Aconteceu no dia 27 de agosto, em São Paulo, a 15ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais. Promovido pelo IDIS, o encontro reúne lideranças e especialistas para fortalecer a filantropia no país, promover conexões e estimular a construção de soluções para os desafios sociais.
Com o tema Entre a Essência e a Reinvenção, as sessões do Fórum abordaram questões como a força dos territórios, novas arquiteturas de financiamento cultural, territorial e socioambiental, equidade e desigualdades persistentes, impacto e geração de valor compartilhado, além de diferentes perspectivas sobre a filantropia latino-americana e familiar. Ao longo do dia, estiveram presentes 314 convidados e a transmissão ao vivo alcançou quase 5 mil visualizações.
Foram 13 sessões em 10 horas de programação, com a participação de 56 palestrantes. Entre os nomes que estiveram presentes estão Conceição Evaristo (Casa Escrevivência Conceição Evaristo), Belisa Maggi (Fundação AMAGGI e Instituto Signativo), Claudia Calais (Fundação Bunge), Eliana Sousa Silva (Redes da Maré) Michael França (Insper), Nick Tedesco (National Center for Family Philanthropy) Somachi Chris-Asoluka (Fundação Tony Elumelu), Valcléia dos Santos (Fundação Amazônia Sustentável), Vitor Hugo Neia (Fundação Grupo Volkswagen) .
A programação teve início com uma apresentação da Orquestra Maré do Amanhã, que abriu o encontro trazendo ao palco a força e a potência dos territórios. Na sequência, Conceição Evaristo, escritora e fundadora da Casa Escrevivência Conceição Evaristo, conduziu a primeira reflexão do Fórum, na sessão “O que precisa permanecer quando tudo muda?”. Em uma fala marcada pela sensibilidade e pela profundidade, a escritora provocou o público a pensar sobre aquilo que deve ser preservado diante das transformações e sobre os valores que sustentam a construção de futuros mais justos e inclusivos.
A primeira plenária, “Reinvenção agora. Relevância sempre!”, trouxe uma reflexão sobre os caminhos para a filantropia se adaptar às transformações do mundo sem perder de vista seu propósito. A conversa destacou a importância de repensar práticas, estratégias e formas de atuação para que organizações e iniciativas filantrópicas mantenham sua relevância e ampliem sua capacidade de gerar impacto social.
Em seguida, a plenária “A força dos territórios: quando a essência guia a reinvenção” trouxe para o centro do debate a importância de reconhecer as particularidades, os saberes e as potências presentes em cada território. A conversa reforçou como a escuta e o protagonismo local podem orientar novas formas de atuação e fortalecer iniciativas capazes de promover transformações mais conectadas às realidades e necessidades das comunidades.
A sessão “Compromisso 1%: a jornada da adesão” destacou a trajetória de empresas que assumiram o compromisso de destinar pelo menos 1% do lucro líquido a iniciativas socioambientais. A conversa evidenciou como a adesão ao movimento, que conta com 30 signatárias, pode fortalecer o investimento social privado, aproximando a atuação empresarial de estratégias de impacto positivo e contribuindo para a construção de um setor privado cada vez mais engajado com os desafios da sociedade.
Em sessões paralelas, os participantes puderam aprofundar diferentes perspectivas sobre os desafios e as possibilidades de reinvenção no campo da filantropia. “Capital em reinvenção: novas arquiteturas de financiamento cultural, territorial e socioambiental” discutiu novos caminhos para mobilizar e direcionar recursos, enquanto “Reinventando a equidade: novas respostas para desigualdades persistentes” trouxe reflexões sobre estratégias para enfrentar desigualdades históricas e construir respostas mais efetivas e inclusivas.
Encerrando a programação da manhã, o almoço temático proporcionou momentos de troca e aprofundamento. Em cada mesa, um anfitrião conduziu a conversa a partir de um dos 20 temas propostos, ampliando as reflexões sobre diferentes questões da filantropia e do investimento social.
A programação seguiu com uma Sessão Dinâmica, que trouxe novas perspectivas sobre o panorama da IA no terceiro setor e perspectivas de financiamento, uma das demandas de reinvenção da filantropia. O momento contou com reflexões de Célia Cruz, Visiting Fellow do Skoll Centre, e Pedro Barros, sócio-fundador da Sul – Inteligência para Impacto, que integram a Coalizão IA para Impacto.
Na tradicional entrevista “Em conversa com…” Paula Fabiani, CEO do IDIS, conversou com Denise Aguiar, diretora-geral da Fundação Bradesco, que compartilhou sua história de vida e visão sobre os caminhos da filantropia, os desafios do presente e a importância de fortalecer uma atuação comprometida com transformações sociais duradouras.
No painel “Impacto que gera valor: quando dados fortalecem negócios e sociedade”, os participantes discutiram como o uso estratégico de dados pode contribuir para compreender resultados, orientar decisões e potencializar o impacto das iniciativas. A conversa destacou a importância de transformar informações em conhecimento para gerar valor tanto para os negócios quanto para a sociedade.
Em sessões paralelas, foi possível aprofundar o debate sobre o papel de diferentes atores da filantropia. “Filantropia latino-americana: caminhos para um futuro comum” promoveu uma reflexão sobre os desafios e oportunidades para fortalecer a atuação filantrópica na região, enquanto “Filantropia familiar: raízes locais, transformações duradouras” abordou o papel das famílias na construção de iniciativas conectadas aos territórios e capazes de gerar impactos de longo prazo.
A programação contou ainda com a participação dos vencedores de 2025 do Prêmio Empreendedor Social, que apresentaram suas iniciativas, trajetórias e propósitos de atuação.
Por fim, a plenária de encerramento, “O futuro é uma escolha, não um destino”, trouxe uma reflexão sobre o papel de nossas escolhas na construção do futuro que queremos. A conversa reforçou que os caminhos para uma sociedade mais justa e sustentável não estão definidos, mas são construídos a partir das decisões, compromissos e ações que tomamos hoje.
Conheça a programação completa.
“Reinventar não significa romper com tudo aquilo que veio antes. Às vezes, reinventar é justamente encontrar novas formas de honrar aquilo que sempre nos moveu: o compromisso com o bem comum, a redução das desigualdades, o fortalecimento da sociedade civil e a construção de um mundo mais justo e sustentável”, Paula Fabiani em seu discurso de encerramento.
Confira a gravação do evento na íntegra:
realização e apoio
Neste ano, o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais conta com o Apoio Estratégico da Fundação Bradesco, Fundação Itaú e do Movimento Bem Maior; Apoio Ouro da RD Saúde; Apoio Prata da Fundação Sicredi; Apoio Bronze da Fundação ArcelorMittal, Fundação Bracell, Fundação Grupo Volkswagen, Levisky Legado e Instituto Sicoob; Apoio Institucional do Fundo de Fomento à Filantropia e do UNICEF; e, como Parceiros de Mídia, a Alliance Magazine e a Stanford Social Innovation Review Brasil.









