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Conheça a agenda e inscreva-se para o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2026

A 15ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais acontece no dia 27 de agosto, quinta-feira, e, para este ano, traz como tema central do evento a filantropia ‘Entre a Essência e a Reinvenção’. 

Assim como nas últimas edições, o evento acontecerá em formato híbrido. Presencial exclusivamente para convidados na Casa Melhoramentos, em São Paulo, e com transmissão ao vivo gratuita via YouTube ao longo do dia todo. 

No Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2026 vamos explorar a tensão dinâmica entre permanência e transformação na filantropia. Em um contexto de aceleradas mudanças sociais, políticas, tecnológicas e climáticas, os atores filantrópicos são desafiados a repensar seu modo de estar no mundo.

‘Entre a Essência e a Reinvenção’ posiciona a filantropia em um ponto de inflexão. De um lado está sua essência: compromisso ético, visão de longo prazo, autonomia, capacidade de assumir riscos e atuação voltada à transformação estrutural. De outro lado está a reinvenção: disrupção digital, novos mecanismos financeiros, governança participativa, abordagens decoloniais, ecossistemas colaborativos e estratégias adaptativas diante de crises sistêmicas. Neste contexto, o que deve permanecer inegociável e o que precisa evoluir para que a filantropia continue relevante e eficaz?

AS INSCRIÇÕES PARA A TRANSMISSÃO ONLINE JÁ ESTÃO DISPONÍVEIS CLICANDO AQUI

 

Palestrantes já confirmados 


Confira a programação completa no site. Entre os palestrantes confirmados estão: Belisa Maggi (FALM e Signativo), Conceição Evaristo (Escrevivência), Michael França (Insper), Ricardo Bucio (Cemefi – México), Somachi Chris-Asoluka (Fundação Tony Emelu), Valcleia dos Santos (FAS) e mais.

 

Realização e Apoio 

Neste ano, o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais conta com o Apoio Estratégico da Fundação Bradesco e do Movimento Bem Maior; Apoio Ouro da RDsaúde; Apoio Prata da Fundação Sicredi; Apoio Bronze da Fundação ArcelorMittal, Fundação Bracell, Fundação Grupo Volkswagen, Levisky Legado e Instituto Sicoob; Apoio Institucional do Fundo de Fomento à Filantropia e do UNICEF; e, como Parceiros de Mídia, a Alliance Magazine e a Stanford Social Innovation Brasil.

 

 

Sobre o evento

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais oferece um espaço para a comunidade filantrópica se reunir, trocar experiências e aprender com seus pares, fortalecendo a filantropia estratégica para a promoção do desenvolvimento da sociedade brasileira. O evento já reuniu mais de 1.500 participantes, entre filantropos, líderes e especialistas nacionais e internacionais. Em nosso canal do YouTube estão disponíveis listas com as gravações de todas as edições. Confira! 

IDIS compartilha experiência brasileira em filantropia comunitária na Argentina

Felipe Groba, gerente de projetos do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e especialista em filantropia comunitária, esteve na Argentina a convite do Laboratorio Público Privado, iniciativa do Grupo de Fundaciones y Empresas (GDFE) e da RIL Argentina – Red de Innovación Local. Ao longo de três dias, Felipe contribuiu com o programa de fomento e aceleração de Fundações e Institutos Comunitários (FICs) no país, compartilhando aprendizados acumulados pelo IDIS por meio do Programa Transformando Territórios.

Criado pelo IDIS, em parceria com a Charles Stewart Mott Foundation, o Transformando Territórios tem como objetivo fomentar a criação e o fortalecimento de Fundações e Institutos Comunitários no Brasil, promovendo o engajamento de doadores, organizações da sociedade civil e lideranças locais, além de oferecer conhecimento e apoio técnico. Atualmente, o programa reúne FICs de diferentes regiões brasileiras e tem contribuído para ampliar o debate sobre a filantropia comunitária no país.

“Foi uma honra compartilhar a experiência brasileira com lideranças argentinas interessadas em criar e fortalecer suas próprias fundações comunitárias. Ao longo de quase seis anos, o Transformando Territórios acumulou aprendizados importantes sobre mobilização local, governança, escuta dos territórios e fortalecimento de organizações comunitárias. Ver essa trajetória inspirando iniciativas em outros países da América Latina é motivo de grande alegria para o IDIS”, afirma Felipe Groba.

A agenda teve início com um alinhamento estratégico entre as equipes do Laboratorio Público Privado e do GDFE, dedicado à troca de experiências sobre a construção e a maturidade do Programa Transformando Territórios no Brasil. Na sequência, Felipe participou de um jantar de recepção com lideranças de cinco regiões argentinas interessadas em desenvolver suas próprias FICs.

No segundo dia, o gerente de projetos do IDIS conduziu um workshop de dia inteiro com essas lideranças, reunindo representantes de províncias, cidades e bairros. A atividade abordou desafios e oportunidades do modelo de FICs no Brasil, além de exemplos práticos de organizações que já atuam como mobilizadoras, articuladoras e apoiadoras de iniciativas locais em seus territórios.

Para encerrar a programação, Felipe realizou uma palestra para mais de 30 associados do GDFE e convidados, no escritório da Cervecería y Maltería Quilmes. Na apresentação, reforçou o papel das Fundações e Institutos Comunitários como infraestruturas fundamentais para impulsionar a filantropia local e fortalecer organizações da sociedade civil.

“O que vimos na Argentina reforça que Brasil e Argentina compartilham desafios e oportunidades. A filantropia comunitária pode ser uma ponte sólida para o desenvolvimento sustentável dos territórios na América Latina, porque aproxima recursos, lideranças e comunidades em torno de agendas construídas localmente”, afirma.

A participação do IDIS na agenda fortalece a troca regional de conhecimentos e evidencia o potencial da cooperação latino-americana para impulsionar modelos de desenvolvimento mais participativos, sustentáveis e conectados às realidades locais.

 

IDIS participa de conferência global de think tanks no Marrocos

Entre os dias 19 e 21 de maio, Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS, representou a organização na 10ª edição da On Think Tanks Conference, realizada em Rabat, no Marrocos. O encontro reuniu lideranças, pesquisadores e profissionais de políticas públicas de diferentes países em torno do tema “Think tanks and trust” – ou “Think tanks e confiança”.

A participação do IDIS aconteceu a convite do WINGS, rede global dedicada ao fortalecimento da filantropia e dos ecossistemas de apoio ao investimento social. Durante a conferência, Guilherme apresentou a atuação do IDIS na agenda dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos no Brasil, com destaque para o papel da organização na Coalizão pelos Fundos Filantrópicos e sua contribuição para a aprovação da Lei 13.800/19, marco regulatório brasileiro que dispõe sobre a constituição de fundos patrimoniais com o objetivo de arrecadar, gerir e destinar doações privadas a causas e instituições de interesse público.

“Foi uma oportunidade muito importante para compartilhar a experiência brasileira e mostrar como a construção de um ambiente favorável à filantropia exige articulação, persistência e confiança entre diferentes atores. A aprovação da Lei 13.800/19 é resultado desse trabalho coletivo e demonstra a força das coalizões para avançar em agendas estruturantes”, afirma Guilherme Sylos.

A sessão também contou com a participação de Joyjayanti Chatterjee, que apresentou o “Playbook of Best Practices on the Enabling Environment for Philanthropy”, iniciativa que reúne estudos de caso globais sobre ambientes regulatórios e políticas públicas favoráveis ao desenvolvimento da filantropia. Evans Okinyi, da East Africa Philanthropy Network, do Quênia, também compartilhou aprendizados sobre reformas regulatórias no campo filantrópico, ressaltando a importância de coalizões, paciência e confiança construída ao longo do tempo.

Além da agenda sobre filantropia, Guilherme acompanhou debates sobre o uso da inteligência artificial por think tanks em diferentes regiões do mundo. Para ele, embora a IA tenha se tornado uma ferramenta cada vez mais presente, o diferencial dessas organizações segue sendo humano. “O uso da IA é iminente, mas o valor real dos think tanks está no conhecimento que surge quando pessoas com interesses reais enfrentam problemas difíceis juntas”, destaca.

Outro ponto de reflexão foi a situação enfrentada por organizações da sociedade civil em diferentes países do Sul Global. Nas conversas com representantes internacionais, Guilherme observou relatos de perseguição e restrição ao trabalho dessas organizações, em contextos que vão além dos desafios fiscais e regulatórios conhecidos no Brasil. “Essas trocas nos ajudam a colocar a nossa realidade em perspectiva e reforçam a importância de proteger e fortalecer o espaço cívico”, avalia.

A presença do IDIS na conferência reforça seu compromisso com o fortalecimento da filantropia, da sociedade civil e da produção de conhecimento orientada ao impacto, em diálogo com redes nacionais e internacionais.

O que é sustentabilidade e por que ela importa para empresas

Sustentabilidade é a capacidade de atender às necessidades do presente sem comprometer as possibilidades das próximas gerações. No contexto empresarial, o conceito envolve decisões que equilibram responsabilidade ambiental, impacto social positivo, viabilidade econômica e boas práticas de governança.

Essa definição ganhou força global em 1987, com o relatório Nosso Futuro Comum, conhecido como Relatório Brundtland, elaborado no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU). Desde então, o conceito passou a orientar governos, empresas e organizações da sociedade civil na busca por um modelo de desenvolvimento mais responsável, duradouro e atento aos impactos das escolhas feitas hoje.

O termo é frequentemente entendido de forma reduzida, mas, na prática, sustentabilidade não significa apenas ‘cuidar do meio ambiente’. Esse é um componente essencial, mas não o único. Uma sociedade sustentável também precisa reduzir desigualdades, respeitar direitos, fortalecer instituições, gerar trabalho digno e criar condições para que pessoas, comunidades e territórios possam prosperar no longo prazo.

Neste texto, você vai se aprofundar no conceito de sustentabilidade e entender a importância de empresas aderirem a essa prática. Vamos lá?

 

A evolução do conceito e suas três dimensões

Durante muito tempo, sustentabilidade foi associada principalmente a atitudes ambientais, como reciclar, economizar água ou reduzir o consumo de energia. Essas práticas continuam importantes, mas o debate avançou e passou a abranger também os impactos sociais e econômicos das escolhas feitas por governos, empresas e sociedade.

A partir dos anos 1980, consolidou-se a noção de desenvolvimento sustentável como resposta a um desafio global – o crescimento econômico não poderia seguir ignorando os limites ambientais e as desigualdades sociais. Mais tarde, em 2015, a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) reforçou essa visão ao estabelecer 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), conectando temas como erradicação da pobreza, educação, saúde, igualdade de gênero, clima, consumo responsável, trabalho decente e parcerias.

Especificamente no ambiente empresarial, essa evolução também foi significativa. Sustentabilidade deixou de ser vista apenas como uma agenda de responsabilidade social ou de gestão ambiental e, hoje, está diretamente relacionada à estratégia do negócio, à governança, à gestão de riscos, à relação com stakeholders (ou partes interessadas) e à capacidade de gerar valor para a sociedade.

Uma forma simples de compreender essa abordagem mais ampla é observar três dimensões interdependentes:

  • Sustentabilidade ambiental trata do uso responsável dos recursos naturais, da proteção da biodiversidade, da redução de emissões e da gestão de resíduos, água e energia.
  • Sustentabilidade social envolve direitos humanos, equidade, diversidade, inclusão, saúde, educação, segurança e qualidade de vida para as pessoas impactadas por uma atividade econômica.
  • Sustentabilidade econômica diz respeito à capacidade de gerar valor de forma duradoura, com eficiência, inovação, transparência e responsabilidade na relação com trabalhadores, consumidores, fornecedores, investidores e comunidades.

Essas dimensões não funcionam separadamente. Uma empresa pode ser eficiente do ponto de vista financeiro, mas, se degrada o ambiente ou aprofunda desigualdades, cria riscos para sua própria continuidade. Da mesma forma, uma iniciativa social ou ambiental precisa de planejamento, recursos e governança para se manter ao longo do tempo.

 

Sustentabilidade nas empresas: da intenção ao compromisso

Incorporar a sustentabilidade no cotidiano envolve também reconhecer que os desafios socioambientais não serão resolvidos por um único setor. Governos, empresas, sociedade civil e cidadãos têm responsabilidades complementares. A Pesquisa Doação Brasil 2024, coordenada pelo IDIS e realizada pela Ipsos, mostra que 93% dos brasileiros consideram as empresas responsáveis pela solução dos problemas sociais e ambientais do país. Em 2022, eram 92%; em 2020, 82%; e, em 2015, 34%.

Esse dado revela uma mudança importante de expectativa social. Consumidores, trabalhadores, investidores e comunidades esperam que empresas não apenas reduzam danos, mas também contribuam ativamente para soluções.

Para empresas, assumir compromissos sustentáveis, na prática, significa transformar valores em ações consistentes. Isso inclui definir metas, monitorar resultados, prestar contas e tomar decisões considerando os efeitos das três dimensões – econômicos, sociais e ambientais – da atividade empresarial.

Uma empresa comprometida com a sustentabilidade pode atuar em várias frentes, e alguns exemplos contemplam a redução de impactos ambientais, promoção da diversidade e inclusão, garantia de relações de trabalho justas, fortalecimento de cadeias de fornecedores responsáveis, respeito a comunidades locais, aprimoramento da governança e investimento em inovação.

Um desses caminhos é justamente a doação. Quando organizações empresariais apoiam causas socioambientais de forma planejada, elas fortalecem respostas coletivas para problemas complexos, como desigualdade, insegurança alimentar, crise climática, acesso à educação, saúde e proteção de direitos. Nesse contexto, as doações empresariais têm um papel estratégico. Ao destinar recursos para Organizações da Sociedade Civil (OSCs), fundos comunitários, movimentos e iniciativas de interesse público, empresas ajudam a ampliar a capacidade de atuação de quem está próximo dos territórios e das populações mais afetadas pelos desafios sociais e ambientais.

A Pesquisa Doação Brasil 2024 também aponta que 78% dos brasileiros fizeram algum tipo de doação em 2024 e que o volume estimado de doações individuais chegou a R$ 24,3 bilhões, valor recorde na série histórica do estudo. Embora a pesquisa trate de doações individuais, seus dados ajudam a compreender a força da cultura de doação e o potencial de ampliar práticas mais estruturadas e recorrentes.

No campo corporativo, os dados mais recentes do BISC reforçam esse movimento de fortalecimento da cultura de investimento social no país. Em 2024, o volume de Investimento Social Corporativo (ISC) das organizações acompanhadas pelo benchmark alcançou R$ 6,2 bilhões, registrando uma forte elevação em relação ao ano anterior e o segundo maior valor da série histórica. O dado evidencia que empresas têm ampliado sua atuação social de forma mais estratégica e estruturada, reconhecendo o investimento social privado como parte relevante de sua agenda ESG e de seu compromisso com o desenvolvimento sustentável.

A filantropia estratégica é uma forma de conectar recursos privados a causas públicas com planejamento, governança e foco em impacto. Diferentemente de ações pontuais ou reativas, ela parte de uma compreensão mais ampla dos problemas, define prioridades, acompanha resultados e busca fortalecer soluções de longo prazo.

Para empresas, isso significa alinhar o investimento social privado à estratégia de sustentabilidade e à agenda ESG (ambiental, social e de governança).

O que é ESG e como ele se relaciona com o Investimento Social Privado?

 

Por que empresas devem assumir compromissos sustentáveis?

São diversos os motivos para essa pergunta. De bate pronto, alguns deles são que os compromissos sustentáveis ajudam empresas a enfrentar riscos, construir confiança e gerar valor de longo prazo. Eles fortalecem a reputação, qualificam a relação com comunidades, atraem talentos, dialogam com investidores e contribuem para a perenidade do negócio.

Mas há uma razão ainda mais profunda: empresas fazem parte da sociedade. Elas dependem de territórios saudáveis, instituições sólidas, pessoas qualificadas, cadeias produtivas resilientes e consumidores com condições de vida dignas. Contribuir para a sustentabilidade é, portanto, uma forma de proteger o futuro comum.

Esse compromisso pode começar com mudanças internas, como metas ambientais, políticas de diversidade, práticas éticas e melhoria da governança. Também pode se ampliar por meio de apoio contínuo a causas públicas. Um exemplo é o Compromisso 1%, iniciativa do IDIS e do Instituto MOL que convida empresas a destinarem pelo menos 1% do lucro líquido anual a organizações da sociedade civil e causas de interesse público.

Para as empresas, o caminho da sustentabilidade exige olhar para dentro, revisando práticas, metas e formas de gestão, e também para fora, fortalecendo parcerias, apoiando causas públicas e contribuindo para soluções coletivas. Ao integrar sustentabilidade, investimento social privado e filantropia estratégica, empresas podem ampliar sua contribuição para o desenvolvimento sustentável e, ao mesmo tempo, fortalecer sua própria capacidade de gerar valor no longo prazo.

Instituto Chamex anuncia contemplados da 6º Edital Educação com Cidadania

Confira os projetos contemplados na 6ª edição do Edital Educação com Cidadania, iniciativa do Instituto Chamex que apoia organizações da sociedade civil comprometidas com a promoção da educação, da cidadania ativa e do desenvolvimento integral de crianças e adolescentes em diferentes regiões do país. 

Nesta edição, foram selecionadas iniciativas que atuam em áreas como educação ambiental, letramento, reforço escolar, formação cultural, inclusão digital e desenvolvimento comunitário, ampliando oportunidades para centenas de jovens em situação de vulnerabilidade social. 

 

 

Projeto: Olho D’agua 

Associação Crescer no Campo (Espírito Santo do Pinhal, SP) 

Criada em 2003, surgiu com a missão de dar oportunidade a crianças e adolescentes moradoras da zona rural de se tornarem cidadãos socialmente responsáveis e solidários. O projeto Olho D’Água estimula o reconhecimento de valores e conceitos do mundo natural dos jovens e crianças, desenvolvendo habilidades e competências necessárias à modificação de atitudes em relação ao meio ambiente. A intenção é que através de pesquisas, coletas de informações e amostras, experimentos, caminhadas de observação da fauna e da flora, atividades na horta e viveiro compreendam as interações do homem com os diferentes meios. Para mais informações, clique aqui. 

 

Projeto: Ler e Significar para Atuar no Mundo!​ 

Instituto Mutá (Valença, BA) 

 O Instituto Mutá faz parte de uma coalizão de organizações sociais ligadas ao CADI Brasil, sendo fortemente engajados na promoção e apoio dos direitos das crianças e adolescentes em Valença e região. O projeto aprovado em edital promoverá ações de letramento e alfabetização integradas a oficinas de música e atividades criativas, incluindo leitura, produção textual, expressão artística e fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, visando o desenvolvimento cognitivo, socioemocional e a cidadania ativa dos participantes.​ Para mais informações, clique aqui. 

 

Projeto: VivArte​ 

Quebrada Cultural (Juazeiro do Norte, CE)

A Quebrada Cultural é um espaço multi-artístico produzido pela comunidade do Triângulo, sendo uma casa de arte e experimentos onde acontecem eventos artísticos e culturais para a comunidade de Juazeiro do Norte. Selecionado como o projeto focado em economia criativa, o VivArte é um projeto de formação cultural que oferece oficinas presenciais de teatro, artes visuais, música, dança, literatura e circo para crianças e adolescentes. Por meio das linguagens artísticas, os participantes desenvolvem expressão, autonomia e senso crítico, reconhecendo a arte como ferramenta de cidadania e transformação social. Ao longo de seis meses, vivenciam dois ciclos de oficinas conduzidos por artistas-educadores, culminando em uma mostra e feira cultural aberta à comunidade na qual haverá um sarau e venda dos produtos produzidos pelos adolescentes com os ganhos sendo revertidos para os próprios beneficiários do projeto.​ Para mais informações, clique aqui. 

 

Projeto: Nosso papel é imprimir o bem através da educação​ 

PreparArte (Rolim de Moura, Rondônia) 

 A Prepararte, criada em 2006, surgiu da visão da arte como instrumento para preparar pessoas, fortalecendo seus vínculos e habilidades sociais e ajudando na elaboração de um projeto de vida. Atualmente, a instituição está em fase de expansão e construção de uma sede própria ampliada, com o objetivo de garantir a continuidade da oferta gratuita de seus cursos. O novo espaço contará com uma biblioteca e dois laboratórios de informática, havendo necessidade de apoio para equipar esses ambientes com móveis e computadores. A iniciativa visa viabilizar a inauguração da sede e ampliar o número de alunos atendidos gratuitamente.​ Para mais informações, clique aqui. 

 

Projeto: Aprender com Arte – Reforço Escolar Criativo​ 

Associação Crescer com Viver (Guarapari, ES) 

A Associação Crescer com Viver foi criada com o objetivo de ampliar oportunidades através de atividades socioeducativas, culturais e esportivas para jovens, crianças e famílias, com o objetivo final de promover a transformação social. O projeto “Aprender com Arte – Reforço Escolar Criativo” oferecerá reforço escolar em português e matemática, apoio às atividades escolares e oficinas criativas de pintura, leitura e expressão artística, com jovens em situação de vulnerabilidade social de 7 a 14 anos organizados por faixa etária. O objetivo é promover aprendizagem, desenvolvimento socioemocional, fortalecimento do vínculo com a escola e a comunidade, além de contribuir para a autoestima e permanência escolar dos participantes.​ Para mais informações, clique aqui. 

 

Projeto: OCA – Oficinas Culturais e Artísticas​ 

Força Flor Desenvolvimento Humano e Defesa Cultural 

Força Flor possui sede própria na comunidade rural de São Pedro, e tem como objetivo a transformação social através da garantia de direitos da criança e do adolescente, da educação profissional e promoção de oportunidades de trabalho e da sustentabilidade. O projeto “OCA – Oficinas Culturais e Artísticas” será executado na sede da Força Flor em parceria com as escola municipais, com crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social de 6 a 17 anos. Serão desenvolvidas oficinas semanais presenciais no contraturno escolar, de artes visuais, dança, artesanato, permacultura, informática e reforço escolar. O projeto prevê acompanhamento pedagógico, promoção da inclusão social,  desenvolvimento de habilidades, fortalecimento de vínculos e apresentação cultural de encerramento.​ Para mais informações, clique aqui. 

Ranking global de solidariedade revela fatores que impulsionam doações em diferentes países

O World Giving Report 2026, pesquisa anual da Charities Aid Foundation (CAF), organização britânica representada no Brasil pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, apresenta um indicador que mede a generosidade dos países com base na proporção da renda destinada a doações. Segundo o relatório, o senso de pertencimento comunitário e a confiança nas organizações estão entre os fatores mais associados a maiores níveis de doação.

A pesquisa ouviu mais de 60 mil pessoas em 105 países para compreender como indivíduos apoiam causas de interesse público ao redor do mundo e quais fatores influenciam suas decisões de doar.

 

Baixe a publicação (disponível apenas em inglês):

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No Brasil, os resultados indicam um cenário de estabilidade, acompanhado por mudanças importantes nas motivações para a doação. O percentual de pessoas que realizaram algum tipo de doação em 2025 caiu de 62% para 59%. Apesar disso, a doação para organizações da sociedade civil manteve-se estável no país, com 28% das pessoas fazendo alguma doação em dinheiro para ONGS e 19% doando tempo na forma de voluntariado.

Segundo o levantamento, 61% da população mundial realizou algum tipo de doação ao longo do último ano, seja para organizações da sociedade civil, diretamente para pessoas em situação de vulnerabilidade ou por motivos religiosos. Em média, os entrevistados destinaram 1% de sua renda a essas contribuições. No Brasil, a média foi de 0,9% da renda.

O estudo mostra diferenças relevantes entre regiões. Na África, a média de doações corresponde a 1,6% da renda, enquanto na Europa esse percentual é de 0,6%. A Nigéria lidera o ranking global, com cidadãos destinando, em média, 2,8% de sua renda para organizações beneficentes, causas religiosas ou apoio direto a pessoas em necessidade.

A pesquisa também aponta que adultos entre 25 e 44 anos destinam proporcionalmente uma parcela maior de sua renda a doações do que pessoas com mais de 55 anos. Entre as causas apoiadas, as iniciativas religiosas aparecem em primeiro lugar, recebendo contribuições de 31% dos entrevistados. Em seguida estão ações voltadas para crianças e jovens e para o enfrentamento da pobreza, ambas apoiadas por 29% dos respondentes.

 

Comunidade e confiança fortalecem a cultura de doação

Um dos principais achados do relatório é a relação entre o sentimento de pertencimento comunitário e os níveis de doação. Nos países onde mais de 80% da população afirma sentir forte conexão com sua comunidade local, a média de doações chega a 1,7% da renda. Já nos países onde menos da metade da população compartilha esse sentimento, a média cai para 0,6%.

Os resultados brasileiros dialogam diretamente com essa conclusão. Entre os motivos para doar, cresceu a parcela de pessoas que afirmam contribuir para apoiar suas comunidades locais, passando de 25% para 32%. Também aumentou o percentual daqueles que entendem a doação como um dever coletivo, que passou de 39% para 48%, índice muito acima da média global (36%) e da média sul-americana (17%).

O estudo também identificou que as pessoas tendem a apoiar principalmente organizações que atuam em suas comunidades (56%) ou em âmbito nacional (55%), em comparação com organizações que desenvolvem atividades em vários países (22%).

Além disso, fatores como transparência e clareza sobre o impacto das doações aparecem entre os principais elementos que poderiam estimular uma maior participação da população. Globalmente, 63% dos entrevistados afirmam que mais transparência sobre a gestão das organizações aumentaria sua disposição para doar e 47% gostariam de compreender melhor os resultados alcançados pelas iniciativas apoiadas. No Brasil, foi interessante ver que 27% dos doadores foram influenciados a doar pela cobertura feita pela mídia, demonstrando a força desta instituição para impulsionar a generosidade.

“Esses movimentos apontam para um doador mais consciente, que entende seu papel na construção de soluções coletivas, e por isso também mais exigente. Transparência quanto ao uso dos recursos e clareza sobre o impacto gerado surgem como condições essenciais para o aumento das doações. O fortalecimento da confiança será decisivo para transformar a intenção em ação e consolidar uma cultura de doação mais robusta no Brasil.” afirma Paula Fabiani, CEO do IDIS.

Encontro promovido pelo IDIS reúne filantropos em diálogos sobre propósito e transformação social

O IDIS realizou a primeira edição do ‘Em conversa com…’, iniciativa criada para promover diálogos mais próximos, profundos e inspiradores entre filantropos e filantropas brasileiros. O encontro reuniu lideranças do campo da filantropia em um ambiente de troca, escuta e aprendizado mútuo.

Nesta primeira edição, o evento contou com a participação de Claudio Haddad, fundador do Insper, e Ticiana Rolim Queiroz, fundadora da Somos Um, que compartilharam reflexões sobre suas trajetórias, propósitos e experiências na promoção de transformações sociais no Brasil.

Ao longo de seus 27 anos de atuação, o IDIS tem trabalhado pelo fortalecimento da filantropia e do investimento social privado no país. Nesse contexto, a filantropia familiar ocupa papel estratégico, especialmente por seu potencial de promover transformações estruturantes e de longo prazo.

Nos últimos anos, o IDIS aprofundou a atuação nesse campo por meio de pesquisas, workshops e da publicação ‘Caminhos para uma atuação mais ampla e estratégica da filantropia familiar brasileira’. Durante esse processo, surgiu de forma recorrente a percepção da importância de ampliar espaços seguros de troca entre pares, ambientes pautados pela confiança, escuta qualificada e compartilhamento de experiências.

 

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Foi a partir dessa escuta que nasceu o “Em conversa com…”, com o propósito de fortalecer conexões humanas, ampliar repertórios e criar oportunidades para conversas que dificilmente acontecem nos fóruns tradicionais.

“O fortalecimento da filantropia também passa pela construção de vínculos e pela criação de espaços que estimulem trocas genuínas entre pessoas que compartilham o desejo de gerar impacto positivo na sociedade”, afima Paula Fabiani, CEO do IDIS.

A iniciativa contou ainda com o apoio da Fundação Bradesco, Movimento Bem Maior, Levisky Legado e UNICEF.

CNBB aprova criação de fundo patrimonial para preservar o patrimônio cultural da Igreja Católica no Brasil, com apoio do IDIS

Iniciativa segue a Lei dos Fundos Patrimoniais e pretende captar doações privadas para restaurar e manter bens sacros em todo o país

A Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou, em abril, a criação do Fundo Patrimonial para o Patrimônio Cultural da Igreja Católica no Brasil. A iniciativa, desenvolvida por meio da Assessoria de Bens Culturais da Comissão Episcopal para Cultura e Educação da CNBB e com o apoio técnico do IDIS, tem como objetivo captar doações privadas para restaurar, conservar e garantir a sustentabilidade financeira da gestão de bens culturais religiosos sob responsabilidade da Igreja, criando uma fonte permanente de financiamento para sua preservação.

O patrimônio cultural católico representa mais de 32% dos bens tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), reunindo igrejas, obras de arte, arquivos históricos e espaços que integram a memória e a identidade brasileira. Apesar dessa relevância histórica e social, ao menos 99 igrejas e edificações religiosas apresentam hoje sérios problemas de conservação, segundo relatório de Bens Materiais do IPHAN divulgado em fevereiro de 2025.

O fundo patrimonial surge como um instrumento para assegurar estabilidade financeira no longo prazo, ampliar a independência institucional, fortalecer a governança e profissionalizar a gestão do patrimônio cultural eclesiástico. O mecanismo é constituído por doações de pessoas físicas e jurídicas cujos recursos são investidos no mercado financeiro por gestores profissionais, sendo utilizados apenas os rendimentos para financiar projetos, garantindo a perenidade das causas apoiadas.

“Vivemos um momento histórico ao aprovar um fundo patrimonial dedicado ao patrimônio cultural brasileiro sob gestão da Igreja Católica. Trata-se de um avanço significativo na forma como asseguramos a conservação desses bens, com um modelo inovador, sustentável, transparente e perene”, comenta Andrea Hanai, gerente de projetos e consultora no IDIS.

O modelo vem ganhando escala no país. O Monitor de Fundos Patrimoniais no Brasil, produzido pelo IDIS de 2026, identificou 128 fundos patrimoniais ativos, que somam patrimônio superior a R$137,5 bilhões. A proposta é criar uma fonte contínua de financiamento complementar aos recursos já existentes, permitindo que dioceses, paróquias, congregações religiosas e instituições culturais ligadas à Igreja ampliem sua capacidade de gestão, conservação e restauração patrimonial.

Seguindo os parâmetros da Lei nº 13.800/2019, o fundo poderá apoiar a CNBB e seus 19 regionais, arquidioceses, dioceses, paróquias, ordens religiosas e equipamentos culturais eclesiásticos que possuam CNPJ próprio e atuação comprovada na gestão de patrimônio cultural. A iniciativa já conta com o apoio de um grupo de trabalho formado pelas Pontifícias Universidades Católicas de todo o país, IPHAN, Ministério Público e representantes da sociedade civil. O Fundo Patrimonial para o Patrimônio Cultural da Igreja Católica no Brasil prestará suporte às instituições elegíveis na elaboração de projetos, qualificação da gestão e captação de recursos. O objetivo é garantir que igrejas e bens religiosos continuem sendo espaços vivos de fé, cultura e acesso público em todo o Brasil.

 

Sobre o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social

O IDIS é uma organização da sociedade civil independente fundada em 1999 e pioneira em suporte técnico a investidores sociais no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e promover a filantropia estratégica e seu impacto, o IDIS atende indivíduos, famílias, empresas e institutos e fundações familiares, bem como organizações da sociedade civil, em ações que transformam realidades e contribuem para a redução da desigualdade social no país. Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimento, consultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a cocriação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

Vaga para Analista de Projetos Sênior – Gestão da Doação

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para profissionais com experiência em projetos com foco em gestão da doação .

Atuamos desde 1999 com foco no fortalecimento do Investimento Social Privado no Brasil e o estímulo a ações transformadoras da realidade para a redução das desigualdades sociais no país.

O IDIS conta com um time de mais de 60 pessoas dedicadas a desenvolver e implementar projetos de grande impacto que estimulem o desenvolvimento de um ecossistema de Investimento Social que atue de forma eficaz e estratégica. Oferecemos consultoria em investimento social para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. Além disso, desenvolvemos projetos de impacto, como campanhas e a promoção de advocacy, e investimos na geração de conhecimento, com a produção de pesquisas, artigos e publicações.

Para fortalecer nossa atuação, buscamos um(a) Analista de Projetos Sênior que apoie na Gestão da Doação, uma das áreas de Consultoria do IDIS.

Acesse a vaga na 99Jobs e inscreva-se.

 

responsabilidades

 

  • Apoiar a condução e desenvolvimento de projetos do IDIS, com autonomia, respeitando os prazos acordados e zelando pela qualidade dos produtos entregues.
  • Realizar pesquisas de conceitos, referências e benchmarking que enriqueçam os projetos e tragam embasamento para os produtos desenvolvidos.
  • Organizar, ler e analisar documentos e elaborar relatórios e apresentações sistematizados sobre os aprendizados e conclusões obtidos.
  • Facilitar a revisão de contratos, com apoio de parceiro jurídico, conciliando demandas das partes na busca pelas versões finais para assinatura.
  • Apoiar na coleta de dados quantitativos e qualitativos necessários para a execução dos projetos, consolidando as informações em relatórios gerenciais.
  • Apoiar na elaboração de propostas de projetos para potenciais clientes e parceiros, bem como na estratégia de prospecção da área.
  • Participar de reuniões semanais da equipe de consultoria para manter a equipe alinhada com o planejamento estratégico e missão da organização.
  • Conduzir reuniões semanais com clientes para acompanhamento gerencial do andamento dos projetos.
  • Promover a aprendizagem e compartilhamento de conhecimento técnico com a equipe do IDIS.
  • Participar ativamente do ciclo de planejamento estratégico juntamente com as outras áreas da organização.
  • Apoiar a Gerência de Comunicação em temas e matérias relacionadas a projetos de consultoria e estratégicos para base de desenvolvimento de conteúdo de comunicação.
  • Representar o IDIS em eventos e reuniões, sempre que necessário.

requisitos

  • Autonomia e capacidade de gestão de projetos e acompanhamento de múltiplas ações simultâneas.
  • Capacidade de relacionamento com clientes e projetos de impacto.
  • Conhecimentos avançados sobre estratégias, políticas e práticas de Investimento Social Privado, Sustentabilidade, Responsabilidade Social Empresarial e Investimento de Impacto.
  • Metodologias para elaboração de análise diagnóstica, planejamento estratégico e plano de ação.
  • Sistematização e análise de informações qualitativas e quantitativas.
  • Elaboração e análise de planilhas Excel, incluindo manuseio de bases de dados, elaboração de tabelas dinâmicas e gráficos.
  • Familiaridade com contratos e termos de doação (desejável).
  • Elaboração de apresentações com boa apresentação visual, storytelling, clareza e objetividade na transmissão de conteúdos e conclusões.
  • Conhecimentos intermediários de inglês na linguagem oral e escrita.

BENEFÍCIOS

  • Vale-Transporte
  • Assistência Médica e Odontológica
  • Vale-Alimentação/Refeição
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off no aniversário
  • Tipo de trabalho – Híbrido

 

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 09 de Junho

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

 

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

Gerente de projetos do IDIS é certificado na metodologia de avaliação de impacto de organização britânica; confira entrevista

Daniel Barretti, gerente de Monitoramento e Avaliação do IDIS, obteve a certificação Practitioner Level 2 na metodologia SROI (Retorno Social sobre o Investimento), oferecido pela organização britânica Social Value International (SVI), referência mundial no assunto e da qual o IDIS integra a rede. Com a conquista, ele se torna o segundo brasileiro a alcançar esse nível de certificação, juntando-se a Paula Fabiani, CEO do IDIS, que até então era a única no país com o título.

O SROI é um protocolo de avaliação de impacto que propõe analisar a relação entre os recursos investidos em um projeto ou programa e o valor social gerado para a sociedade por essa iniciativa. A certificação é concedida pela organização que há mais de 15 anos qualifica profissionais em todo o mundo para a aplicação da metodologia.

“Foi um processo desafiador e muito enriquecedor, que exigiu dedicação e aprofundamento técnico na mensuração de impacto social. Ao longo da jornada, tive a oportunidade de ampliar meu olhar sobre a geração de valor social e aprender com diferentes profissionais. Essa conquista também reflete o apoio e a colaboração de muitas pessoas que fizeram parte desse percurso”, afirma.

De acordo com a Social Value International, valor social significa compreender a importância que as pessoas atribuem às mudanças em seu bem-estar e utilizar esses aprendizados para orientar decisões mais informadas. Nesse sentido, a metodologia contribui para fortalecer processos de tomada de decisão baseados em evidências em organizações sociais.

No centro, Daniel Barretti, durante discussão sobre Monitoramento e Avaliação
Créditos: André Porto

O IDIS é hoje uma referência na aplicação do SROI no Brasil, com projetos realizados para organizações como Amigos do Bem, Fundação Sicredi, Gerando Falcões, Instituto Ayrton Senna, Orquestra Maré do Amanhã, Parceiros da Educação, Petrobras e Vale.

Conheça mais sobre os projetos de Monitoramento e Avaliação realizados pelo IDIS.

Confira a entrevista com Daniel Barretti publicada na Social Value International:

 

1 – Parabéns por conquistar a certificação Level 2: Social Value Practitioner! O que esse marco representa para você e como é ser apenas a segunda pessoa no Brasil a alcançar esse nível?

Obter a acreditação L2 da SVI representa mais um passo em uma trajetória de aprendizado contínuo. Para mim, isso significa que minha prática em monitoramento e avaliação de projetos sociais vem se aprimorando. Quanto ao fato de eu ser apenas o segundo brasileiro a possuir essa acreditação, acredito que isso reflita o caráter pioneiro e consistente da experiência acumulada pelo IDIS (organização à qual pertenço) no protocolo SROI.

2 – Como gerente de Monitoramento e Avaliação no IDIS, de que forma o SROI faz parte do seu trabalho no dia a dia e o que motivou você a buscar essa certificação formal nesse nível?

Nossa atual CEO, Paula Fabiani, foi a primeira brasileira certificada no Nível 3 da SVI. Isso trouxe ao IDIS um selo de reconhecimento e uma expertise significativa na aplicação do protocolo no Brasil. Desde então, o IDIS vem realizando diversas avaliações SROI e tornou-se uma referência nacional no tema. Nesse contexto, o que me motivou a buscar a certificação SVI Nível 2 foi justamente a ideia de dar continuidade e atualizar nosso conhecimento na aplicação do SROI no Brasil.

3 – Você descreveu o processo de certificação como “desafiador e extremamente enriquecedor”. Pode explicar como foi esse processo e quais foram os aspectos tecnicamente mais exigentes para você?

Acredito que trabalhar os 8 princípios do SROI exige atenção cuidadosa e rigorosa aos detalhes técnicos e práticos, além de transparência e clareza nos processos de reporte e nos respectivos resultados. Engajar e coletar percepções de impacto de beneficiários indiretos, por exemplo, é um grande desafio, assim como fazer os beneficiários compreenderem a diferença entre o desconto de atribuição e o contrafactual. Por outro lado, essas dificuldades revelam caminhos e possibilidades de atuação e, consequentemente, nos levam a aprimorar nossas avaliações, tornando-as cada vez mais participativas, precisas e transparentes.

4 – O SROI exige uma abordagem rigorosa para quantificar valor social, desde o mapeamento de stakeholders até a monetização dos resultados. O que a certificação ensinou a você sobre aplicar esses princípios especificamente no setor social brasileiro?

Como mencionei, envolver beneficiários indiretos é um grande desafio, já que eles estão, em grande parte, distantes da intervenção e, consequentemente, têm baixa percepção do impacto relacionado a ela. No entanto, o processo de acreditação me ensinou que é necessário, primeiro, identificar e testar possibilidades de mobilização e engajamento e, segundo, coletar as informações da melhor forma possível — mas não deixar de coletá-las — e, principalmente, descrever as limitações e riscos de cada processo de coleta de dados e de análise dos resultados.

Do ponto de vista da monetização, combinar técnicas como o uso de proxies e ancoragem mostrou-se uma abordagem poderosa para unir valor de mercado e percepção social de valor. Ainda assim, o processo de acreditação me mostrou que a etapa de monetização pode ser ainda mais participativa ao validar proxies junto ao público beneficiário.

5 – O IDIS já aplicou SROI com organizações como Amigos do Bem, Instituto Ayrton Senna, Petrobras e Vale. Como sua experiência prática nesses projetos influenciou sua abordagem na certificação e vice-versa?

Submeti para acreditação uma avaliação que havíamos realizado recentemente com base em nossa experiência prévia com SROI. Entendo que essa experiência anterior me ajudou de muitas maneiras, mas também trouxe alguns hábitos já incorporados de compreensão e execução que, por vezes, estavam equivocados. Assim, o processo de acreditação certamente serviu para refletirmos criticamente e atualizarmos nossas práticas, alinhando-as de forma mais consistente aos princípios da SVI.

6 – Você mencionou que essa conquista reflete o apoio de muitas pessoas ao longo da jornada. Quem foram algumas das vozes ou colaboradores-chave e o que aprender junto a pessoas de diferentes formações trouxe para essa experiência?

Hoje temos uma equipe grande de Monitoramento e Avaliação no IDIS, e trocamos muitas ideias sobre nossas práticas diárias de trabalho. Então, eu diria que, em certa medida, toda a equipe me ajudou por meio de reuniões, debates e reflexões, mesmo quando não estavam diretamente relacionados ao meu processo de acreditação.

De forma mais direta, três pessoas contribuíram muito nesse processo: Ana Beatriz, que foi a analista mais envolvida comigo durante a execução da avaliação antes de eu submetê-la para acreditação; Denise Carvalho, diretora de Monitoramento e Avaliação do IDIS, que não apenas me incentivou, mas também me ajudou nas reflexões e revisões necessárias ao longo do processo; e, por fim, Paula Fabiani, CEO do IDIS, que foi a maior incentivadora para que eu buscasse essa acreditação e não desistisse após uma primeira tentativa.

7 – A mensuração de valor social ainda está amadurecendo como disciplina na América Latina. Quais você vê como as maiores barreiras para uma adoção mais ampla de valor social e SROI no Brasil, e o que diria a outros profissionais que estão considerando a certificação?

Para começar, eu diria que ainda temos uma barreira quando se trata de avaliações de impacto em geral. Muitas organizações que afirmam avaliar impacto estão, na verdade, monitorando indicadores de processo ou de produto, como o número de participantes. Avaliações de impacto, como as avaliações SROI, exigem recursos humanos, técnicos e financeiros que muitas vezes não são previstos no planejamento das iniciativas.

Além disso, acredito que a grande extensão territorial do Brasil e, consequentemente, sua enorme diversidade cultural e socioeconômica representam um desafio ainda maior para a monetização. No Brasil, por exemplo, não temos um banco oficial de proxies como existe no Reino Unido, e acredito que um esforço desse tipo talvez nem fosse viável justamente por conta das diferenças territoriais do país.

Recomendo fortemente que outros profissionais passem pelo processo de certificação, pois ele permite refletir criticamente sobre as próprias práticas, sobre as melhores formas de adaptá-las e conduzi-las no contexto brasileiro e, por fim, porque acredito que seja uma abordagem rica, que combina dados qualitativos e quantitativos e nos proporciona uma leitura muito profunda das iniciativas sociais a partir da perspectiva de quem realmente vivencia essas iniciativas na prática.

8 – O que vem pela frente para você? Existem áreas da prática de valor social que você espera desenvolver mais, e o que espera que essa conquista possibilite para o IDIS e para o campo?

Certamente. Duas lições do meu processo de acreditação que quero muito colocar em prática são: primeiro, um processo mais qualificado e robusto de escuta e engajamento de beneficiários indiretos; e, segundo, tornar a avaliação ainda mais participativa, validando resultados parciais, bem como a escolha de proxies, por exemplo, também com os beneficiários, além da validação junto à organização executora da iniciativa.

Programa Juntos Pela Saúde lança Relatório de Atividades 2025

O Juntos pela Saúde é uma iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com gestão do Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), implementada nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. 

Em 2025, o projeto alcançou um momento decisivo de consolidação e implementação com a atuação em 64 municípios da região Norte, 298 municípios do Nordeste e 12 projetos em execução simultânea.

O ano também marca a conquista de  R$72,9 milhões investidos, 4.167 unidades de saúde beneficiadas, 20.731 equipamentos distribuídos (entre equipamentos de saúde, informática e mobiliário), 17.545 beneficiários diretos e 9,7 milhões de beneficiários indiretos. Até 2026, o programa prevê R$113 milhões em investimentos.

 

Baixe aqui o Relatório de Atividades 2025 do Juntos pela Saúde

 

Confira as principais ações realizadas e os números de programa, entre 2023 e 2025:

Sobre os projetos executados em 2025 

Entre os projetos em execução, o Afluentes expandiu protocolos nacionais de pré-natal e controle da hipertensão para 6 municípios do Oeste do Pará, com elaboração de guias clínicos e capacitação de profissionais da Atenção Primária. O CARDIO fortaleceu o cuidado cardiovascular em municípios da Paraíba, Ceará e Pará, com a implantação de cantinhos especializados em 386 Unidades Básicas de Saúde (UBS). Já o Ciclo Saúde Proteção Social apoiou a gestão pública e a qualificação das equipes da APS em 32 municípios do Pará e Maranhão, somando 664 encontros formativos e mobilizando mais de dois mil profissionais.

Na frente de inovação tecnológica, o epCertify – Linha de Cuidado Hiperdia implementou soluções digitais para monitoramento de hipertensão e diabetes em dez municípios nordestinos, beneficiando 88 UBS e mais de 198 mil pessoas indiretamente. O Impulso Previne ampliou o uso estratégico de dados públicos da Atenção Primária para 243 municípios em 15 estados, apoiando o acompanhamento ativo de pacientes e a melhoria de indicadores assistenciais. Complementando essa agenda, o NoHarm utilizou inteligência artificial para qualificar a segurança do paciente, analisando mais de 28 mil prescrições e fortalecendo a gestão clínica em 341 UBS, inclusive em territórios remotos.

No campo da vigilância em saúde, o Sistema de Antecipação de Surtos avançou no monitoramento epidemiológico de doenças respiratórias, alcançando 479 municípios em 2025. O SUS na Floresta deu início às construções dos pontos de apoio à saúde em comunidades ribeirinhas do Amazonas, ampliando o acesso a atendimentos presenciais, telemedicina e serviços odontológicos.

Voltado ao cuidado integral, o Tecendo Linhas fortaleceu a saúde materno-infantil e o acompanhamento de condições crônicas em seis municípios do Pará, enquanto o projeto Unidos pela Eliminação do Câncer de Colo do Útero ampliou a cobertura vacinal contra HPV em dez municípios do Ceará, com resultados superiores a 90% em parte dos territórios atendidos. Já o V.E.R. – Visão em Rede promoveu triagens visuais e acesso a diagnóstico em Serra Talhada (PE), utilizando telessaúde e doação de óculos para reduzir barreiras de acesso ao cuidado ocular.

A filantropia como infraestrutura diante da crise climática

Artigo publicado originalmente no Um Só Planeta

Por Marcelo Modesto, gerente da área ESG do IDIS.

As cenas se repetem e, a cada ano, com mais intensidade. Ruas transformadas em rios, famílias desalojadas, serviços públicos colapsados. De Juiz de Fora, com seus episódios recentes de enchentes e desafios nos planos de contingência, a diversas regiões metropolitanas e cidades, o país está cada vez mais vulnerável a eventos extremos. O que se vê não é mais um momento excepcional, mas um padrão consolidado.

Segundo dados recentes lançados pela Ipsos, cerca de um quarto da população já precisou se deslocar por conta de eventos extremos, evidenciando, cada vez mais, que a crise não é apenas ambiental, mas social, econômica e humanitária. O deslocamento forçado rompe vínculos territoriais, além de agravar desigualdades históricas, afetando de forma mais intensa populações já vulnerabilizadas.

O relatório Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2026, lançado pelo IDIS, apresenta também um diagnóstico central de que o clima não é mais uma agenda entre outras, mas um fator estruturante que atravessa todas as dimensões: saúde, educação, segurança alimentar, habitação e renda.

È justamente nesse ponto que um debate ainda pouco amadurecido no Brasil precisa avançar: o papel da filantropia como parte da infraestrutura de resposta a crises. Em situações de desastre, o tempo é o recurso mais escasso. O Estado, por mais preparado que possa estar para enfrentar situações como essas, opera com algumas limitações que podem dificultar respostas imediatas na celeridade necessária.

A filantropia, nesse sentido, tem atributos que a tornam particularmente relevante nesses contextos, como maior flexibilidade, rapidez na alocação e direcionamento de recursos, além de uma maior capacidade para assumir riscos.

Fundos emergenciais, por exemplo, permitem mobilizar recursos direcionando apoio a territórios críticos antes mesmo que estruturas públicas consigam se reorganizar. Organizações da sociedade civil, por sua vez, atuam como braços operacionais essenciais, já que estão inseridas nos territórios e conhecem, com precisão, quem precisa de ajuda e como chegar até essas pessoas no momento em que elas mais precisam.

O campo do investimento social privado já demonstra mobilização significativa em desastres. Mas ainda há um desequilíbrio, uma vez que a maior parte das ações se concentra na resposta imediata após eventos climáticos extremos, com pouca incidência em prevenção e adaptação.

Considerando as evidências científicas de que eventos climáticos extremos serão cada vez mais frequentes e intensos, as respostas não podem continuar baseadas apenas em resoluções momentâneas. Nesse sentido, a filantropia deve ser tratada como parceira estratégica capaz de ampliar velocidade, alcance e efetividade, atuando colaborativamente com o estado e iniciativas privadas.

Isso implica, na prática, fortalecer fundos de emergência permanentes, com governança e capacidade de rápida ativação; investir na preparação dos territórios, financiando prevenção, adaptação e resiliência; apoiar organizações locais, que são as primeiras a responder e as últimas a sair; e, sobretudo, atuar de forma articulada, reduzindo lacunas entre planejamento e execução. Especialmente em agendas sensíveis, como é o caso dos desastres climáticos, essa integração é indispensável para solucionarmos os desafios que temos à frente.

Paula Fabiani nomeada para a lista TIME100 Philanthropy 2026, que representa os 100 líderes mais influentes na filantropia

A TIME nomeou Paula Fabiani, CEO do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, para a segunda edição anual da lista TIME100 de Filantropia de 2026, que reconhece figuras singulares que estão moldando o futuro das doações. Paula é a primeira brasileira a integrar a lista.

O reconhecimento destaca sua atuação no fortalecimento da filantropia estratégica e da cultura de doação no Brasil, bem como sua contribuição para aproximar o país dos debates internacionais sobre investimento social e desenvolvimento sustentável.

Segundo Paula Fabiani, a inclusão na TIME100 Philanthropy reflete o avanço coletivo do campo no país. “Espero que esse reconhecimento traga mais visibilidade para a filantropia brasileira. Nos últimos anos, temos visto o campo se desenvolver de forma consistente, com mais articulação, profissionalização e busca pela sustentabilidade com os fundos patrimoniais. O Brasil tem uma sociedade civil potente, criativa e com capacidade de inovação, e pode ocupar um papel cada vez mais protagonista nos debates globais sobre impacto social e desenvolvimento sustentável.”

Economista formada pela FEA-USP, com MBA pela Stern School of Business da New York University e doutorado em Administração pela Fundação Getulio Vargas (FGV), Paula construiu sua trajetória profissional conectando conhecimento acadêmico, articulação institucional e incidência pública em prol do impacto social. Autora de livros sobre fundos patrimoniais filantrópicos e primeira infância, Paula também é certificada na metodologia de avaliação de impacto SROI (Social Return on Investment) pela organização Social Value UK.

Paula Fabiani durante cerimônia da TIME100 Philanthropy

À frente do IDIS, contribuiu diretamente com apoio técnico à centenas de empresas, famílias, fundações e institutos, e liderou iniciativas que se tornaram referências nacionais, como a Pesquisa Doação Brasil, o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais e a Coalizão pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos. Sua atuação foi decisiva para a aprovação da Lei nº 13.800/2019, que regulamenta os fundos patrimoniais no Brasil, mecanismo que garante recursos para causas de interesse público no longo prazo. Esse é um marco estrutural para o fortalecimento da filantropia no país e, desde então, o campo passou por uma expansão significativa: desde 2019 já foram criados mais de 60 fundos, e hoje o país já conta com 128 fundos patrimoniais ativos mapeados. Além disso, é uma das fundadoras do Compromisso 1%, iniciativa do IDIS e do Instituto MOL, para incentivar empresas de diversos portes e segmentos a doarem pelo menos 1% de seu lucro líquido anual para causas socioambientais.

Em 2024, quando o IDIS foi contemplado com uma expressiva doação da filantropa MacKenzie Scott, foi possível pôr em prática um desejo antigo: a criação de um fundo patrimonial voltado ao fortalecimento da filantropia estratégica e da cultura de doação. Paula Fabiani vem liderando a captação ao Fundo de Fomento à Filantropia, inédito em sua categoria, junto a investidores locais. Hoje, o patrimônio ultrapassa R$ 10 milhões e segue ativo.

O reconhecimento da Revista Time posiciona o Brasil no mapa global da filantropia estratégica e evidencia o amadurecimento de um ecossistema que Fabiani ajudou a construir.  Além de liderar o IDIS, participa também em redes e conselhos nacionais e internacionais, entre eles o Conselho Consultivo do UNICEF e o Steering Committee do Global Philanthropy Forum, e é cofundadora do capítulo brasileiro do Catalyst Now.

Em entrevista a GloboNews, no quadro Extraordinários, Paula Fabiani, CEO do IDIS, compartilha reflexões sobre cultura de doação. Confira:

 

Equipe IDIS celebrando conquista durante reunião de equipe

Transformando Territórios conclui segunda formação em Governança para o Terceiro Setor

Em abril, o programa Transformando Territórios concluiu a segunda formação em Governança para Terceiro Setor, ampliando o alcance e reforçando o compromisso com o fortalecimento institucional do terceiro setor em diferentes territórios.

Voltada para pessoas que já atuam ou desejam atuar em posições de liderança dentro de OSCs, a formação reuniu mais de 70 participantes, representando mais de 30 municípios, distribuídos em 14 estados brasileiros. A iniciativa contou com representantes indicados por Fundações e Institutos Comunitários (FICs) parceiros do programa.

Estruturada em quatro encontros síncronos, a formação contou com emissão de certificado para os participantes. Ao longo da programação, foram abordados temas fundamentais para o fortalecimento das organizações, como introdução ao terceiro setor e a conceitos e práticas de governança de sucesso, além de sustentabilidade institucional e construção de legado.

O objetivo da formação foi aprofundar a compreensão sobre a importância da governança como elemento estratégico para a transparência, sustentabilidade e efetividade das OSCs, contribuindo para o desenvolvimento de lideranças mais preparadas para enfrentar desafios e ampliar o impacto social das organizações.

“Concluir essa formação com mais de 70 lideranças certificadas é plantar sementes para o futuro do setor social. Governança é transparência, compromisso e, acima de tudo, a abertura para novas vozes no processo decisório, garantindo que as organizações atendam demandas socioambientais legítimas e maximizem seu impacto.”, comenta Felipe Insunza Groba, gerente de projetos do IDIS, e ministrante da formação.

A primeira turma, concluída em 2025, foi direcionada exclusivamente a membros das FICs participantes do programa Transformando Territórios. Já essa segunda fase teve como público lideranças de OSCs atuantes nos territórios dessas fundações e institutos, auxiliando na melhoria das práticas de governança de forma mais ampla. 

A iniciativa integra as estratégias do Transformando Territórios, com apoio do Movimento Bem Maior e da Fundação FEAC, fortalecendo Fundações e Institutos Comunitários e impulsionando organizações que atuam diretamente na promoção do desenvolvimento local.

“É fundamental tratar da Governança. Ainda é tomado como algo secundário, mas não deve ser assim. A FUNDAES teve a oportunidade de reforçar isso no seu âmbito.

Os testemunhos que ouvimos é de que a Formação em Governança foi espetacular. Entidades já “maduras” disseram que o assunto deve ser revisitado. Falar aos Conselheiros da sua indispensável participação para advocacy e captação de recursos, além de fiscalizar a Gestão, é de extrema importância. E nisso o Felipe foi estratégico durante a formação. Muito obrigado ao IDIS”, agradece  Robson Melo, diretoria da FUNDAES, uma das organizações participantes do programa Transformando Territórios.

Sobre o Transformando Territórios

A iniciativa é do Programa Transformando Territórios, e conta com apoio do Movimento Bem Maior e da Fundação FEAC, auxiliando no fortalecimento das Fundações e Institutos Comunitários (FICs) participantes e as organizações que fazem a mudança social acontecer nos territórios.

Conheça nossos materiais sobre Governança

Começa a pesquisa para Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais 2025

Está iniciada a coleta de dados para o Anuário de Desempenho dos Fundos Patrimoniais 2025. Esta é a quinta edição da publicação, realizada pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e Coalizão pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos e que este ano tem o apoio estratégico da Fundação Bradesco e Movimento Bem Maior, e o apoio de 1618 Investimentos, Fundação José Luiz Setúbal, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Levisky Legado e Pragma Gestão de Patrimônio.

A iniciativa traz informações sobre fluxo de caixa (patrimônio, doações recebidas, investimentos na causa e resgates para manutenção própria); alocação e rentabilidade dos investimentos; estrutura da governança (com dados sobre a presença de membros independentes e participação feminina), investimento responsável, além de perspectivas para o futuro.

A última edição do estudo, no ano passado, contou com 92 respondentes com patrimônio somado de R$ 139 bilhões.

Serão enviados emails convite para os fundos mapeados pelo IDIS, mas gestores interessados em integrarem o Anuário podem entrar em contato com a equipe do IDIS pelo email: anuariofp@idis.org.br ou por WhatsApp (11) 91708-5775.

Os fundos respondentes terão a oportunidade de participar de um evento fechado entre Gestores de Fundos Patrimoniais no lançamento da publicação.

Para conhecer as informações solicitadas no questionário, o disponibilizamos também completo em Word (acesse aqui). Mas atenção: só serão válidas respostas enviadas via sistema.

PRAZO DE PREENCHIMENTO

As respostas oficiais deverão ser preenchidas no sistema online clicando aqui até 31 de maio de 2025.

 

Conheça o Anuário de Desempenho dos Fundos Patrimoniais 2024.

 

REALIZAÇÃO

SOBRE FUNDOS PATRIMONIAIS

Os fundos patrimoniais, ou endowments, são mecanismos que contribuem para a sustentabilidade financeira de organizações e causas. No Brasil, o primeiro foi criado na década de 50 e se intensificaram a partir de 2019, com a sansão da Lei 13.800/19. Segundo o Monitor de Fundos Patrimoniais, há hoje no país mais de 130 fundos patrimoniais ativos.

 

Saiba mais:

2° Encontro de Empresas Signatárias do Compromisso 1% reúne lideranças para debater e estimular a doação empresarial

No dia 29/04, em São Paulo, aconteceu o segundo Encontro de Empresas Signatárias do Compromisso 1%, um evento exclusivo promovido pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e Instituto MOL, que reuniu empresas protagonistas na transformação positiva no Brasil, que se comprometeram a doar ou já destinam ao menos 1% do lucro líquido anual para organizações da sociedade civil, movimentos ou coletivos que atuam em prol de causas socioambientais de interesse público. O Compromisso 1% reúne hoje 27 empresas signatárias, com novas organizações em processo de adesão.


Veja o que é Investimento Social Privado.


Com o objetivo de promover reflexões sobre o papel da filantropia estratégica, a programação contou com painéis e rodas de conversa com lideranças corporativas, conselheiros do Compromisso 1% e representantes das empresas signatárias e algumas empresas que estão finalizando o processo de adesão.

2º Encontro de empresas signatárias do Compromisso 1% na sede da KPMG Brasil / Foto: André Porto

Paula Fabiani, CEO do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – e de Rodrigo Pipponzi, membro do Comitê de Sustentabilidade da RD Saúde, lideraram o painel “Pessoas, propósito e legado: geração de valor para dentro e fora das empresas”, e debateram como o Investimento Social Privado pode gerar valor para os públicos de interesse da empresa, sejam internos ou externos. Já as rodas de conversas, mediadas por empresas signatárias e organizações do comitê consultivo do movimento, abordaram temas como alinhamento entre estratégia empresarial e investimento socioambiental, sensibilização e engajamento de lideranças, relacionamento com públicos externos, monitoramento e avaliação de impacto, comunicação como ferramenta de valor e diferentes modalidades de doação, promovendo conexões qualificadas e aprendizado coletivo.

Fechando com chave de ouro,  Rafaella Carvalho, Diretora Executiva na Cyrela Brazil Realty e Bruna Silva, Gerente Executiva de Impacto Social na RD Saúde, inspiraram ainda mais os presentes, reforçando a importância do compromisso contínuo com a filantropia estratégica e o papel das empresas na geração de impacto positivo na sociedade.

O II Encontro de Empresas Signatárias do Compromisso 1% marcou um avanço essencial: aproximar empresas signatárias e empresas que querem assumir um compromisso público e ter uma atuação mais conectada com a transformação socioambiental. Mais do que alinhamento de discurso, o encontro mostrou que, quando as empresas atuam de forma conjunta, elas podem ampliar o potencial de gerar mudanças concretas no Brasil.


QUER FAZER PARTE DESSA TRANSFORMAÇÃO?

Se a sua empresa também acredita no poder da doação estratégica para construir um futuro mais sustentável, acesse e saiba como aderir ao movimento. Junte-se às empresas que já estão mudando o mundo com apenas 1%.

Fortalecer a cultura de doação é um desafio coletivo

Autoria: Integrantes do Movimento por uma Cultura de Doação

A 13ª edição do Fórum Interamericano de Filantropia Estratégica, o FIFE, aconteceu em abril, em Recife, e pela primeira vez, o Movimento por uma Cultura de Doação (MCD) marcou presença. O encontro reuniu mais de 1.700 pessoas de todo o Brasil, representantes de organizações da sociedade civil (OSCs) de diferentes portes e defensoras de múltiplas causas.

Para iniciar esta aproximação, a escolha da abordagem foi simples: destacar a importância da ação de cada um dos presentes no fortalecimento da cultura de doação. Antes mesmo da abertura oficial, realizamos uma masterclass com três horas de duração, que permitiu explorar o assunto com profundidade e envolvendo o público nas reflexões propostas. Para quem está na ponta, a doação tem significado de sobrevivência e de resistência. É também encarada como um esforço individual – o captador de recursos busca engajar doadores para a sua própria organização. A sessão, entretanto, expandiu esses entendimentos. Daniela Saraiva, coordenadora executiva, e Douglas Gonzalez, integrante do comitê gestor do MCD, apresentaram o conceito de cultura de doação, mostrando que quando doar é um valor da sociedade, um hábito cotidiano, o recurso flui também de forma mais fácil e permeia a capilaridade social, chegando a que mais precisa: as organizações sociais presentes nos territórios mais vulneráveis de nosso país.

Para o fortalecimento de uma cultura de doação, o MCD propõe cinco diretrizes, cada uma com ações correspondentes e com as quais podem contribuir o poder público, investidores socioambientais, organizações estruturantes, as próprias OSCs e qualquer cidadão. As próprias diretrizes têm recomendações que podem ser utilizadas para inspirar, direcionar e mesmo planejar ações que contribuam para esta agenda.

Outros membros do MCD foram chamados para compor o painel. Para aquecer o debate: dados. Luisa Lima, gerente de conhecimento do IDIS, apresentou os resultados da Pesquisa Doação Brasil 2024, mostrando como pensa e como age o doador individual no Brasil. Naquele ano, 43% dos brasileiros fizeram algum tipo de doação em dinheiro para OSCs, movimentos e campanhas, mobilizando R$ 24,3 bilhões de reais. O estudo revela que o doador está mais racional, demandando mais informações sobre as organizações e sobre o impacto gerado, por isso aspectos como governança, comunicação e avaliação passam a ser tão valorizados e são elementos importantes para o fortalecimento da cultura. Também importante é o letramento da mídia, que tem influência direta na decisão de doar (e de não doar).

Relatos de casos reais, organizações que captam recursos e que se percebem como agentes deste processo de construção da cultura de doação, contribuíram para inspirar o público presente. 

Joanna Calazans, gerente de filantropia da Aldeias Infantis SOS, trouxe seu ponto de vista a partir da experiência de uma organização que tem uma atuação já consolidada e milhares de doadores. Para ela, estar atento às tendências e mudanças sociais é imprescindível para garantir que cada vez mais pessoas possam se conectar com causas sociais. Neste sentido, fomentar a cultura de doação também é criar narrativas que sensibilizem para a ação. 

Jovemar dos Santos Silva Junior, diretor executivo da ReappMobi, abordou sua experiência com a gestão de captação de recursos através de leis de incentivo à cidadania Fiscal, conhecida em São Paulo como Nota Fiscal Paulista e no Maranhão como Nota Solidária, e trouxe a importância de estruturar campanhas de contato com doadores através de dados relacionais, medir indicadores como tempo de adesão do doador com a campanha, percepção do doador no ponto de contato com a causa da organização e motivadores de doação são importantes para engajar doadores com constância e consistência na relação Instituição-Doador e garantir sustentabilidade às Organizações Sociais. 

O papel do poder público também esteve presente no debate a partir da fala de Candice Araújo, assessora do ELO Ligação e Organização, organização que integra a Plataforma por um Novo Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil – Plataforma MROSC, articulação nacional que atua pelo aprimoramento do ambiente social e legal de atuação das OSCs e pelo fortalecimento de suas relações de parceria com o Estado. Pelo ELO, Candice também ocupa a vice-presidência do CONFOCO Nacional, espaço estratégico para o avanço da agenda MROSC – nas dimensões normativa e de produção de conhecimento. 

Em sua contribuição, destacou que a Lei nº 13.019/2014 consolidou regras para as parcerias entre Estado e sociedade civil, reforçando que organizações e poder público são corresponsáveis na promoção do bem comum. Nesse contexto, ressaltou que, embora a doação seja essencial para o fortalecimento das causas sociais e para a redução das desigualdades, ela não pode substituir a responsabilidade estatal na garantia de direitos e na implementação de políticas públicas. A reflexão reforçou a importância de compreender a cultura de doação como agenda complementar, inserida em um ecossistema mais amplo de corresponsabilidade social.

A fórmula escolhida – conceitos, dados, casos práticos e reflexões – foi repetida em versão pocket, durante o FIFE. Ao todo, quase 200 pessoas participaram dos debates. Em ambos momentos, apresentamos também o Dia de Doar, um movimento global sobre generosidade que este ano está de casa nova: o Movimento por uma Cultura de Doação. 

Mais do que apresentar uma iniciativa, provocamos os presentes a refletir: se queremos ver o Brasil como um país mais doador e, de fato, enraizar a cultura de doação, precisamos falar sobre doação, provocar diálogos e engajar pessoas nessas conversas. Essa é uma necessidade que vai além das nossas causas individuais — é um compromisso compartilhado para a construção de um país mais justo, equitativo e democrático. Não há como a doação florescer, se não falamos sobre isto. 

A semana foi bonita, com muitos aprendizados e embalada pela hospitalidade pernambucana. Participar de espaços como estes, chamar mais pessoas para a conversa, para a reflexão e para a ação são elementos essenciais. Afinal, fortalecer a cultura de doação é um esforço coletivo. E fechamos com o futuro que desejamos, trazendo a citação do poeta e filósofo libanês Khalil Gibran, lembrada por uma das participantes do evento: É belo dar quando solicitado; é mais belo, porém, dar por haver apenas compreendido.”

IDIS e parceiros levam tema do investimento social privado para a Amazônia

No final do mês de março, representantes do IDIS estiveram em Manaus (AM) para uma série de agendas voltadas à promoção do Investimento Social Privado (ISP) na região. A iniciativa teve como objetivo dialogar com diferentes públicos locais, além de conhecer de perto iniciativas desenvolvidas no território.

A programação teve início com a participação no 8º Encontro Regional promovido pela FBN Brasil – Family Business Network Brasil, nesta edição em parceria com o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. O evento reuniu famílias empresárias da Região Norte para discutir tendências, cenários econômicos, perspectivas de sucessão e governança, bioeconomia, além do papel da filantropia e do investimento social privado no desenvolvimento socioambiental da Amazônia.

Realizado na sede da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), o encontro contou com 73 participantes e 14 palestrantes, em uma manhã dedicada à troca de experiências, conexões estratégicas e reflexão sobre os desafios e oportunidades para as empresas familiares e para o desenvolvimento sustentável da região.

Durante a programação, a gerente de Comunicação e Conhecimento do IDIS, Luisa Lima, conduziu um painel sobre o papel das famílias empresárias no desenvolvimento socioambiental da Amazônia.

Em sua fala, apresentou diferentes modelos de investimento social e destacou iniciativas já em andamento. “Ficou evidente a conexão dos empresários com o território. Há um enorme potencial da Amazônia para impulsionar soluções que conciliem desenvolvimento econômico, conservação ambiental e fortalecimento das comunidades locais”, afirmou.

Guilherme Sylos, diretor de Prospecção e Parcerias do IDIS, também integrou a programação.

No dia seguinte, Luisa Lima representou novamente o IDIS no evento Conexão de Impacto, promovido pelo Impact Hub Manaus, com uma apresentação sobre investimento social privado e cultura de doação para cerca de 30 representantes de organizações da sociedade civil da cidade.

A agenda incluiu ainda outras visitas institucionais, como ao escritório do UNICEF em Manaus e à Comunidade de Tumbira, onde a FAS implementa ações voltadas ao desenvolvimento local, beneficiando diretamente mais de 140 ribeirinhos.

Relatório de atividades 2025: esperançamos e realizamos!

Há mais de duas décadas, escolhemos acreditar – e agir – para que a filantropia seja força ativa na construção de um Brasil mais justo e solidário.

Em 2025, esse compromisso se manteve firme. O ‘esperançar’ foi o tema do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais e também o fio condutor que guiou nossas ações. Diante da complexidade da policrise mundial, é fácil sentir-se paralisado, com o horizonte do futuro encoberto pela incerteza. Mas não se pode esperar. É tempo de agir, colaborar, mobilizar forças e acreditar que um mundo com mais equidade é possível. A filantropia é um farol, que aponta o caminho para novas
alternativas e possibilidades, transformando esperança em movimento.

Seja entre iniciativas internas ou em colaborações com outras organizações do setor, a coletividade deu propulsão à nossa atuação baseada no tripé de geração de conhecimentoconsultoria e projetos de impacto. Durante esse caminho, continuamos com nossa missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto. As histórias foram reunidas em nosso Relatório de Atividades.

Acesse e baixe o Relatório de Atividades IDIS de 2025.

Conheça os destaques!

 

O IDIS em números

Nossa equipe de consultoria conduziu 39 projetos, abrangendo áreas como planejamento estratégico, agenda ESG, estruturação e gestão de fundos patrimoniais, gestão de doações e avaliação de impacto.

Já na área de conhecimento, continuamos com nossa vocação de refletir sobre tendências, ler cenários e sistematizar conceitos e metodologias. Foram 50 novos produtos, incluindo publicações, artigos e notas técnicas lançadas e eventos. Lançamos a quinta edição do Perspectivas para a Filantropia no Brasil, realizamos mais uma edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, que mais uma vez aconteceu de forma híbrida, e produzimos a Pesquisa Doação Brasil 2024 e o estudo Caminhos para uma atuação mais ampla e estratégica da Filantropia Familiar no Brasil. Apoiamos o desenvolvimento, adaptação e tradução de estudos de organizações parceiras internacionais, como o World Giving Report 2025, da CAF. Ao todo, recebemos 62 mil acessos aos nossos conteúdos.

Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2025

Os projetos de impacto que o IDIS implementa e lidera continuaram avançando. No âmbito do programa Transformando Territórios, o ano em que o Programa completou meia década foi marcado por avanços no fortalecimento individual e coletivo das FICs, compartilhamento de conhecimento e ampliação do modelo no Brasil. Atualmente, são 15 organizações participantes, presentes em dez estados brasileiros. Para dar mais visibilidade ao conceito da filantropia comunitária territorial e fortalecer a comunicação institucional das FICs, foi produzida a Websérie Transformando Territórios, que apresenta 14 histórias reais de impacto, pertencimento e protagonismo comunitário.

Ao longo do ano, a Coalização pelo Fundos Filantrópicos, liderada pelo IDIS, continuou sua atuação, que envolveu diversas reuniões estratégicas e a submissão de documentos técnicos, garantindo que a discussão fosse aprofundada e priorizada na agenda legislativa. A cultura é uma das causas com larga tradição de financiamento por meio de endowments e, em 2025, o Ministério da Cultura publicou a Instrução Normativa nº 26, regulamentando a captação de recursos, via Lei de Incentivo à Cultura, para a constituição ou ampliação de fundos patrimoniais culturais, nos termos da Lei nº 13.800/2019. Ainda nesta temática, lançamos mais uma edição do Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais, e demos continuidade a atualização do Monitor de Fundos Patrimoniais, acompanhando a evolução do tema no Brasil.

Andrea Hanai junto a Margareth Menezes durante o encontro ocorrido em Brasília. 22 de maio de 2025. Foto: Victor Vec/ MinC.

Em 2025, o Programa Juntos pela Saúde, iniciativa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e gerida pelo IDIS, completou seu portfólio, com dois projetos finalizados e 12 em execução simultânea. Para
além de estruturar arranjos e selecionar iniciativas, o programa passou a concentrar esforços na sustentação da execução e do monitoramento. Até 2026 serão destinados aproximadamente R$ 113 milhões, captados em formato de matchfunding (sendo 50% deste valor por meio de parceiros e 50% do BNDES) para 14 projetos que visem beneficiar atividades de saúde, com destaque ao apoio aos serviços da atenção primária, apoio diagnóstico, prevenção e rastreamento.

O Compromisso 1%, parceria entre IDIS e @Instituto MOL, reúne empresas de diferentes portes e setores que se comprometem a doar, de forma voluntária, pelo menos 1% de seu lucro líquido anual para em prol de causas de interesse público. Em um ano e meio de existência, o Compromisso 1% reuniu 22 empresas signatárias que se comprometem a doar ao menos 1% de seu lucro líquido, seja por meio de recursos financeiros, produtos ou expertise, na forma de trabalho pro bono.

Também demos início ao IA.3 – Inteligência Artificial para o Terceiro Setor. Durante o Google for Brasil 2025, em São Paulo, o Google.org, vertente filantrópica do Google, anunciou o aporte de R$ 5 milhões destinados a capacitação em inteligência artificial voltada ao terceiro setor. O IDIS assumiu a liderança da implementação do programa, ampliando nosso compromisso com a inovação acessível e orientada ao interesse público. Em parceria com o Canal SabIAr, desenhamos um programa abrangente de formação em IA para ONGs de todo o Brasil, o que inclui mentorias para a efetiva implementação de soluções e acompanhamento para identificação do impacto gerado pelo programa.

Presença global e parcerias

Acreditamos que a pluralidade de opiniões, origens, histórias de vida e de repertório enriquecem o nosso trabalho e aumentam o nosso potencial de impacto. Por isso, em 2025, continuamos a celebrar a diversidade e investir no poder das parcerias.

Também participamos de redes temáticas, refletindo, cocriando, referendando e implementando ações. Contribuímos para o avanço de pautas relevantes para o fortalecimento do ambiente democrático, do Investimento Social Privado e da Cultura de Doação no Brasil.

Conheça os nossos parceiros institucionais e as redes das quais participamos em 2025.

Equipe IDIS durante encontro de discussão de planejamento estratégico na Pinacoteca de São Paulo

Quem faz o IDIS

Quem constrói nossa história diariamente é quem faz parte do IDIS. O IDIS tem crescido não só em números de projetos, indicadores de impacto, eventos e parceiros, mas também em pessoas (ou querIDIS). Fechamos o ano com 56 querIDIS em nosso time, levando à criação de novos processos e políticas de pessoas.

Com modelo de trabalho híbrido, ao longo do ano, foram promovidas uma série de ações de integração, formação e troca de conhecimento. Parte dessas iniciativas foi conduzida pelo Comitê de Diversidade, composto por membros da equipe IDIS, que também coordenou a quinta edição do Censo IDIS.

Conheça todos os detalhes das atividades do IDIS ao longo de 2025 em nosso Relatório de Atividades.

Entre o uso difuso e a ausência de estratégia

Artigo publicado originalmente no Le Monde Diplomatique Brasil

Por Henrique Barreto, gerente de projetos do IDIS, e Cássio Aoqui, cofundador do Canal SabIAr

Há um equívoco recorrente no debate sobre inovação no terceiro setor: o de que as organizações da sociedade civil ainda estão à margem da transformação digital. Os dados mais recentes do Programa IA.3, realizado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – IDIS com parceria técnica do Canal SabIAr e suporte do Google.org, mostram o contrário. A inteligência artificial já entrou no cotidiano das organizações da sociedade civil brasileiras, mas ainda de forma fragmentada, pouco estruturada e, em muitos casos, desprotegida.

A análise de 532 organizações inscritas no programa revela um cenário que merece atenção. Trata-se de uma amostra diversa, com organizações de diferentes portes (51% pequeno, 23% médio e 27% grande) e presença nacional, ainda que com concentração no Sudeste (62%). Esse recorte, embora não representativo de todo o setor, oferece pistas relevantes sobre tendências em curso.

Apenas uma minoria declara não utilizar IA no dia a dia. Em contrapartida, a institucionalização desse uso é incipiente com cerca de 40% das organizações apresentando baixo ou nenhum nível de formalização, o que indica que a tecnologia está mais presente como iniciativa individual do que como estratégia organizacional. A própria maturidade média na adoção de IA é intermediária (1,9 em uma escala de 0 a 4), com a institucionalização aparecendo como a dimensão mais frágil.

Henrique Barreto, gerente de projetos do IDIS, em apresentação sobre inteligência artificial no terceiro setor durante FIFE 2026

Esse descompasso, entre alto uso e baixa governança, é o ponto central da discussão. A IA já está sendo usada para tarefas operacionais, comunicação e apoio à gestão. No entanto, ela ainda não foi plenamente incorporada como ferramenta de desenvolvimento institucional. Faltam direção, investimento e, sobretudo, diretrizes claras.

E os dados são contundentes, 95% das organizações não possuem políticas ou orientações formais para o uso de IA. Ao mesmo tempo, 75% utilizam ferramentas gratuitas, muitas vezes sem garantias adequadas de segurança ou proteção de dados. Trata-se de uma combinação arriscada, especialmente em um setor que lida diretamente com populações em situação de vulnerabilidade e, por consequência, com informações sensíveis.

Outro dado revelador diz respeito às barreiras percebidas. A falta de conhecimento e o custo das ferramentas aparecem como os principais entraves à adoção. Não por acaso, começam a surgir iniciativas de capacitação em IA e tecnologia voltadas às organizações sociais, como o próprio programa IA.3 – Inteligência Artificial para o Terceiro Setor. Já os riscos éticos e de privacidade são pouco mencionados. Apenas 15% das organizações os apontam como barreira, o que sugere não uma ausência de riscos, mas uma lacuna de compreensão sobre eles. Em outras palavras, o debate sobre uso responsável ainda não acompanhou a velocidade da adoção da tecnologia.

Isso, no entanto, não diminui o potencial transformador da IA para o terceiro setor, pelo contrário. Organizações que conseguem integrar tecnologia à sua estratégia institucional ampliam sua capacidade de análise, ganham eficiência operacional e fortalecem sua incidência. Em um contexto de crescente pressão por resultados e transparência, isso é central.

Mas há uma diferença importante entre usar e saber usar. O que os dados indicam é que o terceiro setor brasileiro já atravessou a fase da experimentação inicial, mas ainda não consolidou uma cultura de uso estratégico da inteligência artificial. E essa transição não acontecerá espontaneamente.

Ela exige investimento, não apenas financeiro, mas também em formação, governança e cultura organizacional. Exige que lideranças incorporem o tema como parte da agenda institucional, e não como curiosidade tecnológica. E exige, sobretudo, que o campo da filantropia reconheça seu papel nesse processo: apoiar o fortalecimento digital das organizações como parte indissociável do fortalecimento da sociedade civil.

A inteligência artificial não é neutra, nem inevitavelmente benéfica. Seu impacto depende das escolhas que fazemos agora. No terceiro setor, isso significa sair do uso disperso e avançar para uma adoção consciente e orientada por propósito. O desafio já não é acessar a tecnologia, mas criar condições para que seu uso seja estratégico, ético e responsável.

Monitor de Fundos Patrimoniais no Brasil

O Monitor de Fundos Patrimoniais no Brasil é uma iniciativa do IDIS e da Coalizão pelos Fundos Filantrópicos para o acompanhamento de endowments em atividade no Brasil.

Os dados são obtidos a partir de questionários respondidos por gestores destes fundos ou por meio da consulta pública em sites ou veículos de imprensa.

A atualização é constante. Para passar a integrar o levantamento ou modificar algum dado, gestores de fundos patrimoniais podem preencher o questionário oficial. Solicite o link escrevendo para comunicacao@idis.org.br

Acesse aqui os dados disponíveis sobre os fundos patrimoniais mapeados.

O Monitor de Fundos Patrimoniais no Brasil identificou 128 fundos patrimoniais ativos, cujo patrimônio total informado é de R$ 137.583.805.990.

Acesse abaixo a planilha completa com informações sobre as causas dos fundos e também fonte da informação.

Monitor IDIS dE Fundos Patrimoniais no Brasil – levantamento completo

 

 

Nome 

Ano da criação

Patrimônio

Sede

Aldeias Infantis SOS 2024 R$ 8.000 SP
Amigos da Alef Peretz Organização Gestora do Fundo Patrimonial 2021 R$ 20.219.121 SP
Arcanjos Endowment 2026 Não informado DF
Associação Amigos da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) 2019 R$ 2.412.366 SP
Associação Amigos Direito UERJ 2017 R$ 349.948 RJ
ASA – Associação Santo Agostinho 2018 R$ 106.000.000 SP
Associação Beneficente Alzira Denise Hertzog Da Silva (Instituto Devive)
2001 R$ 67.000.000 SP
Associação de Assistência à Criança e ao Adolescente Cardíacos e aos Transplantados do Coração (ACTC)
2023 R$ 25.083.611 SP
Associação Endowment Direito GV 2011 R$ 6.655.200 SP
Associação Escola Panamericana de Porto Alegre 2022 R$ 15.000.000 RS
Associação Feminina de Estudos Sociais e Universitários (AFESU) 2018 R$ 595.984 SP
Associação Fundo Areguá 2016 R$ 12.873.091 SP
Associação Fundo Patrimonial Amigos da Poli (Escola Politécnica da USP) 2012 R$ 63.500.00 SP
Associação Fundo Patrimonial – AXUXÊ (Faculdade de Medicina da FMABC) 2023 R$ 61.039 SP
Associação Fundo Patrimonial Patronos (Unicamp – alunos) 2020 R$ 2.500.000 SP
Associação Gestora do Fundo Patrimonial em Apoio à Faculdade de Direito da UFRGS 2021 Não informado RS
Associação Gestora do Fundo Patrimonial Endowment Chronos (USP São Carlos – comunidade) 2024 R$ 1.500.000 SP
Associação Irmão Norberto Rauch (Endowment da PUC-RS) 2020 Não informado SP
Associação Rosa Penido 2024 R$ 106.000.000 SP
Associação São Joaquim 2006 R$ 2.130.404 SP
Associação Umane 2016 R$ 1.432.342.244 SP
Fundo Baobá 2016 R$ 131.866.834 SP
C de Cultura 2017 R$ 20.833.679 SP
Casa Pequeno Mundo Não informado SP
Conecta EAUFBA (Escola de Administração da UFBA) 2022 R$ 150.000 BA
Endowment Alumni Direito Mackenzie 2022 R$ 2.000 SP
Endowment do CEAP 2018 R$ 654.178 SP
CIP – Congregação Israelita Paulista 2015 Não informado SP
Endowments do Brasil – Fundo Trans Casa Chama 2022 Não informado SP
Endowment IRM (Instituto Rodrigo Mendes) 2015 R$ 45.718.567 SP
Endowment PUC-Rio 2019 R$ 7.069.152 RJ
Endowment Sempre FEA (FEAUSP – alunos) 2020 R$ 10.200.000 SP
Fonte Endowment 2023 Não informado DF
Fundação Antonio e Helena Zerrenner INB 1936 R$ 32.711.417.000 SP
Fundação Ary Frauzino para Pesquisa e Controle do Câncer (Fundação do Câncer) 1991 R$ 65.390.000 RJ
Fundação Banco do Brasil 2008 R$ 283.628.879 DF
Fundação Bradesco 1956 R$ 91.000.000.000 SP
Fundação Carlos Chagas – FCC 1964 Não informado SP
Fundação Darcy Chagas 2020  R$6.297.772 RJ
Fundação de Apoio ao Desenvolvimento Científico da Universidade Estadual de Maringá – FADEC-UEM 2024 R$ 4.576 PR
Fundação Dorina Nowill 2023 Não informado SP
Fundação Estudar 2018 R$ 53.164.832 SP
Fundação Fundo Brasil de Direitos Humanos 2007 R$ 45.871.106 SP
Fundação Fundo Patrimonial FEAUSP (gestores) 2015 R$ 1.622.626 SP
Fundação Gestora de Fundo Patrimonial da Universidade de São Paulo (USP) 2021 R$ 23.997.260 SP
Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza 1996 R$ 34.093.271 PR
Fundação Itaú 1988 R$ 4.184.901.000 SP
Fundação José Luiz Setúbal 2016 R$ 365.440.002 SP
Fundação Lia Maria Aguiar – FLMA 2008 R$ 680.000.000 SP
Fundação Maria Emilia Não informado BA
Fundação St. Pauls de Apoio à Educação 2021 R$ 26.147.000 SP
Fundação Tide Setubal 2010 R$ 120.732.446 SP
Fundação Uniselva 2002 R$ 1.158.490 MT
Fundo Amanhã (Administração UFRGS) 2022 R$ 2.809.966 RS
Fundo Apontar 2015 R$ 20.000.00 RJ
Fundo Betinho – Ação da Cidadania 2018 R$ 69.514.534 RJ
Fundo Catarina 2021 R$ 2.190.029 SC
Fundo Centenário (Escola de Engenharia da UFRGS) 2019 R$ 2.836.048 RS
Fundo Comunitário da Maré – FCDM 2021 R$ 21.496.205 RJ
Fundo de Bolsas (Fundação Dom Cabral) 2025 R$ 12.000.000 MG
Fundo de Apoio ao Jornalismo Investigativo – F/ABRAJI  2016 Não informado SP
Fundo de Capital – Endowment – Fundação Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de SP) 2006 R$ 66.590.563 SP
Fundo de Educação Social do Instituto Elos 2021 R$ 1.590.311 SP
Fundo de Endowment do Instituto Líderes do Amanhã 2019 R$ 4.200.000 ES
Fundo de Fomento à Filantropia – FFF (IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social) 2024 R$ 10.100.000 SP
Fundo de Sustentabilidade Financeira (FALM – Fundação André e Lúcia Maggi) 2017 R$ 20.026.888 MT
Fundo FICA 2015 R$ 8.000.000 SP
Fundo Figueira 1964 Não informado SP
Fundo Eterno Bem 2021 R$ 553.956 RJ
Fundo FAS (Fundação Amazônia Sustentável) 2008 R$ 52.727.000 AM
Fundo Gerações 2008 R$ 2.646.000 RS
Fundo Helda Gerdau 2019 Não informado RS
Fundo iGMK – Instituto George Mark Klabin 1994 R$ 11.544.403 SP
Fundo Patrimonial Amigos do Hospital do Fundão (RJ) 2016 Não informado RJ
Fundo Patrimonial Amigos da Univali 2019 R$ 116.636 SC
Fundo Patrimonial Amigos do Brasil Central 2019 R$ 60.000 GO
Fundo Patrimonial Associação Projeto Gauss – FPPG 2019 R$ 5.589.899 SP
Fundo Patrimonial Augere (FMUSP) 2015 R$ 234.440 SP
Fundo Patrimonial Aventura de Construir – Já, Devagar e Sempre 2023 R$ 568.785 SP
Fundo Patrimonial da Brazil Startups 2022 R$ 10.000 DF
Fundo Patrimonial da Fundação Delfim Mendes Silveira (FDMS) – UFPel 2024 Não informado RS
Fundo Patrimonial da Fundação Grupo Volkswagen 2002 R$ 275.069.659 SP
Fundo Patrimonial da Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal 1965 R$ 622.800.000 SP
Fundo Patrimonial da Fundação Romi 1999 R$ 84.000.000 SP
Fundo Patrimonial da UFC 2024 Não informado CE
Fundo Patrimonial da UNICAMP – LUMINA (Reitoria) 2020 R$ 4.557.853 SP
Fundo Patrimonial do IMS 1995 R$ 1.250.000.000 SP
Fundo Patrimonial do Instituto Acaia 2016 R$ 427.935.060 SP
Fundo Patrimonial do Instituto Alana 2013 R$ 461.988.062 SP
Fundo Patrimonial do Instituto Ayrton Senna 2017 R$ 153.000.000 SP
Fundo Patrimonial do Reciclar 2016 R$ 7.771.572 SP
Fundo Patrimonial Eliezer Max Não informado Não informado RJ
Fundo Patrimonial PROSPERA – Unesp 2022 R$ 1.000.000 SP
Fundo Perpetuidade SOS Mata Atlântica 2009 R$ 69.724.835 SP
Fundo Patrimonial UFV 2024 Não informado MG
Fundo Polifonia (Orquestra de Novo Hamburgo) 2025 Não informado RS
Fundo ReCivitas da Renda Básica 2020 R$ 110.000 SP
FUNSAI (Fundação Nossa Senhora Auxiliadora do Ipiranga) 1943 R$ 135.000.000 SP
FUTURE – Fundo Territórios Unidos por Recursos para a Educação 2023 R$ 1.600.000 AM
Futurin – Funds for life (Hospital Pequeno Príncipe) 2024 R$ 3.000.000 PR
Gaia Legado 2024 R$ 75.000.000 SP
Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) 2024 R$ 1.919.021 SP
Gene – Fundo Patrimonial do IFSP (Instituto Federal de São Paulo) 2024 R$ 32.127 SP
Indeed 2023 Não informado
INSPER 2022 R$ 7.923.594 SP
Instituto Artigo 220 (Revista Piauí) 2018 R$ 440.151.294 RJ
Instituto Fundo Patrimonial Reditus (UFRJ – alunos) 2019 R$ 17.712.724 RJ
Instituto Ibirapitanga 2016 R$ 643.497.979 RJ
Instituto Jô Clemente R$ 109.361.000 SP
Instituto Merula Steagall 2022 R$ 1.588.000 SP
Instituto Serrapilheira 2016 R$ 602.034.888 RJ
Instituto Sol 2017 R$ 1.431.624 SP
Instituto Unibanco 2009 Não informado SP
IPÊ – Instituto de Pesquisas Ecológicas 2007 R$ 15.123.969 SP
ITA Endowment 2023 R$ 1.863.202 SP
Liga Solidária 2020 R$ 109.700.000 SP
MASP Endowment 2017 R$ 19.799.518 SP
Minerva Impacto 2024 RJ
Organização Gestora de Fundo Patrimonial da Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês 2021 R$ 18.836.870

SP
PDR – Purpose Driven Resources 2023 R$ 72.000.000 SP
Primatera Fundo Patrimonial 2020 R$ 200.445 SP
Rio Endowment 2022 R$ 206.528 RJ
Rogério Jonas Zylbersztajn (RJZ) 2019 R$ 219.000.000 RJ
Semear 2022 R$ 25.000 MG
Semente Oré 2021 R$ 40.000.000 SP
Sempre Sanfran (Faculdade de Direito USP – alunos) 2021 R$ 12.252.164 SP
Turim – Saúde Criança (Instituto Dara) 2008 R$ 18.382.338 RJ
WimBelemDowment – Organização Gestora de Fundo Patrimonial 2021 R$ 256.497 RS

Acesse e baixe a planilha completa com as causas dos fundos e fonte dos dados.

 

Mais sobre Fundos Patrimoniais

Acesse mais conteúdos nesta temática produzidos pelo IDIS aqui.

Caso queira saber mais sobre fundos patrimoniais ou queria conhecer nossos serviços, envie um e-mail para comunicacao@idis.org.br.

Representantes da Mott Foundation acompanham avanço do Programa Transformando Territórios em três regiões do país

De 24 de março a 1º de abril, representantes da Charles Stewart Mott Foundation, uma das principais fundações filantrópicas dos Estados Unidos, estiveram no Brasil a fim de conhecer e revisitar fundações comunitárias em Porto Alegre, Maceió, Valinhos, Campinas e São Paulo. A visita contou com a presença de Neal Hegarty (vice-presidente de programas), Nick Deychakiwsky (oficial de programas sênior), Gabriella Abrego (especialista em fortalecimento do espaço cívico e desenvolvimento comunitário), Jenifer Veloso (oficial de comunicação) e Daniela Gomes (oficial de programas), todos da Mott Foundation.

O programa Transformando Territórios, apoiado pela Mott Foundation e Movimento Bem Maior, atua no fomento e criação de Fundações e Institutos Comunitários (FICs) e atualmente conta com 14 participantes. Esse modelo de organização atua em um espaço geográfico delimitado, mobilizando recursos locais e fortalecendo outras organizações da sociedade civil que desenvolvem soluções para os desafios sociais, ambientais e econômicos dos próprios territórios. 

A agenda reuniu oito institutos e fundações comunitárias, com atividades realizadas em cinco cidades. Os números refletem a importância da iniciativa e ganham ainda mais relevância ao considerar o impacto direto das ações em territórios onde cada esforço contribui de forma significativa para o desenvolvimento local.

Representantes da Mott Foundation, IDIS e Fundações Gerações em Porto Alegre

Fundação Gerações: a importância da articulação local

Iniciando a viagem pela capital gaúcha, Porto Alegre, se reuniram com lideranças da Fundação Gerações, visando conhecer a estratégia da organização e ações, como a criação do Fundo Porto de Todos — primeiro fundo comunitário do estado, criado durante as enchentes na região em 2024. A visita contou com a presença do ICOM, outra FIC participante do programa, com atuação na grande Florianópolis, em Santa Catarina, estado vizinho.

Depois foi possível conhecer de perto o impacto gerado por projetos apoiados pela Fundação Gerações por meio do Fundo, como a Cooperativa de Produtos Orgânicos Pão da Terra, iniciativa que reúne famílias associadas e atua na produção agroecológica de hortaliças, panificados, grãos e cogumelos. Também, no município de Canoas, conheceram a ONG Chimarrão da Amizade, que atua na inclusão social de pessoas com deficiência intelectual e das famílias, além de encontros com filantropos e representantes do ecossistema social local.

A agenda na cidade também envolveu encontros com empresas e representantes de filantropos locais a fim de compreender possibilidades de colaboração e envolvimento da comunidade do território com a fundação comunitária.  

“A Fundação Gerações é um excelente exemplo de como uma fundação ou instituto comunitário pode mobilizar a comunidade local para fortalecer a sociedade civil em um território. Após as enchentes na região, se mobilizou com atores locais, incluindo poder público, empresas e sociedade civil para responder aquela emergência. Essa articulação evidencia a importância de uma organização como a Gerações pode ter em um território”, conta Rosana Ferraiuolo, gerente do programa Transformando Territórios do IDIS.

Comitiva conhecendo a ONG Chimarrão da Amizade no municípios de Canoas

“Foi uma honra estreitar diálogos com a equipe da Mott Foundation e apresentar, na prática, como a filantropia comunitária vem fortalecendo iniciativas em diferentes territórios da nossa região”, afirma Karine Ruy, diretora executiva da Fundação Gerações.

Cooperativa de Produtos Orgânicos em Eldorado do Sul em Porto Alegre

Mundaú Mundo: o protagonismo das comunidades e da articulação local

A próxima parada foi no Nordeste do Brasil, em Maceió, Alagoas. A Mundaú Mundo, FIC dedicada à capacitação, empoderamento e fortalecimento de organizações, promovendo justiça climática, cultura local e desenvolvimento econômico. Durante a visita, representantes do Instituto Comunitário de Sergipe (ICOSE) também estiveram presentes. 

A comitiva participou de agendas com projetos apoiados pela fundação, como a Cooperativa de Marisqueiras, iniciativa que apoia cerca de 40 marisqueiras na despinicagem e comercialização do sururu, na Lagoa Mundaú, contribuindo para a melhoria da renda e das condições de trabalho das participantes. A programação incluiu encontros com potenciais empresas parceiras e atuais, além de encontro com lideranças comunitárias de diversas cidades do estado, evidenciando a articulação multissetorial no estado de Alagoas, uma importante característica das FICs. 

Ainda em Maceió, especificamente no bairro do Vergel, um dos bairros com alto índice de vulnerabilidade social, os representantes puderam conhecer o laboratório de inovação em construção dentro da própria comunidade. Em fase inicial, será um espaço de acesso à tecnologia. O local contará com a disponibilização de notebooks e a oferta de cursos de informática, com o objetivo de ampliar oportunidades, fortalecer competências digitais e apoiar o desenvolvimento local por meio da inclusão tecnológica.

Mulheres da Cooperativa de marisqueiras em Maceió

“Nossa concepção para a visita foi apresentar o impacto que geramos no território por meio das diversas organizações que apoiamos diretamente. Foi uma agenda bastante estratégica, pensada para mostrar o conjunto do nosso trabalho e o alcance das iniciativas que fortalecemos. Também foi uma agenda marcada por visitas em campo, não apenas às organizações apoiadas, mas voltada a evidenciar o papel da própria Mott Foundation e a validação desse impacto no território”, afirma Carlos Jorge da Silva Santos, diretor-presidente da Mundaú Mundo.

FEAV e Instituto Cacimba: educação, cultura e empreendedorismo no interior e na capital

Saindo do Nordeste do país, foi a vez de seguir para o Sudeste, com destino ao estado de São Paulo. Iniciando em Campinas, os representantes da Mott encontraram-se com lideranças da Fundação FEAC, anteriormente uma fundação participante do programa e que hoje atua como apoiadora. 

No interior, um dos pontos centrais da visita foi o Casarão FEAV, imóvel doado pela Fundação FEAC que possibilitou a ampliação das atividades da organização na cidade vizinha. O espaço abriga cursos, capacitações e iniciativas sociais, entre elas o SOS AVC Valinhos, atualmente constituído como organização social independente. Também foi apresentado o histórico do programa JovemTEC, voltado à preparação de estudantes da rede pública para o ingresso em escolas técnicas, hoje conduzido pelo Círculo de Amigos do Patrulheiro.

Já na capital, a visita contou com uma reunião no IDIS, além da Mott, estiveram presentes representantes do apoiador do programa Transformando Territórios, Movimento Bem Maior. O último destino foi a zona leste de São Paulo. A visita ao Instituto Cacimba, da região de São Miguel Paulista, contou também com representantes do Fundo Comunitário Perifasul M’Boi Mirim, outra participante do programa e parceiros do programa, como Comunitas, Instituto ACP e a Fundação Tide Setubal.

Caminhada pelo bairro União de Vila Nova (SP) em visita ao Instituto Cacimba

Em um roteiro a pé, foram visitados: Uni-Diversidade da Quebrada, espaço em que o Instituto Cacimba, junto ao Instituto Nua, desenvolve projetos voltados ao fortalecimento do bairro União de Vila Nova, com foco em educação e cultura. Entre as iniciativas, destacam-se oficinas de pintura, cursos de marketing e costura, além do “Desnegócio”, programa que fomenta o empreendedorismo local. Durante a visita, a equipe do Instituto apresentou a trajetória, detalhou a atuação dos projetos e conduziu um tour pelo espaço onde as atividades são realizadas.

Também conheceram áreas de expansão da atuação no território, como o Parque Jacuí. Ao longo do percurso, foram apresentados os planos futuros do Instituto, evidenciando os desafios ainda enfrentados no território e as perspectivas. 

 

“No Brasil, o ICOM (Instituto Comunitário da Grande Florianópolis) foi a primeira fundação comunitária, criada em 2005. Hoje já existem 14, muitas delas bem estruturadas, com bom conhecimento do território, atuação alinhada às demandas locais e capacidade de mobilizar recursos locais. O desenvolvimento dessas organizações requer um processo gradual e cuidadoso, baseado mais em apoio do que em direcionamento externo. Uma metáfora que vejo é a de soprar brasas: se soprar forte demais, apaga o fogo; se soprar pouco, ele não acende”, conta Nick Deychakiwsky, oficial de programas sênior da Mott Foundation.

 

“Nosso trabalho parte das demandas da própria comunidade. As iniciativas apresentadas mostram como o fortalecimento local, aliado a parcerias estratégicas, pode gerar oportunidades concretas de formação, renda e desenvolvimento para o território”, afirma Hermes de Sousa, diretor-presidente do Instituto Cacimba.

A visita reafirma a relevância do Programa Transformando Territórios como estratégia para o fortalecimento da filantropia comunitária no Brasil. Ao longo dos encontros, tornou-se evidente o papel central das fundações e institutos locais na mobilização de recursos locais, no engajamento de lideranças e na construção de soluções alinhadas às realidades de cada território. Para seguir assim, Transformando Territórios.

Global Philanthropy Forum 2026: os pilares para o futuro

Esse artigo foi publicado originalmente na Alliance Magazine

Por Paula Fabiani, CEO do IDIS, e Denise Carvalho, Diretora de Monitoramento e Avaliação do IDIS

O Global Philanthropy Forum (GPF) 2026, realizado em São Francisco entre 18 e 20 de março, serviu como um palco central para reimaginar as bases estruturais do investimento social. Representando o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, Paula Fabiani, CEO, e Denise Carvalho, Diretora de Avaliação de Impacto, lideraram uma expressiva delegação brasileira composta por 24 lideranças.

A edição de 2026 foi particularmente significativa por marcar a celebração dos 25 anos do Global Philanthropy Forum, um marco que convidou à reflexão sobre um quarto de século de avanços na filantropia global e na construção de uma comunidade de lideranças orientadas por propósito. Como organização que anualmente lidera a presença brasileira no Fórum, o IDIS continua a conectar inovações locais às tendências globais da filantropia, promovendo um intercâmbio internacional de estratégias e visões.

Sob o tema evocativo “Arquitetando o Futuro: Sistemas Operacionais para uma Nova Era da Filantropia”, o encontro foi além da discussão de projetos isolados. Em vez disso, concentrou-se nos “sistemas operacionais” — as regras, incentivos e normas culturais subjacentes que determinam como o capital é direcionado para o bem público. O consenso entre os participantes foi claro: o mundo não está apenas passando por um período de transição, mas por uma mudança de era, que exige uma atualização radical das práticas filantrópicas.

Uma das discussões mais profundas destacou a capacidade única da filantropia de atuar como “capital de risco da sociedade”. Em um cenário em que governos são frequentemente limitados por ciclos políticos e empresas por resultados trimestrais, a filantropia permanece como o principal setor com flexibilidade para financiar iniciativas de alto risco e alto impacto.

Essa urgência é reforçada por um contexto global preocupante: o Fórum ocorreu em meio à escalada de conflitos internacionais e crises humanitárias que redefiniram o cenário geopolítico. Esses conflitos evidenciam a fragilidade dos sistemas atuais e a necessidade imediata de a filantropia enfrentar o custo humano da instabilidade global com consistência moral e sem se paralisar diante de disputas políticas.

O Fórum também destacou que, para ser verdadeiramente transformadora, a filantropia deve assumir seu papel na “fronteira” — apoiando modelos ainda não comprovados, fortalecendo instituições e enfrentando questões sistêmicas como mudanças climáticas e resiliência democrática, frequentemente negligenciadas pelos mercados tradicionais.

A delegação brasileira observou uma crescente urgência por ação coordenada. Diante do aumento da desigualdade global e da erosão da confiança nas instituições, o setor filantrópico vem sendo chamado a oferecer uma visão coletiva que outros setores atualmente não conseguem prover. Isso exige uma mudança de esforços fragmentados e individuais para uma abordagem mais integrada, na qual o capital filantrópico atue como catalisador de mudanças sistêmicas mais amplas.

Foi realizada uma reunião estratégica para discutir, junto a organizações-chave da América Latina — incluindo parceiros da CAF Global Alliance e outros representantes regionais —, a criação de um espaço dedicado à discussão da filantropia no contexto latino-americano. A iniciativa busca fortalecer a voz regional e fomentar um ecossistema colaborativo adaptado aos desafios e oportunidades específicas da região.

A necessidade de repensar a natureza do capital também foi um tema relevante. O Fórum propôs uma mudança de paradigma: deixar de enxergar a riqueza como um “estoque” estático a ser preservado e passar a vê-la como um fluxo que deve servir à vida. Essa perspectiva desafia modelos tradicionais de gestão patrimonial e ciclos de doação, sugerindo que o verdadeiro valor do capital filantrópico está em seu movimento e em sua capacidade de influenciar volumes muito maiores de capital privado e corporativo.

Ao reposicionar a riqueza como uma ferramenta de impacto, e não como um fim em si mesma, filantropos podem promover uma distribuição mais equitativa de recursos. As discussões exploraram como a disposição ao risco na filantropia pode reduzir riscos para investidores privados, atraindo mais capital para resolver os desafios mais urgentes do mundo.

O rápido avanço da Inteligência Artificial (IA) ocupou um espaço central na agenda de 2026. Embora a IA ofereça oportunidades sem precedentes para o setor social — desde avaliações de impacto baseadas em dados até serviços sociais personalizados —, também apresenta riscos significativos de aprofundar desigualdades existentes.

O Fórum defendeu a criação de “pactos morais” e estruturas regulatórias robustas para garantir que a tecnologia permaneça uma força para o bem. Existe um descompasso entre as capacidades tecnológicas do setor corporativo e os recursos disponíveis para o setor social. Para reduzir essa lacuna, a filantropia deve investir na infraestrutura digital da sociedade civil, garantindo que organizações sociais não sejam apenas consumidoras de tecnologia, mas protagonistas na construção de um futuro digital ético e centrado nas pessoas.

Em última análise, o encontro reforçou que o componente mais crítico de qualquer “sistema operacional” da filantropia não é técnico, mas humano. Confiança, colaboração e consistência moral foram identificadas como pilares essenciais para arquitetar essa nova era. As discussões ressaltaram que o futuro da filantropia não pode ser construído de forma isolada; exige o compromisso de ouvir vozes diversas e colocar no centro as experiências das comunidades na linha de frente.

O GPF certamente abordou temas importantes relacionados aos desafios globais, porém careceu de maior diversidade de perspectivas. Apenas um número reduzido de palestrantes veio de fora dos Estados Unidos, sendo a maioria baseada no país. Embora esse desequilíbrio seja compreensível — especialmente diante das atuais dificuldades de acesso aos EUA —, também representou uma oportunidade perdida.

O evento poderia ter incorporado mais amplamente perspectivas de diferentes regiões com longas trajetórias de atuação em contextos desafiadores, oferecendo aprendizados valiosos e inspiração para o desenvolvimento de novos modelos filantrópicos adaptados a contextos locais e globais.

Ao retornarmos com esses aprendizados, a missão é traduzir essas reflexões em ações locais, fortalecendo o impacto da filantropia e do investimento social no Brasil. Os desafios desta década exigem lideranças que sejam tão corajosas quanto colaborativas.

“Precisamos ser as lideranças que queremos ver.”

Organizações são convidadas a participar do Panorama das ONGs 2026: capítulo Brasil

A Charities Aid Foundation (CAF), em parceria com o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e instituições aliadas em 35 países, está conduzindo a pesquisa Panorama das ONGs 2026: capítulo Brasil, relatório que integra o World Giving Report.

A primeira edição do panorama contou com as respostas de organizações brasileiras que apoiaram a mapear a atuação de organizações da sociedade civil ao redor do mundo, entender seus desafios e medir seu impacto na sociedade.

O formulário para coletar respostas de lideranças de ONGs deste ano já está no ar e você pode participar! 

A iniciativa tem como objetivo ouvir organizações que atuam diretamente no campo e desenvolvem um trabalho relevante de transformação socioambiental no país.

As ONGs participantes contribuirão para uma iniciativa global voltada ao fortalecimento da sociedade civil em nível internacional. O questionário é anônimo, tem duração estimada de 8 a 10 minutos e permite que as respostas sejam salvas para preenchimento posterior.

Os resultados consolidados serão publicados no segundo semestre de 2026.

Clique aqui e participe!
Sua contribuição é muito importante

 

Sobre a CAF
A Charities Aid Foundation (CAF) é uma organização britânica dedicada à filantropia, com mais de 100 anos de atuação. Presente em diversos países, incluindo o Brasil, por meio do IDIS, a CAF apoia doadores e investidores sociais privados a maximizar o impacto de suas doações. A rede CAF conta ainda com escritórios na Argentina, África do Sul, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Índia, entre outros.World Charity Insights Survey

Mosaic abre inscrições para o Edital da Água 2026, com foco em eficiência no saneamento rural e à água potável

 

Estão abertas as inscrições para a oitava edição do Edital da Água. A iniciativa, promovida pela Mosaic, uma das maiores produtoras globais de fosfatados e potássio combinados, em parceria com o IDIS, apoia projetos voltados à gestão sustentável dos recursos hídricos e à ampliação do acesso ao saneamento básico. As inscrições podem ser feitas até 24 de abril pelo ao enviar os documentos necessários para editalagua2026@idisconsultoria.org.br

O edital tem como objetivo incentivar boas práticas na gestão da água, contribuindo para a disponibilidade e o uso sustentável do recurso. Desde a sua implantação em 2019, 90 projetos já foram apoiados, alcançando cerca de 21 mil pessoas.

Neste ano, até 10 organizações serão selecionadas, cada uma com possibilidade de receber apoio financeiro de até R$ 45 mil por projeto. As propostas devem apresentar soluções inovadoras, com destaque para tecnologias sociais aplicadas ao saneamento básico em contextos rurais e urbanos.

No ano passado, diversas instituições se destacaram na condução dos projetos, como em São Paulo, em uma iniciativa liderada por mulheres negras em Paraisópolis, comunidade vulnerável da capital.

“Aqui no G10 Favelas, o Programa Guardiãs das Águas leva inovação e cuidado ambiental às comunidades, com a implantação de cisternas para captação da água da chuva. A água captada é filtrada e reutilizada na irrigação da horta da Agrofavela Refazenda, com sistema de gotejamento. Queremos lembrar que a favela também constrói soluções sustentáveis para o presente e o futuro. Agradecemos à Mosaic pela parceria nesse projeto transformador”, comenta Gilson Rodrigues, fundador da instituição

 

A atuação do Instituto IDASE na comunidade Aldeinha, em Rondonópolis (MT), por meio do projeto “Fossas Biodigestoras e Nascentes Vivas: dignidade e sustentabilidade no campo”, foi marcada por um trabalho próximo às famílias e de forte impacto social e ambiental:

“A iniciativa, viabilizada pelo Edital da Água, com financiamento da Mosaic, permitiu a implantação de tecnologias sociais de saneamento rural aliadas à conservação de nascentes, promovendo melhorias concretas na qualidade de vida, no cuidado com os recursos hídricos e no fortalecimento de práticas sustentáveis no meio rural”, comenta Paula Seixas, diretora do Instituto.

Já em Minas Gerais, a Uniube desenvolveu um projeto em parceria com uma escola municipal em Uberaba, por meio da iniciativa “Aquaponia: uso racional da água em um sistema sustentável de produção integrada de peixes e hortaliças hidropônicas”.

Segundo Dionir Dias, coordenadora da Unitecne (Incubadora de Empresas da Uniube):

“Participar de mais um Edital da Água foi uma oportunidade incrível de contribuir para a formação de alunos, professores e da comunidade sobre a importância da sustentabilidade e da educação ambiental, a partir de um bem tão precioso quanto a água. O projeto foi estruturado para ser executado de forma permanente na escola, integrado aos conteúdos curriculares. As atividades práticas, as dinâmicas interativas e a acessibilidade criam um espaço multicultural de encantamento, responsabilidade e aprendizado para a vida”.

 

O processo de seleção inclui etapas de validação, qualificação e entrevistas. A previsão é que os projetos vencedores sejam anunciados em 22 de maio. Após a formalização, as iniciativas avançarão para a fase de implementação, com prazo de execução de até seis meses.

Segundo Paulo Eduardo Batista diretor de Public Affairs e Governo da Mosaic o edital reforça o compromisso da empresa com o desenvolvimento sustentável. Ele destaca que o Edital da Água fortalece iniciativas que já atuam nas comunidades e que oferecem respostas práticas e inovadoras para desafios ligados à água e ao saneamento. Ao apoiar esses projetos a empresa contribui para melhorar a qualidade de vida da população e promover o uso responsável dos recursos hídricos. Paulo reforça que os projetos apoiados valorizam o protagonismo das organizações sociais e reconhecem a força das soluções construídas a partir da realidade local com impacto duradouro e capacidade de replicação em outros territórios.

O Edital da Água integra a estratégia de investimento social da Mosaic e busca ampliar o impacto positivo da companhia nas regiões onde atua. Em 2025, a iniciativa recebeu reconhecimento da Federação das Indústrias de Goiás (FIEG) por suas ações de saneamento rural no estado.

 

COMO SE INSCREVER

Prazo: de 23 de março a 24 de abril

Municípios de abrangência:

• Bahia (BA): Candeias
• Goiás (GO): Catalão, Ouvidor e Rio Verde
• Maranhão (MA): São Luís
• Mato Grosso (MT): Rondonópolis e Sorriso
• Minas Gerais (MG): Araxá, Alfenas, Conquista, Delta, Patrocínio, Sacramento, Tapira e Uberaba
• Paraná (PR): Paranaguá
• Santa Catarina (SC): São Francisco do Sul
• São Paulo (SP): Cajati, Cubatão, Registro e São Paulo
• Rio Grande do Sul (RS): Rio Grande
• Tocantins (TO): Palmeirante

DOCUMENTOS NECESSÁRIOS

Para participar, os interessados devem preencher a planilha de inscrição, reunir os documentos obrigatórios e complementares e enviar todo o material ao IDIS por meio do e-mail editalagua2026@idisconsultoria.org.br

Sobre o Edital da Água

O Edital da Água é desenvolvido com o apoio do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, que atua em todas as etapas do processo, da seleção ao monitoramento dos projetos. A iniciativa está alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com foco na gestão responsável da água e no fortalecimento das comunidades locais.

 

Reunião aberta apresenta casos práticos de uso do investimento social privado

A Anbima realizará uma reunião aberta no dia 26 de março, às 10h, para falar sobre investimento social privado na prática: serão apresentados casos reais de uso dessa técnica no setor financeiro, além de conceitos, benefícios e caminhos para a implementação.

O encontro será on-line, por meio do Teams: basta se inscrever aqui para participar.

 

O encontro será conduzido por Luiz Pires, gerente de Sustentabilidade e Inovação da Anbima; Fabiana Prianti, gerente de Investimento Social da B3; Pedro Werneck, gerente de Sustentabilidade da CNseg; e Cintia Cespedes, gerente de Sustentabilidade da Febraban. A moderação é de Paula Fabiani, CEO do IDIS.

A participação é gratuita e voltada a profissionais de instituições financeiras e empresas abertas, principalmente das áreas de sustentabilidade, responsabilidade social, RH, entre outras.

 

 

Guia de Investimento Social Privado

A reunião também abordará os insumos do Guia de Investimento Social Privado, que ensina o passo a passo para empresas realizarem ISP como parte das estratégias de sustentabilidade, com foco em promover impacto positivo na sociedade. O documento foi divulgado recentemente pelas entidades e tem viés educativo. O público-alvo do guia são instituições financeiras, do mercado de capitais, seguradoras e empresas abertas

 

Sobre ISP

O ISP é uma ferramenta para direcionar recursos privados para projetos com foco social que se conectam à área de atuação de cada empresa, ou seja, ao “core business” das companhias. A abordagem permite que a companhia gere impacto social positivo e cria valor em diversas frentes, como transparência, reputação e relação com stakeholders.

Conheça os projetos de conhecimento do IDIS em 2026

geração e disseminação de conhecimento é um dos pilares para o atingimento de nossa missão. Por meio de publicações, notas técnicas, artigos, capacitações e eventos, inspiramos, apoiamos e ampliamos o investimento social privado e seu impacto.

Já no início do ano, lançamos o Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2026, que reúne oito tópicos estratégicos que orientam a análise do cenário da filantropia no Brasil em 2026 abordam temas centrais para o fortalecimento do setor: confiança e legitimidade institucional, financiamento inovador, participação das comunidades, integração com políticas públicas, inteligência artificial, legado, o fortalecimento do ecossistema da filantropia familiar e, de forma transversal a todos esses temas, o clima como critério estruturante para decisões estratégicas.

Conheça e baixe a publicação:

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E podemos ir ainda mais longe e gerar ainda mais impactos positivos se formos juntos. Confira os principais projetos de conhecimento planejados pelo IDIS para serem realizados em 2026.

Filantropia e Investimento Social Privado

15ª edição do mais importante evento voltado à comunidade filantrópica brasileira. A programação, que inclui palestrantes nacionais e internacionais, será realizada em formato híbrido.


Previsão para realização:
27 de agosto de 2026

 

Filantropia Familiar

A partir da realização do estudo Caminhos para uma filantropia familiar mais ampla e estratégica no Brasil, em que foi destacada a importância da criação de espaços seguros de pertencimento e de troca entre pares, o IDIS realizará encontros anuais, reunindo em torno de 20 a 30 filantropos de alto patrimônio, com atuação individual ou familiar, em sessões formativas e inspiradoras. Em Conversa com… é um spin-off da tradicional sessão do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, que já teve a presença de filantropos como Ellie Horn, Neca Setúbal, Jayme Garfinkel e Armínio Fraga.

Previsão para realização: maio de 2026

 

Planejadores de mercado financeiro tem uma ampla influência sobre a alocação de recursos de seus clientes, mas tem pouco conhecimento sobre filantropia e investimento de impacto. Neste projeto, em parceria com a Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro), vamos criar conteúdo sobre esses importantes temas para integrar o CFP® (Certified Financial Planner), uma certificação internacional de distinção, que atesta que o profissional está apto para atuar como planejador financeiro pessoal, considerando os mais altos padrões de excelência. Nos EUA esse conteúdo já faz parte da certificação.

 

Filantropia corporativa

Quando uma empresa investe socialmente, transforma realidades e, ao mesmo tempo, cria valor para o próprio negócio. O novo estudo do IDIS conecta filantropia corporativa à agenda ESG, mostrando o que vai além do impacto socioambiental. Apresentaremos a cadeia de valor do investimento social nas empresas e os mecanismos de monitoramento e avaliação, evidenciando benefícios como atração e retenção de talentos, fortalecimento de reputação, aprendizado, inovação e melhores relações com comunidades. Reuniremos conceitos, dados e casos práticos que mostram como empresas estruturam essa cadeia e integram o investimento social à estratégia.

A publicação oferecerá um referencial claro e acionável para a criação de valor de longo prazo.

Previsão para realização: outubro de 2026

 

Fundos Patrimoniais

Ação de advocacy para influenciar positivamente o ambiente regulatório e ampliar o conhecimento da sociedade em geral acerca do mecanismo, por meio de ações de comunicação e conhecimento. Entre os projetos de destaque, o Monitor de Fundos Patrimoniais. Integra a iniciativa a Coalizão pelos Fundos Filantrópicos, formada por organizações e pessoas que apoiam a criação de endowments no Brasil. O grupo, que hoje conta com mais de uma centena de signatários. O projeto acontece ao longo de todo o ano.

 

Com o objetivo de fortalecer a pauta e gerar dados consistentes, o Anuário é uma iniciativa única que busca divulgar informações sobre a gestão e o desempenho dos fundos patrimoniais brasileiros. Com análises e artigos de especialistas, o Anuário é uma fonte de dados para o aprimoramento da gestão de endowments e fortalecimento de políticas públicas.

 

Previsão para realização: novembro de 2026

Todos os projetos estão com captação aberta. Vamos juntos? Entre em contato pelo e-mail comunicacao@idis.org.br para saber mais sobre como apoiar.

2ª edição do ‘Café IDIS: Filantropia em debate’, reúne empresas para discutir Perspectivas para a filantropia no Brasil em 2026

O IDIS realizou a segunda edição do ‘Café IDIS: Filantropia em debate, um espaço criado para reunir lideranças de organizações em torno de trocas qualificadas e reflexões sobre como tornar o investimento social mais estratégico, ampliando recursos, fortalecendo parcerias e aumentando a capacidade de engajamento em torno de causas socioambientais.

Nesta edição, o encontro teve como destaque a apresentação, em primeira mão, do relatório anual produzido pelo IDIS “Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2026”, que reúne oito tendências que devem influenciar o campo nos próximos anos. Estiveram presentes cerca de 30 lideranças de empresas, institutos e fundações corporativas, e a programação incluiu a apresentação do estudo seguida de um painel de debate, que aprofundou as reflexões propostas pelo relatório com a participação do público.

As oito perspectivas estratégicas que orientam a análise do cenário da filantropia no Brasil em 2026 abordam temas centrais para o fortalecimento do setor: confiança e legitimidade institucional, financiamento inovador, participação das comunidades, integração com políticas públicas, inteligência artificial, legado, o fortalecimento do ecossistema da filantropia familiar e, de forma transversal a todos esses temas, o clima como critério estruturante para decisões estratégicas.

 “A filantropia brasileira precisa reafirmar seu propósito e fortalecer uma visão de longo prazo, em diálogo com movimentos globais e com crescentes demandas socioambientais”, ressalta Paula Fabiani, CEO do IDIS

Após a apresentação do relatório e das reflexões que ele propõe, foi realizado o painel “As perspectivas sob o olhar do setor”, com a participação de Bruna Lima, Head de Impacto Social e Inovação Socioambiental da RD Saúde; Vitor Hugo Neia, Diretor-Geral da Fundação Grupo Volkswagen; Pedro Telles, Country Manager da Latimpacto para o Brasil; e Cássio França, Secretário-geral do GIFE.

A partir de suas diferentes áreas de atuação, os convidados comentaram algumas das perspectivas apresentadas no relatório, trazendo exemplos práticos, desafios e oportunidades para o fortalecimento do investimento social no país. Na sequência, o debate foi ampliado com a participação da plateia, promovendo uma troca aberta entre representantes de organizações com diferentes perfis e experiências no campo da filantropia.

 

Promover encontros como o Café IDIS faz parte da missão do IDIS de fortalecer e desenvolver o investimento social privado no Brasil. Acreditamos que espaços de diálogo como esse são fundamentais para estimular reflexões estratégicas, compartilhar aprendizados e fortalecer vínculos entre organizações que atuam para ampliar o impacto socioambiental no país.

 

Conheça e baixe a publicação ‘Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2026’

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Anbima, B3, CNseg e Febraban lançam guia prático sobre investimento social privado com apoio do IDIS

Um novo guia ensina o passo a passo para empresas realizarem ISP (Investimento Social Privado) como parte das estratégias de sustentabilidade, com foco em promover impacto positivo na sociedade. O manual foi lançado a partir de uma parceria entre Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras) e Febraban (Federação Brasileira dos Bancos).

O documento é resultado da união de forças do setor financeiro e busca estimular a prática de investimento social privado na estratégia das empresas e foi construído com apoio técnico do IDIS.

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“O investimento social privado é uma forma das empresas contribuírem para o enfrentamento dos desafios socioambientais do Brasil, ao mesmo tempo em que aumentam a resiliência das companhias, fortalecem suas estratégias ESG, beneficiam investidores e contribuem para retornos sustentáveis no longo prazo”, explica Luiz Sorge, diretor da Anbima e líder da Rede ANBIMA de Sustentabilidade.

O ISP é uma ferramenta para direcionar recursos privados para projetos com foco social que se conectam à área de atuação de cada empresa, ou seja, ao “core business” das companhias. A abordagem permite que a companhia gere impacto social positivo e crie valor em diversas frentes, como transparência, reputação e relação com stakeholders.

“O guia ajuda as empresas a conectarem o ISP aos temas materiais do negócio, com governança, indicadores e prestação de contas. Desta forma, o investimento social deixa de ser pontual e passa a compor a estratégia de valor da companhia”, avalia Fabiana Prianti, head da B3 Social.

O público-alvo do guia são instituições financeiras, do mercado de capitais, seguradoras e empresas abertas. Com viés educativo, o material é dividido em três blocos de conteúdo: compreender o universo do ISP, os benefícios e a conexão com a agenda ESG; implementar na prática, da definição do projeto à avaliação de resultados; e se inspirar em casos reais de uso nos mercados financeiro, de seguros e de capitais.

“O investimento social privado é uma extensão natural do compromisso do setor segurador com a gestão de riscos e com a forma de se relacionar com a sociedade. Ao direcionar recursos de forma planejada e monitorada para projetos de interesse público, as empresas reduzem vulnerabilidades e constroem bases mais sólidas para o desenvolvimento sustentável do país”, afirma Dyogo Oliveira, presidente da CNseg.

“Ao orientar o uso planejado de recursos privados, o Guia de Investimento Social Privado contribui para o enfrentamento de desafios socioambientais, transformando doações em investimentos estratégicos, alinhados às melhores práticas ESG. A atuação da Febraban, por meio de diretrizes de autorregulação, promoção de boas práticas e iniciativas setoriais, reforça a ética, o monitoramento e o compromisso voluntário dos bancos com a sociedade, reafirmando o papel do setor financeiro como agente de transformação e desenvolvimento sustentável no país”, afirma Amaury Oliva, diretor de Sustentabilidade e Autorregulação da Febraban.

Instituto Chamex e IDIS abrem inscrições para a 6ª edição anual do Edital Educação com Cidadania

As data foram prorrogadas até dia 10 de abril, sexta-feira, às 12h.

Inscreva-se aqui.

 

O Instituto Chamex, parte da Sylvamo (NYSE: SLVM), a empresa de papel do mundo, em parceria com o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, está com inscrições abertas para a 6ª edição do Edital Educação com Cidadania. A iniciativa apoiará seis organizações com projetos voltados à educação, oferecendo aportes de até R$ 37.500 para cada instituição selecionada. As inscrições estarão abertas de 2 de março a 3 de abril de 2026, pelo site.

Os temas contemplam o apoio a soluções para os desafios do sistema educacional, a valorização da infância como período fundamental para o desenvolvimento da criatividade, a promoção de novas perspectivas sobre a economia criativa para jovens e o incentivo à criatividade como ferramenta para o ensino, a aprendizagem, o empreendedorismo e a educação.

Nesta edição, o edital prevê que um dos seis projetos selecionados será obrigatoriamente vinculado à frente de economia criativa, voltada à formação de jovens e jovens adultos e ao fortalecimento de micro e pequenos empreendedores do setor. As demais propostas poderão se enquadrar em uma ou mais frentes, desde que apresentem cronograma detalhado, orçamento compatível e potencial de impacto socioterritorial.

O processo seletivo é aberto a instituições de todo o Brasil, com início das atividades previsto para agosto. As organizações selecionadas terão até oito meses para implementar e concluir os projetos.

 

Além do apoio financeiro, as instituições selecionadas participarão de quatro oficinas de gestão de projetos (Teoria da Mudança, Plano de Monitoramento e Indicadores, Planejamento Estratégico e Captação de Recursos), ministradas pelo IDIS, além de um workshop de encerramento com as ONGs apoiadas pelo programa. As organizações também poderão se inscrever no Acervo de Projetos do Instituto Chamex, espaço exclusivo para dar visibilidade às iniciativas e fomentar conexões com parceiros já existentes e potenciais apoiadores.

“Este edital representa a forma como incentivamos soluções criativas na educação. Queremos apoiar mais organizações a ampliar seu impacto, testar novas metodologias e inspirar transformações reais na vida de estudantes e comunidades”, afirma Mariana Claudio, gerente executiva do Instituto Chamex.

 

“Estamos em parceria com o Instituto Chamex há vários anos. É um privilégio acompanhar o investimento social privado de uma empresa tão relevante para o país apoiando uma causa tão central para o desenvolvimento do nosso país que é a educação”, reforça Henrique Barreto, gerente de projetos do IDIS.

 

Um dos projetos apoiados na última edição do edital compartilha a experiência de ter sido contemplada.

“Pensar em desenvolver um projeto na Fundação CASA era somente uma possibilidade muito distante de concretização até sermos selecionados pelo Instituto Chamex. Estar ao lado dos adolescentes de duas unidades da Fundação CASA tem sido um processo de fortalecimento na crença de que todos, sem exceção, possuem o direito a ter direitos e recomeços”, conta Eliane Lemos, fundadora e diretora executiva do Entre Rodas.

 

As inscrições estarão abertas de 2 de março a 3 de abril de 2026, pelo formulário.

FEAV traz para Valinhos uma palestra com o Professor Mário Sérgio Cortella

A FEAV – Fórum das Entidades Assistenciais de Valinhos, anuncia uma palestra imperdível com o filósofo, mestre e doutor em Educação Mário Sérgio Cortella, no dia 24 de abril (sexta-feira), na Fonte Santa Tereza, em Valinhos.

Com o tema “Persistência”, Cortella convida o público a refletir sobre a importância de não desistir diante dos desafios, diferenciando persistência de teimosia. Como destaca o próprio filósofo: “Persistência é a capacidade de não desistir de algo, enquanto a teimosia é marcada pela insistência inflexível.”

Os convites estão a venda pela plataforma Sympla.

O evento marca a comemoração dos 10 anos da FEAV. Ao completar uma década, a organização reafirma seu papel como fundação comunitária do município, articulando organizações locais, mobilizando recursos e fortalecendo o impacto coletivo em diferentes frentes do desenvolvimento social.

Mário Sérgio Cortella é autor de 54 livros publicados no Brasil e no exterior, com uma trajetória consagrada na educação. Formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), atuou por 35 anos como professor, pesquisador e docente na pós-graduação em Educação e no Departamento de Teologia e Ciências da Religião.

Atualmente, é comentarista e colunista em programas de rádio e TV, além de presença constante nas mídias digitais, onde soma mais de 20 milhões de seguidores.

Uma oportunidade única de estar perto de um dos maiores pensadores contemporâneos do país.

A FEAV integra o programa Transformando Territórios, uma iniciativa do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – com a Charles Stewart Mott Foundation para fomentar a criação e o fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil.

Quer saber mais sobre a FEAV? Conheça a história da organização.

 

Vaga para Analista Pleno em Prospecção e Parcerias

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para profissionais com experiência na área de Prospecção e Parcerias.

Atuamos desde 1999 com foco no fortalecimento do Investimento Social Privado no Brasil e o estímulo a ações transformadoras da realidade para a redução das desigualdades sociais no país.

O IDIS conta com um time de 60 pessoas dedicadas a desenvolver e implementar projetos de grande impacto que estimulem o desenvolvimento de um ecossistema de Investimento Social que atue de forma eficaz e estratégica. Oferecemos consultoria em investimento social para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. Além disso, desenvolvemos projetos de impacto, como campanhas e a promoção de advocacy, e investimos na geração de conhecimento, com a produção de pesquisas, artigos e publicações.

Para fortalecer nossa atuação, buscamos um(a) Analista Pleno em Prospecção e Parcerias.

Acesse a vaga na 99Jobs e inscreva-se.

responsabilidades

  • Apoiar a condução e desenvolvimento das atividades da área de relacionamento e parcerias do IDIS, respeitando os prazos acordados e zelando pela qualidade dos produtos entregues.
  • Apoiar a prospecção de oportunidades de mobilização de recursos, novos projetos, clientes e parceiros, realizando pesquisas, mapeamentos e análises de aderência à missão do IDIS.• Contribuir para a elaboração de estratégias de mobilização de recursos, sob orientação da coordenação/gerência da área.
  • Apoiar o acompanhamento e monitoramento das negociações de parcerias e projetos em andamento, incluindo atualização de controles, relatórios e registros internos.
  • Participar da elaboração de propostas técnicas e comerciais, apresentações institucionais e outros materiais de venda de serviços do IDIS, em articulação com a área de Comunicação.
  • Contribuir para o desenvolvimento de projetos de impacto, com destaque para advocacy de fundos patrimoniais, apoiando desde a concepção e mobilização de recursos até a implantação e execução, quando necessário.
  • Apoiar o planejamento e a execução de eventos institucionais, seminários, fóruns e outras ações externas voltadas ao relacionamento institucional e à mobilização de recursos.
  • Participar de eventos do setor (seminários, encontros, fóruns), representando o IDIS de forma técnica e institucional, quando demandado.
  • Apoiar a articulação de parcerias com empresas, organizações da sociedade civil, veículos de comunicação e prestadores de serviços, contribuindo para ações conjuntas alinhadas à missão, visão e valores do IDIS.
  • Apoiar a preparação de materiais para reuniões de Conselhos e instâncias institucionais, quando solicitado.
  • Fazer a gestão do CRM da área (salesforce), incluindo olhar para melhorias dentro da ferramenta e sendo responsável por extrair relatórios e dados estratégicos para o IDIS como um todo.
  • Contribuir para o acompanhamento das metas anuais da área, apoiando a organização de informações e indicadores de desempenho.
  • Zelar pela ética, valores institucionais e pela promoção da cultura organizacional do IDIS em suas atividades.

reQUISITOS

  • Formação superior completa, preferencialmente nas áreas de Administração, Relações Internacionais, Comunicação, Ciências Sociais, Economia ou áreas correlatas.
  • Experiência mínima de 2 anos, preferencialmente, em mobilização de recursos, relacionamento institucional, desenvolvimento de parcerias ou áreas correlatas, preferencialmente em organizações do campo do investimento social privado, terceiro setor ou impacto social.
  • Conhecimento intermediário a avançado sobre Investimento Social Privado, Sustentabilidade, Responsabilidade Social Empresarial e/ou Investimento de Impacto.
  • Conhecimentos práticos sobre conceitos e técnicas de mobilização de recursos e desenvolvimento de parcerias.
  • Habilidade de relacionamento institucional, comunicação clara e articulação com diferentes públicos.
  • Inglês em nível intermediário a avançado, com capacidade de leitura, escrita e comunicação em contextos profissionais.

 

BENEFÍCIOS

  • Vale-Transporte
  • Assistência Médica e Odontológica
  • Vale-Alimentação/Refeição
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off no aniversário
  • Tipo de trabalho – Híbrido

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 10 de março

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

 

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

Paula Fabiani toma posse no Conselho Consultivo do UNICEF no Brasil

Paula Jancso Fabiani, CEO do IDIS, tomou posse como integrante do Conselho Consultivo do UNICEF no Brasil, em cerimônia que marcou a entrada de novos membros para o biênio 2026–2028.

A composição do colegiado inclui oito novos integrantes sendo eles, além de Paula, Célia Cruz, Antonio Fadiga, Rodrigo Galindo, Lorice Scalise, Átila Roque, Paula Fabiani, Marcelo Marangon e Marcilio Pousada, que passam a atuar ao lado de membros em continuidade no mandato.

O Conselho Consultivo do UNICEF no Brasil é uma instância estratégica que reúne lideranças do setor privado, filantrópico e de impacto social com o objetivo de fortalecer o diálogo e as parcerias em torno da promoção e proteção dos direitos de crianças e adolescentes no país. Possui um papel essencial na construção de parcerias que ampliem o impacto das ações do UNICEF no Brasil, contribuindo com análises, recomendações estratégicas e mobilização de recursos.

“Acredito que o setor privado e a filantropia têm um papel fundamental na construção de um país mais justo. No UNICEF, encontrei um ecossistema vibrante onde minha experiência se soma à de outras lideranças para cocriar soluções inovadoras e sustentáveis para nossas crianças e adolescentes. Como conselheira, meu foco será contribuir em frentes como inteligência estratégica e engajamento de valor, sempre com a premissa de que ninguém pode ser deixado para trás”, diz Paula Fabiani

Corpo do Conselho Consultivo do UNICEF Brasil reunido

 Saiba mais nos canais do UNICEF.

Financiamento inovador, integração a políticas públicas e tecnologia vão pautar a filantropia brasileira em 2026, aponta o IDIS

Relatório destaca baixa atuação preventiva frente à crise climática e necessidade de estratégias mais estruturantes no Investimento Social Privado

A crise climática, a queda da confiança nas instituições e a necessidade de modelos financeiros mais sofisticados podem redefinir as prioridades da filantropia brasileira. É o que aponta o relatório Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2026, lançado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. O levantamento analisa tendências globais e nacionais que impactam o Investimento Social Privado (ISP) e defende que o setor está diante de um ponto de inflexão: ampliar recursos não é suficiente, é necessário fortalecer a legitimidade, incorporar o clima como critério estratégico transversal e avançar em mecanismos inovadores de financiamento.

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O estudo está estruturado a partir de oito perspectivas estratégicas que orientam a análise do cenário da filantropia no Brasil em 2026: confiança e legitimidade
institucional, financiamento inovador, participação das comunidades, integração
com políticas públicas, inteligência artificial, legado, ecossistema da filantropia
familiar e, transversal a tudo isso, o clima como critério estruturante para
decisões estratégicas.

Para Paula Fabiani, CEO do IDIS, “a crise climática é um tema incontornável para a filantropia e demanda a integração à atuação em variadas causas. Nesse sentido, a filantropia brasileira precisa reafirmar seu propósito e fortalecer uma visão de longo prazo, em diálogo com movimentos globais e com as crescentes demandas socioambientais. Esse caminho passa pela revisão contínua de práticas e prioridades, com disposição para aprender, corrigir rotas e se adaptar”.

 

Confiança como ativo estratégico

Dados do Edelman Trust Barometer 2026 indicam o avanço da chamada “mentalidade insular”: 7 em cada 10 pessoas hesitam em confiar em quem pensa diferente. No Brasil, a Pesquisa Doação Brasil 2024 revela que apenas 30% percebem as ONGs como confiáveis. Nesse contexto, o relatório destaca que transparência é condição necessária, mas não suficiente. Reforçar a governança, a comunicação responsável e vínculos com a sociedade torna-se essencial para reconstruir a legitimidade.

 

Financiamento inovador e ambiente regulatório

Instrumentos como blended finance, fundos híbridos e matchfunding ganham
relevância, mas ainda enfrentam entraves regulatórios e baixa previsibilidade
jurídica. A implementação gradual da reforma tributária a partir de 2026 pode
abrir espaço para alinhar incentivos ao papel público da filantropia e ampliar a
escala de modelos inovadores.

Essa perspectiva já se materializa em iniciativas como a do Juntos pela Saúde, do
Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), gerida pelo
IDIS, que adota modelo de matchfunding, combinando capital público e recursos
privados não reembolsáveis para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) nas
regiões Norte e Nordeste.

Acesse o relatório completo e confira o detalhamento de todas as 8 perspectivas:

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IDIS inicia capacitação intensiva com 119 ongs de todas as regiões do país

Programa IA.3 reúne organizações para formação aprofundada em inteligência artificial, visando democratizar o uso da tecnologia para o desenvolvimento socioambiental 

 

No dia 25 de fevereiro, organizações selecionadas iniciam o programa IA.3 – Inteligência Artificial para o Terceiro Setor, com uma capacitação intensiva de 30h de aulas e encontros síncronos e assíncronos. A iniciativa é uma realização do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, com o suporte do Google.org e parceria técnica do Canal SabIAr.

 

A formação online reúne ONGs de todas as regiões do Brasil, contemplando diferentes portes (pequenos, médios e grandes) e uma ampla diversidade de causas, como educação, saúde, meio ambiente, entre outras. Ao todo, foram selecionadas 257 organizações, que participarão da formação distribuídas em duas turmas, a primeira com início agora em 2026 e a outra, 2027.

 

O formato foi desenhado para apoiar as organizações na incorporação gradual da inteligência artificial às suas rotinas, respeitando princípios éticos, critérios de responsabilidade e as especificidades do terceiro setor. O programa é, também, uma forma de fortalecer o desenvolvimento institucional de organizações do terceiro setor, ao oferecer soluções e ferramentas que contribuem não apenas à execução de projetos, mas também à gestão.

 

A formação do programa está estruturada em cinco eixos estratégicos:

 

  • Fundamentação e letramento em Inteligência Artificial
    Conceitos de IA, machine learning, IA generativa e compreensão crítica da tecnologia.
  • Ética, responsabilidade e governança
    Justiça algorítmica, uso responsável da IA e seus impactos sociais.
  • Aplicações práticas para o terceiro setor
    Gestão de projetos socioambientais, monitoramento e avaliação, teoria da mudança, áreas administrativas e ambiente de trabalho.
  • Captação de recursos e comunicação para causas
    Uso da IA para mobilização, engajamento e fortalecimento da sustentabilidade financeira das OSCs.
  • Inovação e prototipagem de soluções
    Oficinas práticas, uso da IA em áreas como educação, saúde, arte e meio ambiente, culminando em um encontro presencial em formato de hackathon para desenvolvimento de soluções concretas.

 

“ A tecnologia faz parte de nossas vidas e influencia a forma  como a sociedade se organiza. Com o IA.3, queremos que as organizações do terceiro setor também estejam no centro dessa transformação, utilizando a inteligência artificial com ética, desenvolvendo um olhar crítico e ampliando o impacto em seus territórios. Esta capacitação representa uma oportunidade de fortalecer causas, expandir horizontes e assegurar que a inovação possa ser usada  em favor do  interesse público e da construção de um país mais igualitário”, afirma Henrique Barreto, gerente de Projetos no IDIS.

 

Ao final da jornada formativa, as 30 organizações com melhor aproveitamento serão convidadas a participar de um encontro presencial em São Paulo, voltado ao aprofundamento do uso da inteligência artificial em suas causas, ao desenvolvimento de soluções e ao fortalecimento de redes de colaboração no terceiro setor. A partir daí, com uma mentoria, serão acompanhadas para que os projetos tenham efetivamente aplicações práticas e gerem aprendizados e inspiração para o setor. 

 

Sobre o IA.3 – Inteligência Artificial para o Terceiro Setor

O IA.3 é um programa criado para capacitar organizações da sociedade civil com atuação no Brasil no uso consciente, ético e estratégico da inteligência artificial. Estruturado em uma jornada de múltiplas etapas, o projeto combina conteúdos introdutórios, formações aprofundadas e encontros presenciais ampliando o acesso do campo social à inteligência artificial, contribuindo para a redução de desigualdades no uso da tecnologia e aumentando o impacto socioambiental das organizações participantes.

 

Reveja o webinar formativo sobre inteligência artificial no Terceiro Setor!

 

Assista à gravação completa no YouTube.

 

 

 

Acesse o guia “Conceitos e dicas para iniciar sua jornada de adoção de IA”.

 

 

(Des)confiança: a moeda que move as doações

Artigo publicado originalmente no Nexo em 21 de fevereiro de 2026 – acesse aqui


Fortalecer a confiança na doação exige um conjunto de ações complementares. Transparência ativa, com dados claros sobre uso dos recursos, relatórios acessíveis e prestação de contas frequente, é um passo essencial para construir credibilidade.

Vivemos tempos em que a confiança se revela tão preciosa quanto o próprio dinheiro. A instabilidade econômica, a polarização política e a fragmentação social corroem as bases de mobilização coletiva e isso afeta profundamente desde o consumo até o ato de doar. Sem confiança, não há engajamento.

Dados recentes confirmam essa sensação. O Índice de Confiança do Consumidor, da Ipsos, segue oscilando, refletindo o nervosismo diante do cenário econômico. Em julho de 2025, as maiores preocupações entre os brasileiros foram crime e violência; pobreza e desigualdade; além de saúde, questões que atravessam a vida cotidiana e impactam diretamente o sentimento de segurança coletiva e dão lugar a atitudes mais individualistas. A percepção de injustiça estrutural também é marcante: 83% acreditam que a economia favorece apenas os ricos e poderosos, enquanto a média global é de 72%. A confiança nas instituições está em queda, enquanto a confiança interpessoal e nas  OSCs (Organizações da Sociedade Civil) se mantém estável, porém sem avanços significativos. Esse pano de fundo de desconfiança permeia as relações pessoais, a atitude do consumidor e, inevitavelmente, o comportamento filantrópico.

A mais recente Pesquisa Doação Brasil 2024, coordenada pelo IDIS e realizada pela Ipsos, traz uma fotografia sobre como os brasileiros enxergam e praticam a cultura da doação. O levantamento mostra que 78% dos brasileiros com mais de 18 anos e renda familiar acima de um salário mínimo fizeram algum tipo de doação em 2024, seja em dinheiro, bens ou tempo. O volume total de doações individuais atingiu R$ 24,3 bilhões, superando de forma significativa os R$ 14,8 bilhões de 2022. A mediana das doações em dinheiro também cresceu, passando de R$ 300 em 2022 para R$ 480 em 2024, o que indica uma maior disposição em apoiar causas com valores mais consistentes.

O que chama a atenção, no entanto, é o perfil mais criterioso desse doador. Nada menos que 86% afirmam escolher as causas com cuidado e 83% buscam informações antes de doar. Ao mesmo tempo, quase metade dos entrevistados revelou já ter deixado de doar depois de ouvir notícias negativas sobre organizações, e apenas 49% mantêm fidelidade a uma mesma instituição ano após ano, contra 69% em 2015. Entre os que não doam, a principal justificativa é a falta de confiança ou transparência, mencionada por 38% – um salto em relação a 24% em 2022.

Mesmo em situações de emergência, quando a solidariedade costuma falar mais alto, a lógica da confiança continua presente. Em 2024, metade da população realizou doações em resposta a emergências, sendo que 41% contribuíram com bens, 24% com dinheiro e 14% com tempo voluntário. Dos entrevistados, 59% afirmaram acompanhar o trabalho realizado pelas ONGs para as quais doaram.

Fortalecer a confiança na doação exige um conjunto de ações complementares. Transparência ativa, com dados claros sobre uso dos recursos, relatórios acessíveis e prestação de contas frequente, é um passo essencial para construir credibilidade. A comunicação precisa ser honesta e empática, conectando doadores a histórias reais de impacto positivo e compartilhando não apenas sucessos, mas também desafios. As situações emergenciais, que mobilizam em larga escala, podem ser aproveitadas como portas de entrada para estabelecer vínculos duradouros, transformando doadores ocasionais em parceiros recorrentes. Investimentos em governança, certificações e prestações de contas de fácil compreensão fortalecem institucionalmente as OSCs, elevando a percepção de seriedade e eficácia. Por fim, a educação do público, com campanhas que mostrem como escolher boas causas e identificar organizações responsáveis, amplia a base de doadores conscientes.

A confiança é, sem dúvida, a moeda mais influente da filantropia e, paradoxalmente, uma das mais raras. O país reconheceu a importância do trabalho das ONGs durante a pandemia, pois foram essas organizações que apoiaram os mais vulneráveis em um momento de tanta dor e desesperança. O brasileiro quer doar e doa, mas exige clareza, responsabilidade e credibilidade. Se incentivarmos essa cultura com dados sobre o impacto gerado, comunicação transparente e fortalecimento institucional, estaremos não apenas cultivando doações mais frequentes e maiores, mas também resgatando a esperança coletiva de que juntos podemos transformar o Brasil.

Davos concentra debates em IA e deixa de lado crise climática

Artigo publicado originalmente na Folha de S.Paulo, em 29/01/2026

O Fórum Econômico Mundial, realizado anualmente em Davos, é um dos principais termômetros das prioridades que orientam as lideranças políticas, econômicas e empresariais globais. O encontro revela, tanto pelo que é amplamente discutido quanto pelo que não é, quais agendas estão moldando as decisões que impactam o desenvolvimento, a estabilidade internacional e o futuro do planeta.

Em um contexto de crises simultâneas – climática, social, econômica e geopolítica -, Davos ofereceu, ao longo da última semana, uma oportunidade para observar como essas dimensões são articuladas no discurso global. Uma ansiedade sobre a incerteza do futuro geopolítico se mostrou presente nas conversas nos cafés e nos intervalos.

Sob o tema “Um Espírito de Diálogo”, a cidade suíça abrigou uma agenda de chefes de Estado e governo, além de inúmeros encontros paralelos promovidos por países, empresas, bancos, consultorias, organismos multilaterais e organizações da sociedade civil, onde se disputam narrativas, soluções e prioridades.

Foi nesse ambiente que participei de uma programação de debates e reuniões, incluindo espaços como a Brazil House, onde encontrei o renomado climatologista Carlos Nobre, sempre muito claro em relação às perspectivas da agenda climática.

Enquanto a inteligência artificial foi tratada como eixo estruturante do futuro da economia, com debates sobre produtividade, competitividade, regulação e ética, foi frustrante ver a crise climática aparecendo, quando sequer citada, dissociada dessas mesmas discussões. Como se fosse possível pensar inovação, crescimento e prosperidade sem considerar os limites ambientais que condicionam qualquer projeto de longo prazo.

Ao mesmo tempo, Davos também foi palco de discussões relevantes sobre filantropia, investimento responsável, economia de impacto e novos arranjos financeiros. A pergunta que atravessou muitos desses encontros foi como atrair mais capital para iniciativas que geram impacto socioambiental positivo.

Exemplos como o modelo de governança adotado pela Patagônia foram citados como referências de inovação institucional, capazes de alinhar missão, negócio e impacto de forma consistente. Também foi recorrente o debate sobre o uso de estruturas “blended”, que combinam capital filantrópico com recursos voltados ao retorno financeiro. Uma sinalização positiva veio do Reino Unido, com a criação do Impact Economy Office, um departamento governamental dedicado a estruturar e fortalecer a economia de impacto.

Outro ponto de convergência nas discussões foi a necessidade de colaboração. Parcerias entre governos, setor privado e organizações da sociedade civil foram apresentadas não como desejáveis, mas como mandatórias diante da complexidade dos desafios atuais.

Em minha participação como palestrante no evento paralelo “The Art of Creating Value”, compartilhei o caso do Juntos pela Saúde, iniciativa do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Social) gerida pelo IDIS (Instituto de Desenvolvimento Social) que, em parceria com doadores privados, destina recursos para fortalecer o SUS nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Além disso, trouxe evidências do poder de transformação positiva das doações da filantropa MacKenzie Scott, que direcionou US$ 26 bilhões a 2.700 organizações ao redor do mundo, sendo 28 delas no Brasil.

A sensação que permanece é a de uma dissonância entre as agendas que dominam os discursos globais e a magnitude das crises atuais. Davos aponta tendências, mas também expõe silêncios. O desafio está em transformar inovação tecnológica, instrumentos financeiros e acordos multilaterais em respostas integradas, capazes de enfrentar simultaneamente a crise climática, as desigualdades sociais e a instabilidade geopolítica.

Para o Brasil, essa reflexão ganha contornos ainda mais relevantes. No ciclo pós-COP30, o país ainda tem a oportunidade de se firmar no centro dos debates globais sobre clima, justiça social, democracia e biodiversidade.

Davos mostra que há pessoas, instituições e lideranças genuinamente comprometidas com o futuro do planeta, mas também deixa claro que existem muitos desafios no momento. A esperança, sozinha, não basta. Ela precisa se traduzir em escolhas políticas, econômicas e institucionais coerentes com a urgência das crises que enfrentamos.

Reserve a data: Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2026

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2026 já tem data marcada: 27 de agosto de 2026. Promovido pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, em parceria com o Global Philanthropy Forum (GPF), o encontro segue a tradição de reunir a comunidade filantrópica para troca de experiências, conexões e aprendizado entre pares. Em breve, divulgaremos tema, local e informações de inscrições.

Desde 2012, o evento consolida-se como espaço de referência da filantropia estratégica no Brasil, já tendo reunido milhares de participantes entre filantropos, lideranças e especialistas nacionais e internacionais, com debates sobre investimento social privado, avaliação de impacto, filantropia comunitária, clima, tecnologia e muito mais.

Mesa durante o evento de 2025 em São Paulo, SP.

Na edição de 2024, quando o IDIS completou 25 anos, o tema “Filantropia Entre Nós” destacou a força das conexões do setor; em 2025, o Fórum avançou a agenda sob o mote “Esperançar”, com sessões sobre mudanças climáticas, filantropia corporativa e familiar, tecnologia e avaliação. Esses conteúdos ilustram a diversidade e profundidade da programação que o público pode esperar para 2026.

Assista à edição do ano passado na íntegra:

📩Quer saber como apoiar o evento? Entre em contato conosco: comunicacao@idis.org.br

Panorama das ONGs: estudo revela resiliência do terceiro setor no Brasil diante do aumento de demandas e desafios de sustentabilidade

Pesquisa global com lideranças de ONGs aponta sustentabilidade financeira como principal desafio, mas destaca otimismo, diversidade de fontes de receita e confiança na capacidade de resposta

 

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, em parceria com a CAF – Charities Aid Foundation, lança o Panorama das ONGs: capítulo Brasil, relatório que integra o World Giving Report e apresenta uma leitura aprofundada do cenário das organizações da sociedade civil no país a partir da perspectiva das lideranças das organizações da sociedade civil.

O estudo aponta seis fatores determinantes para resiliência de ONGs: (1) propósito, (2) saúde financeira e operacional, (3) evidências de impacto, (4) pessoas e cultura, (5) parcerias, e (6) contexto. No Brasil, revelou desafios relevantes — com destaque para sustentabilidade financeira, atração e retenção de profissionais, além de mensuração e comunicação de impacto — ao mesmo tempo em que apresenta sinais claros de resiliência e otimismo, com lideranças expressando alta confiança na capacidade de atender à crescente demanda por serviços. Para Paula Jancso Fabiani, CEO do IDIS, “é determinante para o futuro do terceiro setor a capacidade das ONGs de inovar, fortalecer redes de colaboração, influenciar políticas públicas e comunicar claramente seu propósito e impacto.

 

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Cresce a pressão sobre as ONGs, mas lideranças demonstram confiança

No recorte brasileiro, a pesquisa reforça uma tendência observada globalmente: o aumento da demanda por serviços e a expectativa de que esse movimento continue. Globalmente, 78% das organizações afirmam que a demanda aumentou e 83% esperavam aumento no ano seguinte. No Brasil, embora o avanço recente da demanda apareça em ritmo inferior ao agregado global, as ONGs brasileiras se destacam pela confiança em conseguir responder ao cenário: entre as organizações que esperam aumento de demanda, 44% se declaram “muito confiantes” de que conseguirão atendê-la — patamar acima da média global identificada no relatório.

 

Sustentabilidade financeira segue como principal desafio — e reforça importância da agenda de cultura de doação

A sustentabilidade financeira é apontada como o principal desafio por organizações no mundo e no Brasil. No capítulo brasileiro, 66% das ONGs selecionaram sustentabilidade financeira como uma das questões mais urgentes. O relatório também destaca que, no Brasil, há ênfase na diversidade de fontes de receita, com média de 3,9 fontes de financiamento por organização. Doadores individuais aparecem como fonte principal, reforçando a relevância de fortalecer a cultura de doação no país. O estudo também menciona o crescimento dos fundos patrimoniais como mecanismo emergente de resiliência.

Apesar dessa diversificação, o capítulo Brasil aponta riscos associados à dependência de recursos destinados a projetos específicos e à necessidade de ampliar o acesso a recursos livres, entendidos como essenciais para desenvolvimento institucional, adaptabilidade e continuidade.

 

Percepção pública e confiança: desafios de reputação convivem com oportunidades de fortalecimento

O relatório mostra uma percepção polarizada sobre a saúde do setor no país. Parte das lideranças reconhece avanços em parcerias e comunicação do impacto; outra parte aponta entraves como baixo reconhecimento público, associação do setor a narrativas de corrupção e concentração de investimentos em poucas organizações. Nesse contexto, o estudo aponta profissionalização, transparência, melhor comunicação e uso de tecnologia como caminhos para fortalecer a confiança de doadores e parceiros para ampliar a legitimidade pública.

 

Pessoas e cultura: retenção de talentos e bem-estar no centro da resiliência

A pesquisa também sinaliza que pessoas e cultura permanecem como dimensão desafiadora para a resiliência organizacional, com dificuldades relacionadas a recrutamento, retenção e bem-estar das equipes. Ao mesmo tempo, lideranças relatam forte capacidade de aprendizado, perspectiva de evolução e destacam que fortalecer equipes qualificadas e engajadas é decisivo para sustentar a expansão de impacto.

 

ONGs e poder público: parceria reconhecida, com espaço para maior participação nas decisões

O capítulo Brasil registra que as ONGs são reconhecidas como parceiras estratégicas na implementação de políticas públicas e vetores de inovação, além de exercerem papel de representação da sociedade civil. Entretanto, o relatório indica que ainda há espaço para ampliar participação e representação das ONGs nos processos decisórios, especialmente em debates estruturantes do país.

 

Sobre a pesquisa e metodologia

O Panorama das ONGs: capítulo Brasil integra a pesquisa do World Giving Report: Charity Insights, conduzida entre março e junho de 2025 por meio de questionário online. Globalmente, participaram 3.115 organizações em 27 países; no Brasil, o capítulo teve a participação de 170 ONGs respondentes.

Participe da delegação brasileira para o Global Philanthropy Forum 2026

O Global Philanthropy Forum (GPF) — Leaders Summit 2026 será realizado de 18 a 20 de março, em San Francisco (EUA). Com o tema “Architecting the Future: Operating Systems for a New Era of Philanthropy”, o encontro marca os 25 anos do GPF e propõe repensar os “sistemas operacionais” da filantropia diante de mudanças tecnológicas, geopolíticas e ambientais.

Paula Fabiani, CEO do IDIS, em sessão no GPF 2025

O encontro é voltado a lideranças sêniores de fundações, redes de doadores, empresas e organizações de impacto. A cada edição, mais de 250 executivos, responsáveis por mais de US$ 480 bilhões em ativos filantrópicos, se reúnem para troca de experiências e colaboração intersetorial. A programação inclui conversas de alto nível, jantares temáticos, experiências imersivas e uma celebração especial de 25 anos.

Como parceiro institucional, o IDIS mais uma vez organiza e lidera a delegação brasileira, cuidando da articulação com a organização do Summit e fortalecendo a conexão entre participantes do Brasil e a comunidade filantrópica global.

Pessoas que participarem da deleção têm direito a descontos exclusivos. Tem interesse em participar? Escreva para guilhermes@idis.org.br.

Por que participar com o IDIS

  • Curadoria e networking qualificado com pares internacionais.

  • Acesso a conteúdos estratégicos sobre governança, gestão de risco, colaboração transnacional e transformação sistêmica.

  • Integração da delegação com atividades de relacionamento e apoio logístico local.

Histórico da delegação brasileira

Todo ano, o IDIS organiza um grupo representando diferentes organizações. Ao longo de dois dias, o evento debate temas centrais da filantropia global. Em 2025, o grupo atingiu o número de 32 membros, somente atrás da delegação estadunidense. Paula Fabiani e Felipe Insunza Groba, que participaram do encontro, publicaram artigo na Alliance magazine sobre as discussões.

“Participar do Global Philanthropy Forum é uma experiência enriquecedora, que nos permite conectar com pessoas de experiências incrivelmente diversas. Acreditamos firmemente que as conversas e conexões estabelecidas no evento têm o potencial de gerar parcerias transformadoras para o futuro”, afirma Guilherme Sylos, diretor de prospecção e parcerias do IDIS e líder da delegação.

O IDIS é responsável pela produção do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, versão local do Global Philanthropy Forum.

 

Foto dos participantes da edição em 2023

Filantropia deve manter compromisso ambiental após COP30

Artigo originalmente publicado na Folha de S.Paulo, em 15/01/2026

Por Luisa Lima, gerente de comunicação e conhecimento do IDIS, e Marcelo Modesto, gerente da área ESG do IDIS

Belém foi cenário e mensagem. Realizar a COP na Amazônia tornou tangível a urgência de proteger florestas, rios e territórios, promover a transição da matriz energética e impulsionar a bioeconomia com justiça social. Foram inúmeros os aprendizados, os exemplos, as conexões, as demandas que se fizeram ouvidas, os dados que orientam a ação.

Cada Conferência do Clima é certamente um marco com direcionamentos e resoluções, mas as mudanças apenas acontecem com ações concretas, realizadas entre cada ciclo. Em um ano que inicia com o petróleo no centro dos movimentos geopolíticos, é necessário reafirmar o compromisso com o clima, com o meio ambiente e com a nossa própria condição de existência. E é fundamental agir. Filantropos e Investidores Sociais, vocês que estiveram em Belém e escreveram longos posts no LinkedIn, incluíram ações que respondem aos nossos desafios climáticos em seus planejamentos? Pensaram em como vão responder à emergências, apoiar comunidades para que se tornem mais resilientes, e investir em adaptação?

O IDIS atua no fortalecimento da filantropia estratégica e da cultura de doação no Brasil. Embora meio ambiente e clima não sejam nosso foco temático principal, são cada vez mais transversais, especialmente nas respostas a emergências, muitas delas decorrentes de eventos climáticos extremos.

Durante a COP30, formamos uma articulação plural e supranacional — IDIS, Charities Aid Foundation (CAF), GIFE, Latimpacto, RD Saúde, SITAWI Finanças do Bem e WINGS (Worldwide Initiatives for Grantmaking Support), com colaboração de Catalyst 2030, Comunitas e Rede Comuá  — e promovemos o Dia da Filantropia, trazendo as vozes das comunidades, exemplos práticos de ações em curso e reflexões sobre como podemos acelerar as transformações.

Quatro aprendizados para Filantropos e Investidores Sociais

Em primeiro lugar, a filantropia tem papel catalisador. As soluções climáticas exigem recursos na casa dos trilhões, com protagonismo de governos e setor privado. A filantropia, ainda que aporte menor volume, é decisiva pois pode testar modelos, assumir riscos, responder com agilidade e demonstrar caminhos que depois ganham escala por outros atores. O senso de urgência deve nos mover e é preciso ousar.

Além disso, a filantropia pode reforçar a centralidade de territórios e justiça climática. Soluções com comunidades, e não somente “para” elas, foram um consenso durante a COP. Isso implica distribuir poder, tratar “beneficiários” como parceiros e correalizadores, apoiar lideranças locais, fundações e institutos comunitários, além de fortalecer capacidades para prevenção e resposta a desastres.

Seguindo em frente, a filantropia brasileira tem um amplo histórico de atuação colaborativa e em rede. Essa atuação coletiva multiplica alcance e influência. Plataformas e alianças entre investidores sociais, organizações da sociedade civil, academia e setor privado podem acelerar o aprendizado, coordenar investimentos e viabilizar as mudanças sistêmicas que o mundo necessita.

Por fim, a filantropia pode ter um papel decisivo em advocacy. Organizações e investidores sociais podem usar seu poder de influência para qualificar o debate público, ressaltar evidências e incidir em políticas que destravem soluções em pautas como energia, adaptação e bioeconomia. Isso inclui monitorar agendas, propor marcos regulatórios e dar visibilidade a experiências bem-sucedidas.

Se a COP30 colocou um holofote sobre a Amazônia, cabe à filantropia manter a luz acesa entre uma conferência e outra. Nosso papel é criar condições para que soluções surjam, amadureçam e ganhem escala — com ousadia, parceria e compromisso público. É assim que poderemos responder aos grandes desafios climáticos do nosso tempo.

 

Organizações selecionadas iniciam nova etapa do programa IA.3 em fevereiro de 2026

O IDIS anunciou as organizações selecionadas que participarão da formação aprofundada do programa IA.3 Inteligência Artificial para o Terceiro Setor, iniciativa realizada com o suporte do Google.org e apoio técnico do Canal SabIAr.

As organizações escolhidas foram distribuídas em duas turmas, com início em anos distintos, para fins de avaliação e monitoramento dos resultados do projeto. A formação da Turma 1 começará no dia 25 de fevereiro de 2026, com carga horária total de 30 horas ao longo de quatro meses, combinando atividades síncronas e assíncronas. A segunda turma está prevista para começar em fevereiro de 2027.

Ao longo de janeiro e fevereiro, as equipes indicadas receberão comunicações com orientações detalhadas sobre o acesso à plataforma de aprendizagem e às ferramentas de inteligência artificial que serão usadas ao decorrer do programa.

Todos os inscritos foram comunicados sobre o resultado por e-mail. As organizações selecionadas devem confirmar sua participação até o dia 27 de janeiro de 2026. O não cumprimento do prazo implicará a exclusão do programa. Em caso de dúvidas, o contato pode ser feito pelo e-mail ia.3@idis.org.br.

O IA.3 tem como objetivo fortalecer as capacidades institucionais do terceiro setor por meio do uso estratégico e responsável da inteligência artificial, ampliando o potencial de impacto das organizações participantes.

 

O IA. 3 – Inteligência Artificial para o Terceiro Setor

O IA.3 foi criado com o objetivo de capacitar ONGs com atuação no Brasil no uso da IA, oferecendo condições para que elas incorporem essa tecnologia de maneira consciente e estratégica.

Ao democratizar o acesso à Inteligência Artificial, o IDIS não apenas responde a uma demanda emergente, mas reafirma sua crença de que a inovação deve ser inclusiva, acessível e consciente de seus impactos múltiplos, desde a forma como consome energia até a maneira como pode reproduzir ou corrigir desigualdades sociais.

Estruturado em uma jornada de capacitação de múltiplas etapas, que inclui desde conteúdos básicos, até encontros presenciais e mentorias individualizadas. A primeira etapa do projeto foi um Webinar formativo, gratuito, realizado em 22 de outubro e que reuniu inúmeras organizações de todo o país. Foram mais de 2500 inscrições para participação, representando cerca de 1,6 mil diferentes organizações da sociedade civil brasileiras.

Reveja o webinar formativo sobre inteligência artificial no Terceiro Setor!

Assista à gravação completa no YouTube.

O IA.3 incluirá, ainda, um encontro presencial em São Paulo e mentorias individualizadas para representantes de 60 organizações com melhor aproveitamento, para aprofundamento do uso de IA em suas causas, construção de soluções concretas, troca de experiências e fortalecimento de redes de colaboração.

Acesse o guia “Conceitos e dicas para iniciar sua jornada de adoção de IA”.

 

Fundos Patrimoniais Socioambientais – os desafios de investimentos financeiros na causa

Por Ilan Ryfer – co CEO da 1618 Investimentos

No Brasil e no mundo, vivemos uma fase de transição, que já dura algumas décadas. Uma transição geracional, onde trocamos uma preocupação somente com eficiência e lucro, para uma sociedade mais sintonizada com resiliência, qualidade de vida e sustentabilidade, onde retornos financeiros e lucro são somente dois de uma miríade de indicadores atualmente considerados essenciais.

E nada mais adequado do que aproveitar a COP30 em Belém e a recente publicação pelo IDIS do Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais para tentar entender como essa transição tem se traduzido na gestão dos fundos patrimoniais, também conhecidos como endowments, em especial aqueles voltados para os temas de conservação ambiental.

Iniciando nossa jornada pelo anuário, notamos que somente 32 do total de 92 endowments adota algum tipo de prática de investimento responsável, sendo que desses 32, apenas 35% tem investimentos diretos ou indiretos em negócios de impacto.

Quando a pergunta muda para investimentos ligados especificamente à causa da instituição mantenedora do fundo patrimonial, somente 14% tem investimentos dessa natureza. Entretanto,  isso não é indicativo de qual percentual dos portfólios são destinados para esses investimentos. Tendo a acreditar que, em média, é um percentual ínfimo, pelos motívos que apresento a seguir.

A razão mais citada pelos gestores de endowments brasileiros (67%) para não adotarem uma política de investimento responsável, e mais especificamente fazer investimentos ligados a causa, é que não é uma prioridade ou tema de atenção no momento. Depois desse motivo, os mais citados são os potenciais impactos negativos sobre o desempenho do fundo, a falta de possibilidade de acesso a produtos de investimento responsável, a falta de gestores de recursos com expertise e o risco muito elevado.

Depois de mais de 15 anos participando de comitês de investimento de diversas ONGs, tenho a tendência a reunir os 4 últimos motivos num só: faltam produtos financeiros adequados para investimentos pelos endowments. E os motivos são vários.

Em algumas causas, dificilmente será possível montar um produto financeiro com retorno competitivo. Se a instituição se dedica a melhorar a educação no Brasil, provavelmente achará investimentos adequados nessa área, mas se o objetivo for erradicar a fome no interior do Nordeste, dificilmente existirá algo que atenda diretamente esse objetivo com retorno financeiro compatível.

Em outras áreas, o impacto socioambiental pode ser de difícil mensuração, seja porque não existem métricas confiáveis, seja porque o setor é afetado por múltiplos atores, sendo mais complexo definir o impacto individual de cada um deles.

E ainda existe o risco de greenwashing, em que o produto financeiro é ofertado como de impacto ssocioambiental positivo, quando na prática não tem nenhum impacto, sendo apenas uma estratégia de marketing.

Por esses e outros motivos, os gestores de fundos patrimoniais têm muita dificuldade em encontrar investimentos adequados ligados à causa da instituição mantenedora, e muitos podem simplesmente desistir de procurar. O que levaria de volta ao motivo mais citado: a falta de prioridade em buscar esses investimentos. Como são raros, de difícil compreensão e entendimento, muitos gestores podem decidir se focar naquilo que lhes é mais conhecido e confortável: gerar retornos positivos compatíveis com a perpetuação do endowment para financiar a instituição mantenedora utilizando instrumentos tradicionais de mercado financeiro.

Há mais de 10 anos participo do comitê de investimentos da SOS Mata Atlântica, e por diversas vezes discutimos o tema de investir em produtos financeiros ligados à causa de recuperação da mata brasileira. Depois de muito bater a cabeça, acabamos decidindo nos focar naquilo que o grupo sabe fazer bem: gerar retornos positivos. E deixar para a SOS fazer aquilo que faz bem: recuperar a Mata Atlântica.

Mas o Brasil é muito pequeno quando comparamos com o mundo, e nada melhor do que olhar a experiência internacional nessa área. Para isso, selecionei algumas instituições ligadas à conservação do meio ambiente, de diversos tamanhos, e tentei entender como funciona essa gestão.

 

Organização Missão / Foco Tamanho / Estrutura do Endowment Governança Política de Investimentos
Synchronicity Earth (UK) Conservação da biodiversidade global (espécies, oceanos, florestas). Múltiplos endowments temáticos. Formato expendable, endowments duram 14 anos. Comitê de investimento próprio, governança leve e mandatos temáticos. Busca retornos entre 4%-8% ao ano. Sem abertura de seus investimentos, feitos pela Aurum Fund Management. Sem política de investimentos na causa.
Crop Trust Preservação da diversidade agrícola global e bancos de sementes. US$ 400 milhões (2024), capital investido em portfólio de baixo risco; meta de dobrar valor para garantir operação global permanente. Estrutura de endowment puro; spending de 3,5–4,5% ao ano, foco em preservação real do capital. Já distribuiu U$90MM desde 2005. Pelo que se observa da política de investimentos e relatórios financeiros, não tem meta de investimentos financeiros na causa.
The Nature Conservancy (TNC) Conservação global em mais de 70 países (terrestre e marinha). ≈ US$ 4 bilhões em endowment e reservas de longo prazo, patrimônio total ≈ US$ 10 bilhões. Office of Investments profissional; diversificação global e uso de alternativos; foco em poder de compra real. Estrutura de investimento profissionalizada e foco de longo prazo, mas praticamente nada investido diretamente na causa.
Mohamed bin Zayed Species Conservation Fund Conservação de espécies ameaçadas globalmente. Endowment inicial €25 milhões; aporte adicional US$40 milhões (2024). Rendimento sustenta pequenos grants. Governança enxuta; grants globais com seleção técnica independente. Externa via mandatos discricionários na Goldman Sachs (ações e renda fixa), Banco Pictet (private equity e hedge funds), e outras 3 gestoras especificas. Sem política de investimentos na causa.
McKnight Foundation Organização americana voltada ao financiamento de diversos programas de sustentabilidade do planeta. Endowment com mais de U$2,6 bilhões. Desembolsou mais de U$145 milhões no financiamento dos programas em 2024. Estrutura de endowment perpétuo com políticas de investimentos muito específicas e gestão interna. Parte significativa, ao menos U$200 milhões, tem de ser alocado para investimentos de impacto, com objetivo de retorno financeiro positivo Também estabelece o objetivo de ter 50% dos seus investimentos alinhados com a missão da organização.

Obviamente o quadro acima é uma amostragem muito pequena do universo de instituições globais com causas ligadas ao meio ambiente, mas entendo que, de forma geral, fornece um panorama adequado da realidade: pouquíssimas usam os recursos de seus fundos patrimoniais para fazer investimentos financeiros na própria causa com objetivo de retornos positivos. Talvez porque os problemas que encontramos no Brasil sejam os mesmos a nível global.

A conclusão do observado no Brasil e no mundo pode ser, como sempre, vista pelo ângulo “copo meio vazio” ou “copo meio cheio”. Por um lado, a experiência internacional indica que pode não valer a pena gastar tempo tentando alinhar investimentos financeiros dos fundos patrimoniais com as causas abraçadas pelas organizações mantenedoras, priorizando uma gestão puramente voltada para retornos e perpetuação dos recursos financeiros. Por outro, pode indicar uma enorme oportunidade de desenvolvimento de produtos financeiros criativos para atender essa demanda potencial por produtos de impacto socioambiental com retornos monetários positivos e compatíveis com as metas dos fundos patrimoniais. Fica a dica!

 

ANEXO INFORMATIVO

Synchronicity Earth busca 4%-8% de retorno nos seus endowments, utilizando estratégias de retorno absoluto. Os endowments tem uma média de saque de 10% do capital por ano e são feitos para durarem 14 anos. Os resgates são flexíveis dependendo do retorno obtido num ano. Não abrem seus investimentos e não falam se os investimentos feitos para dar retorno também buscam apoiar causas de conservação ambiental. Também faltam dados sobre os tamanhos dos endowments temáticos. Os investimentos do endowment são feitos pela Aurum Fund Management.


 

O endowment Mohamed bin Zayed Species Conservation Fund’s foi criado em 2009 com uma dotação inicial de U$27.5 milhões e é gerido de forma a gerar pequenas programas de patrocínio de conservação ambiental de forma perpétua. A política de investimentos especifica que serão feitas distribuições anuais para a conservação de espécies específicas e que o capital em dólares americanos deve ser preservado com uma perspectiva de 10 anos de horizonte. Uma política adicional é tentar aumentar o capital do endowment através de investimentos de rendam mais que as distribuições feitas, desde que observadas a política de distribuição anual e de preservação do capital original. O capital original cresceu para U$30 milhões com mais de U$20 milhões tendo sido feitas desde sua origem. Os retornos do endowment foram de aproximadamente 5% ao ano. Os fundos são administrados externamente em mandatos discricionários pela Goldman Sachs (ações e renda fixa), Banco Pictet (private equity e hedge funds), mais duas carteiras de ativos imobiliários na PGIM e Blackstone e uma num hedge fund, Aurum Millenium.



 

A The Nature Conservancy, uma das maiores ONGs de conservação do mundo, tem quase U$10 bilhões em ativos, sendo U$3,5 bilhões em investimentos através de seu endowment ou fundos de conservação específicos. No seu relatório anual de 2024, eles descrevem sua política de investimentos como sendo diversificada em diversas classes de ativos, com o objetivo de gerar elevados retornos de longo prazo, ajustados ao risco, e ao mesmo tempo alinhar esses investimentos, quando possível, a sua missão. Na prática, ao analisar a carteira do endowment, apenas U$115.000 dos U$3,5 bilhões em investimentos parecem estar diretamente ligados a causa. Em sua grande maioria, os investimentos são feitos em ações, renda fixa, hedge funds e private equity.

 


O The Crop Trust mantém um endowment com o objetivo de financiar a diversidade de culturas agrícolas na perpetuidade. O objetivo financeiro indicado pelo endowment é de investir em um portfólio diversificado de instrumentos financeiros de baixo risco, de forma a gerar retornos suficientes para manter a finalidade de instituição. O endowment tem, de acordo com seu último relatório, pouco mais de U$400 milhões em ativos e desde 2005 já teve mais de U$90 milhões de distribuição para uso da instituição. Em sua política de investimentos e pelo que se pode observar dos demonstrativos financeiros do endowment, não existe uma preocupação específica com o uso do capital em investimentos diretamente ligados com a finalidade da instituição.

 

A McKnight Foundation é uma organização americana que se dedica ao financiamento de diversos programas voltados para a sustentabilidade do planeta. Seu endowment tem mais de U$2,6 bilhões e em 2024 a fundação  desembolsou mais de U$145 milhões no financiamento dos programas. A McKnight Foundations é uma das poucas instituições que estabelece que parte significativa de seu endowment, ao menos U$200 milhões, será alocado para investimentos de impacto, em sua maioria com objetivo de retorno positivo em linha com o objetivo geral de retorno financeiro. Alguns poucos investimentos podem ser feitos a fundo perdido. Além disso, estabelecem o objetivo de ter 50% dos seus investimentos alinhados com a missão da organização.

 

Fundo de Fomento à Filantropia atinge marca de R$ 10 milhões de patrimônio

Criado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, o fundo patrimonial pioneiro no fortalecimento do investimento social privado e da cultura de doação no Brasil, o Fundo de Fomento à Filantropia (FFF), alcançou a marca de R$10 milhões em patrimônio.

Desde o lançamento em 2024, o FFF já conta com quase uma centena de doadores, entre eles filantropos que contribuíram com valores expressivos, como Família Pipponzi, Armínio Fraga, José Luiz Egydio Setúbal, Luis Stuhlberger, Milu Villela, Neca Setubal, Teresa Cristina e Candido Bracher. Os valores captados foram dobrados com a doação da filantropa americana Mackenzie Scott feita ao IDIS e ainda há R$ 3,3 milhões disponíveis para complementação. “Acreditamos que a filantropia é um forte instrumento para o desenvolvimento social em nosso país. Sabemos que muito foi feito, mas ainda há muito por fazer, e o IDIS tem um papel fundamental na expansão da consciência e maturidade sobre o tema no Brasil, por isso conta com nossa colaboração”, declaram Ticiana e Edson Queiroz, também grandes doadores do FFF.

Segundo o Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais 2024, os endowments brasileiros atingiram o valor recorde de R$ 770,4 milhões captados em 2024, volume 48,4% maior que o observado no ano anterior. A destinação para causas também cresceu, com R$2,6 bilhões doados a causas de interesse público. O resultado demonstra que os fundos patrimoniais estão se consolidando como instrumentos relevantes para a sustentabilidade financeira de longo prazo de causas e organizações do terceiro setor.

Ao longo de 2025, os rendimentos do FFF viabilizaram iniciativas de produção de conhecimento e articulação relevantes para o campo do setor de impacto social, entre elas a Pesquisa Doação Brasil 2024, o estudo ‘Caminhos para uma atuação mais ampla e estratégica da filantropia familiar no Brasil’, o Dia da Filantropia na COP30 e ações de advocacy pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos. Também apoiaram projetos em parceria com outras organizações, como a plataforma Descubra Sua Causa e o Movimento por uma Cultura da Doação. Para 2026, estima-se que haverá R$ 1 milhão para destinação a novos projetos.

Evento de lançamento da Pesquisa Doação Brasil 2024

“Há mais de uma década o IDIS se dedica à consolidação dos fundos patrimoniais no Brasil. Ao lançar o FFF, adotamos as melhores práticas de governança e investimento para garantir a perenidade de recursos para o fortalecimento da filantropia estratégica e da cultura de doação, oferecendo nossa contribuição para acelerar transformações positivas e a reduzir as desigualdades no Brasil” afirma Paula Fabiani, CEO do IDIS.

 

Seja também um doador

Doações de qualquer valor podem ser feitas diretamente na página do Fundo de Fomento à Filantropia. Para valores superiores à R$ 50 mil, o contato deve ser feito com comunicacao@idis.org.br 

 

O que é um fundo patrimonial?

Fundos patrimoniais, também conhecidos como endowments, são estruturas criadas para proporcionar sustentabilidade financeira a instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos e/ou para a execução de programas e projetos de interesse público. De modo geral, as doações recebidas permanecem em um fundo, em aplicações financeiras, e apenas os rendimentos são resgatados para financiar ações em defesa de determinada causa ou custear todo ou parte do funcionamento de organizações socioambientais. A criação de um fundo patrimonial permite que seus instituidores perpetuem uma causa ou uma instituição, deixando um importante legado para a sociedade.

 

Mais sobre fundos patrimoniais

Acesse mais conteúdos nesta temática produzido pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, clique aqui.

Caso queira saber mais sobre fundos patrimoniais ou queria conhecer nossos serviços, envie um e-mail para comunicacao@idis.org.br.

No Vergel do Lago, a Mundaú Mundo articula soluções territoriais para o desenvolvimento comunitário

Às margens da Lagoa Mundaú, no Vergel do Lago — um dos bairros mais populosos e socialmente vulneráveis de Maceió (AL) — a pesca e a coleta de sururu são partes centrais da vida e da sobrevivência da maioria das famílias moradoras. É nesse contexto que a Mundaú Mundo foi criada em 2022, como uma iniciativa de base territorial voltada a articular recursos, saberes e atores locais, conectando formação, cultura e economia local para fortalecer o protagonismo comunitário e promover o desenvolvimento do território.

A iniciativa chegou num momento importante, depois que tremores de terra provocados pela exploração de minério causaram o afundamento do solo em cinco bairros da cidade, incluindo regiões próximas à Lagoa Mundaú, principal fonte de renda da população local. Desde 2019, cerca de 14 mil imóveis tiveram que ser desocupados e mais de 60 mil pessoas foram afetadas.

Além disso, durante a pandemia da Covid-19, quando Alagoas registrou 36,7% da população em insegurança alimentar, o líder comunitário Carlos Jorge ganhou projeção nacional ao mobilizar redes de solidariedade e parcerias institucionais, articulando a chegada de alimentos, materiais de higiene e equipamentos de proteção para a população da região.  Na ocasião, foi convidado a assumir a Secretaria de Assistência Social de Maceió e percebeu a necessidade de ir além: criar uma rede de fortalecimento territorial capaz de impulsionar múltiplas iniciativas locais.

Carlos Jorge, fundador da Mundaú Mundo. 

Carlos deixou o cargo público para fundar a Mundaú Mundo, estruturando uma organização de base comunitária, com equipe local, escuta ativa e governança participativa, orientada para o fortalecimento do território no longo prazo. Essa forma de atuação dialoga diretamente com as características das  Fundações e Institutos Comunitários (FICs), conforme a Carta de Princípios para FICs do IDIS:

Instituições locais: as organizações dedicam-se à melhoria da qualidade de vida de comunidades situadas em uma região geográfica bem delimitada, da qual são originárias e na qual estão estabelecidas.

Com o apoio do IDIS (Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social), a organização avançou em sua estruturação um instituto comunitário, dedicado a articular recursos, conhecimento e parcerias para o desenvolvimento territorial, atuando de forma integrada em diferentes frentes.

Uma das estratégias centrais da Mundaú Mundo é o fortalecimento do ecossistema local de organizações e iniciativas sociais locais, por meio de programas de capacitação de lideranças e acompanhamento técnico institucional. Atualmente, a organização fortalece institucionalmente 10 OSCs em Alagoas, com foco em governança, captação de recursos e assessorias jurídica e contábil. A inserção do Qualifica Mundaú em um edital da Gerando Falcões, em 2025, ampliou a atuação da Mundaú Mundo no ecossistema de aceleração de impacto de lideranças das periferias, conectando o território a redes mais amplas de apoio e investimento social.

Voltado a jovens e adultos, o Qualifica Mundaú atua no fortalecimento das capacidades locais, combinando formação técnica, desenvolvimento pessoal e habilidades socioemocionais com conexão a oportunidades de trabalho e estímulo ao empreendedorismo no território. Segundo dados institucionais, 106 pessoas já foram qualificadas, com 35% inseridas no mercado de trabalho ou empreendendo.

A organização também atua em temas ambientais e de prevenção a desastres naturais, articulando iniciativas como o projeto Nordeste pela Resiliência Climática, que em 2024 chegou a ganhar parceria com a Visão Mundial e a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional). Essa atuação evidencia um recorte intersetorial, que conecta cultura, desenvolvimento comunitário e adaptação climática a partir das demandas do território. A característica multitemática é uma das marcas das FICs, presente na Carta de Princípios para FICs do IDIS:

Multitemáticas: apoiam e investem em outras organizações da sociedade civil e iniciativas sociais de modo a abranger a diversidade de causas e temas relevantes para a comunidade, seu contexto e suas demandas próprias.

Alunas da Cozinha Escola, projeto apoiado pela Mundaú Mundo.

Entre as iniciativas desenvolvidas no Vergel do Lago, a Mundaú Mundo articula ações socioeducativas e de geração de oportunidades que utilizam o esporte, a cultura e a inclusão produtiva como vetores de desenvolvimento integral.

Uma iniciativa estruturante é a Cozinha Escola, voltada à valorização da cultura alimentar local e à promoção da autonomia econômica de mulheres em situação de vulnerabilidade. A formação integra desenvolvimento socioemocional, técnica gastronômica e empreendedorismo, a partir do uso de ingredientes locais — com destaque para o sururu, reconhecido como Patrimônio Imaterial de Alagoas — fortalecendo identidades culturais e cadeias econômicas do território. Em 2025, mais de 100 mulheres foram formadas, evidenciando a gastronomia como ponte entre cultura e economia local.

De forma integrada, essas iniciativas se conectam a uma atuação mais ampla de fortalecimento da resiliência comunitária e do cuidado no território, articulando respostas emergenciais, apoio psicossocial e ações de prevenção a riscos socioambientais. Essa abordagem multitemática, orientada pelas demandas locais e pela construção de soluções coletivas, expressa o papel da Mundaú Mundo como fundação comunitária comprometida com o desenvolvimento territorial no longo prazo.

“O apoio do IDIS foi essencial para consolidar nossa governança”, destaca a psicóloga social da Mundaú Mundo, Alessandra Anselmo.

A Mundaú Mundo integra o programa Transformando Territórios, uma iniciativa do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – com a Charles Stewart Mott Foundation, para fomentar a criação e o fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil.

Quer saber mais sobre a Mundaú Mundo? Acesse o site.
Para conhecer mais sobre os Princípios e características das Fundações e Institutos Comunitários, acesse a Carta de Princípios através deste link.

Saiba mais sobre o programa Transformando Territórios e como apoiá-lo.

Informações do Território

  • Território de atuação: Alagoas
  • Nome do instituto ou fundação comunitária: Mundaú Mundo
  • Nome e cargo da principal liderança: Carlos Jorge da Silva Santos, Líder comunitário e CEO da Mundaú Mundo
  • População: O estado de Alagoas tem aproximadamente 3,22 milhões de habitantes
  • Causas prioritárias mapeadas pela Mundaú:
    • Formação de lideranças comunitárias
    • Fortalecimento institucional de organizações sociais
    • Inclusão produtiva e geração de renda
    • Empreendedorismo feminino
    • Qualificação profissional (jovens e adultos)
    • Educação socioemocional
    • Esporte como ferramenta de cidadania (futsal, jiu-jitsu)
    • Cultura e gastronomia local (Cozinha Escola)
    • Resiliência climática e prevenção de desastres naturais
    • Assistência social (doações, apoio psicossocial)
    • Saúde menstrual (programa Fluxo de Amor)
  • Desafios regionais:
    • Vulnerabilidade socioeconômica nas comunidades periféricas
    • Falta de estrutura institucional nas OSCs locais
    • Baixa empregabilidade e poucas oportunidades de renda sustentada
    • Desigualdade de gênero e pobreza menstrual
    • Exposição a riscos climáticos e desastres naturais

 

 

 

Vaga de Analista Pleno de Monitoramento e Avaliação

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para profissionais com experiência na área de Monitoramento e Avaliação.

Atuamos desde 1999 com foco no fortalecimento do Investimento Social Privado no Brasil e o estímulo a ações transformadoras da realidade para a redução das desigualdades sociais no país.

O IDIS conta com um time de 50 pessoas dedicadas a desenvolver e implementar projetos de grande impacto que estimulem o desenvolvimento de um ecossistema de Investimento Social que atue de forma eficaz e estratégica. Oferecemos consultoria em investimento social para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. Além disso, desenvolvemos projetos de impacto, como campanhas e a promoção de advocacy, e investimos na geração de conhecimento, com a produção de pesquisas, artigos e publicações.

Para fortalecer a organização e nossa atuação, buscamos uma pessoa Analista Pleno que apoie na gestão de nossas iniciativas nesta área. Ela será responsável por apoiar atividades da equipe de Monitoramento e Avaliação de Impacto socioambiental do Instituto.

 Acesse a vaga na 99Jobs e inscreva-se.

RESPONSABILIDADES E OPORTUNIDADES

  • Apoiar a elaboração de propostas de projetos de Monitoramento e Avaliação para potenciais clientes e parceiros;
  • Implementar as atividades dos projetos de Monitoramento e Avaliação do IDIS, respeitando os prazos acordados e zelando pela qualidade dos produtos entregues;
  • Apoiar e realizar a coleta de dados quantitativos e qualitativos necessários para a execução dos projetos;
  • Organizar, ler, analisar documentos, elaborar relatórios e apresentações sistematizando o processo de Monitoramento e Avaliação e os aprendizados e conclusões obtidas;
  • Realizar pesquisas de conceitos, referências e benchmarking que enriqueçam os projetos e tragam embasamento para os produtos desenvolvidos;
  • Participar de reuniões periódicas da equipe de consultoria para manter a equipe alinhada com o planejamento estratégico e missão da organização;
  • Promover a aprendizagem e compartilhamento de conhecimento técnico com a equipe do IDIS;
  • Participar ativamente do ciclo de planejamento estratégico juntamente com as outras áreas da organização;
  • Apoiar a Gerência de Comunicação para o desenvolvimento de conteúdo.

 

conhecimentos específicos

  • Ensino superior completo, preferencialmente em estatística, economia, ciências sociais ou áreas afins;
  • Experiência profissional comprovada mínima de 2 anos em monitoramento e avaliação de projetos;
  • Conhecimento e experiência em elaboração e monitoramento de indicadores;
  • Conhecimento e aplicação de metodologias para elaboração de análise diagnóstica, planejamento estratégico e plano de ação;
  • Desenho e aplicação de pesquisas qualitativas e quantitativas;
  • Facilitação de grupos focais e condução de entrevistas em profundidade;
  • Sistematização e análise de informações qualitativas e quantitativas;
  • Elaboração e análise de planilhas Excel, incluindo manuseio de bases de dados, elaboração de tabelas dinâmicas e gráficos;
  • Elaboração de apresentações com boa apresentação visual, storytelling, clareza e objetividade na transmissão de conteúdos e conclusões;
  • Conhecimentos intermediários de inglês na linguagem oral e escrita;
  • Conhecimentos sobre análise estatística e experiência com softwares de análise de dados qualitativos e quantitativos serão considerados diferenciais;
  • Experiência em gestão, monitoramento e avaliação de projetos nas áreas da educação e saúde serão considerados diferenciais;

BENEFÍCIOS

  • Contratação CLT
  • Assistência médica (Porto)
  • Vale-Transporte
  • Vale-Alimentação e Vale-refeição
  • Total Pass
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off no aniversário
  • Tipo de trabalho – Híbrido: combinação de presencial e remoto, com disponibilidade para viajar.

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 18 de janeiro de 2026.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

 

Vaga para Gerente em Monitoramento e Avaliação de Impacto Socioambiental

Temos no IDIS uma nova oportunidade para profissionais com experiência na área de Monitoramento e Avaliação Socioambiental.

A pessoa será responsável pela implementação de estudos de monitoramento e avaliação de impacto socioambiental de projetos e programas, ocupando o cargo de Gerente.

Acesse a vaga na 99Jobs e inscreva-se.

responsabilidades

  • Liderança e gestão de uma equipe de 2-3 profissionais na área de monitoramento e avaliação (1-2 analista e 1 estagiário).
  • Captação de novos clientes e relacionamento contínuo com os atuais, promovendo serviços de consultoria personalizados.
  • Elaboração de propostas de projetos para potenciais clientes e parceiros.
  • Gestão de projetos de consultoria, respeitando os prazos acordados e zelando pela qualidade dos produtos entregues, incluindo relatórios analíticos.
  • Implementação das atividades dos projetos de consultoria em Monitoramento e Avaliação do IDIS, com aplicação de metodologias qualitativas e quantitativas de avaliação de resultado e impacto.
  • Orientação da equipe para a coleta de dados quantitativos e qualitativos necessários para a execução dos projetos;
  • Realização de pesquisas de conceitos, referências e metodologias que enriqueçam os projetos e tragam embasamento para os produtos desenvolvidos;
    Promoção da gestão do conhecimento e o compartilhamento de conhecimento técnico com os demais membros da equipe do IDIS;
  • Promoção da cultura de monitoramento e avaliação dentro e fora da organização, reforçando a importância da filantropia estratégica;
  • Participação em reuniões periódicas da equipe de consultoria para manter a equipe alinhada com o planejamento estratégico e missão da organização.
  • Participação no ciclo de planejamento estratégico juntamente com as outras áreas da organização.
  • Apoio à Gerência de Comunicação para o desenvolvimento de conteúdos.

requisitos

  • Formação superior completa em Economia, Estatística, Matemática Aplicada, Ciência de Dados ou áreas afins.
  • Experiência comprovada (mínimo de 2 ano) em análise estatística de dados.
  • Experiência comprovada mínima de 2 anos em liderança de equipes e gestão de múltiplos projetos na área social ou afins.
  • Experiência comprovada mínima de 3 anos em técnicas de monitoramento e avaliação de programas sociais, incluindo a elaboração de indicadores de processo, resultado e impacto.
  • Experiência em condução de pesquisas qualitativas.
  • Experiência em análise estatística de dados.
  • Excel e Power Point avançado.
  • Habilidade de comunicação interpessoal e capacidade de construir e manter relacionamentos profissionais.
  • Compromisso com a inclusão e a diversidade, valorizando diferentes perspectivas e contribuições de equipe.
  • Inglês intermediário.

Qualificações Desejáveis:

  • Mestrado ou especialização em avaliação de políticas públicas, responsabilidade social ou áreas relacionadas.
  • Vivência em gestão de equipes multidisciplinares e liderança de projetos complexos e múltiplos.
  • Prática anterior com captação de clientes e desenvolvimento de negócios em consultoria relacionadas ao terceiro setor.
  • Histórico de trabalho com diversidade e inclusão, demonstrando compromisso com a promoção de ambientes de trabalho equitativos.
  • Fluência em inglês e/ou espanhol.
  • Conhecimento e/ou experiência no setor de filantropia estratégica e investimento social privado no Brasil.
  • Conhecimento e/ou experiência com desenho, gestão, implementação e/ou monitoramento e avaliação de projetos ou programas sociais na área da saúde pública.
  • Domínio de softwares estatísticos (ex: R, Stata, Python com bibliotecas de análise de dados).
  • Conhecimento em métodos econométricos (regressão, variáveis instrumentais, diferenças em diferenças, etc.).
  • Experiência em desenho e implementação de avaliações de impacto (experimentais e/ou quase-experimentais).
  • Capacidade de transformar dados em informação relevante para tomada de decisões e comunicá-los de forma eficaz.

BENEFÍCIOS

Contratação PJ
Início em Janeiro 2026
Remuneração mensal – A combinar
Tipo de trabalho – Híbrido (remoto e presencial)
Localização: São Paulo – SP (próximo à estação Pinheiros do metrô e trem)
Day off de aniversário
Total Pass

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 18 de janeiro de 2026.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

 

Vaga de Analista Administrativo-Financeiro Jr

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para profissionais com experiência na área de Gestão Financeira de Projetos.

Atuamos desde 1999 com foco no fortalecimento do Investimento Social Privado no Brasil e o estímulo a ações transformadoras da realidade para a redução das desigualdades sociais no país.

O IDIS conta com um time de 50 pessoas dedicadas a desenvolver e implementar projetos de grande impacto que estimulem o desenvolvimento de um ecossistema de Investimento Social que atue de forma eficaz e estratégica. Oferecemos consultoria em investimento social para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. Além disso, desenvolvemos projetos de impacto, como campanhas e a promoção de advocacy, e investimos na geração de conhecimento, com a produção de pesquisas, artigos e publicações.

O Analista Financeiro Administrativo Júnior será responsável por executar atividades relacionadas à prestação de contas dos projetos da Iniciativa Juntos pela Saúde. Isso inclui a revisão das despesas incorridas e declaradas pelos executores, a avaliação das respectivas comprovações, a realização de conciliações bancárias e o suporte à gestão orçamentária dos projetos e dos repasses financeiros dos apoiadores, garantindo a conformidade financeira e o adequado controle dos recursos.

 

 Acesse a vaga na 99Jobs e inscreva-se.

RESPONSABILIDADES E OPORTUNIDADES

É responsável por apoiar tecnicamente nas atividades administrativas e financeiras do programa Juntos pela Saúde, contribuindo com atividades de planejamento, acompanhamento, revisão, sistematização de processos e organização de materiais, além de:

  • Apoiar na análise dos orçamentos dos projetos e no acompanhamento da prestação de contas junto aos parceiros do programa
  • Apoiar na elaboração e acompanhamento de processos administrativos e financeiros para o programa Juntos pela Saúde
  • Apoiar na gestão de contratos do programa Juntos pela Saúde (parceiros e fornecedores)
  • Apoiar na rotina de controle de processos e acompanhamento de compliance do Programa
  • Apoiar nas atividades de relacionamento com os clientes, parceiros e doadores, realizando alinhamentos e monitoramento da prestação de contas sempre que necessário
  • Manter a atualização do fluxo de caixa
  • Realizar conferência de Notas Fiscais, boletos e comprovantes de pagamentos
  • Realizar a análise e controle de prestação de contas de projetos do Juntos pela Saúde
  • Realizar a conciliação bancária
  • Apoiar em toda rotina administrativa financeira do programa Juntos pela Saúde, colaborando para sua boa organização
  • Atuar nas suas atividades do Juntos pela Saúde, zelando pela qualidade das entregas, cumprimento dos prazos acordados e uso eficiente dos recursos, sempre apoiando os gestores do programa nas demandas existentes

.

 

REQUISITOS

  • Formação superior completa e experiência mínima de 1 ano em funções relacionadas à rotina da área administrativa financeira e prestação de contas de projetos, preferencialmente com foco em Investimento Social Privado.
  • Conhecimentos específicos:
    • Contabilidade e compliance
    • Gestão de contratos
    • Rotinas de controles e prestação de contas
    • Excel avançado
    • BI e painéis de gestão
    • Organização e análise de documentação
    • Elaboração de apresentações e relatórios com boa apresentação visual e estruturação clara e objetiva do conteúdo, incluindo gráficos e diferentes formatos que viabilizem a melhor compreensão sobre dados para tomada de decisão.
    • Diferencial – Conhecimento ERP Oracle Netsuite

BENEFÍCIOS

  • Contratação CLT
  • Assistência médica (Porto)
  • Vale-Transporte
  • Vale-Alimentação
  • Total Pass
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off no aniversário
  • Tipo de trabalho – Híbrido

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 18 de janeiro de 2026.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

           

Vaga de Estágio em Monitoramento e Avaliação

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para estudantes de diversos cursos.

Atuamos desde 1999 com foco no fortalecimento do Investimento Social Privado no Brasil e o estímulo a ações transformadoras da realidade para a redução das desigualdades sociais no país.

O IDIS conta com um time de 50 pessoas dedicadas a desenvolver e implementar projetos de grande impacto que estimulem o desenvolvimento de um ecossistema de Investimento Social que atue de forma eficaz e estratégica. Oferecemos consultoria em investimento social para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. Além disso, desenvolvemos projetos de impacto, como campanhas e a promoção de advocacy, e investimos na geração de conhecimento, com a produção de pesquisas, artigos e publicações.

Para fortalecer a organização e nossa atuação, buscamos uma pessoa estagiária para integrar o time de monitoramento e avaliação do IDIS.

 Acesse a vaga na 99Jobs e inscreva-se.

RESPONSABILIDADES E OPORTUNIDADES

  • Apoiar nas atividades dos projetos de Monitoramento e Avaliação do IDIS, respeitando os prazos acordados e zelando pela qualidade dos produtos entregues.
  • Realizar coleta e análise de dados quantitativos e qualitativos necessários para a execução dos projetos de Monitoramento e Avaliação.
  • Realizar pesquisas de conceitos, referências e  benchmarking  que enriqueçam os projetos e tragam embasamento para os produtos desenvolvidos.
  • Participar das reuniões periódicas (online e presencial) da organização.

REQUISITOS

  • Estar cursando, no mínimo, o 3º ano da faculdade no momento do início do estágio, não importa o curso;
  • Ter interesse no terceiro setor e na área de monitoramento e avaliação de projetos sociais;
  • Domínio do pacote Office (Word, Excel, Power Point) e internet;
  • Disponibilidade para atuação híbrida no escritório do IDIS, em São Paulo, localizado próximo à estação Pinheiros de trem e metrô.
  • Facilidade para trabalhar em equipe

DESEJÁVEL

  • Conhecimento em sistematização e análise de informações qualitativas.
  • Conhecimentos na área de ciências de dados ou sistematização e análise de dados quantitativos em planilhas Excel, incluindo manuseio de bases de dados, elaboração de tabelas dinâmicas e gráficos.
  • Elaboração de apresentações com boa apresentação visual, clareza e objetividade na transmissão de conteúdos.
  • Conhecimentos sobre análise estatística.
  • Experiência com softwares de análise de dados de qualitativos e quantitativos.
  • Domínio intermediário da língua inglesa

BENEFÍCIOS

  • Bolsa auxílio: R$ 1.650,00
  • Vale-transporte
  • Vale Alimentação e refeição
  • Seguro de vida
  • Credencial plena do Sesc
  • Day off de aniversário
  • TotalPass

Tipo de trabalho – Híbrido: Combinação de presencial e remoto

INSCRIÇÃO

Para inscrever-se para essa oportunidade, acesse a página da vaga na 99Jobs até 18 de janeiro de 2026.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimentoconsultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a co-criação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

 

Transformando Territórios promove formação em governança para lideranças de OSCs

O programa Transformando Territórios (TT), em parceria com o coletivo de Fundos e Institutos Comunitários (FICs), está promovendo uma Formação em Governança para Lideranças de OSCs. A trilha aborda o papel da governança nas OSCs, responsabilidades de conselheiros, tomada de decisão e transparência, além de fortalecimento institucional, sustentabilidade e legado.

A iniciativa tem como intuito fortalecer capacidades locais, reafirmar o papel das FICs como agentes de desenvolvimento no território, aproximar novos aliados e contribuir para o fortalecimento da sociedade civil, estimulando a participação social e o engajamento cívico. Entre o público-alvo, estão:

  • Lideranças e moradores do território com interesse em atuação voluntária em organizações sociais;
  • Potenciais conselheiros ou futuros membros das FICs e OSCs locais;
  • Integrantes de OSCs interessados em aprimorar seu conhecimento em governança;
  • Pessoas engajadas na vida comunitária e na atuação cívica local.

Esta é uma ação de fortalecimento do ecossistema de investimento social comunitário nos territórios, conduzida pelo TT em articulação com as FICs.

A formação é destinada prioritariamente a pessoas vinculadas aos territórios de atuação das FICs do Programa Transformando Territórios. No momento da inscrição, será necessário indicar a FIC e o território de vínculo.

Se você atua ou vive em um dos territórios participantes, procure a FIC local para saber como se inscrever.

Atividade no Fundo Mboi, em São Paulo, em outubro de 2025 com as lideranças das FICs participantes do Transformando Territórios