#ForumIDIS: Novos modos de colaboração: da parceria ao ecossistema

* Conteúdo inspirado em sessão da 8ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social em setembro de 2019. Palestrantes: Bernardo Guillamon, gerente do escritório de alianças estratégicas do BID (USA); Filipe Sabará, presidente do Fundo Social do Estado de São Paulo; Jorge Iván Ríos Rivera, subsecretário de educação de Medellin (Colômbia); e moderação de Jamie McAuliffe, Senior Fellow do Aspen Institute. Saiba mais aqui.

 

Ações que têm bons resultados motivam a criação de novas ideias e iniciativas. Com essa perspectiva, foi realizada a sessãoNovos modos de colaboração: da parceria ao ecossistema’, que abordou experiências intersetoriais e os ganhos exponencias possíveis por meio delas.

Jamie McAuliffe, senior Fellow do Aspen Institute, abriu a apresentação citando exemplos de ações bem-sucedidas, como o Programa Kids School com alunos da Tanzânia que não liam nem identificavam números e depois passaram a conseguir ler palavras, frases completas e fazer operações matemáticas.

Bernardo Guillamon, gerente do escritório de alianças estratégicas do BID (USA), comentou diversas iniciativas da organização, como o Fundo de Água, que envolve 17 países, e o Programa Reciclagem Inclusiva, promovido com catadores e que possibilita colocar os produtos no mercado a preços melhores, além de fomentar a formalização. “Nossos programas atuais, se comparado com 10 anos atrás, são bem mais abertos para parceiros”.

Filipe Sabará, presidente do Fundo Social do Estado de São Paulo, contou sua trajetória, compartilhando uma iniciativa sua ainda na juventude: aos 13 anos ele começou a acolher pessoas em situação de rua na região em que morava e as levava para sua casa, até que se tornou um projeto maior, nascendo a Arcah. Hoje, à frente do Fundo Social, promove a Praça da Cidadania. “O grande desafio é saber como contribuir na raiz dos problemas de maneira efetiva. Em São Paulo, empresas e empregos estão centralizados e faltam oportunidades na periferia”. Com o propósito de alavancar a economia e oportunidades locais, surgiu o programa. Hoje aposta em escolas de qualificação, na promoção do empreendedorismo com crédito mais barato, oferece microcrédito para a criação na periferia de negócios, como padarias, lanchonetes e restaurantes. Filipe também citou a importância da capacitação, por meio de uma escola de gastronomia que ensina a alavancar o negócio de maneira rápida,  e do ensino relacionado à moda, construção, programação básica e mecânica.

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Jorge Iván Ríos Rivera, subscretário de Educação de Medellin, Colômbia, trouxe a experiência de sua gestão, explicando que enfrenta ‘problemas de uma cidade enorme’, apesar de Medellín ter apenas 2 milhões de habitantes. “Com um modelo de gestão intersetorial, com empresas e universidades, vamos resolvendo os problemas da cidade. Colocamos no centro da discussão o fato de ser uma cidade complexa, com indicadores complicados e que o governo não pode resolver tudo sozinho”, ressalta Jorge. Ele conta que foi uma experiência enriquecedora, com vários exemplos de renovação urbanística. “O indicador que mais conseguimos reduzir foi número de homicídios. Em 1992, Medellín foi considerada a cidade mais violenta do mundo. A cada 100 mil habitantes, tínhamos 307 homicídios. Nascer era um presente, existir era uma oportunidade. Hoje, de cada 100 mil habitantes, temos 78 homicídios – claro que esses ainda nos doem. Conseguimos essas conquistas graças às alianças, a um tripé importante: estado, empresas e organizações. Sozinhos não conseguiríamos. Problemas reais precisam de soluções reais”.

Assista à sessão na íntegra:

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