Mudanças sistêmicas não dependem apenas de grandes fortunas, destaca artigo publicado na Impakter

4 de agosto de 2026

O veículo internacional Impakter publicou o artigo “You Don’t Need Billions to Fund System Change” – em tradução livre, “Você não precisa de bilhões para financiar mudanças sistêmicas” -, de Felipe Insunza Groba, gerente de projetos do IDIS, e Beatriz Waclawek, líder de Investimento Social e Parcerias Estratégicas do Movimento Bem Maior.

No texto, os autores refletem sobre como investidores sociais de médio porte, especialmente famílias e indivíduos que doam menos de US$ 10 milhões por ano, podem contribuir para transformações estruturais. Em vez de concentrar todos os recursos em uma única intervenção, o artigo propõe a construção de portfólios que combinem implementação, produção de evidências, incidência, articulação institucional e fortalecimento das condições necessárias para que soluções sejam incorporadas por sistemas públicos.

Para demonstrar essa abordagem, o artigo apresenta três experiências. No Brasil, analisa a atuação do Instituto Ação Pela Paz na redução da reincidência criminal e na incorporação de práticas de reintegração social por instituições públicas. Na Colômbia, aborda como a Fundación Pies Descalzos, criada pela artista Shakira, combina investimento em educação, mobilização pública e articulação com governos e comunidades. Nos Estados Unidos, destaca o trabalho da Joyful Heart Foundation no enfrentamento ao acúmulo de kits de evidências de violência sexual não processados, transformando uma questão pouco visibilizada em políticas, padrões de atuação e recursos públicos.

“E se a filantropia eficaz não estiver em encontrar a melhor intervenção, mas em financiar as condições para sua adoção?”, provocam os autores.

O artigo argumenta que investidores sociais de médio porte possuem vantagens importantes para impulsionar mudanças sistêmicas: podem agir com maior agilidade, compartilhar riscos por meio do coinvestimento e mobilizar ativos que vão além dos recursos financeiros, como credibilidade, redes de relacionamento, poder de articulação e capital paciente. Mais do que escolher uma única solução vencedora, gerar impacto estrutural exige compreender quais elementos precisam avançar conjuntamente para que uma solução seja adotada, financiada e sustentada ao longo do tempo.

Confira o artigo completo no site da Impakter.