do município e quais serviços elas frequentam. Nosso objetivo com a Plataforma de Indicadores de Saúde Mental é facilitar o acesso a informações confiáveis para esses profissionais, auxiliando na tomada de decisões e contribuindo para a melhoria dos serviços de saúde mental”, afirma Daniela Krausz, gerente de projetos de Saúde Mental na ImpulsoGov.

 

Para saber mais sobre o projeto, clique aqui.

IDIS participa de encontro com famílias empresárias em Recife

O IDIS esteve presente em Recife para facilitar a sessão “Impacto: como famílias empresárias podem contribuir para o desenvolvimento socioambiental no Brasil”, parte do Encontro FBN Recife. A iniciativa faz parte da agenda regional do Instituto de disseminar conhecimento e gerar debates sobre o Investimento Social Privado, Filantropia Familiar e cultura de doação em mais regiões brasileiras, para além dos locais onde já temos atuação.

Ao longo do ano de 2023, intensificamos o relacionamento com atores estratégicos de diferentes estados, buscando enriquecer com diferentes saberes a expertise que vem sendo construída pelo IDIS ao longo desses 24 anos.

O Encontro na cidade de Recife – PE, foi promovido pela Family Business Network Brasil, a maior organização de famílias empresarias do mundo que promove a sustentabilidade desses modelos de negócio. A programação total do evento foi exclusiva para empresários parte da rede, porém a sessão promovida e realizada pelo IDIS foi aberta a outras pessoas, parte do ecossistema filantrópico da região.

Paula Fabiani, CEO do IDIS, facilitou uma conversa ao lado de Mariana Moura, presidente do conselho de família da Baterias Moura e vice-presidente do Grupo Conceição Moura; e Helena Brennand, membro do Conselho de sócios e presidente do Conselho de Família do Grupo Cornélio Brennand.

Na oportunidade, Paula Fabiani apresentou aos convidados um pouco do contexto de Investimento Social Privado onde destacou diferentes modelos possíveis de atuação de famílias empresárias com impacto socioambiental, além de recomendações para aqueles que querem começar na jornada filantrópica.

 

 

Desempenho de fundos patrimoniais: aspectos basilares e perspectivas futuras

Por Leticia Santos, analista de projetos no IDIS

Na sua segunda edição, o Anuário de Desempenho dos Fundos Patrimoniais destaca-se como a principal referência sobre o mecanismo no Brasil, proporcionando visibilidade e estimulando debates sobre o tema. Descubra os principais tópicos discutidos durante o evento de lançamento desta publicação.

Com o crescimento das doações aos fundos patrimoniais, totalizando R$ 330 milhões em 2022 – quase o dobro em relação ao ano anterior (R$ 174 milhões), segundo o Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais – e o ritmo acelerado de criação desses fundos no Brasil desde a implementação da Lei 13.800/2019, é essencial fortalecer o compromisso com estruturas de gestão mais robustas e inovadoras. Isso garantirá que os fundos patrimoniais possam apoiar efetivamente suas instituições e/ou causas de interesse diante dos desafios.

Para compartilhar suas experiências em diversas áreas da gestão de fundos patrimoniais, Carolina Barrios, responsável pelo Fundo Patrimonial na Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, Márcia Woods, Assessora da Fundação José Luiz Egydio Setúbal, e Patricia Valente Stireli, presidente do Conselho de Administração da Organização Gestora do Fundo Patrimonial da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio Libanês, reuniram-se sob a moderação de Andrea Hanai, gerente de projeto do IDIS, durante o lançamento do Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais de 2022.

Do ponto de vista da governança de fundos patrimoniais, Marcia Woods destaca que “não há como um endowment não possuir uma estrutura de governança robusta”. Essa abordagem é essencial para gerir o patrimônio e direcionar seus rendimentos de maneira eficaz. Woods ressalta a importância da composição e do perfil dos órgãos de governança, enfatizando a necessidade de envolver diversos grupos ligados à causa ou instituição apoiada pelo fundo patrimonial na tomada de decisão. Isso inclui mulheres, pessoas negras e jovens, buscando tornar as práticas e atuações dos fundos patrimoniais mais inclusivas e relevantes.

Apesar do crescente impacto das doações no aumento do patrimônio líquido dos fundos patrimoniais, conforme evidenciado na publicação, a captação de recursos permanece um desafio comum para a maioria dos endowments. Nesse contexto, Patricia Valente Stireli compartilhou as estratégias adotadas para atingir o objetivo de acumulação de recursos no fundo patrimonial da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio Libanês. Para ela, estabelecer uma estrutura independente em relação à instituição apoiada, ter um propósito bem definido e manter transparência são fundamentais para construir relacionamentos sólidos com doadores.

Instigada por Andrea Hanai, coautora do artigo ‘Uma nova fronteira para os endowments brasileiros’, Carolina Barrios compartilhou suas perspectivas sobre uma abordagem inovadora para os fundos patrimoniais: a implementação de políticas de investimento responsável ou direcionadas a causas específicas.

“Como podemos atuar com mais intencionalidade para incorporar o investimento de impacto em nossas decisões de portfólio? Além de aderir aos princípios de investimento responsável, estamos considerando qual é o nosso papel, como podemos influenciar outras fundações e como podemos instigar nossos gestores e alocadores a terem um olhar mais atento e específico sobre esse tema, gerando discussões e novas alternativas de investimento”, indaga Barrios.

Diego Martins, da Pragma Gestão de Patrimônio, e Ilan Ryfer, da 1618 Investimentos, ressaltam a importância de incorporar critérios de responsabilidade socioambiental, governança e sustentabilidade como diretrizes abrangentes para todo o portfólio de investimentos. Eles enfatizam que o estabelecimento de métricas de avaliação dos investimentos, por meio de compromissos claros, é imprescindível.

A mesa de discussão abordou aspectos relevantes relacionados às boas práticas e às perspectivas futuras no âmbito dos fundos patrimoniais, especialmente no que diz respeito à governança, ao fluxo de caixa e à alocação de investimentos financeiros.

Confira a discussão na íntegra:

PerifaSul M´Boi Mirim: o fundo 100% criado pela e para a periferia

Em meio à efervescente e vibrante periferia da zona sul de São Paulo, nasce uma iniciativa para estabelecer uma forma permanente de arrecadar recursos e investimentos que impulsionem o desenvolvimento local: o Fundo Comunitário PerifaSul M’Boi Mirim (FCP M’Boi Mirim). Este é um fundo brasileiro 100% criado pela e para uma periferia e gerido por lideranças sociais locais. O projeto visionário tem o respaldo da Fundação ABH, instituição familiar que, desde 2015, apoia diversos projetos e iniciativas sociais na região.

A história do fundo começa no início de 2021, quando a Fundação ABH conduziu uma pesquisa com os moradores da periferia sul para entender quais eram as temáticas sociais que mereciam ser trabalhadas com destaque até 2050. Esse processo foi chamado de PerifaSul 2050, conta Marina Fay, diretora executiva da Fundação ABH.

 

“Com base na pesquisa, foi iniciada uma série de oficinas com temáticas como educação, equidade racial, direitos humanos, inclusão tecnológica, comunicação e raízes culturais. O objetivo era validar os resultados e planejar ações que contribuíssem diretamente para a superação dos desafios de cada temática escolhida. Ao longo desse processo, ficou clara a força e importância do coletivo”, ressalta Marina.

 

 

No início de 2022, a Fundação ABH, junto com os participantes dos grupos de trabalho, identificou ativistas de diversas causas no território e os convidou para integrar um Comitê Construtivo. Esses ativistas representam organizações e coletivos dos distritos do Campo Limpo, Capela do Socorro, Capão Redondo, Cidade Ademar, Jardim Ângela, Jardim São Luiz e Parelheiros. No total, são 11 participantes, além de Marina Fay, diretora executiva da Fundação ABH.

Todo esse engajamento resultou, no início de 2023, na constituição do Fundo Comunitário PerifaSul M’Boi Mirim, totalmente formado por lideranças comunitárias locais, refletindo um dos princípios das Fundações e Institutos comunitários (FICs). Na Carta de Princípios para FICs do IDIS, a definição desta característica é:

Representada por membros da comunidade: Possuem instâncias de governança formadas por agentes e cidadãos preocupados com as questões locais que, a partir da sensibilidade e profundo conhecimento do território, são responsáveis por manter a organização, identificar temas prioritários, orientar a alocação eficaz de recursos, bem como defender os interesses da comunidade.

As atuais gestoras do fundo são Naiara Padial Corso, publicitária de formação que optou por uma transição de carreira buscando um trabalho com propósito, e que lhe permitisse estar mais próxima da realidade do seu território, e Alânia Cerqueira, produtora cultural com uma vasta experiencia em iniciativas socioculturais e fundadora da Macambira Sociocultural. Juntas, elas uniram suas experiências e assumiram a gestão desta iniciativa inédita. Alânia detalha como está sendo o processo de criação de uma fundação comunitária:

 

“O conceito de FIC, até então, era só um conceito para nós. Como fazer isso de forma colaborativa e coordenada? Como potencializar a captação de diferentes recursos – não só financeiro, mas também de redes e de infraestrutura? Assim, instituímos um calendário de encontros para alinharmos todas essas questões”.

 

A escolha do território de atuação – M´Boi Mirim – integrado pelos bairros Jardim Ângela e Jardim São Luiz –  aconteceu quase no final do processo da pesquisa PerifaSul. O Comitê passou meses observando as subprefeituras que compõem a Zona Sul, refletindo cuidadosamente sobre suas características antes de tomar essa decisão.

Das cinco subprefeituras de São Paulo com o maior número de favelas, três estão localizadas na periferia sul da cidade. M’Boi Mirim é uma delas, com 42.350 casas em favelas. Além disso, a subprefeitura da região apresenta uma grande diversidade de necessidades e potencial de desenvolvimento, além de ser familiar a grande parte dos integrantes do Comitê, um campo fértil para a atuação em rede. A área também reúne movimentos culturais muito fortes e abriga duas fábricas de cultura, a do Capão Redondo e a do Jardim São Luís.

 

“Escolher M´Boi Mirim foi o que fez mais sentido. Inclusive, foi uma decisão unânime entre todas as lideranças de todos os distritos. Estamos numa curva de aprendizado e a ideia é replicar a iniciativa para outras regiões. Provavelmente, o próximo local será Parelheiros. A decisão não foi difícil nem excludente”, assegura Marina, da Fundação ABH.

 

O FCP M’Boi Mirim nasceu com um capital semente de R$ 200 mil, valor aportado pela Fundação ABH. O fundo busca captar recursos financeiros por meio de doações, parcerias e investimentos. No modelo escolhido pelo FCP M´Boi Mirim, essas doações foram investidas para gerar rendimentos que possam ser utilizados no desenvolvimento do território ano após ano. A primeira meta da organização já foi alcançada: em junho, o Fundo M´Boi Mirim lançou um edital para distribuir até R$ 4 mil a 10 projetos sociais ou culturais da região do M´Boi Mirim com a temática ‘Presença Digital’. Os recursos foram destinados a ações para ampliar a presença digital das iniciativas periféricas, incluindo atividades como a criação de logomarcas, portfólios digitais, vídeos institucionais, identidade visual e manutenção de sites.

 

“Na pandemia, percebemos nossas vulnerabilidades em nos conectar virtualmente. Já existiam pesquisas, mas não estávamos tão atentos a isso. Veio a pandemia e nos tirou, dentre tantas outras coisas, a rua. O único espaço possível era o virtual, e foi aí que percebemos que não tínhamos nada, estávamos excluídos. Demoramos muito para conseguir sanar, ainda que de maneira precária, as nossas conectividades – até para distribuir máscaras de proteção, cestas básicas. Vimos a exclusão reverberar na educação, na saúde, nos colocando numa situação de violência”, conta Alânia, gestora do fundo.

 

O edital foi construído com a intenção de ser o mais simples possível, com o objetivo de atingir e respaldar iniciativas sociais, pessoas físicas e coletivos do território que enfrentam dificuldade de acessar os recursos de maneira tradicional. Agora, conta a gestora, o edital está em fase de execução: “Nossa expectativa é de que essa iniciativa será provocadora, trará identidade e relacionamento para, aí sim, o Fundo M´Boi Mirim se tornar uma referência e ganhar visibilidade. E, futuramente, será o Fundo Capão Redondo, Campo Limpo, Parelheiros e por aí vai”, destaca Alânia.

Paralelamente, o grupo PerifaSul 2050 vinha desenvolvendo, com financiamento da ABH, o Mapa da Periferia Sul, lançado em 2022:

 

“É uma plataforma georreferenciada colaborativa, onde organizações sociais formais e não formais, além das empresas locais, podem se inscrever, para termos uma base de dados, mostrar todas as potências da região e atuarmos colaborativamente. São mais de 30 filtros, possibilitando que se possa encontrar uma agulha no palheiro”, destaca Marina da Fundação ABH.

 

Atualmente o Fundo M’Boi Mirim está buscando outras formas de captação, lançando sua primeira campanha na Benfeitoria. A campanha é realizada com o matchfunding do Programa Transformando Territórios, impulsionado a arrecadação. Isso significa que a cada um real de apoio a uma campanha, o Fundo do Programa Transformando Territórios investe mais um real.

A campanha permanece válida até o dia 8 de dezembro de 2023, e tem como objetivo reunir recursos para criar um novo edital que apoie mais projetos realizados por organizações locais da periferia Sul. Como forma de incentivar doações, são oferecidas diversas recompensas para os doadores, envolvendo-os no território e na atuação do Fundo M´Boi Mirim. As recompensas abrangem desde rodas de sambas, oficinas de grafites até café da manhã na organização e tours pelos projetos que o Fundo apoia.

Dessa forma, o FCP M’BOI se destaca como mais do que um fundo de investimento; é a manifestação da determinação do coletivo em reduzir a desigualdade social e capacitar a periferia.

 

Informações do Território 

  • Território de atuação: M´Boi Mirim é um território no extremo sul de São Paulo que integra os distritos de Jardim São Luis e Jardim Ângela, numa área de 62 km. O nome curioso é de origem tupi e vem do rio que corre na região: Rio M’Boi Mirim é o “rio das cobras pequenas”.
  • Nome do instituto ou fundação comunitária: Fundo Comunitário PerifaSul M´Boi Mirim;
  • Nome e cargo da principal liderança: Alânia Cerqueira, Sidinéia Chagas e Naiara Padial;
  • População estimada: Cerca de 650 mil pessoas;
  • Número de OSCs do território: Plataforma de mapeamento em fase de testes;
  • Causas prioritárias do território mapeadas pela organização: Desenvolvimento comunitário, abrangendo áreas como educação, saúde, cultura, esporte, empreendedorismo, entre outras.

O Fundo Comunitário Perifasul M´Boi Mirim integra o Programa Transformando Territórios, uma iniciativa do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – com a Charles Stewart Mott Foundation para fomentar a criação e o fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil.

Quer saber mais sobre o Fundo Comunitário Perifasul M´Boi Mirim? Acesse o site da Fundação ABH.

Para conhecer mais sobre os Princípios e características das Fundações e Institutos Comunitários, acesse a Carta de Princípios através deste link.

Saiba mais sobre o programa Transformando Territórios e como apoiá-lo.

Vagas de estágio em consultoria em projetos no IDIS

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem novas oportunidades para estagiários nas áreas:

  • Consultoria em geral;
  • Monitoramento e Avaliação;
  • Gestão de Doação;
  • Projeto junto a Fundações e Instituições comunitárias (Transformando Territórios).

Os estagiários são responsáveis por dar suporte à execução das atividades conduzidas e apoiadas pelo IDIS, garantindo cumprimento de prazos, qualidade nos produtos desenvolvidos e serviços prestados. Leia com atenção as instruções sobre o processo de seleção e os requisitos para participação.

Acesse a vaga na 99Jobs e inscreva-se.

RESPONSABILIDADES E OPORTUNIDADES

  • Realizar pesquisas de conceitos, referências que enriqueçam os projetos e tragam embasamento para os produtos desenvolvidos;
  • Organizar, ler e analisar documentos e elaborar relatórios e apresentações, incluindo a sistematização dos aprendizados e conclusões;
  • Apoiar a coleta de dados quantitativos e qualitativos necessários para a execução dos projetos
  • Apoiar a elaboração de propostas para potenciais clientes e parceiros;
  • Participar de reuniões periódicas para manter a equipe alinhada com o planejamento estratégico e missão da organização.

REQUISITOS

  • Ter interesse no terceiro setor, nos temas de investimento social privado, responsabilidade social, sustentabilidade, ESG e áreas afins;
  • Estar cursando o penúltimo ano da faculdade, ter ao menos 2 anos para se formar, não importa o curso;
  • Domínio do pacote Office (Word, Excel, Power Point) e internet;
  • Disponibilidade para atuação presencial no escritório do IDIS, em São Paulo

BENEFÍCIOS

  • Bolsa auxílio: R$ 1.500,00
  • Vale-transporte
  • Vale Alimentação e refeição
  • Seguro de vida
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off de aniversário

Tipo de trabalho – Híbrido: Combinação de presencial e remoto

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 4 de dezembro de 2023.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos. Serão priorizadas vagas candidaturas de pessoas pretas e pardas.

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

 

               

Vaga de estágio em Gestão de Pessoas no IDIS

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para estagiário na área de Gestão de Pessoas.

Os estagiários são responsáveis por dar suporte à execução das atividades conduzidas e apoiadas pelo IDIS, garantindo cumprimento de prazos, qualidade nos produtos desenvolvidos e serviços prestados. Leia com atenção as instruções sobre o processo de seleção e os requisitos para participação.

Acesse a vaga na 99Jobs e inscreva-se.

responsabilidades e oportunidades

  • Acompanhamento e organização do processo de avaliação de desempenho
  • Acompanhamento e organização das integrações (onboarding)
  • Organização da agenda de treinamentos
  • Análise de currículos, marcação de entrevistas, entrevistas e uso da plataforma de seleção
  • Rotina de admissão e rescisão
  • Rotina de fechamento de folha

requisitos

  • Graduação em Administração, de Empresas, Psicologia, Recursos Humanos ou áreas correlatas
  • Estar cursando o penúltimo ano da faculdade, ter ao menos 2 anos para se formar
  • Conhecimento de pacote Office (Excel e PowerPoint)
  • Interesse no terceiro setor e temas como investimento social privado, responsabilidade social, sustentabilidade
  • Disponibilidade para atuação presencial no escritório do IDIS, em São Paulo.

BENEFÍCIOS

  • Bolsa auxílio: R$ 1.500,00
  • Vale-transporte
  • Vale Alimentação e refeição
  • Seguro de vida
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off de aniversário

Tipo de trabalho – Híbrido: Combinação de presencial e remoto

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 4 de dezembro de 2023.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos. Serão priorizadas vagas candidaturas de pessoas pretas e pardas.

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.