IDIS busca Analista Administrativo e Financeiro Jr.

Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, o IDIS atua junto a empresas, famílias, institutos, fundações e organizações da sociedade civil. Desenvolvemos projetos de impacto, geramos conhecimento ao setor e oferecemos consultoria ao investidor social e às organizações que executam projetos e programas sociais para que tomem decisões estratégicas e ampliem o impacto de suas iniciativas.

Para nos apoiar na área administrativa e financeira, buscamos um (a) analista com perfil comprometido e curioso, que tenha o desejo de trabalhar em uma Organização da Sociedade Civil e contribuir para o desenvolvimento socioambiental no Brasil.

Principais Atribuições e Responsabilidades

Conhecer e seguir as políticas e os processos administrativos e financeiros propondo e participando de mudanças e melhorias;

Atualizar/alimentar o Sistema Financeiro RM Totvs;

Monitorar os controles administrativos e financeiros do IDIS;

Auxiliar no relacionamento com a assessoria contábil e prestadores de serviços externos (consultores, fornecedores);

Auxiliar nos processos de compras de mercadorias e serviços;

Apoiar a formalização de contratos junto a clientes, fornecedores, funcionários e parceiros do IDIS;

Acompanhar o processo anual de auditoria independente auxiliando na sua preparação e coleta de documentos;

Auxiliar na análise da documentação de validação de organizações sociais parceiras; e

Apoiar na elaboração de documentos, apresentações, relatórios.

Requisitos do Cargo

Graduação em Ciências Contábeis, Administração ou áreas correlatas;

Experiência de 1 ano na área financeira/contábil.

 

Conhecimentos específicos:

Conhecimento avançado do pacote Office (Excel, Word e PowerPoint);

Desejável nível intermediário/avançado de inglês;

Desejável conhecimento de ERP Financeiro. 

 

Competências:

Facilidade para trabalhar em equipe;

Organização.

 

Local de trabalho:

Trabalho remoto e presencial

Após quarentena: São Paulo/SP – próximo à estação Pinheiros.

 

Remuneração mensal:

Salário de R$ 3.000 (três mil reais) + VA + VT

 

Processo seletivo

Inscrições serão feitas somente via o formulário (http://bit.ly/idisvaga8_) e anexar o CV no campo indicado ao final até o dia 10 de agosto.

 

Buscamos a diversidade

No IDIS, prezamos pela igualdade nas oportunidades de emprego. Nossas decisões sobre as contratações de funcionários são feitas independentemente de idade, raça, credo, cor, religião, sexo, nacionalidade, orientação sexual, identidade ou expressão de gênero, informações genéticas, estado civil ou qualquer outra base protegida pela lei.

Filantropia é destaque na Revista Riviera

Em reportagem sobre doações, a Revista Riveira, publicação impressa da região se São Lourenço no litoral paulista, traz os benefícios de fazer doações, como o desenvolvimento da nação, equilíbrio da balança social e bem-estar.

Assim a Revista Riviera se propõe a tratar da filantropia, ação que foi impulsionada no país nos últimos tempos. A pandemia de covid-19 provocou uma onda de doações no país. Famílias, indivíduos, organizações e empresas colaboraram financeiramente apoiando diversas áreas. A saúde foi um dos principais focos das doações, embora projetos de assistência social, educação e geração de renda também tenham sido beneficiados pelo aumento das ações filantrópicas no país.

O World Giving Index, pesquisa realizada pela Charities Aid Foudantion (CAF) que classifica o Ranking de Solidariedade foi citado para ilustrar o crescimento das ações solidárias no país.

Paula Fabiani, CEO do IDIS, foi convidada para comentar este cenário. Segundo Paula, em 2021 estamos vendo uma nova onda dessa mobilização ocasionada pela pandemia. Além disso, houve uma diversificação no perfil do doador brasileiro.

Revista Riviera Filantropia

Revista Riviera | Edição 32 – julho 2021, página 74

“Se antigamente o típico doador brasileiro era uma mulher de meia-idade, satisfeita com seu rendimento e sua vida, agora as mais diferentes pessoas têm praticado a filantropia. Percebemos que a empatia é o sentimento que tem motivado doações, e novas pessoas passaram a doar”, explica com base na Pesquisa Doação Brasil de 2015.

Essa diversificação  deve-se também a maior participação das empresas que “se deram conta de que causam um grande impacto apoiando organizações envolvidas com os locais beneficiados”, destaca a CEO do IDIS. Além disso, Paula chama atenção para a tendência de campanhas e voluntariado dentro das corporações.

Confira a matéria na íntegra clicando aqui.

 

 

 

Avaliar o Impacto Social é também uma estratégia de Comunicação e Captação de Recursos

Alguma vez você sentiu que a mensagem que queria transmitir não foi assimilada pelo público da maneira como você esperava? Estabelecer uma boa comunicação está entre os grandes desafios pessoais e organizacionais que todos nós enfrentamos. Transmitir uma mensagem é uma tarefa complexa, porque envolve inúmeras variáveis – a linguagem utilizada, o canal correto para transmiti-la, o repertório e as referências do público, a familiaridade e domínio do tema que ele possui previamente, a forma como você aborda o assunto, e tantas outras.

 

Quando falamos sobre o universo de Programas Sociais, existe uma necessidade constante de comunicar-se com o público-alvo, com a equipe e os parceiros envolvidos, com os investidores e com a sociedade em geral. Cada um desses públicos se relaciona com o Programa de uma forma diferente e, portanto, usar a mesma linguagem e os mesmo materiais de comunicação para todos eles, provavelmente será uma estratégia pouco eficaz.

 

A Avaliação de Impacto Social (estudo que faz uso de métodos de pesquisa para identificar e mensurar a transformação social gerada por um projeto ou programa) é, por vezes, encarada como um documento técnico: um estudo de alta complexidade, que gera um relatório extenso e detalhado, com muitas informações estatísticas e metodológicas, que fica restrito à gestão do Programa, para apoiá-la em processos de tomada de decisão. No entanto, os resultados de um estudo como esse também podem ser grandes aliados na construção de uma estratégica de comunicação da organização.

 

O detalhamento metodológico e estatístico do estudo é, de fato, muito relevante, porque demonstra que a pesquisa foi feita de forma responsável e consistente. Mas quais são as informações geradas pela Avaliação que devem ser transmitidas para a equipe que lida no dia a dia com a operação da Programa Social? Quais são as mensagens que devem ser compartilhadas com os investidores que já apoiam o Programa? E com aqueles que ainda não apoiam e que você encontrará em uma reunião de captação de recursos? Como compartilhar as conclusões de um estudo avaliativo com os beneficiários atendidos pelo Programa? Que informações da pesquisa devem constar no relatório de atividades da organização?

 

Entender a aplicação estratégica que cada tipo de informação obtida por meio de uma Avaliação de Impacto pode ter para o Plano de Comunicação da organização é importante para fazer o melhor uso do aprendizado e das conclusões obtidas ao longo do estudo. A seguir, apresentamos algumas reflexões relevantes para alguns públicos de interesse.

 

A estratégia de comunicação com investidores ou potenciais investidores é uma das mais utilizadas a partir dos estudos de Avaliação de Impacto. Uma mensuração objetiva a respeito da transformação social oriunda de um Programa ou índices de retorno sobre o investimento são supostamente maneiras de fazer um investidor se sentir mais confiante de que seu recurso está sendo bem utilizado e de que a organização tem uma boa gestão sobre a iniciativa. Um erro frequente, no entanto, é apresentar indicadores numéricos de forma isolada, sem contextualizá-los em uma narrativa que explique o que é o trabalho realizado, quem é o público-alvo, como ele participa do Programa e quais são as mudanças que ele vivencia a partir de seu envolvimento com a iniciativa. Tudo isso pode ser, em seguida, ilustrado com indicadores objetivos, porém, não deixe de dar uma perspectiva geral do aspecto humano envolvido do Programa. Os números estão lá para trazer evidências, materialidade e fortalecer a sua narrativa de impacto, mas, sozinhos e sem uma boa contextualização, até os melhores indicadores podem se tornar pouco impactantes para alguém que desconhece como o Programa funciona. Lembre-se de que, na sua maioria, investidores não são especialistas na causa que a sua organização apoia. Portanto, evite termos muito técnicos e acadêmicos, que podem não ser familiares para qualquer pessoa. Por fim, com frequência, uma conversa com um potencial investidor pode não durar mais do que 30 minutos, portanto, selecione as informações mais relevantes em um material de uma ou duas páginas, e tenha à mão links para arquivos complementares, que ele possa consultar mais tarde, caso queira se aprofundar no assunto.

 

A equipe executora do Programa e parceiros implementadores, por outro lado, possuem um conhecimento aprofundado sobre o funcionamento do Programa e seus aspectos metodológicos. Para esse público, vale a pena explorar em profundidade os depoimentos de beneficiários a respeito dos aspectos positivos e pontos de melhoria. As pesquisas qualitativas oferecem extenso material para isso e as pesquisas quantitativas proporcionam boas análises a respeito dos aspectos do programa que são mais ou menos percebidos pelo público-alvo. Esses elementos são muitos ricos para que a equipe reflita sobre as oportunidades de aprimorar sua forma de atuação. Adicionalmente, é muito inspirador para a equipe envolvida na iniciativa ouvir os depoimentos dos beneficiários. Embora estejam em constante contato com eles, nem sempre a equipe tem a oportunidade de ouvir e ler relatos sobre como as pessoas se sentem impactadas e as mudanças que ocorreram em suas vidas com a mesma profundidade em que são coletadas em estudos de Avaliação de Impacto. O momento de compartilhamento dessas informações costuma ser muito gratificante e emotivo para a equipe, e os encoraja a seguir sua jornada de dedicação ao Programa e às causas nas quais acreditam.

 

Por fim, é importante considerar a estratégia de comunicação com os próprios beneficiários, que costumam participar ativamente das Avaliações de Impacto em entrevistas, grupos focais e preenchimento de questionários. Compartilhar as conclusões do estudo com eles, além de ser uma importante etapa de validação, onde a organização se certifica de que eles se reconhecem nos resultados apresentados pelo estudo, mostra consideração e apreço pelo tempo que eles investiram na pesquisa e pela abertura que tiveram ao compartilhar suas opiniões, percepções e histórias de vida. É importante ter o cuidado de planejar a melhor forma de apresentar o conteúdo do estudo com os beneficiários, levando em consideração o perfil do público. Em Avaliações de Impacto realizados pelo IDIS, por exemplo, já preparamos devolutivas sobre os resultados do estudo para crianças de 8 a 12 anos, e foi muito interessante adaptar o conteúdo para um formato e linguagem que fosse interessante e estimulante para eles. Compartilhar as conclusões do estudo com o público-alvo também mostra que a organização está atenta às suas percepções, valoriza suas opiniões e está comprometida em perseguir a evolução contínua da iniciativa ao longo do tempo, criando assim uma maior relação de transparência e confiança.

 

A Avaliação de Impacto é uma ferramenta que se desdobra em muitas aplicações estratégicas. Ajuda as organizações a repensarem o modelo operacional de seus programas, tomarem decisões sobre a continuidade ou expansão de iniciativas, obterem evidências sobre a relevância de sua atuação e fortalecerem seus esforços de captação de recursos. Além de tudo isso, é também uma valiosa ferramenta para seu plano de Comunicação: fazendo as adaptações necessárias na linguagem, enfoque e nível de detalhamento, o conteúdo desse tipo de estudo pode e deve ser compartilhado com os mais diversos públicos, gerando interesse por parte de investidores, alinhamento e inspiração para a equipe do Programa e relações de transparência e confiança junto aos beneficiários.

 

Por Raquel Altemani, gerente de projetos no IDIS. Este artigo foi publicado em uma versão reduzida na Folha de S. Paulo

Conheça os cases do IDIS de avaliação do impacto.

#FórumIDIS | Descolonizando a Filantropia: equilibrando forças e somando saberes

A filantropia olhada a partir da perspectiva global reflete a desigualdade econômica entre países. Quem tem mais, apoia quem tem menos, e por anos o apoio financeiro veio acompanhado de imposição técnica. O movimento #ShiftThePower é um, entre muitos, que destaca os saberes locais para alavancar mudanças locais. Neste painel, convidamos Francis Kiwanga, diretor executivo da Foundation for Civil Society (Tanzânia), Neil Heslop OBE, CEO da Charities Aid Foundation (Inglaterra) e Pablo Gabriel Obregón, Presidente da Fundação Mario Santo Domingo e presidente do Conselho da Latimpacto (Colômbia) para debater o tema a partir de diferentes lugares de fala e apresentarem novos modelos para colaboração. A moderação foi feita por Naila Farouky, CEO do Fórum Árabe de Fundações (Egito).

Confira a mesa na íntegra:

“Conhecimento local devem alavancar mudanças locais”, acredita Francis Kiwanga. Ele analisou o percurso dos recursos filantrópicos internacionais, destinados em sua maioria a ações para o desenvolvimento no continente africano. De acordo com ele, recursos internacionais são inicialmente destinados a multinacionais, que fazem a gestão do recurso. Uma parte é usado para a própria gestão, outra, para questões que envolvem o continente, depois vai para as regiões, e quando chega efetivamente aos beneficiários, já é uma parcela muito pequena. Destacou também que as exigências técnicas muitas vezes são tantas que dificultam o impacto e geram um paradoxo – ao tentar se alinhar às exigências dos financiadores, algumas organizações acabam perdendo sua identidade e, ao fazer isso, são excluídas das comunidades que tentam salvar. Para que haja maior equilíbrio, defende que as vozes locais sejam ouvidas e que o planejamento seja participativo, incluindo também os beneficiários.

Outro ponto de vista foi trazido por Pablo Obregón, que defendeu que antes de pensar em equilíbrio norte-sul, os países devem voltar-se para dentro e buscar recursos junto a empresários locais e governos. “Os tempos estão mudando e há interesse em investir no desenvolvimento das comunidades locais.”. Chamou atenção às possibilidades de colaboração entre a sociedade civil e poder público, e às políticas públicas implementadas a partir desta relação. Como presidente do conselho da rede Latimpacto, comentou sobre as motivações dos investidores, que sempre perseguem o maior retorno com o menor risco, e trouxe exemplos de mecanismos de diversificação para terem ganhos ao mesmo tempo que geram impacto social e ambiental positivos. É isso o que chama de investimento para impacto. Neste sentido, tem atuado para fortalecer o ecossistema e a integração Sul-Sul e chama atenção à necessidade de investimento em capital humano.

Neil Heslop OBE, representante da Charities Aid Foundation, organização britânica dedicada à filantropia, destacou o contexto macroeconômico no qual operamos. De acordo com ele, entre 2010 e 2030 presenciaremos a mudança de uma economia de mercado para uma sociedade de mercado, alavancada por três grandes crises: a de crédito, a da Covid e a do clima. Ele coloca que valores humanos ressurgiram, iluminados pelas desigualdades fundamentais, e isso impacta empresas, comunidades e estados, que começam a reavaliar suas prioridades, alterando o fluxo do dinheiro. De acordo com Heslop, “esta é uma oportunidade para mudanças significativas em relação a um futuro justo e sustentável para todos, no mundo inteiro, com uma efetiva mudança de poder.” Também chamou atenção à importante agenda EDI – equidade, diversidade e inclusão, afirmando que as organizações filantrópicas no norte global têm o dever moral de fortalecer a representação em suas estruturas de tomada de decisão e tornar seus processos transparentes e claros o mais rápido possível. Explica que ao quebrar as estruturas de dentro para fora, aceleramos a mudança nos mecanismos de poder.

Descolonizando a Filantropia

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, oferece um espaço exclusivo para a comunidade filantrópica se reunir, trocar experiências e aprender com seus pares, fortalecendo a filantropia estratégica para a promoção do desenvolvimento da sociedade brasileira. O evento já reuniu mais de 1.500 participantes, entre filantropos, líderes e especialistas nacionais e internacionais. Em 2021, teve como tema ‘O Capital e a Humanidade’ e foi realizado em 22 e 23 de junho com o apoio prata da Fundação José Luiz Egydio Setúbal e apoio bronze de BNP Paribas Asset Management Brasil, Bradesco Private Bank, BTG Pactual, Mattos Filho, Movimento Bem Maior, Santander e Vale.

Forum IDIS Apoio

Solidariedade é tema de caderno especial da Folha

Na segunda-feira (19) o jornal Folha de S. Paulo publicou um caderno especial sobre Solidariedade. A temática abordada perpassa os temas da filantropia, da desigualdade, os efeitos da pandemia e a cultura de doação entre os brasileiros. A série com três artigos traz informações, dados e a opinião filantropos e membros do terceiro setor.

 

Folha Solidariedade

Brasileiro é solidário, mas ainda falta cultura de doação

No Ranking de Solidariedade, o Brasil ficou em 54º em uma colocação com 114 países. Este dado World Giving Index, ranking produzido pela Charities Aid Foundation (CAF), divulgado em 15 de junho, mostra uma melhora na posição do país na classificação, que subiu 20 posições desde o último ranking em 2019. No entanto, acredita-se que esta colocação se deu junto a onda de solidariedade ocasionada pela pandemia de Covid-19, revelando que a solidariedade entre os brasileiros é movida por situações emergenciais.

Nesta perspectiva, o primeiro artigo que compõe o caderno especial da Folha faz a seguinte provocação, a de que o “brasileiro é solidário, mas ainda falta a cultura de doação”.

Convidada para falar sobre o tema, Paula Fabiani, CEO do IDIS, acredita que esta situação se dá devido aos entraves culturais e burocráticos do país.

Segundo ela, “há aquilo de as pessoas não gostarem de falar que doam, e também falta um ambiente promotor de doação. Não há políticas públicas nesse sentido, e muitos não percebem a filantropia como uma forma de participação social”, afirma.

Para embasar seu argumento, Paula revela dados da 1ª edição Pesquisa Doação Brasil 2015. Segundo a pesquisa, dentre os doadores, a maior parte diz ajudar o combate à fome e à pobreza (aumento de 29% para 43%). A seguir, fica a ajuda a projetos ligados a crianças, cuja cifra recuou de 36% para 19%. Isso pode ser um reflexo da situação econômica do país, avalia. A segunda edição dessa pesquisa, referente a 2020, deve ser lançada ainda este ano pelo IDIS.

Para Roberta Faria do Instituto Mol, os brasileiros não enxergam o apoio ás ONGs como um ato de cidadania, o que reforça a ideia de que a cultura de doação entre os brasileiros está centrada na caridade, principalmente movida por princípios religiosos.

O que você precisa saber antes de fazer uma doação

Diante do cenário ocasionado pela crise pandêmica, o número de doações no país subiu. Mesmo diante deste aumento, ainda é necessário unir esforços para uma sociedade mais solidária. Nesse sentido, o questionamento “como saber se uma instituição é idônea ou não? ” norteia um outro artigo. Nesta publicação, a Folha reúne dicas e recomendações para se seguir na hora de fazer uma doação.

Primeiramente, é essencial verificar a existência da Instituição. As redes sociais, o site da fundação e o Mapa das Organizações da Sociedade Civil (OSCs) são ferramentas importantes neste primeiro passo a ser tomado. “Se aquela instituição existe, ela está no mapa das OSCs, porque ele pega a base de dados do CNPJ”, diz a advogada Priscila Pasqualin, sócia responsável pela área de filantropia e investimento social do PLKC Advogados e conselheira fiscal do IDIS.

Em seguida, recomenda-se pedir à associação documentos que comprovem a aprovação por uma lei de incentivo, como ocorre em projetos voltados para a cultura, educação, saúde, entre outros.

Ademais, a observação de parceiros é um ponto relevante a ser levado em conta. Foi através de parcerias com empresas que a Gerando Falcões desenvolveu o modelo de gestão e transformou-se em uma rede de instituições. A avaliação de impacto realizada pelo IDIS para a Gerando Falcões é tida como exemplo nesta recomendação. Segundo o estudo, a cada R$ 1 investido nestes projetos, há retorno de R$ 3,50 em benefícios sociais. Hoje, o processo é ensinado na formação dos líderes sociais que integram o conjunto pelo qual a entidade, que nasceu em Poá (SP), expandiu sua atuação para 700 favelas em todo o país.

 

Não importa a razão, todas as formas de doação são importantes

Por fim, para falar de solidariedade, Elie Horn, Fundador do Movimento Bem Maior, trata da importância de se fazer o bem, algo que segundo ele, é a essência da solidariedade. Fazendo menção ao World Giving Index de 2019, em que o Brasil foi classificado em 74º em um ranking de 126 países, Elie chama atenção para a necessidade dos brasileiros de serem mais solidários, ainda que mediante a falta de incentivos no país. A importância está em praticar a solidariedade e divulgar seus efeitos, independentemente de quem seja, se pessoa física, empresa, sociedade civil ou governo.

“Em um país com o nível de desigualdade social que temos, é muito importante doar dinheiro. Mas tem gente que doa trabalho, doa tempo. E isso também vale muito, pois as necessidades no Brasil são imensas e diversas, e todo mundo tem alguma coisa que pode compartilhar, mesmo que seja conhecimento, força física ou amor” ressalta.

Este conteúdo reúne conhecimento, por meio da troca de saberes e traz diferentes olhares acerca da solidariedade de modo a reforçar a cultura de doação no país.

Confira na íntegra o material acessando o site da Folha.

Atuação filantrópica territorial é destaque no Valor

A filantropia comunitária em territórios é um movimento que vem ganhando espaço no país e é destaque no jornal Valor Econômico. Estas iniciativas que visam ampliar a participação individual e fomentar estratégias de longo prazo para a mudança social em territórios estão sendo aprimoradas nos últimos anos. O trabalho coordenado entre ONGs, fundações, associações de ação social, empresas e universidades se mostra muito mais eficiente na transformação social e vem demostrando grande potencial de impacto.

Para Paula Fabiani, CEO do IDIS, os esforços que envolvem o conceito mais amplo de filantropia comunitária, representam uma tendência que veio para ficar. Segundo Paula, “a sociedade entendeu que precisa de soluções integradas e locais”. “Este olhar mais sistêmico e com atuações transversais estimula o surgimento das fundações comunitárias”, ressalta.

A atuação das associações leva em conta as realidades de áreas delimitadas, levantando informações socioeconômicas, promovendo saúde, inclusão produtiva e empreendedorismo. Paula cita como exemplos desse modelo de atuação do ICom – Instituto Comunitário da Grande Florianópolis; o Instituto Comunitário Baixada Maranhense e a Tabôa, associação comunitária criada no sul da Bahia pelo fundador da Natura Guilherme Leal. Todas estas organizações fazem parte do projeto Transformando Territórios, uma iniciativa do IDIS com a Charles Stewart Mott Foundation para fomentar a criação e fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil.

Confira o artigo na íntegra.

 

Você já ouviu falar em Institutos e Fundações Comunitárias?

O conceito de Fundação Comunitária surgiu nos Estados Unidos, mais precisamente em Cleveland/Ohio, em 1914, como uma solução para a dificuldade que os bancos encontravam em satisfazer o desejo de seus clientes de doar parte de seus recursos para organizações filantrópicas em testamento, pois não havia regras específicas para isso. Desde então, se espalhou pelos Estados Unidos tornou-se popular em outros países da América do Norte, Europa e mais recentemente, na África. De acordo com o Community Foundation Atlas, atualmente existem mais de 1.800 Fundações Comunitárias no mundo, que movimentam anualmente mais de USD 5 bilhões.

Mas o que são Institutos ou Fundações Comunitárias? Certamente você conhece ou já ouviu falar de organizações não governamentais (ONGs) que lutam em prol de uma causa como saúde, combate à fome, educação, meio ambiente, etc. Diferente das ONGs tradicionais, os Institutos ou Fundações Comunitárias atuam em um território geográfico específico, seja este um bairro, distrito ou até uma cidade ou região, e trabalham na solução dos problemas prioritários daquela localidade, ou seja, são multi-temáticos.

Os Institutos e Fundações Comunitárias se diferem também em outros princípios como:

  1. Não executam projetos sociais, seu objetivo é apoiar financeiramente e tecnicamente iniciativas no território em que atuam;
  2. Constroem conexões, capacidade e confiança dentro do território;
  3. Servem como ponte entre os diversos atores de dentro e fora da localidade;
  4. São gestoras de doação e doadores;
  5. Buscam a construção de fundos temáticos e fundos patrimoniais para garantir perenidade de investimento no território;
  6. Sua governança tem membros do território em sua composição.

Os Institutos e Fundações Comunitárias têm um modelo de organização social que fomenta o protagonismo local e empodera a comunidade reduzindo desigualdades, promovendo o desenvolvimento local sustentável e agindo como interlocutora dos diversos stakeholders (parte interessadas).

Hoje, no Brasil, apenas três organizações operam neste modelo: o Instituto Comunitário Grande Florianópolis, o Tabôa – Desenvolvimento Comunitário e o Instituto Baixada Maranhense.  Entendendo a importância deste tipo de instituição para o desenvolvimento social inclusivo, o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), em parceria com a Charles Stewart Mott Foundation, criou o programa Transformando Territórios, que vem fomentando a criação de mais Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil, desde 2018.

Você já ouviu falar em Institutos e Fundações Comunitárias?

Evento – Fundação ABH (antes da pandemia de Covid-19)

Uma das organizações participantes é a Fundação ABH, que atua na periferia sul da cidade de São Paulo com o objetivo de gerar sustentabilidade e trazer investimento de maneira perene para a região, tendo sempre atores da comunidade envolvidos na concepção e desenvolvimento de todos as iniciativas que realiza. Com apoio do IDIS e do Programa Transformando Territórios, em 2021, a Fundação ABH criou o projeto PerifaSul 2050, que está sendo construído por meio de um processo colaborativo e empoderador, onde são identificadas as temáticas prioritárias para o território em curto, médio e longo prazo, junto aos atores locais. É um projeto ambicioso, pois vai além da construção de um plano, ele fomenta o protagonismo local, a construção de relações de confiança e cria uma visão e objetivos comuns para a região.

Para a Fundação ABH, é fundamental a participação e o envolvimento das pessoas do território. Se todos se percebem como parte do processo, entendendo seu papel e como podem contribuir para alcançar os objetivos em comum, a comunidade se torna protagonista na construção de soluções, na inovação de seus fazeres e o resultado desse processo pode ser exponencial.

O PerifaSul 2050 já identificou as três causas “guarda-chuva” prioritárias para o território: Inclusão Produtiva; Desenvolvimento Comunitário e Vida Digna e Bem-Estar. Estas causas contemplam ainda subtemas que são abordados e discutidos em cada reunião. A cada oficina, os atores sociais traçam atividades, metas, objetivos e os resultados esperados. André Benelli, participante do PerifaSul 2050 e membro do coletivo Fora de Frequência, reforça o foco no desenvolvimento local: “Acredito que todos os temas escolhidos são de extrema relevância e, de certa forma, todos estão associados com direitos básicos da vida em sociedade. Com isso, proporcionar ações que melhorem todos esses campos sociais, é contribuir e muito com o desenvolvimento humano no território sul da cidade de São Paulo”.

Transformando Territórios e Fundação ABH

Evento – Fundação ABH (antes da pandemia de Covid-19)

Assim como a Fundação ABH outras organizações estão se desenvolvendo como Institutos ou Fundações Comunitárias e participando desta mudança no cenário do terceiro setor e da filantropia social. O Programa Transformando Territórios está atuando em parceria com organizações em São Paulo, Minas Gerais, Amazônia, Rio de Janeiro, entre outros.

Saiba mais sobre o Programa Transformando Territórios.

Por Marina Fay, Diretora-Executiva da Fundação ABH, e Paula Fabiani, CEO do IDIS

IDIS e Latimpacto trazem para o Brasil discussão sobre inovação social e investimento para impacto

Com o objetivo de disseminar o conceito de investimento para impacto no Brasil e ampliar sua aplicação, a primeira atividade da parceria entre entre o IDIS e a Latimpacto, foi o café da manhã virtual Brasil e Portugal: inovação social e investimento de impacto, com Luis Melo. Luis é membro do conselho da EVPA, rede europeia de Venture Philanthropy, e Diretor do Programa Coesão e Integração Social da Fundação Calouste Gulbenkian, em Portugal. Ele lidera um portfólio de projetos de inovação social, investimento de impacto e social impact bonds na Fundação, com sólida experiência em investimento para impacto em Portugal e Europa.

O encontro que aconteceu no dia 1º junho e para dar as boas-vindas contou com a participação de Georgia Pessoa, CEO do Instituto Humanize e vice chair da Latimpacto, e Paula Fabiani, CEO do IDIS. Carolina Suárez, CEO da Latimpacto, participou fazendo uma breve apresentação sobre a rede e o evento foi mediado por Greta Salvi, diretora da Latimpacto no Brasil .

Paula destacou a relevância do encontro, especialmente no momento de retrocessos trazidos pela pandemia, sendo necessária a união de esforços para avançar as agendas do país. Para ela “trazer a perspectiva de Portugal é muito interessante porque é um país de muitas similaridades com o Brasil, não só da língua, mas parte da nossa cultura e da história estão junto com Portugual”, ressalta Paula.

Georgia chamou atenção ao fato de que, mesmo diante de realidades socioeconômicas e políticas distintas entre Brasil e Portugal, a promoção desta conexão para ilustrar, inspirar e adaptar a nossa realidade, é sempre um caminho interessante de se seguir.

Carolina Suarez, CEO da Latimpacto,  comentou que o objetivo da rede é fazer uma comunidade para maximizar o impacto e o desenvolvimento sustentável, fortalecendo o conhecimento e a comunidade na América Latina. “Queremos amplificar o que estamos fazendo, gerar maiores conexões, fortalecer a comunidade, fortalecer o conhecimento e profissionalizá-lo para gerar maior impacto” afirma Carolina.

Na conversa, foram abordados os caminhos e os desafios para a inovação social e investimento para impacto. O debate acerca do investimento para o desenvolvimento social é crescente e abre espaço para mecanismos alternativos de financiamento de iniciativas que transformem nossa sociedade. Uma dessas modalidades é o investimento para impacto, ou Venture Philanthropy, uma abordagem de investimento que prioriza o impacto social e ambiental sobre o retorno financeiro.

Luis de Melo Jeromino da Fundação Calouste Gulbenkian

Fundação Calouste Gulbenkian

Fundada em 1957, a Fundação Calouste Gulbenkian tem como propósito fundamental melhorar a qualidade de vida das pessoas por meio da arte, da assistência social, da ciência e da educação, sendo o fomento à inovação social e ao empreendedorismo eixos transversais de sua atuação. Luis trouxe um panorama dos percursos da Fundação.

A partir de 2013, a Fundação passa a também avaliar a inovação no financiamento de projetos, e é então que se aproxima da abordagem da Venture Philanthropy e começa a fomentar a criação de um ecossistema de impacto em Portugal.

Luis explicou que para acessar o investimento alternativos, além dos recursos públicos e aqueles provenientes da filantropia mais tradicional, empreendedores devem conjugar três elementos para maximizar o seu potencial de impacto: capital, competências e dados.

Capital: empreendedores precisam ter acesso a instrumentos de financiamento adequados e suficientes para as necessidades dos projetos e das organizações.

Nesta categoria, ele aponta: “há um duplo desafio que é de um lado, desenvolver um grupo de financiamento que consiga captar outros tipos de investidores (impacto e retorno financeiro) e por outro lado responder aquilo que são as necessidades dos empreendedores, das organizações e dos seus projetos”

Competências: formação e capacitação para assegurar oportunidades de desenvolvimento dos empreendedores nas áreas de gestão, estratégia, finanças e comunicação.

Dados: transparência nas informações dos investimentos de impacto (desde a modulação financeira até pequenos dados) para criar confiança no mercado.

A Fundação passou a trabalhar em dois níveis para a criação do ecossistema de investimento de impacto. O primeiro, o market building, que consiste no desenvolvimento de mercado em si, com o mapeamento dos atores nacionais, o apoio à criação de uma entidade especializada, o apoio à uma resposta de financiamento público, o engajamento de outros stakeholders nacionais e o lançamento de uma base de dados de custos públicos. Deste processo, surgiu o ‘Grupo de trabalho português para o investimento social’, firmando a proximidade com o setor público, dinâmica muito relevante nesta agenda. A segunda linha de atuação foi tornar-se um market player, ou seja, ser um agente ativo este mercado. A Fundação teve que rever sua estratégia e hoje investe em 5 social impact bonds e fez um investimento relevante no primeiro fundo de capital de risco de impacto português.

Entre as lições aprendidas com a construção de um ecossistema de investimento de impacto, Luis falou sobre a importância da construção de uma visão e agenda de trabalho compartilhadas e da identificação de “champions“, que serão referências para o mercado, sendo quanto mais diversificados, melhor. Lembrou também que a adaptação ao contexto local é essencial, sendo as políticas públicas de grande ajuda para este tipo de projetos.  Além disso, assegurar os quick wins é muito importante porque podem fazer transformações concretas de impacto para transmitir mais confiança no trabalho realizado.

Veja aqui o painel na íntegra:

 

IDIS e Instituto ACP lançam último módulo do Guia sobre gestão de pessoas no Terceiro Setor

O Instituto ACP e o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social lançam o módulo final do Guia de Gestão de Pessoas no Terceiro Setor, abordando Clima Organizacional.

Em linhas gerais, o Clima Organizacional traduz a visão que o público interno tem da instituição onde trabalha, por isso quando bem cuidado, gera um ambiente harmonioso, sadio e estimulante, no qual as pessoas sentem-se motivadas a crescer, a produzir, a dar o seu melhor e a inovar.

Entre os temas abordados, traz modelos para capturar a percepção dos colaboradores sobre o Clima e destaca a importância da Comunicação Interna como uma ferramenta para cuidar do Clima, mostrando, por exemplo, como falar com os colaboradores no dia a dia e qual a melhor maneira de comunicar os que estão deixando a instituição. No capítulo sobre cultura organizacional, o leitor encontra dicas para identificar a cultura e os valores de sua organização.

Este projeto é uma iniciativa do Instituto ACP. “Com o objetivo de fortalecer a gestão das organizações da sociedade civil e a atuação do Terceiro Setor, uma das nossas frentes de atuação é a produção de conhecimento acessível e de qualidade. A série sobre Gestão de Pessoas é uma das nossas primeiras iniciativas nessa frente. O tema foi escolhido a partir de uma consulta às lideranças do setor” explica Erika Sanchez Saez, diretora-executiva da organização.

“Ficamos muito felizes pela execução deste projeto. Não havia nenhuma literatura organizada sobre o Gestão de Pessoas no Terceiro Setor e a recepção foi excelente – desde o primeiro módulo, lançado em novembro de 2020, tivemos mais de 1.500 downloads.” comenta Paula Fabiani, CEO do IDIS.

O Guia de Gestão de Pessoas no Terceiro Setor tem 4 módulos: ‘Formar uma Boa Equipe‘, ‘Manter uma Boa Equipe’, ‘Colocar a Casa em Ordem‘ e ‘Cuidar do Clima’. Todos podem ser baixados gratuitamente no site do IDIS: https://bit.ly/guiasgestao

 

INSTITUTO ACP

Criado em 2019, o Instituto ACP é uma organização de filantropia e investimento social que tem como missão contribuir para o fortalecimento da governança e gestão das organizações da sociedade civil no Brasil para que sejam vetores de desenvolvimento do país. 

IDIS

Fundado em 1999, o IDIS Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social é uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil e na América Latina. Com a missão de apoiar o investimento social privado para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e sustentável, facilita o engajamento de pessoas, famílias, empresas e comunidades em ações sociais estratégicas transformadoras da realidade, contribuindo para a redução das desigualdades sociais no país. Em 2020, liderou a criação do Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil.

 

Assessoria de Imprensa IDIS

4 Press – (11) 5096-0439

Ana Lucia Moretto – anamoretto@4pressnews.com.br

Leandro Andrade – leandro@4pressnews.com.br

 

Por que ter diversidade e inclusão no terceiro setor?

A sociedade civil não deve escolher as mesmas justificativas de empresas para ter espaços de trabalho diversos e inclusivos

Há mais de um ano falamos de uma só doença – a COVID-19. Há algumas décadas, as pessoas inacreditavelmente também chamavam a homossexualidade de “homossexualismo” e consideravam uma doença que precisava ser tratada. Mas em 17 de maio de 1990 ela foi extinta – a orientação sexual homoafetiva deixava de ser considerada como um distúrbio mental pela Organização Mundial da Saúde, dando lugar ao Dia Internacional de Combate à Homofobia.

Mesmo após 30 anos, ainda enfrentamos barreiras e buscamos curar o preconceito, e aqui destacamos os desafios no ambiente profissional. Em pesquisa realizada pela agência Santo Caos, 40% dos entrevistados relataram já ter sofrido discriminações em relação à orientação sexual no trabalho.

O tema da diversidade, em toda sua extensão, no terceiro setor é obrigatório. Devemos acolher e valorizar todos os gêneros, todas as orientações sexuais, todas as raças, todas as idades, todas classes sociais, as diferentes origens, aqueles que tem algum tipo de deficiência e aqueles que estão começando suas carreiras da mesma forma daqueles que já viveram muito. Afinal, como conseguiremos construir um mundo mais justo e igualitário sem olhar para opressões e violências históricas e sem discutir privilégios?

Não devemos usar justificativas de aumento de inovação, lucros ou criatividade, como é feito por empresas, pois apesar de estes serem benefícios de programas de Diversidade e Inclusão, não devem ser a motivação primária do setor social. A sociedade civil surgiu para responder ao que o primeiro e segundo setor não davam conta, seja na assistência social, defesa de minorias, animais ou do meio ambiente. É por isso que devemos incluir. É um dever das organizações sociais ter um espaço de trabalho diverso e inclusivo para catalisar o ideal de mundo pelo qual trabalhamos. Selma Moreira, diretora do Fundo Baobá e conselheira do IDIS, sintetizou essa ideia em um encontro: “Nós do terceiro setor não podemos deixar a população negra, que sofreu tanto, de fora”.

Mas, é claro, essa não é uma tarefa fácil.

Apesar de muito idealizado, organizações sociais possuem dificuldades crônicas, como financiamentos escassos para área institucional, parte essencial para um fortalecimento da gestão de pessoas. Essa acaba sendo uma justificativa comum para fazerem pouco por esta frente, mas aqui trazemos caminhos que todas podem seguir para que floresçam ambientes mais diversos inclusivos nas organizações.

Ainda que a pesquisa sobre discriminação no trabalho não tenha sido feita exclusivamente com organizações sociais, lembramos que a sociedade civil não é isenta de preconceitos ou reprodução destes. Por isso, a criação de grupos de afinidade sobre gênero, raça, etarismo e sexualidade pode ser um espaço de acolhimento e aprendizado. As lideranças devem ser sensibilizadas e engajadas. Destacar em vagas que a organização terá um olhar atento à diversidade pode atrair pessoas que não se sentiam convidadas, e divulgar estas vagas nos lugares onde elas estão também é um passo importante. Estes são alguns cuidados no dia a dia que estão ao alcance de qualquer tipo de organização. Dicas como essas estão em materiais gratuitos, como na coleção de guias de gestão de pessoas no terceiro setor, lançado pelo IDIS e Instituto ACP.

Com a exclusão da homossexualidade como doença, o movimento LGBTI+ aprendeu que há muitos outros sintomas deixados pelo preconceito ao longo de gerações. Podemos não ter a vacina para acabar com a discriminação, como já temos para a COVID-19, mas podemos tratar os sintomas de um preconceito estrutural. É preciso ainda acolher não só profissionais LGBTI+, mas também com outros marcadores sociais e criar um ambiente de trabalho inclusivo e aberto com o engajamento de toda a organização. Não para lucrar, lacrar ou evitar crises de imagem, mas para lutar por um mundo melhor e justo. É para isto que nós, do terceiro setor, trabalhamos afinal.

 

Por Alexandre Gonçalves, analista de comunicação do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social

Por Paula Fabiani, CEO do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social

 

O artigo foi originalmente publicado na Folha de S. Paulo.

IDIS participa da segunda edição do Catalysing Change Week

Catalyst 2030, o movimento global que reúne empreendedores de impacto e ativistas sociais que estão na linha de frente para a implantação do 17 ODS, até 2030, vão promover a segunda edição do Catalysing Change Week, entre os dias 3 e 7 de maio.

A Catalysing Change Week – 2021 será composta de 85 sessões on-line, ao longo de cinco dias, permitindo a adequação do fuso horário dos participantes em quase todos os continentes. Entre os participantes e mestres de cerimônia estarão os finalistas e os vencedores do Catalyst 2030 Award, além de ativistas de diversos cantos do planeta.

Além de palestras internacionais, haverá também representantes do Brasil também estará presente. No dia 5 de maio, às 10h, Paula Fabiani, CEO do IDIS, participará da mesa Financiadores Colaborando de Forma Eficaz junto de José Luiz Egydio Setúbal (Fundação José Luiz Egydio Setúbal) e Patricia Villela Marino (Humanitas 360). O encontro será sobre como doadores podem trabalhar em colaboração no cumprimento dos ODS. Inscreva-se em: bit.ly/idischangeweek

 

Para falar sobre Economia Inclusiva: garantindo oportunidades para todos, com geração de renda, acesso e inclusão social, participarão em outra mesa Caroline Carpenedo (Gerdau), Marcelo Cardoso (Instituto Integral Brasil), David de Aquino Filho,Sergio Serapião (Labora) e Fernanda Zemel (Labora). O encontro acontecerá no dia 6 de maio às 13h30.

Onde estão as pessoas nos ODS? Será outra mesa em português com participação de Danielle Almeida (TBC), Adriana Barbosa (Insituto Feira Preta) e Mozana Amorim.

“Durante a Catalysing Chance Week – 2021, reuniremos especialistas, empreendedores de impacto, ativistas das causas sociais, representantes do legislativo e de governos para troca de experiências. Nosso objetivo é que a partir desses encontros seja possível estreitar laços e fomentar um ambiente de cooperação entre países, regiões e os mais diversos setores da sociedade,” diz Jeroo Billimoria, porta-voz e uma das cofundadoras do Movimento Catalyst.

As sessões estão divididas em três temas:

 

CONECTAR – O cerne de nossa Teoria  de Mudança prevê que atuemos como conectores entre os diversos integrantes dos ecossistemas dos quais fazemos parte. Nosso objetivo é criar um ambiente que propicie a colaboração e leve à cocriação de iniciativas destinadas a dar conta das demandas sociais, ambientais e econômicas de nosso tempo.

 

CELEBRAR – A celebração é uma forma de nos encorajar, inspirar e reenergizar sobre a relevância de nosso trabalho e o engajamento de cada um. A partir da disseminação de boas práticas e iniciativas exitosas, podemos gerar um efeito cascata positivo em outros agentes sociais interessados em arregaçar as mangas e se engajar neste trabalho.

 

ACELERAR – Ao colocarmos lado a lado stakeholders de diversos segmentos sociais, esperamos que eles acabem funcionando como indutores de mudanças em políticas sociais. Para isso não podemos abrir mão do engajamento de gestores públicos, nem de legisladores. Afinal, como destacado em diversos documentos e relatórios (Embracing Complexity, Getting from Crisis to Systems Change and New Allies), o suporte dos agentes sociais ao setor público é a chave para que consigamos implantar todas as iniciativas previstas nos 17 ODSs em nível local, nacional e global.

 

No âmbito da Catalysing Change Week – 2021 esperamos atingir seis objetivos:

 

1. Celebrar iniciativas que possam se tornar modelo de ação

2. Construir compromissos em torno de mudanças nas políticas públicas

3. Apresentar exemplos práticos de iniciativas capazes de serem replicadas

4. Trazer mais vozes ao centro do debate

5. Acelerar os esforços para o cumprimento da Agenda 2030

6. Trocar experiências entre os participantes e fortalecer nossa interação e capacidade de luta

 

A inscrição para a Catalysing Change Week – 2021 é gratuita.

Para mais informações, visite o site https://catalyst2030.net/ccwsessions/

 

Sobre o Catalyst 2030

Catalyst 2030 é um movimento global de empreendedores sociais e inovadores de diferentes setores que reuniram esforços para criar iniciativas destinadas a engajar os diversos atores da sociedade civil na implementação dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 2030 (ODS).

Lançado em janeiro de 2020, durante o Fórum Econômico Mundial, o Catalyst 2030 reúne mais de 500 empreendedores sociais, cujo trabalho impacta diretamente cerca de 2 bilhões de pessoas em 180 países.

Acreditamos na força das ações coletivas como um importante instrumento para elaboração de estratégias inovadoras com o objetivo de alcançar as metas previstas nos 17 ODS, até 2030.

Retrospectiva 2020: um ano inacreditável

O ano está chegando ao fim e faltam palavras para definir o que foi 2020, o ano mais inacreditável de nossas vidas. Em todo o mundo, fomos tomados por sentimentos de surpresa, incredulidade, temor, incerteza. Em maior ou menor grau, todos tivemos que adaptar formas de trabalhar e rever planos. No IDIS, não foi diferente. Definitivamente, não terminamos o ano da forma como imaginamos, mas apesar de tudo, conseguimos avançar em nossa missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto e fortalecer a cultura de doação no Brasil.

A criação do Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil foi certamente o projeto de impacto que marcou nosso ano. Para contribuir com o enfrentamento à pandemia, nos unimos ao Movimento Bem Maior e a BSocial. Agimos rápido, lançando o Fundo ainda em março. Em oito meses, mobilizamos indivíduos, famílias e empresas e captamos R$ 40 milhões para fortalecer o SUS, beneficiamos 60 instituições, sendo 58 hospitais, 1 centro de pesquisa e uma organização social.

Destacamos, ainda, entre os projetos implantados por iniciativa do IDIS, a promoção da Filantropia Comunitária, em parceria com a Mott Foundation, e o programa de formação de redes de inclusão produtiva, junto com o SEBRAE-SP, além da continuidade da campanha Descubra Sua Causa.

A consultoria cresceu, com mais de uma dezena de projetos iniciados neste ano, com focos diversos como planejamento estratégico, estruturação de fundos patrimoniais, gestão da doação e avaliação de impacto. Amigos do Bem, Gerando Falcões, Instituto International Paper, Instituto Sicoob, Parceiros da Educação, Petrobrás e Vale, foram alguns dos novos parceiros que começamos a atender.

Na área de conhecimento, seguimos com nossa vocação de refletir sobre tendências, ler cenários e sistematizar conceitos e metodologias. Lançamos quatro publicações, doze artigos e notas técnicas e realizamos cinco eventos, entre eles, o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pela primeira vez em formato online, mas que foi capaz de novamente reunir a comunidade que vem se consolidando há nove anos. Participamos também de muitos eventos, tanto de nosso setor, quanto fora dele, compartilhando nossos aprendizados em 25 ocasiões, no Brasil e também internacionalmente.

Finalizamos o projeto de revisão de nossa marca institucional. Cada vez mais convictos de que a integração de fazeres e saberes é o que nos faz avançar, apresentamos, em dezembro, nossa nova identidade visual.

E fomos reconhecidos. Fomos eleitos uma das 100 melhores ONGs de 2020 e o Fundo Emergencial para a Saúde foi vencedor no Prêmio Folha Empreendedor Social e finalista no Prêmio ABCR Doação Solutions.

Há muitas histórias a serem contadas, que se passaram neste ano tão único. Vamos reunir cada uma delas em nosso relatório de atividades, que será lançado em alguns meses. Mas não poderíamos encerrar o ano sem celebrar esses marcos, pois eles nos fortalecem, e agradecer a cada um que esteve conosco nessa jornada – equipe, conselho, clientes e parceiros.

Que 2021 seja um ano de mais conexões e abraços! BOAS FESTAS!

IDIS é uma das 100 melhores ONGs do Brasil em 2020

Por anos as organizações da sociedade civil foram estigmatizadas pela falta de profissionalismo. Práticas de gestão eram associadas unicamente ao mundo empresarial. Em 2017, o Prêmio Melhores ONGs foi lançado, colocando definitivamente a percepção em xeque. Desde então, seleciona todos os anos 100 organizações que se destacam em critérios como governança, transparência, comunicação e financiamento. E a disputa é sempre acirrada – na edição 2020 houve 670 inscrições. Com muito orgulho, o IDIS foi uma das 100 organizações selecionadas nesta edição, realizada pelo Instituto Doar, AMBEV Voa e O Mundo que Queremos. “Boas práticas de gestão nos permitem chegar mais longe, ter mais impacto e gerar a credibilidade exigida por nossos parceiros e apoiadores. Esta premiação é muito importante ao nosso setor e é uma honra receber este reconhecimento mais uma vez” comenta Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS. A lista completa dos vencedores está disponível em melhores.org.br

A celebração dos vencedores acontecerá em uma cerimônia virtual, no dia 10 de dezembro, a partir das 19h, com transmissão pelo YouTube e pelo site do canal Futura. Na ocasião, serão anunciadas também as melhores ONGs nas categorias especiais e o destaque do ano. A participação é aberta a todos interessados.

Uma novidade deste ano é o lançamento de uma plataforma para ajudar as ONGs vencedoras a captar doações. A equipe do Melhores ONGs desenvolveu uma plataforma onde qualquer pessoa pode entrar e doar diretamente para qualquer uma das 100 ONGs vencedoras. A plataforma para doação também já está disponível a partir de hoje. É um presente do Melhores ONGs para o Dia de Doar, uma campanha mundial no dia 1 de dezembro para estimular as contribuições financeiras para as organizações.

O IDIS já havia sido reconhecido na primeira edição do Prêmio, em 2017, e depois novamente em 2019.

IDIS se une a Sebrae-SP na construção de rede de colaboração para a inclusão produtiva

O Sebrae-SP e o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento Social firmaram parceria para estimular a inclusão produtiva no estado de São Paulo. A iniciativa, ainda em caráter piloto, tem como objetivo construir redes de colaboração locais entre organizações comunitárias, possibilitando a troca de experiências, desafios e conhecimentos, além da cooperação e da busca conjunta por soluções. A experiência trará subsídios para o Sebrae apoiar o fortalecimento dessas organizações por meio desta nova metodologia de rede.

Associação Frutos da Terra

“As organizações comunitárias representam um grande apoio para as pessoas em situação de vulnerabilidade e um parceiro estratégico na promoção da Inclusão Produtiva e da cultura empreendedora junto aos que mais necessitam”, comenta Wilson Poit, Superintendente do Sebrae-SP.
O projeto teve início em julho com um extenso mapeamento das organizações atuantes direta ou indiretamente com Inclusão Produtiva em quatro macrorregiões: Bauru, Vale do Ribeira, Pontal do Paranapanema e Alta Paulista. Contribuíram nesta fase o poder público, movimentos populares, acadêmicos e os escritórios locais do Sebrae para identificar as mais relevantes.

A segunda fase, finalizada em novembro, contemplou visitas a campo da equipe do IDIS para conhecer de perto a realidade e desafios de cada uma das organizações. “Em um mesmo dia visitamos uma aldeia indígena e uma penitenciária. Há uma diversidade grande de realidades, e nosso desafio é uni-las em torno de uma pauta comum”, explica Alessandra Martins, gerente de projetos do IDIS. Há ainda três etapas previstas, que consistem na realização de workshops presenciais nas quatro regiões para o desenho de estratégias que respondam aos desafios das redes locais, o acompanhamento e suporte para a execução dos planos desenhados, e por fim a realização de novos workshops com a presença de atores estratégicos locais para o compartilhamento de resultados e convite para fazerem parte das redes formadas.

Sobre o projeto, Anderson Ricardo Mariano, da Wise Madness, organização social com foco na promoção de arte, educação e cultura para comunidades em Bauru e região, afirma: “Acredito que alguns dos sonhos que tenho em relação às crianças, jovens e mesmo aos pais dos alunos atendidos pela Wise, podem ser concretizados mais facilmente com o apoio de uma rede, como a proposta neste projeto do Sebrae”.

“A pandemia agravou a desigualdade no país e a inclusão produtiva será uma agenda prioritária no próximo ano. Esta experiência piloto já tem gerado grandes aprendizados e acreditamos que o modelo fortalecerá diretamente inúmeras organizações e tem o potencial de ganhar uma grande escala.”, comenta Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS.

Entre os públicos atendidos pelas organizações selecionadas estão artesãos, egressos do sistema prisional, imigrantes, indígenas, pequenos agricultores, catadores, adultos com baixa escolaridade, entre outros. Ao todo, sete escritórios regionais do SebraeSP foram envolvidos: ER Vale do Ribeira, ER Sudoeste Paulista, ER Baixada Santista, ER Sorocaba, ER Bauru, ER Marília e ER Presidente Prudente. A Coordenação de Inclusão Produtiva da área de Políticas Públicas da instituição é a responsável pela coordenação.

Se quiser saber mais sobre o projeto, entre em contato conosco:

Alessandra Ferreira Martins <amartins@idis.org.br>

Beatriz Renno Biscalchim <beatrizrb@sebraesp.com.br>

Cultura de doação começa na infância! Saiba o que nossas crianças querem transformar no mundo.

Fortalecer a cultura de doação no Brasil tem sido um dos focos prioritários de atuação do IDIS. É algo que deve ser estimulado desde a infância e saber o que pensam nossas crianças é um importante passo. Por isso, apoiamos a pesquisa realizada pelo Dia de Doar Kids em parceria com o Jornal Joca. A pergunta foi simples: quais as 3 coisas que você quer mudar no mundo? Os resultados foram revelados neste outubro, mês das crianças.

Participaram do projeto 450 crianças, de todo o Brasil, ainda que prioritariamente da região Sudeste (75,4%). A coleta das respostas foi online e houve consentimento dos responsáveis. As questões levantadas por eles foram diversas e bastante pulverizadas, e ocuparam o topo do ranking nacional ‘Acabar com a violência’ (7,3%), ‘Mais saúde para todos’ (6,8%) e ‘Melhorar a educação e o direito de estudar’ (6,8%). Em geral, foi identificada uma consciência social muito grande entre os jovens entrevistados, mesmo entre crianças de idade bastante reduzida (5 a 10 anos, 48% da amostra). O relatório destaca que os resultados reforçam uma potente sensibilidade dessa geração mais jovem ao que é da ordem do comum, do coletivo.

O recorte regional da pesquisa mostra diferenças quanto à percepção das crianças. No Sul do Brasil, o maior registro foi relacionado à poluição (8,9%). No Sudeste, Educação ocupou o primeiro lugar (7,5%). O ponto de atenção na região Nordeste foi a violência (11,4%), com o maior gap em relação ao segundo lugar. ‘Acabar com a fome’ foi o destaque no Centro-Oeste, citado por 10% dos respondentes. No Norte, houve um empate entre 4 causas, todas elas com 9,3% – ‘Acabar com a violência’, ‘Acabar com o racismo’, ‘Mais respeito aos direitos dos animais’ e ‘Menos poluição’.

Os achados serão a base para a criação de materiais para escolas e professores e para a realização de iniciativas para crianças e jovens.

Conheça aqui a pesquisa completa.

Descubra Sua Causa

Em 2018 o IDIS lançou o ‘Descubra Sua Causa’, um projeto com o objetivo de fortalecer a cultura de doação junto ao público jovem, de 18 a 24 anos. Por meio de um quiz, com perguntas relacionados a questões do dia a dia e ao universo cultural dos jovens, os respondentes são apresentados a um resultado que revela as causas que são mais importantes para si e mostra oportunidades de ação. Se a causa é educação, por exemplo, há uma indicações de ONGs às quais ele pode fazer uma doação ou um trabalho voluntário e também uma série de matérias se quiser se informar mais.

IDIS traz para a equipe diretor de projetos

Planejamento estratégico, estruturação de fundos patrimoniais e filantrópicos e a avaliação de impacto são alguns dos focos do IDIS para apoiar o investimento social privado no país. “O IDIS completou 20 anos com três pilares de atuação – a produção de conhecimento, o desenvolvimento de projetos de impacto, e a consultoria para empresas, famílias, filantropos e organizações da sociedade civil. A chegada de um diretor de projetos vem fortalecer nossa atuação.”

Para coordenar o time de consultores, hoje com 10 profissionais, chega ao IDIS Renato Rebelo, que terá entre suas atribuições a implementação de processos, a gestão e desenvolvimento da equipe, a produção de conteúdo, o relacionamento com clientes e parceiros, inclusive com a Global Alliance, rede da Charities Aid Foundation (CAF) da qual o IDIS é parte.

Renato é formado em Relações Internacionais pela PUC-SP, com especialização em Gestão de Projetos pela FIA e MBA pelo Insper. Anteriormente, foi Diretor de Projetos da Fundação Brava, onde liderou o programa de inovação e transformação digital em governos e foi responsável pelo programa de aceleração de startups govtechs do BrazilLAB. Também atuou como Gerente de Produtos e Novos Negócios na Webmotors, coordenando a frente de estratégia e desenvolvimento de novos produtos. “Junto-me ao time IDIS com objetivo de dar continuidade ao protagonismo da organização, contribuindo com novas formas de se pensar e fazer investimento social diante dos novos modelos organizacionais do terceiro setor, das finanças de impacto e das transformações tecnológicas”, comenta.

#VemProIDIS: Oportunidade para analista de comunicação

 

Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem na área de comunicação um importante pilar de atuação. Buscamos um profissional para integrar o time.

Fundado em 1999, somos uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP), pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil e na América Latina. Por meio de nossa atuação, buscamos o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e sustentável, facilitamos o engajamento de pessoas, famílias, empresas e comunidades em ações sociais estratégicas transformadoras da realidade, contribuindo para a redução das desigualdades sociais no país. 

Saiba mais sobre a vaga:

Objetivos:

Apoiar a implantação e execução dos projetos conduzidos pelo IDIS da área de comunicação, garantindo cumprimento de prazos, qualidade nos produtos desenvolvidos e serviços prestados. O analista de comunicação atuará também visando alinhamento interno das atividades do IDIS ao seu objetivo social, sua missão e às políticas e diretrizes internas e contribuindo para a sua sustentabilidade.

Principais atribuições

  • Apoiar na elaboração do planejamento de comunicação anual e executar as ações de comunicação, conforme cronograma determinado;
  • Desenvolver conteúdo para o site e mídias sociais do IDIS e da plataforma Descubra sua Causa;
  • Apoiar a organização de eventos de pequeno, médio e grande porte e todas as ações de comunicação a eles relacionadas;
  • Desenvolver campanhas e ações de comunicação visando ampliar e disseminar conhecimento sobre Investimento Social Privado;
  • Apoiar ações de relacionamento com a imprensa;
  • Apoiar a gestão de parcerias com outras organizações;
  • Contribuir para o fortalecimento do posicionamento institucional perante diferentes stakeholders, bem como dos programas e projetos desenvolvidos pelo IDIS;
  • Interagir com as áreas programáticas buscando apoiá-las na geração e disseminação de conteúdos e garantindo o alinhamento institucional;
  • Apoiar a gerência na melhoria do uso do Salesforce, incluindo dados e gerando relatórios;
  • Realizar relatórios e acompanhar indicadores de desempenho;
  • Zelar pela ética e valores institucionais do IDIS.

Requisitos

  • Graduação Superior em Comunicação Social (relações públicas, jornalismo, publicidade) ou experiência comprovada em áreas correlatas;
  • Experiência: mínimo de 2 anos de atuação na função ou em atividades na área de comunicação, comunicação de institutos e fundações, familiares independentes ou corporativos; agência de comunicação corporativa, relações públicas, assessoria de imprensa ou de comunicação corporativa/institucional);
  • Boa comunicação e redação;
  • Domínio de conceitos e práticas de comunicação institucional e de canais de comunicação, especialmente mídias digitais;
  • Domínio do pacote Office (Word, PowerPoint, Excel);
  • Desejável conhecimento em Canva, WordPress, Google Analytics, Google Ads e técnicas de SEO;
  • Habilidades em planejamento e implementação de processos com atenção para cronogramas, capacidade de decisão, argumentação, criatividade, relacionamento e cooperação;
  • Boa fluência na comunicação oral e escrita na língua inglesa;
  • Conhecimento de temas referentes a Terceiro Setor, Investimento Social Privado, Sustentabilidade, Responsabilidade Social Empresarial ou Investimento de Impacto.

Orientações para participação no processo seletivo:

  • Enviar um e-mail para comunicacao@idis.org.br com o título “ANALISTA DE COMUNICAÇÃO”.
  • Anexar seu CV.
  • Incluir as seguintes informações no corpo do e-mail: disponibilidade para início, pretensão salarial e a justificativa sobre seu interesse nesta oportunidade.
  • Data limite para envio: 12/10/2020.

IDIS 2020: Catalisador de Iniciativas

Pensar sobre aonde se quer chegar e planejar as atividades e recursos necessários para atingir os objetivos de forma coerente e sustentável é o que recomendamos a todos nossos parceiros, e no IDIS, não poderíamos fazer diferente. Em outubro, iniciamos nosso processo de planejamento estratégico para 2020.

Usando como base o plano trienal, desenvolvido em 2017, envolvemos toda a equipe do IDIS, que olhou para os resultados alcançados e projetos desenvolvidos neste ano, e traçou o plano para concretizar nosso novo posicionamento – IDIS: CATALISADOR DE INICIATIVAS. Por meio dele, reforçamos nosso compromisso com a idealização e o implementação de iniciativas que promovam o Investimento Social Privado no Brasil. Gerar e disseminar conhecimento, influenciar e representar o setor e idealizar, estruturar e implantar projetos próprios, passam a ser, dessa forma, nossos principais pilares de atuação.

Entre os principais projetos para o próximo ano, estão o fortalecimento da cultura de doação, por meio da campanha Descubra Sua Causa; a agenda dos Fundos Patrimoniais, com o avanço do trabalho de advocacy desempenhado na Coalização pelos Fundos Filantrópicos; a valorização da cultura de avaliação; e a promoção de parcerias intra e intersetoriais para a resolução de problemas sociais complexos. Ações específicas serão realizadas também no sentido de qualificar e ampliar a Filantropia Familiar e a Filantropia Comunitária. Seguiremos apoiando iniciativas de famílias, empresas, institutos e ONGs, por meio de atividades de consultoria, em todas as fases de seu investimento – do planejamento estratégico, passando pela gestão das doações, até a avaliação de impacto; e provendo o único Fórum no Brasil destinado exclusivamente a filantropos e investidores sociais.

Aspectos relacionados à comunicação institucional e gestão também foram discutidos. Para dar mais concretude ao novo posicionamento, foi planejada a atualização da marca. Especificamente em relação à sustentabilidade, avançamos no plano de constituição de um Fundo Estruturante, lançado na celebração dos 20 anos do IDIS, em setembro de 2019.

O planejamento, que ainda será validado por nosso Conselho Deliberativo, traça o caminho que seguiremos no próximo ano. Acreditamos na força do investimento social privado para criar um futuro mais justo e solidário, melhorando a vidas das pessoas. Por um 2020 com mais impacto!

Coalizão pelos Fundos Filantrópicos pede esclarecimento sobre tributação federal de Organizações Gestoras Fundos Patrimoniais

A Coalizão pelos Fundos Filantrópicos, grupo multissetorial composto por organizações da sociedade civil e outras instituições, solicitou esclarecimentos sobre benefícios fiscais para Organizações Gestoras de Fundos Patrimoniais (OGPF) na Lei 13.800/19 que regulamenta os fundos filantrópicos no Brasil. Em carta aberta apresentada ao Ministério da Economia e à Receita Federa, a Coalizão solicita o reconhecimento da imunidade a impostos federais e da isenção a contribuições sociais das OGFPs destinadas às causas da Educação, Saúde e Assistência Social, e também o reconhecimento da isenção a impostos federais e da isenção a contribuições sociais das OGFPs destinadas às demais causas de interesse público.
Conheça na íntegra a carta aberta apresentada ao ministério da Economia e receita federal apresentada pela Coalização pelos Fundos Filantrópicos, um movimento coordenado pelo IDIS Instituto pelo Desenvolvimento do Investimento Social.

 

CARTA ABERTA AO MINISTÉRIO DA ECONOMIA E RECEITA FEDERAL
Ref: Tributação federal das Organizações Gestoras Fundos Patrimoniais (OGFP)

A Coalizão pelos Fundos Filantrópicos, grupo multissetorial composto por organizações da sociedade civil e outras instituições abaixo-assinadas, vem manifestar publicamente a necessidade de esclarecimento na Lei 13.800/19, sem as quais, a regulamentação dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos no Brasil não alcançará seu potencial de contribuição para a sociedade.
Os Fundos Patrimoniais Filantrópicos são instrumentos que contribuem para a sustentabilidade financeira de organizações sem fins lucrativos que trabalham por causas, como educação, saúde, assistência, cultura, direitos humanos, meio ambiente e esportes, entre outras causas de interesse público. Organizações se tornam menos dependentes de novas doações e patrocínios, alcançam maior estabilidade financeira e asseguram sua viabilidade operacional, permitindo que se estruturem e desenvolvam suas atividades de forma sustentável e contínua, realizando transformações importantes em áreas estratégicas.
Com a finalidade de atingirmos maior adesão à lei, solicitamos esclarecimento sobre o reconhecimento da imunidade a impostos federais e da isenção a contribuições sociais das OGFPs destinadas às causas da Educação, Saúde e Assistência Social (art. 12, Lei 9.532 e art. 13, III MP 2.158-35) e reconhecimento da isenção a impostos federais e da isenção a contribuições sociais das OGFPs destinadas às demais causas de interesse público (art. 15, Lei 9.532 e , art. 13, IV, MP 2.158-35). Os tributos abrangidos são: IRPJ IOF, ITR, PIS, COFINS e CSLL. Para as instituições de educação e assistência social, a imunidade do IRPJ alcança o IRRF.
Além disso, é importante esclarecer que a OGFP pode investir financeiramente, de acordo com a Lei 13.800, sem impedimento ao exercício de seu direito à imunidade ou isenção.
Por fim, nos colocamos à disposição para qualquer contribuição que se faça necessária no processo, inclusive na redação das modificações no texto da lei.
São Paulo, 11 de março de 2019
COALIZÃO PELOS FUNDOS FILANTRÓPICOS (www.idis.org.br/coalizao)

Incentivo à Filantropia Comunitária – novos passos de uma jornada

Desde sua fundação, em 1999, a Filantropia Comunitária é um tema caro ao IDIS e considerado prioritário para a promoção de uma sociedade mais justa e igualitária. Em parceria com outras organizações e investidores sociais, temos atuado no sentido de promover um movimento de incentivo à prática no Brasil.

Neste ano, somamos a esta trajetória um novo marco – o lançamento da publicação ‘FILANTROPIA COMUNITÁRIA: Terreno fértil para o Desenvolvimento Social’, fruto de um estudo realizado com o apoio da Mott Foundation e que traz detalhes sobre o processo de mapeamento de organizações comunitárias, os resultados da pesquisa e ideias de estratégias para fortalecer o movimento no Brasil. A publicação, já disponível no site do IDIS, foi lançada no dia 31 de maio em São Paulo, na presença de Nick Deychakiwsky e Carlos Rios-Santiago, Diretores de Programas na Mott Foundation, cuja visita teve por objetivo dar continuidade ao processo de fortalecimento do tema no Brasil e de aproximar os investidores sociais do conceito de Filantropia Comunitária.

Durante sua estadia no país, Nick e Carlos visitaram organizações voltadas ao fortalecimento de comunidades locais. Acompanhados por Raquel Altemani, gerente de projetos no IDIS, os representantes da Mott Foundation tiveram a oportunidade de conhecer de perto o trabalho desempenhado pela Fundação Urbe9 (em Campinas-SP), IBEAC – Instituto Brasileiro de Estudos e Apoio Comunitário e Fundação ABH (ambas no município de São Paulo), ICOM – Instituto Comunitário da Grande Florianópolis (em Florianópolis) e Redes da Maré (no Rio de janeiro). Além disso, também foram realizados encontros com organizações que trabalham pelo desenvolvimento da Filantropia no país, como o GIFE, WINGS e a Rede de Filantropia para a Justiça Social.

A visita também inclui um encontro entre investidores sociais e a fundação americana. Nick descreveu o conceito de Fundações Comunitárias, apresentando o trabalho da Mott e seu interesse em implementar esse modelo de organização ao Brasil. Em seguida, Raquel Altemani comentou sobre os resultados e insights adquiridos ao longo da pesquisa de mapeamento de organizações comunitárias no Estado de São Paulo em 2018, estimulando o debate e o compartilhamento de percepções entre os investidores sociais.

Tivemos também o prazer de participar do evento Expandindo e Fortalecendo a Filantropia Comunitária no Brasil, organizado pela Rede de Filantropia para a Justiça Social. Foi um dia dedicado à troca de experiências entre fundações, institutos e organizações comunitárias, e mais um passo para a consolidação do tema no Brasil. Nessa ocasião, integramos o painel “Pesquisas e Tendências da Filantropia Comunitária no Brasil”, no qual apresentamos nossa experiência com a Mott Foundation. Além disso, pudemos aprender com a visão internacional de Jenny Hodgson, Diretora Executiva do Global Fund for Community Foundations, sobre experiências de Filantropia Comunitária ao redor do mundo, e com a perspectiva de representantes de organizações comunitárias no Brasil – como a Associação Indígena da Comunidade Kisêdjê, Caranguejo Uçá, Instituto Baixada, Rede de Bancos Comunitários da Bahia, Casa Fluminense, ICOM – e representantes de fundações e associações no Brasil comprometidas com o apoio a organizações comunitárias. Dessa forma, as iniciativas e a mobilização de atores engajados no campo da Filantropia Comunitária refletem a relevância do tema não só para a agenda do IDIS, mas para o desenvolvimento do país como um todo.

IDIS lança relatório de atividades 2018

“Representa um grande desafio falar sobre o ano de 2018. Um ano recheado de expectativas, embates e acontecimentos marcantes. Pautado por dois grandes eventos que dominaram o calendário, a Copa do Mundo e as eleições, 2018, não ofereceu um caminho suave para o Brasil. No IDIS, não poderíamos deixar de sentir os reflexos do clima tenso, das angústias do período, mas, podemos dizer com orgulho e satisfação, que o ano nos trouxe boas realizações.” Com esta mensagem de Paula Fabiani, nossa diretora-presidente, começamos a contar a história que escrevemos no ano anterior. Convidamos todos a lerem a publicação, conhecerem mais sobre nossos projetos e conquistas. Entre os destaques, o trabalho de advocacy conduzido pelo IDIS que culminou na aprovação da Lei dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos, o lançamento da Campanha Descubra Sua Causa, nossa iniciativa para fortalecer a cultura de doação, e os Serviços de Inteligência prestados para organizações como Doutores da Alegria, Itaú Cultural e Instituto Avon.

Prestes a completar 20 anos de história, somos ainda aprendizes e temos grandes ambições para crescer e acompanhar as transformações que se apresentam a nós diariamente. Agradecemos aos nossos apoiadores, parceiros, conselheiros e colaboradores que sonham conosco e constroem, juntos, o futuro que queremos.

Acesse aqui o Relatório de Atividades IDIS 2018.

Conheça alguns destaques:

Aprendendo sobre Filantropia Comunitária em Berlim

Entre 26 de Fevereiro e 1 de Março, Raquel Altemani, nossa gerente de Projetos, esteve em Berlim, capital da Alemanha, acompanhando um workshop promovido pela Mott Foundation* com o objetivo de promover o conceito e a prática de Fundações Comunitárias no mundo.

Estavam no evento, além da equipe da Mott, 22 representantes de organizações da sociedade civil, consultores e pesquisadores de 20 diferentes nacionalidades, envolvendo América Latina, África e Europa, que foram contratados pela fundação para desenvolver uma investigação em seus países com o intuito de responder duas perguntas.

Com base no resultado dessa pesquisa, a Mott espera ser capaz de selecionar alguns dos países como alvo de uma iniciativa de fomento às Fundações Comunitárias. O workshop marcou a início desse trabalho e, para contribuir com os pesquisadores, a Mott convidou pessoas e organizações que já receberam grants no passado para desenvolver Fundações Comunitárias em seus países e tiveram sucesso.

A escolha dos participantes do workshop priorizou países onde a Mott ainda não possui nenhuma iniciativa em curso. O Brasil, representado pelo IDIS, não é um deles, uma vez que a Mott já atua aqui. Mesmo assim, o IDIS foi convidado a participar para se aprofundar no tema e para trocar experiências com os demais participantes.

Em 2018 o IDIS conduziu uma pesquisa, em parceria com Mott, para mapear organizações no estado de São Paulo que desenvolvessem projetos sociais baseados em engajamento comunitário. O objetivo desse projeto foi compreender melhor o perfil dessas organizações e explorar, junto a elas, possíveis estratégias para estimular o crescimento e fortalecimento de iniciativas de Filantropia Comunitária no Brasil. Os resultados dessa pesquisa serão compartilhados em uma publicação a ser lançada pelo IDIS ainda em 2019.

“Para mim, foi uma grande oportunidade participar desse workshop porque pude conhecer pessoas muito experientes no campo da filantropia comunitária, que compartilharam conosco não apenas os casos que deram certo, mas também os erros e as dificuldades” conta Raquel. “Além disso, tivemos a possibilidade de conhecer dirigentes de algumas das Fundações Comunitárias de Berlim e de visitar alguns dos projetos conduzidos por elas”, conclui.

(*)A Mott Foundation é uma fundação norte americana com sede em Flint-Michigan que vem trabalhando desde 1926 para fortalecer comunidades ao redor do mundo. A organização conta com um fundo patrimonial de mais de 3 bilhões de dólares e tem uma expressiva atuação como grantmaker – ao longo de sua história, já investiu mais de 3,2 bilhões em organizações de 62 países.

 

O que é Filantropia Comunitária
No conceito da Mott Foundation, Fundações Comunitárias são organizações filantrópicas com uma agenda ampla e múltipla de causas que contribuem para o desenvolvimento comunitário, comprometidas com resultados de longo prazo e focadas em uma área geográfica específica. Seu objetivo é melhorar a vida das pessoas da região onde atua por meio da mobilização e distribuição de ativos locais e da atração de investidores. São organizações que funcionam como um veículo para o exercício da cidadania dos moradores locais, já que criam espaço para debate sobre as prioridades locais e para a tomada de decisão sobre o uso dos recursos captados. De acordo com James Magowan, Diretor da European Community Foundation Initiative, que foi um dos palestrantes do workshop, as Fundações Comunitárias atuam dentro do modelo de “bounding, bridging & linking”, ou seja, possuem um papel articulador que estimula e promove laços, pontes e conexões entre os diversos atores de uma comunidade.

Como podemos aumentar a participação cívica?

2ª Artigo da série

Em agosto deste ano, o IDIS publicou o artigo ‘O que leva as pessoas a apoiarem organizações da sociedade civil? ’, primeiro texto baseado dissertação de mestrado de Economia do aluno do Insper, Rubens Sanghikian, que buscou compreender, por meio de análise das estatísticas existentes, como é possível aumentar a participação cívica.

No primeiro artigo, ele explorou quais são as características individuais que mais interferem para estimular ou inibir a participação cívica. Neste artigo, ele amplia o olhar e apresenta quais são as características de um país que podem afetar o nível de participação cívica de sua população.

Qual o perfil de um país que apoia organizações da sociedade civil?

Por Rubens Sanghikian, mestre em economia pelo Insper

A fonte dos dados desse artigo é a minha tese de mestrado em Economia, elaborada sob a orientação da professora Drª Regina Madalozzo

No primeiro artigo apresentei o perfil de um indivíduo com alta probabilidade de apoiar uma organização da sociedade civil. Vimos que o perfil de um apoiador seria o de uma pessoa que confia nas pessoas, com alta instrução e alta classe social, que gosta de política, tem religião e com alto acesso à informação. Neste segundo artigo discutirei quais são as características de países que têm alta participação da população em atividades como doação, trabalho voluntário e ajuda a desconhecidos.

Através de um amplo levantamento da literatura, selecionei as principais características que podem impactar o nível de participação em doações trabalho voluntário e ajuda a desconhecidos. Utilizei dados da pesquisa World Giving Index, publicada desde 2010 pela Charities Aid Foundation, representada no Brasil pelo IDIS, e conduzida anualmente pela Gallup. Meu estudo tem o propósito de complementar a análise sobre participação cívica, sob a perspectiva de países e não de indivíduos, como vimos no artigo 1.

A pesquisa realiza as seguintes perguntas para entrevistados em mais de 140 países, considerando apenas se esses atos foram realizados no último mês:

• “Doou dinheiro para uma organização social?”.
• “Fez trabalho voluntário ou doou tempo para uma organização?”
• “Ajudou um estranho, ou alguém que você não conhecia que precisava ajuda?”.

Baseando-se nas respostas, a pesquisa cria três indicadores para os países que são: porcentagem da população que realizou doação, porcentagem que fez trabalho voluntário e porcentagem que ajudou um desconhecido.

Através da revisão bibliográfica e de modelos econométricos, consegui identificar os principais fatores que afetam a taxa de participação da população de um país. Os resultados dizem respeito ao efeito médio de vários países, mas tudo indica que se aplicam bastante bem à sociedade brasileira.

Principais resultados:

1) PIB per capita:
O modelo aponta que quanto maior o PIB per capita de um país, maior a participação em doação, porém não tem efeito sobre trabalho voluntário e ajuda a desconhecidos, corroborando as evidências do levantamento literário realizado por Bekkers e Wiepking (2012). Encontrei que 10% de aumento no PIB per capita aumenta em média 0,67% da participação em doações de um país. Vale a pena destacar que este efeito é uma média e não leva em conta participação por classe social.

No Brasil, a Pesquisa Doação Brasil realizada pelo IDIS, indica que a prática da doação aumenta com a renda até 15 salários mínimos, apresentando uma queda na participação da doação para indivíduos que ganham mais de 15 salários mínimos no Brasil.

2) Índice de percepção de corrupção:
Já o aumento da transparência, medido pelo índice de percepção de corrupção, faz com que o engajamento aumente em todas as atividades, principalmente na doação em dinheiro. Um ponto de melhora no indicador de percepção de corrupção aumenta a participação, em média, 0,38% para doação, 0,12% para trabalho voluntário e 0,24% para ajuda a desconhecidos. Encontra-se mais uma evidência que falta de confiança reduz a participação cívica da população, em linha com o trabalho de Evers e Gesthizen (2011) e o resultado apresentado no artigo 1.

3) Desigualdade social:
O quociente de desigualdade humana impacta apenas as doações, de forma inversa, ou seja, quanto menor a desigualdade social, maior a prática de doação. Apesar do aumento da desigualdade social aumentar a percepção de necessidade dos indivíduos, ela aumenta também a distância social e dificulta a empatia entre grupos de renda muito diferentes. Principalmente, a desigualdade muitas vezes está relacionada a alto nível de pobreza e alta concentração de renda. De acordo com Andreoni, Nikiforakis e Stoop (2017), dificuldade financeira diminui a capacidade dos mais pobres realizarem uma atitude altruísta envolvendo dinheiro, e se um país possui muitas pessoas nesta situação, a participação tende a diminuir. Uma diminuição de 0,01 no quociente, que vai de zero a um, aumentaria em média 0,57% a participação em doações.

4) Anos de Educação:
Quanto maior o nível educacional maior a probabilidade de uma pessoa fazer trabalho voluntário. A educação aumenta a percepção dos problemas existentes no mundo, além de dar ideias de como solucioná-los, motivando as pessoas a ajudar. Estima-se que um ano a mais de educação aumenta, em média, 2,2% a participação em trabalho voluntário, porém não impacta doações e ajuda a desconhecidos.

5) Porcentagem da população acima de 65 anos:
Constatei o crescimento do grupo de idosos em uma sociedade provoca queda do engajamento cívico. Estimei que 1% a mais da população nesta faixa etária reduz a participação na doação, em média, 1,37%. Já para trabalho voluntário reduz, em média, 0,92% e ajuda a desconhecidos 0,85%. Os modelos apresentados neste trabalho apresentam evidência de redução nas atividades cívicas em grupos de idade mais avançada, também relatado nos trabalhos apresentados por Bekkers e Wiepking (2011) que mostram queda na doação.

O relatório Volunteering and Older Adults (2013) levanta uma série de barreiras para pessoas em idade mais avançada fazerem trabalhos voluntários, tais como transporte, saúde, custos, acesso à informação sobre instituições, barreiras culturais e experiências negativas no passado nessas atividades. Tudo isso impacta negativamente a probabilidade de fazer trabalho voluntário. Esses fatores também devem impactar negativamente outras atividades cívicas como doação, ajuda a desconhecidos e associação voluntária.

6) Gastos do governo em porcentagem do PIB:
Essa é uma questão muito discutida: se o gasto do governo inibe a participação na sociedade civil. Quando maior o gasto, as pessoas poderiam argumentar que é maior a responsabilidade do governo em prover os serviços e resolver os problemas sociais. Porém, não encontrei esta relação para participação, entretanto, há forte evidência na literatura que há redução no valor doado quando os gastos do governo são altos, por exemplo, no estudo de Andreoni (1993).

Tabela resumo:

Conclusão:

A importância deste estudo é que ele ajuda a identificar características que aumentam ou diminuem a participação de pessoas na sociedade civil, podendo auxiliar no direcionamento de políticas públicas para o seu fortalecimento. Um país com alto PIB per capita, baixa corrupção, baixa desigualdade social e alto nível educacional tende a ter grande participação da sua população na vida cívica.

Um ponto que eu acredito ser muito interessante e muitas vezes não abordado, é a participação do público da terceira idade na vida cívica. Com o envelhecimento da população mundial, há um impacto negativo na sociedade civil.  Se altos gastos dos idosos, problemas de locomoção e experiências negativas no passado podem inibir a participação deles, devemos focar na solução desses desafios para engajá-los. Há forte evidência na literatura que idosos que realizam trabalho voluntário possuem menos depressão, maior satisfação e maior estimativa de sua expectativa de vida.

No próximo artigo da série, apresentarei como podemos aumentar a captação de recursos utilizando a teoria sobre nudges, desenvolvida pelo economista, ganhador do prêmio Nobel, Richard Thaler.

Referências:

ANDREONI, J. An experimental Test of the Public-Goods Crowding-Out Hypothesis. The American Economic Review, v. 83, n.5, p. 1317-1327, 1993.

ANDREONI, J.; NIKIFORAKIS N; STOOP, J. Are the rich more selfish than the poor, or do they just have more money? A natural field experiment. NBER Working Paper, n. w23229, 2017.

BEKKERS, R.; WIEPKING P. Who gives? A literature review of predictors of charitable giving. Part One: Religion, education, age and socialization. Voluntary Sector Review, v. 2, n. 3, p.337-365, 2011.

BEKKERS, R.; WIEPKING P. Who gives? A literature review of predictors of charitable giving. Part Two: Gender, family composition and income. Voluntary Sector Review, v. 3, n. 2, p.217-245, 2012.

EVERS, A.; GESTHUIZEN M. The impact of generalized and institutional trust on donating to activist, leisure, and interest organizations: individual and contextual effects. International Journal of Nonprofit and Voluntary Sector Marketing, v. 16, p. 381-392, 2011.

Pesquisa Doação Brasil. São Paulo: Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, 2016. Disponível em: http://idis.org.br/pesquisadoacaobrasil/wp-content/uploads/2016/10/PBD_IDIS_Sumario_2016.pdf. Acesso: 30 de julho de 2018.

SANGHIKIAN, Rubens. Participação cívica: associação, doação e trabalho voluntário. 2017. 44 f. Dissertação (Mestrado profissional em economia) – Instituto de Ensino e Pesquisa – INSPER, São Paulo, 2017.

VOLUNTEERING AND OLDER ADULTS. Ottawa: Volunteer Canada, 2013. Disponível em: <https://volunteer.ca/content/volunteering-and-older-adults-final-report>. Acesso em: 12 de nov. 2017.
WORLD GIVING INDEX. Kings Hill: Charities Aid Foundation, 2011-2016. Disponível em: https://www.cafonline.org/about-us/publications. Acesso em: 18 de jun. 2017.

 

 

As futuras gerações vão nos julgar

Por Paula Fabiani*

Tudo começou com uma provocação de Kofi Annan, ex- Secretário Geral da ONU: é preciso reestabelecer a confiança para avançarmos e retomarmos a esperança num mundo mais justo. Foi com esse direcionamento que o Global Philanthropy Forum deste ano convocou cada um de nós a tomar parte na construção de um mundo melhor.

O evento, que aconteceu na Califórnia (Estados Unidos), contou com a participação de mais de 400 filantropos e representantes de organizações que buscam impacto social (e nós contribuímos com uma delegação de 10 brasileiros!).

Durante três dias foram apresentados alguns antídotos para a falta de confiança e a desesperança que dificultam o surgimento de soluções para os problemas globais. A tecnologia aliada à imaginação e tenacidade dos jovens é a grande aposta para as transformações na próxima década. Mas a tecnologia poderá ser um aliado ou um inimigo do processo. Ela pode ajudar em muitas frentes, seja na mobilização, seja em soluções efetivas, como em um interessante projeto que usa imagens de satélites para ações comunitárias. Porém, temos os desafios éticos e as ameaças do mau uso da tecnologia, aspectos que exigem uma ação imediata.

Soluções com grande potencial de escala demostram que é possível sonhar com um mundo mais justo para os todos. Novas abordagens para a questão da segurança alimentar, saúde e doenças evitáveis em países menos desenvolvidos chamam a atenção. Um destaque foi a eloquente apresentação de Chris Hughes, que fundou, junto com Zuckerberg e Moskovitz, o Facebook, e está investindo em pesquisas e experimentos com transferência de renda para reduzir a pobreza nos Estados Unidos e promover o desenvolvimento (Economic Security Project). Mas o próprio Facebook também estava no centro do debate que tratou de privacidade e acesso à informação. O papel das mídias sociais e ferramentas digitais nos processos democráticos, os riscos da manipulação da informação e a polarização proposital, foram pontos de grande preocupação dos palestrantes e participantes.

Em muitas plenárias o sentimento que emergiu é de que o futuro já faz parte do presente. E a comunidade filantrópica precisa se transformar para enfrentar os novos desafios. Como um dos palestrantes colocou: “O Fórum reforça uma reflexão sobre nosso papel neste mundo tão injusto e desigual. As futuras gerações vão nos julgar, tentamos mesmo resolver os problemas atuais e fazer a diferença?”.

(*) Paula Fabiani é Diretora-Presidente do IDIS Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social – www.idis.org.br

Fórum de Filantropos 2018 inspira e alerta investidores sociais

Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado no dia 12 de setembro, bateu recorde de inscrições e participantes, e foi um grande sucesso!

Tendo como tema principal ‘Impacto da Tecnologia’, o evento reuniu representantes de famílias filantropas, fundações, institutos e empresas, para explorar os benefícios trazidos pela tecnologia e também os problemas que ela gera.

O Fórum foi aberto com uma apresentação de Rhodri Davies, pesquisador da Charities Aid Foundation, especializado em filantropia e tecnologia. Ele traçou um panorama das tecnologias que estão afetando mais a forma como filantropos e organizações da sociedade civil atuam. Mostrou pontos positivos, como o uso da Inteligência Artificial para aumentar a eficácia de projetos sociais e ambientais, e a aplicação do blockchain para garantir transparência nas transações. Também alertou para aspectos negativos, como o potencial de manipulação dos algoritmos sobre as mensagens apresentadas ao público, a disseminação de fake news e o início da era do fake vídeo. Mas escolheu concluir a palestra deixando várias perguntas para a plateia, tais como, ‘a tecnologia pode subverter totalmente a forma como gerimos as organizações da sociedade civil?’, ‘ela vai criar novos desafios para os beneficiários?’, ‘ela vai gerar problemas totalmente novos a serem enfrentados pelos investidores sociais?’. Perguntas para as quais ainda não existem respostas…

Outro destaque do Fórum foi a apresentação de Jake Garcia, vice-presidente para Dados e Estratégias, do Foundation Center. Jake mostrou como está usando Inteligência Artificial para criar mapas ligando os caminhos de fundações doadoras e organizações sociais, de forma mais eficiente, fazendo com que os recursos cheguem mais rapidamente aonde são necessários e vindos de fontes que se interessam nessas causas específicas.

Em uma sessão focada especificamente nos desafios trazidos pela tecnologia, representantes da Fundação Ford e da Anistia Internacional falaram sobre as iniciativas que estão adotando ou apoiando para evitar que os avanços tecnológicos tragam retrocessos às liberdades civis e também aprofundem os gaps já existentes entre os que têm e os que não têm acesso à informação.

O Fórum também representou a oportunidade de reunir, em um só bate-papo, um filantropo iniciante e uma filantropa experiente.  Luiz Fernando Figueiredo, sócio da Mauá Capital, que criou, recentemente, a Fundação Felipe Figueiredo, com intuito de investir em projetos de Educação, falou sobre suas motivações. E Patrícia Villela, presidente do Humanitas 360, que há muitos anos atua pela defesa dos direitos humano, contou um pouco sobre seu trabalho atual, voltado para a humanização do tratamento da população carcerária brasileira.

O evento teve a honra de terminar com uma fala de Michael Green, autor do livro Philanthroapitalism, e criador do Social Index Progress, um índice que mede o nível de desenvolvimento dos países com base na qualidade de vida oferecida a seus habitantes, e não apenas no crescimento econômico. Green é um profundo defensor dos dados como grande orientador do planejamento e da gestão da filantropia, e acredita que o investimento social terá mais impacto na medida em que se apropriar mais das ferramentas criadas pelo mundo dos negócios para acelerar suas realizações.

Ao final do evento, ficou a mensagem de que a evolução da tecnologia é um caminho irreversível, que será inevitavelmente trilhado, mesmo que traga novos problemas. E que cabe aos investidores sociais aproveitarem o melhor dela para gerar mais impacto, buscando incluir todas as pessoas nesse futuro mais justo e sustentável, que trabalhamos par construir.

 

Recebemos muitos elogios e agradecimentos pelo Fórum

Organizar um evento como o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais é um grande desafio e dá bastante trabalho.

Mas todo o cansaço desaparece quando chegam mensagens de parabéns e agradecimentos dos participantes.

Selecionamos alguns dos elogios que recebemos e que nos deixaram muito orgulhosos.

“Não posso deixar de parabenizá-los pela organização impecável do evento! Tive a oportunidade de aprender muito. Tenham certeza que todo o conteúdo será compartilhado e muito bem aproveitado por toda a equipe aqui da fundação.”  Débora Borges, Fundo Brasil de Direitos Humanos

“Parabéns pelo evento hoje! Além da ótima programação, proporcionou bons encontros!”  Isabel Aché Pillar, Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo

“Gostaria de parabenizá-los pela realização do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais na última quarta-feira! O evento foi excelente! Agradeço também a oportunidade de participar de uma das mesas temáticas, foi uma experiência incrível!” Joyce Costa, Consulado dos Estados Unidos em São Paulo

“Parabéns pelo evento. Foi muito inspirador e com conteúdos muito interessantes.” Luiza Serpa, Instituto Phi

“O Forum estava impecável, como sempre, com discussões muito ricas e encontros de grande valor.” Natasha Alexander, ACNUR-UNHCR ONU

“Parabéns pelo Fórum. Cada ano mais qualificado, mais estruturado. Gostei da corajosa escolha do tema e da performance dos palestrantes.” Regina Vidigal Guarita, Conselheira do IDIS

“Achei o evento muito bom (muito bom mesmo). Os temas da agenda eram altamente relevantes, os palestrantes super capacitados, e o público muito qualificado.” Rogério Monaco, Todos Pela Educação

Mas as opiniões positivas não vieram apenas pelas mensagens.

Marcia Woods, diretora da ABCR, atendeu ao pedido feito durante o Fórum e escreveu artigo para a Alliance Magazine sobre os temas e questionamentos que surgiram ao longo do evento. Vale a pena ler: https://www.alliancemagazine.org/blog/brazil-philanthropy-forum-2018-bridging-the-gap/.

E nosso apoiador, a Fundação Telefônica-Vivo publicou uma bela matéria em seu site, abrindo espaço para o evento, para as fotos e para o conteúdo debatido: http://fundacaotelefonica.org.br/noticias/forum-brasileiro-de-filantropia-traz-a-tecnologia-como-aliada/

Por fim, não podemos deixar de mencionar a nota sobre o Fórum, publicada no site da Exame, demonstrando que, cada vez mais, investimento social privado está conquistando o interesse no mundo dos negócios: https://exame.abril.com.br/negocios/dino/filantropos-e-investidores-sociais-debatem-o-impacto-da-tecnologia-no-terceiro-setor-durante-evento-organizado-pelo-idis-em-sao-paulo/

 

 

Regulamentação dos endowments: o que ainda precisa ser feito?

Com a assinatura da medida provisória que visa regulamentar os Fundos Patrimoniais Filantrópicos (endowments) no Brasil, o tema ganhou grande relevância nacional.

O IDIS vem fazendo um trabalho de advocacy pela regulamentação dos endowments há seis anos, e nos últimos dois, vários atores de grande influência como, BNDES, MINC e MEC, se juntaram à essa causa. Além de organizações como PLKC Advogados, GIFE, APF, Cebraf, Levisky Negócios e Cultura, apoiadores da Coalizão pelos Fundos Filantrópicos, lançada esse ano.

Mas, agora que o tema virou uma importante parte agenda do governo, quais os próximos passos?

O primeiro passo já foi dado, que foi o envio de 24 sugestões de emendas para mudar alguns pontos como o fato de nem todas as causas receberem incentivos fiscais e diminuir as restrições de governança para instituições privadas, para que as grandes fortunas não sejam desencorajadas a doar.

Para conseguir a aprovação desses pontos, e transformar a Medida Provisória em lei, é necessário manter diálogo com a Relatoria do projeto, através de reuniões com os 13 deputados e 13 senadores que fazem parte dela, dando prioridade para o presidente e vice-presidente da comissão que será responsável pela aprovação, ou não, da Medida Provisória e transformá-la em lei.

Uma outra ação para estimular a regulamentação definitiva e a criação dos fundos filantrópicos será o Fórum de Endowments, em novembro, realizado pela Levisky Negócios e Cultura, em parceria com o IDIS e com o apoio do BNDES. O evento vai fomentar o debate sobre o tema e os interessados em participar podem entrar em contato com o IDIS.

O IDIS continua trabalhando para que cada vez mais os Fundos Patrimoniais Filantrópicos sejam instrumentos para a sustentabilidade de organizações e associações em nosso país!

O que muda com a assinatura da Medida Provisória dos Fundos Patrimoniais?

No dia 10 de setembro de 2018, foi assinada a Medida Provisória (MP) que visa regulamentar os Fundos Patrimoniais Filantrópicos no Brasil.

Os Fundos Patrimoniais, também conhecidos como endowments ou fundos filantrópicos, são fundos criados para receber doações que são destinadas a organizações especificas ou à sustentação de alguma causa. Eles preservam o patrimônio doado, porque, de um modo geral, só os rendimentos são sacados, garantindo a geração de recursos para causas que são de interesse público.

Mas, quais são os principais pontos dessa medida provisória? O que muda para o doador e para quem recebe a doação do endowment?

Em primeiro lugar, diferentemente de alguns projetos de lei que estavam tramitando, a MP contempla uma abrangência de causas. Existem leis que regularizam os fundos patrimoniais, entretanto, sempre especificando qual a causa que pode ser beneficiaria deles.  Nessa medida foram abrangidas várias causas, como: educação, ciência, tecnologia, pesquisa e inovação, cultura, saúde, meio ambiente, assistência social e desporto. Além disso, tanto associações quanto fundações podem receber doações para um endowment.

Na linha de melhorias para a governança dos fundos patrimoniais, a medida provisória coloca uma separação entre as responsabilidades de quem gere o fundo e a instituição ou associação apoiada. Porém, quando o assunto é incentivo fiscal, apenas duas causas foram contempladas: cultura e educação, o que pode gerar um menor incentivo para a doação a outras causas.

Por fim, a medida provisória tenta minimizar os danos em catástrofes parecidas com a do Museu Nacional porque permite que um percentual mais elevado das doações para o fundo patrimonial seja utilizado para recuperação em casos extremos.

O IDIS realiza um trabalho de advocacy pela regulamentação dos Fundos Patrimoniais desde 2012, e esse ano lançou a Coalizão pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos, um grupo multisetorial composto por mais de 40 membros, entre organizações, empresas e pessoas que apoiam a regulamentação dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos no país. A Coalizão é aberta para qualquer pessoa ou entidade que apoie a causa dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos.

Coalizão lança Nota Pública de apoio à regulamentação dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos

 

NOTA PÚBLICA DE APOIO À REGULAMENTAÇÃO DOS FUNDOS PATRIMONIAIS FILANTRÓPICOS

 

Nós, os integrantes da Coalizão pelos Fundos Filantrópicos, grupo multissetorial composto por mais de 40 membros, entre organizações, empresas e pessoas, viemos a público manifestar nosso apoio à edição da Medida Provisória de regulamentação dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos no Brasil, causa pela qual vários de nossos integrantes lutam desde 2012.

Lamentamos que a aceleração do processo de regulamentação dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos tenha sido provocada por uma tragédia de dimensões incalculáveis para a Cultura e a História do Brasil, como o incêndio que destruiu grande parte do acervo do Museu Nacional. Nos serve de consolo, entretanto, saber que essa mesma tragédia pode trazer algum fruto positivo para o País, e queremos colaborar para que a legislação que regulará os Fundos Patrimoniais Filantrópicos seja a melhor possível, alcançando seu máximo potencial de contribuição para a sociedade.

Para isso, queremos alertar para um ponto que precisa ser incluído na legislação, para que ela tenha os efeitos desejados.

Os Fundos Patrimoniais Filantrópicos são instrumentos que contribuem para a sustentabilidade financeira de organizações sem fins lucrativos que trabalham por causas de interesse público, como educação, saúde, assistência, cultura, meio ambiente e esportes, entre outras.

Não há razão para restringir o tipo de organização que pode ser titular de Fundos Filantrópicos, nem a causa à qual eles se destinam. Organizações privadas sem fins lucrativos (fundações e/ou associações) devem ser incluídas entre as que podem contar com esse mecanismo. Os Fundos Patrimoniais Filantrópicos devem ter como objetivo causas de interesse público, podendo ser vinculados ou não, a instituições públicas ou privadas predeterminadas como universidades, museus e Santas Casas de Misericórdia. Essa é a boa prática adotada no exterior.

Recomendamos também a edição de uma Medida Provisória clara, objetiva e que contemple unicamente o tema dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos, de modo a facilitar a criação desses instrumentos tão importantes para a sustentabilidade financeira das organizações sem fins lucrativos.

Com a publicação da Medida Provisória, convocamos os deputados e senadores a, ainda nessa legislatura, refletirem conscientemente sobre a importância da sua transformação em lei, garantindo maior capacidade das instituições se financiarem com o apoio daqueles que acreditam em suas causas, e buscando, assim, evitar tragédias como a do Museu Nacional.

Por fim, nos colocamos à disposição para qualquer contribuição que se faça necessária para concretização de uma legislação clara, abrangente e eficaz para os Fundos Patrimoniais Filantrópicos.

 

São Paulo, 5 de setembro de 2018

COALIZÃO PELOS FUNDOS FILANTRÓPICOS (www.idis.org.br/coalizao)

Quem somos nós

A Coalizão pelos Fundos Filantrópicos é grupo multisetorial composto por 40 membros, entre organizações, empresas e pessoas que apoiam a regulamentação dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos no país.

Lançada em junho de 2018, e liderada pelo IDIS, Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, essas organizações brasileiras integram a Coalizão, que é aberta para qualquer pessoa ou entidade que apoie a causa dos Fundos Patrimoniais Filantrópicos.

 

Organizações integrantes da Coalizão pela Fundos Filantrópicos

Coordenação

IDIS Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social

 

Apoio Jurídico

PLKC Advogados

 

Apoio Institucional

APF Associação Paulista de Fundações

Cebraf Confederação Brasileira de Fundações

GIFE Grupo de Institutos, Fundações e Empresas

Humanitas 360

Levisky Negócios e Cultura

 

Participantes

ABCR Associação Brasileira de Captadores de Recursos

ACTC Casa do Coração

Arredondar

BNDES Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social

CEAP Centro Educacional Assistencial Profissionalizante

CIEDS

Demarest Advogados

Fehosp Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Est. SP

Fundação Darcy Vargas

Fundação Educar DPaschoal

Fundação José Luiz Egydio Setúbal

Fundação Stickel

Instituto Acaia

Instituto Akatu

Instituto Arara Azul

Instituto Ayrton Senna

Instituto Cyrela

Instituto Doar

Instituto Homem Pantaneiro

Instituto Jatobás

Instituto Phi

Instituto Reciclar

Instituto Sabin

Instituto Sol

Instituto SOS Pantanal

ISE Business School

LAB Laboratório de Inovação Financeira

Liga Solidária

Lins de Vasconcelos Advogados Associados

Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr. Quiroga Advogados

Onçafari

Rede de Filantropia para a Justiça Social

Santa Marcelina Organização Social de Cultura

Sistema B

Todos pela Educação

Visão Mundial

Wright Capital

 

 

 

 

 

 

Edital reforma refeitório e espaço para brincar

O Instituto Cyrela, que acaba de receber o Prêmio Master Imobiliário, é parceiro do IDIS há  seis anos. Neste mês, mais um edital do Instituto, realizado com apoio técnico do IDIS, foi finalizado com sucesso. O projeto RenovAção Kids teve suas obras concluídas. E as duas organizações vencedoras foram Lar Amor, Luz e Esperança da Criança (LALEC) e Núcleo Educacional da Santa Casa de Diadema, dentre 20 que se candidataram.

O Edital selecionou duas organizações da sociedade civil que promovessem transformação social com foco na infância. Cada uma recebeu R$ 100 mil para realizar a reforma de um espaço já existente ou construção de um novo, tornando os projetos mais eficazes. As obras aconteceram entre setembro do ano passado e junho este ano.

No LALEC foi feita uma reforma no espaço para brincadeiras das crianças, com adição de novos brinquedos e móveis, para tornar mais confortável e aconchegante o dia-a-dia dos pequenos.

Já na Santa Casa de Diadema, a obra foi a ampliação da área construída do refeitório das crianças, possibilitando um ambiente mais agradável e estimulante aos beneficiários do projeto.

Este é o quarto edital que o Instituto Cyrela e o IDIS realizam juntos e é sempre uma grande satisfação ver quanto a transformação do espaço físico contribui para melhorar a qualidade das iniciativas sociais. Para o IDIS é uma honra e privilégio atuar em projetos assim, que transformam a vida das pessoas diariamente.

Novo espaço para brincar do LALEC

 

Refeitório na Santa Casa de Diadema  depois de reformado

Se Liga! é destaque na Folha de S.Paulo

A coluna Empreendedor Social, da Folha de S. Paulo, destacou a mobilização realizada pelo IDIS ‘Se Liga! Vem aí a Campanha por uma Cultura de Doação’. Trata-se de uma chamada para que as ONGs preparem seus sites e seus cadastros para o lançamento da Campanha.

A reportagem trouxe detalhes sobre como a Mobilização Se Liga! funciona, dando destaque ao mapa das Organizações da Sociedade Civil do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Mostrou como ele é importante nessa campanha e precisa ser atualizado pelas organizações cadastradas que queiram ser localizadas por novos doadores.

A coluna destacou ainda: ‘’A ideia é mostrar o poder transformador da doação ao convidar o público a refletir que tipo de transformação ele gostaria de realizar no mundo”, ponderando sobre a importância não só dessa mobilização inicial, mas também da Campanha por uma Cultura de Doação que será lançada pelo IDIS em novembro.

Para ler a reportagem completa, acesse o link: https://www1.folha.uol.com.br/empreendedorsocial/2018/08/antes-de-lancar-campanha-instituto-mobiliza-ongs-para-atualizacao-de-mapa.shtml

Já somos 40 organizações na Coalizão pelos Fundos Filantrópicos!

No dia 26 de junho desse ano, o IDIS liderou ao lançamento de uma coalizão que visa a regulamentação dos fundos patrimoniais filantrópicos no país. Hoje, após pouco mais de um mês do lançamento, a coalizão chegou ao expressivo número de 40 participantes.

Um dos apoiadores institucionais da iniciativa, o GIFE, divulgou, em sua newsletter, uma reportagem sobre os fundos patrimoniais filantrópicos. ‘’Nós temos trabalhado para garantir alguns parâmetros. Além de um mecanismo que ofereça estímulo e segurança jurídica, a intenção é que a ferramenta seja ao mesmo tempo pouco burocratizada, a fim de permitir que organizações com perfis diversos possam contar com o mecanismo, e possa servir para quaisquer causas’’ afirmou o secretário-geral do GIFE, José Marcelo Zacchi.
A reportagem contou também com a participação equipe do IDIS, nossa colega, Olivia Castello Branco, que defendeu como a regulamentação é um importante passo para a perenidade das organizações e alcance de maior impacto a partir de suas atividades.

Para ler a reportagem na íntegra, acesse o link: https://gife.org.br/coalizao-defende-regulamentacao-dos-fundos-patrimoniais-filantropicos-no-brasil/?utm_campaign=redegife_1041_30072018__mailing_site_-_cadastro_news&utm_medium=email&utm_source=RD+Station

E, para mais informações sobre a coalizão e como fazer parte dela, acesse o site oficial: https://www.idis.org.br/coalizao/

Como podemos aumentar a participação cívica?

Por Andréa Wolffenbüttel, diretora de Comunicação do IDIS

De vez em quando, mais raramente do que eu gostaria, aparecem algumas pessoas trazendo informações interessantes. Uma dessas ocasiões aconteceu no final de julho, quando recebi, aqui no IDIS, o Rubens Sanghikian, que elaborou sua dissertação no mestrado de economia pelo Insper.

O rapaz entrou em contato pelo e-mail do nosso site, oferecendo-se para apresentar os resultados da sua tese, uma pesquisa sobre o que leva as pessoas a desenvolverem algum tipo de participação cívica.

Quando o estudante chegou, trouxe consigo um relatório de mais de quarenta páginas com muitas, mas muitas informações valiosas. Ao final da apresentação, aconselhei-o a escrever um artigo com os principais dados da pesquisa para ser divulgado no universo do terceiro setor e evitar que todo o trabalho ficasse ‘escondido’ no meio da produção acadêmica em geral.

Ele fez uma contraproposta, sugerindo não um, mas uma série de quatro artigos discutindo o perfil de indivíduos que apoiam organizações e fatores que influenciam a decisão de doar dinheiro e fazer trabalho voluntário.

Aqui está o primeiro artigo.

1ª Artigo da série
‘O que leva as pessoas a apoiarem organizações da sociedade civil? ’

Por Rubens Sanghikian, mestre em economia pelo Insper

A fonte dos dados desse artigo é a minha tese de mestrado em Economia, elaborada sob a orientação da professora Drª Regina Madalozzo.

Antes de entrar no tema do artigo propriamente dito, vale a pena falar um pouco sobre sociedade civil. Apesar da expressão ser muito usada, nem sempre existe um consenso sobre seu significado. Sociedade civil é o conjunto das organizações voluntárias que servem como mecanismo de articulação de uma sociedade. E a principal característica dessas organizações é não estarem apoiadas na força do Estado (governo) ou do mercado.

Portanto, quando falamos de participação cívica, estamos nos referindo a qualquer tipo de ação ligada às organizações da sociedade civil, tal como associação, doação de recursos financeiros ou realização de trabalho voluntário.

Para as organizações da sociedade civil, um dos principais desafios, se não o maior, é a dificuldade em captar recursos financeiros e humanos para completar seus objetivos. Esta foi uma das razões que me levaram a estudar o tema.

Qual o perfil de uma pessoa que apoia organizações da sociedade civil?

Com o objetivo de responder esta pergunta, utilizei o extenso e rico trabalho de Bekkers e Wiepking (2011, 2012) que realizaram um levantamento da literatura para verificar o perfil de quem faz doações.  Com base nesta ideia, fiz uma revisão de literatura para selecionar as principais características individuais que poderiam indicar o perfil de alguém que ajuda organizações. Utilizando a pesquisa World Values Survey, realizada de 2010 a 2014, obtive informações de aproximadamente 80 mil pessoas de 55 países.

Através da revisão bibliográfica e de modelos econométricos, consegui identificar os principais fatores que afetam a probabilidade de um indivíduo apoiar diferentes organizações: religiosas, ligadas ao esporte, partidos, ligadas à educação, sindicatos, profissionais, instituições de caridade, causas do consumidor, grupos de auto ajuda e ambientais. Os resultados dizem respeito à população desses diversos países, mas tudo indica que se aplicam bastante bem à sociedade brasileira.

Principais resultados

1) Ter confiança nas outras pessoas:
Fundamental para o estabelecimento de vínculos, a confiança se mostra bastante relevante para todas as participações cívicas. Um indivíduo que acredita que se pode confiar nas outras pessoas tem maior probabilidade de se associar a uma organização,.

2) Ter interesse por política:Os debates e a busca por resolver um conflito, elementos presentes na política, estão presentes nas organizações da sociedade civil. Um indivíduo que declara que possui alto interesse por política tem maior probabilidade de se aproximar de entidades, independente da natureza da organização.

3) Classe Social à qual pertence:
O modelo aponta que quanto mais alta a classe social, maior a probabilidade de apoio. Indivíduos em situação financeira mais frágil possuem menos tempo e capacidade de ampliar a participação na sociedade. Organizações também buscam indivíduos com maior status social, devido a maior influência que eles possuem dentro da sociedade. Porém, devemos realizar ressalvas sobre a relação classe social e participação cívica. Por exemplo, a Pesquisa Doação Brasil indica uma queda participação da doação para indivíduos que ganham mais de 15 salários mínimos no Brasil. Já o Country Giving Report mostra que em termos de proporção da renda, pessoas de classe mais baixa contribuem mais.

4) Nível de educação:
Quanto maior o nível educacional maior a probabilidade de uma pessoa apoiar uma organização. A educação aumenta a percepção de problemas que existem no mundo, além de dar ideias de como solucioná-los, motivando as pessoas a ajudar.

5) Frequência com que assiste TV:
Um estudo realizado por Putnam (1995) afirma que a participação cívica poderia estar caindo devido ao fato das pessoas passarem mais tempo assistindo TV. Não consegui confirmar esta relação.

6) Frequência com que acessa à internet:
Um indivíduo que acessa diariamente a internet tem maior probabilidade de apoiar uma instituição. A internet e redes sociais são uma importante ferramenta de comunicação para as organizações, aumentando o número de solicitações a potenciais apoiadores.

7) Idade:
O estudo sugere que quanto maior a idade, maior a probabilidade de apoio para muitos tipos de organizações, menos para as ligadas ao esporte.

8) Ter religião:
O fato de uma pessoa ser religiosa se mostrou importante, indicando que é mais provável uma pessoa religiosa se aproximar de muitos tipos de organizações, tanto de ajuda a terceiros, quanto de autoajuda.

9) Ser estudante:
Quando comparamos estudantes em relação às pessoas que trabalham, vemos que eles tendem a participar mais em organizações educacionais, desportistas e religiosas. Porém, são menos ativos em sindicatos e organizações profissionais.

10) Ser do sexo feminino:
Este é um quesito onde a determinação biológica sofre alterações de acordo com as normas e convivência social. Percebe-se uma diferença significativa no tipo de organização que homens e mulheres escolhem para contribuir. É menos provável que mulheres estejam ligadas a organizações não religiosas, como partidos, desportistas e sindicatos. O estudo aponta que as mulheres sofrem com a desigualdade em relação aos homens até no terceiro setor, sendo menos representadas em certas atividades. Na mesma linha, os estudiosos Rotolo e Wilson (2007) destacam que mulheres em organizações têm maior probabilidade de realizarem trabalhos relacionados à alimentação, levantamento de recursos e eventos, enquanto homens têm maior probabilidade de participação em comitês de decisão, ensino e manutenção.

Tabela resumo

As tabelas abaixo mostram como as características das pessoas ou as atividades que elas praticam exercem influência sobre a probabilidade de ela vir atuar junto a determinado tipo de organização.

 

 

 

 

 

Conclusão

A importância deste estudo é que ele ajuda a identificar variáveis características que aumentam ou diminuem a probabilidade de pessoas apoiarem organizações, podendo auxiliar no direcionamento de recursos e escolha de público alvo durante captação de recursos e recrutamento de voluntários, por exemplo.

O perfil de um apoiador seria o de uma pessoa que confia nos indivíduos, com alta instrução e alta classe social, que gosta de política, tem religião e com alto acesso à informação.

No próximo artigo da série, apresentarei características de países com grande participação em doações, trabalho voluntário e ajuda a desconhecidos.

Referências

BEKKERS, R.; WIEPKING P. Who gives? A literature review of predictors of charitable giving. Part One: Religion, education, age and socialization. Voluntary Sector Review, v. 2, n. 3, p.337-365, 2011.
BEKKERS, R.; WIEPKING P. Who gives? A literature review of predictors of charitable giving. Part Two: Gender, family composition and income. Voluntary Sector Review, v. 3, n. 2, p.217-245, 2012.
PUTNAM, R. D. Bowling Alone: America’s Declining Social Capital. Journal of Democracy, v. 6, n.1, p. 65-78, 1995.

ROTOLO , Thomas; WILSON, John. Sex segregation in Volunteer Work. The Sociological Quartely, v. 48, n. 3, p. 559-585, 2007.
SANGHIKIAN, Rubens. Participação cívica: associação, doação e trabalho voluntário. 2017. 44 f. Dissertação (Mestrado profissional em economia) – Instituto de Ensino e Pesquisa – INSPER, São Paulo, 2017.

WVS WAVE 6. Madrid: World Values Survey, 2010-2014. Disponível em: <http://www.worldvaluessurvey.org/WVSDocumentationWV6.jsp>. Acesso em: 18 de jun. 2017.
Country Giving Report 2017 – Brasil. São Paulo: Charities Aid Foudation e Instituto para o

Desenvolvimento do Investimento Social, 2017. Disponível em: https://www.idis.org.br/wp-content/uploads/2017/11/country-giving-report-2017-brasil.pdf .Acesso: 30 de julho de 2018.
Pesquisa Doação Brasil. São Paulo: Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, 2016.

Disponível em: http://idis.org.br/pesquisadoacaobrasil/wp-content/uploads/2016/10/PBD_IDIS_Sumario_2016.pdf. Acesso: 30 de julho de 2018.

IDIS e MOTT Foundation iniciam projeto na área da Filantropia Comunitária

O protagonismo social é fundamental para processos de transformação da realidade; que por sua vez são necessários para a construção de uma sociedade mais justa e sustentável. E por isso faz parte dos temas de atuação do IDIS desde a sua fundação.
No Brasil, há inúmeras evidências e pesquisas recentes que indicam que o nível de confiança e credibilidade das instituições do país é extremamente baixo – um quadro que leva os cidadãos a buscarem novas formas de se engajar na solução dos problemas sociais que enfrentam.

Nesse contexto, a filantropia comunitária vem crescendo muito, não apenas no Brasil, mas em todo o mundo e tem sido foco de estudos, pesquisas e trocas entre organizações que atuam com filantropia.

E o IDIS, junto com a MOTT Foundation, iniciou um projeto para mapear as iniciativas de Filantropia Comunitária no Estado de São Paulo. A primeira atividade, realizada no dia 12 de julho, foi uma oficina para explorar alguns conceitos inerentes ao tema, pois há distintos entendimentos sobre o que é uma comunidade e o que caracteriza uma organização de filantropia comunitária.

“ O que faz o avanço global da Filantropia Comunitária tão entusiasmante é a variedade de formatos que ela assume, adaptações para diferentes contextos, desafios, recursos e lideranças”
Barry Knight e Andrew Milner CENTRIS, Global Alliance for Community Philantropy

Tivemos a participação de algumas importantes organizações que atuam no setor: Fundo Elas, Gife, Wings, Fundo Brasil de Direitos Humanos, CIEDs, Fundação Tide Setubal, Rede de Filantropia para a Justiça Social, ICOM, Fundo Casa, Fundação Affonso Brandão Hennel e Fundação Salvador Arena.

Saiba mais sobre Filantropia Comunitária nesse vídeo desenvolvido pelo Global Fund for Community Foundations:

 

IDIS no mundo!

Desde 2005, o IDIS representa a Charities Aid Foundation (CAF) no Brasil, uma rede de 9 escritórios espalhados em todos os continentes.Ao longo dos anos, tem sido objetivo dessa aliança trabalhar cada vez mais próximos, pois juntos temos condições de gerar mais impacto em nossas atividades.

Para incentivar esse trabalho em grupo, todos os escritórios contribuíram para a realização de um vídeo que conta porque ‘Juntos somos melhores (We are better together)’

** o vídeo está em inglês

#WeAreBetterTogether

BNDES e o Investimento Social Corporativo

No mês de julho, o IDIS teve a oportunidade de organizar, junto com o BNDES, o evento de lançamento da nova Política Socioambiental de Mercado de Capitais do banco.

Na ocasião, Paula Fabiani, presidente do IDIS, pôde falar para uma plateia de cerca de 70 pessoas, todas ligadas a empresas que se relacionamento com o BNDES, sobre a importância do Investimento Social Corporativo.

Com um volume relativamente modesto, frente à riqueza do universo empresarial brasileiro, o Investimento Social Corporativo costuma girar em torno de R$ 2 bilhões de reais ao ano. Já as doações realizadas por pessoas físicas, alcançam um patamar, pelo menos, quatro vezes maior.

Paula também falou sobre a tendência, cada vez presente, das empresas alinharem o Investimento Social ao próprio negócio, buscando iniciativas que tragam impacto positivo em ambos os campos.

Ela também destacou as causas mais frequentemente apoiadas pelas empresas: Educação, Formação de Jovens para o Trabalho, e Cultura e Arte. Enquanto que Comunicação, Saúde e Assistência Social são as causas que menos recebem recursos das companhias.

O objetivo da palestra de Paula Fabiani foi destacar a relevância do Investimento Social Corporativo para o desenvolvimento do país e explicar a importância das novas diretrizes do BNDES, que, cada vez mais, inclui o critério de contribuição social, entre os que são considerados na hora de investir em uma corporação.

O Fórum 2018 está chegando e vamos falar sobre o impacto da tecnologia!

Não há dúvidas que a tecnologia, cada dia mais desenvolvida, permeia todas as nossas atividades. Ela foi um divisor de águas em nossa sociedade e seu impacto no nosso dia-a-dia é inegável. Porém, será que ela veio para aumentar ou diminuir as desigualdades?

Esse é questionamento que o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2018 vai colocar. O tema desse ano será ‘Impacto da Tecnologia’ e a discussão vai girar em torno de como a filantropia pode tirar o melhor da tecnologia e ainda contribuir para reduzir os efeitos negativos gerados por essa rápida transformação.

A programação irá contar com grandes nomes como Michael Green, autor de ‘Filantrocapitalismo’ e criador do Social Progress Index, um índice que avalia o grau de desenvolvimento de um país pelas condições de vida que ele oferece para sua população. Além dele, Rhodri Davies, pesquisador da Charities Aid Foundation, especializado em filantropia e tecnologia, Jake Garcia, Vice-presidente para Dados e Estratégias do Foundation Center e Alexandre Dietrich, executivo da IBM, responsável pelo projeto Watson na América Latina.

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais é a versão brasileira do Global Philanthropy Forum (GPF) e visa trazer novas possibilidades ao mundo da filantropia, fomentar diferentes discussões e movimentar o setor. O evento acontecerá no dia 12 de setembro, e é um evento fechado para 200 convidados. As palestras serão disponibilizadas posteriormente em nosso canal do Youtube.

Para acompanhar novidades sobre o evento é só acessar o site: https://www.idis.org.br/forum/

IDIS lança campanha “Se liga ONG”

Dia 27 de novembro, o Brasil e o mundo celebram o Dia de Doar. Um dia para sensibilizar cada vez mais a sociedade sobre a importância da doação de recursos para organizações e projetos sociais, culturais, ambientais e esportivos.

Este ano, o IDIS vai lançar uma campanha para contribuir com a cultura de doação no Brasil.
A campanha, concebida junto com parceiros, será veiculada em diversos meios de comunicação: jornais, revistas, sites e cinemas; com uma estratégia intensa de mobilização.
Todo mundo tem uma causa. Qual é a sua? Com essa convocação, a campanha irá atrair pessoas para descobrirem qual é a causa delas a partir de um quizz online.

São três passos, apenas:
1. Descubra qual é a sua causa
2. Doe para uma organização social que defende a sua causa – pelo Mapa das OSCs do IPEA (https://mapaosc.ipea.gov.br/)
3. Conte para todo mundo e inspire as pessoas a fazerem o mesmo!

Mas para ser um sucesso e para que as pessoas consigam efetivamente contribuir, as ONGs precisam estar prontas para receber! Por isso, se liga ONG!

Estamos nos preparando e convidamos todas as organizações a se prepararem também!
1. Entre no Mapa das OSCs faça ou atualize o seu cadastro!
2. Cheque se o seu site tem as seguintes informações:
a/ A causa da sua organização
b/ Uma explicação clara do que a sua organização faz pela causa
c/ Os resultados alcançados até agora
d/ Uma chamada / convite para doação

Esteja pronto em novembro para nos ajudar na campanha e receber mais apoio para o seu trabalho!

Está no ar o Relatório de Atividades 2017 do IDIS!

Em 2017, o IDIS chegou à maioridade, completou 18 anos! Ao longo de nossa história foram mais de 300 programas e projetos de investimento social privado. Essa trajetória nos permitiu estar entre as 100 Melhores ONGs do país, segundo a Revista Época e o Instituto Doar. Este também foi um ano de grandes mudanças internas para o IDIS, tivemos o fim do processo sucessório da presidência, e nosso fundador dr. Marcos Kisil passou a integrar o Conselho Deliberativo. 

 
O Relatório destaca as realizações e os eventos mais importantes do ano em nosso Instituto, como a finalização do projeto Tecnologias Sociais do Amazonas (TSA), que reduziu drasticamente o número de crianças com anemia ferropriva nas comunidades ribeirinhas do Amazonas. Conseguimos reduzir o índice de 36% para apenas 2,8%! Além das nossas publicações e nosso tão tradicional Fórum de Filantropos e Investidores Sociais, que com o tema Sucesso, procurou contribuir para que todos sejam bem-sucedidos no Investimento Social Privado.

 
O IDIS agradece a todos que fizeram parte dessa história, e convida à leitura do nosso relatório anual, onde todos os detalhes desse ano tão importante para nós são contados. Que 2018 seja um ano ainda melhor!

 
Para ler na íntegra o Relatório Anual de 2017 do IDIS, acesse: https://www.idis.org.br/wp-content/uploads/2018/06/relatorio-anual-2017-idis.pdf

Fundador do IDIS é reconhecido como um dos 8 profissionais mais influentes do mundo da filantropia

O fundador do IDIS, Dr. Marcos Kisil, foi reconhecido pela Alliance Magazine, a principal revista sobre filantropia e investimento social do mundo, como um dos oito profissionais mais influentes do setor Filantrópico em escala global. O fundador do IDIS é o único latino-americano da lista.

Na edição de junho da revista, Andrew Milner, editor associado da Alliance Magazine, levou aos leitores uma reportagem sobre os perfis fundamentais para o desenvolvimento de infraestrutura filantrópica. Os oito profissionais foram escolhidos com base nas grandes contribuições que fizeram internacionalmente e em seus respectivos países.

Fonte: Alliance Magazine

Infraestrutura filantrópica é tudo que molda, que permeia as ações do setor. É o esqueleto que conduz o desenvolvimento da filantropia, e a torna cada dia mais eficiente. São considerados itens estruturantes: avaliação e monitoramento, capacitações em áreas temáticas da organização, auditorias, apoio na seleção de projetos, entre outros temas.

Os perfis tinham as seguintes características semelhantes:

– Pioneiros em investimento social
– Fundadores ou sócio fundadores de organizações respeitadas no meio da Filantropia
– Trouxeram um novo olhar para a Filantropia

 

Veja o perfil do Dr. Marcos Kisil:

Médico de formação, Marcos Kisil trabalhou como consultor da Organização Pan-Americana da Saúde antes de se tornar diretor dos Programas Latino-Americano e Caribenho na Fudação W. K. Kellogg, em Michigan, nos Estados Unidos. Em 1999, ele deixou a Kellogg para fundar o Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), umas das principais organizações de apoio à filantropia no Brasil, a qual, em parceria com o Fórum Global de Filantropia, mantém o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais. A ideia por trás do IDIS é prover apoio técnico a companhias, comunidades, famílias e indivíduos que querem exercer investimento social privado (o nome mais adotado para filantropia na América Latina) de modo estratégico e inovador. O IDIS também procura sistematizar modelos de intervenção social que contribuam para a redução das desigualdades sociais no Brasil. Kisil também esteve envolvido em outras organizações de infraestrutura, como membro do conselho do Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), do Worldwide Initiative in Grantmaking Support –WINGS, da Resource Alliance, e membro do conselho editorial da Alliance e de outras publicações (tradução realizada pela equipe da Universidade de São Paulo – Faculdade de Saúde Pública)

Nova Coalizão pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos

Lançada no dia 26 de junho, no Fórum Internacional de Endowments Culturais, em Brasília, uma Coalizão pelos Fundos Patrimoniais Filantrópicos, reunindo mais 30 organizações brasileiras de diferentes naturezas, porém, unidas pela convicção de que a regulamentação dos Fundos Filantrópicos é muito importante para a sustentabilidade do Terceiro Setor.

A primeira iniciativa da Coalizão, liderada pelo IDIS, foi a elaboração de um folheto, a ser distribuído para todos os parlamentares, explicando a relevância dos Fundos Filantrópicos e também apresentando a principal característica de uma boa legislação, ou seja, a abrangência de causas.
Desde 2011, o IDIS e seus parceiros atuam pela regulamentação dos Fundos Filantrópicos, e esse trabalho resultou em diversos projetos de lei que abordam o tema, mas dois tramitam de forma avançada no Congresso, um de autoria da senadora Ana Amélia e outro da deputada Bruna Furlan. Além dos congressistas, o IDIS também mobilizou ministérios importantes, como o da Educação e o da Cultura.

O próximo passo da Coalizão será a realização do Fórum Internacional de Endowments Culturais no Rio de Janeiro, em novembro.

 

 

Organizações integrantes da Coalizão
Coordenação:
IDIS
Apoio Jurídico:
PLKC Advogados
Apoio Institucional
APF – Associação Paulista de Fundações
Cebraf – Confederação Brasileira de Fundações
Gife – Grupo de Institutos, Fundações e EmpresasHumanitas360
Levisky Negócios e Cultura
Integrantes
ABCR – Associação Brasileira de Captadores de Recursos
Acaia Pantanal
ACTC Casa do Coração
BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Social
CEAP – Centro Educacional Assistencial Profissionalizante
CIEDS – Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável
Demarest Advogados
Fehosp – Federação dos Hospitais Beneficentes e Santas Casas de SP
Fundação Educar DPaschoal
Fundação José Luiz Egydio Setúbal
Fundação Stickel
Instituto Akatu
Instituto Arredondar
Instituto Ayrton Senna
Instituto Cyrela
Instituto Doar
Instituto Jatobás
Instituto Phi
Instituto Reciclar
Instituto Sabin
Instituto Sol
ISE Business School
Lins de Vasconcelos Advogados
Santa Marcelina Cultura
Sistema B
Todos pela Educação
Wright Capital

Site da Coalizão para mais informações: https://www.idis.org.br/coalizao/

 

IDIS, Consulado dos EUA em São Paulo e CAF America realizam dois dias de treinamentos para ONGs

Foram dois dias intensos. Vinte instituições reunidas no curso Fortalecimento de Organizações da Sociedade Civil tiveram aulas práticas e teóricas sobre planejamento estratégico, captação de recursos no Brasil e nos Estados Unidos entre outros temas e puderam trocar experiências sobre seus pontos fortes e fracos.

“O engajamento das organizações vem num crescente mas ainda existe uma busca pela profissionalização, principalmente na captação de recursos”, disse a presidente do IDIS, Paula Fabiani.

De fato, a captação de recursos foi o tema que mais chamou a atenção dos participantes.

“ O primeiro passo é a entidade definir claramente a sua causa, metas, indicadores e o papel que cada um de seus membros terá na captação de recursos”, explica Andrea Hanai gerente de projetos do IDIS.

O CEO da CAF América e CAF Canadá, Ted Hart, um dos professores, lembrou que solicitar é uma atividade que deve ser menos pedir e mais negociar e saber se comunicar com os doadores para obter sucesso. A transparência e o histórico financeiro são pontos fundamentais para quem busca recursos não só no Brasil, mas nos EUA também.

A vice-presidente da CAF America, Jessie Krafft, explicou como uma organização pode se tornar candidata a receber doações de empresas ou entidades norte americanas. Lembrou de pontos práticos como estar com a documentação em ordem, ter uma boa apresentação, dados completos, contratos de doação claros nos seus objetivos e estar bem preparado para responder a todas as questões que podem ser feitas.

“O que vimos sobre a captação de recursos abre a nossa cabeça. É uma mudança de visão perceber que isso uma responsabilidade de todos, não apenas do financeiro, por exemplo”, disse a representante da Associação Viva e Deixe Viver, Isabela Bastos, uma das participantes do treinamento.

Fundo Areguá: Encontro de doadores com os primeiros beneficiários celebra o acesso ao ensino de qualidade

Foi um encontro especial… em um happy hour no último dia 23 de Abril, os primeiros bolsistas e intercambistas da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (FCMSC) financiados pelo Fundo Areguá tiveram a oportunidade de encontrar aqueles que contribuíram para o Fundo. Agora estudantes de medicina, que um dia temeram  ter o sonho da carreira destruído por falta de recursos, comemoraram ao lado de grandes doadores e de jovens cotistas o  resultado alcançado desde o lançamento, em 2016: R$ 1,8 milhão.

A cifra foi atingida com grandes aportes, é claro, mas também com pequenas contribuições de quem ainda está no começo da vida. Saiu dali, daquele encontro informal entre futuros médicos, a ideia de cotizar R$ 1 mil, o que significa R$ 13,00 de cada um, mensalmente, durante um ano. A quantia,  que em um primeiro momento parece pouco, carrega valores incalculáveis: o compromisso com a causa, o fortalecimento da cultura de doação e o desejo de transformação social. “O engajamento dos estudantes vai garantir a sustentabilidade da Santa Casa”, diz o dr. José Luiz Egydio Setubal, idealizador e provedor do Fundo Areguá.

Estruturado com o apoio do IDIS,  o Fundo foi criado para atrair e reter talentos, concedendo bolsas de estudos para alunos que não têm condições de pagar por um dos mais reconhecidos cursos de medicina do País. “Este é um exemplo de como os fundos patrimoniais podem contribuir para a democratização do acesso à educação de qualidade”, ressalta Paula Fabiani, presidente do IDIS. A importância dos fundos patrimoniais para a sustentabilidade e independência das organizações sociais e a urgência pela regulamentação são defendidos pelo IDIS, que desenvolve um trabalho de advocacy junto ao Congresso Nacional. Para entender um pouco mais sobre Fundos Patrimoniais (Endowments, em inglês), você pode baixar o download gratuito dos Guias de Endowments Culturais,  clique aqui!

Grito de guerra – o Fundo Areguá recebeu esse nome em referência à saudação e grito de guerra dos alunos e ex-alunos da FCMSC. Para conhecer um pouco mais sobre a relevância da Santa Casa na formação de médicos e profissionais da saúde e entender a importância do Fundo Areguá para a retenção de talentos, apoio a pesquisas e melhoria na infraestrutura da Faculdade, basta clicar na imagem abaixo:

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Global Philanthropy Forum: presidente do IDIS defende doações sistemáticas para alavancar potencial filantrópico

Foi consenso no grupo de trabalho que discutiu a filantropia no Brasil e na África a necessidade de se transformar doadores ocasionais em doadores recorrentes.  Ao lado de Mosun Layode, diretora-executiva do Fórum Africano de Filantropia, a presidente do IDIS, Paula Fabiani, debateu a filantropia em países abaixo da linha do Equador. ‘Philanthropy in the Global South’ trouxe à tona, no primeiro dia do Global Philanthropy Forum 2018,  essa urgência em torno da infraestrutura e regulamentação para a filantropia. “A filantropia em países como o Brasil, ou em países africanos, toma formas diferentes daquelas dos países anglo-saxões. Desenvolver a infraestrutura para esses movimentos pode alavancar o potencial filantrópico desses países.”

O impacto da tecnologia – Durante o debate do grupo de trabalho sobre Filantropia, a tecnologia entrou em cena. Tão relevante para o momento,  o tema estará no Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2018, que acontecerá no dia 12 de Setembro, em São Paulo, e terá como questão central  ‘Impacto da Tecnologia: ele contribui para aumentar ou diminuir as desigualdades?’.  Tecnologia, aliás, que foi amplamente debatida no GPF durante outro grupo de trabalho: ‘Tecnologia: o direito de ser contado; o direito de ser esquecido’. Possíveis conflitos éticos advindos das tecnologias emergentes estavam entre os alertas apresentados por Anne Hale Miglarese, CEO da Radiant Earth; Varun Gauri, economista do Banco Mundial; Simon Segars, CEO da Arm; e Tomicah Tillemann, co-fundador e diretor do Blockchain Trust Accelerator.  Os palestrantes falaram a respeito dos riscos e como devemos pensar sobre os valores coletivos em torno da tecnologia. O painel colocou em discussão as maneiras pelas quais as tecnologias atuais podem garantir nosso direito a ser ‘contado’ por governos e, assim, receber os serviços e a representação política que merecemos. Mas, também, como as leis e os padrões podem fornecer um meio para sermos ‘esquecidos’ por gigantes comerciais do setor, como Google e Facebook.

Tecnologias sociais – as barreiras que os mais pobres precisam transpor para ter acesso à saúde e como as organizações sociais estão prestando essa assistência foi o tema do grupo de trabalho Ingenuity and Health (Engenhosidade e Saúde), mediado pela presidente do IDIS. Tecnologias de baixo custo e com resultados efetivos e rápidos estão sendo desenvolvidas e implantadas por organizações sem fins lucrativos em várias partes do mundo. Nour AbuZaher, da MomyHelper (aplicativo móvel que fornece às mães árabes aconselhamento profissional sobre saúde física e mental, criação de filhos e questões conjugais); Krista Donaldson, da D-Ver (projeta e fornece tecnologias médicas para atendimento a populações sem acesso a serviços de qualidade) ; Manish Ranjan, da NanoHealth (empresa social que se concentra no gerenciamento de doenças crônicas em favelas urbanas da Índia), relataram suas experiências, assim como Paula Fabiani ao apresentar o projeto Tecnologias Sociais no Amazonas, desenvolvido pelo IDIS e parceiros para melhorar as condições de vida de populações rurais e ribeirinhas Clique aqui para saber mais sobre o projeto Tecnologias Sociais no Amazonas

Delegação brasileira – Como em edições anteriores, o IDIS organizou uma delegação para acompanhar o GPF 2018 – desta vez em Redwood, Califórnia, Estados Unidos. O evento acontece de 2 a 4 de Maio e traz como tema a construção do capital social como ponto relevante para superar a crise de confiança global. A proposta apresentada pelo GPF, de entender os modelos que estão sendo criados ao redor do mundo para alcançar uma resolução colaborativa de problemas, foi a motivação desse grupo.

Delegação brasileira: Mônica Pinto (Fundação Roberto Marinho); Bert Brenninkmejer (Fundacao Porticus); Paula Fabiani (presidente do IDIS); Federico Bellone (Fundacao Porticus), Marisa Ohashi (GIFE); Marcos Kisil (fundador do IDIS e convidado da Fundação José Luiz Egydio Setúbal) e José Luiz Setúbal (Fund. José Luiz Setúbal)

Por que apoiar a Primeira Infância?

Evento na Fiesp debate o investimento social corporativo como instrumento de mudanças sociais e foca na primeira infância para promover o desenvolvimento econômico sustentável.

A Responsabilidade Social Corporativa como geradora de conhecimento e práticas. Cientes dessa força para estabelecer a real imagem de cidadania empresarial, além de agregar valor aos seus produtos e processos, empresários e investidores sociais reunidos no dia 19 de Abril, na Fiesp, em São Paulo, compartilharam experiências e debateram o investimento social corporativo,  que nada mais é que a doação de forma voluntária, por parte da empresa, de recursos financeiros, humanos, técnicos, gerenciais ou em espécie voltada para o interesse público. Ao compartilhar essas experiências, enfatizaram a necessidade de planejamento, com o devido monitoramento e avaliação.

Iniciativas reconhecidas como modelos de sucesso foram apresentadas, assim como o retrato do investimento social corporativo no Brasil. E o foco do evento foi mantido na Primeira Infância e como esse investimento pode afetar positivamente a força de trabalho de um País.

Mediado pelo fundador do IDIS, dr. Marcos Kisil, o painel ‘Empresários pela Primeira Infância’ contou com a participação da diretora global da ReadyNation, Sara Watson. A entidade, sem fins lucrativos, atua em escala mundial para o desenvolvimento econômico a partir do investimento na infância e na juventude. Para Sara, os motivos para apoiar a primeira infância são claros: “Existe uma relação direta entre os cinco primeiros anos de vida de uma criança e o desempenho dos funcionários adultos”. Ao lado de Sara Watson estava José Luiz Egydio Setubal, presidente da Fundação José Luiz Egydio Setúbal, gestora do Hospital Infantil Sabará. “Uma infância saudável gera uma sociedade melhor”, ressalta José Luiz.

O evento foi organizado pelo Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) e pelo Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Para saber mais sobre a participação de CEOs, acionistas, diretores, gestores, profissionais de institutos e fundações empresariais, e a troca de experiências proporcionada pelo Seminário de Investimento Social Corporativo e pelo Workshop Construindo o Investimento Social Corporativo, clique AQUI!

Paula Fabiani fala sobre o potencial de doação da classe média em entrevista à rádio Jovem Pan

“Temos um paradoxo a ser vencido: as pessoas precisam entender que para verem transformação nas causas que elas escolhem, precisam também se engajar no longo prazo e ajudar essas organizações” 

 (Paula Fabiani em entrevista a Tiago Uberreich, da rádio Jovem Pan)

Estimativas globais mostram que a classe média deve crescer tanto nos próximos anos que, em 2030, esse mesmo segmento da sociedade será capaz de destinar cerca de US$ 319 bilhões para causas sociais em todo o mundo. E o mais surpreendente: esse valor vai significar apenas 0,5% dos seus gastos anuais.

Para entender mais sobre o potencial transformador da classe média e as recomendações do relatório para governos, sociedade civil e organizações internacionais, ouça a entrevista com Paula Fabiani, que falou ainda sobre incentivos para doação individual, ambiente regulatório para grandes doações e regulamentação dos fundos patrimoniais.  Clique na imagem acima para ouvir a entrevista!

 

Aprendendo em Londres…

*Por Andréa Wolffenbüttel

Integrar uma rede internacional ligada a uma das mais tradicionais organizações de fomento à filantropia no mundo agrega muito mais do que um logo famoso no seu website. Entre os dias 9 e 13 de abril último, tive a oportunidade de comprovar isso ao participar de uma International Collaborative Week (Semana Internacional de Colaboração), da Charities Aid Foundation (CAF), focada em Comunicação.

Representantes da CAF da África do Sul, Canadá, Estados Unidos, Índia, Inglaterra e Brasil (IDIS) se encontraram em Londres para compartilhar experiências, dúvidas e desafios, e também para conhecer as mais novas tendências em Comunicação para a Terceiro Setor.

O motivo inspirador dessa Semana foi o lançamento da nova logomarca da CAF, mas a ocasião serviu para conversar sobre muitos temas, entre eles:

  • como criar histórias atraentes
  • como usar de forma mais eficaz as redes sociais
  • como produzir roteiros de vídeos convincentes
  • como desenvolver campanhas poderosas

Também foi ótimo entrar em contato com tecnologias que ainda não estão presentes no cotidiano de quem faz Comunicação no Terceiro Setor, no Brasil, tais como Realidade Virtual, Realidade Aumentada e 360º (foto).

Voltei sentindo-me mais preparada para cumprir minha atribuição de conduzir, junto com todos os colegas, a Comunicação do IDIS. Porém, o maior valor que trouxe na bagagem de volta são os novos vínculos estabelecidos com os meus pares nos diversos continentes nos quais a CAF atua. Uma ligação assentada nos anseios, temores, desafios e sonhos comuns a todos os que buscam estimular a prática do investimento social, da filantropia e da solidariedade entre os seres humanos.

Só tenho a agradecer à CAF-Canada, CAF-India, CAFSA, CAF-UK  e CAFAmerica!

(*) Andréa Wolffenbüttel é Diretora de Comunicação e Relações Institucionais do IDIS – representante da Charities Aid Foundation (CAF) no Brasil.

Skoll World Forum: O Poder da Proximidade

Skoll World Forum: para assistir à cerimônia de abertura, basta clicar na imagem!

Aproximar os delegados do fórum, que juntos representam mais de 65 países, dos líderes comunitários, ativistas, empreendedores sociais e inovadores que trabalham com pessoas e comunidades submetidas aos mais variados, profundos e persistentes problemas ao redor do mundo… Esse foi o objetivo do Skoll World Forum 2018, realizado em Oxford, Inglaterra, de 9 a 13 de abril.  Com o tema ´O Poder da Proximidade´, uma série de eventos interativos permitiu aos participantes compartilhar, colaborar, inovar e promover o empreendedorismo social e, assim, avançar no caminho de  uma mudança social em larga escala.

Em paz com as diferenças – Na abertura do evento, Bryan Stevenson, da Equal Justice Iniciative, falou sobre o poder de estar próximo dos excluídos para transformar o mundo. Em seu discurso,  o ex-presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, apontou a discriminação contra mulheres e meninas como um desafio global mais premente do que as disparidades de renda entre ricos e pobres. Premiado com o  ‘Skoll Global Treasure Award’, Jimmy Carter também destacou, em seu discurso,  a importância de viver em paz com as diferenças.

A presidente do IDIS, que esteve em Oxford para acompanhar toda a semana do evento, destaca a importância do Skoll World Forum para apresentar novas tecnologias, tendências e abordagens e, sendo a única brasileira capacitada pela New Economics Foundation (NEF) a aplicar o SROI (Social Return on Impact) no Brasil, Paula Fabiani chama a atenção para a importância de um dos vários temas debatidos: a Avaliação de Impacto Social. Os participantes do painel  Impact Measurement: Collaborating for Human Rights falaram sobre como implantar uma avaliação de impacto em projetos que envolvem diversos atores e de que maneira conseguimos mensurar essa real transformação. Ao avaliar ações coletivas, como desenvolver uma compreensão profunda sobre soluções significativas e de longo prazo e, assim, começar a entender como medir a mudança real e não apenas o impacto incremental. “ A discussão da mesa trouxe o desafio de medir resultados na defesa de direitos humanos, ressaltando a importância de buscar essa medição apesar das dificuldades”, concluiu Paula.

Para assistir aos painéis de debate e obter informações sobre os temas tratados, acesse o site Skoll World Forum