Catalyst 2030 Brasil lança fundo no valor de R$ 200 mil para financiar iniciativas colaborativas focadas em água potável 

Parte do projeto global que visa acelerar a implementação das metas associadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), o movimento Catalyst 2030 Brasil anuncia a criação de um fundo destinado a financiar iniciativas associadas ao ODS #6, que preconiza a garantia de disponibilidade e gestão sustentável de água potável e saneamento para todos. O Desafio Fundo Catalisador 2030 é a primeira ação tática do movimento no país, cuja proposta é financiar e trabalhar com ações colaborativas no cenário nacional. O fundo – que mobilizou, inicialmente, R$ 200 mil – tem o formato de desafio e é voltado para organizações-membro ou organizações que possuem indicação de uma instituição membro do Catalyst 2030. O prazo é 30 de janeiro de 2023. 

Desenvolver uma ação colaborativa entre organizações gerida por empreendedores e focada em promover acesso à água a pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica é o desafio proposto por um fundo criado pelo Catalyst 2030 Brasil. A coalizão nacional – parte do movimento global com mais de 400 organizações que impactam diretamente dois bilhões de pessoas no mundo – anuncia a criação de um mecanismo de investimento em iniciativas associadas ao ODS #6, que preconiza a garantia de disponibilidade e gestão sustentável de água potável para todos. O patrocinador principal do fundo é a Ambev AMA, que mobilizou R$ 200 mil para as ações selecionadas; há possibilidade de incremento do valor a depender das demandas apresentadas pelos projetos selecionados.

 

Ação coletiva global focada em acelerar a implementação das metas associadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), o  movimento busca criar o ambiente e as condições propícias para consolidar a Agenda 2030 no país. Segundo Raphael Mayer, chairman do Catalyst 2030 Brasil e cofundador da Simbiose Social, o fundo é uma iniciativa coletiva de um grupo de trabalho liderado por pessoas físicas voluntárias – Monica Pasqualin, Zaya Namjildorj, Paula Fabiani e Luiza Serpa –, e instituições como PLKC (apoio jurídico), Instituto Phi (responsável por incubar o fundo e fazer a gestão financeira) e Simbiose Social, que se ocupará da auditoria e avaliação de risco das iniciativas que vão aplicar para o fundo. A social tech disponibilizará a plataforma proprietária para monitorar e mensurar o impacto das ações investidas pelo projeto como um todo.

 

Mayer aponta que uma  das principais inovações do fundo – que o diferencia de outras iniciativas do mercado – reside no fato de não ser focado no investimento em uma única organização. “Inspirado na própria essência do Catalyst 2030, o fundo tem por foco a colaboração, ou seja, visa mostrar que as ações colaborativas têm uma potência maior no mercado. O objetivo é fomentar e potencializar iniciativas que tenham duas ou mais organizações envolvidas na prática”, afirma. Dentro da estruturação do fundo está prevista a criação de uma governança formada por um comitê de notável conhecimento no tema saneamento, responsável por compor a banca examinadora dos proponentes. Entre os avaliadores, Renata Ruggiero Moraes – Diretora Presidente do Instituto Iguá; Guilherme Neves Castagna – Sócio fundador do Fluxus Design Ecológico e Instituto Nova Água.

 

As demandas de água potável e saneamento no Brasil, de acordo com Raphael Mayer, envolvem um capital intensivo para financiar projetos sistêmicos e estruturantes que resolvam a temática. “Sabemos da complexidade da temática no Brasil; o fundo, ainda é pequeno mas tem potencial de atrair mais investimentos. Hoje, seu principal objetivo é estimular ações e servir de modelo para projetos de impacto colaborativo”, salienta Mayer, acrescentando que os organizadores do fundo esperam que esse seja um marco de investimento social com o olhar de integração. “Problemas complexos exigem ações sistêmicas; quando falamos dos ODS, o foco em colaboração é a chave-mestra para destravar inovações. Esse fundo tem o papel de representar e ser um case positivo de transformação a partir da colaboração no mercado”, finaliza.

INSCRIÇÕES

As organizações que trabalham com o ODS #6 podem inscrever seus projetos no site: https://bit.ly/fundocatalisador2030.  

SOBRE CATALYST 2030

Movimento global de empreendedores sociais e inovadores sociais de diferentes setores, que compartilham o objetivo de criar abordagens inovadoras e centradas nas pessoas para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. Unindo forças com comunidades, governos, empresas e outras organizações, o Catalyst 2030 foi lançado em 2020, no Fórum Econômico Mundial, inicialmente pela Ashoka, Schwab Foundation, Skoll Foundation e Echoing Green. Hoje, o movimento  reúne, no âmbito global, mais de 500 empreendedores sociais em 195 países, impactando 1 bilhão de vidas e gerenciando US$ 2 bilhões em fundos alinhados aos ODS. Mais informações: https://catalyst2030.net/.

Vem aí a pesquisa ‘Voluntariado no Brasil 2001+20’

Eles contam histórias, distribuem comida, resgatam animais, doam sangue, compartilham seus conhecimentos. Os voluntários doam seu tempo, energia e talento em prol de causas em que acreditam. São essenciais para que organizações da sociedade civil atinjam suas missões e durante a pandemia fizeram a diferença e impactaram positivamente a vida de milhares de pessoas.

De acordo com a Pesquisa Voluntariado no Brasil, em 2001, os voluntários representavam 18% da população adulta. Na celebração da Década do Voluntariado, em 2011, este número chegou a 25%.  ‘Voluntariado no Brasil 2001+20’ é a terceira edição deste levantamento. Com alcance nacional, apresentará um retrato do engajamento em cada uma das cinco regiões, as causas favoritas, as motivações e traçará o perfil do voluntário no Brasil em 2021, comparando sua evolução com os achados das edições anteriores. A pesquisa será conduzida pelo Instituto de pesquisa Datafolha e envolverá etapas quantitativas e qualitativas e destacará o que na última década mobilizou o voluntariado, contribuindo para a manutenção desta série histórica.

O projeto é coordenado pela Silvia Naccache, com os consultores Kelly Alves do Carmo e Felipe Pimenta de Souza. Tem o apoio do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, integrando seu pilar de Conhecimento, que tem na Cultura de Doação um de seus objetos de estudo. “Por meio de dados, contribuímos para que organizações e indivíduos tomem melhores decisões e oferecemos material para que a mídia possa abordar o assunto de forma cada vez mais qualificada”, comenta Luisa Lima, Gerente de Comunicação do IDIS.

O lançamento está previsto para o mês de abril. “A história do voluntariado no Brasil remonta à chegada dos primeiros portugueses e à instalação das Santas Casas de Misericórdia. O Brasil, em 2022, celebra o bicentenário da sua Independência. Vamos celebrar também a cidadania, a participação cívica, a solidariedade, a generosidade, a filantropia e o voluntariado.”, comenta Silvia Naccache.

A pesquisa é viabilizada por meio do suporte de organizações que acreditam na importância do avanço do voluntariado no Brasil, e participam dessa rede de apoiadores, até o momento, Ambev, Bradesco, Fundação Itaú Social, Fundação Telefônica Vivo, Raízen, Sabesp, Sicoob e Suzano.

IDIS é uma das 100 melhores ONGs do Brasil em 2020

Por anos as organizações da sociedade civil foram estigmatizadas pela falta de profissionalismo. Práticas de gestão eram associadas unicamente ao mundo empresarial. Em 2017, o Prêmio Melhores ONGs foi lançado, colocando definitivamente a percepção em xeque. Desde então, seleciona todos os anos 100 organizações que se destacam em critérios como governança, transparência, comunicação e financiamento. E a disputa é sempre acirrada – na edição 2020 houve 670 inscrições. Com muito orgulho, o IDIS foi uma das 100 organizações selecionadas nesta edição, realizada pelo Instituto Doar, AMBEV Voa e O Mundo que Queremos. “Boas práticas de gestão nos permitem chegar mais longe, ter mais impacto e gerar a credibilidade exigida por nossos parceiros e apoiadores. Esta premiação é muito importante ao nosso setor e é uma honra receber este reconhecimento mais uma vez” comenta Paula Fabiani, diretora-presidente do IDIS. A lista completa dos vencedores está disponível em melhores.org.br

A celebração dos vencedores acontecerá em uma cerimônia virtual, no dia 10 de dezembro, a partir das 19h, com transmissão pelo YouTube e pelo site do canal Futura. Na ocasião, serão anunciadas também as melhores ONGs nas categorias especiais e o destaque do ano. A participação é aberta a todos interessados.

Uma novidade deste ano é o lançamento de uma plataforma para ajudar as ONGs vencedoras a captar doações. A equipe do Melhores ONGs desenvolveu uma plataforma onde qualquer pessoa pode entrar e doar diretamente para qualquer uma das 100 ONGs vencedoras. A plataforma para doação também já está disponível a partir de hoje. É um presente do Melhores ONGs para o Dia de Doar, uma campanha mundial no dia 1 de dezembro para estimular as contribuições financeiras para as organizações.

O IDIS já havia sido reconhecido na primeira edição do Prêmio, em 2017, e depois novamente em 2019.