WGI coloca oito países da África e dois da Ásia entre os que a população doa percentuais mais altos do rendimento individual. Brasil é o 45ºcolocado no ranking.

25 de junho de 2026

Os países mais pobres são onde as doações para causas sociais, humanitárias e religiosas são maiores, de acordo com o Word Giving Report 2026, pesquisa anual da Charities Aid Foundation (CAF), organização britânica representada no Brasil pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social um dos principais relatórios globais sobre filantropia. Mesmo cultivando uma autoimagem de ser um povo solidário, os brasileiros não figuram entre os que mais doam.

 

 

O topo do ranking é dominado pela África. Neste ano, a lista é liderada pela Nigéria, com doações que representam 2,8% da renda individual. Dos dez países em que as pessoas mais doam, oito ficam no continente africano e dois estão na Ásia. Na classificação geral, o Brasil ocupa a 45ª posição, com doações que chegam a 0,9% da renda dos entrevistados, valor este que fica à frente da média da América Latina (0,7%).

Luisa Gerbase de Lima, gerente de comunicação e conhecimento do IDIS, aponta que a confiança nas instituições, a transparência e questões políticas e econômicas são fatores que influenciam diretamente nas decisões de doação da população brasileira.

 

“Quando a sociedade civil doa, demanda este comportamento também de empresas e famílias de alta renda”  – Luiza G. de Lima

 

O World Giving Report 2026 apontou que, dentre as causas apoiadas através das doações, as iniciativas religiosas aparecem em primeiro lugar (31%), seguidas de ações voltadas para crianças e jovens e de propostas voltadas para o enfrentamento da pobreza (ambas com 29%). O estudo verificou que o sentimento de pertencer e apoiar uma comunidade local também é um incentivo para doações, número que passou de 25% para 32% em 2025. A noção de entender a doação como um dever coletivo também aumentou, passando de 39% para 48%.

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