Evento do BTG Pactual aborda filantropia e cultura de doação

O BTG Pactual promoveu na quinta-feira (12/08) o Give Back Day, evento que apresentou e reconheceu as seis ONGs participantes do BTG Soma, programa de aceleração de Organizações Não Governamentais e Organizações da Sociedade Civil com o objetivo de fomentar um ecossistema mais sustentável, independente e com melhor performance, contribuindo para uma transformação social. O programa contou com mais de 100 horas de workshop voltadas para o desenvolvimento das organizações.

Para celebrar a conclusão do projeto, foram convidadas para o Give Back Day grandes nomes do setor para falar sobre cultura de doação e filantropia. Entre eles, Paula Fabiani, Luiza Helena Trajano, Alcione Albanesi, Patrícia Lobaccaro, Sonia Hess e mais convidados.

Para falar sobre Estruturas de doação, Juliana de Paula, diretora de responsabilidade social do BTG Pactual convidou Paula Fabiani, CEO do IDIS e Patricia Lobaccaro, fundadora e CEO da Mobilize Global.

Juliana de Paula e Paula Fabiani no Give Back Day

Give Back Day – na foto: Juliana de Paula e Paula Fabiani

Dando início a conversa, Juliana de Paula lembra que o país subiu 14 posições no World Giving Index, o ranking realizado pela Charities Aid Foundation que mede o índice de solidariedade global. Atualmente o Brasil ocupa a 54º posição. Partindo desse dado, Juliana lembra o papel das empresas no desenvolvimento e aceleração da responsabilidade social e questiona de que modo esse movimento pode ser feito.

Para responder à pergunta, Paula citou o Monitor das Doações COVID-19 da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), que revelou mais de 700 mil doadores somando cerca de 6 bilhões de reais doados em resposta a pandemia de Covid-19, o que revela que há potenciais recursos, no entanto, a questão gira em torno de “como manter” esse movimento de contribuição das empresas.

“Temos no Brasil uma situação onde muitos institutos e fundações empresariais operavam projetos, mas percebemos que essa tendência começa a mudar. E que começamos a ter mais investidores sociais corporativos com a prática da doção de grantmaking. Apoiando as organizações que existem, que estão no território e que conhecem as necessidades do território podendo endereçar melhor os problemas sociais”, explica a CEO do IDIS.

Paula lembra que, na pandemia, quem primeiro reagiu foram as organizações da sociedade civil, que protagonizaram as ações com rapidez e agilidade e nesse sentido, as empresas podem funcionar como uma ponte importante através da doação, não apenas financeiramente, mas também firmando parceria, fornecendo colaboradores entre outras ações que podem transformar a empresa num importante agente da transformação social.

Paula Fabiani, CEO do IDIS

Give Back Day – na foto: Paula Fabiani, CEO do IDIS

Patricia Lobaccaro trouxe a visão que os Estados Unidos possuem sobre a filantropia de “give back” ou, em português, dar de volta. “Em termos de filantropia individual, filantropia é algo muito pessoal, não existe certo nem errado, existe aquilo que funciona para você”, comenta.

Confira o evento na íntegra:

Paula Fabiani faz parte do Comitê Social do BTG SOMA e participou na aceleração das organizações selecionadas nesse programa. Além disso, a equipe do IDIS atuou fornecendo apoio técnico às organizações com mentorias e capacitações sobre fundos patrimoniais, avaliação de impacto e captação de recursos.

Todos os presentes no evento foram testados e negativados para a Covid-19.

IDIS participa de podcast do BTG Pactual sobre Fundos Filantrópicos

Paula Fabiani, CEO do IDIS, participou do podcast “Papo de Responsa” do BTG Pactual, que destacou a importância dos Fundos Filantrópicos e Fundos Emergenciais.

Junto dela também participaram Juliana de Paula, diretora de Responsabilidade Social do BTG Pactual, e Silvia Daskal, especialista em Parcerias e Mobilização de recursos na SITAWI.

Fundos Filantropicos BTG Pactual

Para acelerar essa agenda dos fundos patrimoniais no Brasil, Paula Fabiani acredita que se deve discutir o que é governança. “Acredito que as organizações ainda precisam se estruturar melhor em questões de governança. Quem toma decisões, como funciona um conselho fiscal do fundo filantrópico e muito mais”, explica.

Ouça o episódio: