Confira os resultados da Pesquisa Doação Brasil 2020

Promovida pelo IDIS, a Pesquisa Doação Brasil 2020 é o mais amplo estudo sobre a prática da doação individual no País. Os resultados da segunda edição, realizada pelo instituto de pesquisas Ipsos, revelam o impacto da longa crise econômica e da pandemia sobre a doação dos brasileiros. Ao comparar os dados de 2015 com os de 2020, vemos que a doação encolheu no Brasil, em todas as suas formas, desde a doação em dinheiro, até a doação de bens e de tempo (trabalho voluntário).

 

Baixe a publicação completa: bit.ly/doacaobr2020

Visite o site pesquisa: https://pesquisadoacaobrasil.org.br

 

Enquanto em 2015, 77% da população havia feito algum tipo de doação, em 2020, o percentual ficou em 66%. Quando se trata de doação em dinheiro, a proporção caiu de 52% para 41%. E no caso de doações para organizações/iniciativas socioambientais, a redução foi de 46% para 37%.

Sobre os achados da Pesquisa, Paula Fabiani, CEO do IDIS, comenta: “Apesar da queda das doações, a Cultura de Doação se fortaleceu nos últimos cinco anos. A sociedade está mais consciente da importância da doação e tem uma visão muito mais positiva das organizações da sociedade civil e seu trabalho. As classes mais privilegiadas demonstraram maior grau de solidariedade e responderam à crise de 2020 doando mais.

Cerca de 650 pessoas acompanharam o evento de lançamento pelo Zoom e ao vivo pelo YouTube do IDIS. Desde então, a pesquisa tem sido destaque na imprensa nacional.

Assista ao evento de lançamento na íntegra:

 

Pesquisa Doação Brasil 2020

 

INFLUÊNCIA DA RENDA

Ao analisar a composição dos dados, fica claro que as alterações se deram por conta da prolongada crise econômica dos últimos anos, agravada pela pandemia e pelo cenário de incerteza para o futuro. Observamos que a doação de dinheiro para organizações/iniciativas socioambientais encolheu muito entre as classes menos favorecidas (de 32% para 25% entre 2015 e 2020, na faixa com renda familiar até 2 salários mínimos) e cresceu significativamente entre as classes com mais alta renda (de 51% para 58%, nas classes com renda familiar entre 6 e 8 salários mínimos, e de 55% para 59% entre as classes com renda familiar acima de 8 salários mínimos). Essas classes doaram mais em 2020 do que haviam feito em 2015.

 

VALOR DA DOAÇÃO

Em 2020, menos brasileiros doaram a organizações da sociedade civil e o valor doado caiu. Em 2015, a mediana* do valor anual doado por pessoa era de R$ 240 e em 2020, caiu para R$ 200.

Essa redução teve forte impacto sobre o montante total das doações. Em 2015, o valor total doado pelos indivíduos foi de R$ 13,7 bilhões, o que correspondia a 0,23% do PIB. Em 2020, somou R$ 10,3 bilhões, equivalentes a 0,14% do PIB desse ano.

(*) A mediana é preferida para estimar o valor total doado porque ela considera os valores mais praticados pela sociedade e despreza os valores extremos, ou seja, as doações muito altas ou muito baixas, que deturpam a média.

 

CAUSAS MAIS SENSIBILIZADORAS

O efeito da pandemia mudou as prioridades dos brasileiros, quando se trata de causas. Enquanto em 2015 Saúde e Crianças ocupavam os primeiros lugares na preferência dos brasileiros, em 2020, o Combate à Fome e à Pobreza foi citado por 43% da população como sendo a causa mais sensibilizadora, seguida por Crianças, Saúde e Idosos.

Duas outras causas também ganharam muitos adeptos nos últimos cinco anos – o Combate ao Abandono e Maus-tratos de Animais, e os Moradores de Rua. Ambas haviam pontuado muito pouco em 2015, mas aparecem no ranking de 2020, em quinto e sexto lugar, respectivamente.

 

PERCEPÇÃO SOBRE A DOAÇÃO

Apesar do encolhimento na prática, a população brasileira vê de forma cada vez mais positiva a doação. Mais de 80% da sociedade acredita que o ato de doar faz diferença, e entre os não doadores, essa concordância atinge 75%.

O conceito de que a doação faz bem para o doador cresceu significativamente, de 81% para 91% da população, atingindo uma maioria quase absoluta.

Outro aspecto positivo é que a ideia de que o doador não deve falar que faz doações está perdendo força. Em 2015, ela contava com a concordância de 84% da população e, em 2020, o percentual caiu para 69%. Este é um ponto especialmente importante porque o falar sobre a doação estimula sua prática, traz inspiração, esclarece temores e desperta o interesse de outras pessoas.

 

PERCEPÇÃO SOBRE AS ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL

A opinião dos brasileiros sobre as organizações da sociedade civil, mais conhecidas como ONGs, evoluiu muito nos últimos cinco anos.

A noção de que as ONGs são necessárias no combate aos problemas socioambientais recebe a adesão de 74% da população, enquanto em 2015, essa concordância estava em 57%.

A afirmação ‘Percebo que a ação das ONGs leva benefícios a quem realmente precisa’ conta com a concordância de 67% da população, e em 2015, esse índice era de 47%.

O reconhecimento de que as ONGs fazem um trabalho competente é indicado por 60% da população, e em 2015, só 44% pensavam desse modo.

O maior destaque, porém, fica com o crescimento da confiança nas ONGs. 45% da população concorda que as ONGs deixam claro o que fazem com os recursos que aplicam. Em 2015, apenas 28% se mostravam de acordo com a afirmação.

OUTROS DESTAQUES

A longa crise econômica que o País atravessa afetou muito as doações;

Parte da população mais pobre, que doava em 2015, deixou de doar e passou a precisar de doações;

Em compensação, as classes de maior renda doaram mais em 2020 do que em 2015;

A doação é vista de forma muito positiva pela população como um todo, e aumentou a percepção de que as pessoas devem falar que fazem doação;

A imagem das ONGs melhorou muito junto à sociedade brasileira.

 

Baixe a publicação completa: bit.ly/doacaobr2020

Visite o site pesquisa: https://pesquisadoacaobrasil.org.br

 

Escute também o podcast “Aqui se Faz, Aqui se Doa” sobre a pesquisa:

REALIZADORES E APOIADORES

A Pesquisa Doação Brasil é uma iniciativa coordenada pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, realizada pela Ipsos e com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento BID, Fundação José Luiz Egydio Setúbal, Fundação Tide Setúbal, Instituto ACP, Instituto Galo da Manhã, Instituto Mol, Instituto Unibanco, Itaú Social, Mercado Pago e Santander.

Ricardo Amorim faz live sobre importância das doações no Brasil

Para falar do cenário filantrópico brasileiro e desmitificar alguns conceitos sobre o ato de doar, Ricardo Amorim, economista e influencer, promoveu uma live via Instagram junto a organizações do Movimento por Uma Cultura de Doação.

RicardoAmorim_Doacoes

Participaram da conversa Leonardo Letelier (Fundador e CEO da SITAWI Finanças do Bem), Patrícia Lobaccaro (CEO da Mobilize Global) e Joana Mortari (Diretora da Associação Acorde e Co-Criadora do Comitê Coordenador do Movimento por uma Cultura de Doação).

Joana Mortari destacou dados da Pesquisa Doação Brasil, realizada pelo IDIS em 2015, que mostra que 87% dos doadores não acham que se deve falar sobre doação. Ricardo Amorim perguntou às três pessoas convidadas sobre as expectativas da segunda edição da pesquisa Doação Brasil que será lançada esse ano.

Também foram citados dados da pesquisa World Giving Index 2021, da Charities Aid Foundation, que faz um ranking da solidariedade ao redor do mundo. Atualmente o Brasil está na 54º posição em relação a 114 países. Patrícia Lobaccaro também trouxe a novidade desta pesquisa deste ano em que quatro países africanos estão no topo.

Ao longo da conversa, também foram abordados o valor das doações no Brasil, a confiança em organizações da sociedade civil, a motivação das doações e também os planos de incentivar a cultura de doação do Brasil.

Ao final, foram indicadas organizações para quem não sabe por onde começar a doar.

Confira na íntegra:

WGI 2021 mostra as mudanças no mapa de doações no mundo

Pela primeira vez, 5 das principais economias ocidentais saíram do Top 10 dos países
mais generosos. Por outro lado, houve recorde no número de pessoas que ajudaram um desconhecido: mais de 3 bilhões de pessoas.

Acesse a pesquisa completa do World Giving index 2021 gratuitamente clicando aqui.

 

Segundo o World Giving Index (WGI) o país mais generoso em 2021 é a Indonésia, com uma pontuação de 69, acima dos 59 na última vez em que um Índice anual foi publicado em 2018, quando também ficou em primeiro lugar. Mais de oito em cada 10 indonésios doaram dinheiro este ano e a taxa de voluntariado do país é mais de três vezes a média global. Em segundo lugar vieram o Quênia e em terceiro a Nigéria.

 

O Ranking Global de Solidariedade é uma iniciativa da organização britânica Charities Aid Foundation (CAF), representada no Brasil pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. Conduzido desde 2009, já entrevistou mais de 1,6 milhão de pessoas e faz a cada uma delas três perguntas: você ajudou um estranho, doou dinheiro a uma organização social ou fez algum tipo de trabalho voluntário no mês passado? Nesta edição, foram incluídos os dados de 114 países, representando mais de 90% da população adulta global. Foram entrevistadas pessoas acima de 15 anos, nível de confiança da pesquisa é de 95%.

 

A pesquisa deste ano destaca o impacto do lockdown em países que por anos lideraram o ranking da generosidade:  Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Irlanda e Países Baixos tiveram todos uma queda significativa em suas pontuações. Apenas Austrália e Nova Zelândia, onde a pesquisa foi realizada nas semanas anteriores ao início da primeira onda da pandemia, mantiveram-se entre as 10 primeiras colocações.

 

Confira o gráfico dos países mais generosos do mundo. (Fonte: World Giving Index 2021)

 

Um ponto a se destacar em tempos de coronavírus, é o número recorde de pessoas que relataram que ajudaram um desconhecido em 2020. Segundo a CAF, 55% da população adulta do mundo ajudou um desconhecido no ano passado, o equivalente a mais de 3 bilhões de pessoas. Seis dos 10 países que mais se destacaram em relação a esta variável estão localizados na África.

 

Também cresceu o número de pessoas que doaram dinheiro em 2020, atingindo o maior patamar nos últimos cinco anos – 31% -, enquanto os níveis de voluntariado em 2020 permaneceram relativamente inalterados em nível global.

 

Neste ano, o Brasil ficou em 540 lugar no ranking, subindo 14 posições em relação aos dados de 2018 e 20 posições em relação a sua posição média nos últimos 10 anos.

 

Segundo Paula Fabiani, CEO do IDIS “A generosidade no mundo aumentou, em especial nas economias com pessoas em situação de maior vulnerabilidade. Este movimento de cuidar do próximo e realizar doações precisa continuar para enfrentarmos os efeitos perversos da pandemia e acelerar a melhoria do bem-estar de quem mais precisa”.

 

Para Neil Heslop, diretor executivo da CAF, o World Giving Index deste ano revela o potencial não aproveitado de apoio às organizações sociais como resultado do lockdown em todo o mundo, em especial nos países desenvolvidos.

 

Para ele, a generosidade sem dúvida salvou muitas vidas, mas para instituições sem fins lucrativos que dependem de eventos de arrecadação de fundos, de doações espontâneas em dinheiro ou de um exército de voluntários, o fechamento de economias teve um impacto profundo e será duradouro.

 

A CAF ainda destaca no relatório deste ano que ainda há um grande trabalho a ser feito para reconstruir sociedades devastadas pela perda de recursos para as organizações sociais.

DESTAQUES DA EDIÇÃO

  • Vários países subiram no índice e fizeram sua primeira aparição no top 10, incluindo Nigéria, Gana, Uganda e Kosovo – mas embora suas pontuações gerais de doações tenham aumentado um pouco, sua ascensão no Índice foi impulsionada também pelo declínio de outros países.

 

  • Comunidades em todo o mundo se mobilizaram para ajudar os cidadãos conforme a pandemia se instalou, resultando nos maiores números de ‘ajudou a um estranho’ desde que o índice foi lançado pela primeira vez em 2009.

 

  • Mais da metade (55%) dos adultos do mundo – ou 3 bilhões pessoas – relataram ajudar alguém que não conheciam em 2020. O Brasil atingiu seu recorde neste indicador, com 63% de brasileiros ajudando um estranho.

 

  • Da mesma forma, mais pessoas doaram dinheiro em 2020 do que nos últimos cinco anos (31%). O Brasil também teve o seu melhor percentual dos últimos 5 anos com 26% brasileiros doando para uma organização.

 

  • Os níveis de voluntariado em 2020 permaneceram praticamente inalterados em nível global, assim como no Brasil (15%).

 

  • O Japão ocupou o último lugar do WGI, como o país menos generoso do mundo.

 

  • No relatório especial do 10º aniversário do WGI, divulgado em 2019, os Estados Unidos da América foram o país mais generoso do mundo na década anterior e sete das 10 nações mais generosas estavam entre as mais ricas do mundo.

 

Acesse a pesquisa completa do World Giving index 2021 gratuitamente clicando aqui.

 

 

IDIS convida Eduardo Giannetti para podcast em parceria com Instituto Mol

Inaugurando a participação periódica do IDIS no podcast “Aqui se Faz, Aqui se Doa!”, convidamos o economista Eduardo Giannetti para uma conversa.

Roberta Faria, diretora executiva do Instituto Mol, e Paula Fabiani, CEO do IDIS, guiaram a entrevista, abordando temas como ética e generosidade.

“A gravidade do quadro que nós temos no Brasil precisa contar necessariamente com a participação de empresas, corporações e indivíduos nesse esforço coletivo de melhoria das condições e das oportunidades de vida. Se as pessoas soubessem como elas podem fazer a diferença, muitas vezes a um custo muito pequeno para si, elas poderiam se animar e sair dessa postura extremamente egoísta e fechada do ‘salve-se quem puder’.(…) Para que isso aconteça é preciso mostrar os resultados, ter uma cultura de avaliação dos programas de doação”, comenta Eduardo Giannetti ao longo do encontro.

Ouça agora o podcast realizado pelo Instituto Mol e Movimento Bem Maior: https://bit.ly/podcastidismol

Periodicamente, o IDIS convidará uma personalidade para ser entrevistada e trazer um novo olhar sobre assuntos da cultura de doação no Brasil.  Acompanhe!

Doador brasileiro é mais empático

Sondagem com grupos focais feita pelo IDIS mostra que ‘empatia’ é a palavra mais mencionada pelas pessoas para falar sobre doação

 

O conceito de empatia está mais presente no cotidiano das pessoas. Enquanto em 2015, a palavra mais mencionada para falar sobre doação era ‘solidariedade’, agora a ‘empatia’ ocupou esse lugar. Podemos considerar que a empatia é um sentimento mais profundo do que a solidariedade, rumo ao amadurecimento da Cultura de Doação. Os achados fazem parte de um projeto do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social de produção de conhecimento sobre o tema.

A solidariedade soa mais como uma construção social, baseada em princípios morais, que visa o bem comum e gera compreensão, colaboração e participação. Já a empatia representa a capacidade psicológica de se colocar no lugar do outro. É uma resposta afetiva, baseada em um propósito interno e genuíno, que gera envolvimento, fusão e conexão.

Essa evolução de um sentimento em relação ao outro pode ser fruto da vivência durante a pandemia, na qual ‘todos estavam na mesma tempestade, mas não no mesmo barco’. Alguns estavam mais bem equipados para enfrentar uma ameaça que paira sobre todos.

 

Novas causas despertam interesse

Outra mudança em relação a 2015 são as causas mais populares. A Proteção aos Animais agora consta no grupo das prediletas, junto com Crianças e Idosos. Em um segundo grupo, estão Saúde, Calamidades, Dependência Química e Moradores de Rua, lembrando que essas duas últimas causas podem ter sido mais citadas porque os entrevistados são moradores da cidade de São Paulo. Em um terceiro grupo, em termos de preferência, aparecem Educação, Esportes e Meio Ambiente.

 

Ser doador é pop

Nos grupos focais, foram considerados ‘doadores’ pessoas que fazem doações financeiras para organizações da sociedade civil. Nesta sondagem, eles foram ouvidos em momentos diferentes de ‘não doadores’.

Um achado interessante da sondagem é que não doadores rejeitam esse rótulo. Argumentam que doam bens, esmola, ajudam amigos em vaquinhas, etc. Todos querem ser vistos como doadores porque o perfil clássico do não doador tem atributos como ruindade, insensibilidade, egoísmo e ganância. O ‘não doador’ passou a ter uma imagem desconfortável na sociedade atual.

Não doadores apoiam-se nesta narrativa como um mecanismo de defesa: não se percebem  e não querem ser percebidos como pessoas ‘ruins’. Eles explicam que só não fazem doações em dinheiro para organizações sociais por desconfiança, falta de dinheiro, experiências negativas ao doar, falta de hábito, falta de merecimento de quem recebe e até mesmo por comodismo.

A sondagem qualitativa é uma etapa preparatória para a aplicação do questionário aos entrevistados da Pesquisa Doação Brasil 2020.

A pesquisa qualitativa foi realizada pela Ipsos a pedido do IDIS por meio de oito grupos de discussão online, com duas horas cada, reunindo homens e mulheres, com idade entre 25 e 60 anos, das classes socioeconômicas A, B e C, e divididos entre doadores e não doadores.

Para efeito desta sondagem, foram considerados doadores apenas aqueles que fazem doações financeiras para organizações da sociedade civil. Os encontros foram realizados entre os dias 18 e 21 de janeiro de 2020 e todos os participantes são moradores da cidade de São Paulo.

 

PESQUISA DOAÇÃO BRASIL

 

Realização

IDIS

Apoio

Fundação Itaú Social | Instituto Unibanco | Santander

Fundação José Luiz Egydio Setúbal

BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento| Fundação Tide Setúbal |Instituto ACP | Instituto Galo da Manhã | Luis Stuhlberger

Parceiros

Instituto MOL | Mercado Livre

Na Jovem Pan, Paula Fabiani explica como o imposto de Renda pode ser doado

No Grupo Jovem PanPaula Fabiani, diretora-presidente do IDIS, comentou sobre a possibilidade de doação do Imposto de Renda para a saúde, crianças e idosos, por exemplo. Veja na íntegra:

Participe você também, destinando parte de seu IR! Encontre no DescubraSuaCausa organizações sociais que são a sua cara e faça sua doação até 31 de dezembro. Faça o teste aqui: descubrasuacausa.net.br

Saiba como ajudar no combate à pandemia em todo Brasil

Mesmo após um ano desde o início da pandemia do coronavírus no Brasil, as doações ainda são necessárias. Ao testemunhar o colapso da saúde no Amazonas nos últimos dias, a mobilização rápida da sociedade civil evidencia como a solidariedade pode literalmente salvar vidas.

Em 2020, foram mais de R$6,5 bilhões doados por mais de 500 mil doadores para iniciativas de resposta aos impactos da pandemia em todo o país, segundo o Monitor de Doações da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR). O levantamento mostra, entretanto, que o volume foi maior nos primeiros meses, com queda acentuada no final do ano.

A COVID-19, entretanto, segue fazendo vítimas por todo o país enquanto observamos o início de uma segunda onda da pandemia em algumas regiões. Mesmo com o início da vacinação, ainda haverá desafios na área da saúde, assistência social e retomada econômica. “Estamos presenciando um amadurecimento da cultura de doação no Brasil. A sociedade e a comunidade filantrópica começam a perceber como este ato solidário é poderoso. Hoje, fazemos um novo chamamento, para intensificar novamente a mobilização e mostrar caminhos seguros para que as doações cheguem a quem precisa”, comenta Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS. .

Conheça a seleção que fizemos de algumas das campanhas ainda ativas no combate à pandemia e faça sua doação:

 

SAÚDE

 

  • SO2S Manaus

Organizações promotoras: Movimento UniãoBR, UniãoBR-AM, Instituto Phi, Instituto Nova Amazônia e União Amazônia Viva

Site: www.instagram.com/uniaobrorg

Como doar – dados bancários:

Doação de R$ 1 até R$ 5.000:
Instituto Nova Amazônia
Banpará (banco 037)
Agência: 0050
Conta Corrente: 000566858-1
CNPJ: 12.491.439/0001-43

Doações acima de R$ 5.000:
Instituto Phi
Banco Itaú
Agência: 0726
Conta Corrente: 10601-6
CNPJ: 19.570.828/0001-03

Saiba como doar: https://www.movimentouniaobr.com.br/

  • SOS Enfermagem Amazonas

Organização promotora: Associação Nacional de Enfermagem
Site: www.abennacional.org.br/site/2021/01/16/sos-enfermagem-amazonas/

Como doar – dados bancários:

Banco Itaú – 34
Agência: 8271
Conta Corrente: 21008-3
CNPJ: 33.989.468/0004-52
PIX: 33.989.468/0004-52

 

  • Com Saúde e Alegria e Sem Corona

Organização promotora: Saúde e Alegria

Site: https://saudeealegria.org.br/saude-comunitaria/campanha-de-apoio-ao-baixo-amazonas-contra-a-covid-19/

Como doar – dados bancários:

Banco do Brasil
Agência 0130-9
Conta corrente 112.068-9
CEAPS Apoio Covid-19
CNPJ 55.233.555\0001-75
+55 93 9143 3944

 

 

EMPREENDEDORISMO

 

  • Fundo Emergencial Volta por Cima

Organização promotora: Banco Pérola e ANIP (Articuladora de Negócios de Impacto da Periferia, composta pela A Banca, Artemisia e FGVcenn)

Site: http://impactosocial.artemisia.org.br/fundovoltaporcima

Como doar: http://impactosocial.artemisia.org.br/fundovoltaporcima#rd-form-joq3m2m5

 

EDUCAÇÃO:

  • #MaisConexão#MaisDireitos

Organização promotora: PLKC Advogados e Unicef
Site: https://brasil.unicef.org.br/plkc/

Como doar: https://brasil.unicef.org.br/plkc/

 

 

ASSISTÊNCIA SOCIAL:

 

  • Corona no Paredão: Fome não

Organização promotora: Gerando Falcões
Site: https://gerandofalcoes.com/coronanoparedao

Como doar: https://gerandofalcoes.com/coronanoparedao

 

  • UniãoBR Contra o Coronavírus

Organização promotora: Movimento UniãoBR

Site: www.movimentouniaobr.com.br/

Como doar: no site do Movimento, escolha um estado que gostaria de beneficiar e saiba como contribuir.

 

  • Fundo Luz Alliance

Organização promotora:  Brazil Foundation e Gisele Bündchen

Site: https://fundos.brazilfoundation.org/luz-alliance

 

  • Maré diz não ao Coronavírus

Organização promotora: Redes da Maré
Site: www.redesdamare.org.br/br/quemsomos/coronavirus

Como doar: www.redesdamare.org.br/br/quemsomos/coronavirus

Dados bancários:

Associação Redes de Desenvolvimento da Maré
CNPJ: 08.934.089/0001-75

Banco do Brasil – 001
Agência: 0576-2
Conta Corrente: 160.568-2

Banco Itaú S/A – 341
Agência: 0023
Conta Corrente: 543.38-2

 

  • Adote uma família em Paraisópolis

Organização promotora – G10 Favelas / Nova Paraisópolis

Site: www.novaparaisopolis.com.br/

Como doar: https://app.doare.org/br/doacao/231194/iep-g10-favelas/adote-uma-familia-em-paraisopolis

Dados bancários:

Bradesco
Agência 2764-2
CC 23233-5
CNPJ: 12.772.787/0001-99
PIX G10FAVELAS: 12.772.787/0001-99

 

POVOS INDÍGENAS

 

  • Plano de Ação Emergencial de Combate ao Avanço do Coronavírus e de Tratamento entre os Povos Indígenas da Amazônia Brasileira

Organização promotora: Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira – COIAB
Site: https://coiab.org.br/covid

Como doar: https://coiab.org.br/doe

Dados bancários:

Entidade Titular: Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira
CNPJ: 63.692.479/0001-94
Banco do Brasil
Agência: 1862-7
Conta: 15.774-0

  • Rede Voluntária Vale no Brasil Sem Fome

Organização promotora: Rede Voluntária Vale e Ação da Cidadania

Como doar: https://redevoluntariavale.com.br/brasil-sem-fome/

Em março de 2020, o IDIS, em parceria com o Movimento Bem Maior e a plataforma de doação BSocial, lançaram o Fundo Emergencial para a Saúde. Em 9 meses, captou R$ 40,4 milhões junto a mais de 10 mil doadores, entre indivíduos e empresas, beneficiando 58 hospitais, um centro de pesquisa e uma organização social em todo o Brasil. Com a meta atingida, foi encerrado em 10 de outubro. Conheça esta história aqui.

Dicas para engajar colaboradores em ações solidárias e de impacto

O brasileiro é solidário. Doar dinheiro, fazer um trabalho voluntário ou simplesmente ajudar um desconhecido são atitudes que fazem parte de nosso dia a dia . A pandemia que estamos vivendo em 2020 nos mostrou, mais do que nunca, a relevância desse tipo de ação e como precisam ser ampliadas ainda mais.

A experiência do IDIS e da PYXERA Global indica que o setor privado tem um papel fundamental no estímulo e facilitação dessas ações de solidariedade junto a colaboradores, que podem ser realizadas por meio de programas de engajamento desenhados estrategicamente. Essas iniciativas podem ir muito além do engajamento, criando alinhamento interno entre as estratégias de impacto e de negócio, já que as empresas têm também um papel social relevante.

Quando unimos o investimento social empresarial com os anseios individuais, encontramos um campo fértil para ações solidárias de empresas junto ao seu público interno, porque pessoas são movidas por propósitos. Os resultados possíveis dessa união são muitos, indo além do impacto social gerado. Melhoria do clima organizacional, aumento do sentimento de pertencimento, oportunidade de desenvolvimento de competências, fortalecimento de laços entre colaboradores, aprofundamento do relacionamento com a comunidade da empresa, contribuição à estratégia de impacto e investimento social privado da empresa, contribuição à atração talentos e contribuição à reputação da marca junto a clientes são alguns dos benefícios de ações solidárias envolvendo os colaboradores.

As pesquisas mostram que consumidores esperam, cada vez mais, que as empresas desempenhem seu papel social, demandando ações concretas, recompensando as marcas que admiram e punindo aquelas que não correspondem às expectativas . Ou seja, estamos falando do impacto triplo das ações de engajamento: Impacto nos Colaboradores, Impacto no Negócio, e Impacto na Comunidade.

Neste artigo, trazemos recomendações àqueles que desejam estruturar programas, integrando impacto social e engajamento, com dicas que podem ser seguidas por empresas de todos os portes e segmentos de atuação, organizadas em quatro estágios: diagnóstico; ideação e planejamento; execução; e amplificação e aprendizado.

DIAGNÓSTICO

1. Escolha um foco de atuação e descubra sua causa

Os desafios socioambientais no Brasil são inúmeros e complexos. Como decidir, então, qual será o foco de sua atuação? Em geral, é mais proveitoso investir tempo e recursos em um único foco de atuação do que distribuir para vários projetos de diferentes causas, pois o impacto gerado tende a ser maior.
A escolha da causa deve vir de dentro para fora. A causa deve ser coerente com as práticas organizacionais da empresa e com os interesses do público interno. Quanto mais o investimento social privado (ISP) for uma extensão do comportamento gerencial e uma extensão dos negócios, dos valores e dos princípios da empresa, melhor. Para conhecer os desejos dos colaboradores, faça uma pesquisa. Um jeito legal e divertido de fazer este mapeamento é aplicar o teste Descubra sua Causa. E se houver recursos, estender esse mapeamento a fornecedores e clientes permitirá entender ainda com mais detalhes os interesses daqueles que fazem parte de seu ecossistema.
Engajar os colaboradores em ações solidárias pode contribuir para o clima organizacional, para o envolvimento dos colaboradores com a empresa e até para o desenvolvimento de competências. Se estes são objetivos, vale a pena fazer uma pesquisa para definir uma linha de base.

3. Engaje as lideranças

As informações já foram coletadas. É preciso organizá-las e discuti-las com as lideranças da empresa, para que se tome uma decisão de política corporativa em relação ao ISP e sobre como colaboradores podem ser envolvidos. Os objetivos e práticas devem estar alinhados com as políticas de sustentabilidade e responsabilidade social da empresa e o mapeamento interno e externo permitirão uma tomada de decisão consciente e coerente com o negócio, não apenas baseada na intuição ou na opinião pessoal de alguma dessas lideranças.
Nesse âmbito será possível definir também as questões de governança do projeto. Quem será responsável pela implementação? Que outras áreas devem ser envolvidas e de onde virá o orçamento?

IDEAÇÃO E PLANEJAMENTO

4. Planeje sua intervenção

Qual o público beneficiário e quais os influenciadores? Qual será a estratégia para implementá-la e quais os resultados que se espera alcançar para a causa e para a empresa?

A área responsável por conduzir o projeto deverá responder a essas perguntas, desenhando com detalhes a iniciativa. Deve considerar o orçamento disponível, assim como a infraestrutura e recursos humanos da própria empresa que podem ser aproveitados em prol da causa.

O processo de desenho do programa e planejamento de impacto inclui compartilhar sua visão com a equipe, tomar decisões sobre os principais aspectos do programa e desenvolver estratégia de programa e materiais básicos.

Aqui também será definida a forma como o público interno poderá participar. Ele contribuirá com dinheiro, bens ou tempo? Haverá algum tipo de ‘matching’ da empresa? Em caso de voluntariado, os profissionais serão estimulados a usar conhecimentos técnicos ou gerais? Poderão atuar durante o período de trabalho ou farão as atividades em seu tempo livre?

Exemplos de ações de engajamento:

  • Programas de voluntariado profissional (pro bono)
  • Programas de mentorias
  • Mutirão ou programa contínuo
  • Estímulo a doações com potencial matching
  • Payroll giving, quando a doação é descontada diretamente da folha de pagamento

5. Defina indicadores de impacto

A estrutura de mensuração de impacto deve ser definida nesta fase. Para acompanhar os resultados do investimento social e de seu programa de engajamento de colaboradores, defina os indicadores que irão refletir sua efetividade e monitore o projeto desde o início, verificando se os resultados parciais estão indicando a direção certa.

EXECUÇÃO

6. Comunique o mobilize

Trace um plano de comunicação para disseminar a iniciativa entre todos os públicos da empresa – sejam internos ou externos.
Para conscientizar e mobilizar o público interno, uma estratégia interessante é criar um comitê com representantes de diferentes áreas da organização. Você pode também definir ‘sponsors’ de projeto, pessoas com algum nível de influência dentro da empresa que se disponham a fazer esse papel de divulgação. Costuma ser eficiente utilizar os canais de comunicação usuais da empresa, mantendo o fluxo de comunicação constante sobre o programa, em seus diferentes estágios (ex. período de inscrição; divulgação de projetos selecionados; divulgação do andamento; divulgação dos resultados).

7. Implemente a ação

Agora é a hora de botar a mão na massa! Itens a serem executados nessa fase, vão desde a seleção de participantes, desenvolvimento dos projetos em si (seleção de organizações de sociedade civil, apoio aos participantes do programa durante o processo, ações de preparação e reflexão, etc.)
Não deixe de estabelecer maneiras de reconhecer o trabalho voluntário dos participantes do programa. Seja criativo. Os participantes podem receber, por exemplo, camisetas ou sinalizadores de mesa que permitam ser identificados pelos colegas. É recomendável também planejar homenagens em eventos especiais, materiais institucionais, certificados, além de divulgar as atividades, conquistas e resultados em murais internos ou na intranet da empresa. Um bom programa necessita de seus HERÓIS!

8. Monitore e avalie

A partir da estratégia de mensuração definida na fase de diagnóstico, é possível identificar o marco zero, isto é, a situação inicial antes da intervenção. É preciso avaliar o benefício social resultante do investimento em termos qualitativos e quantitativos. Acompanhe também, por exemplo, número de colaboradores envolvidos, horas de trabalho dedicadas ou volume doado, atividades realizadas, número de pessoas beneficiadas, recursos arrecadados e doados.

9. Compartilhe os resultados

Contar as conquistas de um programa, além de ser muito prazeroso, é uma boa prática de transparência e contribui para fortalecer a confiança em ações de impacto.

Lideranças, todos os colaboradores da empresa, profissionais que se engajaram diretamente e organizações impactadas pela ação, acionistas, consumidores, o poder público, a comunidade são alguns dos públicos que podem ter interesse em conhecer o que foi alcançado por meio de sua intervenção. Planeje a comunicação considerando cada um de seus públicos de interesse e fazendo as adaptações necessárias para cada um deles. Essa fase é fundamental para criar uma cultura dentro da empresa sobre o impacto positivo de tais programas e qualificar o processo de tomada de decisão.

Por último: Ouça todos que participaram do processo e prepare-se para o próximo ciclo a partir de lições aprendidas!

 

Artigo escrito por Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS, e Fernanda Scur, Partnership Strategist for Collective Impact da PYXERA Global, Latin America

Cultura de doação começa na infância! Saiba o que nossas crianças querem transformar no mundo.

Fortalecer a cultura de doação no Brasil tem sido um dos focos prioritários de atuação do IDIS. É algo que deve ser estimulado desde a infância e saber o que pensam nossas crianças é um importante passo. Por isso, apoiamos a pesquisa realizada pelo Dia de Doar Kids em parceria com o Jornal Joca. A pergunta foi simples: quais as 3 coisas que você quer mudar no mundo? Os resultados foram revelados neste outubro, mês das crianças.

Participaram do projeto 450 crianças, de todo o Brasil, ainda que prioritariamente da região Sudeste (75,4%). A coleta das respostas foi online e houve consentimento dos responsáveis. As questões levantadas por eles foram diversas e bastante pulverizadas, e ocuparam o topo do ranking nacional ‘Acabar com a violência’ (7,3%), ‘Mais saúde para todos’ (6,8%) e ‘Melhorar a educação e o direito de estudar’ (6,8%). Em geral, foi identificada uma consciência social muito grande entre os jovens entrevistados, mesmo entre crianças de idade bastante reduzida (5 a 10 anos, 48% da amostra). O relatório destaca que os resultados reforçam uma potente sensibilidade dessa geração mais jovem ao que é da ordem do comum, do coletivo.

O recorte regional da pesquisa mostra diferenças quanto à percepção das crianças. No Sul do Brasil, o maior registro foi relacionado à poluição (8,9%). No Sudeste, Educação ocupou o primeiro lugar (7,5%). O ponto de atenção na região Nordeste foi a violência (11,4%), com o maior gap em relação ao segundo lugar. ‘Acabar com a fome’ foi o destaque no Centro-Oeste, citado por 10% dos respondentes. No Norte, houve um empate entre 4 causas, todas elas com 9,3% – ‘Acabar com a violência’, ‘Acabar com o racismo’, ‘Mais respeito aos direitos dos animais’ e ‘Menos poluição’.

Os achados serão a base para a criação de materiais para escolas e professores e para a realização de iniciativas para crianças e jovens.

Conheça aqui a pesquisa completa.

Descubra Sua Causa

Em 2018 o IDIS lançou o ‘Descubra Sua Causa’, um projeto com o objetivo de fortalecer a cultura de doação junto ao público jovem, de 18 a 24 anos. Por meio de um quiz, com perguntas relacionados a questões do dia a dia e ao universo cultural dos jovens, os respondentes são apresentados a um resultado que revela as causas que são mais importantes para si e mostra oportunidades de ação. Se a causa é educação, por exemplo, há uma indicações de ONGs às quais ele pode fazer uma doação ou um trabalho voluntário e também uma série de matérias se quiser se informar mais.

Fundo Emergencial para a Saúde-Coronavírus Brasil completa dois meses, arrecada R$ 37 milhões e amplia relação de beneficiários pelo país

Doações passarão a beneficiar hospitais filantrópicos em regiões onde o sistema público dá indício de colapso, como Amazonas e Pará, além de chegar a municípios de pequeno e médio porte

A pandemia continua a crescer no Brasil, aumentando o número de infectados por todo o país, agravando a situação da saúde pública, que precisa cada vez mais de apoio. Mas, se por um lado, os números de infectados pelo coronavírus aumentam, também são crescentes as doações, demonstrando que a mobilização ganha mais força e efetividade.

Mantendo o objetivo de fortalecer o sistema de saúde público, o Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil passa a contemplar agora os hospitais e a Associação de Enfermagem em Manaus e Conselhos de Enfermagem no Pará (em Belém e em Marabá), além de manter o apoio a Fiocruz, Comunitas, Hospital São Paulo, Hospital Santa Marcelina, Santa Casa de São Paulo e Santa Casa de Araçatuba.

“Acredito que a Pandemia está unindo todos para conseguirmos salvar mais vidas. Grandes empresas, pequenos doadores, grupos de colaboradores, todos juntos seremos muito mais fortes para enfrentar a pandemia e fortalecer a saúde pública”, avalia Maria Eugênia Duva Gullo, cofundadora da plataforma BSocial.

Para se antecipar à expansão da COVID-19 nas regiões mais vulneráveis, a Droga Raia e a Drogasil, do grupo RD, doaram R$ 25 milhões ao Fundo Emergencial. Por meio do movimento ‘Todo Cuidado Conta’ criado pela empresa, serão beneficiados 50 hospitais filantrópicos de municípios pequenos e médios no interior do país com altos índices de vulnerabilidade social e risco de aumento de casos do coronavírus.

O projeto da RD visa também deixar um legado que possa contribuir com a saúde na região mesmo após a contenção da pandemia. Sendo assim, os recursos serão utilizados para a compra de equipamentos hospitalares como respiradores e desfibriladores, além de equipamentos de proteção individual, tais como máscaras, luvas e aventais.

‘Esse apoio vai ampliar o impacto do Fundo Emergencial, chegaremos a hospitais em municípios em que a crise se intensifica”, diz a presidente do IDIS, Paula Fabiani.

Fundo conta com mais de 10 mil doadores entre empresas e pessoas físicas

Além da Droga Raia e Drogasil, empresas como Tik Tok, Bain & Company, Banco Pactual, Banco ABC Brasil, Carla Amorim, Machado Meyer Advogados, Pátria Investimentos, Privalia, Softtek, entre outras, também fizeram contribuições.

Ações diferenciadas de algumas empresas também fazem as arrecadações ganharem reforços, como a iniciativa da SulAmérica, que incentivou seus colaboradores a se engajar e colaborar. O resultado de arrecadação de R$ 81 mil junto aos colaboradores, foi somado a R$ 1 milhão da seguradora.

Outros exemplos são os hotéis Grand Hyatt do Brasil, que lançou o ‘Voucher do Bem’, doando o lucro das vendas do produto; a campanha “Juntossomosmaisfortes”, promovida pela Velocity, e a doação de R$ 250 mil da Liberty Seguros para compra de máscaras para a Santa Casa de São Paulo.

As doações também chegam via ações promocionais e culturais além de eventos online, como o #AoVivoPelaVida a live da cantora Ivete Sangalo.

“Essa onda de solidariedade trouxe, definitivamente, o fortalecimento da cultura de colaboração no país. Pois, o desafio de enfrentar uma pandemia mundial fez o cenário nacional da filantropia emergir com uma velocidade sequer imaginada” declara Carola Matarazzo, presidente do Movimento Bem Maior.

Sobre o Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil

Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil foi um dos primeiros a serem constituídos, ainda em março, quando começaram a surgir os primeiros casos de Coronavírus no Brasil. Esta é uma iniciativa do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, Movimento Bem Maior e BSocial, uma forma rápida, fácil e confiável para as pessoas doarem para hospitais beneficentes e centros de ciência e tecnologia, e assim fortalecer o sistema público de saúde.

O Fundo tem gerenciamento financeiro da SITAWI, organização social de interesse público (OSCIP) pioneira no desenvolvimento de soluções financeiras para impacto social, e conta com o apoio de dezenas de organizações.

Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil mobiliza mais de 4 mil doadores e arrecada R$ 5 milhões em um mês

 

Ação criada pelo IDIS, Movimento Bem Maior e BSocial permite que as pessoas contribuam para reforçar e melhorar a rede SUS (Sistema Único de Saúde) 

 

>> Doe aqui: www.abraceasaude.com.br

 

O valor arrecadado pelo Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil é revertido em materiais como respiradores, testes rápidos do coronavírus, máscaras, luvas, equipamentos hospitalares para UTI entre outros itens de necessidade das instituições. Os beneficiados atuais são Fiocruz, Santa Casa de São Paulo, Comunitas, Hospital Santa Marcelina e Hospital São Paulo.

“Este é um movimento que engaja além de empresas e grandes filantropos, a sociedade como um todo. É uma união inédita em torno da saúde pública”, explica a presidente do IDIS, Paula Fabiani.

Hoje, o Fundo conta com mais 4 mil doadores, que vão desde pessoas físicas a empresas de todos os tamanhos e áreas de atuação, organizações e plataformas até os grandes doadores. As pessoas físicas doam, em média R$ 328,00, valor bem acima do praticado historicamente, o que demonstra o nível de engajamento da população. A doação mínima é de R$ 20, que corresponde a um teste rápido produzido pela Fiocruz.

Empresas dão exemplo de solidariedade

A cada dia novas empresas se engajam com o Fundo, adotando diferentes modalidades. Os bancos ABC Brasil e Pactual estão promovendo ações de matchfunding com seus colaboradores, quando cada valor doado é complementado com uma doação da instituição. O Machado Meyer Advogados também optou por uma campanha junto aos funcionários. A Softtek,  além de engajar funcionários, está fazendo um chamamento a parceiros e clientes, com envolvimento direto do Country Manager da companhia. A Privalia, estimula a doação em seu e-commerce, e outras empresas, como a Carla Amorim, Fogo de Chão, Mixed e  Schrammek Kosmetik destinam parte da receita das vendas de seus produtos.

A força da sociedade civil

Apesar de serem de menor valor e mais pulverizadas, as doações das pessoas comuns respondem por 25% do valor captado, ultrapassando a marca de R$ 1 milhão, prova do poder de transformação da sociedade civil.

Um exemplo dessa força, vem dos jovens. Para envolver universitários no combate à pandemia, a estudante da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Carolina Passos Dias Levy, criou a “Universitários contra o Corona”, uma ação englobando as 21 organizações que fazem parte da Liga das entidades da FGV e que está sendo ampliada para outras universidades. Além de informar o público, a iniciativa também estimula doações ao Fundo e conta com uma área exclusiva na plataforma BSocial para acompanhar os resultados.

A pandemia de Covid-19 fez o mundo parar. Tal parada vem acompanhada de um outro olhar social, mais ligado ao propósito e à ajuda ao próximo. Pensando justamente nisso, o Grupo Dadivar e a agência SUBA se uniram para criar o AoVivoPelaVida, um festival online, com artistas e personalidades, que acontecerá entre os dias 24 e 26 de abril, e que arrecadará doações para ajudar e fortalecer o sistema de saúde brasileiro, através do Fundo, e alimentos para pessoas que estão em situação de vulnerabilidade por meio da Ação da Cidadania.

Um abraço no Insta

Para incentivar ainda mais doações a partir de uma perspectiva otimista e mobilizar mais a sociedade civil, o Fundo lançou a campanha Abrace a Saúde. No Instagram, quem já doou para o Fundo compartilham fotos de abraços, traduzindo-se em uma homenagem aos profissionais da saúde e em um chamado a quem ainda não se engajou.

“É gratificante vermos, em tão pouco tempo, tantas pessoas e empresas mobilizadas em doar pensando no próximo. Bom ver como tantos estão sendo protagonistas, engajados em participar para juntos diminuirmos os efeitos da pandemia. É muito bom ver a nossa ferramenta a serviço dessa ação nesse momento, a plataforma funcionando para o bem de todos”. Maria Eugênia Duva Gullo, cofundadora da plataforma  de doação BSocial.

 

 

Famílias filantropas

As grandes famílias de filantropos também estão nesse grupo de doadores. Muitas sempre doaram e ampliam essa atuação, estimuladas, em muitos casos, pelas novas gerações. Nomes como da Família Nobre, Olímpio Matarazzo, Setúbal, Eugênio Mattar, Safra, entre outros, estão fazendo doações importantes pela causa.

Para Carola Matarazzo, Presidente do Movimento Bem Maior, cujo desafio é fomentar o investimento social privado e de fortalecer a cultura de colaboração no país, “vivemos um momento bastante desafiador em todos os sentidos.  É um momento histórico, onde  temos a oportunidade de ressignificarmos o valor das relações e do dinheiro,  e  refletirmos  sobre o que fizemos até aqui a nível coletivo e individual,  e sobre o que estamos construindo para o nosso futuro, e assim entender que, para além  de uma pandemia, o que temos é um inimigo em comum : o abismo social, a desigualdade.”

 

Entre os apoiadores do Fundo estão Editora Mol, Harvard Alumni Club of Brazil, Instituto Apontar, Instituto Akatu, Instituto Vladimir Herzog, SindusCon-SP, Secovi-SP, Tozzini Freire Advogados e WINGS – Worldwide Initiative for Grantmaker Support.

O Fundo tem gerenciamento financeiro da SITAWI, pioneira no desenvolvimento de soluções financeiras para impacto social.

 

Faça a sua doação para hospitais e laboratórios de pesquisa na página oficial do Fundo Emergencial para a Saúde: www.abraceasaude.com.br 

Doação é tema no podcast Café da Manhã da Folha

A pandemia do coronavírus causou uma crise global. Como resposta, as doações mais do nunca tomaram o centro das discussões enquanto o mundo passa por uma crise sanitária e econômica.

Segundo o World Giving Index, o Brasil ocupa a 74ª posição em um ranking de solidariedade de 126 países.

No podcast Café da Manhã da Folha em abril de 2020 “Doamos pouco no Brasil?”, Paula Fabiani do IDIS foi entrevistada e contou um pouco sobre a cultura de doação no país.

Ouça:

 

Pesquisa do IDIS é destaque em matéria do Jornal Nacional sobre doação e solidariedade

O dado que chamou atenção e que estimulou a matéria é que, no Brasil, mais pobres doam proporcionalmente à renda três vezes mais do que os mais ricos. Esta foi uma das revelações do no Country Giving Report de 2017, pesquisa realizada pela CAF – Charities Aid Foundation, instituição sediada no Reino Unido e representada no Brasil pelo IDIS.

Exibida em dezembro de 2019 pelo Jornal Nacional, a reportagem traz exemplos de como essa solidariedade se expressa no dia a dia. Paula Fabiani, nossa diretora-presidente, foi uma das especialistas que compartilhou seu ponto de vista.

Veja aqui: Pesquisa aponta que os que ganham menos são proporcionalmente mais solidários.

Por que doadores privados não dão dinheiro para o setor público?

Por Marcos Kisil*

Neste momento de minguados recursos públicos para manter o funcionamento de serviços essenciais para a sociedade brasileira, surge a pergunta: por que os doadores privados não doam para organizações públicas? Existem várias razões. A primeira, e talvez a mais importante, é a dificuldade do Estado brasileiro, por meio de Executivo e Legislativo, em entender o que representa a filantropia ou o investimento social privado para o desenvolvimento sustentável.

Em uma sociedade democrática e capitalista é sempre esperado que ocorra a liberdade para exercício da livre iniciativa econômica, mas também a livre iniciativa para apoiar as necessidades de áreas como educação, saúde, cultura, meio ambiente. Para tanto, os países que entenderam essa necessidade produziram um marco legal que estimula a doação e o aparecimento de uma cultura de doação. O recurso não precisa ser canalizado a uma estrutura do Estado, mas sim servir à res publica desde a ação de cidadãos, como iniciativas de organizações da sociedade civil que atuem em setores específicos. Essas ações, muitas vezes, vêm em apoio à definição e implementação de políticas públicas essenciais, como é a criação de creches e melhoria da educação básica.

No caso brasileiro, encontramos muitas vezes um não entendimento por parte dos governantes, explícito ou não, sobre o papel das ONGs e dos projetos, financiados com recursos privados. Vide o atual entendimento sobre as organizações não governamentais na questão ambiental. Em países como Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha, Austrália essa participação cidadã é bem-vinda e estimulada por marco legal.

Uma segunda questão está na interpretação limitada da Constituição de 1988. Todos os capítulos sociais se iniciam com a frase: direito do cidadão, dever do Estado. Normalmente se faz uma leitura ideológica de que o Estado deve ser o único provedor de saúde, educação, cultura. Neste sentido, a cidadania não floresce e os serviços passam a ser uma exigência a ser cumprida pelo Estado. Essa ação reivindicatória leva muitas vezes a uma demora nas ações necessárias, com o deterioro da situação original.

Uma terceira razão está na existência do Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação, conhecido como ITCMD. Este é um imposto absolutamente ilógico, que mistura transmissão de bens por causa mortis, onde o direito à propriedade de bens se dá no interior de relações interpessoais, com doação para entidades de benefício público, como as Santas Casas. Por sua vez, pune aquelas entidades que, mercê de um esforço de captação de recursos do setor privado, têm de pagar ao Estado tributo em que o Estado não é incentivador e, muito menos, produtor da riqueza que gerou a doação. E quando de maneira limitada define valores de isenção baixos, demonstra que a intenção é realmente cobrar o tributo.

Assim, chegamos a uma quarta razão, que não deixa de ser resultado das anteriores: o modelo institucional e de incentivos que adotamos simplesmente não favorece o desenvolvimento da filantropia. Ele incentiva que as pessoas esperem que o Estado resolva seus problemas. Um exemplo: no Brasil, o abatimento para pessoas físicas é limitado a 6% do Imposto de Renda a pagar. Nos EUA, é possível abater de 30% a 50%.

Vivemos ainda com a tutela do Estado sobre a doação que se pode deduzir do Imposto de Renda por meio de incentivos fiscais. O governo entende o recurso dos incentivos como forma de suprir o orçamento de diferentes ministérios e programas. E essa posição explica, por exemplo, os recentes vetos da Presidência à nova lei dos “fundos de endowment” ou fundo patrimonial para que se tivesse incentivo fiscal para sua criação nas organizações sociais.

A justificativa para um fundo patrimonial é bem simples: uma poupança de longuíssimo prazo, destinada a crescer, ano a ano, da qual a instituição retira parte dos rendimentos para seu custeio. E para que isso aconteça há a necessidade de ter os incentivos fiscais que estimulem os doadores. Somente em 2018 a Michigan State University (MSU) recebeu doações de US $ 2,9 bilhões, de acordo com The Chronicle of Higher Education. Naquele mesmo ano, a Penn State University recebeu US$ 4,2 bilhões e a Ohio State, US$ 5,2 bilhões.

Em resumo, necessitamos urgentemente de uma maior atenção dos poderes públicos federais e também dos governos estaduais, para que percebam o papel do recurso privado em apoiar as causas públicas. Não se trata de uma questão ideológica. Nossa legislação ainda é muito tímida em reconhecer importância e transcendência das doações.

*Marcos Kisil é professor titular da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP) e fundador do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social

Artigo originalmente publicado no Jornal O Estado de S.Paulo em 30 de agosto de 2019.

‘Descubra Sua Causa’ tem salto de visibilidade

No mês de agosto, a Descubra sua Causa, campanha do IDIS para fortalecer a cultura de doação, conquistou novos horizontes. Depois de atingir a marca de 120 mil testes realizados, lançou perfis próprios no Facebook e no Instagram para falar sobre causas. Queremos chamar a atenção para desafios sociais, ambientais, entre outros, com os quais as pessoas podem contribuir ao fazer doações ou trabalhos voluntários em organizações sociais.

Nessa caminhada, contamos com grandes parceiros!

A 89FM – a Rádio Rock, divulgou o spot de rádio da campanha em sua programação. A CCP – Cyrela Commercial Properties, compartilhou anúncios no site, mídias sociais, painéis físicos e eletromídia em Shoppings de quatro capitais – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Goiânia. Também abraçou a ‘Descubra sua Causa’ o Instituto Bandeirantes, responsável por incentivar, implementar, promover e monitorar ações sociais e educativas junto às empresas do Grupo Bandeirantes em todo o país. Ao longo de 30 dias, a campanha foi divulgada em espaços na programação dos canais de TV, rádios e mídias sociais do Grupo, levando a campanha a todo o Brasil.

Essa grande onda solidária que temos causado chamou a atenção da imprensa. Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS, foi uma das entrevistadas do programa ‘Conversa com Bial’, cujo tema foi cultura de doação (saiba mais aqui) e também falou sobre o assunto na BandNews TV!

Artigo publicado na Alliance Magazine repercute dados da pesquisa Country Giving Report, divulgada pelo IDIS

Mais dinheiro, mais transparência, incentivos fiscais… Há uma receita  para aumentar as doações no Brasil?  O editor da Alliance Magazine, Andrew Milner, levanta a questão e traz  uma análise sobre os dados divulgados na pesquisa Country Giving Brazil 2017 , elaborada pela Charities Aid Foundation e divulgada pelo IDIS.

O artigo publicado na edição digital da Alliance Magazine, e acessível para assinantes, pode ser lido em http://www.alliancemagazine.org/blog/recipe-increase-brazilian-giving-money-transparency-tax-incentives-says-caf-research/

A Alliance Magazine foi criada em 1998 e hoje é uma referência entre revistas de filantropia e investimento social em todo o mundo. Conheça a publicação: http://www.alliancemagazine.org

Brasil perde 15 posições no ranking mundial de solidariedade

O estudo anual World Giving Index, da Charities Aid Foundation (CAF), mostra que cada vez menos brasileiros doam dinheiro ou tempo de voluntariado para ajudar boas causas, apesar da quantidade de brasileiros que ajudam pessoas desconhecidas ter registrado um discreto crescimento em 2014, subindo de 40% em 2013 para 41% no ano passado, o que representa um acréscimo de cerca de 2,5 milhões de pessoas.

O World Giving Index, divulgado no Brasil pelo IDIS, é um estudo anual sobre o comportamento global de solidariedade baseado em pesquisas realizadas em 145 países, analisando três indicadores de doação: a porcentagem de pessoas que fizeram doações em dinheiro, dedicaram tempo de voluntariado e ajudaram um desconhecido no último mês anterior à pesquisa. O Brasil caiu 15 posições no índice, saindo da 90ª para a 105ª posição.

Gráfico WGI 2015 Brasil

Para a presidente do IDIS, Paula Fabiani, ainda há um longo caminho a percorrer até que a doação no Brasil alcance níveis de países similares ao nosso. “Em virtude da situação econômica, é provável que as pessoas sintam que têm menos tempo e dinheiro para doar”, diz Paula.

Em 2014, uma em cada cinco pessoas (20%) afirmou ter doado dinheiro no Brasil. Isso é menos do que os 22% de 2013 e é a porcentagem mais baixa registrada nos últimos seis anos. Os brasileiros com 50 anos ou mais continuam sendo os mais propensos a doar, apesar do segmento ter registrado queda no ano passado. Já entre os mais jovens, que são o grupo menos propenso a doar, o percentual de doadores está aumentando.

Clique aqui para acessar a íntegra do relatório World Giving Index 2014-15.