#ForumIDIS: Inclusão, diversidade e equidade: forças de mudança em nossas comunidades

* Conteúdo inspirado em sessão da 8ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social em setembro de 2019. Palestrantes: Flávia Regina de Souza Oliveira, Sócia de Mattos Filho Advogados; Marcos Panassol, Sócio e Líder de Capital Humano da PwC; Maíra Liguori, Diretora do Think Olga; Mariana Almeida, Superintendente da Fundação Tide Setúbal; e  moderação de Mafoane Odara, Gerente no Instituto Avon. Saiba mais aqui.

 

Novos tempos demandam novas estratégias e o atual momento exige que a diversidade, a inclusão e a equidade estejam na pauta das empresas, organizações e entidades. Este foi tema da sessão ‘Inclusão, diversidade e equidade: forças de mudança em nossas comunidades’, moderada pela gerente do Instituto Avon, Mafoane Odara. “Diversidade é uma questão de escolha e de poder. E quem tem o poder é que vai conseguir mudar o que estamos vivendo”, provocou Mafoane.

Marcos Panassol, sócio e líder de capital humano da PwC, contou que por lá a diversidade é observada desde os valores, integra a estratégia da empresa, é vista como uma expressão de vantagem competitiva, mas revela que o maior desafio é transformar a diversidade em realidade – e avisa: “É a parte que vai impactar as pessoas”. Por isso, citou exemplos práticos da implantação no cotidiano. Em relação à diversidade de gênero, explicou que mais de 50% dos colaboradores são mulheres, mas que esse índice é ainda menor quando se observa os níveis mais altos da carreira. “Criamos programas para melhorar isso”, conta o líder de capital humano da PwC, que comentou ainda a dificuldade que enfrentam em atrair negros e pessoas com deficiência. “Estamos implementando ações específicas em relação à raça. Quanto às pessoas com deficiência, conseguimos mudar nos últimos três anos, passando de 3% para 10% dos colaboradores”. Para evoluir em relação à diversidade & inclusão, além de implantar a estratégia a partir do processo de contratação, a PwC também coloca essas questões a seus fornecedores. “É uma questão de escolha, de prioridades. Investimos tempo e recursos para sermos uma empresa inclusiva em sua totalidade”.

Flávia Regina de Souza Oliveira, sócia de Mattos Filho Advogados, contou que o escritório percebeu que havia poucas mulheres e negros entre seus colaboradores. Para mudar esse quadro, a equipe criou um programa e apostou em um ambiente mais agradável. O segundo passo foi o programa de afinidades LGBTQ+. “Não que não existissem LGBTQ+s no escritório, mas eles eram ‘transparentes’. Percebemos quanto essas pessoas viviam angustiadas e hoje elas podem se declarar abertamente. O que importa é a qualidade intelectual dos profissionais”. O escritório de advocacia também desenvolveu um programa para dar mais oportunidades a pessoas com deficiências que atuam no local e agora há um trabalho voltado à inclusão religiosa.

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Maíra Liguori, diretora do Think Olga, falou sobre o sucesso da campanha contra assédio desenvolvida pelo Think Olga, a ‘Chega de Fiu-Fiu’, que possibilitou pautar uma conversa com a sociedade sobre o que é assédio em local público, questionando ações de assédio que não eram vistas como tal. Ela disse ainda que a diversidade permeia tudo o que eles realizam, dando o tom dos trabalhos. “Diversidade é uma jornada, não tem começo, meio e fim. É uma coisa perene, que precisa continuar na sociedade. É inevitável que as empresas e organizações passem por isso em algum momento. É inteligente que entrem nessas discussões o mais rapidamente possível. Diversidade não é um tsunami que vai passar. Vai ficar e impactar todo mundo”.

Para Mariana Almeida, superintendente da Fundação Tide Setubal, é preciso desenvolver alternativas para ampliar a diversidade com estratégias que envolvam a compreensão de posições e escolhas das pessoas e a partir daí apoiar a transformação. Ela compartilhou alguns dos achados da pesquisa Conservadorismo e as Questões Sociais, a qual revela que hoje a informação e a conscientização não estão chegando às pessoas e que é preciso investir em comunicação e melhorar a percepção de que todos ganhariam com a diversidade.

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