#ForumIDIS: Filantropia de Impacto: aonde chegamos e aonde queremos chegar

* Conteúdo inspirado em sessão da 8ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social em setembro de 2019. Palestrantes: Jane Wales, Presidente e CEO do Global Philanthropy Forum & World Affairs Council (EUA); Mosun Layode, CEO do African Philanthropy Forum (Nigéria); Paula Fabiani, Diretora-presidente do IDIS; e moderação de José Ferrão, Presidente da Rede Internacional da United Way Worldwide. Saiba mais aqui.

 

O painel que encerrou o Fórum de Filantropos e Investidores Sociais reuniu três grandes mulheres, catalisadoras da filantropia no mundo. Jane Wales, fundadora do Global Philanthropy Forum, Mosun Layode, CEO do African Philanthropy Forum e Paula Fabiani, CEO do IDIS e responsável pela edição brasileira do evento, dividiram o palco e compartilharam suas reflexões sobre conquistas e desafios que temos de superar.

A presidente do IDIS, Paula Fabiani, falou sobre o avanço do setor na colaboração ao redor de temas comuns ao poder público. Há muita expectativa, segunda ela, em relação a dados, eficiência,  resultados e impacto. “O Brasil despertou para a necessidade de mostrar que todos têm o seu papel na filantropia, seja como indivíduo, empresa, instituição social ou governo”.

Na África, a doação estratégica é fundamental para o crescimento de muitos países. Mosun Layode destacou que a sociedade africana tem uma forte base nas comunidades e há um apetite grande para a colaboração. “A ajuda externa tem diminuído, mas por outro lado, africanos com boas posições começam a assumir a responsabilidade pelo desenvolvimento dos países no continente”, pontuou. Mosun disse ainda que as ONGs estão refinando suas estratégias de atuação junto às comunidades para terem sucesso.

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Jane Wales enxerga três barreiras para a solução de nossos principais desafios sociais: o declínio da confiança nas democracias em diversas partes do planeta, a relativa fragilidade da sociedade civil e o fato de apesar de haver mais dinheiro doado, isso é feito por um número reduzido de doadores. “A classe média deixou de doar. Horas de voluntariado são maiores, mas com um número menor de voluntários! ”. Jane ressalta também o papel de governos responsáveis, que saibam lidar com as crises e questões que afetam a filantropia e a solidariedade.

O moderador, José Ferrão, presidente da Rede Internacional da United Way Worldwide, ponderou a importância do trabalho em conjunto. “Como países e comunidades, devemos trabalhar juntos”.

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