#ForumIDIS: Sustentabilidade de longo prazo para causas e comunidades

* Conteúdo inspirado em sessão da 8ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social em setembro de 2019. Palestrantes: Sir John Low, CEO da CAF – Charities Aid Foudation (UK); María Carolina Suárez Visbal, Assessora Sênior do IVPC – International Venture Philanthropy Center (Colômbia); Selma Moreira, Diretora-Executiva do Fundo Baobá; e moderação de Renata Biselli, Gerente de Investimento Social do Santander. Saiba mais aqui.

 

Os desafios para captar recursos e a gestão de fundos patrimoniais filantrópicos estiveram em debate no painel ‘Sustentabilidade de longo prazo para causas e comunidades’. Contou com a participação de Sir John Low, CEO da CAF – Charities Aid Foudation (UK); María Carolina Suárez Visbal, assessora sênior do IVPC – International Venture Philanthropy Center (Colômbia); e Selma Moreira, diretora-executiva do Fundo Baobá, tendo como moderadora Renata Biselli, Gerente de Investimento Social do Santander.

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Renata lançou o desafio, questionando: “O que podemos fazer diferente por nossas organizações sociais?”.

Sir John Low destacou que entre os desafios que as causas e comunidades enfrentam na busca de financiamentos está o fato de que o processo pode exigir muitos recursos das organizações, que já trabalham com margens pequenas. “É difícil pensar a longo prazo. Não há dúvidas de que os fundos filantrópicos, que já existem há anos, podem ser o que é preciso para ir além. Por meio deles é possível garantir que o capital será usado somente com propósitos sociais”, ponderou o CEO da CAF.

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Selma explicou que o Fundo Baobá foi criado de forma a ter sustentabilidade a longo prazo. “Nossa expectativa é gerar o maior fundo de equidade racial fora dos Estados Unidos”. A diretora-executiva conta que apesar de ser um desafio pensar a governança, o mecanismo fez toda a diferença na estratégia do Baobá, que já apoiou mais de 100 projetos em oito anos. Para Selma, o grupo é capaz de fazer uma leitura das demandas da sociedade porque está muito próximo da comunidade que atende, mantendo uma escuta ativa. Ela defende a união de todos para garantir uma sociedade mais segura e acessível em relação à distribuição de recursos para causas: “Nós falamos de viver em plenitude, sobre ser e estar. Dialogamos sobre como a violência afeta especialmente o jovem negro. Entendemos que para mudar e criar uma sociedade mais inclusiva para todos, todo mundo tem que fazer parte. Temos que construir pontes”.

Para Maria Carolina, do IVPC, é preciso que as pessoas que participam das causas e comunidades refletiam sobre o que estão fazendo, para fazer melhor. “Precisamos descobrir como ser mais rigorosos na prestação de contas, na transparência, sempre tendo em consideração que a primeira coisa é o impacto social”. Ela considera essencial que a filantropia apoie também ONGs que não são rentáveis financeiramente e sugere lançar um olhar para a experiência mundial, pegando exemplos de modelos que já funcionam na Europa, na África e na Ásia.

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