Confira os resultados da Pesquisa Doação Brasil 2020

Promovida pelo IDIS, a Pesquisa Doação Brasil 2020 é o mais amplo estudo sobre a prática da doação individual no País. Os resultados da segunda edição, realizada pelo instituto de pesquisas Ipsos, revelam o impacto da longa crise econômica e da pandemia sobre a doação dos brasileiros. Ao comparar os dados de 2015 com os de 2020, vemos que a doação encolheu no Brasil, em todas as suas formas, desde a doação em dinheiro, até a doação de bens e de tempo (trabalho voluntário).

 

Baixe a publicação completa: bit.ly/doacaobr2020

Visite o site pesquisa: https://pesquisadoacaobrasil.org.br

 

Enquanto em 2015, 77% da população havia feito algum tipo de doação, em 2020, o percentual ficou em 66%. Quando se trata de doação em dinheiro, a proporção caiu de 52% para 41%. E no caso de doações para organizações/iniciativas socioambientais, a redução foi de 46% para 37%.

Sobre os achados da Pesquisa, Paula Fabiani, CEO do IDIS, comenta: “Apesar da queda das doações, a Cultura de Doação se fortaleceu nos últimos cinco anos. A sociedade está mais consciente da importância da doação e tem uma visão muito mais positiva das organizações da sociedade civil e seu trabalho. As classes mais privilegiadas demonstraram maior grau de solidariedade e responderam à crise de 2020 doando mais.

Cerca de 650 pessoas acompanharam o evento de lançamento pelo Zoom e ao vivo pelo YouTube do IDIS. Desde então, a pesquisa tem sido destaque na imprensa nacional.

Assista ao evento de lançamento na íntegra:

 

Pesquisa Doação Brasil 2020

 

INFLUÊNCIA DA RENDA

Ao analisar a composição dos dados, fica claro que as alterações se deram por conta da prolongada crise econômica dos últimos anos, agravada pela pandemia e pelo cenário de incerteza para o futuro. Observamos que a doação de dinheiro para organizações/iniciativas socioambientais encolheu muito entre as classes menos favorecidas (de 32% para 25% entre 2015 e 2020, na faixa com renda familiar até 2 salários mínimos) e cresceu significativamente entre as classes com mais alta renda (de 51% para 58%, nas classes com renda familiar entre 6 e 8 salários mínimos, e de 55% para 59% entre as classes com renda familiar acima de 8 salários mínimos). Essas classes doaram mais em 2020 do que haviam feito em 2015.

 

VALOR DA DOAÇÃO

Em 2020, menos brasileiros doaram a organizações da sociedade civil e o valor doado caiu. Em 2015, a mediana* do valor anual doado por pessoa era de R$ 240 e em 2020, caiu para R$ 200.

Essa redução teve forte impacto sobre o montante total das doações. Em 2015, o valor total doado pelos indivíduos foi de R$ 13,7 bilhões, o que correspondia a 0,23% do PIB. Em 2020, somou R$ 10,3 bilhões, equivalentes a 0,14% do PIB desse ano.

(*) A mediana é preferida para estimar o valor total doado porque ela considera os valores mais praticados pela sociedade e despreza os valores extremos, ou seja, as doações muito altas ou muito baixas, que deturpam a média.

 

CAUSAS MAIS SENSIBILIZADORAS

O efeito da pandemia mudou as prioridades dos brasileiros, quando se trata de causas. Enquanto em 2015 Saúde e Crianças ocupavam os primeiros lugares na preferência dos brasileiros, em 2020, o Combate à Fome e à Pobreza foi citado por 43% da população como sendo a causa mais sensibilizadora, seguida por Crianças, Saúde e Idosos.

Duas outras causas também ganharam muitos adeptos nos últimos cinco anos – o Combate ao Abandono e Maus-tratos de Animais, e os Moradores de Rua. Ambas haviam pontuado muito pouco em 2015, mas aparecem no ranking de 2020, em quinto e sexto lugar, respectivamente.

 

PERCEPÇÃO SOBRE A DOAÇÃO

Apesar do encolhimento na prática, a população brasileira vê de forma cada vez mais positiva a doação. Mais de 80% da sociedade acredita que o ato de doar faz diferença, e entre os não doadores, essa concordância atinge 75%.

O conceito de que a doação faz bem para o doador cresceu significativamente, de 81% para 91% da população, atingindo uma maioria quase absoluta.

Outro aspecto positivo é que a ideia de que o doador não deve falar que faz doações está perdendo força. Em 2015, ela contava com a concordância de 84% da população e, em 2020, o percentual caiu para 69%. Este é um ponto especialmente importante porque o falar sobre a doação estimula sua prática, traz inspiração, esclarece temores e desperta o interesse de outras pessoas.

 

PERCEPÇÃO SOBRE AS ORGANIZAÇÕES DA SOCIEDADE CIVIL

A opinião dos brasileiros sobre as organizações da sociedade civil, mais conhecidas como ONGs, evoluiu muito nos últimos cinco anos.

A noção de que as ONGs são necessárias no combate aos problemas socioambientais recebe a adesão de 74% da população, enquanto em 2015, essa concordância estava em 57%.

A afirmação ‘Percebo que a ação das ONGs leva benefícios a quem realmente precisa’ conta com a concordância de 67% da população, e em 2015, esse índice era de 47%.

O reconhecimento de que as ONGs fazem um trabalho competente é indicado por 60% da população, e em 2015, só 44% pensavam desse modo.

O maior destaque, porém, fica com o crescimento da confiança nas ONGs. 45% da população concorda que as ONGs deixam claro o que fazem com os recursos que aplicam. Em 2015, apenas 28% se mostravam de acordo com a afirmação.

OUTROS DESTAQUES

A longa crise econômica que o País atravessa afetou muito as doações;

Parte da população mais pobre, que doava em 2015, deixou de doar e passou a precisar de doações;

Em compensação, as classes de maior renda doaram mais em 2020 do que em 2015;

A doação é vista de forma muito positiva pela população como um todo, e aumentou a percepção de que as pessoas devem falar que fazem doação;

A imagem das ONGs melhorou muito junto à sociedade brasileira.

 

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Escute também o podcast “Aqui se Faz, Aqui se Doa” sobre a pesquisa:

REALIZADORES E APOIADORES

A Pesquisa Doação Brasil é uma iniciativa coordenada pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, realizada pela Ipsos e com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento BID, Fundação José Luiz Egydio Setúbal, Fundação Tide Setúbal, Instituto ACP, Instituto Galo da Manhã, Instituto Mol, Instituto Unibanco, Itaú Social, Mercado Pago e Santander.

Percepção do impacto positivo das ONGs já estava aumentando antes da pandemia

O IDIS, Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, lança a edição 2020 do relatório ‘Brasil Giving Report: Um Retrato da Doação no Brasil’. É o terceiro ano consecutivo que a pesquisa é realizada, sempre com a mesma metodologia, mostrando como os brasileiros praticaram doação, voluntariado e engajamento cívico no ano anterior.

Visão e opinião evoluíram

Oito em cada dez brasileiros afirmaram que as organizações sociais tiveram um impacto positivo no país como um todo (82% em 2019 contra 73% em 2018) e em suas comunidades locais (80% contra 73% em 2018).  Os mais jovens são os mais propensos a ter essa opinião positiva. Quase nove em cada dez pessoas (87%) com idades entre 25 e 34 anos reconhecem um impacto positivo na comunidade local.

“Talvez essa percepção positiva do trabalho desenvolvido pelas OSCs tenha levado a condições mais favoráveis para o desenvolvimento da confiança, e essa confiança permitiu à população responder rapidamente diante da pandemia que vivemos”, explica a diretora-presidente do IDIS, Paula Fabiani, reforçando que a pesquisa foi realizada em agosto de 2019, antes da crise do coronavírus.

Constatou-se que os brasileiros têm uma visão positiva das ONGs em geral, com três quartos (74%) concordando que “a maioria das organizações sociais trabalha arduamente para alcançar resultados positivos para aqueles que pretendem ajudar”. Esta questão foi abordada pela primeira vez, na edição 2020.

Uma outra novidade do relatório lançado é a opinião dos brasileiros sobre a relação das empresas com as ONGs. Oitenta e seis porcento dos respondentes disseram que as empresas devem apoiar as comunidades em que atuam, 81% são favoráveis a parcerias entre empresas e ONGs e 71% se declarou mais propenso a comprar um produto de uma empresa que ajuda a comunidade local investe na solução de questões sociais..

Comportamento permaneceu estável

Duzentos reais é o valor típico doado pelos brasileiros que fizeram doações nos últimos 12 meses, mesmo patamar registrado em 2018, mas inferior a 2017, quando o valor foi de R$250. Além disso, a proporção dos que doaram permaneceu estável, quando praticamente sete em cada dez brasileiros afirmaram ter feito doação em dinheiro nos últimos 12 meses (67% em 2019 contra 70% em 2018). Como nas pesquisas anteriores, os jovens com idade entre 25 e 34 anos são sempre os que se mostram mais propensos a doar.

O apoio às organizações religiosas e igrejas continua sendo a causa mais popular entre metade dos doadores brasileiros (49%), resultado semelhante ao de 2018 (52%) e 2017 (49%). As outras principais causas para doações são o apoio a crianças ou jovens (39%) e o combate à pobreza (30%). De acordo com o relatório, a proporção de brasileiros que faz trabalho voluntário não muda desde 2017 e atinge metade dos entrevistados (53% em 2019 e 2018 contra 52% em 2017).

As três principais razões para doar também seguem inalteradas desde que o estudo começou a ser feito. “Porque me sinto bem” é a resposta de metade dos entrevistados (52% em 2019 contra 50% em 2018). “Preocupar-se com a causa” (44% agora contra 42% em 2018) e “querer ajudar as pessoas menos favorecidas” (43% contra 40% em 2018) são as outras razões apontadas.

O estudo ‘Brasil Giving Report: Um Retrato da Doação no Brasil’ apresenta dados referentes ao ano de 2019 e foi produzido pela Aliança Global da Charities Aid Foundation. A CAF, representada pelo IDIS no Brasil, é uma rede mundial de organizações que trabalham na vanguarda da filantropia e da sociedade civil.

O estudo na íntegra pode ser baixado aqui.

#ComoPossoAjudar

O resultado da nova edição do Brasil Giving Report foi lançado em 8 de julho, no seminário online #ComoPossoAjudar: O Movimento que Faz a Diferença na Pandemia”, promovido pelo IDIS em parceria com a Folha de S.Paulo. O evento contou com dois painéis, nos quais os convidados puderam discutir a cultura de doação no país.

Mesa 1: Motivações para doar
> Adriana Barbosa, CEO da Preta Hub
> Eugênio Mattar, CEO da Localiza
> Marcia Kalvon Woods, pres. Conselho ABCR
> Nathalia Arcuri, CEO da Me Poupe!

Mesa 2: Caminhos e Escolhas
> Paula Jancso Fabiani, diretora-presidente IDIS
> Luiza Helena Trajano, Magazine Luiza
> Rodrigo Pipponzi, diretor-executivo da Editora MOL

Moderação: Eliane Trindade, Folha

Leio aqui a reportagem sobre o seminário.

Confira aqui o debate:

Metodologia

Este relatório se baseia em dados coletados pelo YouGov a pedido da CAF. No Brasil foram feitas 1.000 entrevistas online entre 13 e 27 de agosto de 2019. Devido ao grau de penetração da internet no Brasil (70%), a amostra é representativa da população urbana e é ajustada aos dados demográficos conhecidos da população, incluindo idade e gênero.

As diferenças são apontadas com grau de confiança de 95% (o nível de confiança de que os resultados são um verdadeiro reflexo de toda a população). A margem de erro máxima (a quantidade de erro de amostragem aleatória) é calculada em ±3%.

Assessoria de Imprensa IDIS

4Press – (11) 5096-0439

Ana Lucia Moretto – anamoretto@4pressnews.com.br

Leandro Andrade – leandro@4pressnews.com.br

Quase metade da população mundial já ajudou um desconhecido, aponta estudo divulgado pelo IDIS

O World Giving Index, estudo global com 10 anos realizado junto a 1,3 milhão de pessoas em 126 países revela que, apesar do fortalecimento da cultura de doação, vem sendo registrada uma tendência de queda neste comportamento, principalmente em alguns dos lugares mais ricos do mundo, como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Irlanda e Holanda.

Esta edição do Ranking Global de Solidariedade, que celebra uma década de coleta de dados, foi produzida pela Charities Aid Foundation (CAF), instituição com sede no Reino Unido, e que no Brasil é representada pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social.

Conheça aqui os resultados da pesquisa.

O levantamento, encomendado ao Instituto Gallup, analisou dados agregados de cada país ao longo de 10 anos (2009-2018) e tem como base respostas de três perguntas: 1) se o entrevistado ajudou um desconhecido, 2) se contribuiu financeiramente para organizações da sociedade civil e 3) se doou tempo como voluntário para uma organização.

Sete dos dez países mais solidários estão entre os mais ricos do mundo, com os Estados Unidos na liderança, mas a lista dos dez primeiros também inclui nações menos ricas, como Mianmar (2º lugar), Sri Lanka (9º. Lugar) e Indonésia (10º lugar). A Nova Zelândia (3º lugar) é o único país que aparece no top 10 das três perguntas, ajudando um desconhecido, contribuindo financeiramente para uma ONG e doando tempo como voluntário.

 

O relatório identificou ainda os 10 países mais solidários ao longo da década, juntamente com os 10 menos generosos e os que tiveram a melhor e a pior performance no período. Indonésia, Quênia, Singapura, Malásia, Iraque, África do Sul, Haiti, Ruanda, Bósnia e Emirados Árabes foram os países que mais cresceram no Ranking. Já Polônia, Turcomenistão, Filipinas, Letônia, República Tcheca, Azerbaijão, Mauritânia, Camboja, Afeganistão e Marrocos os que mais caíram.

A América do Sul apresenta um quadro com múltiplas tendências, com um número considerável de países onde os entrevistados afirmam ajudar um desconhecido – isso acontece inclusive em países que sofreram ​​conflitos e crises recentes, como Venezuela e Equador. Quanto ao Brasil, apareceu na posição 74 no ranking global, e no 8o lugar entre as noções da América do Sul + México. A ajuda a desconhecidos foi a variável de melhor desempenho no país, que revelou apenas 28% da população envolvida em uma ou mais ação solidária.

Para a diretora-presidente do IDIS, Paula Fabiani, cada país enfrenta desafios únicos e, por isso, as soluções precisam ser buscadas localmente. “Na América Latina, continuamos vendo a disposição das pessoas a doarem e trabalhamos para que a sociedade civil crie um melhor ambiente para essa cultura de doação.”  Na visão de Fabiani o trabalho com os jovens é essencial: “São eles que vão estabelecer como será a filantropia e a doação no futuro”.

Alguns destaques do estudo:

  • Em todo o mundo, mais de 2,5 bilhões de pessoas ajudaram um desconhecido na última década, o equivalente a 48% da população mundial
  • Entre os 10 países com população mais doadora em dinheiro, em pelo menos 4 deles, doam com motivação religiosa
  • 1 entre cada 5 adultos no mundo fizeram trabalho voluntário nos últimos 10 anos, com o Sri Lanka relatando a maior taxa de voluntariado do mundo
  • As pessoas de Mianmar são as que mais provavelmente doaram dinheiro para caridade. (Os budistas praticantes representam 90% da população, 99% deles seguidores do ramo Therevada da religião que exige doações)

O lançamento da pesquisa aconteceu no dia 15 de outubro de 2019. Comentaram os resultados Graziela Santiago, Coordenadora de Conhecimento no GIFE, e João Paulo Vergueiro, Diretor Executivo da ABCR – Associação Brasileira de Captadores de Recursos.

Veja aqui a apresentação completa, com o recorte brasileiro.

 

Conheça aqui os resultados da pesquisa.

 

As novas gerações de brasileiros são mais engajadas e doam mais

As novas gerações de brasileiros são mais engajadas, e doam mais, aponta o Country Giving Report 2018, o mais recente estudo sobre a doação individual no Brasil realizado pela Charities Aid Foundation (CAF) e  lançado nesta quarta-feira, dia 6 de fevereiro, pelo IDIS.        

O estudo mostra que pessoas entre 25-34 anos doaram mais dinheiro do que as pessoas com mais de 55 anos (75% vs 64%). Além disso, o estudo também constata que a faixa etária 18-24 anos é a que percebe mais o impacto positivo da atuação das organizações da sociedade civil no Brasil (85% vs 73% da média geral).

Sendo assim, é possível notar no estudo que com o passar dos anos, a cultura de doação tende a crescer, já que os jovens estão cada vez mais engajados. “É fantástico ver tantos brasileiros dispostos a doar seu tempo e dinheiro para aqueles que mais necessitam.”, afirma Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS.

As principais descobertas do estudo são:

– 7 em cada 10 pessoas, ou seja, 70% realizou uma doação em dinheiro nos últimos 12 meses, tanto para alguma organização sem fins lucrativos/caridade, para uma igreja ou organização religiosa, ou doando para uma outra pessoa.

– Doações em dinheiro são as mais populares, 68% das pessoas fizeram doações dessa forma

– Aproximadamente 8 em 10 pessoas disseram ter realizado alguma atividade de doação nos últimos 12 meses, sendo a mais comum doar dinheiro para a igreja ou alguma outra organização religiosa.

– A principal razão que leva os brasileiros a doarem é se sentir bem sobre eles mesmos (metade dos doares disseram isso), se importam com a causa (42%) e vontade de ajudar os mais necessitados (40%) como principais razões para doar.

– 76% dos entrevistados afirmaram que as doações têm um impacto positivo internacionalmente; uma proporção similar de pessoas disse que as doações têm impacto positivo nas comunidades locais e no Brasil como um todo (73%).

Para ler o relatório completo, acesse o link

Brasil despenca no Ranking Mundial de Solidariedade

O Brasil teve o pior desempenho já registrado no World Giving Index. O país saiu da posição de número 75 e foi para o 122ºlugar no ranking geral, que apresenta 146 países.
Conhecido como ranking global de solidariedade, o levantamento é medido pela CAF – Charities Aid Foundation – instituição com sede no Reino Unido, e que no Brasil é representada pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, o IDIS. Este ano, foram entrevistadas mais de 150 mil pessoas em 146 países.
O levantamento registra o número de pessoas que, no mês anterior à consulta, doaram dinheiro para uma organização da sociedade civil, ajudaram um estranho ou fizeram trabalho voluntário.

No Brasil, houve queda nos três comportamentos.

Para a diretora presidente do IDIS, Paula Fabiani, a recessão econômica dos últimos anos fortaleceu o individualismo na sociedade, fazendo com que as pessoas se preocupem mais em se proteger, deixando um pouco de lado os comportamentos solidários.

“O relatório mostra que voltamos a níveis muito baixos de solidariedade, ao contrário dos últimos dois anos, quando cresceu a proporção de pessoas que ajudaram um estranho, fizeram trabalho voluntário ou doaram dinheiro. Isso indica que ainda não temos uma cultura de doação madura e estabelecida”, explica Paula.

Relatório aponta queda nas doações corporativas e mostra que sociedade defende o apoio a causas sociais como uma obrigação das empresas

As cem principais companhias negociadas na Bolsa de Valores de Londres, que compõem o índice FTSE 100, doam menos ano a ano. Cerca de 70% delas estão presentes em várias partes do mundo e contribuem com causas sociais dentro e fora do Reino Unido. A conclusão é do estudo divulgado pela britânica CAF (Charities Aid Foundation), representada no Brasil pelo IDIS.  Apesar do relatório não trazer dados específicos sobre outros países, o estudo serve com uma espécie de guia para entender as tendências e perspectivas das doações corporativas em escala global. Foram analisados os relatórios anuais e de responsabilidade social de 2009 a 2017, considerando doações em dinheiro, tempo, serviços de gestão e doações em espécie.

As doações totais em termos absolutos do FTSE 100 chegaram a £ 1,9 bilhão em 2016. Em perspectiva, caíram 11% (£ 235 milhões) desde 2014 e em 26% (£ 655 milhões) desde 2013. Apesar da queda no volume total de investimentos sociais, as empresas doaram, em média, 1,9% dos lucros pré-imposto – e esse percentual é o maior desde 2009. Um total de 15 empresas optaram por não especificar suas doações corporativas para o exercício de 2015/16, portanto, seus valores não estão incluídos no relatório.

“É lamentável constatar que as grandes corporações estão andando em direção contrária ao que se espera, que é um maior esforço das empresas para a redução das desigualdades sociais e para as causas ambientais, uma vez que elas atuam globalmente e provocam impacto em todo o planeta”, reflete Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS.

Os números mostram que as empresas ligadas aos setores financeiro, óleo e gás, tecnologia e telecomunicações foram as que registraram a maior queda em doações, enquanto as empresas farmacêuticas continuam na liderança, representando 55% das doações em 2016.

Opinião do público E pela primeira vez, o estudo trouxe também uma pesquisa com o público. Foram entrevistados 1.004 pessoas com mais de 16 anos de idade, no período de 20 a 30 de Abril de 2017, para saber a opinião delas sobre a responsabilidade social empresarial. O principal resultado mostra que enquanto as doações corporativas continuam a cair,  quase metade da população do Reino Unido acha que as empresas têm a obrigação de apoiar causas benéficas.

A pesquisa descobriu também que 56%  se declararam mais inclinados a comprar um produto ou serviço de uma empresa que faz doações. Em média, as pessoas acreditam que apenas 35% das empresas que compõem o índice FTSE 100 doam para causas sociais. E um fato surpreendente:  60%  dos entrevistados concordaram que “a responsabilidade social corporativa é apenas um exercício de relações públicas para empresas”.

Os dados levam à conclusão de que as companhias que optam por não ser transparentes podem perder a oportunidade de envolver os consumidores positivamente.

BREXIT – Vale a pena citar que essa é uma avaliação pós-Brexit. Com um cenário político, social e econômico ainda em construção e uma reavaliação da confiança, o relatório conclui que o voto para deixar a União Européia não trouxe mudanças significativas no comportamento de doações de grandes empresas.

FTSE 100 – O FTSE 100 é o principal indicador de desempenho do mercado acionário do Reino Unido, representando a variação das cem principais companhias negociadas na Bolsa de Valores de Londres, a London Stock Exchange (LSE). O índice é calculado por uma empresa independente (FTSE The Index Company), de propriedade da própria London Stock Exchange, em conjunto com o The Financial Times.

O relatório completo (em inglês) pode ser acessado no site da CAF https://www.cafonline.org/about-us/publications/2018-publications/corporate-giving-by-the-ftse-100/read-our-corporate-giving-by-the-ftse-100-report

 

Country Giving Report 2017: o brasileiro doa para se sentir bem!

A sequência de escândalos políticos e financeiros nos últimos anos só fortaleceu a já consolidada descrença dos brasileiros nas instituições. O real impacto disso na cultura de doação do País ainda está por ser avaliado. Mas uma pesquisa realizada pela Charities Aid Foundation, instituição sediada no Reino Unido e representada no Brasil pelo IDIS, revela um cidadão generoso, que gosta de doar. Além da satisfação pessoal (51%), o brasileiro também leva em conta a causa (41%) e a crença de que todos devem ajudar a resolver problemas sociais (40%).

Para revelar o comportamento do doador individual, os pesquisadores ouviram 1.313 pessoas em todo o território nacional – todos maiores de 18 anos e com acesso à Internet. O IDIS trouxe a pesquisa Country Giving Report 2017 para o País com a certeza de que o conhecimento e a reflexão sobre o comportamento do doador são armas poderosas para fazer da doação um tema mais presente nas pautas públicas e privadas do Brasil. A importância de pesquisas que nos ajudam a entender as motivações de um doador fica clara no espaço que esse tipo de estudo recebe nas mídias. Você pode acompanhar algumas das repercussões no programa Estúdio i, da Globonews, e no Jornal da Cultura Primeira Edição.  Basta clicar, aos 20’29” em http://tvcultura.com.br/videos/63333_jornal-da-cultura-1a-edicao-14-11-2017.html . E ainda em  http://g1.globo.com/globo-news/estudio-i/videos/v/pesquisa-mostra-que-68-dos-brasileiros-fizeram-caridade-no-ultimo-ano/6285787/

Assim como a pesquisa Doação Brasil, divulgada pelo Idis em 2016 e que pela primeira vez traçou o perfil do doador no País, os números do Giving Report 2017 Brazil surpreenderam.  A revelação de que mais de dois terços da população (68%) fez algum tipo de doação no último ano causa estranheza porque a doação filantrópica é um tema raro nas conversas dos brasileiros: “Doação não é um tema, não ouvimos comentários sobre isso no nosso dia a dia. Então, ficamos com a impressão de que os brasileiros não doam”, explica Paula Fabiani, diretora presidente do Idis.

As causas – O apoio a organizações religiosas mostrou-se a mais popular das causas:  quase metade (49%) das pessoas contribuíram para ela (o dízimo foi considerado doação pelos pesquisadores). Em seguida vem o apoio a crianças (42%) e a ajuda aos pobres (20%).

Os mais ricos representam a maior população relativa de doadores (86% – com renda familiar anual acima de R$ 50 mil), além de dedicarem os maiores valores para causas (média de R$ 300 por doação – entre aqueles com renda anual acima de R$ 100 mil).

Mas as famílias mais pobres doam uma fatia maior de sua renda. Entre a população com renda familiar anual até R$ 10 mil, 71% também doou alguma quantia no período pesquisado. O valor médio foi de R$ 100. O que representa 1,2% da sua receita, enquanto a fatia com renda anual acima de R$ 100 mil doa 0,4%.


Barreiras para novas doações – O brasileiro gostaria de doar mais e 59% disse que o faria se tivesse mais dinheiro.  Mas as barreiras não são apenas econômicas. As pessoas ainda não têm claro o papel das ONG´s. A falta de transparência das organizações, assim como a incerteza sobre como o dinheiro é gasto, gera insegurança. Além da desconfiança, Paula Fabiani atenta para a urgência do terceiro setor em trabalhar pontos determinantes para eliminar barreiras, tais como colocar a doação como mecanismo de participação social; e esclarecer que o papel das ONGs não é paliativo ou emergencial, mas de participação cidadã. As principais conclusões geradas pela análise sobre doações individuais no Brasil podem ser verificadas no site do Idis  https://www.idis.org.br/wp-content/uploads/2017/11/country-giving-report-2017-brasil.pdf

World Giving Index 2017: voluntariado no Brasil bate recorde

Um em cada cinco brasileiros fez algum tipo de trabalho voluntário de acordo com o World Giving Index 2017, estudo feito pela Charities Aid Foundation (CAF), instituição com sede no Reino Unido e que no Brasil é representada pelo IDIS. O WGI, conhecido como ranking global de solidariedade, registra o número de pessoas que doaram dinheiro para uma organização da sociedade civil, ajudaram um estranho no mês anterior ao levantamento ou fizeram trabalho voluntário. Este ano, foram entrevistadas 146 mil pessoas em 139 países. O estudo foi divulgado no dia 5 de setembro em um evento no Centro Ruth Cardoso, em São Paulo, que reuniu representantes de organizações sociais e especialistas no tema da Cultura de Doação.

No levantamento anterior, 18% dos entrevistados diziam ter feito algum tipo de trabalho voluntário, percentual que chegou agora aos 20%, marca recorde para o Brasil desde que o levantamento começou a ser feito em 2009.
Mais da metade, 54% das pessoas ouvidas, disseram ter ajudado um estranho, número que se manteve estável em relação ao ano passado. O único comportamento que mostrou piora em 2017 foi o número de pessoas que doaram dinheiro. Depois de bater 30% em 2016, o índice agora caiu para 21%.

No geral, a pontuação do Brasil no World Giving Index caiu de 34% para 32%, o que levou o país a perder 7 lugares no ranking, ficando em 75º lugar. A pontuação do país caiu ligeiramente esse ano, mas ainda se mantém maior que em anos anteriores. É a segunda melhor colocação desde que o WGI foi criado.

“Apesar da queda do indicador geral, o voluntariado atingiu seu maior índice e nosso desafio é transformar essa tendência em uma pratica rotineira, independente de grandes eventos como foram os jogos olímpicos, reforça a diretora-presidente do IDIS, Paula Fabiani.

Mundo
O WGI 2017 mostrou uma mudança no quadro mundial da generosidade. Enquanto a maioria dos grandes países do top 20, como as nações da Europa, Ásia e os Estados Unidos caíram no ranking, vários países da África subiram na tabela. A África foi o único continente que registrou crescimento nos 3 comportamentos de solidariedade.

Vinte por cento dos top 20 deste ano foram ocupados pelos países africanos (Quênia, Serra Leoa, Libéria, Zâmbia) e oito nações (Gana, Zâmbia, Serra Leoa, Libéria, Quênia, Zimbábue, África do Sul, Tunísia) viram sua pontuação aumentar mais de 5 pontos percentuais, ou seja, a África foi o continente que teve melhor desempenho.

Campeões
No geral, Myanmar foi o país mais generoso do mundo pelo quarto ano consecutivo, mas registrou queda na pontuação geral de 70% para 65%. A Indonésia foi o segundo, seguida pelo Quênia, Nova Zelândia e Estados Unidos.

Alguns destaques
Este ano, o índice global teve uma piora em relação ao de 2016: doar dinheiro e ajudar um estranho recuaram 1,8 pontos percentuais, enquanto voluntariado caiu 0,8 pontos percentuais. O relatório sugere um declínio geral nos índices de solidariedade, especialmente entre as nações desenvolvidas. Apenas seis dos países do G20 aparecem no top 20.

O Quênia foi um dos destaques do WGI 2017 ao passar do 12º para o posto de terceira nação mais generosa.
Serra Leoa foi o país que teve a maior pontuação no quesito ajudar um estranho: 81% dos entrevistados relataram ter tido esse comportamento no mês anterior à pesquisa. O Camboja ficou na outra ponta, com apenas 18% de pessoas relatando ajudar um estranho.
O estudo na íntegra pode ser baixado em www.idis.org.br/world-giving-index-2017

Brasil sobe 37 posições no ranking mundial de solidariedade e tem melhor resultado desde 2009

O Brasil está mais generoso de acordo com o World Giving Index (WGI) da Charities Aid Foundation (CAF), o único índice global que mede a generosidade, divulgado no dia 25 de outubro. O WGI é elaborado pela CAF, uma instituição filantrópica internacional, com sede no Reino Unido e com escritórios parceiros no Brasil, EUA, Canadá, Rússia, África do Sul e Índia. O representante brasileiro da CAF é o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, o IDIS. O WGI registra o número de pessoas que ajudaram um estranho, fizeram trabalho voluntário ou doaram dinheiro para uma organização da sociedade civil no mês anterior ao levantamento. Este ano, foram entrevistadas 148 mil pessoas de 140 países como parte do Gallup World Poll.

O país teve grande aumento no número de pessoas doando para organizações da sociedade civil, fazendo trabalho voluntário e ajudando um estranho – os três aspectos medidos que compõem o WGI. No geral, 54% dos brasileiros disseram que ajudaram um estranho no mês anterior à pesquisa – um aumento expressivo em relação aos 41% do levantamento passado. A parcela de pessoas que doam dinheiro aumentou de 20% para 30% em relação ao ano anterior, enquanto a proporção dos que fizeram trabalho voluntário aumentou de 13% para 18% na mesma comparação.

“Esses resultados confirmam o que a Pesquisa Doação Brasil, a primeira pesquisa de alcance nacional sobre o comportamento dos doadores, apontou: que o brasileiro é um povo solidário e que sabe responder em um momento de crise”, avalia Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS. Ela lembra que ambas as pesquisas foram realizadas no ano passado, antes do sucesso dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos. “Esperamos novos aumentos após esses eventos, que reuniram tantos voluntários para ajudar a mostrar o nosso país para o mundo”, diz.

No geral, o Brasil é o 68º no WGI, e, apesar do crescimento significativo, ainda está atrás do Chile, Uruguai e Peru. O Instituto Gallup, responsável pela realização da pesquisa, entrevistou presencialmente 1.004 brasileiros, entre 20 de outubro e 16 de novembro de 2015.

Brasil

Mundo

Mais pessoas do que nunca estão ajudando um estranho em países em todo o mundo, de acordo com o World Giving Index da CAF. Pela primeira vez desde que o índice começou a ser apurado, em 2009, mais da metade das pessoas nos 140 países disseram que ajudaram um estranho e um número recorde de pessoas fez trabalho voluntário. O número de pessoas no mundo que doou dinheiro também foi ligeiramente maior. No geral, Mianmar foi o país mais generoso do mundo pelo terceiro ano consecutivo. Os Estados Unidos foram o segundo, sendo o país mais generoso do mundo ocidental, seguido pela Austrália.

Mundo

O índice é publicado um mês antes do Dia de Doar (#GivingTuesday), que será dia 29 de novembro, quando as pessoas são convidadas a doar o seu tempo, dinheiro ou voz para uma boa causa.

Alguns destaques

A África é o continente que registou o maior aumento de generosidade no ano passado. Mais uma vez, nota-se que desastres e adversidades inspiram atos de generosidade. O índice, agora em seu sétimo ano, mostra altos níveis de generosidade em países que enfrentam guerra civil, conflitos e instabilidade, evidenciando como o impulso humano para ajudar os outros se mostra mais forte em condições mais problemáticas.

O WGI deste ano apurou grande volume de doações no Iraque e na Líbia, apesar dos conflitos sangrentos, e o Nepal, que atinge sua classificação mais alta logo após os terremotos devastadores de 2015. Dos sete países mais industrializados e ricos do mundo, o G7, apenas três aparecem entre os Top 10 do ranking: Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Em muitos países, os homens são significativamente mais propensos que as mulheres a se envolver em trabalho voluntário ou em ajudar um estranho. No entanto, em nível global, há pouca diferença entre homens e mulheres quando se trata de doação de dinheiro.

Metodologia

O World Giving Index baseia-se em dados coletados pelo Instituto Gallup em seu projeto World View World Poll, uma pesquisa realizada em mais de 140 países em 2015 que, juntos, representam cerca de 96% da população mundial (cerca de 5,1 bilhões de pessoas). A pesquisa faz perguntas sobre diversos aspectos da vida contemporânea, incluindo o comportamento de doação. Os países pesquisados e as perguntas feitas em cada região variam de ano para ano e são determinados pelo Gallup. Mais detalhes sobre a metodologia do Gallup podem ser vistos online.

IDIS divulga resultados da Pesquisa Doação Brasil

idis-doacoes-76Ao longo do ano passado, 77% dos brasileiros fizeram algum tipo de doação, sendo que 62% doaram bens, 52% doaram dinheiro e 34% doaram seu tempo para algum trabalho voluntário. Se considerarmos apenas os que doaram dinheiro para organizações sociais, são 46%. No ano de 2015, as doações individuais dos brasileiros totalizaram R$ 13,7 bilhões, valor que corresponde a 0,23% do PIB do Brasil.

Esses resultados integram o mais completo estudo já feito no país sobre o perfil do doador brasileiro. A ideia é que a Pesquisa Doação Brasil se repita com uma frequência entre três e cinco anos para que seja possível acompanhar a evolução da cultura de doação no país. O levantamento, encomendado ao Instituto Gallup, entrevistou 2.230 pessoas em todo país, com 18 anos ou mais, residentes em áreas urbanas e com renda familiar mensal a partir de um salário mínimo.

“A Pesquisa Doação Brasil revela um retrato jamais visto, que servirá de base para uma grande campanha pela cultura de doação no país”, relata Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS – Instituto pelo Desenvolvimento do Investimento Social, que liderou a realização da pesquisa.

Levando em conta as regiões do Brasil, em números absolutos, o Sudeste aparece em primeiro lugar, concentrando 43,5% dos doadores. O Nordeste vem na sequência com 31%. Depois aparecem o Sul, com 13%, Norte com 6,5% e Centro Oeste com 6%. Mais de um terço dos doadores, 36%, fizeram uma doação por mês ao longo do ano passado. Essas doações ficam na faixa de R$20 a R$40 mensais, ou seja, de R$240 a R$480 por ano.

As mulheres doam para organizações com mais frequência que os homens, 49% contra 42%. De acordo com o estudo, o perfil do típico doador brasileiro é mulher com instrução superior, praticante de alguma religião, moradora das regiões Nordeste ou Sudeste, com renda individual e familiar acima de 4 salários mínimos. Três grandes temas sensibilizam o doador em dinheiro: em primeiro lugar é a saúde, com 40% das respostas, crianças ocupam a segunda colocação, com 36%, seguidas por combate à fome e à pobreza, com 29%.

Oitenta por cento dos entrevistados disseram não se deixar levar pela emoção na hora de doar, sendo que apenas 20% admitiram praticar este ato por impulso. “Esse resultado é muito positivo para nós, afinal prova que o brasileiro tem grande consciência na hora de doar”, destaca Paula Fabiani. A principal razão para uma pessoa doar dinheiro é a solidariedade com os mais necessitados, indicando que existe uma forte ligação entre o ato de doar e a gratificação emocional.

A religião também exerce grande influência no hábito de doar dos brasileiros. Entre os que se declaram católicos na pesquisa, 51% praticam a doação em dinheiro. Entre os espiritas, esse porcentual chega a 58%. Entre os evangélicos entrevistados, 45% disseram fazer doação em dinheiro. Não são considerados aqui os pagamentos de dízimos ou mensalidades para associações.

A Pesquisa Doação Brasil mostra não existir uma relação direta entre o tamanho da cidade e a prática de doação em dinheiro, ou seja, mesmo fora das grandes cidades, o brasileiro também doa. Porém, existe uma forte relação entre idade e a prática da doação em dinheiro. Quanto maior a faixa etária, maior a incidência deste tipo de doação. O mesmo acontece em relação ao grau de instrução. Pessoas com nível superior, praticam mais doação em dinheiro.

A Pesquisa Doação Brasil é uma iniciativa coordenada pelo IDIS, em parceria com um grupo de especialistas e atores relevantes para o campo da cultura de doação no Brasil. Uma sequência de encontros de trabalho foi realizada envolvendo representantes de organizações da sociedade civil, universidades, mídia, fundações e redes e associações de classe ligadas aos temas de cultura de doação e captação de recursos.

O resultado final da pesquisa será difundido abertamente para todos os interessados, com intuito de fortalecer a cultura de doação no país e contribuir na capacitação da sociedade na captação de recursos.
* A íntegra da pesquisa Doação Brasil está disponível no site do IDIS, no endereço www.idis.org.br/pesquisadoacaobrasil

Brasil perde 15 posições no ranking mundial de solidariedade

O estudo anual World Giving Index, da Charities Aid Foundation (CAF), mostra que cada vez menos brasileiros doam dinheiro ou tempo de voluntariado para ajudar boas causas, apesar da quantidade de brasileiros que ajudam pessoas desconhecidas ter registrado um discreto crescimento em 2014, subindo de 40% em 2013 para 41% no ano passado, o que representa um acréscimo de cerca de 2,5 milhões de pessoas.

O World Giving Index, divulgado no Brasil pelo IDIS, é um estudo anual sobre o comportamento global de solidariedade baseado em pesquisas realizadas em 145 países, analisando três indicadores de doação: a porcentagem de pessoas que fizeram doações em dinheiro, dedicaram tempo de voluntariado e ajudaram um desconhecido no último mês anterior à pesquisa. O Brasil caiu 15 posições no índice, saindo da 90ª para a 105ª posição.

Gráfico WGI 2015 Brasil

Para a presidente do IDIS, Paula Fabiani, ainda há um longo caminho a percorrer até que a doação no Brasil alcance níveis de países similares ao nosso. “Em virtude da situação econômica, é provável que as pessoas sintam que têm menos tempo e dinheiro para doar”, diz Paula.

Em 2014, uma em cada cinco pessoas (20%) afirmou ter doado dinheiro no Brasil. Isso é menos do que os 22% de 2013 e é a porcentagem mais baixa registrada nos últimos seis anos. Os brasileiros com 50 anos ou mais continuam sendo os mais propensos a doar, apesar do segmento ter registrado queda no ano passado. Já entre os mais jovens, que são o grupo menos propenso a doar, o percentual de doadores está aumentando.

Clique aqui para acessar a íntegra do relatório World Giving Index 2014-15.

Rules to Give By mapeia países com leis de incentivo

A proporção de pessoas que fazem contribuições financeiras a organizações sociais é significativamente maior em países que oferecem incentivos fiscais para doação. Isso é o que relata um estudo pioneiro realizado pela Charities Aid Foundation (CAF); McDermott Will & Emery LLP e  Nexus, juntamente com o apoio do NFP (National Financial Partners Corp).

O “Rules to Give By”, primeiro índice internacional do mundo sobre o apoio de governos a doações para organizações sociais, constatou que o percentual de pessoas que doam dinheiro para organizações sociais é de 12% a mais em nações que oferecem incentivos fiscais para pessoas físicas (33%) do que naquelas que não oferecem (21%).

O estudo comparou os incentivos fiscais e outros aspectos legislativos à probabilidade das pessoas doarem, conforme medido pelo World Giving Index, o índice internacional de solidariedade. Na comparação, constatou-se que a influência dos incentivos fiscais na doação não depende do nível de desenvolvimento econômico de um país. Por outro lado, os países que oferecem incentivos fiscais para pessoas físicas são os que mais possuem pessoas que fazem doações em dinheiro para organizações sociais, de acordo com o World Giving Index.

No entanto, existe uma disparidade entre o apoio para doações corporativas e suporte para doações de pessoas físicas. Ao todo, 77% dos países oferecem alguma forma de incentivo fiscal a empresas doadoras, mas apenas 66% oferecem incentivos aos doadores individuais.

Exceção nessa comparação, mesmo com uma colocação ruim no World Giving Index, o Brasil possui nota de 10 (em 11 pontos possíveis) no relatório Rules do Give By, o que mostra que a existência da lei por si só não é suficiente. Para a diretora-presidente do IDIS, Paula Fabiani, essa disparidade mostra que, apesar de possuir leis de incentivo, o país precisa rever a forma como estão sendo concedidos esses incentivos, diminuir a burocracia e buscar formas para que as isenções tributárias para doações sejam utilizadas amplamente.

Uma das alternativas que temos trabalhado para melhorar a situação é a aprovação do projeto de lei 4643/2012, hoje em tramitação no Congresso, que trata da criação dos Fundos Patrimoniais Vinculados e inclui incentivos fiscais mais amplos, promovendo inclusive a doação-pessoa física”, comenta a presidente do IDIS (que é o representante da CAF no Brasil).

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Para ver o relatório completo (em inglês), clique aqui.

WORLD GIVING INDEX: BRASIL SOBE UMA POSIÇÃO EM RANKING GLOBAL DE DOAÇÕES

O Brasil subiu uma posição no índice mundial de doações que abrange 135 países ao redor do globo. O país saiu da 91ª para a 90ª posição, de acordo com a pesquisa World Giving Index 2014 divulgada pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, nesta terça-feira, em São Paulo. O estudo, divulgado anualmente desde 2010, é encomendado pela instituição britânica CAF, Charities Aid Foundation, ao instituto de pesquisa Gallup World Pool.

Apesar da 90ª colocação, o país apresentou uma evolução positiva. Porém, desde o início do levantamento, perdeu 36 posições. Os dados mostram que 22% dos brasileiros entrevistados afirmaram ter doado dinheiro para organizações da sociedade civil, 40% ajudaram desconhecidos e 16% fizeram algum tipo de trabalho voluntario.

“Em números absolutos o Brasil aparece nos três índices (doação, voluntariado e ajudar um estranho) entre os 10 primeiros colocados por ser um país populoso. Mas em termos de percentual da população ainda estamos mais próximos do fim da lista e temos enorme potencial para evoluir”, diz a presidente do IDIS, Paula Fabiani.

Em relação aos dados do ano passado, o único ponto em que o Brasil cresceu foi no voluntariado – de 13% para 16%. Por outro lado, a doação caiu de 23% para 22% e o ato de ajudar a um estranho caiu de 42% para 40%.

Estados Unidos e Mianmar compartilham o primeiro lugar no ranking. Os Estados Unidos são o único país a ranquear em números porcentuais no Top 10 nos três tipos de doação. A liderança de Mianmar no ranking se deve principalmente a uma incidência muito alta de doações de dinheiro. Nove em cada dez pessoas em Mianmar seguem a escola Theravada de budismo, com uma forte cultura de solidariedade, o que contribui para que o país esteja na primeira posição em doação de dinheiro. Os países que formam o Top 10 permanecem sendo, em sua maioria, os mesmos relatados em 2013.

A exceção mais evidente foi a Malásia, que em decorrência do Tufão HAYAN subiu da 71ª para a 7ª colocação, reflexo dos esforços humanitários para ajudar a população após o desastre.

Para a presidente do IDIS, Paula Fabiani, o levantamento mostra a necessidade de investir na promoção de uma cultura de doação no país. “No Brasil, sete em cada dez pessoas não fazem doações e oito em cada dez não praticam qualquer ação de voluntariado. Temos que fomentar a cultura de doação no país, seja em dinheiro ou tempo. Os dados mostram que a doação não está apenas relacionada com a questão da riqueza. Uma prova disso são os Estados Unidos e Mianmar que permanecem empatados em primeiro lugar”, afirma.

Na America do Sul, Venezuela é a nação menos generosa, ocupando a posição 134º, situação parecida com a do Equador, em 132º lugar. O país mais solidário do continente é o Chile, em 50° lugar na lista, seguido da Colômbia, em 53°.

Alguns destaques do relatório:
O World Giving Index 2014 traz uma série de recomendações os governos ao redor do mundo. O estudo ressalta a relevância de uma regulamentação das organizações sem fins lucrativos justa, consistente e aberta. Cobra mais facilidade para as pessoas doarem e a importância de oferecer incentivos para a doação. Lembra ainda que é preciso encorajar a doação solidária à medida que as nações desenvolvem suas economias, aproveitando o crescimento das classes médias ao redor do globo.

“Para melhorarmos esse cenário, é necessário trabalhar por uma cultura de doação mais presente e menos assistencialista, investir nas áreas de captação de recursos das organizações e criar um ambiente legal e tributário que incentive a doação, motivando as pessoas a doarem”, complementa Paula Fabiani.

O World Giving Index 2014 está disponível online por meio dos links:
(PORTUGUÊS)
https://www.idis.org.br/wp-content/uploads/2014/11/CAF_WGI2014_PT.pdf

(ORIGINAL, EM INGLÊS):
https://www.idis.org.br/wp-content/uploads/2014/11/CAF_WGI2014_EN.pdf

Senso Moral e Identificação com Causas São Grandes Motivos Que Levam Britânicos a Doar, Aponta Pesquisa; Religião Também é Destaque

O que motiva as pessoas a doar? Foi esta pergunta que norteou a “Why we Give” (Por que doamos), mais recente pesquisa da Charities Aid Foundation (CAF), organização britânica voltada ao incentivo à doação em vários países e parceira do IDIS no Brasil. Fatores como valores pessoais e comprometimento com alguma causa aparecem no topo, mas a religião também tem lugar de destaque entre os moradores do Reino Unido.

estudo, entrevistou 722 pessoas, e incluiu também outros temas relacionados ao investimento social privado no país. O levantamento faz parte de uma campanha maior da CAF (#whywegive) para incentivar as pessoas a compartilhar suas experiências de doação nas mídias sociais.

Na sondagem, as motivações pessoais mostraram-se os principais fatores de incentivo à doação: 97% dos entrevistados mencionaram valores pessoais, 96% citaram seu senso de moralidade ou ética e 75%, a crença em alguma causa em particular. A religião aparece em seguida, com 71%. A intenção de deixar um legado positivo serve de motivo para apenas 38%.

O estudo cita o caso de uma entrevistada, a aposentada Amy Bright, que separa 10% de sua renda – o tradicional dízimo – para sua igreja e instituições sociais cristãs. “Nossa doação é baseada na crença de que tudo o que temos pertence a Deus e que devemos retribuir tanto à Igreja quanto a quem necessita”, disse a aposentada na pesquisa.

O dízimo religioso, por sinal, parece corroborar outro resultado do estudo. Na média, os entrevistados afirmam que os mais ricos deveriam doar 15% de sua renda. Porém, analisando os dados sob a ótica de outras medições estatísticas (moda e mediana), tem-se 10% para ambas. “Isto é um alinhamento com os 10% encorajados por grupos religiosos”, afirma o relatório.

A importância da fé, segundo o documento, é confirmada por uma pesquisa anual da CAF, “que mostra que doações ligadas a religiões e crenças têm atraído a maior média de recursos doados nos últimos três anos”.

O levantamento também questionou os entrevistados sobre o que eles pensam do investimento social privado, e 61% responderam que é fundamental que os mais ricos falem sobre suas doações para ajudar a incrementar esse comportamento no Reino Unido. O resultado deu força à campanha da CAF para que as pessoas falem mais sobre seus investimentos sociais.

Além disso, o estudo identificou um comportamento aparentemente paradoxal. Apesar de 79% dos entrevistados acreditarem que as organizações da sociedade civil têm problemas financeiros, somente 40% afirmaram que vão aumentar suas doações no próximo ano. Segundo o relatório, “isto pode estar ligado a uma falta de confiança na economia do Reino Unido”.

Arrecadar mais

Como captar recursos em um ambiente como esse? Outros resultados da pesquisa indicam alguns caminhos. A maioria (72%) afirma que só doaria para organizações que demonstrassem seu impacto de maneira clara. Questionados sobre como as entidades poderiam aumentar sua arrecadação, 81% dos entrevistados citaram a demonstração do impacto das ações como um fator decisivo. Já 78% cobraram das empresas que elas apoiem mais as ONGs.

A educação também apareceu como um dos fatores capazes de elevar os recursos doados: 62% disseram que “uma cooperação crescente entre escolas e organizações da sociedade civil provavelmente aumentaria as doações” ao incutir nas crianças um comportamento solidário. Outro trabalho da CAF, “Growing up giving”, havia apontado a importância do sistema educacional no encorajamento de um comportamento filantrópico.

Questões tributárias também são importantes. Mais de três quartos dos entrevistados (77%) avaliam que, se os doadores conhecessem melhor os incentivos fiscais existentes, as doações provavelmente cresceriam. Ao mesmo tempo, 76% deles dizem que novos incentivos seriam bem-vindos.

Semelhanças com Brasil

A religião é um fator importante para doadores não só no Reino Unido, mas também no Brasil. Segundo estudo do IDIS e da Ipsos Public Affairs, as instituições religiosas aparecem como as mais beneficiadas pelos doadores brasileiros: 30% dos entrevistados disseram doar para igrejas, porcentagem semelhante àquela dos que disseram doar para pedintes de rua. Apenas 14% dos entrevistados disseram doar para organizações não governamentais.

A grande maioria dos brasileiros (84%) desconhece os mecanismos nacionais de doações dedutíveis do Imposto de Renda. Se os britânicos estiverem certos ao acreditarem que um maior conhecimento sobre incentivos fiscais poderia aumentar o volume de doações, esse é um bom caminho para as entidades do Brasil.

 

 

Pesquisa IDIS/IPSOS Public Affairs: Retrato da Doação no Brasil

Estudo revela novos aspectos do comportamento do brasileiro em relação à doação: a) Brasileiros não se sentem estimulados para doação e voluntariado; b) Brasileiros doam mais para pedintes de rua e igrejas do que para organizações da sociedade civil; c) 84% da população desconhece que pode fazer doações utilizando parte do Imposto de Renda; d) Crianças e idosos são grupos populacionais que mais sensibilizam a população para doações em dinheiro.

São Paulo, fevereiro de 2014 – O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e a Ipsos Public Affairs divulgam os resultados da pesquisa Retrato da Doação no Brasil, em um estudo que traça o perfil do brasileiro em relação às doações e causas sociais.

O levantamento realizado em três etapas e que ouviu mil pessoas em cada fase, em 70 cidades do Brasil, sendo nove regiões metropolitanas, concluiu que o hábito de doar, seja tempo ou recursos, não faz parte da cultura do brasileiro. Um exemplo disso é que 73% não se sentem estimulados pelo seu círculo de convivência (família, comunidade, escola e trabalho) a realizar doações ou trabalho voluntário. “A Copa do Mundo Fifa, que se aproxima, bem como os Jogos Olímpicos, em 2016, são eventos que poderão contribuir para incentivar o voluntariado no País e o governo pode aproveitar este momento para fomentar a cultura de doação junto à sociedade”, analisa Paula Jancso Fabiani, diretora executiva do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social.

Em relação à doação em dinheiro, poucos brasileiros tiram a mão do bolso, mas quando o fazem destinam as doações para pedintes (30%), para igrejas (30%) e, em terceiro lugar, para organizações da sociedade civil (14%). “O aumento da renda média da população não parece estar refletida no percentual da população que doa. Um dos motivos que pode explicar essa tendência é a percepção do brasileiro de que o governo está preenchendo essa lacuna, com políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família”, pondera Paula Jancso Fabiani, diretora executiva do IDIS.

1 – Brasileiros ajudam mais pessoas pedintes de rua e igrejas que organizações da sociedade civil:

Ipsos 2014 Graf 1

2 – Os brasileiros da região Nordeste são os mais sensíveis a doar para pedintes, enquanto os da região Norte e Centro-Oeste doam mais para organizações da sociedade civil e igrejas quando comparados com os das outras regiões:

Ipsos 2014 Graf 2

3 – Do total de doações, as classes C, D e E doaram mais para pedintes de rua e para igreja em comparação as classes A e B, que doam em proporção maior para organizações:

Ipsos 2014 Graf 3

4 – Em relação às causas que inspiram os brasileiros a doar, crianças estão em primeiro lugar (33%), seguidas de idosos (18%), saúde (17%) e educação (7%).

5 – Outro ponto que merece atenção é o motivo para poucos brasileiros doarem. Do total de entrevistados, 58% informaram que não têm dinheiro, enquanto 18% afirmaram que não doaram porque ninguém solicitou e 12% porque não confiam nas organizações. A pesquisa também descobriu que 85% dos entrevistados não recebeu nenhum pedido de doação provenientes de organizações nos últimos 12 meses:

Ipsos 2014 Graf 4

“Números indicam que também falta a ‘cultura de pedir’ por parte de quem precisa dos recursos. Esse resultado reforça a percepção de que há muito espaço para o crescimento das doações, a partir de um trabalho de captação estruturado e persistente”, afirma Paula.

6 – Em relação aos mecanismos de doações dedutíveis do Imposto de Renda, o desconhecimento dos brasileiros é grande: 84% disseram não conhecê-los:

Ipsos 2014 Graf 5

Esse percentual é significativo e indica o potencial de crescimento para doações realizadas via incentivos fiscais. Segundo Paula Fabiani, “atualmente a dedução praticamente só pode ser realizada quando a doação é para projetos via leis de incentivos ou Fumcad – Fundo Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. O ideal é que haja a ampliação do incentivo fiscal para dar liberdade para o doador beneficiar diretamente as organizações da sociedade civil”.

Metodologia da pesquisa Public Affairs – A pesquisa Ipsos Public Affairs foi realizada em três etapas: julho, outubro e dezembro de 2013, a partir de entrevistas quantitativas com mil pessoas em cada rodada. A primeira etapa foi probabilística para a seleção dos municípios: 70 municípios do Brasil, sendo nove regiões metropolitanas. Na segunda etapa foram selecionados aleatoriamente setores censitários para compor a amostra e as entrevistas foram realizadas nos domicílios a partir de cotas das variáveis  sexo, idade, ocupação, nível sócio econômico e nível de escolaridade. A margem de erro da pesquisa Ipsos Public Affairs é de 3 pontos porcentuais, com coeficiente de confiança de 95%.

** Percentuais baseados nos entrevistados que utilizaram pelo menos um canal de comunicação para entrar em contato com alguma empresa nos últimos 12 meses.

Informações à imprensa – G4 Solutions
Tamer Comunicação Empresarial
Geyse Alencar – geyse@tamer.com.br
(11) 3031-2388// 9-9940-0128

Solidariedade é a Principal Característica do Voluntário, Aponta Pesquisa

Levantamento realizado pelo Ibope Inteligência para a Rede Brasil Voluntário revela que 25% da população brasileira já fizeram algum tipo de serviço voluntário, sendo que 11% exercem esse tipo de atividade no momento.
O estudo permitiu conhecer o perfil dos voluntários do País e compreender o que os motiva a doar parte de seu tempo a um trabalho não remunerado. “Ser solidário e ajudar as pessoas” é a motivação mais citada, com 67%, seguida por “fazer a diferença e mudar o mundo”, com 32%,  e “motivações religiosas”, com 22%.

O grau de satisfação de quem desempenha alguma atividade voluntária é alto: 77% dos entrevistados afirmaram que estão totalmente motivados em continuar o trabalho que exercem.

A captação de recursos é uma das principais atividades realizadas no serviço voluntário. Cinquenta e cinco por cento dos entrevistados responderam que captam doações em dinheiro, roupas, brinquedos, alimentos e livros, entre outros, para organizações em que desempenham suas atividades.

Perfil do voluntário

Outra constatação da pesquisa foi que a maioria das pessoas que doa parte de seu tempo ao voluntariado trabalha – em período integral (51%) ou em meio período (14%).

A escolaridade dos voluntários foi outro item analisado na pesquisa: 38% dos entrevistados têm o Ensino Médio completo ou Superior incompleto, 20% possuem o Ensino Superior completo, 18% pararam os estudos entre a 4ª e a 7ª série do Ensino Fundamental, 16% têm o Ensino Fundamental completo ou o Ensino Médio incompleto e 10% têm no máximo até a 3ª série do Ensino Fundamental.

As mulheres realizam mais serviços voluntários do que os homens – 53% e 47%,  respectivamente. A classe C é a que mais se dedica ao trabalho voluntário (43%), seguida das classes AB, com 40%, e das classes DE, com 17%.

A primeira fase da pesquisa, realizada em junho de 2011,  consistia em conhecer a participação da população brasileira em ações de voluntariado. Foram ouvidas 2.002 pessoas. Já a segunda etapa do estudo, feita em novembro de 2011, traçou o perfil dos voluntários brasileiros. Nessa etapa, foram entrevistadas 1.550 pessoas maiores de 16 anos que realizam algum tipo de serviço voluntário.

Para acessar o estudo, clique aqui.

A Rede Brasil Voluntário, criada pelos centros de voluntariado de Curitiba, Florianópolis, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, tem como objetivo reconhecer e expandir o voluntariado no Brasil. Ela apoia cerca de 50 centros de voluntários e incentiva a criação de movimentos organizados e novos centros.

 

 

CPS-FGV – Pesquisa “De Volta ao País do Futuro: Projeções, Crise Europeia e a Nova Classe Média Brasileira”

A pesquisa “De Volta ao País do Futuro: Projeções, Crise Europeia e a Nova Classe Média Brasileira”, do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (CPS/FGV), coordenada por Marcelo Neri, revela que a classe C deverá chegar a 60% em 2014. O estudo aborda a crise europeia, cenários de classes e suas desigualdades, até 2014, a felicidade futura da população mundial – e também os diferenciais de felicidade futura dos brasileiros e das brasileiras.

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Pesquisa: The New Generation of Community Foundations (A Nova Geração de Fundações Comunitárias)

Esta pesquisa, escrita Jenny Hodgson, Barry Knight e Alison Mathie, demonstra como as fundações comunitárias têm crescido nos últimos anos. O surgimento de uma nova geração de organizações da sociedade civil está ocorrendo em um contexto mais amplo no campo da solidariedade, com o aparecimento de formas híbridas de atuação. Publicado pela Global Fund for Community Foundations e pelo Coady International Institute, em março, o documento foi baseado em três fontes de pesquisa: 1) revisão da literatura sobre conceitos relacionados às fundações comunitárias e sua relação com a ampliação da chamada “economia social”; 2) observações empíricas de profissionais do setor; e 3) apresentação dos seguintes estudos de caso: Dalia Association, da Palestina; Waqfeyat al Maadi Community Foundation, do Egito; Amazon Partnerships Foundation, do Equador; Tewa – Nepal Women’s Fund, do Nepal; e Kenya Community Development Foundation, do Quênia.

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Relatório: The Value of Community Philanthropy (o Valor da Filantropia Comunitária)

Este relatório, escrito por Barry Knight, apresenta os resultados de pesquisa realizada pelas organizações americanas Aga Khan Foundation e pela Charles Stewart Mott Foundation em comunidades de Washington, Estados Unidos; Joanesburgo, na África do Sul; e Dhaka, Bangladesh. O estudo explora diferentes formas para estimular e desenvolver a filantropia comunitária como meio de contribuir para a sustentabilidade das organizações da sociedade civil. Também mostra maneiras de transformar a relação entre doadores e beneficiários para melhorar o desenvolvimento da filantropia.

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Pesquisa Aponta que 1/4 de Brasileiros doa Dinheiro para Organizações Sociais

14/9/2010 – O World Giving Index, o estudo mais abrangente já realizado sobre doação no mundo, publicado hoje pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e Charities Aid Foundation (CAF), aponta que um quarto dos brasileiros doou dinheiro para as organizações sociais no último mês. (pesquisa disponível apenas em inglês)

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Pesquisa Analisa Sustentabilidade de ONGs Associadas à ABONG

Intitulado Sustentabilidade das ONGs no Brasil: acesso a recursos privados, a pesquisa da Associação Brasileira das Organizações Não-Governamentais (Abong) aponta como as organizações da sociedade civil a ela filiadas estão mantendo a sua sustentabilidade. Apesar de o levantamento qualitativo ter sido feito com 19 ONGs, o estudo indica um cenário em que os recursos da cooperação internacional estão cada vez mais diminuindo. A consequência é a procura por novas fontes financeiras, como os investidores sociais corporativos, familiares e individuais. A íntegra do estudo também está disponível no endereço www.abong.org.br.

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Pesquisa Discute Situação das Fundações Comunitárias e seu Papel no Desenvolvimento Local

Com base em 50 solicitações de apoio financeiro, o Fundo Global para Fundações Comunitárias (GFCF) elaborou um relatório em que retrata a situação das fundações comunitárias no mundo. Denominado Mais do que um Primo Pobre? A Emergência de Fundações Comunitárias como um Paradigma de Desenvolvimento, a diretora-executiva do GFCF, Jenny Hodgson, e o conselheiro do Fundo, Barry Knight, refletem como o investimento social comunitário pode criar um novo paradigma de desenvolvimento local. Eles também refletem sobre a emergência de fundações comunitárias nos últimos 15 anos em países do Sul, como Brasil e África do Sul. A versão em português teve apoio do Instituto Comunitário Grande Florianópolis (ICom). A íntegra também está disponível no endereço http://globalfundcommunityfoundations.org/html/documents/more_than_poor_Portuguese.pdf.

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PNUD Analisa Desigualdade Social na América Latina

Novas estimativas do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), ajustadas às dimensões da América Latina e Caribe, indicam que a desigualdade é ainda maior quando os países são comparados à realidade da região. O Relatório Regional sobre Desenvolvimento Humano para a América Latina e Caribe 2010 – Atuar sobre o futuro: romper com a transmissão intergeracional da desigualdade, publicado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) em julho, mostra que como as políticas públicas devem atuar para quebrar o círculo de perpetuação da pobreza que ocorre de geração para geração. A íntegra da pesquisa, com 209 páginas em espanhol, pode ser acessada no site do IDIS. O material também está disponível no site do Pnud, pelo link http://www.idhalc-actuarsobreelfuturo.org/site/informe.php.

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Pesquisa Analisa Grau de Avaliação dos Projetos Sociais de Empresas

Apenas 16% das empresas avaliam seus projetos sociais (de um universo de 95 mil estabelecimentos) e aquelas que o fazem, realizam com o objetivo de conhecer os resultados dos investimentos sociais, de aprimorar a gestão e de impulsionar os programas e projetos. Essas são algumas das conclusões da pesquisa Cultivando os Frutos Sociais – A Importância da Avaliação nas Ações das Empresas, conduzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), com apoio da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal). A investigação integra a Pesquisa Ação Social das Empresas, uma série de análises sobre o comportamento do investimento social corporativo. A terceira edição aprofunda o conhecimento sobre as práticas de avaliação das empresas. A amostra baseou-se no levantamento de 2006, somada à pesquisa de campo realizada entre 2007 e 2008. A íntegra do estudo pode ser baixada do site do IDIS ou acessada no site http://www.ipea.gov.br/sites/000/2/livros/2009/Livro_Cultivando_Frutos_Sociais.pdf.

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IPEA Divulga 4º Relatório de Acompanhamento dos ODMS

Em março, o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) publicou a 4ª edição do Relatório Nacional de Acompanhamento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs), em conjunto com a Presidência da República. O documento, de 182 páginas, mostra como o país tem evoluído no cumprimento das metas estabelecidas pela Organização das Nações Unidas. A maior parte dos dados baseia-se levantamentos de 2007 e 2008. É possível constatar, por exemplo, que o Brasil atingiu a metas de combater a doenças como Aids e malária, e está prestes a reduzir a mortalidade infantil em dois terços, além de poder conseguir acabar com a extrema pobreza. A íntegra do estudo também está disponível no site www.ipea.gov.br/sites/000/2/ftp/RelatorioODM-final.pdf.

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Mais de 90% das Organizações Avaliam Projetos, Aponta Levantamento

Pesquisa do Instituto Fonte com a Fundação Itaú Social indica que, nos últimos 5 anos, 91% das organizações brasileiras da sociedade civil que atuam com projetos sociais utilizaram a avaliação como ferramentas de análise de suas iniciativas.

O estudo A Avaliação de Programas e Projetos Sociais de ONGs no Brasil foi realizado pelo Instituto Paulo Montenegro e pelo Ibope Inteligência entre os meses de julho e setembro de 2009 junto a 363 instituições.

O objetivo foi de mapear quanto e como as organizações brasileiras avaliam seus projetos e conhecer motivações, desafios e tendências no setor. A amostra abrange todas as regiões do país e seu perfil foi selecionado com base nos critérios da pesquisa Fundações e Associações Privadas sem Fins Lucrativos no Brasil (Fasfil), de 2005, e na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do governo federal.

As instituições responderam a um questionário estruturado de autopreenchimento pela Internet, dividido em dois blocos: o primeiro com perguntas gerais e o segundo com questões para as instituições que afirmaram ter feito ao menos avaliação de um projeto – formando uma base de 574 projetos analisados.

A maioria das organizações (53%) do universo pesquisado concentra-se na região Sudeste, possui até 9 colaboradores (63%) e 76% se formaram a partir de 1991. Mais da metade (58%) são apenas executores de projetos.

O estudo mostra que 80% das instituições consideram a avaliação uma ferramenta muito importante e que 96% pretendem utilizá-la para realizar análises futuras de seus projetos. No questionário, a maioria (79%) considerou que um dos atributos da avaliação é ser parte essencial do processo de planejamento estratégico, além de ajudar a melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo projeto (77%).

Contudo, a análise dos dados indica que 33% dos pesquisados ainda usufruem do modelo apenas como uma ferramenta de promoção dos projetos – para promovê-los positivamente ou empregar os resultados para atrair financiadores e recursos.

Porém, o número não é tão distante do total de instituições que a utilizam como ferramenta estratégica: 26% procuram usar os resultados da avaliação como meio para tomar decisões e melhorar a qualidade dos serviços.

A partir de todas as informações, os analistas concluem que mesmo não sendo mais necessário advogar sobre a importância de se avaliar projetos sociais, é significativo observar que sua finalidade vai além. Quando o foco é no processo, a avaliação potencializa o compartilhamento de saberes entre toda a equipe, que, posteriormente, poderá aplicar os aprendizados em potenciais mudanças. É uma mudança de postura.

A íntegra do relatório da pesquisa está disponível nos sites do Instituto Fonte e da Fundação Itaú Social.

Pesquisa Revela Situação da Educação Corporativa no Brasil

Os sistemas de educação corporativa (SEC), em geral, são recentes no Brasil, suas ações interagem com as estratégias de negócio das empresas e seu resultado desvincula-se de avaliações de desempenho e da remuneração do funcionário. Porém, ainda há potencial de crescimento na área para as práticas de educação a distância e necessidade de aumentar a conscientização e participação dos líderes locais. Esses são apenas alguns dos resultados preliminares que aponta a Pesquisa Nacional sobre Práticas e Resultados da Educação Corporativa. O estudo, de 2009, foi coordenado pela professora Marisa Éboli, do Departamento de Administração da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP). Na sondagem, 54 empresas responderam a um questionário estruturado. O objetivo foi de avaliar o panorama geral da educação corporativa no Brasil e identificar as práticas mais recorrentes nas organizações. A maioria das respondentes foram grandes companhias, com mais de hum mil colaboradores (70%) e faturamento acima de R$ 1 bilhão (57%). O estudo aponta que 70% dos SECs estão sob o comando de mulheres e que 40% das corporações investem entre 1% e 3% da folha de pagamento na prática. Os resultados preliminares foram apresentados durante um simpósio internacional sobre o tema, realizado na capital paulista no dia 27 de novembro de 2009. A pesquisa foi apoiada pela Eletrobrás, Grupo Santander Brasil, Itaú-Unibanco, Nestlé e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A íntegra da apresentação pode ser baixada aqui no Portal do Investimento Social.

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Cenário Brasileiro do Marketing Relacionado a Causas – Atitudes e comportamentos das OSCs e Empresas

A pesquisa Cenário Brasileiro do Marketing Relacionado a Causas – Atitudes e Comportamentos das OSCs e Empresas mostra a incidência de ações de Marketing Relacionado a Causas (MRC) no mercado brasileiro, além de apontar o comportamento e as atitudes de instituições com e sem fins lucrativos em relação à temática. O levantamento foi realizado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e pela Enfoque, empresa de pesquisa em marketing. Os resultados foram apresentados durante o 3º Seminário de Marketing Relacionado a Causas, promovido pelo IDIS no último trimestre de 2007.

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O Papel das Empresas nos Determinantes Sociais Da Saúde

Como as corporações podem atuar junto aos Determinantes Sociais da Saúde (DSS) foi o tema do estudo realizado pelo The Conference Board of Canada, organização da sociedade civil de pesquisa aplicada daquele país. O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) traduziu o sumário executivo, cujo original se encontra em inglês. O relatório Pessoas Saudáveis, Desempenho Saudável, Lucro Saudável aponta como as ações de empregadores e empregados podem influenciar diretamente na qualidade da saúde. Essa nova visão da DSS é interdisciplinar e considera que o bem-estar resulta da influência social, econômica, cultural e política de uma sociedade e não apenas da condição individual de saúde. No sumário-executivo, observa-se que a empresa é um dos atores responsáveis pelo alcance da qualidade da saúde, ao lado do governo e da sociedade. O documento apresenta exemplos de iniciativas de corporações do Canadá e de outras nações que indicam, na prática, como pode ser essa atuação. A íntegra do relatório, em inglês, pode ser acessada no site www.conferenceboard.ca. É necessário cadastrar-se gratuitamente. Aqui no portal do Investimento Social é possível fazer o download da versão em português.

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Pesquisa Revela Características da Atuação Social Corporativa Norte-America no Brasil

Levantamento em cinqüenta e nove organizações, entre empresas, fundações e institutos, ajuda a traçar panorama sobre o investimento social corporativo realizado por organizações norte-americanas no Brasil.

Empresas como a Coca-Cola, a IBM, e a Microsoft, ou instituições como o Instituto Avon (apoiado pelo IDIS no seu investimento social corporativo e no monitoramento de ações como a Campanha Um Beijo pela Vida), a Fundação Ford, o Instituto Ronald McDonald e o Instituto Wal-Mart realizaram e apoiaram, juntos, mais de 765 ações sociais 2006.

Dessas, 564 foram programas e projetos de filantropia estratégica divididos nas áreas de educação, saúde, meio ambiente e formação para o trabalho e 201 foram ações de voluntariado promovidas pelas corporações.

Realizado pelo Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE) por encomenda do Grupo +Unidos – parceria que reúne a Missão Diplomática dos Estados Unidos no Brasil, a Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), a Câmara de Comércio Americana (AmCham) e 104 companhias norte-americanas que atuam no país –, o relatório Investimento Social Privado dos EUA no Brasil foi lançado em dezembro de 2008. “Uma pesquisa dessa natureza mostra como a responsabilidade social empresarial e o investimento social privado são valorizados pelas empresas norte-americanas”, afirma Fernando Rossetti, secretário-geral do GIFE. “A estratégia conjunta em um país deve servir como inspiração para as empresas brasileiras que estão se globalizando.”

O primeiro mapeamento das ações sociais realizadas pelo grupo revelou a alocação de cerca de 204 milhões de reais  para fins públicos em todos os estados brasileiros.  A maior concentração, porém, ficou na região Sudeste.

O objetivo da pesquisa é dar subsídios para a análise conjunta de tendências e facilitar o planejamento de ações integradas a partir de 2009. Segundo os representantes do Grupo, a agenda comum deve conter iniciativas e tarefas concretas de curto, médio e longo prazos. “Este estudo permitirá uma reflexão profunda sobre os investimentos, identificando pontos fortes e fracos,  e oportunidades de sinergias entre as ações sociais. Como resultado prático, esperamos aumentar o impacto de cada centavo investido pelas empresas americanas no Brasil”, afirma Rodolfo Fücher, diretor de Investimentos Sociais para a América Latina da Microsoft e membro do Comitê +Unidos.

A diversidade do grupo, que reúne companhias de variados portes e diversas áreas, bem como programas de investimento social corporativo em diferentes estágios, deve permitir trocas de experiências entre os participantes e maior abrangência no enfrentamento dos problemas sociais. Entre as principais tendências de ação social do grupo, estão:

  • Investimentos prioritários na área educacional
  • Projetos para prevenção, tratamento de doenças, ações educacionais de nutrição e de higiene, e de combate ao câncer
  • Projetos de preservação de recursos ambientais, com ênfase em conscientização, reflorestamento e reciclagem
  • Ações de apoio à juventude, com projetos de formação para o trabalho
  • Promoção do acesso a novas tecnologias, em especial às de informação e de comunicações
  • Mobilização de grande contingente de mão-de-obra voluntária
  • Utilização de mecanismos de incentivo/renúncia fiscal por menos da metade das empresas
  • Envio de recursos pelas matrizes norte-americanas a 65% das companhias brasileiras destinados a investimento social
  • Dupla estratégia de investimento por mais de 60% das empresas: aplicação simultânea em projetos próprios e projetos de terceiros
  • Utilização de equipes internas para conceber, monitorar e avaliar ações

As ações serão alinhadas aos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, metas criadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) que prevêem desde o combate a doenças como a AIDS e a malária, até a garantia de sustentabilidade ambiental e o ensino básico universal.

Desenvolvimento por meio da educação

As estratégias de investimento das companhias norte-americanas no Brasil passam, necessariamente, pela educação. Entre as 564 ações realizadas, 44% foram focadas em projetos para a educação que vão desde os cuidados da primeira infância até a educação continuada para adultos. São iniciativas como a capacitação de professores, o financiamento de entidades do setor, a adoção de escolas próximas às unidades de negócio e a promoção da participação comunitária. As ações para a saúde, com 153 iniciativas (27%), as de meio ambiente, com 109 programas (19%), e as de formação para o trabalho, compondo 89 ações (16%), foram os segundo, terceiro e quarto maiores grupos, respectivamente.

O relatório também identificou iniciativas que combinam duas ou mais áreas em sua atuação. São projetos de educação em saúde, iniciativas de aprendizagem voltadas para formar jovens para o mercado de trabalho ou de meio ambiente que também colaboram para a geração de trabalho e renda.

Tradição em voluntariado

A 59 organizações estudadas promoveram mais de 200 ações de voluntariado em 2006. “Essa foi uma das características mais marcantes do grupo revelada pela análise”, afirma Rossetti. Pelo menos 80% das companhias afirmaram ter investido em voluntariado em 2006 e 85% em 2007.  Os esforços mobilizaram cerca de 87 mil pessoas, representando 27% do total dos funcionários do +Unidos.

Os modelos de mobilização de voluntários possuíam algumas estratégias comuns:

  • one-to-one match – significa que, a cada valor em dinheiro arrecadado e doado pelos voluntários, a empresa doa igual quantia, fazendo um match ou par de igualdade
  • dollars for doners – empresas destinam quantias em dinheiro a entidades cujos funcionários realizam trabalhos voluntários por um determinado número de horas
  • maratonas de arrecadação e de prestação de serviços – eventos de voluntariado, realizados em períodos definidos, nos quais os funcionários se mobilizam para a arrecadação de itens ou promovem uma série de atividades em prol da comunidade.

Leia o estudo na íntegra.

 

 

A Aderência o Constructo da Sustentabilidade e a Prática das ONGs

Dissertação apresentada por Rosana Kisil à Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas propõe um conjunto de critérios para analisar a sintonia entre o constructo da sustentabilidade e a prática de ONGs. Entende-se por constructo um conjunto de conceitos que, juntos, oferecem uma imagem ou idéia que não pode ser diretamente observada, mas, apenas indiretamente, por meio de seus componentes.

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O Futuro da Arrecadação de Recursos

Consciente do interesse que as organizações sem fins lucrativos possuem em ferramentas para arrecadar recursos, o centro de pesquisa da Charities Aid Foundation (CAF) monitora inovações em ferramentas neste campo. O New Media Fundraising: 21st Century Innovations é uma fonte de informação sobre rotas de financiamento disponíveis a partir de novas tecnologias.

Ainda no prefácio do documento, o CEO da CAF, John Low afirma que as ferramentas de arrecadação de recursos passam por profundas mudanças caracterizadas por inovação e diversificação desde que a filantropia foi formalizada na Inglaterra, em 1601.

Segundo ele, o horizonte de possibilidades foi ampliado ainda mais nas últimas décadas, quando novas mídias – como a Internet, a televisão digital e a telefonia celular – passaram a oferecer oportunidades de interação eletrônica e online. Como resultado, Low aponta que as organizações estão constantemente adaptando suas técnicas de obtenção de dinheiro a estas tecnologias.

De acordo com o documento, a Internet é o formato com mais potencial e alcance para arrecadação de recursos. Na Inglaterra, a CAF identificou que as doações online dobraram, passando de 3,3 milhões para 6,8 milhões de libras entre 2003 e 2004. Nos Estados Unidos, o processo é semelhante: o The Chronicle of Philanthropy, que monitora doações no país desde 1999, apontou um aumento de 37% em investimento social privado realizado pela internet em 2006.

Para aproveitar as facilidades que o meio oferece – a Internet está à disposição dos doadores 24 horas por dia –, muitas organizações sem fins lucrativos criaram seus próprios websites. Eles facilitam doações online, oferecem funcionalidades de arrecadação de recursos, recebem inscrições de novos membros e até aceitam doações por meio do cartão de crédito. O comércio virtual de produtos relacionados à filantropia também é uma tendência. O site eBay for Charity, por exemplo, conseguiu arrecadar mais de 5 milhões de libras em dois anos de funcionamento.

O papel das redes virtuais também é apontado no estudo. Ao mesmo tempo em que oferece uma boa oportunidade de conscientização sobre o trabalho de organizações sem fins lucrativos, as comunidades virtuais reúnem interessados no assunto e oferecem um conjunto de potenciais doadores.

Iniciativas como MySpace, Facebook e Second Life já promovem atividades relacionadas à arrecadação de dinheiro para filantropia. Um novo website, chamado My Charity Page, que estreou em 2008, foi desenhado para facilitar o processo de arrecadação virtual. Ainda na Internet, o estudo revela a utilização de ferramentas de pesquisa e sites de compartilhamento de vídeos, como o Everyclick.com e o  Youtube, para a obtenção de verbas.

Grande e direcionada

Além das iniciativas desenvolvidas para o público em geral, as organizações sem fins lucrativos também criam ferramentas para a captação de recursos em grande escala de poucos indivíduos. É o interesse nos Ultra High Net Worth Individuals (UHNWIs), pessoas com ativo financeiro superior a 30 milhões de dólares. Um exemplo é o projeto The Big Give, da Reed Foundation, que fornece mais de 250 opções de investimento social individual ou familiar entre 100 mil e 10 milhões de libras.

As doações por meio de mensagens de telefone, de canais de televisão digital dedicados ao terceiro setor, de máquinas que arrecadam moedas e por meio de caixas eletrônicos também são estudados pelo documento em suas potencialidades e limitações. Leia aqui o texto completo, em inglês.

 

 

Diaspora Giving: Imigrantes que Promovem o Desenvolvimento de Seus Países Natais

Estudo realizado pela The Philanthropic Initiative (TPI) e pela Global Equitity Initiative (GEI), da Harvard University, estuda o crescimento de doações de imigrantes para seus países de origem. As transferências, que sempre ocorreram com fins privados (para uso da família ou investimento pessoal), cada vez mais visam a promoção do benefício público.

A pesquisa Diaspora Philanthropy: Influences, Initiatives and Issues aponta a evolução de práticas de filantropia estratégica nesse setor. A ação, chamada de filantropia de diáspora (diaspora giving, em inglês), está se tornando um importante ator no desenvolvimento de comunidades locais. Além de traçar um panorama do cenário global,  o estudo analisa casos nas Filipinas, Vietnã, Quênia e Colômbia.

A transferência de recursos de residentes de um país em direção a suas nações de origem aumentou rapidamente nas últimas duas décadas. O Banco Mundial estima que, em 2006, as remessas dessa natureza tenham atingido os 275 bilhões de dólares (206 bilhões foram direcionados a países em desenvolvimento). A maior parte foi enviada para as famílias ou para investimentos pessoais. Porém, uma porção das transferências foi realizada com fins públicos.

As doações oriundas de comunidades de imigrantes (também chamadas de comunidades de diáspora) tradicionalmente beneficiam programas relacionados à educação e infra-estrutura ou são repostas a calamidades.

Organizações facilitadoras

Várias fundações e instituições (como a American India Foundation, a Give2Asia e a Brazil Foundation) criaram mecanismos dedicados à transmissão de contribuições de comunidades de diáspora para programas e projetos de suas comunidades originais. Esses intermediários criam canais eficientes para as doações, ao mesmo tempo em que servem como fontes de informações confiáveis sobre causas legítimas que precisam de recursos.

Nesse sentido, a parceria entre organizações internacionais e os grupos de promoção da diáspora tem aparecido como uma tendência. Em 2006, o Banco Interamericano de Desenvolvimento criou o Promoting Diaspora and Local Support for Productive Initiatives. O objetivo é dar suporte a projetos de desenvolvimento local, facilitando parcerias entre comunidades de diáspora de países como Argentina,  República Dominicana, El Salvador, Guatemala, México e Nicarágua.

Embora a maioria das pesquisas no setor estude transferências monetárias, o voluntariado e a transferência de conhecimento podem ser tão ou mais importantes em alguns países. Com base nessa constatação, a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) desenvolveu o programa Transfer of Knowledge Through Expatriate Nationals (Tokten), que facilita a assistência e a consultoria de curto-prazo de profissionais qualificados a seus países de origem. Até 2007, o programa já tinha mobilizado mais de 5 mil pessoas em 49 países.

 

 

CAF Lança Pesquisa Sobre Como o Diálogo Com os Públicos de Relacionamento da Empresa Influencia o Investimento Social Corporativo

No último 3 de dezembro, a Charities Aid Foundation (CAF) lançou uma pesquisa intitulada “The role of stakeholder engagement in Corporate Community Investment”. O estudo, realizado em parceria com o International Centre for Corporate Responsibility da Escola de Negócios da Universidade de Nottingham, Inglaterra, propõe-se a entender como e por que as empresas decidem dialogar com seus públicos de relacionamento, analisando os efeitos desse diálogo no investimento social corporativo.

De acordo com o levantamento, são muitos os benefícios do contato entre as empresas e seus stakeholders durante o desenvolvimento e implantação do investimento social corporativo. Essa aproximação pode diferenciar a empresa de seus concorrentes; promover soluções mais inovadoras para seus desafios e potencializar o resultado da iniciativa.

O estudo é um desdobramento do trabalho anterior da instituição, An evaluation of Corporate Community Investment in UK: Current developments, future challenges. Lançado em 2006, esse estudo avaliou a evolução do investimento social no Reino Unido e constatou que os melhores resultados vieram das empresas que valorizavam a troca de informações e experiências com seus públicos de relacionamento.

O novo trabalho foi realizado a partir da análise das iniciativas de doze empresas britânicas: BT; Cadbury Trebor Bassett; Anglo American; Sainsbury’s; Rolls-Royce; Lloyd’s; TSB; GlaxoSmithKline; British American Tobacco; British Airways; Marks& Spencer; Boots and Barclays.

Clique aqui para ler a íntegra da pesquisa em inglês.

 

 

Riovoluntário Lança Pesquisa Sobre Perfil do Voluntariado Empresarial

As empresas parecem estar cada vez mais preocupadas com o desenvolvimento de bons programas de voluntariado corporativo, segundo mostra a pesquisa “Perfil do Voluntariado Empresarial no Brasil”, recém-lançada pela organização da sociedade civil Riovoluntário. Das 89 empresas (de todos os portes e setores, que atuam em território nacional, sendo 61% delas na região sudeste) que responderam ao questionário, 45% possuem programas de voluntariado institucionalizado, com planejamento e orçamento anuais.

A seriedade com que o voluntariado empresarial vem sendo encarado pelas empresas reflete-se num maior engajamento dos colaboradores nessas ações. Segundo o estudo, as empresas que apresentam níveis de mobilização de seus funcionários acima dos 10% têm programas institucionalizados. Mas para as empresas, o principal fator responsável por aumentar o grau de participação dos colaboradores no serviço voluntário é a presença do profissional comunicação interna comprometido com o programa (79%).

Outro fator que contribui para o incremento da participação dos colaboradores, na avaliação dos entrevistados é o engajamento da diretoria. Para 84% deles, a existência de uma diretoria participativa está fortemente vinculada ao sucesso de um programa de voluntariado empresarial. No entanto, somente 25% das empresas declararam que seus diretores participavam maciçamente das ações de voluntariado incentivadas pela empresa.

A fim de promover a participação dos colaboradores em ações voluntárias, as empresas: estimulam a atuação em programas sociais da própria empresa (73%); oferecem recursos para os projetos em que os voluntários atuam (63%); apóiam a formação de grupos de voluntários (63%); divulgam oportunidades de serviços voluntários (61%); e premiam e/ou divulgam a atuação de voluntários em eventos e publicações (54%).

44% das empresas respondentes disseram que preferem planejar as ações de voluntariado durante o horário de trabalho, e realizá-las fora desse horário. Apesar desse dado, o estudo revela que 43% das empresas pesquisadas dispensam funcionários durante o expediente para a realização de serviço voluntário. O levantamento ainda indica que 18% das empresas valorizam a experiência em serviço voluntário na hora de contratar novos funcionários.

Independente do grau de institucionalização dos programas, as campanhas de doação são as que mobilizam um maior número de pessoas (71%), bem como as ações pontuais (51%). As ações continuadas, nas quais o voluntário pode desenvolver todas as suas potencialidades e experimentar o trabalho em equipe, com recursos escassos, mobilizam apenas 36% dos colaboradores. Isso, de acordo com a pesquisa, mostra que o voluntariado social não é uma cultura consolidada na sociedade brasileira.

O que mais motiva as empresas a desenvolverem programas de voluntariado é o desejo de atender as necessidades sociais das comunidades que estão em seu entorno (38%) e de fortalecer o relacionamento com essas comunidades (27%). Como era de se esperar, a maioria dos programas incentiva ações de voluntariado voltadas para a área da educação (72%), com público-alvo prioritário em crianças e adolescentes (79%). Mas surpreendentemente, ações voltadas para o meio ambiente têm grande atenção das empresas (54%), aparecendo à frente de áreas como saúde, esporte, lazer, assistência social e cultura. E ações voltadas para idosos aparecem em segundo lugar no ranking dos públicos-alvos prioritários, à frente do atendimento à família e adultos em geral. As atividades administrativas, nas quais o voluntariado empresarial poderia contribuir muito, aparecem como a última opção de ação voluntária a ser incentivada pelas empresas, com apenas 19% das citações.

Embora 28% da amostra não tenham um orçamento anual pré-fixado para ações de voluntariado, 19% das empresas investem mais de R$ 200 mil anuais nessas ações. 49% das empresas analisadas possuem uma equipe com duas ou mais pessoas dedicadas à promoção do voluntariado. 18% das empresas afirmaram contabilizar as horas dedicadas fora do horário de trabalho como investimento social da empresa. Mas apenas 43% delas afirmam possuir indicadores de avaliação do voluntariado.

Além de trazer dados quantitativos, a pesquisa apresenta textos de Joana Garcia, Fernando Rossetti, Paulo Haus Martins e Paulo Itacarambi sobre voluntariado empresarial e 29 casos desenvolvidos no Brasil.

Clique aqui para ler a íntegra da pesquisa.

 

 

2002: Relatório Sobre Doação e Voluntariado no Vale do Silício

Pesquisa da Community Foundation Silicon Valley mostra como a implantação de empresas de alta tecnologia transformou uma região tradicionalmente agrícola dos EUA (Califórnia), gerando aumento da população jovem e da riqueza local, e como essa riqueza passou a ser investida socialmente na própria região, em outras áreas dos EUA, e em outros países, pois muitos dos trabalhadores preferiam doar para suas comunidades natais.

Entre os dados interessantes da pesquisa, destaca-se o fato de que o vale do silício está se tornando uma comunidade que abraça a filantropia. 96% dos residentes dizem se engajar em alguma forma de doação e 81% afirmam participar de atividades voluntárias. 87% dos doadores locais doam para duas ou mais causas ou organizações sem fins lucrativos.

Ao contrário do estereótipo difundido de que trabalhadores da área da alta tecnologia não doam – ao menos no Vale do Silício -, eles doam mais do que os que não trabalham nesse setor (84% versus 78%). Também costumam usar mais a internet para conhecer um grupo ou organização não governamental (39% versus 26%), para fazer doações a uma organização sem fins lucrativos (25% versus 12%) e para saber sobre oportunidades de voluntariado (26% versus 19%). Mais da metade dos moradores da região doa dinheiro para ajudar as vítimas de ataques terroristas.

Clique aqui para obter a íntegra do Relatório.

 

 

Pesquisa Ação Social das Empresas

Realizada pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (IPEA), em 2006, a segunda edição da Pesquisa Ação Social das Empresas aponta que houve um crescimento significativo na proporção de empresas que realizaram ações sociais entre 2000 e 2004.

De acordo com o estudo, em 2000, 59% das empresas brasileiras (cerca de 465 mil) desenvolviam ações em benefício da comunidade. Quatro anos depois, o índice saltou para 69% (ou cerca 600 mil empresas). A região que teve o maior crescimento de organizações atuantes foi a Sul (21 pontos percentuais), seguida do Nordeste, com 19 pontos. A que menos cresceu foi a Centro-Sul (de 50% para 61%). Saiba Mais.

 

 

“Empresa na Comunidade: o Papel das Corporações no Apoio à Filantropia Comunitária no Brasil”

Elaborado por Helena Monteiro, diretora de capacitação e disseminação de conhecimento do IDIS, em novembro de 2006, o documento mostra como as Organizações de Filantropia e Investimento Social Comunitário (OFISCs) podem facilitar o processo de investimento social das empresas nas comunidades, contribuindo para o engajamento ativo desses atores no desenvolvimento local sustentável. De acordo com o documento, as OFISCs podem facilitar a colaboração entre empresas e organizações da sociedade civil porque conhecem as questões comunitárias, promovem a criação de redes sociais intersetoriais e são um ator independente e autônomo, com poder de accountability. Por outro lado, adotam uma perspectiva ampla e positiva do envolvimento empresarial na comunidade, reconhecendo que as corporações podem contribuir não apenas com dinheiro e outros materiais doados, mas também com suas habilidades, recursos humanos, tecnologia e conhecimento.

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Pesquisa IDIS de Investimento Social na Comunidade

Realizada entre os dias 14 de setembro e 21 de outubro de 2004, teve o objetivo de identificar para que tipos de ação na comunidade as empresas dirigem seus investimentos, verificar se as ações são avaliadas, de que forma, e dimensionar as perspectivas de ampliação desse tipo de investimento.

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Voluntariado Empresarial Como Ferramenta de Gestão de Pessoas

Elaborada por Alessandra A. Cherubino Luz, Ana Lúcia Caloi Neves, Élica Fernandes, Norival de Oliveira e Tatiana M. Otani, em agosto de 2004, a monografia mostra como o voluntariado empresarial, mesmo não sendo implantado com a finalidade de “gerir pessoas” ou “humanizar relações”, acaba proporcionando mudanças comportamentais positivas naqueles que dele fazem parte.

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Diretrizes Para a Avaliação de Projetos e Programas de Investimento Social Privado

A tese de Eduardo Marino, concluída em 2003, apresenta um estudo da aplicabilidade dos Standards de Avaliação de Programas definidos pelo The Joint Comittee of Standards for Educational Evaluation em programas e projetos de investimento social privado nacionais. O documento apresenta 30 parâmetros, a maioria deles aceita como aplicáveis nos projetos brasileiros.

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