IDIS apresenta resultados da principal pesquisa sobre doação no Brasil

Considerado o mais importante estudo sobre doações feitas por indivíduos no País, a Pesquisa Doação Brasil 2020, coordenada pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, foi realizada no início deste ano, refletindo as ações e o comportamento dos doadores ao longo de 2020. O lançamento acontecerá em evento online aberto a interessados, no dia 23 de agosto, das 9h às 11h (inscrições aqui).

Pesquisa Doação Brasil 2020 IDIS

Quantos brasileiros doaram? Qual o volume total doado? Quais as principais causas contempladas? Quais as motivações dos doadores?

Essas são apenas algumas das respostas fornecidas pela Pesquisa Doação Brasil, que traz um capítulo especial dedicado à influência da pandemia sobre doadores.

Além de analisar as características dos doadores e das doações, a Pesquisa Doação Brasil também contempla os não doadores, buscando identificar as razões desse comportamento e as possibilidades de mudança.

Esta é a segunda edição da Pesquisa Doação Brasil. A anterior foi realizada cinco anos atrás e revelou que 46% da população brasileira doava para organizações/projetos sociais. Ela estimou, pela primeira vez, o volume total doado pelos indivíduos, que totalizou R$ 13,7 bilhões, correspondendo a 0,23% do PIB de 2015. “É por meio de dados que podemos agir e criar iniciativas e programas para influenciar positivamente o fortalecimento da Cultura de Doação no Brasil”, comenta Paula Fabiani, CEO do IDIS, que a partir dos achados da primeira edição lançou a plataforma ‘Descubra Sua Causa’, um teste rápido e divertido para as pessoas encontrarem ONGs que defendem as causas nas quais elas acreditam.

A Pesquisa Doação Brasil 2020 foi conduzida pela Ipsos, empresa de estudos de mercado, e realizada em duas etapas, uma qualitativa e uma quantitativa.

A etapa qualitativa, composta por oito grupos focais, reuniu doadores e não doadores, das classes ABC com idades entre 25 e 60 anos. O objetivo desta etapa foi explorar em profundidade os aspectos mais subjetivos do pensamento e comportamento de doadores e não doadores. Seus achados contribuíram para a elaboração do questionário aplicado na fase posterior.

A etapa quantitativa entrevistou 2.103 pessoas, compondo uma amostra representativa da população urbana, a partir de 18 anos de idade, com renda familiar acima de 1 salário mínimo.

 

Lançamento da Pesquisa Doação Brasil 2020

23 de agosto de 2021

9h às 11h

Apresentação dos resultados seguida de debate com a presença de Paula Fabiani, CEO do IDIS, das consultoras Andréa Wolffenbüttel e Renata Bourroul, e representante da Ipsos.

Inscreva-se: https://bit.ly/doacaobrasil2020

A iniciativa é uma realização do IDIS com o apoio de BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento, Fundação Itaú Social, Fundação José Luiz Egydio Setubal, Fundação Tide Setubal, Instituto ACP, Instituto Galo da Manhã, Instituto Unibanco e Santander.

 

IDIS busca Analista Administrativo e Financeiro Jr.

Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, o IDIS atua junto a empresas, famílias, institutos, fundações e organizações da sociedade civil. Desenvolvemos projetos de impacto, geramos conhecimento ao setor e oferecemos consultoria ao investidor social e às organizações que executam projetos e programas sociais para que tomem decisões estratégicas e ampliem o impacto de suas iniciativas.

Para nos apoiar na área administrativa e financeira, buscamos um (a) analista com perfil comprometido e curioso, que tenha o desejo de trabalhar em uma Organização da Sociedade Civil e contribuir para o desenvolvimento socioambiental no Brasil.

Principais Atribuições e Responsabilidades

Conhecer e seguir as políticas e os processos administrativos e financeiros propondo e participando de mudanças e melhorias;

Atualizar/alimentar o Sistema Financeiro RM Totvs;

Monitorar os controles administrativos e financeiros do IDIS;

Auxiliar no relacionamento com a assessoria contábil e prestadores de serviços externos (consultores, fornecedores);

Auxiliar nos processos de compras de mercadorias e serviços;

Apoiar a formalização de contratos junto a clientes, fornecedores, funcionários e parceiros do IDIS;

Acompanhar o processo anual de auditoria independente auxiliando na sua preparação e coleta de documentos;

Auxiliar na análise da documentação de validação de organizações sociais parceiras; e

Apoiar na elaboração de documentos, apresentações, relatórios.

Requisitos do Cargo

Graduação em Ciências Contábeis, Administração ou áreas correlatas;

Experiência de 1 ano na área financeira/contábil.

 

Conhecimentos específicos:

Conhecimento avançado do pacote Office (Excel, Word e PowerPoint);

Desejável nível intermediário/avançado de inglês;

Desejável conhecimento de ERP Financeiro. 

 

Competências:

Facilidade para trabalhar em equipe;

Organização.

 

Local de trabalho:

Trabalho remoto e presencial

Após quarentena: São Paulo/SP – próximo à estação Pinheiros.

 

Remuneração mensal:

Salário de R$ 3.000 (três mil reais) + VA + VT

 

Processo seletivo

Inscrições serão feitas somente via o formulário (http://bit.ly/idisvaga8_) e anexar o CV no campo indicado ao final até o dia 10 de agosto.

 

Buscamos a diversidade

No IDIS, prezamos pela igualdade nas oportunidades de emprego. Nossas decisões sobre as contratações de funcionários são feitas independentemente de idade, raça, credo, cor, religião, sexo, nacionalidade, orientação sexual, identidade ou expressão de gênero, informações genéticas, estado civil ou qualquer outra base protegida pela lei.

#Fórum2021 – Inclusão produtiva: caminho para a redução da pobreza e da desigualdade

A pandemia expôs as grandes desigualdades entre países e dentro deles. O Banco Mundial estima que seus efeitos levem 49 milhões de pessoas à pobreza. No Brasil, regredimos em vários indicadores sociais. Atingimos 14,7% de desemprego ao mesmo tempo em que a renda média per capita despencou para o patamar mais baixo da série histórica. Igualmente preocupante é a volta do país, depois de muitos anos, ao mapa da fome.

O enfrentamento à crise passa pela geração de emprego e renda, com investimento na inclusão produtiva, seja por meio da atuação direta, seja pelo fortalecimento das organizações que atuam com este foco. Para este painel, convidamos especialistas comprometidos com esta pauta, com ações complementares – Andreia Rabetim, gerente de Articulações Intersetoriais e Voluntariado da Vale, Vivianne Naigeborin, diretora superintendente da Fundação Arymax, Gabriella Bighetti, diretora executiva da United Way Brasil, e Wilson Poit, diretor-superintendente do Sebrae SP. A moderação foi de Renato Rebelo, diretor de projetos do IDIS, e a pergunta norteadora, feita por Poliana Simas, Senior Wealth Planner no Bradesco Private Bank, foi como construir pontes entre o capital filantrópico e a inclusão produtiva com foco em sustentabilidade.

Vivianne Naigeborin abriu a sessão traçando um panorama e trazendo o conceito de inclusão produtiva, que definiu como a inserção de pessoas em situação de vulnerabilidade econômica no mundo do trabalho, em áreas rurais ou urbanas, por meio do empreendedorismo ou da empregabilidade. Destacou que apesar do agravamento na pandemia, há no Brasil uma exclusão histórica de muitos grupos, como mulheres, negros e jovens, e que nunca houve, de fato, uma agenda de prioridades para o desenvolvimento sustentável, tampouco uma política clara de inclusão de populações marginalizadas. O crescimento do número de trabalhadores por conta própria e do número de empreendedores por necessidade, somado às transformações pelas quais o mundo está passando, como o advento das novas tecnologias que vão mudar radicalmente os postos de trabalho daqui pra frente, a crise ambiental que pode mudar a disponibilidade de trabalhos no mundo que dependem de recursos naturais, as mudanças na relação entre cidade e campo a partir da intensificação da urbanização, o envelhecimento da população e mudanças no padrão de consumo, compõe um cenário complexo, desafiador, mas ao mesmo tempo, repleto de oportunidades. Entre as janelas que se abrem para a inclusão produtiva, Naigeborin destacou os novos mercados, como a economia verde, a economia digital, a economia circular, o mundo da tecnologia, o mercado de saúde e de cuidados e o mercado de alimentação saudável.

Dois aspectos mostraram-se centrais nas falas trazidas pelos palestrantes. O primeiro, diz respeito à colaboração, com o entendimento de que programas eficazes de inclusão produtiva são apenas possíveis com o envolvimento de organizações de diferentes setores e de que os beneficiários devem participar das tomadas e decisões. Gabriella Bighetti chamou atenção à importância do trabalho em rede, de que todos devem se enxergar como parte de um ecossistema e ressaltou: “Precisamos de sistemas articulados, e não de bons projetos individualizados”. O segundo aspecto está relacionado à perspectiva de tempo. Foi consenso que a causa exige investimento de longo prazo e que os resultados não são imediatos, e que portanto deve haver um grande comprometimento dos envolvidos. Ainda de acordo com Bighetti, “Identificar e superar as barreiras para a mudança sistêmica exige tempo e é preciso que o capital filantrópico entenda isso – os resultados tardarão a surgir e é preciso que este capital estimule as ações de longo prazo, que visem escala e sustentabilidade – no mínimo 3 a 5 anos de investimento.”

Sobre o papel do capital filantrópico, ficou evidente que a agenda é extensa e há múltiplas possibilidades de engajamento, seja produzindo conhecimento, criando pontes, ou atuando diretamente junto aos beneficiários. Naigeborin destacou a liberdade que a filantropia tem de experimentar e conectar diferentes atores, criando soluções que podem depois ganhar escala, além de adequar as práticas ao olhar do mercado de trabalho e às necessidades que ele impõe. Sobre isso, reforça: “A inclusão produtiva não deve ser um fim em si mesma, mas um meio para um projeto compartilhado de desenvolvimento sustentável e social para o país”.

Bighetti chamou atenção à tendência de investimento coletivo. Conforme sua experiência na articulação do GOYN, uma aliança com mais de 120 organizações para promover a inclusão produtiva de jovens na cidade de São Paulo, ao trazer muitos investidores para um mesmo projeto é possível multiplicar os recursos, potencializar impacto, tornar o projeto mais sustentável e ampliar as possibilidades de aprendizagem pelas trocas de experiências que acontecem.

Conheça agora as experiências da Vale e do Sebrae SP, apresentadas por Andreia Rabetim e Wilson Poit.


Inclusão Produtiva na Prática



Fundação Vale – Sobre Trilhos

A Vale é uma das maiores mineradoras do mundo, com uma produção mundial bastante expressiva em minério de ferro, cobre e níquel. Em 2020, a companhia assumiu o compromisso de se tornar carbono neutra até 2050 e a partir de então iniciou a revisão de processos e operações, passando por tecnologia ambiental e social, com destaque ao cuidado com as pessoas. Segundo Andreia Rabetim, gerente de Articulações Intersetoriais e Voluntariado da Vale, é neste contexto que nasce o projeto de inclusão social com foco no fortalecimento do empreendedorismo de mulheres no Maranhão.

 

A Vale tem uma operação logística bastante estruturada para levar o minério do Pará ao Maranhão e tem a concessão da estrada de ferro Carajás, onde opera um trem de passageiros que transporta cerca de 1.300 pessoas por dia, atravessando 27 municípios com características de rarefação econômica severa e IDHs muitos baixos, e cuja parcela da população dependia do comércio informal de venda de refeições feito pela janela nas paradas do trem. Em 2004, iniciou um processo de modernização nos trens, que passariam a ter suas janelas vedadas, fator que impactaria diretamente a vida de muitas famílias. Foi assim que nasceu o Rede Mulheres do Maranhão, projeto de inclusão produtiva idealizado pela Fundação Vale. Focado em mulheres, elas passaram a vender seus produtos dentro dos trens. Entre os pontos chave para o fomento à sustentabilidade dos 15 empreendimentos apoiados, Andreia destacou a compreensão de que é necessário tempo para o amadurecimento dos empreendimentos, o papel da Vale como agente conector deste processo, abrindo novas portas e ampliando horizontes, como aconteceu com um empreendimento com foco em babaçu, que foi capaz de obter uma certificação e hoje já exporta para os Estados Unidos e para a União Europeia, e o reconhecimento das potencialidades dos territórios e do protagonismo das mulheres, que com o suporte necessário são capazes de encontrar soluções para os desafios que se apresentam.

 

“A transformação social é um processo essencialmente colaborativo. Atuamos em parceria para somar expertises e potencializar resultados em benefício de todos, como é o caso da iniciativa Rede Mulheres do Maranhão, realizada pela Fundação Vale e que tem a Wheaton Precious Metals, uma das maiores empresas de streaming do mundo, como parceira. A Wheaton é parceira da Fundação Vale em projetos no Pará e no Maranhão desde 2015 e abraça a Rede Mulheres do Maranhão desde 2017. Para se ter ideia, os executivos da Wheaton têm uma agenda de visitas na região e fazem questão de acompanhar de perto o desenvolvimento das empreendedoras, gerando vínculo, respeito e aprendizados para ambos – salvo em contexto de pandemia. A equipe da Fundação Vale acompanha permanentemente o projeto, em parceria com o Instituto de Socioeconomia Solidária (ISES), parceiro na execução da iniciativa. Esse trabalho mútuo, a escuta aberta e o diálogo transparente com todos os agentes envolvidos são aspectos fundamentais para o sucesso e a sustentabilidade da iniciativa”, conclui Andreia.

 

Sebrae SP – Redes para Inclusão Produtiva

O programa Redes para Inclusão Produtiva, realizado pelo Sebrae SP em parceria com o IDIS, teve início em 2020 e está sendo implementado em quatro macrorregiões – Vale do Ribeira, Alta Paulista, Bauru e Pontal do Paranapanema. O primeiro passo é identificar as oportunidades e vocações locais, em seguida, o IDIS apoia o Sebrae na seleção das organizações e formação de redes para compartilhamento e desenvolvimento de boas práticas e inovações relacionadas à inclusão produtiva, por meio da disseminação e acesso a conhecimento, recursos e parceiros. O objetivo final é fortalecer OSCs que desenvolvem projetos de inclusão produtiva e atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social, para fomento do empreendedorismo e geração de renda.

Também atua junto a cooperativas sociais e de catadores e tem iniciativas que estimulam o ciclo de consumo e relações mais locais. Entre as capacitações que oferece, estão a gestão financeira, técnicas de vendas, comunicação, entre outros. Sobre a atuação do Sebrae, Poit comenta “Nosso maior aprendizado ao lidar com inclusão produtiva é que nada irá funcionar se os atores envolvidos não sentarem para conversar, buscando soluções para quem está na base da pirâmide. A inclusão produtiva, para ser de fato eficiente, necessita de estabilidade, ser duradoura e ter visão de longo prazo.

Explicou ainda que a atuação do Sebrae SP junto a grupos vulneráveis é incontornável, faz parte da missão da organização e está integrada em diferentes agendas, considerando o empreendedorismo uma ferramenta poderosa para transformar e atingir a inclusão produtiva, em especial em um momento em que o desemprego chega a níveis de desemprego tão altos.

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, oferece um espaço exclusivo para a comunidade filantrópica se reunir, trocar experiências e aprender com seus pares, fortalecendo a filantropia estratégica para a promoção do desenvolvimento da sociedade brasileira. O evento já reuniu mais de 1.500 participantes, entre filantropos, líderes e especialistas nacionais e internacionais. Em 2021, teve como tema ‘O Capital e a Humanidade’ e foi realizado em 22 e 23 de junho com o apoio prata da Fundação José Luiz Egydio Setúbal e apoio bronze de BNP Paribas Asset Management Brasil, Bradesco Private Bank, BTG Pactual, Mattos Filho, Movimento Bem Maior, Santander e Vale.

Forum IDIS Apoio

 

 

Avaliar o Impacto Social é também uma estratégia de Comunicação e Captação de Recursos

Alguma vez você sentiu que a mensagem que queria transmitir não foi assimilada pelo público da maneira como você esperava? Estabelecer uma boa comunicação está entre os grandes desafios pessoais e organizacionais que todos nós enfrentamos. Transmitir uma mensagem é uma tarefa complexa, porque envolve inúmeras variáveis – a linguagem utilizada, o canal correto para transmiti-la, o repertório e as referências do público, a familiaridade e domínio do tema que ele possui previamente, a forma como você aborda o assunto, e tantas outras.

 

Quando falamos sobre o universo de Programas Sociais, existe uma necessidade constante de comunicar-se com o público-alvo, com a equipe e os parceiros envolvidos, com os investidores e com a sociedade em geral. Cada um desses públicos se relaciona com o Programa de uma forma diferente e, portanto, usar a mesma linguagem e os mesmo materiais de comunicação para todos eles, provavelmente será uma estratégia pouco eficaz.

 

A Avaliação de Impacto Social (estudo que faz uso de métodos de pesquisa para identificar e mensurar a transformação social gerada por um projeto ou programa) é, por vezes, encarada como um documento técnico: um estudo de alta complexidade, que gera um relatório extenso e detalhado, com muitas informações estatísticas e metodológicas, que fica restrito à gestão do Programa, para apoiá-la em processos de tomada de decisão. No entanto, os resultados de um estudo como esse também podem ser grandes aliados na construção de uma estratégica de comunicação da organização.

 

O detalhamento metodológico e estatístico do estudo é, de fato, muito relevante, porque demonstra que a pesquisa foi feita de forma responsável e consistente. Mas quais são as informações geradas pela Avaliação que devem ser transmitidas para a equipe que lida no dia a dia com a operação da Programa Social? Quais são as mensagens que devem ser compartilhadas com os investidores que já apoiam o Programa? E com aqueles que ainda não apoiam e que você encontrará em uma reunião de captação de recursos? Como compartilhar as conclusões de um estudo avaliativo com os beneficiários atendidos pelo Programa? Que informações da pesquisa devem constar no relatório de atividades da organização?

 

Entender a aplicação estratégica que cada tipo de informação obtida por meio de uma Avaliação de Impacto pode ter para o Plano de Comunicação da organização é importante para fazer o melhor uso do aprendizado e das conclusões obtidas ao longo do estudo. A seguir, apresentamos algumas reflexões relevantes para alguns públicos de interesse.

 

A estratégia de comunicação com investidores ou potenciais investidores é uma das mais utilizadas a partir dos estudos de Avaliação de Impacto. Uma mensuração objetiva a respeito da transformação social oriunda de um Programa ou índices de retorno sobre o investimento são supostamente maneiras de fazer um investidor se sentir mais confiante de que seu recurso está sendo bem utilizado e de que a organização tem uma boa gestão sobre a iniciativa. Um erro frequente, no entanto, é apresentar indicadores numéricos de forma isolada, sem contextualizá-los em uma narrativa que explique o que é o trabalho realizado, quem é o público-alvo, como ele participa do Programa e quais são as mudanças que ele vivencia a partir de seu envolvimento com a iniciativa. Tudo isso pode ser, em seguida, ilustrado com indicadores objetivos, porém, não deixe de dar uma perspectiva geral do aspecto humano envolvido do Programa. Os números estão lá para trazer evidências, materialidade e fortalecer a sua narrativa de impacto, mas, sozinhos e sem uma boa contextualização, até os melhores indicadores podem se tornar pouco impactantes para alguém que desconhece como o Programa funciona. Lembre-se de que, na sua maioria, investidores não são especialistas na causa que a sua organização apoia. Portanto, evite termos muito técnicos e acadêmicos, que podem não ser familiares para qualquer pessoa. Por fim, com frequência, uma conversa com um potencial investidor pode não durar mais do que 30 minutos, portanto, selecione as informações mais relevantes em um material de uma ou duas páginas, e tenha à mão links para arquivos complementares, que ele possa consultar mais tarde, caso queira se aprofundar no assunto.

 

A equipe executora do Programa e parceiros implementadores, por outro lado, possuem um conhecimento aprofundado sobre o funcionamento do Programa e seus aspectos metodológicos. Para esse público, vale a pena explorar em profundidade os depoimentos de beneficiários a respeito dos aspectos positivos e pontos de melhoria. As pesquisas qualitativas oferecem extenso material para isso e as pesquisas quantitativas proporcionam boas análises a respeito dos aspectos do programa que são mais ou menos percebidos pelo público-alvo. Esses elementos são muitos ricos para que a equipe reflita sobre as oportunidades de aprimorar sua forma de atuação. Adicionalmente, é muito inspirador para a equipe envolvida na iniciativa ouvir os depoimentos dos beneficiários. Embora estejam em constante contato com eles, nem sempre a equipe tem a oportunidade de ouvir e ler relatos sobre como as pessoas se sentem impactadas e as mudanças que ocorreram em suas vidas com a mesma profundidade em que são coletadas em estudos de Avaliação de Impacto. O momento de compartilhamento dessas informações costuma ser muito gratificante e emotivo para a equipe, e os encoraja a seguir sua jornada de dedicação ao Programa e às causas nas quais acreditam.

 

Por fim, é importante considerar a estratégia de comunicação com os próprios beneficiários, que costumam participar ativamente das Avaliações de Impacto em entrevistas, grupos focais e preenchimento de questionários. Compartilhar as conclusões do estudo com eles, além de ser uma importante etapa de validação, onde a organização se certifica de que eles se reconhecem nos resultados apresentados pelo estudo, mostra consideração e apreço pelo tempo que eles investiram na pesquisa e pela abertura que tiveram ao compartilhar suas opiniões, percepções e histórias de vida. É importante ter o cuidado de planejar a melhor forma de apresentar o conteúdo do estudo com os beneficiários, levando em consideração o perfil do público. Em Avaliações de Impacto realizados pelo IDIS, por exemplo, já preparamos devolutivas sobre os resultados do estudo para crianças de 8 a 12 anos, e foi muito interessante adaptar o conteúdo para um formato e linguagem que fosse interessante e estimulante para eles. Compartilhar as conclusões do estudo com o público-alvo também mostra que a organização está atenta às suas percepções, valoriza suas opiniões e está comprometida em perseguir a evolução contínua da iniciativa ao longo do tempo, criando assim uma maior relação de transparência e confiança.

 

A Avaliação de Impacto é uma ferramenta que se desdobra em muitas aplicações estratégicas. Ajuda as organizações a repensarem o modelo operacional de seus programas, tomarem decisões sobre a continuidade ou expansão de iniciativas, obterem evidências sobre a relevância de sua atuação e fortalecerem seus esforços de captação de recursos. Além de tudo isso, é também uma valiosa ferramenta para seu plano de Comunicação: fazendo as adaptações necessárias na linguagem, enfoque e nível de detalhamento, o conteúdo desse tipo de estudo pode e deve ser compartilhado com os mais diversos públicos, gerando interesse por parte de investidores, alinhamento e inspiração para a equipe do Programa e relações de transparência e confiança junto aos beneficiários.

 

Por Raquel Altemani, gerente de projetos no IDIS. Este artigo foi publicado em uma versão reduzida na Folha de S. Paulo

Conheça os cases do IDIS de avaliação do impacto.

#FórumIDIS | Descolonizando a Filantropia: equilibrando forças e somando saberes

A filantropia olhada a partir da perspectiva global reflete a desigualdade econômica entre países. Quem tem mais, apoia quem tem menos, e por anos o apoio financeiro veio acompanhado de imposição técnica. O movimento #ShiftThePower é um, entre muitos, que destaca os saberes locais para alavancar mudanças locais. Neste painel, convidamos Francis Kiwanga, diretor executivo da Foundation for Civil Society (Tanzânia), Neil Heslop OBE, CEO da Charities Aid Foundation (Inglaterra) e Pablo Gabriel Obregón, Presidente da Fundação Mario Santo Domingo e presidente do Conselho da Latimpacto (Colômbia) para debater o tema a partir de diferentes lugares de fala e apresentarem novos modelos para colaboração. A moderação foi feita por Naila Farouky, CEO do Fórum Árabe de Fundações (Egito).

Confira a mesa na íntegra:

“Conhecimento local devem alavancar mudanças locais”, acredita Francis Kiwanga. Ele analisou o percurso dos recursos filantrópicos internacionais, destinados em sua maioria a ações para o desenvolvimento no continente africano. De acordo com ele, recursos internacionais são inicialmente destinados a multinacionais, que fazem a gestão do recurso. Uma parte é usado para a própria gestão, outra, para questões que envolvem o continente, depois vai para as regiões, e quando chega efetivamente aos beneficiários, já é uma parcela muito pequena. Destacou também que as exigências técnicas muitas vezes são tantas que dificultam o impacto e geram um paradoxo – ao tentar se alinhar às exigências dos financiadores, algumas organizações acabam perdendo sua identidade e, ao fazer isso, são excluídas das comunidades que tentam salvar. Para que haja maior equilíbrio, defende que as vozes locais sejam ouvidas e que o planejamento seja participativo, incluindo também os beneficiários.

Outro ponto de vista foi trazido por Pablo Obregón, que defendeu que antes de pensar em equilíbrio norte-sul, os países devem voltar-se para dentro e buscar recursos junto a empresários locais e governos. “Os tempos estão mudando e há interesse em investir no desenvolvimento das comunidades locais.”. Chamou atenção às possibilidades de colaboração entre a sociedade civil e poder público, e às políticas públicas implementadas a partir desta relação. Como presidente do conselho da rede Latimpacto, comentou sobre as motivações dos investidores, que sempre perseguem o maior retorno com o menor risco, e trouxe exemplos de mecanismos de diversificação para terem ganhos ao mesmo tempo que geram impacto social e ambiental positivos. É isso o que chama de investimento para impacto. Neste sentido, tem atuado para fortalecer o ecossistema e a integração Sul-Sul e chama atenção à necessidade de investimento em capital humano.

Neil Heslop OBE, representante da Charities Aid Foundation, organização britânica dedicada à filantropia, destacou o contexto macroeconômico no qual operamos. De acordo com ele, entre 2010 e 2030 presenciaremos a mudança de uma economia de mercado para uma sociedade de mercado, alavancada por três grandes crises: a de crédito, a da Covid e a do clima. Ele coloca que valores humanos ressurgiram, iluminados pelas desigualdades fundamentais, e isso impacta empresas, comunidades e estados, que começam a reavaliar suas prioridades, alterando o fluxo do dinheiro. De acordo com Heslop, “esta é uma oportunidade para mudanças significativas em relação a um futuro justo e sustentável para todos, no mundo inteiro, com uma efetiva mudança de poder.” Também chamou atenção à importante agenda EDI – equidade, diversidade e inclusão, afirmando que as organizações filantrópicas no norte global têm o dever moral de fortalecer a representação em suas estruturas de tomada de decisão e tornar seus processos transparentes e claros o mais rápido possível. Explica que ao quebrar as estruturas de dentro para fora, aceleramos a mudança nos mecanismos de poder.

Descolonizando a Filantropia

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, oferece um espaço exclusivo para a comunidade filantrópica se reunir, trocar experiências e aprender com seus pares, fortalecendo a filantropia estratégica para a promoção do desenvolvimento da sociedade brasileira. O evento já reuniu mais de 1.500 participantes, entre filantropos, líderes e especialistas nacionais e internacionais. Em 2021, teve como tema ‘O Capital e a Humanidade’ e foi realizado em 22 e 23 de junho com o apoio prata da Fundação José Luiz Egydio Setúbal e apoio bronze de BNP Paribas Asset Management Brasil, Bradesco Private Bank, BTG Pactual, Mattos Filho, Movimento Bem Maior, Santander e Vale.

Forum IDIS Apoio

Solidariedade é tema de caderno especial da Folha

Na segunda-feira (19) o jornal Folha de S. Paulo publicou um caderno especial sobre Solidariedade. A temática abordada perpassa os temas da filantropia, da desigualdade, os efeitos da pandemia e a cultura de doação entre os brasileiros. A série com três artigos traz informações, dados e a opinião filantropos e membros do terceiro setor.

 

Folha Solidariedade

Brasileiro é solidário, mas ainda falta cultura de doação

No Ranking de Solidariedade, o Brasil ficou em 54º em uma colocação com 114 países. Este dado World Giving Index, ranking produzido pela Charities Aid Foundation (CAF), divulgado em 15 de junho, mostra uma melhora na posição do país na classificação, que subiu 20 posições desde o último ranking em 2019. No entanto, acredita-se que esta colocação se deu junto a onda de solidariedade ocasionada pela pandemia de Covid-19, revelando que a solidariedade entre os brasileiros é movida por situações emergenciais.

Nesta perspectiva, o primeiro artigo que compõe o caderno especial da Folha faz a seguinte provocação, a de que o “brasileiro é solidário, mas ainda falta a cultura de doação”.

Convidada para falar sobre o tema, Paula Fabiani, CEO do IDIS, acredita que esta situação se dá devido aos entraves culturais e burocráticos do país.

Segundo ela, “há aquilo de as pessoas não gostarem de falar que doam, e também falta um ambiente promotor de doação. Não há políticas públicas nesse sentido, e muitos não percebem a filantropia como uma forma de participação social”, afirma.

Para embasar seu argumento, Paula revela dados da 1ª edição Pesquisa Doação Brasil 2015. Segundo a pesquisa, dentre os doadores, a maior parte diz ajudar o combate à fome e à pobreza (aumento de 29% para 43%). A seguir, fica a ajuda a projetos ligados a crianças, cuja cifra recuou de 36% para 19%. Isso pode ser um reflexo da situação econômica do país, avalia. A segunda edição dessa pesquisa, referente a 2020, deve ser lançada ainda este ano pelo IDIS.

Para Roberta Faria do Instituto Mol, os brasileiros não enxergam o apoio ás ONGs como um ato de cidadania, o que reforça a ideia de que a cultura de doação entre os brasileiros está centrada na caridade, principalmente movida por princípios religiosos.

O que você precisa saber antes de fazer uma doação

Diante do cenário ocasionado pela crise pandêmica, o número de doações no país subiu. Mesmo diante deste aumento, ainda é necessário unir esforços para uma sociedade mais solidária. Nesse sentido, o questionamento “como saber se uma instituição é idônea ou não? ” norteia um outro artigo. Nesta publicação, a Folha reúne dicas e recomendações para se seguir na hora de fazer uma doação.

Primeiramente, é essencial verificar a existência da Instituição. As redes sociais, o site da fundação e o Mapa das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) são ferramentas importantes neste primeiro passo a ser tomado. “Se aquela instituição existe, ela está no mapa das OSCs, porque ele pega a base de dados do CNPJ”, diz a advogada Priscila Pasqualin, sócia responsável pela área de filantropia e investimento social do PLKC Advogados e conselheira fiscal do IDIS.

Em seguida, recomenda-se pedir à associação documentos que comprovem a aprovação por uma lei de incentivo, como ocorre em projetos voltados para a cultura, educação, saúde, entre outros.

Ademais, a observação de parceiros é um ponto relevante a ser levado em conta. Foi através de parcerias com empresas que a Gerando Falcões desenvolveu o modelo de gestão e transformou-se em uma rede de instituições. A avaliação de impacto realizada pelo IDIS para a Gerando Falcões é tida como exemplo nesta recomendação. Segundo o estudo, a cada R$ 1 investido nestes projetos, há retorno de R$ 3,50 em benefícios sociais. Hoje, o processo é ensinado na formação dos líderes sociais que integram o conjunto pelo qual a entidade, que nasceu em Poá (SP), expandiu sua atuação para 700 favelas em todo o país.

 

Não importa a razão, todas as formas de doação são importantes

Por fim, para falar de solidariedade, Elie Horn, Fundador do Movimento Bem Maior, trata da importância de se fazer o bem, algo que segundo ele, é a essência da solidariedade. Fazendo menção ao World Giving Index de 2019, em que o Brasil foi classificado em 74º em um ranking de 126 países, Elie chama atenção para a necessidade dos brasileiros de serem mais solidários, ainda que mediante a falta de incentivos no país. A importância está em praticar a solidariedade e divulgar seus efeitos, independentemente de quem seja, se pessoa física, empresa, sociedade civil ou governo.

“Em um país com o nível de desigualdade social que temos, é muito importante doar dinheiro. Mas tem gente que doa trabalho, doa tempo. E isso também vale muito, pois as necessidades no Brasil são imensas e diversas, e todo mundo tem alguma coisa que pode compartilhar, mesmo que seja conhecimento, força física ou amor” ressalta.

Este conteúdo reúne conhecimento, por meio da troca de saberes e traz diferentes olhares acerca da solidariedade de modo a reforçar a cultura de doação no país.

Confira na íntegra o material acessando o site da Folha.

Empresas e causas é tema do podcast ‘Aqui se Faz, Aqui se Doa’

O engajamento das empresas em causas é o assunto central do episódio especial com participação do IDIS no podcast ‘Aqui se Faz, Aqui se Doa’, realizado pelo Instituto Mol e Movimento Bem Maior. Para falar sobre o assunto, Paula Fabiani, CEO do IDIS, e Roberta Faria, diretora do Instituto Mol, entrevistaram Marc Twil, jornalista e LinkedIn Top Voice.

Marc Twill podcadt

Para Marc, o envolvimento de marcas com causas “pode contribuir desde que seja legítimo”. Segundo ele, há menos tolerância contra iniciativas falsas e maior transparência e engajamento das empresa vem a partir de um despertar de consciência de funcionários.

Ainda que as marcas estejam engajadas em determinadas causas, Roberta Faria, diretora do Instituto Mol, questiona se a participação em causas “polêmicas”, como o trabalho infantil e de mudanças climáticas virão da pressão de consumidores e da população. Respondendo a pergunta, Marc Twil lembra do movimento “Black Lives Matter” nos EUA após a morte de George Floyd por um policial americano e a repercussão que o caso teve em outras causas. “Uma causa abre a porteira para outras várias causas”, acredita.

Ouça o episódio em sua plataforma preferida ou abaixo:

Ouça também o pocast da Luiza Trajano e Eduardo Gianetti.

Atuação filantrópica territorial é destaque no Valor

A filantropia comunitária em territórios é um movimento que vem ganhando espaço no país e é destaque no jornal Valor Econômico. Estas iniciativas que visam ampliar a participação individual e fomentar estratégias de longo prazo para a mudança social em territórios estão sendo aprimoradas nos últimos anos. O trabalho coordenado entre ONGs, fundações, associações de ação social, empresas e universidades se mostra muito mais eficiente na transformação social e vem demostrando grande potencial de impacto.

Para Paula Fabiani, CEO do IDIS, os esforços que envolvem o conceito mais amplo de filantropia comunitária, representam uma tendência que veio para ficar. Segundo Paula, “a sociedade entendeu que precisa de soluções integradas e locais”. “Este olhar mais sistêmico e com atuações transversais estimula o surgimento das fundações comunitárias”, ressalta.

A atuação das associações leva em conta as realidades de áreas delimitadas, levantando informações socioeconômicas, promovendo saúde, inclusão produtiva e empreendedorismo. Paula cita como exemplos desse modelo de atuação do ICom – Instituto Comunitário da Grande Florianópolis; o Instituto Comunitário Baixada Maranhense e a Tabôa, associação comunitária criada no sul da Bahia pelo fundador da Natura Guilherme Leal. Todas estas organizações fazem parte do projeto Transformando Territórios, uma iniciativa do IDIS com a Charles Stewart Mott Foundation para fomentar a criação e fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil.

Confira o artigo na íntegra.

 

Você já ouviu falar em Institutos e Fundações Comunitárias?

O conceito de Fundação Comunitária surgiu nos Estados Unidos, mais precisamente em Cleveland/Ohio, em 1914, como uma solução para a dificuldade que os bancos encontravam em satisfazer o desejo de seus clientes de doar parte de seus recursos para organizações filantrópicas em testamento, pois não havia regras específicas para isso. Desde então, se espalhou pelos Estados Unidos tornou-se popular em outros países da América do Norte, Europa e mais recentemente, na África. De acordo com o Community Foundation Atlas, atualmente existem mais de 1.800 Fundações Comunitárias no mundo, que movimentam anualmente mais de USD 5 bilhões.

Mas o que são Institutos ou Fundações Comunitárias? Certamente você conhece ou já ouviu falar de organizações não governamentais (ONGs) que lutam em prol de uma causa como saúde, combate à fome, educação, meio ambiente, etc. Diferente das ONGs tradicionais, os Institutos ou Fundações Comunitárias atuam em um território geográfico específico, seja este um bairro, distrito ou até uma cidade ou região, e trabalham na solução dos problemas prioritários daquela localidade, ou seja, são multi-temáticos.

Os Institutos e Fundações Comunitárias se diferem também em outros princípios como:

  1. Não executam projetos sociais, seu objetivo é apoiar financeiramente e tecnicamente iniciativas no território em que atuam;
  2. Constroem conexões, capacidade e confiança dentro do território;
  3. Servem como ponte entre os diversos atores de dentro e fora da localidade;
  4. São gestoras de doação e doadores;
  5. Buscam a construção de fundos temáticos e fundos patrimoniais para garantir perenidade de investimento no território;
  6. Sua governança tem membros do território em sua composição.

Os Institutos e Fundações Comunitárias têm um modelo de organização social que fomenta o protagonismo local e empodera a comunidade reduzindo desigualdades, promovendo o desenvolvimento local sustentável e agindo como interlocutora dos diversos stakeholders (parte interessadas).

Hoje, no Brasil, apenas três organizações operam neste modelo: o Instituto Comunitário Grande Florianópolis, o Tabôa – Desenvolvimento Comunitário e o Instituto Baixada Maranhense.  Entendendo a importância deste tipo de instituição para o desenvolvimento social inclusivo, o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), em parceria com a Charles Stewart Mott Foundation, criou o programa Transformando Territórios, que vem fomentando a criação de mais Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil, desde 2018.

Você já ouviu falar em Institutos e Fundações Comunitárias?

Evento – Fundação ABH (antes da pandemia de Covid-19)

Uma das organizações participantes é a Fundação ABH, que atua na periferia sul da cidade de São Paulo com o objetivo de gerar sustentabilidade e trazer investimento de maneira perene para a região, tendo sempre atores da comunidade envolvidos na concepção e desenvolvimento de todos as iniciativas que realiza. Com apoio do IDIS e do Programa Transformando Territórios, em 2021, a Fundação ABH criou o projeto PerifaSul 2050, que está sendo construído por meio de um processo colaborativo e empoderador, onde são identificadas as temáticas prioritárias para o território em curto, médio e longo prazo, junto aos atores locais. É um projeto ambicioso, pois vai além da construção de um plano, ele fomenta o protagonismo local, a construção de relações de confiança e cria uma visão e objetivos comuns para a região.

Para a Fundação ABH, é fundamental a participação e o envolvimento das pessoas do território. Se todos se percebem como parte do processo, entendendo seu papel e como podem contribuir para alcançar os objetivos em comum, a comunidade se torna protagonista na construção de soluções, na inovação de seus fazeres e o resultado desse processo pode ser exponencial.

O PerifaSul 2050 já identificou as três causas “guarda-chuva” prioritárias para o território: Inclusão Produtiva; Desenvolvimento Comunitário e Vida Digna e Bem-Estar. Estas causas contemplam ainda subtemas que são abordados e discutidos em cada reunião. A cada oficina, os atores sociais traçam atividades, metas, objetivos e os resultados esperados. André Benelli, participante do PerifaSul 2050 e membro do coletivo Fora de Frequência, reforça o foco no desenvolvimento local: “Acredito que todos os temas escolhidos são de extrema relevância e, de certa forma, todos estão associados com direitos básicos da vida em sociedade. Com isso, proporcionar ações que melhorem todos esses campos sociais, é contribuir e muito com o desenvolvimento humano no território sul da cidade de São Paulo”.

Transformando Territórios e Fundação ABH

Evento – Fundação ABH (antes da pandemia de Covid-19)

Assim como a Fundação ABH outras organizações estão se desenvolvendo como Institutos ou Fundações Comunitárias e participando desta mudança no cenário do terceiro setor e da filantropia social. O Programa Transformando Territórios está atuando em parceria com organizações em São Paulo, Minas Gerais, Amazônia, Rio de Janeiro, entre outros.

Saiba mais sobre o Programa Transformando Territórios.

Por Marina Fay, Diretora-Executiva da Fundação ABH, e Paula Fabiani, CEO do IDIS

Ricardo Amorim faz live sobre importância das doações no Brasil

Para falar do cenário filantrópico brasileiro e desmitificar alguns conceitos sobre o ato de doar, Ricardo Amorim, economista e influencer, promoveu uma live via Instagram junto a organizações do Movimento por Uma Cultura de Doação.

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Participaram da conversa Leonardo Letelier (Fundador e CEO da SITAWI Finanças do Bem), Patrícia Lobaccaro (CEO da Mobilize Global) e Joana Mortari (Diretora da Associação Acorde e Co-Criadora do Comitê Coordenador do Movimento por uma Cultura de Doação).

Joana Mortari destacou dados da Pesquisa Doação Brasil, realizada pelo IDIS em 2015, que mostra que 87% dos doadores não acham que se deve falar sobre doação. Ricardo Amorim perguntou às três pessoas convidadas sobre as expectativas da segunda edição da pesquisa Doação Brasil que será lançada esse ano.

Também foram citados dados da pesquisa World Giving Index 2021, da Charities Aid Foundation, que faz um ranking da solidariedade ao redor do mundo. Atualmente o Brasil está na 54º posição em relação a 114 países. Patrícia Lobaccaro também trouxe a novidade desta pesquisa deste ano em que quatro países africanos estão no topo.

Ao longo da conversa, também foram abordados o valor das doações no Brasil, a confiança em organizações da sociedade civil, a motivação das doações e também os planos de incentivar a cultura de doação do Brasil.

Ao final, foram indicadas organizações para quem não sabe por onde começar a doar.

Confira na íntegra:

Pesquisa revela que crianças e jovens demandam educação de qualidade para todos

A valorização e o fortalecimento de uma cultura de doação no Brasil ocupam o centro dos propósitos do IDIS e aqui compartilhamos esta interessante iniciativa do Dia de Doar Kids, realizada pela empresa de comunicação Umbigo do Mundo.

Em sua segunda edição, a pesquisa ‘3 coisas que eu quero mudar no mundo’  ouviu 500 crianças e jovens, em todo Brasil, para entender o que pensam sobre os desafios e as oportunidades da sociedade e do planeta.

O maior destaque neste ano foi ‘melhorar a educação e o direito de estudar’, à frente em todos os rankings: no geral, por respostas e por região. Em uma análise geral, o relatório destaca que há uma preocupação explícita das novas gerações com os direitos individuais e coletivos que precisam ser garantidos e preservados. Além disso, demostra que a pandemia trouxe novos desafios que estimulam a empatia, tolerância e o amor ao próximo.

Em um comparativo com o levantamento de 2020, em 2021 o desejo por melhoria da saúde (7,3%) e acabar com a desigualdade socioeconômica (6,9%) continuam liderando as 5 primeiras posições do ranking, reforçando que a percepção de uma consciência coletiva premente na geração estudada. Outros valores como, empatia/amor, o respeito aos animais e ao meio ambiente também tiveram um advento nos indicadores. No entanto, o destaque da edição de 2021 foi a demanda por “melhorar a educação e o direito de estudar” (12,4%), estando a frente em todos os rankings.

Ranking Dia de Doar Kids

Todos os respondentes tiveram que ser devidamente autorizadas por seus responsáveis, responderam ao questionário online com análise quantitativa e qualitativa dos resultados. A maioria dos pesquisados estavam localizados na região Sudeste (83,5%), eram de escola pública (64%) e tinham entre 4 a 18 anos.

Os resultados servirão para articular soluções em materiais para escolas e professores, iniciativas para crianças e jovens, além de estudos para a sociedade.

Conheça aqui a pesquisa completa.

Brasil tem novo projeto nacional para promover a equidade racial

Associação de Promoção da Equidade Racial, com amplo apoio da sociedade civil, lança um novo programa inédito no Brasil para reduzir a desigualdade racial nas empresas

 

Foi lançado hoje o Pacto de Promoção da Equidade Racial para propor e implementar um novo Protocolo ESG Racial no Brasil, trazendo a questão racial para o centro do debate econômico brasileiro e atraindo a atenção de grandes empresas nacionais e multinacionais, assim como de importantes agentes da sociedade civil para o tema. O Pacto irá promover a adoção do novo Protocolo por empresas e investidores institucionais com o objetivo de incentivar a adoção de ações afirmativas e a realização de investimento sociais voltados à melhoria da qualidade da educação pública e a formação de profissionais negros.

O Pacto de Promoção da Equidade Racial, que será gerido pela Associação de Promoção da Equidade Racial, uma entidade privada e sem fins lucrativos, foi desenvolvido durante um ano por um grupo de mais de 140 pessoas, incluindo representantes da comunidade negra, especialistas financeiros e em ESG, acadêmicos, professores, advogados, econometristas, pesquisadores, empresários, profissionais do terceiro setor e líderes de ONGs e entidades.

O Protocolo ESG Racial é uma iniciativa inédita no mundo e de alto potencial de impacto no curto, médio e longo prazos. Propõe que as empresas trabalhem seus ambientes internos e, simultaneamente, contribuam para a transformação da realidade externa. Ou seja, que invistam na promoção da equidade racial entre seus próprios colaboradores e atuem positivamente nas comunidades nas quais estão inseridas.

O fator de mudança está no movimento das empresas de incorporarem a questão racial a parâmetros sociais, ambientais e de governança. Os critérios ESG (sigla de Environmental, Social and Governance) que já orientam investidores institucionais quanto a questões ambientais, sociais e de governança e, agora, podem também ser a base da mudança estrutural do Brasil no que tange à equidade de negros no mercado de trabalho em cargos de gestão e de liderança. Investidores e a sociedade estão exigindo das empresas um novo posicionamento com relação essa questão racial, e o projeto proporciona a essas empresas um roteiro claro do que fazer diante dessa nova demanda no Brasil.

“Após séculos de escravidão e falta de oportunidades sociais e econômicas para a população negra, a sociedade civil e as empresas brasileiras podem (e devem) atacar as consequências negativas desse problema histórico”, diz Gilberto Costa, importante profissional do mercado financeiro e que atuará como Diretor Executivo da Associação.

 

O projeto considera a relação direta entre sustentabilidade e rentabilidade, destacando que há, sim, uma demanda crescente do setor privado e, em especial, dos investidores institucionais, pela adoção de tais parâmetros. Nessa linha, pesquisas nos EUA indicam que a diversidade pode ter um expressivo efeito sobre a economia. De acordo com o estudo The allocation of talent and U.S. economic growth, 2019, produzido pela Econometrica, a inclusão de negros e mulheres nas ocupações de alta qualificação explicaria cerca de 20% a 40% do crescimento do PIB americano per capita no período compreendido entre 1960 e 2010. Além de gerar resultados financeiros de impacto, com a crescente exigência pública por posturas socialmente responsáveis nas empresas, o investimento em diversidade melhora a reputação corporativa e o relacionamento com clientes e com todos os stakeholders (públicos de interesse).

Ao promover a adoção do Protocolo por investidores institucionais, o Pacto de Promoção da Equidade Racial impulsionará a adesão voluntária de empresas interessadas em atender às demandas sociais por maior equidade racial, consciência social e transparência. Nesse sentido, contará também com regras de governança que prezam pela representatividade dos distintos stakeholders envolvidos com o tema racial e com a agenda ESG, além de contemplar no Protocolo mecanismos próprios de mensuração do equilíbrio racial (o Índice ESG de Equidade Racial – IEER), de aferição de resultados e certificação por organizações independentes.

“O que fizemos foi adaptar o Protocolo ESG para a realidade racial brasileira, que é muito diferente daquela encontrada nos países desenvolvidos.  No Brasil, com 56% da população negra, as empresas estão muito atrás na promoção da diversidade racial, principalmente quanto às suas posições de liderança. Nesse sentido, para atender à pauta ESG, não basta apenas às empresas brasileiras adotarem ações afirmativas. Há que se investir no enfrentamento do racismo institucional e, ao mesmo tempo, investir na formação de crianças e jovens negros potencializando o investimento do Estado nas redes públicas”, diz Jair Ribeiro, um dos idealizadores da iniciativa e presidente da Associação Parceiros da Educação. “Acreditamos que com maior participação da sociedade civil podemos, sim, mudar a realidade do país e promover maior equidade racial e social”, complementa.

“O momento é especialmente propício devido ao advento e a maior relevância de métricas ESG adotadas por investidores em todo o mundo, e aos recentes movimentos no mundo e no Brasil em prol da inclusão racial e contrários a episódios de violência pautados na exclusão racial”, diz o Professor Hélio Santos, Presidente do Conselho da OXFAM Brasil e que foi indicado para a presidência do Conselho da Associação. Segundo ele, o Protocolo ESG Racial será uma grande oportunidade para que as empresas desenvolvam um posicionamento e uma narrativa consistentes com essa nova cobrança da sociedade, bem como apoiem a busca por maior justiça social. “Como resultado, as empresas irão alavancar sua sustentabilidade econômica e social, além de fortemente contribuir para a mudança da realidade brasileira em apenas uma geração”, diz.

O processo de adesão é totalmente voluntário e gratuito. Os interessados assinarão um Termo de Parceria com a Associação de Promoção da Equidade Racial, manifestando interesse em adotar o novo Protocolo ESG para questões raciais no Brasil com base nas premissas do Pacto de Promoção da Equidade, e calcularão o seu respectivo Índice ESG de Equidade Racial (IEER), com o apoio de uma empresa certificadora. Esse Índice, construído por especialistas, serve para medir o desequilíbrio racial dentro das organizações em termos de renda destinada a profissionais negros, quando comparado ao percentual de negros na população economicamente ativa na região em que a empresa atua.  O Índice pode ser melhorado com a adoção de ações afirmativas e o compromisso de realizar investimentos em equidade racial dentro dos parâmetros do programa.    

Para simplificar a comunicação do tema com o grande público e investidores, foi adotado um rating, seguindo modelo amplamente reconhecido por empresas e gestoras de ativos financeiros, indo de A++ a H.

O Índice ESG de Equidade Racial (IEER) será medido em três níveis: N1, N2 e N3 – valendo o Nível 3 como referência para a respectiva empresa:

IEER_N1 – reflete a condição  atual da empresa, atribuindo maior peso à participação de negros em cargos de liderança

IEER_N2 – considera a adoção de ações afirmativas, que contemplem o recrutamento, permanência e promoção de profissionais negros, assegurando uma mudança cultural sistêmica nas empresas e

– IEER_N3 – considera o compromisso com investimentos sociais voltados à formação integral de indivíduos negros, dando preferência programas de melhoria da qualidade da educação pública e a organizações com lideranças negras já atuantes.

“Em sua concepção, o programa adotou como referência o Índice ESG de Equidade Racial (IEER). Este índice representa uma forma de medir o desequilíbrio entre brancos e negros no mercado de trabalho formal. Com o IEER, será possível avaliar, monitorar e comparar as empresas ao longo do tempo e, isto por si só, tenderá criar um incentivo, endógeno, para que elas se tornem mais comprometidas com a promoção da equidade racial”, afirma Michael França, pesquisador do Insper, membro do Grupo de Construção do Pacto e um dos criadores do índice.

“Em um mercado corporativo e financeiro que pouco tem debatido questões ambientais e de direitos humanos, é sintomático que a agenda ESG que aqui aporta tenha predominantemente uma pauta internacional e não local, focando quase que exclusivamente na questão climática e igualdade de gênero e deixando questões brasileiras de lado, como a desigualdade social e a inequidade racial. Neste sentido, a adoção do IEER não só joga um holofote ao problema expondo o tamanho do abismo racial, como também constrói soluções estimulando ações afirmativas e investimento social na temática racial no intuito de resolver em definitivo um problema histórico fundamental até então pouco combatido no mundo corporativo”, diz Fábio Alperowitch, Presidente da FAMA Investimentos e membro do Grupo de Construção do Pacto.

A alocação dos investimentos sociais em equidade racial reflete o objetivo de formar mão de obra negra qualificada ao longo de uma geração, dando preferência por intervenções que apoiem a formação integral de mão de obra negra e sua inserção no mercado de trabalho.  O Protocolo define os ranges quanto à alocação dos investimentos sociais em equidade racial por área, cabendo à gestão das empresas definir onde e como alocá-los.  Esses investimentos serão, por definição, realizados para fora da organização, respeitando as premissas sugeridas no Pacto, que estimulam projetos e programas de promoção da equidade racial através da educação, cidadania e empreendedorismo negro, o que, certamente, resultará em retorno positivo para a sociedade a curto, médio e longo prazos.

 

E exatamente por reconhecer essa ampla capacidade do Pacto de Promoção da Equidade Racial de impulsionar mudanças realmente significativas na sociedade, o Pacto Global da ONU, a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo com mais de 16 mil membros em 160 países, não apenas endossa o programa como também recomendará o protocolo de ações às empresas associadas. “O Pacto de Promoção da Equidade Racial é um poderoso instrumento para promover mudanças sociais fundamentais para o Brasil. Entendemos que estamos diante de uma excelente oportunidade para Brasil definitivamente adotar novos caminhos e estabelecer o equilíbrio racial como uma premissa básica”, diz Carlo Pereira, diretor-executivo da Rede Brasil do Pacto Global da ONU.

 

O IDIS colaborou com o planejamento e sistematização do Programa, por meio de consultoria técnica, com participação ativa para a definição de políticas para o investimento social em equidade racial e desenvolvimento do IEER, índice que norteia o Pacto.

Saiba mais em:pactopelaequidaderacial.org.br

Contexto

A desigualdade social é um dos grandes desafios da sociedade brasileira e está profundamente relacionada à questão racial, que é a problemática central desta questão. Segundo dados do IBGE, entre os 10% mais pobres da população brasileira, 78,5% são negros (pretos e pardos) e 20,8% são brancos. Já entre os 10% mais ricos, a situação se inverte: 72,9% são brancos e 24,8% são negros. A ausência de políticas afirmativas de inclusão do negro na economia, o racismo estrutural e a baixa qualidade da educação pública são apontados como fatores causais desses altos índices de desigualdade e da instabilidade social do país.

A questão da diversidade de gênero tem sido trabalhada pelas empresas ao longo dos últimos anos, com algum sucesso, porém, e principalmente no Brasil com 56% da população negra, estamos muito atrás na promoção da diversidade racial nos quadros de funcionários das empresas de capital nacional ou subsidiárias de multinacionais. Apesar de algumas empresas implantarem programas de ações afirmativas e existirem milhões de profissionais negros qualificados ainda não absorvidos pelo mercado de trabalho, grandes empresas ainda alegam dificuldade na contratação de funcionários e executivos negros para atingir um percentual equivalente à população economicamente ativa da região em que atuam.

Um dos grandes obstáculos que se apresenta para a formação de profissionais negros é a baixa qualidade da educação pública, que figura entre as piores do mundo segundo dados da OCDE. Nesse sentido, para atender à pauta ESG, não basta apenas às empresas brasileiras adotarem ações afirmativas.  No Brasil, ao contrário de outros países do hemisfério norte, há que se investir na formação de profissionais negros tecnicamente mais preparados para que as empresas possam manter, em todos os níveis hierárquicos do seu quadro de colaboradores, um retrato da população na região em que atuam.

Segundo o Pacto, a dificuldade é ainda maior nos níveis de alta gerência das empresas, com um percentual muito baixo de negros nessas funções. “Entendemos que cabe à sociedade como um todo, e não apenas do Estado, a responsabilidade de endereçar a questão da desigualdade social racial, bem como a formação de mão de obra negra. A sociedade e o momento histórico no qual vivemos exigem que indivíduos, organizações e empresas assumam uma postura protagonista de antirracismo”, diz Selma Moreira, diretora geral do Fundo Baobá e membro do Grupo de Construção do Pacto.

 

GRUPO DE CONSTRUÇÃO DO PACTO

Pessoas físicas que colaboraram diretamente na construção e revisão do Pacto:

Gilberto Costa – JP Morgan (Coordenador)
Jair Ribeiro – Parceiros da Educação (Coordenador)

 

Adriana Barbosa – PretaHub

Carlo Pereira – Pacto Global

Carolina Costa – Mauá Investimentos

Cida Bento – CEERT

Daniel Teixeira – CEERT

Eduardo Alves – PWC

Elizabeth Scheibmayr – Uzoma Diversidade, Educação e Cultura

Fabio Alperowitch – FAMA Investimentos

Fabio Coelho – Google

Felipe Insunza Groba – IDIS

Guibson Trindade (PMO)

Gustavo Wernek – Gerdau

 

Hélio Santos – Oxfam Brasil

Igor Lima – Instituto Sonho Grande

Lina Pimentel – Matos Filho Advogados

Lucas Cavalcanti – Econometrista – Índice ESG de Equidade Racial

Michael França – Econometrista – Índice ESG de Equidade Racial

Paula Jancso Fabiani – IDIS

Rachel Maia – RM Consulting

Rafael Tavares – Econometrista – Índice ESG de Equidade Racial

Ricardo Henriques – Instituto Unibanco

Selma Moreira – Fundo Baobá

Theo van der Loo – NatuScience

Thiago Amparo – Advogado

Wilson Risolia – Fundação Roberto Marinho

 

 

 

 

GRUPO DE APOIADORES E FUNDADORES DO PACTO

Pessoas físicas e jurídicas que serão convidadas para serem membros fundadores

Adriana Barbosa (PretaHub e Feira Preta) – Integrante Grupo de Trabalho; Alan Duarte (ONG Abraço Campeão); Alfredo Pinto (Bain); Ana Diniz (Inst. Península); Ana Inoue (Itau Social); Ana Karla (ANEPE); André Coutinho (KPMG); Andrea Alvares (Natura); Angélica Souza (PWC); Anna Helena Altenfelder (Cempec); Bete Scheibmayr (Uzoma); Caio Magri (Instituto Ethos); Carlo Pereira (Pacto Global); Carlo Pereira (Pacto Global) – Integrante Grupo de Trabalho; Carlos Ambrosio (Ambima & Avenue); Carlos Donzelli (Magalu); Carlos Magalhães (BRK); Carlos Takahashi (BlackRock); Carlos Terepins; Carolina Costa (Mauá Investimentos) – Integrante Grupo de Trabalho; Célia Parnes (Secretaria do Desenvolvimento Social – SP); Celso Athayde (Favela Holding); Celso Loducca; Celso Prudente (Universidade Federal do Mato Grosso); Christian Olgmeister (Suzano); Cláudia Costin (FGV); Claudia Sender (Gerdau, Telefonica); Daniel Funis (Farfetch); Danielle Almeida (Diasporica); David Velez (Nubank); Edson França (UNEGRO); Edu Lyra (Gerando Falcões); Eduarda Penido Dalla Vechia (Fundação Flupp); Eduardo Alves (PWC); Eduardo Guardia (BTG Asset); Eduardo Mufarej (RenovaBR); Edvaldo Vieira (Amil); Eliane Leite (Paula Sousa); Elizabeth Mac Nicol (B3); Erica Butow (Ensina Brasil); Eugenio Mattar (Localiza); Everton Rodrigues (CFA Society); Fabio Aidar (Colégio Santa Cruz); Fabio Alperowitch (Fama Investimentos) – Integrante Grupo de Trabalho; Fabio Barbosa (Gávea); Fabio Coelho (Google); Felipe Gonzalez (Fund Lemann); Fernanda Camargo (Wright Capital Wealth Mgt); Florian Bartunek (Constellation); Frei David (Educafro); Gilberto Costa (JPM) – Integrante Grupo de Trabalho; Gilvan Bueno Costa (Financier Educação); Giovani Rocha (UPenn); Giovanni Harvey (Fundo Baobá); Glaucimar Peticov (Bradesco); Guibson Trindade (Parceiros da Educação); Guilherme Leal (Natura); Guinle Johannpeter (Gerdau); Gustavo Werneck (Gerdau); Helio Santos (Instituto Brasileiro de Diversidade); Igor Lima (ex- Inst. Sonho Grande) – Integrante Grupo de Trabalho; Isabella Marinho (Instituto Humanize); Ivanir dos Santos (CEAP-RJ); Izabela Murici (Falconi); Jackeline Busnello (Bradesco); Jair Ribeiro (Parceiros da Educação) – Integrante Grupo de Trabalho; James Gulbradsen (NCH Capital); Jan Karsten (Julius Baer); Jandaraci Araujo (Sec. Desenv. Econ. SP); Jéssica Rios (Vox Capital); João Miranda (Votorantim); Joice Toyota (Vetor); José Carlos Doherty (AMBIMA); José Junior (Afro Reggae); José Papa (Trace); José Roberto Marinho (Globo); José Vicente (Zumbi dos Palmares); Juliano Seabra (Banco Mundial); Kellen Julio (Rede Globo); Laio Santos (XP Clear); Laura Mattar (Mattos Filho); Leila Braga de Melo (Itaú); Leonardo Dutra (EY); Leonardo Letelier (Sitawi); Liliane Rocha (Kairós); Lina Pimentel e Flavia Oliveira (Mattos Filho) – Integrante Grupo de Trabalho; Luana Génot (IDBR); Luana Ozemela (Dima Consult); Luciana Nicola (Itaú); Luciana Ribeiro (EB – Capital); Luciene Magalhães (KPMG); Luis Sthulberger (Verde); Luisa Brasuna (Ernest Young); Luiz Fernando Figueiredo (Mauá); Luiz Maia (Brookfield); Luiz Pretti (Amcham); Luiza Hirata (Santander Asset e AMBIMA); Mandalyn Gulbrandsen (BrazilFoundation); Manuela Marquez (RDP); Marcelo Bacci (Suzano); Marcelo Billi (AMBIMA); Marcelo Lyrio; Marcelo Medeiros (Alpargatas); Marcelo Serafim (PRI); Marcelo Tragtenberg (INCT); Marcio Correia (JGP); Marco de Castro (PWC); Marco Fujihara (Fundo Baobá); Marcos Magalhães (ICE); Maria Gal; Marina Mansur (McKinsey); Mário Theodoro (UNB); Marta Pinheiro (XP Investimentos); Masao Ukon (BCG); Matt Klingerman (Escale); Maurício Columbari (PWC); Maurício Pestana (Revista Raça); Mirian Leitão; Neca Setubal (Fundação Tide Setubal); Oded Grajew (Global Compact); Osvaldo Cervi (Planejar – Associação Brasileira de Planejadores Financeiros); Patricia Ellen (Secretaria do Desenvolvimento Econômico); Patrícia Lobaccaro (Mobilize Global NY); Paula Belizia (Google); Paula Fabiani (IDIS); Paulo Batista (Alicerce); Paulo Kakinoff (Gol); Paulo Veras; Pedro Rudge (Leblon Asset); Piero Minardi (Warburg Pincus ABVCAP); Preto Zezé (CUFA); Priscila Cruz (Todos pela Educação); Priscila França (Instituto Equânime); Prof Ivanir dos Santos (UFRJ); Prof. Silvio Luiz de Almeida (FGV, Duke, Inst. Luiz Gama); Rachel Maia (RM Consulting); Rachel Maia (RM Consulting); Rafael Machiaverni (Parceiros da Educação); Raquel Teixeira (SEDUC- SP); Regina Esteves (Comunitas); Renato Ejnisman (Bradesco); Renato Feder (Secretaria Estadual da Educação do Paraná); Renato Meirelles (Inst. Locomotiva); José Marcos da Silva (Deloitte); Renato Souza (PWC); Ricardo Henriques (Inst. Unibanco) – Integrante Grupo de Trabalho; Ricardo Madeira (USP); Roberto Chade (Dotz – Inst. Superação); Rodrigo Dib (Proa); Rogério Mascarenhas (McKiney); Rogerio Monaco (Todos pela Educação); Rossieli Soares (Secretaria Estadual da Educação de São Paulo); Salatiel Barbosa (Banco Regional de Brasília); Selma Moreira (Fundo Baobá) – Integrante Grupo de Trabalho; Silvio Dulinski (WEF); Sonia Quintella (Artesol / Artiz); Tatiana Figueiras (Instituto Ayrton Senna); Tereza Vernaglia (BRK); Thalita Cunha (Blend); Theo van der Loo (NatuScience) – Integrante Grupo de Trabalho; Thiago Amparo (FGV); Thiago Spercel (Machado Meyer); Thiago Thobias (Advogado); Tom Mendes (ID BR); Vanessa Dockhorn (Psicologia Dockhorn); Viviane Senna (Instituto Ayrton Senna); Vivianne Naigeborin (Arymax); Walter Schalka (Suzano); Wania Sant’Anna (IBASE); Willian Reis (Afro Reggae); Wilson Risolia (Fundação Roberto Marinho) – Integrante Grupo de Trabalho.

 

Consultores Técnicos e Jurídicos – O projeto possui importantes consultores técnicos e jurídicos, especializados em diversidade, ESG, inclusão e equidade racial como, por exemplo Fabio Garcia; Lorraine Silva; Lucas Cavalcanti; Michael França; Michelle Ratton; Odara Andrade; Sérgio Firpo; Thiago Aparo; IDIS – Instituto para Desenvolvimento do Desenvolvimento Social; Diversidade Corporativa; Uzoma Diversidade, Educação e Cultura. A consultoria jurídica societária é feita pelo escritório Matos Filho Advogados; a consultoria de Resolução ESG é feita pelo Machado e Meyer Advogados.

 

 

IDIS participa de evento sobre filantropia familiar na FGV Direito

No Grupo de Estudos de Empresas Familiares (GEEF) da FGV Direito SP, Paula Fabiani, CEO do IDIS, integrou um debate sobre ações filantrópicas e famílias empresárias, ou seja, filantropia familiar, junto de Marcia Setti e Priscila Pasqualin, ambas sócias do PLKC Advogados. A mediação ficou por conta de Roberta Nioac Prado, coordenadora do GEEF.

A conversa abordou não só os benefícios, mas também desafios da filantropia para famílias. Paula Fabiani destacou a necessidade do aprimoramento da cultura de doação no Brasil em comparação a outros países do mundo. “Estamos numa jornada promissora. A pandemia colaborou nesse sentido. As famílias olharam para as suas riquezas e quererem dar um maior significado em um momento tão difícil para todos nós. Afinal, perante à doença somos todos iguais”, comenta.

A CEO do IDIS também destaca o novo perfil da nova geração de filantropos “que se veem como descendentes e não ancestrais. Eles querem usar a riqueza a serviço do outro”, explica. Essa frase faz parte da publicação sobre filantropia familiar “Filantropia da Próxima Geração”, disponível aqui. Confira também mais publicações da série da Rockefeller Philanthropy Advisors, traduzidos pelo IDIS “Investimento de Impacto” e “Seu Roteiro para a Filantropia”.

Confira o evento na íntegra:

 

O Grupo de Estudos de Empresas Familiares (GEEF) da FGV Direito SP é um grupo formado por profissionais com ampla experiência em empresas familiares e famílias empresárias, e especializados em diversas áreas, tais como Direito Societário, Direito de Família e das Sucessões, Planejamento Tributário, Administração de Empresas, Economia, Psicologia, Recursos Humanos, Governança Corporativa e Governança Familiar.

 

Convidadas:

Marcia Setti: advogada especializada em Direito Societário, Organização Patrimonial e Planejamento Sucessório. Sócia do escritório PLKC, também responsável pela área de Filantropia e Investimento Social.

Paula Fabiani, economista, com MBA e cursando doutorado, é CEO do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. Aprovou duas legislações do endowment, nos âmbitos federal e estadual. Autora de livros sobre o tema.

Priscila Pasqualin, advogada especializada em Direito Societário, Tributário e contratual, com foco no Terceiro Setor e Investimento Social e de Impacto, incluindo endowment. Sócia do escritório PLKC, Autora de livros sobre o tema.

 

Moderação:

Roberta Nioac Prado, Doutora em Direito Empresarial pela Universidade de São Paulo, formada em Direito pelo Mackenzie e sócia fundadora da Legar Governança e Gestão. Foi associada e membro do Conselho de Administração e de Comitês do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). É coordenadora de livros sobre empresas familiares e famílias empresárias, autora do livro “Oferta pública de ações, obrigatória nas S.A. – tag along” e de vários artigos em revistas especializadas.

Avaliação de impacto da Gerando Falcões realizada pelo IDIS é destaque no Valor

Ao completar 10 anos, a Gerando Falcões divulgou o resultado do retorno social de projetos da organização.

A avaliação do impacto, utilizando a abordagem SROI – Retorno Social do Investimento (Social Return On Investment) feita pelo IDIS, revelou que, a cada R$ 1 investido, R$ 3,50 são revertidos em benefícios sociais. Os resultados foram divulgados em reportagem no Valor Econômico sobre os dez anos de atuação da organização. Os projetos da Gerando Falcões avaliados foram as oficinas de esporte e cultura para crianças e adolescentes e o programa de qualificação profissional para jovens e adultos.

Edu Lyra - Gerando Falcões

Foto: @aleschneider

“A pobreza e a fome não são boas para ninguém. Um mundo melhor para os mais pobres vai ser um mundo melhor para todos” enfatiza Edu Lyra, fundador e CEO da Gerando Falcões.

Confira a matéria na íntegra 

Fundo Emergencial para a Saúde conquista Troféu Escolha do Leitor no “Prêmio Empreendedor Social 2020”

A iniciativa foi a mais votada entre os 30 finalistas, com mais de 159 mil votos

Desde 2005 a Folha de S.Paulo realiza, em parceria com a Fundação Schwab, o Prêmio Empreendedor Social, principal concurso de empreendedorismo socioambiental na América Latina. Em 2020, o concurso teve edição especial em resposta à Covid-19 com a escolha de 30 iniciativas de destaque no enfrentamento à pandemia, em três categorias: Ajuda Humanitária, Mitigação da Covid-19 e Legado Pós-Pandemia. Os vencedores do Prêmio, entre eles o Fundo Emergencial para a Saúde (FES), iniciativa do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, Movimento Bem Maior e BSocial, foram então submetidos à votação popular.

O FES foi o grande vencedor do Troféu Escolha do Leitor, com 30% do total de votos entre os 30 finalistas. O projeto concorreu na categoria Mitigação da Covid-19, com 159.709 votos, seguido de Humanizando a Pena, Protegendo a Vida (41.367 votos) e Comitê das Favelas – Presidentes de Rua (31.853 votos). O Fundo Emergencial para a Saúde também foi vencedor em volume de doações (R$ 12.125), que serão destinadas ao Hospital Santa Marcelina, de São Paulo, um dos hospitais filantrópicos apoiados pelo Fundo e que continua atendendo a população pelo SUS.

Sobre a conquista, a CEO do IDIS, Paula Fabiani, comenta. “Em 2020 a sociedade civil mostrou sua força. Indivíduos, famílias e empresas doaram como nunca, inúmeras organizações e empreendedores responderam rapidamente aos desafios diários que se apresentaram, e salvaram vidas. É uma honra ver nosso projeto ser premiado e reconhecido pelo voto direto, mas a verdade é que todos que agiram são vencedores. Nós, enquanto sociedade, saímos fortalecidos, e isso deve ser comemorado”.

A iniciativa, uma das primeiras lançadas motivadas pela pandemia, alcançou números expressivos: captou R$ 40,4 milhões em sete meses de operação e teve 61 beneficiários, sendo 59 hospitais filantrópicos, um instituto de pesquisa e uma organização social, contribuindo para o fortalecimento do sistema público de saúde. Entre os mais de 11 mil doadores, empresas de diferentes portes e áreas de atuação, além de famílias engajadas com ações filantrópicas e a sociedade civil em geral. Os recursos arrecadados foram revertidos em equipamentos hospitalares para UTI e materiais como respiradores, testes para diagnósticos da Covid-19, máscaras, luvas, entre outros.

 

“Essa onda de solidariedade trouxe, definitivamente, o fortalecimento da cultura de colaboração no país e do trabalho em rede. Pois, o desafio de enfrentar uma pandemia mundial fez o cenário nacional da filantropia emergir com uma velocidade sequer imaginada”, afirma a diretora-executiva do Movimento Bem Maior, Carola Matarazzo.

 

Esta ação é mais um exemplo de como a colaboração entre a sociedade civil, empresas e poder público foi importante para enfrentar os efeitos da pandemia e os desafios emergenciais diante deste cenário. A forma como a pandemia se espalhou, mostrou a importância de estender os recursos para estados em situação mais vulnerável, como Pernambuco, Amazonas, Acre, Rio de Janeiro, Ceará, Minas Gerais entre outros. Em Manaus, onde a mortalidade foi elevada, quase R$1 milhão de reais foram encaminhados a dois hospitais da cidade. Santas Casas de várias partes do país também receberam recursos para enfrentar a pandemia.

 

A criação de fundos emergenciais foi grande durante a pandemia, e em 2021, um projeto de lei foi aprovado no Senado e agora tramita na Câmara para sua regulamentação. Considerando que serão mais comuns a partir de agora, as instituidoras optaram por fazer um relatório de prestação de contas diferente, compartilhando além de números, os aprendizados da experiência e dicas para a criação de outros fundos emergenciais. A publicação detalha desde como se deve fazer a escolha dos parceiros instituidores do fundo, a definição da estrutura jurídica, de gestão e governança, passando pelas campanhas de comunicação e mobilização de redes, pelas estratégias de captação de recursos até sua destinação.

 

“Participar do Fundo Emergencial foi uma oportunidade de agir no momento de necessidade do nosso país frente à pandemia. Oferecer um caminho para fazer as doações chegarem aos hospitais filantrópicos, levando recursos a linha de frente de combate ao COVID. Transparência, união, força e solidariedade foram valores que nos guiaram.”, enfatizou Maria Eugênia Duva Gullo, BSocial, cofundadora da Bsocial.

 

Ainda é possível apoiar outras iniciativas que ajudam a mitigar os impactos da pandemia com doações. No site https://empreendedorsocial2020.folha.com.br/ é possível fazer uma doação e continuar apoiando as causas.

Resultados do Fundo Emergencial para a Saúde:

  • R$ 40,4 milhões em recursos mobilizados
  • 61 instituições de 25 estados foram beneficiadas
  • 3,7 milhões de EPIs distribuídos
  • 362 mil testes para COVID-19 realizados
  • 3.621 equipamentos hospitalares adquiridos
  • Mais de 11 mil doadores, entre empresas de diferentes portes e áreas de atuação, além de famílias engajadas com ações filantrópicas e a sociedade civil em geral

 

Relatório ‘Como criar um Fundo Emergencial – a experiência e os resultados do Fundo Emergencial para a Saúde’ https://bit.ly/criarfundoemerg

#FórumIDIS: Conheça os destaques da 10ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais

Com o tema ‘O Capital e a Humanidade’, o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais reuniu 281 participantes nos 22 e 23 de junho. Foram ao todo sete horas de programação, com 49 palestrantes e especialistas, que trouxeram reflexões e experiências práticas sobre este assunto que tem ocupado o centro dos debates em diversos setores e continentes. Manifestações ao redor do mundo exigem mudanças no modelo atual, que produz inequidades e destrói os recursos naturais. Surgem movimentos como Imperative 21, campanha que pretende redefinir o capitalismo para maximizar o bem-estar compartilhado em um planeta saudável. O Fórum Econômico de Davos apontou a necessidade de um compromisso novo do capital, e a pandemia de Covid-19 explicitou o poder da colaboração entre os diversos setores e a filantropia. Foi esta a discussão proposta para esta edição e como destacou Paula Fabiani, CEO do IDIS, na abertura do evento: “O capitalismo precisa ser cheio de afetos, de vacinas, gerador de prosperidade e bem-estar, capaz de enfrentar os efeitos causados pela pandemia”.

Com o desafio de debater o tema homônimo ao evento, a plenária O Capital e a Humanidade (assista aqui) reuniu Fábio Alperowitch (fundador da Fama Investimentos e diretor do Instituto FAMA), Hugo Bethlem (cofundador e presidente do Conselho do Instituto Capitalismo Consciente), Selma Moreira (diretora executiva do Fundo Baobá) e Francine Lemos (diretora executiva do Sistema B Brasil), responsável pela moderação. A agenda ESG (Ambiental, Social e Governança), os impactos da pandemia do coronavírus e as desigualdades estavam presentes nas falas dos palestrantes. Entre os destaques, a constação de Alperowitch “Elas [as empresas] estão se perguntando se o papel delas é só vender ou envolve algo mais: cuidar dos colaboradores e do entorno sem esquecer-se que a empresa visa rendimento e lucro, e que é possível fazer isso de forma combinada”.

Já na tradicional mesa ‘Em conversa com…’, o entrevistado Jayme Garfinkel, filantropo e ex-presidente da Porto Seguro, inspirou o público ao falar sobre os projetos que desenvolve nas áreas da educação e de reinserção social de egressos do sistema prisional e afirmou: “Não me sentiria humano se eu não fizesse o bem. Se você pode fazer o bem, faça. Esse é o espírito que eu quero passar, cada um tem que fazer sua parte”. (assista aqui)

Na sessão ‘Filantropia Familiar: decisões estratégicas para deixar um legado’, com moderação de Juliana Ramalho (sócia do Mattos Filho Advogados), os palestrantes Inês Lafer (diretora do Instituto Betty e Jacob Lafer) e José Luiz Setúbal (Fundação José Luiz Egydio Setúbal) compartilharam experiências sobre as ações filantrópicas de suas famílias. Também presente na mesa o consultor e especialista em sucessão e empresas familiares Renato Bernhoeft, que ressaltou pontos de atenção na gestão de recursos para o início da filantropia desta natureza.

O painel ‘Colaboração de Impacto’ reuniu atores que, por meio de parcerias, potencializaram ações de impacto social. Como destacou Raphael Mayer, co-Fundador da Simbiose Social e do Movimento Catalyst 2030,  “O impacto colaborativo é uma realidade. A pandemia e todo cenário que estamos vivendo acelera esse processo e deixa mais escancarada as demandas e a certeza de que tanto o setor público quanto as organizações sociais e as empresas precisam agir de forma colaborativa”. Participaram também Juliana de Paula (diretora de Responsabilidade Social do BTG) e Patricia Ellen (secretária de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de São Paulo). A moderadora da mesa foi Carola Matarazzo presidente do Movimento Bem Maior.

Duas breves sessões encerraram a manhã. Na primeira, ‘Filantropia comunitária territorial: do diagnóstico local ao impacto sistêmico’, Paula Fabiani e Felipe Groba, gerente de projetos do IDIS, apresentaram o programa Transformando Territórios. Em seguida, no painel Recursos Alternativos para Fundos Patrimoniais, Renata Biselli, head de Sustainable Solutions no Santander, Lidiane Gonçalves, superintendente da Área de Estruturação de Empresas e Desinvestimento do BNDES, e Priscila Pasqualin, sócia do PLKC Advogados, conversaram sobre como recursos proveniente de multas e acordos de leniência podem ser revertidos para a sustentabilidade de causas e organizações.

O segundo dia do Fórum começou animado, com um set do DJ Alok, que também falou sobre seu recente ingresso na filantropia. A plenária seguinte, ‘Informação, Entretenimento e Ativismo: amplificando causas’ debateu sobre como produções de audiovisual podem abordar temáticas sociais relevantes. Participaram da sessão Ana Paula Brasil, gerente de Valor Social da Globo, Estela Renner, cofundadora da Maria Farinha Filmes, o ator e diretor Lázaro Ramos, Sabrina Wagon, CEO da Elo Company, e Eliane Trindade, editora na Folha de S.Paulo e responsável pela moderação.

Como foco no público corporativo, a sessão ‘Equidade racial: qual a responsabilidade das empresas?’, moderada pelo diretor executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, teve a participação de Cida Bento, co-fundadora do Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades – CEERT, Eduardo Alves, sócio na PwC, e Gilberto Costa, diretor executivo do J.P. Morgan. A discussão abordou as mudanças sistêmicas necessárias na sociedade e nas empresas para que as oportunidades sejam equânimes para todas as pessoas.

O impacto gerado por iniciativas de empresas e organizações foi o tema central da sessão ‘Avaliação e o círculo virtuoso da sustentabilidade: meio ambiente, pessoas e economia’. Jéssica Silva Rios, sócia da VOX Capital, Olinta Cardoso, gerente executiva de Responsabilidade Social da Petrobras e Virgilio Viana, superintendente geral da Fundação Amazonas Sustentável, com moderação do gestor de Investimentos da Yunus Negócios Sociais, Luciano Gurgel, aprofundaram a reflexão sobre a temática. A fala de Olinta revela a tônica da mesa “A interdependência hoje se mostra de forma prática e a necessidade da avaliação de impacto passa a fazer parte da gestão de forma efetiva”.

Andreia Rabetim, Gerente de Articulações Intersetoriais e Voluntariado da Vale, Vivianne Naigeborin,  diretora superintendente da Fundação Arymax, Gabriella Bighetti, diretora executiva da United Way Brasil, e Wilson Poit, Diretor-Superintendente do Sebrae SP, foram os convidados para falar no painel ‘Inclusão produtiva: caminho para a redução da pobreza e da desigualdade’, com moderação de Renato Rebelo (diretor de projetos do IDIS). Durante a mesa, além de conceitos, foram apresentados projetos de inclusão produtiva como o Sobre Trilhos, da Fundação Vale, e o Redes para Inclusão Produtiva, do Sebrae SP em parceria com o IDIS.

O plenária de encerramento reuniu palestrante internacionais para debater o tema ‘Descolonizando a Filantropia: equilibrando forças e somando saberes’. Neste painel, Francis Kiwanga, diretor executivo da Foundation for Civil Society (Tanzânia), Neil Heslop OBE, CEO da Charities Aid Foundation (Inglaterra) e Pablo Gabriel Obregón, Presidente da Fundação Mario Santo Domingo e presidente do Conselho da Latimpacto (Colômbia) trouxeram pontos de vista complementares, traçando um cenário verdadeiramente global. A moderação foi feita por Naila Farouky, CEO do Fórum Árabe de Fundações (Egito). “Os tempos estão mudando e há interesse em investir no desenvolvimento das comunidades locais.”, destacou Pablo Obregón.

Ao longo da programação, os participantes também puderam conhecer 15 Empreendedores Sociais da Rede Folha, premiados em 2020 por seus projetos de combate aos efeitos da pandemia.

Confira todas as sessões em nosso canal do YouTube

Em 2021, o Fórum comemorou seu décimo aniversário. Assista aqui o vídeo onde relembrarmos temas, convidados e palestrantes que construíram esta história:

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, oferece um espaço exclusivo para a comunidade filantrópica se reunir, trocar experiências e aprender com seus pares, fortalecendo a filantropia estratégica para a promoção do desenvolvimento da sociedade brasileira. O evento já reuniu mais de 1.500 participantes, entre filantropos, líderes e especialistas nacionais e internacionais. Em 2021, foi realizado em 22 e 23 de junho com o apoio prata da Fundação José Luiz Egydio Setúbal e apoio bronze de BNP Paribas Asset Management Brasil, Bradesco Private Bank, BTG Pactual, Mattos Filho, Movimento Bem Maior, Santander e Vale. Pela segunda vez, aconteceu de forma virtual para manter o distanciamento social devido à pandemia e possibilitar a participação de filantropos, investidores sociais e executivos de forma segura.

IDIS participa de podcast do BTG Pactual sobre Fundos Filantrópicos

Paula Fabiani, CEO do IDIS, participou do podcast “Papo de Responsa” do BTG Pactual, que destacou a importância dos Fundos Filantrópicos e Fundos Emergenciais.

Junto dela também participaram Juliana de Paula, diretora de Responsabilidade Social do BTG Pactual, e Silvia Daskal, especialista em Parcerias e Mobilização de recursos na SITAWI.

Fundos Filantropicos BTG Pactual

Para acelerar essa agenda dos fundos patrimoniais no Brasil, Paula Fabiani acredita que se deve discutir o que é governança. “Acredito que as organizações ainda precisam se estruturar melhor em questões de governança. Quem toma decisões, como funciona um conselho fiscal do fundo filantrópico e muito mais”, explica.

Ouça o episódio:

IDIS e Latimpacto trazem para o Brasil discussão sobre inovação social e investimento para impacto

Com o objetivo de disseminar o conceito de investimento para impacto no Brasil e ampliar sua aplicação, a primeira atividade da parceria entre entre o IDIS e a Latimpacto, foi o café da manhã virtual Brasil e Portugal: inovação social e investimento de impacto, com Luis Melo. Luis é membro do conselho da EVPA, rede europeia de Venture Philanthropy, e Diretor do Programa Coesão e Integração Social da Fundação Calouste Gulbenkian, em Portugal. Ele lidera um portfólio de projetos de inovação social, investimento de impacto e social impact bonds na Fundação, com sólida experiência em investimento para impacto em Portugal e Europa.

O encontro que aconteceu no dia 1º junho e para dar as boas-vindas contou com a participação de Georgia Pessoa, CEO do Instituto Humanize e vice chair da Latimpacto, e Paula Fabiani, CEO do IDIS. Carolina Suárez, CEO da Latimpacto, participou fazendo uma breve apresentação sobre a rede e o evento foi mediado por Greta Salvi, diretora da Latimpacto no Brasil .

Paula destacou a relevância do encontro, especialmente no momento de retrocessos trazidos pela pandemia, sendo necessária a união de esforços para avançar as agendas do país. Para ela “trazer a perspectiva de Portugal é muito interessante porque é um país de muitas similaridades com o Brasil, não só da língua, mas parte da nossa cultura e da história estão junto com Portugual”, ressalta Paula.

Georgia chamou atenção ao fato de que, mesmo diante de realidades socioeconômicas e políticas distintas entre Brasil e Portugal, a promoção desta conexão para ilustrar, inspirar e adaptar a nossa realidade, é sempre um caminho interessante de se seguir.

Carolina Suarez, CEO da Latimpacto,  comentou que o objetivo da rede é fazer uma comunidade para maximizar o impacto e o desenvolvimento sustentável, fortalecendo o conhecimento e a comunidade na América Latina. “Queremos amplificar o que estamos fazendo, gerar maiores conexões, fortalecer a comunidade, fortalecer o conhecimento e profissionalizá-lo para gerar maior impacto” afirma Carolina.

Na conversa, foram abordados os caminhos e os desafios para a inovação social e investimento para impacto. O debate acerca do investimento para o desenvolvimento social é crescente e abre espaço para mecanismos alternativos de financiamento de iniciativas que transformem nossa sociedade. Uma dessas modalidades é o investimento para impacto, ou Venture Philanthropy, uma abordagem de investimento que prioriza o impacto social e ambiental sobre o retorno financeiro.

Luis de Melo Jeromino da Fundação Calouste Gulbenkian

Fundação Calouste Gulbenkian

Fundada em 1957, a Fundação Calouste Gulbenkian tem como propósito fundamental melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio da arte, da assistência social, da ciência e da educação, sendo o fomento à inovação social e ao empreendedorismo eixos transversais de sua atuação. Luis trouxe um panorama dos percursos da Fundação.

A partir de 2013, a Fundação passa a também avaliar a inovação no financiamento de projetos, e é então que se aproxima da abordagem da Venture Philanthropy e começa a fomentar a criação de um ecossistema de impacto em Portugal.

Luis explicou que para acessar o investimento alternativos, além dos recursos públicos e aqueles provenientes da filantropia mais tradicional, empreendedores devem conjugar três elementos para maximizar o seu potencial de impacto: capital, competências e dados.

Capital: empreendedores precisam ter acesso a instrumentos de financiamento adequados e suficientes para as necessidades dos projetos e das organizações.

Nesta categoria, ele aponta: “há um duplo desafio que é de um lado, desenvolver um grupo de financiamento que consiga captar outros tipos de investidores (impacto e retorno financeiro) e por outro lado responder aquilo que são as necessidades dos empreendedores, das organizações e dos seus projetos”

Competências: formação e capacitação para assegurar oportunidades de desenvolvimento dos empreendedores nas áreas de gestão, estratégia, finanças e comunicação.

Dados: transparência nas informações dos investimentos de impacto (desde a modulação financeira até pequenos dados) para criar confiança no mercado.

A Fundação passou a trabalhar em dois níveis para a criação do ecossistema de investimento de impacto. O primeiro, o market building, que consiste no desenvolvimento de mercado em si, com o mapeamento dos atores nacionais, o apoio à criação de uma entidade especializada, o apoio à uma resposta de financiamento público, o engajamento de outros stakeholders nacionais e o lançamento de uma base de dados de custos públicos. Deste processo, surgiu o ‘Grupo de trabalho português para o investimento social’, firmando a proximidade com o setor público, dinâmica muito relevante nesta agenda. A segunda linha de atuação foi tornar-se um market player, ou seja, ser um agente ativo este mercado. A Fundação teve que rever sua estratégia e hoje investe em 5 social impact bonds e fez um investimento relevante no primeiro fundo de capital de risco de impacto português.

Entre as lições aprendidas com a construção de um ecossistema de investimento de impacto, Luis falou sobre a importância da construção de uma visão e agenda de trabalho compartilhadas e da identificação de “champions“, que serão referências para o mercado, sendo quanto mais diversificados, melhor. Lembrou também que a adaptação ao contexto local é essencial, sendo as políticas públicas de grande ajuda para este tipo de projetos.  Além disso, assegurar os quick wins é muito importante porque podem fazer transformações concretas de impacto para transmitir mais confiança no trabalho realizado.

Veja aqui o painel na íntegra:

 

Conheça os ganhadores do Edital da Água 2021 da Mosaic Fertilizantes

No Dia Mundial dos Oceanos, celebrado no último dia 8, a Mosaic Fertilizantes e o Instituto Mosaic divulgaram a lista de projetos contemplados pelo Edital da Água 2021, que contou com o apoio técnico do IDIS. O objetivo do edital é promover ações de melhoria da gestão dos recursos hídricos nas comunidades em que a empresa atua e, para isso, foram selecionadas 15 iniciativas capazes de contribuir com o ODS 6 – água potável e saneamento.

Nessa terceira edição do Edital, foram recebidas 70 inscrições de 57 organizações da sociedade civil diferentes e de 8 universidades, demonstrando uma maior capilaridade do Edital da Água dentro do terceiro setor em relação às edições anteriores, uma grande conquista para a Mosaic Fertilizantes e para o Instituto Mosaic, que buscam também fortalecer o desenvolvimento das organizações da sociedade civil nas regiões em que atua.

As organizações inscritas passaram por um processo de validação institucional conduzida pelo IDIS e as iniciativas foram avaliadas por uma banca de especialistas na temática de recursos hídricos. O resultado foi a seleção de 15 vencedoras, que irão receber um apoio de até R$ 45 mil cada para implementarem seus projetos.

Conheça as organizações contempladas:⠀

1- Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – Campo Grande (MS)

2- Associação Quilombola de Patioba – Japaratuba (SE)

3- Associação Cerrado Vivo (CERVIVO) – Patrocínio (MG)

4- Associação de Turismo Rural Ecológico e Aventura de Araxá e região – Araxá (MG)

5- Engenheiros sem fronteiras – Brasil – Patos de Minas (MG)

6- Humana Brasil – Candeias (BA)

7- Universidade de Uberaba (Uniube) – Uberaba (MG)

8- Centro de Integração Social da Mulher Vida Mulher Viva – Catalão (GO)

9- UNESP – Registro (SP)

10- Associação Renovar de Tecnologia e soluções para o Agronegócio, Meio Ambiente e Topografia – Alfenas (MG)

11- Instituto Agronelli de Desenvolvimento Social – Uberaba (MG)

12- Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Conquista – APAE –Conquista (MG)

13- Instituto Consciência e Ação – Araxá (MG)

14- ONG Corrente do Bem – Tapira (MG)

15- Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Uberaba – APAE – Uberaba (MG)

Retrospectiva 10 anos do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais

Em 2021, o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais chegou à 10ª edição! Desde 2012, o Fórum realizado pelo IDIS e Global Philanthropy Forum oferece um espaço exclusivo para a comunidade filantrópica se reunir, trocar experiências e aprender com seus pares, fortalecendo a filantropia estratégica para a promoção do desenvolvimento da sociedade brasileira.

Em 10 edições, o evento já reuniu mais de 1.500 participantes, entre filantropos, líderes e especialistas nacionais e internacionais. Para mapear e discutir o papel da filantropia para o desenvolvimento do Brasil, já recebemos lideranças como Ana Lúcia Villela, Ana Paula Padrão, Eduardo Giannetti, Eduardo Lyra, Guilherme Leal, Gustavo Montezano, Gilberto Carvalho, Jane Wales, Jorge Gerdau Johannpeter, Giovanni Harvey, Lester M. Salamon, Matthew Bishop, Peter Eigen, Rob Garris, Swanee Hunt, Viviane Senna, entre outros.

Para a 10ª edição do evento, preparamos uma retrospectiva com os temas, palestrantes e convidados. Assista:

 

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, oferece um espaço exclusivo para a comunidade filantrópica se reunir, trocar experiências e aprender com seus pares, fortalecendo a filantropia estratégica para a promoção do desenvolvimento da sociedade brasileira.

Saiba mais sobre o evento em nosso site e também confira todas as sessões gravadas disponíveis aqui em nosso canal do YouTube!

WGI 2021 mostra as mudanças no mapa de doações no mundo

Pela primeira vez, 5 das principais economias ocidentais saíram do Top 10 dos países
mais generosos. Por outro lado, houve recorde no número de pessoas que ajudaram um desconhecido: mais de 3 bilhões de pessoas.

Acesse a pesquisa completa do World Giving index 2021 gratuitamente clicando aqui.

 

Segundo o World Giving Index (WGI) o país mais generoso em 2021 é a Indonésia, com uma pontuação de 69, acima dos 59 na última vez em que um Índice anual foi publicado em 2018, quando também ficou em primeiro lugar. Mais de oito em cada 10 indonésios doaram dinheiro este ano e a taxa de voluntariado do país é mais de três vezes a média global. Em segundo lugar vieram o Quênia e em terceiro a Nigéria.

 

O Ranking Global de Solidariedade é uma iniciativa da organização britânica Charities Aid Foundation (CAF), representada no Brasil pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. Conduzido desde 2009, já entrevistou mais de 1,6 milhão de pessoas e faz a cada uma delas três perguntas: você ajudou um estranho, doou dinheiro a uma organização social ou fez algum tipo de trabalho voluntário no mês passado? Nesta edição, foram incluídos os dados de 114 países, representando mais de 90% da população adulta global. Foram entrevistadas pessoas acima de 15 anos, nível de confiança da pesquisa é de 95%.

 

A pesquisa deste ano destaca o impacto do lockdown em países que por anos lideraram o ranking da generosidade:  Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Irlanda e Países Baixos tiveram todos uma queda significativa em suas pontuações. Apenas Austrália e Nova Zelândia, onde a pesquisa foi realizada nas semanas anteriores ao início da primeira onda da pandemia, mantiveram-se entre as 10 primeiras colocações.

 

Confira o gráfico dos países mais generosos do mundo. (Fonte: World Giving Index 2021)

 

Um ponto a se destacar em tempos de coronavírus, é o número recorde de pessoas que relataram que ajudaram um desconhecido em 2020. Segundo a CAF, 55% da população adulta do mundo ajudou um desconhecido no ano passado, o equivalente a mais de 3 bilhões de pessoas. Seis dos 10 países que mais se destacaram em relação a esta variável estão localizados na África.

 

Também cresceu o número de pessoas que doaram dinheiro em 2020, atingindo o maior patamar nos últimos cinco anos – 31% -, enquanto os níveis de voluntariado em 2020 permaneceram relativamente inalterados em nível global.

 

Neste ano, o Brasil ficou em 540 lugar no ranking, subindo 14 posições em relação aos dados de 2018 e 20 posições em relação a sua posição média nos últimos 10 anos.

 

Segundo Paula Fabiani, CEO do IDIS “A generosidade no mundo aumentou, em especial nas economias com pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Este movimento de cuidar do próximo e realizar doações precisa continuar para enfrentarmos os efeitos perversos da pandemia e acelerar a melhoria do bem-estar de quem mais precisa”.

 

Para Neil Heslop, diretor executivo da CAF, o World Giving Index deste ano revela o potencial não aproveitado de apoio às organizações sociais como resultado do lockdown em todo o mundo, em especial nos países desenvolvidos.

 

Para ele, a generosidade sem dúvida salvou muitas vidas, mas para instituições sem fins lucrativos que dependem de eventos de arrecadação de fundos, de doações espontâneas em dinheiro ou de um exército de voluntários, o fechamento de economias teve um impacto profundo e será duradouro.

 

A CAF ainda destaca no relatório deste ano que ainda há um grande trabalho a ser feito para reconstruir sociedades devastadas pela perda de recursos para as organizações sociais.

DESTAQUES DA EDIÇÃO

  • Vários países subiram no índice e fizeram sua primeira aparição no top 10, incluindo Nigéria, Gana, Uganda e Kosovo – mas embora suas pontuações gerais de doações tenham aumentado um pouco, sua ascensão no Índice foi impulsionada também pelo declínio de outros países.

 

  • Comunidades em todo o mundo se mobilizaram para ajudar os cidadãos conforme a pandemia se instalou, resultando nos maiores números de ‘ajudou a um estranho’ desde que o índice foi lançado pela primeira vez em 2009.

 

  • Mais da metade (55%) dos adultos do mundo – ou 3 bilhões pessoas – relataram ajudar alguém que não conheciam em 2020. O Brasil atingiu seu recorde neste indicador, com 63% de brasileiros ajudando um estranho.

 

  • Da mesma forma, mais pessoas doaram dinheiro em 2020 do que nos últimos cinco anos (31%). O Brasil também teve o seu melhor percentual dos últimos 5 anos com 26% brasileiros doando para uma organização.

 

  • Os níveis de voluntariado em 2020 permaneceram praticamente inalterados em nível global, assim como no Brasil (15%).

 

  • O Japão ocupou o último lugar do WGI, como o país menos generoso do mundo.

 

  • No relatório especial do 10º aniversário do WGI, divulgado em 2019, os Estados Unidos da América foram o país mais generoso do mundo na década anterior e sete das 10 nações mais generosas estavam entre as mais ricas do mundo.

 

Acesse a pesquisa completa do World Giving index 2021 gratuitamente clicando aqui.

 

 

IDIS participa de evento sobre ESG junto do Instituto Capitalismo Consciente e inovabra habitat

Com o objetivo de se aprofundar no debate sobre a ESG e propor um novo olhar para a sigla, o Instituto Capitalismo Consciente Brasil (ICCB) em parceria com o inovabra habitat, ambiente de coinovação do Bradesco, promoverá um evento online e gratuito no dia 9 de junho. O conteúdo será dividido em três momentos, com duração de uma hora cada, com foco nos três temas centrais: Ecossistema Ambiental, Social e Governança. A CEO do IDIS, Paula Fabiani, participa do evento sobre Social às 15h.

A trilha que dará início ao evento é a de Governança. Na visão de Hugo Bethlem, chairman do ICCB, o termo deveria ser GSE, com Governança em primeiro lugar, para garantir a veracidade, a transparência e a sustentabilidade de todas as ações no Social e, consequentemente, no Ecossistema Ambiental. Para se aprofundar no assunto, Bethlem mediará uma conversa entre Claudinei Elias (CEO e Fundador da Bravo GRC) e Silvio Genesini (conselheiro de administração da brMalls, Anima, Grupo Algar, Hortifruti e Verzani & Sandrini).

 

“A ampliação da consciência é o primeiro passo para a construção de uma cultura mais inclusiva e de boas práticas, por isso entendemos que a governança é o ponto de partida dessa mudança. É fundamental pensar e agir sempre orientado para o propósito do negócio, não importando a circunstância e acreditar no papel em ‘servir’ os stakeholders gerando oportunidades e riqueza para todos, enquanto trabalha na maximização do retorno ao acionista. É a partir dessas ações de governança que os outros pilares se estruturam dentro das companhias”, explica Bethlem.

 

O evento também contará com outros grandes speakers que falarão sobre Social e Ecossistema Ambiental, como: Marcelo Pasquini, Superintendente Executivo responsável por Sustentabilidade Corporativa no Bradesco; Rodrigo Pipponzi, diretor executivo da MOL, uma editora de impacto social que em parceria com redes varejistas já doou mais de R$ 38 milhões a dezenas de organizações sociais; Paula Fabiani, CEO do IDIS, que tem sua trajetória marcada pela atuação nos campos da filantropia e cultura de doação; e Marcello Brito, Presidente do Conselho Diretor da ABAG – Associação Brasileira do Agronegócio.

 

“Ficamos felizes em viabilizar esse encontro, em especial porque o inovabra habitat pretende continuar atraindo startups que possam contribuir com inovação sustentável e expandir o portfólio de habitantes que já atuam dessa forma.  Dar um novo olhar sobre o tema e destacar a importância da construção da consciência como principal pilar para nortear práticas ESG é essencial”, destaca a head do inovabra habitat, Renata Petrovic.

 

Os interessados em acompanhar o bate-papo podem se inscrever no site, clicando aqui.

 

AGENDA

Governança – 10h às 11h

Claudinei Elias (CEO da Bravo GRC) e Silvio Genesini (conselheiro emérito do ICCB) conversarão sobre a importância da construção da consciência como principal pilar para nortear práticas ESG, com mediação de Hugo Bethlem (presidente do conselho do ICCB).

 

Social – 15h às 16h

Painel contará com a presença de Paula Fabiani (CEO do IDIS) e Rodrigo Piponzzi (diretor executivo Editora MOL), com mediação de Daniela Garcia (diretora de operações do ICCB)

 

Ecossistema Ambiental -18h às 19h

Painel contará com a presença de Marcello Brito (presidente do conselho diretor da Associação Brasileira do Agronegócio) e de Marcelo Pasquini (Superintendente Executivo de Sustentabilidade Corporativa no Bradesco), com mediação de Dario Neto (diretor geral do ICCB).

 

Inscreva-se, clicando aqui.

Confira as sessões abertas do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais de 2021

Com o tema ‘O Capital e a Humanidade’, a 10º edição do tradicional evento realizado pelo IDIS acontece nos dias 22 e 23 de junho, em formato online. Entre os mais de 30 palestrantes confirmados até o momento, destacam-se nomes como Jayme Garfinkel, filantropo e ex-presidente da Porto Seguro, Jéssica Silva Rios, sócia da VOX Capital, Ricardo Henriques, diretor executivo do Instituto Unibanco, a egípcia Naila Farouky, CEO do Fórum Árabe de Fundações e o ator e diretor Lázaro Ramos. O DJ Alok também fará uma participação especial, recepcionando os convidados com um set feito para o evento e falando sobre seu recente ingresso ao mundo da filantropia. A programação completa está disponível em www.idis.org.br/forum.

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais é um evento exclusivo para convidados, mas novamente transmitirá ao vivo duas sessões no canal do IDIS no YouTube, abertas a todos que quiserem acompanhar em tempo real e enviar perguntas aos palestrantes. Destacamos aqui as informações sobre cada uma delas:

 

22 de junho, das 9h às 10h10

Abertura do Fórum e plenária ‘O Capital e a Humanidade’

 

Este tema tem ocupado o centro dos debates em diversos setores e continentes. O Fórum Econômico de Davos aponta a necessidade de um compromisso novo do capital. A pandemia expôs as grandes desigualdades entre países e o setor privado terá uma grande responsabilidade em mudar este cenário. Surgem movimentos como Imperative 21, campanha que pretende redefinir o capitalismo para maximizar o bem-estar compartilhado em um planeta saudável. Decisões de investimentos passam a levar em consideração os critérios ESG e Fundos Patrimoniais são criados como mecanismo de sustentabilidade para organizações e causas¬ A sociedade civil está em ebulição e manifestações ao redor do mundo exigem mudanças do modelo que produz inequidades e o modelo de endowments para financiar a agenda socioambiental.

Para falar dessas transformações, convidamos:

Fábio Alperowitch, fundador da FAMA Investimentos e diretor do Instituto FAMA
Hugo Bethlem, cofundador e presidente do Conselho do Instituto Capitalismo Consciente.
Selma Moreira, Diretora Executiva no Baobá – Fundo para Equidade Racial, primeiro e único fundo dedicado, exclusivamente, à promoção da equidade racial para a população negra no Brasil.
Moderação: Francine Lemos, diretora executiva do Sistema B Brasil.

 

23 de junho, das 9h às 10h (com abertura do DJ Alok)

Informação, Entretenimento e Ativismo: amplificando causas.

 

Tendo em vista o crescente espaço ocupado na grande mídia por pautas relacionadas à filantropia e à cultura de doação, o “Social Impact Entertainment” emerge como estilo que leva, para os momentos de lazer, reflexões sociais. O ativismo é impulsionado por meio das mídias digitais. Tudo isso em um cenário de crescente desinformação e ameaça às instituições democráticas, o que nos leva a questionar: Como navegar neste cenário e ‘surfar’ nas ondas certas, que potencializam o impacto das ações da sociedade civil? Para responder a esta pergunta, a mesa contará com:

 

Ana Paula Brasil, gerente de Valor Social da Globo
Estela Renner, cofundadora da Maria Farinha Filmes.
Lázaro Ramos, ator e diretor de cinema
Sabrina Wagon, cofundadora e CEO da ELO Company
Moderação: Eliane Trindade, editora do Prêmio Empreendedor Social da Folha de S.Paulo.

 

Não fique de fora! Inscreva-se no canal do IDIS e ative as notificações para não perder as sessões abertas do evento.

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais é uma iniciativa conjunta do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, da Charities Aid Foundation e do Global Philanthropy Forum.

IDIS e Instituto ACP lançam último módulo do Guia sobre gestão de pessoas no Terceiro Setor

O Instituto ACP e o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social lançam o módulo final do Guia de Gestão de Pessoas no Terceiro Setor, abordando Clima Organizacional.

Em linhas gerais, o Clima Organizacional traduz a visão que o público interno tem da instituição onde trabalha, por isso quando bem cuidado, gera um ambiente harmonioso, sadio e estimulante, no qual as pessoas sentem-se motivadas a crescer, a produzir, a dar o seu melhor e a inovar.

Entre os temas abordados, traz modelos para capturar a percepção dos colaboradores sobre o Clima e destaca a importância da Comunicação Interna como uma ferramenta para cuidar do Clima, mostrando, por exemplo, como falar com os colaboradores no dia a dia e qual a melhor maneira de comunicar os que estão deixando a instituição. No capítulo sobre cultura organizacional, o leitor encontra dicas para identificar a cultura e os valores de sua organização.

Este projeto é uma iniciativa do Instituto ACP. “Com o objetivo de fortalecer a gestão das organizações da sociedade civil e a atuação do Terceiro Setor, uma das nossas frentes de atuação é a produção de conhecimento acessível e de qualidade. A série sobre Gestão de Pessoas é uma das nossas primeiras iniciativas nessa frente. O tema foi escolhido a partir de uma consulta às lideranças do setor” explica Erika Sanchez Saez, diretora-executiva da organização.

“Ficamos muito felizes pela execução deste projeto. Não havia nenhuma literatura organizada sobre o Gestão de Pessoas no Terceiro Setor e a recepção foi excelente – desde o primeiro módulo, lançado em novembro de 2020, tivemos mais de 1.500 downloads.” comenta Paula Fabiani, CEO do IDIS.

O Guia de Gestão de Pessoas no Terceiro Setor tem 4 módulos: ‘Formar uma Boa Equipe‘, ‘Manter uma Boa Equipe’, ‘Colocar a Casa em Ordem‘ e ‘Cuidar do Clima’. Todos podem ser baixados gratuitamente no site do IDIS: https://bit.ly/guiasgestao

 

INSTITUTO ACP

Criado em 2019, o Instituto ACP é uma organização de filantropia e investimento social que tem como missão contribuir para o fortalecimento da governança e gestão das organizações da sociedade civil no Brasil para que sejam vetores de desenvolvimento do país. 

IDIS

Fundado em 1999, o IDIS Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social é uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil e na América Latina. Com a missão de apoiar o investimento social privado para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e sustentável, facilita o engajamento de pessoas, famílias, empresas e comunidades em ações sociais estratégicas transformadoras da realidade, contribuindo para a redução das desigualdades sociais no país. Em 2020, liderou a criação do Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil.

 

Assessoria de Imprensa IDIS

4 Press – (11) 5096-0439

Ana Lucia Moretto – anamoretto@4pressnews.com.br

Leandro Andrade – leandro@4pressnews.com.br

 

Por que ter diversidade e inclusão no terceiro setor?

A sociedade civil não deve escolher as mesmas justificativas de empresas para ter espaços de trabalho diversos e inclusivos

Há mais de um ano falamos de uma só doença – a COVID-19. Há algumas décadas, as pessoas inacreditavelmente também chamavam a homossexualidade de “homossexualismo” e consideravam uma doença que precisava ser tratada. Mas em 17 de maio de 1990 ela foi extinta – a orientação sexual homoafetiva deixava de ser considerada como um distúrbio mental pela Organização Mundial da Saúde, dando lugar ao Dia Internacional de Combate à Homofobia.

Mesmo após 30 anos, ainda enfrentamos barreiras e buscamos curar o preconceito, e aqui destacamos os desafios no ambiente profissional. Em pesquisa realizada pela agência Santo Caos, 40% dos entrevistados relataram já ter sofrido discriminações em relação à orientação sexual no trabalho.

O tema da diversidade, em toda sua extensão, no terceiro setor é obrigatório. Devemos acolher e valorizar todos os gêneros, todas as orientações sexuais, todas as raças, todas as idades, todas classes sociais, as diferentes origens, aqueles que tem algum tipo de deficiência e aqueles que estão começando suas carreiras da mesma forma daqueles que já viveram muito. Afinal, como conseguiremos construir um mundo mais justo e igualitário sem olhar para opressões e violências históricas e sem discutir privilégios?

Não devemos usar justificativas de aumento de inovação, lucros ou criatividade, como é feito por empresas, pois apesar de estes serem benefícios de programas de Diversidade e Inclusão, não devem ser a motivação primária do setor social. A sociedade civil surgiu para responder ao que o primeiro e segundo setor não davam conta, seja na assistência social, defesa de minorias, animais ou do meio ambiente. É por isso que devemos incluir. É um dever das organizações sociais ter um espaço de trabalho diverso e inclusivo para catalisar o ideal de mundo pelo qual trabalhamos. Selma Moreira, diretora do Fundo Baobá e conselheira do IDIS, sintetizou essa ideia em um encontro: “Nós do terceiro setor não podemos deixar a população negra, que sofreu tanto, de fora”.

Mas, é claro, essa não é uma tarefa fácil.

Apesar de muito idealizado, organizações sociais possuem dificuldades crônicas, como financiamentos escassos para área institucional, parte essencial para um fortalecimento da gestão de pessoas. Essa acaba sendo uma justificativa comum para fazerem pouco por esta frente, mas aqui trazemos caminhos que todas podem seguir para que floresçam ambientes mais diversos inclusivos nas organizações.

Ainda que a pesquisa sobre discriminação no trabalho não tenha sido feita exclusivamente com organizações sociais, lembramos que a sociedade civil não é isenta de preconceitos ou reprodução destes. Por isso, a criação de grupos de afinidade sobre gênero, raça, etarismo e sexualidade pode ser um espaço de acolhimento e aprendizado. As lideranças devem ser sensibilizadas e engajadas. Destacar em vagas que a organização terá um olhar atento à diversidade pode atrair pessoas que não se sentiam convidadas, e divulgar estas vagas nos lugares onde elas estão também é um passo importante. Estes são alguns cuidados no dia a dia que estão ao alcance de qualquer tipo de organização. Dicas como essas estão em materiais gratuitos, como na coleção de guias de gestão de pessoas no terceiro setor, lançado pelo IDIS e Instituto ACP.

Com a exclusão da homossexualidade como doença, o movimento LGBTI+ aprendeu que há muitos outros sintomas deixados pelo preconceito ao longo de gerações. Podemos não ter a vacina para acabar com a discriminação, como já temos para a COVID-19, mas podemos tratar os sintomas de um preconceito estrutural. É preciso ainda acolher não só profissionais LGBTI+, mas também com outros marcadores sociais e criar um ambiente de trabalho inclusivo e aberto com o engajamento de toda a organização. Não para lucrar, lacrar ou evitar crises de imagem, mas para lutar por um mundo melhor e justo. É para isto que nós, do terceiro setor, trabalhamos afinal.

 

Por Alexandre Gonçalves, analista de comunicação do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social

Por Paula Fabiani, CEO do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social

 

O artigo foi originalmente publicado na Folha de S. Paulo.

Luiza Trajano é a convidada do podcast “Aqui Se faz Aqui se Doa”

Em mais uma participação do IDIS no podcast sobre cultura de doação “Aqui se Faz, Aqui se Doa”, Paula Fabiani, CEO do IDIS, e Roberta Faria, diretora do Instituto Mol, conversam com Luiza Trajano, Presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza.

Em 2020 a pandemia gerou uma grande onda de generosidade, mobilizando empresas e indivíduos em campanhas de doações de combate à pandemia. Luiza Trajano esteve envolvida em ações contra a pandemia, como o movimento Unidos pela Vacina, e também participa do Grupo Mulheres do Brasil, movimento de empresárias que hoje reúne mais de 85 mil mulheres no pelo mundo inteiro.

“Acredito que a epidemia e essa tristeza profunda abriu essa fresta: o mundo, e os milionários do mundo, a maioria deles estão ensinando que não adianta acumular uma fortuna muito grande se tiver um país pobre. A desigualdade social bate em todo mundo”, comenta Luiza sobre o engajamento de líderes empresariais e suas empresas na pandemia.

Além disso, ela também abordou o programa de trainee só para negros do Magalu e também o papel do 3º setor na sociedade.

Essa participação especial nos mostra como a mobilização das empresas e da sociedade civil organizada podem fazer mudanças no país.

Ouça através do Spotify logo abaixo ou pelo site.

 

 

Oportunidade para Consultor(a) Externo(a) em Projeto de Rede de OSCs

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social está com uma oportunidade para profissional com experiência em projetos de rede junto a Organizações da Sociedade Civil (OSCs).

 

A pessoa será responsável pelo apoio na implementação das ações do projeto, envolvendo:

• Contato e interação com organizações sociais.
• Relacionamento e articulação com cliente e parceiros.
• Preparação de materiais para realização de reuniões, workshops presenciais e mentorias online.
• Apoio, condução e sistematização de reuniões, workshops presenciais e mentorias online.
• Elaboração de relatórios.
• Monitoramento, acompanhamento e análise de coletas quantitativas e qualitativas de dados.
• Zelar pela ética e valores institucionais do IDIS.

 

REQUISITOS DO CARGO

INSTRUÇÃO E EXPERIÊNCIA

Formação superior completa e experiência mínima de 3 anos em gestão de projetos e/ou projetos de fortalecimento de redes de OSCs e em relacionamento institucional com instituições e atores dos setores públicos e/ou privados.

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

• Conhecimento teórico e experiência prévia em projetos de rede de OSCs e inclusão produtiva.
• Experiência em sistematizar e analisar informações e dados.
• Habilidade para elaborar relatórios.
• Excel e Power Point intermediário/avançado.
• Habilidades comportamentais para manter bom relacionamento com equipe e clientes, bem como com outros parceiros estratégicos do IDIS.

COMPETÊNCIAS

Iniciativa, planejamento, organização, capacidade para solucionar problemas, boa redação, capacidade analítica e bom relacionamento interpessoal.

VAGA

Tipo de contratação: PJ
Remuneração a combinar
Local de trabalho: Remoto e com disponibilidade para viajar quando a pandemia permitir.

ORIENTAÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO NO PROCESSO SELETIVO:

Preencher o formulário disponível em bit.ly/idisvaga7_ e anexar o CV no campo indicado ao final.

O prazo para o envio do formulário é 01 de junho.

IDIS e Latimpacto firmam parceria para o avanço do Investimento para Impacto no Brasil

O desejo de alinhar investimento a desenvolvimento social é crescente e abre espaço para mecanismos alternativos de financiamento de iniciativas que transformem nossa sociedade. Uma dessas modalidades é o investimento para impacto, ou venture philanthropy, uma abordagem de investimento que prioriza o impacto social e ambiental sobre o retorno financeiro. Ele está posicionado entre a filantropia tradicional e o investimento de impacto, já que visa gerar mudanças sistêmicas, é estratégico na forma como utiliza os recursos financeiros e humanos e adota processos e práticas do setor financeiro para provocar essas mudanças. Esta é mais uma forma de identificar e desenvolver soluções inovadoras que rapidamente possam ser escaladas e replicadas por outro tipo de investidor, como instituições do setor financeiro, fundos de investimento de impacto ou investidores tradicionais que visam retorno financeiro.

 

Sobre a Latimpacto

Criada em 2020, a Latimpacto é uma rede latino-americana que mobiliza os provedores de capital social para garantir uma implementação mais eficaz dos recursos financeiros e não financeiros e, assim, gerar impacto social e ambiental positivo, sustentável e de longo prazo. Com tem equipes no Brasil, Colômbia e México, se torna uma importante parceira do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. “Para nós é uma honra oficializar essa parceria com o IDIS, uma instituição com tanta credibilidade e relevância no campo do investimento social no Brasil. A Latimpacto é uma rede que está nascendo guiada por uma abordagem muito clara que é a Venture Philanthropy, e um dos nossos objetivos principais é mobilizar diferentes tipos de investidores, como filantropos, empresas e mercado financeiro. Promovemos atividades de conhecimento e facilitamos conexões e fazer isso junto com o IDIS certamente trará bons frutos para o Brasil e América Latina.” explica Greta Gogiel Salvi, Brazil Country Director da Latimpacto.

 

A parceria

Ao compreender o ecossistema brasileiro e os aspectos socioeconômicos e desafios do país, o IDIS se torna um embaixador ativo da Latimpacto, apoiando a promoção do investimento para impacto mais estratégico no país. A parceria inclui a realização de eventos, a produção de artigos e publicações, capacitações, além da participação no Conselho da Latimpacto. “O IDIS, desde a sua fundação, tem como missão mapear e promover as novas formas de se pensar e fazer investimento social privado no país, articulando parcerias estratégicas com atores importantes do setor. A parceria com a Latimpacto reflete essa trajetória e abrirá portas para maior interlocução e acesso a novos atores e práticas do ecossistema global de impacto”, comenta Renato Rebelo, diretor de projetos do IDIS.

 

Primeira ação conjunta

A primeira atividade em conjunto será o café da manhã virtual Brasil e Portugal: inovação social e investimento de impacto, com Luis Melo, membro do conselho da EVPA, rede europeia de venture philanthropy, e Diretor do Programa Coesão e Integração Social da Fundação Calouste Gulbenkian, em Portugal. Luis lidera um portfólio de projetos de inovação social, investimento de impacto e social impact bonds na Fundação, além de sólida experiência em investimento para impacto em Portugal e Europa. O encontro será uma excelente oportunidade para aprender e se inspirar com a liderança de uma organização que está trabalhando por uma sociedade mais justa e solidária, preparando os cidadãos do futuro.

O evento conta também com o apoio do Instituto Humanize e acontecerá no dia 1º de junho, das 8:30h às 10h, em formato virtual. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas em http://bit.ly/brpt_inovsoc.

PL 4450 para Fundos Emergenciais Filantrópicos é aprovado no Senado e segue para a Câmara

Calamidades públicas exigem ação rápida e destinação de recursos segura. É o caso de apoio a pessoas atingidas por enchentes ou impactados pela pandemia, por exemplo. Em 2020, vimos o surgimento de inúmeros projetos com este foco como o Fundo Emergencial para Saúde Coronavírus Brasil, idealizado pelo IDIS, Movimento Bem Maior e BSocial para fortalecer o sistema público de saúde, ou o Estímulo 2020 – fundo emergencial que dá apoio financeiro e capacitação para pequenos empreendedores. Este importante mecanismo, até hoje, não era regulamentado no Brasil. O Projeto de Lei 4450, recém-aprovado pelo Senado, é um marco legal para os Fundos Emergenciais, e o projeto agora segue para a Câmara. Foram bastante ativos neste processo os idealizadores do Estímulo 2020, que levaram a pauta à Brasília e engajaram congressistas. O projeto é de autoria do Senador Antonio Anastasia (PSD-MG).

O PL reconhece a importância dos fundos emergenciais que surgiram como resposta imediata à grave crise da pandemia a ponto de criar uma lei que facilite sua instituição, com a possibilidade de uso dos incentivos fiscais atualmente em vigor. “O texto reconhece que esses fundos, temporários, podem ser a semente dos fundos patrimoniais, ao permitir que o saldo remanescente seja destinado a uma organização gestora de fundo patrimonial, que dará perenidade aos recursos e buscará medidas transformadoras a longo prazo”, aponta Paula Fabiani, CEO do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social.

O senador Antonio Anastasia (PSD-MG) durante a sessão de aprovação do PL 4450

O senador Antonio Anastasia (PSD-MG) durante a sessão de aprovação do PL 4450
Fonte: Agência Senado

Para entender melhor os significados do projeto de Lei, entrevistamos Priscila Pasqualin, sócia do PLKC Advogados e especialista no tema.

 

O que significa O PL 4450 E por que deve ser comemorada?

A regulamentação permite que Fundos Emergenciais Filantrópicos possam ser constituídos com rapidez e sem burocracia, para atender a situações emergenciais, permitindo o uso de incentivos fiscais.

 

Qual a diferença entre Fundos Patrimoniais Filantrópicos e Fundos Emergenciais Filantrópicos?

Eles podem ser complementares. Os Fundos Patrimoniais são criados para dar sustentabilidade de longo prazo a causas ou instituições de interesse público. E, aqueles já existentes podem criar fundos emergenciais para captar doação de propósito específico num momento de crise.

Mas, como vimos na pandemia, num momento de grave crise, a iniciativa de enfrentamento à crise surge de diversas pessoas, que podem não estar ligadas a qualquer Associação, Fundação ou Fundo Patrimonial já existente. O PL veio para permitir que essas pessoas possam criar, rapidamente e com segurança jurídica, esse tipo de fundo emergencial.

O Fundo Emergencial é essencialmente temporário, enquanto que o Fundo Patrimonial é perpétuo. O Fundo Emergencial é voltado para fazer os recursos chegarem rapidamente à ponta, podendo destinar seus recursos a pessoas físicas ou jurídicas, com ou sem fins lucrativos. O Fundo Patrimonial é voltado para dar sustentabilidade de longo prazo para causas de interesse público, destinando seus recursos a instituições públicas ou privadas, sem fins lucrativos, que destinam suas atividades ao público em geral.

 

Qual a facilidade que a regulamentação efetivamente traz para a criação de fundos emergenciais? Você acredita que com a aprovação da Lei passaremos a ter mais Fundos Emergenciais?

As pessoas envolvidas em iniciativas poderão rapidamente se organizar e criar um documento, similar a um estatuto social, que indique a finalidade do fundo, tempo de duração, e sua governança. Esse documento, assinado, deverá ser levado a registro em cartório de títulos e documentos, apenas para dar publicidade ao documento, sem toda a análise que o cartório de pessoas jurídicas faz. Esse primeiro registro será suficiente para obtenção de CNPJ e abertura de conta bancária para começar a operar. Com isso, o fundo pode ser criado de um dia para o outro, enquanto que no procedimento regular das fundações esse tempo varia de 30 a 60 dias ou mais, a depender da quantidade de exigências que o cartório irá fazer.

Essa desburocratização aliada aos incentivos fiscais previstos deve estimular a criação de Fundos Emergenciais.

Entre os principais pontos aprovados estão:

> Foi criado um tipo novo de pessoa jurídica, de natureza temporária, que nasce com o propósito de arrecadar doações e destiná-las a pessoas físicas ou jurídicas, com ou sem fins lucrativos, afetadas por fato caracterizado como calamidade pública.

> A lei prevê a forma de constituição, a governança, obrigações de transparência, e a possibilidade de uso dos incentivos fiscais já existentes, para a captação de recursos.

> A lei traz o regime tributário das instituições sem fins lucrativos para esses fundos, e cria a isenção do Imposto de Renda sobre aplicações financeiras. Importante: as associações e fundações privadas atuais também podem instituir os fundos filantrópicos emergenciais, sem criar uma nova pessoa jurídica, aplicando-se a elas a isenção do IRF e a possibilidade de uso dos incentivos fiscais. Ao final, se ainda houver recursos esses voltam a associação ou fundação, são destinadas a outras organizações congêneres ou a fundos patrimoniais.

Números, desafios e conquistas de 2020

O último ano foi inacreditável devido aos acontecimentos ao redor do mundo. No IDIS, poucas vezes trabalhamos tanto, inovamos, ousamos, investimos e acreditamos como em 2020. Com muito orgulho, trazemos em nosso Relatório de Atividades os destaques desta jornada.

IDIS em números

Reconhecimentos

Fomos reconhecidos como uma das 100 Melhores ONGs do Brasil e vencedores do Prêmio Empreendedor Social da Folha de S.Paulo, pela realização do Fundo Emergencial para a Saúde.

RELATÓRIO COMPLETO

Confira o relatório de atividades 2020 do IDIS.

Capital e a Humanidade é o tema do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2021

‘O Capital e a Humanidade’ é o tema transversal do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, assunto que tem ocupado o centro dos debates em diversos setores e continentes. Manifestações ao redor do mundo exigem mudanças no modelo atual, que produz inequidades e destrói os recursos naturais. Surgem movimentos como Imperative 21, campanha que pretende redefinir o capitalismo para maximizar o bem-estar compartilhado em um planeta saudável. O Fórum Econômico de Davos apontou a necessidade de um compromisso novo do capital, e a pandemia de Covid-19 explicitou o poder da colaboração entre os diversos setores e a filantropia. É esta a discussão que propomos nesta edição, que acontecerá de forma online nos dias 22 e 23 de junho, das 9h às 12h30.

Entre os palestrantes, estão Beatriz Azeredo (Globo), Carola Matarazzo (Movimento Bem Maior), Estela Renner (Maria Farinha Filmes),  Fabio Aperowitch (FAMA Investimentos), Francine Lemos (Sistema B), Francis Kiwanga (Tanzânia), Gilberto Costa (J.P. Morgan), Hugo Bethlem (Capitalismo Consciente), Jayme Garfinkel (ex-presidente da Porto Seguro), entre outros. Confira todos os palestrantes confirmados no site do Fórum.

O evento é exclusivo para convidados, mas haverá uma sessão em cada dia transmitida ao vídeo no canal do IDIS do YouTube.

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais é uma iniciativa conjunta do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e do Global Philanthropy Forum (GPF) e nesta edição tem como parceiro prata a Fundação José Luiz Egydio Setúbal, e parceiros bronze a BNP Paribas Asset management, o Bradesco Private Bank, o.Mattos Filho Advogados, o Movimento Bem Maior e o Santander.

Vaga de Coordenador(a) de projetos com foco em Planejamento Estratégico e Governança

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para profissionais com experiência na coordenação de projetos. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, atuamos junto a empresas, famílias, institutos, fundações e organizações da sociedade civil. Desenvolvemos projetos de impacto, geramos conhecimento ao setor e oferecemos consultoria ao investidor social e às organizações que executam projetos e programas sociais para que tomem decisões estratégicas e ampliem o impacto de suas iniciativas.

A pessoa que buscamos será responsável por implementar as atividades previstas e elaborar os estudos e análises necessários ao desenvolvimento dos projetos de consultoria do IDIS, principalmente com foco em Planejamento Estratégico do Investimento Social Privado e Governança, envolvendo:

 

▪ Planejamento e condução de entrevistas individuais presenciais e virtuais.

▪ Elaboração de Benchmarking, SWOT, Árvore de Problemas, Diagrama Espinha e Peixe, Causal Layered Analysis (CLA), Matriz de Probabilidade e Impacto, Matriz de Stakeholders, Eixos da Incerteza, Sensemaking e outras análises de apoio ao Planejamento Estratégico.

▪ Planejamento e condução de workshops participativos presenciais e virtuais.

▪ Elaboração de Mapa Estratégico por meio de metodologias como Teoria de Mudança, Canvas, Futures Thinking, Teoria U, Marco Lógico, Design Thinking, etc.

▪ Definição de indicadores de monitoramento e avaliação de processos, resultados e impacto de organizações e projetos.

▪ Facilitação e apoio a grupos de trabalho e comitês temáticos.

▪ Elaboração de Plano de Ação com base em metodologias como Smart Goals, Ciclo PDCA, 5W2H, etc.

▪ Planejamento, elaboração e condução de apresentações e capacitações presenciais e virtuais em temas relacionados a Investimento Social Privado, Responsabilidade Social Corporativa, Governança, entre outros, em Português e Inglês.

▪ Análise de informações e elaboração de conclusões e recomendações.

▪ Elaboração de relatórios e apresentações em Português e Inglês.

▪ Coordenação da equipe dedicada ao projeto.

▪ Zelar pelo cumprimento do cronograma e orçamento previstos para os projetos.

▪ Zelar pela ética e valores institucionais do IDIS.

Requisitos do Cargo:

▪ Instrução e Experiência:

▪ Formação superior completa e experiência mínima de 3 anos na coordenação de processos de Planejamento Estratégico.

▪ Inglês fluente (para elaboração de relatórios e realização de apresentações).

Conhecimentos específicos:

▪ Conhecimento teórico e experiência prévia na aplicação de metodologias de análise para diagnóstico voltado a Planejamento Estratégico.

▪  Conhecimento teórico e experiência prévia na aplicação de metodologias de Planejamento Estratégico e Plano de Ação.

▪ Habilidade para sistematizar informações.

▪ Excel e Power Point intermediário/avançado.

▪ Habilidades comportamentais para manter bom relacionamento com equipe e clientes, bem como com outros parceiros estratégicos do IDIS.

Competências:

Iniciativa, desenvoltura, planejamento, organização, gosto pelo estudo, capacidade para solucionar problemas, capacidade analítica, foco em resultados, bom relacionamento interpessoal.

Vaga:

Tipo de contratação: PJ
Remuneração a combinar
Local de trabalho: combinação de presencial (escritório na região de Pinheiros – São Paulo, quando a pandemia permitir) e remoto, com disponibilidade para viajar (quando a pandemia permitir).

Orientações para participação no processo seletivo:

Preencher este formulário (bit.ly/idisvaga6) e anexar o CV no campo indicado ao final.

O prazo final para candidaturas é 9 de maio às 23h59.

IDIS participa da segunda edição do Catalysing Change Week

Catalyst 2030, o movimento global que reúne empreendedores de impacto e ativistas sociais que estão na linha de frente para a implantação do 17 ODS, até 2030, vão promover a segunda edição do Catalysing Change Week, entre os dias 3 e 7 de maio.

A Catalysing Change Week – 2021 será composta de 85 sessões on-line, ao longo de cinco dias, permitindo a adequação do fuso horário dos participantes em quase todos os continentes. Entre os participantes e mestres de cerimônia estarão os finalistas e os vencedores do Catalyst 2030 Award, além de ativistas de diversos cantos do planeta.

Além de palestras internacionais, haverá também representantes do Brasil também estará presente. No dia 5 de maio, às 10h, Paula Fabiani, CEO do IDIS, participará da mesa Financiadores Colaborando de Forma Eficaz junto de José Luiz Egydio Setúbal (Fundação José Luiz Egydio Setúbal) e Patricia Villela Marino (Humanitas 360). O encontro será sobre como doadores podem trabalhar em colaboração no cumprimento dos ODS. Inscreva-se em: bit.ly/idischangeweek

 

Para falar sobre Economia Inclusiva: garantindo oportunidades para todos, com geração de renda, acesso e inclusão social, participarão em outra mesa Caroline Carpenedo (Gerdau), Marcelo Cardoso (Instituto Integral Brasil), David de Aquino Filho,Sergio Serapião (Labora) e Fernanda Zemel (Labora). O encontro acontecerá no dia 6 de maio às 13h30.

Onde estão as pessoas nos ODS? Será outra mesa em português com participação de Danielle Almeida (TBC), Adriana Barbosa (Insituto Feira Preta) e Mozana Amorim.

“Durante a Catalysing Chance Week – 2021, reuniremos especialistas, empreendedores de impacto, ativistas das causas sociais, representantes do legislativo e de governos para troca de experiências. Nosso objetivo é que a partir desses encontros seja possível estreitar laços e fomentar um ambiente de cooperação entre países, regiões e os mais diversos setores da sociedade,” diz Jeroo Billimoria, porta-voz e uma das cofundadoras do Movimento Catalyst.

As sessões estão divididas em três temas:

 

CONECTAR – O cerne de nossa Teoria  de Mudança prevê que atuemos como conectores entre os diversos integrantes dos ecossistemas dos quais fazemos parte. Nosso objetivo é criar um ambiente que propicie a colaboração e leve à cocriação de iniciativas destinadas a dar conta das demandas sociais, ambientais e econômicas de nosso tempo.

 

CELEBRAR – A celebração é uma forma de nos encorajar, inspirar e reenergizar sobre a relevância de nosso trabalho e o engajamento de cada um. A partir da disseminação de boas práticas e iniciativas exitosas, podemos gerar um efeito cascata positivo em outros agentes sociais interessados em arregaçar as mangas e se engajar neste trabalho.

 

ACELERAR – Ao colocarmos lado a lado stakeholders de diversos segmentos sociais, esperamos que eles acabem funcionando como indutores de mudanças em políticas sociais. Para isso não podemos abrir mão do engajamento de gestores públicos, nem de legisladores. Afinal, como destacado em diversos documentos e relatórios (Embracing Complexity, Getting from Crisis to Systems Change and New Allies), o suporte dos agentes sociais ao setor público é a chave para que consigamos implantar todas as iniciativas previstas nos 17 ODSs em nível local, nacional e global.

 

No âmbito da Catalysing Change Week – 2021 esperamos atingir seis objetivos:

 

1. Celebrar iniciativas que possam se tornar modelo de ação

2. Construir compromissos em torno de mudanças nas políticas públicas

3. Apresentar exemplos práticos de iniciativas capazes de serem replicadas

4. Trazer mais vozes ao centro do debate

5. Acelerar os esforços para o cumprimento da Agenda 2030

6. Trocar experiências entre os participantes e fortalecer nossa interação e capacidade de luta

 

A inscrição para a Catalysing Change Week – 2021 é gratuita.

Para mais informações, visite o site https://catalyst2030.net/ccwsessions/

 

Sobre o Catalyst 2030

Catalyst 2030 é um movimento global de empreendedores sociais e inovadores de diferentes setores que reuniram esforços para criar iniciativas destinadas a engajar os diversos atores da sociedade civil na implementação dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 2030 (ODS).

Lançado em janeiro de 2020, durante o Fórum Econômico Mundial, o Catalyst 2030 reúne mais de 500 empreendedores sociais, cujo trabalho impacta diretamente cerca de 2 bilhões de pessoas em 180 países.

Acreditamos na força das ações coletivas como um importante instrumento para elaboração de estratégias inovadoras com o objetivo de alcançar as metas previstas nos 17 ODS, até 2030.

IDIS lança novo site e nova newsletter

Como parte do projeto da nova identidade visual do IDIS, atualizamos o nosso site e também a nossa tradicional newsletter InVista Social.

O novo site destaca o nosso tripé de atuação de Consultoria, Projetos de Impacto e Conhecimento:

Também inauguramos a seção IDIS na Mídia que mostra as principais entrevistas e referências ao nosso trabalho na imprensa.

O InVista Social, newsletter mensal do IDIS, também foi reformulada para uma melhor leitura de nossos assinantes. Caso ainda não receba, cadastre-se em no botão nas páginas do nosso site.

IDIS convida Eduardo Giannetti para podcast em parceria com Instituto Mol

Inaugurando a participação periódica do IDIS no podcast “Aqui se Faz, Aqui se Doa!”, convidamos o economista Eduardo Giannetti para uma conversa.

Roberta Faria, diretora executiva do Instituto Mol, e Paula Fabiani, CEO do IDIS, guiaram a entrevista, abordando temas como ética e generosidade.

“A gravidade do quadro que nós temos no Brasil precisa contar necessariamente com a participação de empresas, corporações e indivíduos nesse esforço coletivo de melhoria das condições e das oportunidades de vida. Se as pessoas soubessem como elas podem fazer a diferença, muitas vezes a um custo muito pequeno para si, elas poderiam se animar e sair dessa postura extremamente egoísta e fechada do ‘salve-se quem puder’.(…) Para que isso aconteça é preciso mostrar os resultados, ter uma cultura de avaliação dos programas de doação”, comenta Eduardo Giannetti ao longo do encontro.

Ouça agora o podcast realizado pelo Instituto Mol e Movimento Bem Maior: https://bit.ly/podcastidismol

Periodicamente, o IDIS convidará uma personalidade para ser entrevistada e trazer um novo olhar sobre assuntos da cultura de doação no Brasil.  Acompanhe!

Conheça os vencedores do edital do Instituto AIPI em parceria com o IDIS

O Instituto AIPI, mantido pela International Paper, promoveu um edital para selecionar cinco organizações com projetos voltados à Educação com Cidadania, em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e apoio da marca Chamex. Os cinco projetos vencedores receberão até R$ 30 mil cada para a sua implementação e execução. A iniciativa tem como objetivo estimular o exercício da cidadania e promover um papel mais proativo na área da educação.

As organizações vencedoras foram: Associação Junior Achievement Pernambuco, com o “Programa Liderança Comunitária”; Mobis, com o projeto “Jornada do Educador da Cidadania”; Aldeias Infantis SOS Brasil, com o projeto “Jornada de Educação: Brincando com os ODS”; Associação Educacional Evangélica Luterana – AEEL, com o projeto “Cidadania e Água limpa: direito de todos”; Associação de Moradores do Barro Vermelho e Santa Luíza (AMBVSL), com o projeto “Disseminar a prática do descarte consciente dos resíduos domiciliares”. Os projetos são oriundos das cidades de Recife (PE), Porto Alegre (RS) (2), Teófilo Otoni (MG) e Vitória (ES), respectivamente.

Os recursos serão utilizados para implementar ações que, por meio da educação, possam estimular o exercício da cidadania ativa e despertar a consciência crítica e a criatividade necessárias para articular e mobilizar as pessoas em ações sociais transformadoras.

“Acreditamos na educação como instrumento de transformação da sociedade, esse é o nosso papel. Selecionamos com muito cuidados os projetos para estimular cada vez mais a formação de cidadãos ativos e engajados”, afirma Mariana Claudio, gerente executiva do Instituto AIPI.

O Instituto AIPI foca seus esforços em dois pilares principais: “despertar a cidadania, oferecendo formas, conteúdos e capacitação para as escolas e centros de formação para que trabalhem temas que despertem a proatividade e a responsabilidade da cidadania nas pessoas; e “gerar transformação”, identificando, selecionando e capacitando pessoas e instituições com potencial para impulsionar seus projetos de impacto social nas comunidades das quais a empresa faz parte.

 

Sobre os projetos

 

Programa Liderança Comunitária – Recife

O Programa Liderança Comunitária proporciona aos estudantes a experiência da criação e operação de uma organização comunitária. Os estudantes analisam a situação da comunidade local, identificam um aspecto a ser melhorado, constituem uma organização, elaboram um projeto de serviço comunitário e praticam a liderança.

 

Jornada do Educador da Cidadania: uma formação para educadores que querem levar a cidadania ativa para os seus estudantes – Porto Alegre

Projeto realizado virtualmente, aberto a educadores das redes públicas e privadas de todo país. Até 30 educadores são selecionados para uma formação em cidadania ativa com especialistas. Ao longo de uma semana, são realizadas atividades teóricas e práticas, nas quais os educadores adquirem conhecimentos, trocam experiências e desenvolvem práticas pedagógicas para despertar a cidadania ativa em seus alunos.

 

Jornada de Educação: Brincando com os ODS – Porto Alegre

Tem como público-alvo os professores da rede pública e colaboradores de OSCs. O objetivo é capacitar participantes nos 17 ODSs (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável da ONU; disponibilizar acesso à formação EAD na metodologia desenvolvida em parceria com o Instituto Maurício de Sousa (que conta com 18 gibis da Turma da Mônica sobre temas como fome, saúde, gênero, meio ambiente e outras agendas relevantes) e disponibilizar kits de Gibis às escolas e organizações locais dos municípios alcançados pela Organização.

 

Cidadania e Água limpa: direito de todos – Teófilo Otoni

O projeto prevê a criação coletiva de metodologia para a promoção da boa gestão da água no município. Crianças, adolescentes, jovens, educadores, lideranças, usuários e trabalhadores da assistência social serão mobilizados para criar material de divulgação (material impresso, banners e sites) com informações sobre o tema, sugerir oficinas e formar uma rede de proteção aos recursos hídricos.

 

Disseminar a prática do descarte consciente dos resíduos domiciliares – Vitória

O projeto se propõe a capacitar moradores do Barro Vermelho e Santa Luíza (onde a coleta seletiva alcança apenas 5% das residências) para gerenciamento de resíduos sólidos e do uso adequado do serviço de Coleta Seletiva. Serão realizadas ações educativas e informativas para administradores, moradores e crianças, da seguinte forma: 2.000 inscrições em jogo para engajamento, 120 inscrições em 8 oficinas para formação de agentes multiplicadores da prática; 75 inscrições em 5 palestras sobre gerenciamento de resíduos domiciliares especiais, além da distribuição de encartes e mídia social com conteúdo sobre destinação ambientalmente correta.

Ecossistema da filantropia na América Latina precisa melhorar como um todo

Essa é uma das conclusões do webinar ‘Future of Latin American Philanthropy’, realizado pela Alliance Magazine, em parceria com o IDIS, como parte das comemorações de 25 anos da revista, e que reuniu 333 participantes.

O webinar, que aconteceu no dia 20 de abril de 2020, contou com palestrantes do Brasil, do Chile e da Colômbia, sob a moderação de Elika Roohi, editora digital da Alliance Magazine.

Apesar das diferenças locais, as visões trazidas pelas palestrantes tinham muitos pontos em comum.

Todas destacaram a importância do fortalecimento do ecossistema da filantropia, sendo que Magdalena Aninat, do Centro de Filantropia e Inversiones Sociales, da Universidade Adolfo Ibañez, no Chile, acredita que um ambiente político favorável e um bom sistema de incentivos fiscais são duas ferramentas poderosas para o aumento das doações.

Falando sobre ambiente político, Inês Mindlin Lafer, representante do Instituto Betty e Jacob Lafer, com sede em São Paulo, fez questão de lembrar que, no Brasil, o espaço para a sociedade civil está encolhendo e as organizações do Terceiro Setor estão sob ataque. Inês afirmou que o País vive um retrocesso em termos de democracia e dos níveis de pobreza.

Carolina Suarez, CEO da Latimpacto, uma rede regional de Venture Philanthropy, com sede na Colômbia, apresentou, entre algumas reflexões sobre o panorama da filantropia latino-americana, o desejo de se tornar mais estratégica, o aumento do apetite a risco e um crescente nível de colaboração entre os atores do campo, mesmo quando adotam formas de financiamento diversas.

Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS, também destacou a colaboração como um dos pontos que mais avançaram na prática filantrópica, especialmente a partir do evento da pandemia do Covid-19. Paula mencionou outros destaques que considera relevantes, tais como o crescimento do uso da tecnologia por organizações sociais, a valorização dos dados e da avaliação de impacto, e, sobretudo o interesse, cada vez maior, pela filantropia comunitária, que desenvolve um olhar abrangente sobre o território e busca soluções sistêmicas para as populações do local.

Por fim, todas louvaram as iniciativas coletivas, surgidas no combate aos efeitos da pandemia, reunindo filantropos, organizações sociais e coletivos, que deixaram para trás identidades e marcas, expondo suas bandeiras e causas como o mais forte elemento mobilizador.

Ao final do webinar, a imagem do futuro da filantropia latino-americana pareceu ser altamente positiva, pois há espaço para crescer em vários sentidos. Os atores já estão mais maduros, há uma infraestrutura que vem se fortalecendo e o nível de colaboração tende a aumentar. Além desses aspectos, existe a possibilidade de conservar viva a onda de solidariedade nascida no ano passado, devido à pandemia.

Uma curiosidade: no meio do webinar, foi feita uma enquete junto aos participantes, para saber em qual campo a filantropia latino-americana deve investir. Veja abaixo os resultados.

1º lugar: Justiça Social e Democracia

2º lugar: Educação

 

Caso tenha interesse, você pode assistir à íntegra do webinar em:

Futuro da Filantropia na América Latina é tema de evento internacional

Em comemoração aos 25 anos da Alliance Magazine, organização que produz conteúdo sobre a filantropia global, foi lançado uma série de eventos que abordam o futuro da filantropia em 6 regiões globais. Olhando para o continente latino-americano, o IDIS foi convidado para integrar o webinário sobre o tema “O Futuro da Filantropia na América Latina – Um campo para a filantropia global emergiu – mas para onde ele aponta?”, a ser realizado no dia 20 de abril, às 13h horário de Brasília.

O evento contará com a presença de:

 Carolina Suarez, LatImpacto (Colombia)
• Inês Mindlin Lafer, Gife e Instituto Betty e Jacob Lafer (Brasil)
• Magdalena Aninat, Centro de Filantropia e Investimentos Sociais da Universidade Adolfo Ibáñez (Chile)
• Paula Fabiani, IDIS (Brasil)
• Elika Roohi, Alliance Magazine (Inglaterra)

Mais da metade dos grupos filantrópicos da América Latina foram fundados nas últimas duas décadas, e a pandemia impulsionou o jovem setor da região. Apesar da cultura de generosidade, que se concentra na comunidade, o movimento parece ignorar as estruturas institucionais. Neste contexto, seguirá florescendo a filantropia latino-americana? Como os bilionários da região veem a filantropia e o que eles estão fazendo com sua riqueza? Quais as outras tendências?

• Estamos priorizando as coisas certas para melhor servir as gerações futuras?

• Como a filantropia deve evoluir após a crise causada pela pandemia?

• Quais filantropos e organizações estão liderando o caminho na América Latina?

• O que a jovem geração de filantropos identifica como os problemas mais críticos?

• Quem será responsável por assegurar a adoção das melhores práticas filantrópicas e a prestação de contas à sociedade?

Faça sua inscrição gratuita em: https://bit.ly/idisalliancemag

Vaga de Consultor(a) em Monitoramento e Avaliação de Impacto Socioambiental

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma nova oportunidade para profissionais com experiência na área de Monitoramento e Avaliação.

A pessoa será responsável pela implementação de estudos de monitoramento e avaliação de impacto socioambiental de projetos e programas, envolvendo:

• Condução de entrevistas individuais.
• Condução de workshops participativos.
• Elaboração da Teoria de Mudança e Marco Lógico.
• Definição de indicadores de monitoramento e avaliação processos, resultados e impacto.
• Planejamento e condução de grupos focais.
• Planejamento e execuções de coletas quantitativas de dados.
• Pesquisa em dados secundários.
• Análise estatística de dados.
• Análise das informações e elaboração de conclusões e recomendações.
• Elaboração de relatórios e apresentações.
• Zelar pela ética e valores institucionais do IDIS.

Requisitos do Cargo

Instrução e Experiência
Formação superior completa e experiência mínima de 3 anos em Avaliação e Monitoramento de projetos e programas socioambientais.

Conhecimentos específicos

• Conhecimento teórico e experiência prévia em Monitoramento e Avaliação de Impacto de projetos e programas socioambientais.
• Experiência em condução de pesquisas qualitativas e quantitativas.
• Experiência em análise estatística de dados.
• Habilidade para sistematizar informações.
• Excel e Power Point intermediário/avançado.
• Habilidades comportamentais para manter bom relacionamento com equipe e clientes, bem como com outros parceiros estratégicos do IDIS.
• Conhecimento em R e/ou Stata é diferencial.

Competências:

Iniciativa, planejamento, organização, capacidade para solucionar problemas, capacidade analítica, foco em resultados, bom relacionamento interpessoal.

Vaga

Tipo de contratação: PJ

Remuneração a combinar

Local de trabalho: Remoto, com disponibilidade para viajar quando a pandemia permitir.

Orientações para participação no processo seletivo:

Preencher o formulário  disponível em http://bit.ly/idisvaga4 e anexar o CV no campo indicado ao final.

O prazo para o envio do formulário é 28 de abril.

IDIS lança publicação para jovens filantropos em parceria com FBN

O IDIS lançou no Brasil o guia ‘Filantropia da Próxima Geração – Encontrando o caminho entre a Tradição e a Inovação’, material que integra originalmente a coleção Philanthropy Roadmap, iniciativa da Rockfeller Philanthropy Advisors, organização americana que gerencia mais de US$ 200 milhões em doações anuais. Desta vez, o IDIS conta com o apoio da FBN Brazil – Familiy Business Network, associação que reúne famílias empresárias para aprendizado e troca.

A publicação surge em um contexto de maior envolvimento de famílias na estruturação de ações filantrópicas, visando maior impacto social. Para Paula Fabiani, CEO do IDIS, “a pandemia catalisou esse processo. Tivemos um número muito maior número de famílias interessadas em melhor definir suas estratégias de investimento social privado.” Apesar do aumento, acredita que há um alto potencial de transformação caso mais filantropos criem iniciativas. Silvia Pedrosa, superintendente da FBN Brazil, comenta que este é um dos temas que deve integrar a agenda da rede em 2021.

A nova publicação evita fazer referência à idade, e define a nova geração como “filantropos que se veem como descendentes, e não ancestrais, e querem usar sua riqueza a serviço dos outros”. Sejam emergentes ou já estabelecidos, destina-se àqueles que consideram passar por uma mudança para honrar o legado do passado enquanto criam seu próprio legado. Os casos analisados trazem experiências, mostram motivações, o potencial e os desafios do ato de doar.

No Brasil, foi incorporado ao material um case nacional com a história de Rodrigo Pipponzi, bisneto do fundador da Droga Raia. Buscando um jeito de ajudar incialmente o GRAACC (Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer), criou a revista Sorria, que é vendida nos caixas da farmácia. O projeto cresceu e, até hoje, já distribuiu R$ 38 milhões para mais de 100 ONGs, expandindo a parceria para diversas redes de varejo.

O lançamento da publicação aconteceu em evento exclusivo para convidados do IDIS e da FBN Brasil, com a participação dos filantropos Joana Mortari e Rodrigo Pipponzi, representantes das novas gerações de suas famílias. Os convidados apresentaram  a conexão de suas famílias com a filantropia. Além disso, conversaram sobre a atuação das famílias durante o pandemia do coronavírus. Assista ao encontro na íntegra:.

 

 

O guia ‘Filantropia da Próxima Geração’ está disponível para download, gratuitamente no site do IDIS:

Filantropia da Próxima Geração

Anteriormente, o IDIS já havia lançado os guias Seu Roteiro para a Filantropia e Investimento de Impacto: uma introdução.

Inimigo global, respostas locais

2020 é definitivamente um marco na história. A pandemia causou graves impactos na saúde das pessoas e também na economia, e evidenciou a desigualdade social em todo o mundo.

De acordo com levantamento publicado pela Universidade Johns Hopkins, um ano depois de reportados os primeiros casos, havia mais de 85 milhões de pessoas infectadas e quase dois milhões de mortes causadas pelo vírus em 190 países.

Em março, já temos registradas 2,7 milhões de mortes. O Banco Mundial estima que a pandemia da Covid-19 levará 49 milhões de pessoas à pobreza.

Ainda que o inimigo seja comum em todas as partes, cada país foi impactado de forma única. Houve aqueles onde o sistema de saúde entrou em colapso; em outros, trabalhadores tiveram suas rendas reduzidas ou eliminadas e precisaram de apoio para necessidades básicas.

A precariedade do saneamento foi uma barreira para medidas de prevenção. De uma hora para outra, a demanda por equipamentos de proteção individual explodiu e muitas pessoas precisaram de apoio para manter a saúde mental.

Durante este período inédito, o papel e o valor da sociedade civil se tornaram evidentes, preenchendo lacunas críticas não atendidas pelos estados e provando ser um bote salva-vidas e a garantia de qualidade de vida para milhões de pessoas.

Em levantamento realizado pela Charities Aid Foundation, organização inglesa que lidera uma aliança global, foi evidenciada a diversidade de respostas produzidas a partir das particularidades dos cenários locais, muitas vezes com agilidade superior ao de estados.

As ações da rede de promoção de filantropia estratégica contemplaram a criação de fundos emergenciais com diferentes propósitos, como fortalecimento da saúde e de organizações sociais, apoio direto a comunidades vulneráveis, facilitação de transações internacionais, além da geração de conhecimento.

O exemplo brasileiro, registrado em relatório recentemente publicado, foi o Fundo Emergencial para a Saúde, capitaneado pelo representante da rede no país, o Idis – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, ao lado dos parceiros Movimento Bem Maior e a plataforma BSocial.

 

Fundo Emergencial para a Saúde
Fundo Emergencial para a Saúde

 

Essas e tantas outras ações promovidas por organizações da sociedade civil se mostram mais sintonizadas com as necessidades das comunidades vulneráveis que qualquer outro setor.

Mas elas têm ficado em segundo plano na agenda de autoridades mundiais, não sendo reconhecidas como potenciais parceiras estratégicas, e enfrentam necessidades básicas de sobrevivência. Sua sustentabilidade, no longo prazo, pode estar comprometida.

Se a Covid-19 criou “um antes e um depois” no mundo, algo sem precedentes em nossa época, devemos usar este momento para tirar aprendizados e impulsionar a ação.

De acordo com o relatório da Charities Aid Foundation, em primeiro lugar devemos passar a pensar soluções emergenciais em escala global, considerando matizes locais, regionais e nacionais, para alavancar as organizações da sociedade civil, ao invés de marginalizá-las.

A colaboração se tornou ainda mais necessária neste cenário. A defesa coletiva da sociedade civil e o papel inestimável que esta desempenha no fortalecimento da sociedade são fatores que demandam atenção. Devemos seguir lutando por mecanismos que facilitem doações que irão apoiar a sociedade civil.

Movimento por uma Cultura de Doação, inciativa brasileira para promover a doação no país, levanta esta bandeira, que deve ser uma bandeira de cada um de nós. Juntos, podemos mudar a vida de muitos no país e em todo o mundo.

Confira aqui a publicação que compila as ações das organizações representantes da Charities Aid Foundation ao redor do mundo.

Leia o artigo publicado originalmente no jornal Folha de S.Paulo.

Por Paula Fabiani,  Diretora-presidente do IDIS- Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e destaque no Prêmio Empreendedor Social do Ano em Resposta à Covid-19 e Luisa Gerbase de Lima Gerente de Comunicação do IDIS. 

Doador brasileiro é mais empático

Sondagem com grupos focais feita pelo IDIS mostra que ‘empatia’ é a palavra mais mencionada pelas pessoas para falar sobre doação

 

O conceito de empatia está mais presente no cotidiano das pessoas. Enquanto em 2015, a palavra mais mencionada para falar sobre doação era ‘solidariedade’, agora a ‘empatia’ ocupou esse lugar. Podemos considerar que a empatia é um sentimento mais profundo do que a solidariedade, rumo ao amadurecimento da Cultura de Doação. Os achados fazem parte de um projeto do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social de produção de conhecimento sobre o tema.

A solidariedade soa mais como uma construção social, baseada em princípios morais, que visa o bem comum e gera compreensão, colaboração e participação. Já a empatia representa a capacidade psicológica de se colocar no lugar do outro. É uma resposta afetiva, baseada em um propósito interno e genuíno, que gera envolvimento, fusão e conexão.

Essa evolução de um sentimento em relação ao outro pode ser fruto da vivência durante a pandemia, na qual ‘todos estavam na mesma tempestade, mas não no mesmo barco’. Alguns estavam mais bem equipados para enfrentar uma ameaça que paira sobre todos.

 

Novas causas despertam interesse

Outra mudança em relação a 2015 são as causas mais populares. A Proteção aos Animais agora consta no grupo das prediletas, junto com Crianças e Idosos. Em um segundo grupo, estão Saúde, Calamidades, Dependência Química e Moradores de Rua, lembrando que essas duas últimas causas podem ter sido mais citadas porque os entrevistados são moradores da cidade de São Paulo. Em um terceiro grupo, em termos de preferência, aparecem Educação, Esportes e Meio Ambiente.

 

Ser doador é pop

Nos grupos focais, foram considerados ‘doadores’ pessoas que fazem doações financeiras para organizações da sociedade civil. Nesta sondagem, eles foram ouvidos em momentos diferentes de ‘não doadores’.

Um achado interessante da sondagem é que não doadores rejeitam esse rótulo. Argumentam que doam bens, esmola, ajudam amigos em vaquinhas, etc. Todos querem ser vistos como doadores porque o perfil clássico do não doador tem atributos como ruindade, insensibilidade, egoísmo e ganância. O ‘não doador’ passou a ter uma imagem desconfortável na sociedade atual.

Não doadores apoiam-se nesta narrativa como um mecanismo de defesa: não se percebem  e não querem ser percebidos como pessoas ‘ruins’. Eles explicam que só não fazem doações em dinheiro para organizações sociais por desconfiança, falta de dinheiro, experiências negativas ao doar, falta de hábito, falta de merecimento de quem recebe e até mesmo por comodismo.

A sondagem qualitativa é uma etapa preparatória para a aplicação do questionário aos entrevistados da Pesquisa Doação Brasil 2020.

A pesquisa qualitativa foi realizada pela Ipsos a pedido do IDIS por meio de oito grupos de discussão online, com duas horas cada, reunindo homens e mulheres, com idade entre 25 e 60 anos, das classes socioeconômicas A, B e C, e divididos entre doadores e não doadores.

Para efeito desta sondagem, foram considerados doadores apenas aqueles que fazem doações financeiras para organizações da sociedade civil. Os encontros foram realizados entre os dias 18 e 21 de janeiro de 2020 e todos os participantes são moradores da cidade de São Paulo.

 

PESQUISA DOAÇÃO BRASIL

 

Realização

IDIS

Apoio

Fundação Itaú Social | Instituto Unibanco | Santander

Fundação José Luiz Egydio Setúbal

BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento| Fundação Tide Setúbal |Instituto ACP | Instituto Galo da Manhã | Luis Stuhlberger

Parceiros

Instituto MOL | Mercado Livre

Lançado no Brasil movimento global que reúne empreendedores e inovadores sociais para o atingimento dos ODS

O capítulo Brasil do Catalyst 2030 foi oficialmente lançado! Em uma reunião virtual com quase 200 empreendedores sociais, organizações da sociedade civil e empresas, foi apresentado o movimento global que busca acelerar o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Entre os palestrantes, representantes internacionais e fundadores do movimento no Brasil, que começou a ser articulado ainda em 2019.

Na primeira parte do encontro, Jeroo Bilioria (One Family Foundation) explicou a origem e importância do Catalyst 2030. Já François Bonnici (Fundação Schwab), destacou o empreendedorismo brasileiro como referência internacional. Anamaria Schindler (Ashoka Brasil) comentou sobre as estratégias e força de redes unidas com um único propósito. José Luiz Setubal, finalista do Catalyst 2030 Awards, contou sobre sua trajetória na filantropia na área da saúde infantil e destacou que acredita “na força transformativa da criança para tornar o mundo melhor”.

O evento seguiu com uma apresentação dos fundadores brasileiros, que mostraram os pilares de atuação da rede no país, o modelo de governança local bem como estratégias de captação de recursos e de engajamento coletivo.

Fazem parte do comitê organizador local: Paula Fabiani (IDIS), Gisela Solymos (CREN – Centro de Recuperação e Educação Nutricional), Eliane Trindade (Prêmio Folha Empreendedor Social), Luiza Serpa (Instituto Phi), Nicky Gryczka (Gastromotiva), Raphael Mayer (Simbiose Social), Rodrigo Baggio (Recode), Rodrigo Pipponzi (Instituto Mol e Editora MOL), Valdir Cimino (Associação Viva e Deixe Viver), Wellington Nogueira (Doutores da Alegria), entre outros.

Além disso, após as apresentações, os participantes foram separados em grupos de até 5 pessoas para terem a chance de apresentar-se e já debater sobre o cumprimento das ODS. Os insights gerados serão insumos para a atuação do Catalyst no Brasil. A partir de agora, interessados em integrar a rede já podem apresentar sua inscrição (http://bit.ly/CatalystBrasil).

Em um questionário respondido pelos presentes, o principal Objetivo do Desenvolvimento Sustentável a ser perseguido é a redução das desigualdades (ODS 10), seguido por Igualdade de Gênero (ODS 5) e Educação de Qualidade (ODS 4).

Paula Fabiani destaca: “Ao trazer o Catalyst para o Brasil, criamos um espaço para favorecer a colaboração, a integração entre organizações de diferentes causas e aceleração de mudanças”.

Como próximos passos, o movimento organizará uma série de encontros virtuais em abril com o objetivo de definir agendas prioritárias e desenhar as primeiras ações concretas no Brasil.

Assista aqui o evento na íntegra:

Para inscrever-se, acesse: http://bit.ly/CatalystBrasil.

Saiba mais aqui: https://catalyst2030.net/

Aliança Global : Uma resposta internacional à pandemia

2020 foi um ano diferente de todos os outros. A pandemia causou graves impactos na economia e na saúde das pessoas e evidenciou a desigualdade social em todo o mundo. De acordo com levantamento publicado pela Universidade Johns Hopkins em janeiro de 2021, houve mais de 85 milhões de casos e quase dois milhões de mortes causadas pelo vírus em cento e noventa países. O Banco Mundial estima que a pandemia da COVID-19 levará 49 milhões de pessoas à pobreza.

Durante este período inédito em nossas vidas, o papel e o valor da sociedade civil se tornaram mais evidentes, preenchendo lacunas críticas não atendidas pelos estados e provando ser um bote salva-vidas e a garantia de qualidade de vida para milhões de pessoas.

Em todos países, organizações sociais estão na linha de frente no combate à COVID-19 e se mostram mais sintonizadas com as necessidades das comunidades vulneráveis do que qualquer outro setor. Por outro lado, elas tem ficado em segundo plano na agenda de autoridades mundiais, não sendo reconhecidas como potenciais parceiras estratégicas e tendo suas necessidades básicas de sobrevivência negligenciadas e vendo comprometida e ameaçada sua sustentabilidade no longo prazo.

Se a COVID-19 criou “um antes e um depois” no mundo, algo sem precedentes em nossa época, devemos usar este momento de uma forma positiva, tirar aprendizados e impulsionar a ação.

Neste artigo, apresentamos histórias de projetos desenvolvidos pelos oito representantes da Global Alliance, rede global da CAF – Charities Aid Foudation da qual o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social faz parte representando o Brasil. Foram ações motivadas pela pandemia e que buscaram contribuir, em seus países, para aplacar suas consequências por meio de uma filantropia mais estratégica.

Essas experiências, somadas à evidente falta de reconhecimento pelos governos, revelou três pilares de ação aos quais nós, como comunidade global, poderemos contribuir.

  • Promoção de soluções emergenciais em escala global, considerando matizes locais, regionais e nacionais, para alavancar as organizações da sociedade civil (OSCs) ao invés de marginalizá-las;
  • Defesa coletiva da sociedade civil e o papel inestimável que esta desempenha no fortalecimento da sociedade em geral;
  • Facilitação de doações que irão apoiar a sociedade civil no futuro e contribuir para um mundo mais unido e empático.

Conheça as respostas locais dadas aos desafios que se apresentaram em cada um dos países:

 

 

 África do Sul – CAF África do Sul

Cenário

Como apenas 16% da população sul-africana tem acesso a seguro saúde, durante a pandemia a maioria teve que recorrer ao setor público de saúde, que tem recursos escassos.

Além disso, um em cada oito domicílios se encontra em assentamentos informais sem acesso a água potável, fazendo com que as medidas básicas de higiene e a quarentena, necessárias para conter a disseminação da COVID-19, não pudessem ser adotadas por uma parcela significativa da população.

Reposta local

A CAF África do Sul sabia que a ajuda emergencial deveria chegar rapidamente às comunidades afetadas para conter a propagação do vírus. Por meio de uma extensa campanha de comunicação, conseguiu aumentar a conscientização sobre seu fundo de emergência entre doadores e parceiros potenciais, o que agilizou a alocação de 100% dos fundos e provisões em um período de quatro semanas.

A parceria com redes existentes permitiu que a CAF África do Sul atingisse as famílias e comunidades mais necessitadas. Por meio do trabalho conjunto com a organização local de educação Gumption Science Advancement, distribuiu cestas básicas às famílias em dificuldades.

O trabalho com a Eye of the Tiger Academy permitiu que a CAF África do Sul fornecesse EPIs às famílias da academia para garantir sua proteção em ambientes em que o distanciamento social era impossível. Além disso, a CAF África do Sul usou sua experiência e suas redes para empoderar empresas locais a gerar impacto positivo rápido.

Gerenciou as contribuições emergenciais feitas pelos funcionários da Sasol e agilizou a distribuição das doações para 10 organizações sem fins lucrativos selecionadas pelos funcionários da Sasol.

Recursos captados

A Fundação Oppenheimer Generations contribuiu com USD 318.000 e mais 4 mil litros de álcool gel.

O CAF África do Sul atuou em parceria com o programa de doações de Auxílio Alimentar Emergencial da Oppenheimer Generations Foundation, trabalhando com 20 organizações sem fins lucrativos registradas para agilizar a distribuição de suprimentos a comunidades de difícil acesso.

 

 

Austrália – Good2Give

Cenário

Embora a Austrália tenha uma forte cultura de doação, o início da pandemia da COVID-19 ocorreu imediatamente após os incêndios catastróficos de janeiro de 2020, e o país sentiu uma certa fadiga por parte dos doadores.

Somando-se a isso, o fechamento de fronteiras e confinamento impactaram negativamente os setores de turismo, aviação e varejo da Austrália e Nova Zelândia, levando algumas empresas a reduzirem suas estratégias de RSC.

Resposta local

A Good2Give concentrou seus esforços em captar recursos corporativos e gerenciar programas de doações.

O programa Community Grants, do Australia Post, ofereceu doações de até USD 10 mil para projetos comunitários de apoio a iniciativas de saúde mental.

O fundo de propósito especial COVID-19 da Accor, Accor ALL Heartist Fund, apoiou os funcionários, e a Good2Give monitorou e efetuou pagamentos a milhares de funcionários da Accor em toda a região da Oceania.

Ser parte de uma aliança internacional facilitou doações internacionais e transnacionais. O programa CAF America Expedited Giving concedeu USD 187 mil para entidades filantrópicas australianas que atuam na linha de frente.

Recursos captados

Na Austrália e Nova Zelândia, 90% das doações da COVID-19 foram feitas por empresas. No final de 2020, os programas do Australia Post, Accor Hotels e Facebook, entre outros, contribuíram com USD 5,6 milhões para projetos de emergência.

 

 

Brasil: IDIS

Cenário

O Brasil foi um dos países mais impactados pela COVID-19 desde o início da pandemia. Embora seu sistema público de saúde seja referência em termos de acesso universal, não estava equipado para atender às novas demandas que recaíram sobre ele.

A pandemia também evidenciou a profunda desigualdade social do país, com taxas de contaminação e mortalidade significativamente mais altas entre a população mais pobre, que também foi a mais afetada pelo desemprego.

Somando-se a estes desafios, a falta de incentivo às doações por parte do governo e os tributos entre 2 e 8% em diferentes estados dificultaram ainda mais a captação de recursos para atender às necessidades emergenciais.

Reposta local

O IDIS foi o primeiro a apoiar oficialmente o sistema público de saúde público por meio da criação do Fundo Emergencial Para a Saúde – Coronavírus Brasil, em parceria com o Movimento Bem Maior e a BSocial. O Fundo atraiu doações de empresas como TikTok e SulAmérica, bem como de milhares de pessoas físicas.

Um comitê técnico foi instituído. Em encontros semanais, o grupo avaliava e aprovava os pedidos de doações para os hospitais, garantindo agilidade e transparência na destinação dos recursos à linha de frente, destinados à compra de testes, EPIs e equipamentos médicos.

A conceituada rede Raia Drogasil também recorreu ao IDIS para alavancar sua contribuição. Com due dilligence, expertise operacional e supervisão da doação, garantiu o repasse de USD 5 milhões para hospitais filantrópicos em todo o país.

Recursos captados

Fundo Emergencial Para a Saúde – Coronavírus Brasil, captou USD 8 milhões junto a mais de 10 mil doadores até dezembro de 2020.

 

 

Bulgária – BCAUSE

Cenário

Com um sentimento generalizado de que a resposta do governo à crise foi lenta e ineficaz, os hospitais locais em toda a Bulgária lutaram contra a falta de equipamentos, proteção adequada e insumos médicos.

Uma resposta única

A BCause usou uma plataforma de doações on-line dedicada, Platformata, para captar recursos emergenciais destinados a equipamentos médicos. Em questão de semanas, foi feita a distribuição de 200 mil máscaras de proteção, 10 mil macacões hospitalares e 10 respiradores a 80 hospitais.

Muitos voluntários manifestaram interesse em apoiar a campanha emergencial e a BCause ajudou a coordenar esse esforço. A empresa SPARK, de compartilhamento de carros elétricos, distribuiu gratuitamente equipamentos médicos a hospitais, enquanto outro grupo de voluntários desenvolveu um protótipo inovador para impressão de protetores faciais usando impressoras 3D, oferecendo proteção a 10 mil profissionais essenciais.

Durante a crise, a BCause também trabalhou junto à sua rede de parceiros de OSCs para distribuir equipamentos de proteção a trabalhadores comunitários, idosos em cidades remotas e residentes e trabalhadores de abrigos que acolhem vítimas de violência doméstica.

E, quando inúmeros profissionais essenciais de saúde e professores com filhos pequenos perderam suas vidas para o vírus, a BCause se uniu à Fundação ‘For the Good’ para criar o ‘Fundo para os Filhos dos Heróis’, inicialmente com recursos da Isobar Commerce da Bulgária e Ubisoft, em apoio aos filhos que perderam os pais.

Recursos captados

A BCause, nossa parceira na Bulgária, assessorou empresas e ajudou entidades e grupos a captar recursos utilizando as plataformas Platformata.bg e DMS para incentivar doações. Até dezembro de 2020, captou em torno de USD 1,8 milhão junto a mais de 270 mil doadores corporativos e individuais.

 

 

Estados Unidos: CAF América

Cenário

A COVID-19 atingiu fortemente os EUA e logo se tornou uma questão politicamente polêmica, em um país dividido quanto à gravidade do vírus. Sem uma resposta coordenada por parte do governo federal, as ações emergenciais foram conduzidas pelas esferas municipal e estadual, criando um contexto fragmentado em todo o país.
Muitos trabalhadores da linha de frente sofreram com a falta de EPIs e equipamentos médicos. Sem um programa significativo de auxílio emergencial, muitos desafios econômicos, sociais e de saúde mental mais abrangentes criados pela pandemia não receberam a devida atenção.

Resposta local

A CAF América tem como foco doações internacionais e, durante a crise, criou um banco de dados internacional único para a COVID-19 com OSCs que estão na linha de frente da resposta à pandemia visando facilitar doações transnacionais.

O sistema permitiu a conexão de centenas de doadores individuais, fundações e empresas com OSCs em todo o mundo que precisam de recursos para realizar seu trabalho emergencial.

Foram feitas doações para muitas organizações de base locais, bem como organizações humanitárias, como a Cruz Vermelha na Itália e a Fundação Akshaya Patra na Índia, que forneceram refeições gratuitas para moradores de rua e trabalhadores imigrantes durante a crise. A CAF América também teve um papel determinante na compreensão do impacto da COVID-19 sobre as finanças e operações de milhares de entidades filantrópicas em todo o mundo e usou sua plataforma única para defender suas necessidades críticas.

Recursos captados

A CAF América recebeu contribuições de mais de 30.000 doadores individuais, empresas e fundos patrimoniais. No primeiro mês da pandemia, viabilizou 23 doações para 12 países, totalizando USD 3,5 milhões, e em dezembro de 2020 já havia concedido 33 mil doações para 113 países, totalizando USD 69,8 milhões.

 

 

Índia – CAF Índia

Cenário

Na Índia, assim como no Brasil, a COVID-19 levou a infraestrutura de saúde já sobrecarregada à beira do colapso.

A pandemia dizimou o setor de trabalho informal e colocou mais milhões de pessoas na pobreza, intensificando a busca diária por emprego, comida e educação.

Como agravante, muitas OSCs menores, que geralmente são as que mais ajudam as comunidades de difícil acesso, enfrentaram crises com a repentina queda de doações e realocação de recursos para o fundo emergencial PM CARES, administrado pelo governo.

Resposta local

A CAF Índia se envolveu estrategicamente com o departamento de planejamento do governo da Índia para defender as OSCs impactadas, oferecendo apoio para que pudessem seguir atuando na linha de frente e beneficiando mais pessoas.

Em termos práticos, ao alavancar sua ampla rede OSCs e empregar os rigorosos processos de due diligence da CAF, a CAF Índia pôde usar recursos de doadores nacionais e estrangeiros para distribuir suprimentos essenciais aos mais necessitados nas primeiras semanas da pandemia.

O trabalho junto a ONGs como Yuva Unstoppable, Humanitarian Aid International (HAI) e Center for Youth and Development Activities (CYDA) permitiu a entrega de EPIs a médicos e profissionais de saúde atuando na linha de frente.

Também foram firmadas parcerias com organizações que apoiam famílias de trabalhadores informais que ficaram sem renda durante o confinamento.

Assim, até dezembro de 2020, a CAF Índia havia apoiado 50 parceiros locais, permitindo-lhes atingir uma população de 2,6 milhões de pessoas vulneráveis em 19 estados.

Recursos captados

A contribuição da CAF Índia para o Fundo de Resposta de Emergência foi de USD 12.3 milhões no primeiro mês, e de USD 23 milhões até dezembro de 2020.

 

 

 

Reino Unido – CAF UK

Cenário

No Reino Unido, o programa de licença não remunerada criado pelo governo protegeu muitas pessoas dos impactos do confinamento. Porém, entidades filantrópicas, principalmente as pequenas e com poucas reservas, ficaram em situação vulnerável.

No início do confinamento, mais de um terço (37%) das entidades filantrópicas do Reino Unido nos disseram que conseguiriam manter as operações por seis meses ou menos sem ajuda, enquanto mais da metade (54%) relatou que só conseguiria se manter por mais um ano.

Resposta local

As entidades filantrópicas precisavam de acesso imediato a financiamento irrestrito para sobreviver. Assim, em março, a CAF criou o Fundo de Emergência do Coronavírus CAF, um programa de resposta rápida.

Até o final do ano, foram efetuadas mais de 1.250 doações a diversos tipos de organizações, como as que prestam serviços de emergência na linha de frente e aquelas que viram sua capacidade de captar recursos prejudicada, totalizando mais de £ 6,5 milhões.  A CAF também lançou uma série de webinários e disponibilizou recursos para ajudar entidades filantrópicas a se manter, adaptar e prosperar durante e após a pandemia.

Além de apoiar entidades filantrópicas afetadas pela pandemia, a CAF também facilitou o importante processo de doações feitas pelo setor corporativo do Reino Unido.

Para o setor de saúde, especificamente, criou o ‘Fundo de Recuperação da Organização de Pacientes’, para doações a organizações que lidam com pacientes em todo o Reino Unido, e ajudou a Associação de Seguradoras Britânicas na criação e operação do ‘Fundo de Apoio COVID-19’, que obteve doações de 36 empresas superiores a £ 100 milhões.

Recursos captados

A CAF lançou seu próprio fundo emergencial para apoiar entidades filantrópicas do Reino Unido afetadas pela crise e pelos confinamentos impostos. O fundo foi criado com £ 5 milhões, realocados do próprio fundo a pedido dos doadores. Além disso, £ 1,5 milhão adicionais foram captados em seis meses.

 

 

Rússia: CAF Rússia

Cenário

Na Rússia, os desafios da pandemia se tornaram mais complexos por causa das diferenças regionais dentro do país. Enquanto Moscou, São Petersburgo e outras grandes cidades eram vistas como os locais mais populosos e de maior risco, áreas remotas e rurais que careciam de recursos para combater a pandemia foram negligenciadas e não receberam a atenção e o apoio necessários. Além disso, os mecanismos de resposta emergencial criados pelo governo não facilitaram o investimento estrangeiro, o que dificultou a contribuição de doadores externos à resposta russa.

Resposta local

O trabalho colaborativo com os parceiros da Aliança Global, incluindo a CAF América, permitiu à CAF Rússia facilitar a doação de recursos advindos de doadores estrangeiros. Assim, as OSCs russas tiveram acesso a um maior volume de doações internacionais que chegaram rapidamente aos mais necessitados.

A experiência da CAF em doações e processos de due diligence reconhecidos foi determinante para a criação de um mecanismo de resposta rápida para agilizar as decisões de financiamento.

Recursos captados

Os esforços de captação de recursos na Rússia se concentraram no período da já consolidada campanha de doações GivingTuesday. O equivalente a USD 119.930 foi arrecadado no primeiro mês e até dezembro de 2020, chegaram a USD 1.3 milhão.

Nota técnica: Avaliação Custo Benefício

Cada vez mais dentro do contexto dos investimentos socioambientais, os doadores e gestores de organizações buscam mensurar os benefícios que suas ações geram para a sociedade. O uso da lógica da razão entre custo e benefício é válida nestes casos, porém seu cálculo pode se tornar complexo, uma vez que benefícios sociais podem apresentar um alto grau de subjetividade.
Nesta Nota Técnica, elaborada por Laís Faleiros, Gerente de Projetos do IDIS, apresentamos uma revisão das principais metodologias para avaliar essa relação, com especial destaque para a Análise Custo-Benefício (ACB) e um comparativo entre uma ACB realizada dentro e fora do protocolo SROI – Social Return on Investment (Retorno Social do Investimento).

Baixe a nota clicando aqui ou leia abaixo:

Guia de gestão de pessoas no terceiro setor é lançado pelo IDIS e Instituto ACP

Para apoiar o fortalecimento das organizações da sociedade civil, Instituto ACP e o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social desenvolveram o  Guia de Gestão de Pessoas no Terceiro Setor, coleção com quatro módulos sobre o assunto: ‘Formar uma Boa Equipe‘, ‘Manter uma Boa Equipe’ e ‘Colocar a Casa em Ordem‘ e ‘Cuidar do Clima’.

O primeiro da série traz orientações sobre como recrutar, selecionar e contratar profissionais. Já o segundo ‘Manter uma Boa Equipe’, contém dicas sobre gestão de desempenho, salários e benefícios. E o terceiro, ‘Colocar a Casa em Ordem’ traz questões de governança e gestão de voluntários. Já o último, sobre clima organizacional, cultura, valores e comunicação interna. Todos os módulos trazem reflexões sobre diversidade e inclusão.

“Reconhecimento e valorização são palavras-chave para que os colaboradores queiram ficar na organização. Uma boa experiência, salário e benefícios garantidos, possibilidade de evoluir, além de um ambiente de trabalho agradável, ajudam a reter o profissional por muito mais tempo”, avalia a presidente do IDIS, Paula Fabiani.

Todos os módulos do Guia de Gestão de Pessoas no Terceiro Setor estão disponíveis para download, gratuitamente, no link: https://www.idis.org.br/publicacoes/

INSTITUTO ACP

Instituto de investimento social, criado em 2019, acredita no potencial de desenvolvimento do Brasil e na força da sociedade civil organizada como vetor desse desenvolvimento.

Fortalecimento dos Fundos Patrimoniais | Valor Econômico

Precisamos valorizar instituições públicas e privadas, sem fins lucrativos, que trabalham para causas de interesse público

Por Paula Fabini e Priscila Pasqualin, do PLKC Advogados*

Coalizão pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos tem trabalhado ativamente para a criação e fortalecimento no Brasil dessa estrutura, também conhecida como Endowment, tão difundida em países desenvolvidos.

Em janeiro de 2019 tivemos a aprovação do marco legal desse mecanismo, mas para que os Endowments se popularizem por aqui, ainda precisamos aprimorar a legislação. Mas, porque os Endowments são importantes para o Brasil?

Os Endowments, ou Fundos Patrimoniais, são formados principalmente por doações feitas por pessoas jurídicas ou físicas, podendo ter algumas fontes alternativas de recursos. Esse conjunto de ativos são aplicados para produzir rendimentos a serem destinados exclusivamente para causas de interesse público.

Depois de doados, ou seja, de estarem incorporados ao Fundo Patrimonial, a titularidade dos ativos passa para uma organização gestora do Fundo Patrimonial, que tem o dever de gerir esses ativos, com dois objetivos: mantê-los íntegros e perenes, no longo prazo, e gerar rendimentos para uso no curto prazo.

Os Fundos Patrimoniais beneficiam diretamente as instituições apoiadas, públicas ou privadas sem fins lucrativos, que, assim, alcançam outro patamar de sustentabilidade financeira para realizar seus programas, projetos ou iniciativas. Por meio dessas organizações socioambientais, os recursos chegam aos beneficiários, ou seja, todas as pessoas e territórios que têm a oportunidade de receber serviços de interesse público com maior qualidade, dada a melhoria da sustentabilidade financeira que o Fundo Patrimonial proporciona.

Além disso, mundo afora, os Endowments são investidores profissionais, pois têm um mandato de extrema importância: gerir um patrimônio privado, legado pela sociedade, em prol de relevantes interesses públicos. Em outros países são investidores tão relevantes quanto os fundos soberanos, os fundos de pensão e os grandes fundos de investimento. E, como tal, também são responsáveis por desenvolver o mercado financeiro, gerando recursos para empresas e empreendimentos, com a paciência e capacidade de tomar risco que só um investidor de longo prazo consegue ter.

No exterior, as universidades, hospitais, centros de pesquisa e instituições culturais e de patrimônio histórico, entre outros, são mantidas, em parte, por Endowments. Além das grandes fundações como a Bill & Melinda Gates Foundation, a Rockefeller Foundation e a Ford Foundation.

Aqui no Brasil, desde a regulamentação dos Endowments, vários fundos foram ou estão em processo de constituição. Alguns exemplos são o Fundo Patrimonial da Unicamp (Fundo Patrimonial Lumina) e o Fundo Rogério Jonas Zylbersztajn.

A Lei dos Fundo Patrimoniais – a Lei 13.800/19 – trouxe benefício fiscal apenas para a área da cultura, que ainda não foi regulamentado pelo governo. No Brasil, tributamos a doação filantrópica e as aplicações financeiras pelo imposto de renda para a maioria das instituições, o que não acontece no exterior. Nos Estados Unidos o incentivo fiscal é bem mais favorável e faz o dinheiro fluir para Endowments, ainda que sem muita convicção ou intencionalidade imediata do doador.

O surgimento de novos Fundos Patrimoniais Filantrópicos no Brasil mostra ainda mais o nosso valor como sociedade, e o potencial de crescimento que esse mercado possui se o governo reduzir um pouco a hostilidade tributária em nosso país.

Precisamos que a legislação exonere os Endowments do imposto sobre doações (o ITCMD) – cuja incidência é vexatória quando se fala de doação filantrópica para causas de interesse público.

Precisamos que a tributação reconheça que os Endowments em prol de instituições públicas e de causas de educação, saúde e assistência social fazem jus à imunidade já prevista na Constituição, ainda que não sejam eles, diretamente, os estabelecimentos públicos ou de atendimento à população.

Precisamos ampliar a isenção do Imposto de Renda sobre aplicações financeiras dos Endowments, para que possam destinar mais recursos às instituições públicas ou privadas, sem fins lucrativos, apoiadas. E seria um grande impulsionador para o surgimento de novos Endowments, a criação de incentivos fiscais para os doadores, que deveriam poder abater de seu imposto de renda, as doações feitas para essa estrutura, que só traz benefícios para o país.

Essas são as principais batalhas da Coalizão pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos para promover o aumento do número de Fundos Patrimoniais brasileiros. A sociedade deve se apropriar dessa estrutura. Nós, como cidadãos, precisamos valorizar nossas instituições públicas e privadas, sem fins lucrativos, que trabalham para causas de interesse público, tomando a responsabilidade para si  de fortalecê-las.

Empresas públicas não vinculadas e as de economia mista, assim como os órgãos públicos, promotores e juízes que determinam a destinação de recursos em termos de ajuste de conduta e acordos de leniência, poderiam construir estratégias de incentivo à criação de Endowments, oferecendo, por exemplo, parte destes recursos para instituições apoiadas ou Endowments que captarem recursos para sua formação (realizando o matching das captações realizadas).

Os Endowments fortalecerão a sociedade e economia. Seu estímulo é estratégico para o esforço de nossa recuperação e crescimento, e deveria ser uma prioridade. A lei já trouxe instrumentos que permitem a aplicação de recursos no curto, médio e longo prazo. Agora precisamos fazer uso deste poderoso mecanismo de apoio a causas públicas.

*Artigo publicado originalmente no Valor Econômico no dia 8 de fevereiro de 2021 

IDIS e Instituto AIPI lançam edital para projetos na área da Educação

O Instituto AIPI, mantido pela International Paper, em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), abre inscrições para o edital de captação de projetos, com o objetivo de estimular o exercício da cidadania e promover um papel mais proativo e responsável de cada um. Serão selecionadas cinco organizações com projetos voltados à Educação com Cidadania e os interessados devem se inscrever pelo site institutoaipi.com.br até o dia 5 de março de 2021.

O processo de seleção tem abrangência nacional e as instituições selecionadas receberão o valor de até R$ 30 mil para a implementação e execução dos projetos, que devem ser concluídos em 8 meses.

O edital Educação com Cidadania do Instituto AIPI contemplará as seguintes etapas:

ETAPA 1: inscrição das organizações no processo seletivo mediante envio de documentos;

ETAPA 2: envio dos projetos das organizações aprovadas na 1ª etapa;

ETAPA 3: triagem;

ETAPA 4: seleção de projetos com aprovação de banca avaliadora para os finalistas;

ETAPA 5: efetivação do repasse, acompanhamento da execução dos projetos e relatório de conclusão com apresentação de resultados.

Os recursos deverão ser utilizados para implementar ações que por meio da educação possam estimular o exercício da cidadania ativa e despertar a consciência crítica e a criatividade necessárias para articular e mobilizar as pessoas em ações sociais transformadoras.

“Acreditamos na educação como instrumento de transformação da sociedade. Por isso, estamos em busca de projetos que estejam alinhados com o nosso propósito de estimular cada vez mais a formação de cidadãos ativos”, afirma Tamara Natale, gerente executiva do Instituto AIPI.

O  Instituto AIPI  foca seus esforços em dois pilares principais: “despertar a cidadania”, oferecendo formas, conteúdos e capacitação para as escolas e centros de formação para que trabalhem temas que despertem a proatividade e a responsabilidade da cidadania nas pessoas; e “gerar transformação”, identificando, selecionando e capacitando pessoas com potencial para impulsionar seus projetos de transformação social nas comunidades em que a empresa atua.

As inscrições vão até 5 de março e podem ser feitas pelo site institutoaipi.com.br.

Encontro global da CAF promove integração da rede e debate tendências e infraestrutura da filantropia

O Fórum de Colaboração da Aliança Global (Global Alliance Collaboration Forum) da Charities Aid Foundation (CAF) reuniu dezenas de profissionais de investimento social representantes da CAF do mundo todo nas primeiras semanas de janeiro. Tradicionalmente em Londres, o Fórum foi adaptado ao formato virtual, devido à pandemia do coronavírus. Mesmo com diferenças que chegavam a 7 horas entre si, profissionais do Reino Unido, onde está localizada a sede da CAF, África do Sul, Austrália, Brasil, Bulgária, Canadá, Estados Unidos, Índia e Rússia participaram de mais de 11 reuniões, palestras e grupos de debate. ‘O Futuro da Filantropia’, ‘O Valor dos Dados’ e ‘Boas Práticas em Doações Internacionais’ foram alguns dos temas abordados.

Durante todos os encontros, as transformações do setor foram destacadas, assim como a importância das conexões e redes no fortalecimento da democracia e da solidariedade ao redor do mundo e o papel das iniciativas de impacto social e promoção da cultura de doação na recuperação dos efeitos da pandemia. “A crise de COVID-19 no mundo reforçou a importância das parcerias”, comenta Raquel Altemani, gerente financeira do IDIS, que auxiliou na construção do evento neste ano. “Foi possível perceber como os diferentes países passaram por dificuldades semelhantes e como a troca de experiências pode ser muito valiosa para evoluirmos juntos e aproveitarmos as oportunidades trazidas por essa rede global repleta de diversidade, ideias e talentos”, completa.

Para Motunrayo Fagbayi, da área de Parcerias da CAF, foi inspirador ver o resultado do trabalho das organizações apoiadas durante a pandemia. “Foi um excelente lembrete da importância do trabalhado que todos da CAF realizam desde os times de Verificação e Finanças até as equipes de Doação e Consultoria, e de muitas outras, para assegurar que as entidades ao redor do mundo sejam apoiadas”.

Além disso, parte das sessões dedicou-se a integração do time da Aliança Global da CAF. Amanda Gregório, trainee de Projetos do IDIS, participou de uma destas sessões de networking com profissionais em início de carreira e acredita que isso possibilitou a aproximação com a rede. “Conversamos sobre o atual contexto das organizações filantrópicas no mundo e como nós desejamos transformar a realidade a partir das nossas vivências em diferentes contextos sociais e políticos”, conta.

Na sessão de encerramento, que teve a participação de outras redes internacionais parceiras da Global Alliance, como a Worldwide Initiatives Grantmaker Support (WINGS), CIVICUS e European Economic and Financial Committee (EEFC), o debate girou em torno da relevância desta infraestrutura para o fortalecimento da filantropia. “Isso nos permite construir conhecimento, dar escala a ações e gerar uma agenda efetivamente propositiva para a influência em políticas públicas em diferentes níveis. Ao estarmos conectados, agregando diferentes culturas e pontos de vista, qualificamos nossa ação”, avalia Luisa Lima, gerente de comunicação do IDIS.

Pré-lançamento do Catalyst 2030 Brasil acontece durante o Fórum Econômico Mundial

O enfrentamento aos desafios provocados pela pandemia de Covid-19 em todo o mundo permeou grande parte das conversas do Fórum Econômico Mundial. O evento, que reúne as principais lideranças globais foi realizado exclusivamente online e pode ampliar a agenda e oferecer acesso mais amplo aos debates. Foi neste contexto que a Fundação Schwab, em parceria com a Folha de S.Paulo, incluiu na programação do encontro o pré-lançamento do capítulo Brasil da rede global Catalyst 2030 e o painel “Fomentando o Empreendedorismo Social para a Inclusão Social”. Conduzido pela jornalista Eliane Trindade, responsável pelo projeto Folha Empreendedor Social, reuniu Adriana Barbosa (Feira Preta  e Preta Hub), Eduardo Lyra (Gerando Falcões), Luiza Trajano (Magalu e Mulheres do Brasil) e Patrícia Ellen (Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia do Estado de SP). Ao abrir o debate, Eliane destacou: “Este é um tema mais do que necessário e bem-vindo, tendo em vista que a pandemia exacerbou a desigualdade social no Brasil e no mundo.”.

Em uma primeira rodada, os convidados destacaram suas ações em resposta à Covid-19 e a relevância do empreendedorismo neste contexto. Adriana Barbosa, que tem um trabalho voltado à população negra e ativa por meio do empreendedorismo, falou sobre o Fundo de Emergências Econômicas. Pensado inicialmente como uma linha de crédito aos empreendedores impactados em 2020, acabou ampliando seu escopo, oferecendo atendimento psicológico e ações voltadas à transformação digital dos empreendedores, como letramento digital e acesso à tecnologia. Edu Lyra, por meio da plataforma de desenvolvimento social ‘Corona no Paredão – Fome Não’, captou mais de R$ 25 milhões para favelas em todo Brasil, atendendo mais de 500 mil pessoas. Também criou iniciativas como o aplicativo de reforço escolar e internet gratuita e microcrédito para empreendedores. “Somando a força da sociedade civil, das ONGs e da iniciativa privada conseguindo ampliar o impacto social, derrubando muros e criando pontes.” comentou. Luiza Trajano, representando o setor privado, destacou seu apoio à pequena e média empresa por meio do grupo Mulheres do Brasil e do Magalu, além da interlocução constante com o Ministério da Economia, Caixa Econômica e Sebrae. Ela diz que fez o que estava ao seu alcance e destacou: “A transformação de um país passa por uma sociedade civil unida. Nunca vi empresários se unirem tanto e participarem ativamente. Eles se deram conta da desigualdade social existente no Brasil desde a época da escravidão.”. Fechando a rodada, a secretária Patrícia Ellen comentou que o Governo do Estado mobilizou mais de R$ 1.8 bilhão de doações –  “Nunca vi uma mobilização solidária tão grande e talvez este seja o legado positivo da pandemia.”

Para introduzir a segunda rodada, Eliane Trindade afirmou que “A Covid-19 é uma aceleradora de futuros” e perguntou aos participantes – “O que vem agora?” Para Luiza Trajano um de nossos grandes desafios é o combate ao racismo estrutural. Ela contou as críticas que recebeu ao lançar um programa de trainees no Magalu exclusivo para candidatos negros e até um processo judicial teve que enfrentar, mas destacou o sucesso do processo e como a ação quebrou um paradigma para o mundo inteiro. Para Luiza, “a responsabilidade pela igualdade é de toda sociedade”. Adriana Barbosa também destacou a necessidade de uma mudança de paradigma – o empreendedorismo deve deixar de ser uma escolha por necessidade – deve ser encarado como uma oportunidade e associado à qualidade de vida. Patrícia Ellen, seguiu uma linha similar, destacando como o Estado vem buscando facilitar essa transição, fortalecendo o empreendedor por meio de capacitação técnica, apoio na digitalização, acesso a microcrédito, além da desburocratização do processo de abertura de empresas e conclui “Políticas públicas só são bem-sucedidas se funcionam na ponta”. Em sua fala, também trouxe como prioridades o aumento da empregabilidade, com acesso à educação de qualidade, e o fortalecimento do SUS, que durante a pandemia evidenciou sua importância: “Países desenvolvidos não tiveram como atender suas populações e aqui demos um show”. Edu Lyra fechou a rodada apresentando o projeto Redesenho de Favela, que prevê intervenções sistêmicas, fazendo uma integração de políticas públicas, empreendedorismo social e aplicando “ciência de foguete” para combater pobreza. “Essa pode ser a década do combate à desigualdade. É preciso ter coragem para tomar decisões grandes para enfrentar problemas grandes.” completa.

Assista aqui a íntegra da apresentação:

Catalyst 2030 – Capítulo Brasil

A ocasião marcou também o pré-lançamento do Catalyst 2030 – Capítulo Brasil, coalizão global de inovadores sociais para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS, integra o comitê organizador do grupo localmente, ao lado de outros especialistas como Gisela Solymos (CREN – Centro de Recuperação e Educação Nutricional), Luiza Serpa (Instituto Phi), Nicky Gryczka (Gastromotiva), Raphael Mayer (Simbiose Social), Rodrigo Baggio (Recode), Rodrigo Pipponzi (Instituto Mol e Editora MOL), Valdir Cimino (Associação Viva e Deixe Viver), Wellington Nogueira (Doutores da Alegria), entre outros.

Os fundadores brasileiros, que acompanharam o debate inicial, e outros interessados em integrar a rede no Brasil, aprofundaram a conversa, desta vez debatendo em grupos menores como os empreendedores sociais podem contribuir para o enfrentamento dos desafios que se apresentam no mundo pós-Covid. Três aspectos emergiram com força:

Foco

É necessário criar um plano de ação com focos muito bem definidos a partir da análise das questões prioritários.

Articulação

O diálogo entre os três setores deve ser ampliado e a articulação com o poder público é essencial.

Abordagem sistêmica

O olhar deve recair sobre o o território, a partir de uma abordagem sistêmica. Educação, saúde, meio ambiente, segurança, ou saneamento básico são questões interligadas e não devem ser trabalhadas isoladamente.

Colaboração

Dado que as soluções dependem de ações orquestradas, a colaboração entre empreendedores de diferentes áreas contribuirá para soluções efetivas.

 

A rede, prevista para ser oficialmente lançada no Brasil em março, deve começar em breve o processo de inscrição. Paula Fabiani destaca: “Ao trazer o Catalyst para o Brasil, criamos um espaço para favorecer a colaboração, a integração entre organizações de diferentes causas e aceleração de mudanças”

Saiba mais aqui: https://catalyst2030.net/