
Encerrar 2017, quando o IDIS completou 18 anos, entre as 100 melhores organizações sem fins lucrativos do Brasil é o reconhecimento da nossa busca constante por eficiência, transparência , qualidade de gestão e resultados de impacto. E o título vem justamente no ano em que o Trust Barometer, divulgado no Fórum Econômico Mundial de Davos, em janeiro, mostrou que em todo o mundo houve queda na confiança de empresas, governo, ONGs e mídia. Destacar-se em um universo de 300 mil ONGs, entre associações de caridade, organizações da sociedade civil, institutos e fundações filantrópicas, é um orgulho para nossa equipe e parceiros que contribuíram para a conquista.
Promovido pela revista Época e pelo Instituto Doar , o guia recebeu a inscrição de 1.560 ONGs. Dessas, apenas 150 formaram o grupo finalista submetido a uma comissão julgadora. Para critérios de avaliação foram definidos cinco princípios: causa e estratégia; representação e responsabilidade; gestão e planejamento; estratégia de financiamento e comunicação; e prestação de contas. Ao lado de outras 99 organizações, o IDIS compõe essa primeira edição das 100 MELHORES ONG´S do BRASIL. Você pode ler a reportagem e conferir a lista divulgada pela Revista Época em http://epoca.globo.com/brasil/noticia/2017/08/100-melhores-ongs-do-brasil.html .

A lista já é considerada um incentivo à cultura de doação, servindo com um guia para a sociedade na hora de decidir para quem, o quê e como doar. Além disso, serve como um estímulo para as ONGs que buscam eficiência, transparência, impacto social e, claro, recurso de doadores.
O mérito do trabalho desenvolvido pelo IDIS e seus diversos parceiros, em 2017, também foi reconhecido por estar entre os quatro finalistas do prêmio ALAS-BID de Inovação na Primeira Infância. Competindo com organizações sociais de todo o mundo, ficamos entre os quatro melhores com um projeto em prol da Primeira Infância no Amazonas. E não podemos deixar de registrar aqui nossos parabéns ao trabalho do vencedor: o também brasileiro “La Casa Incierta”, de Brasília. Seguimos torcendo para que a promoção ao desenvolvimento da primeira infância seja cada vez mais valorizada.
Esse reconhecimento público deixa à mostra uma parte do trabalho desenvolvido por nossa equipe e diversos parceiros. Apesar das dificuldades criadas pelas crises institucional e econômica que se prolongam há alguns anos, temos muito o que comemorar quando lembramos de todos os projetos realizados em 2017. Entre concluídos e iniciados, mantemos nossa atuação diversificada e participativa, através de apoio técnico, geração e disseminação do conhecimento, implantação de projetos próprios e ações de advocacy.
- Tecnologias Sociais no Amazonas, em parceria com a Fundação Banco do Brasil
- Instituto Avon: XXIV Curso de Reciclagem do Núcleo de Aperfeiçoamento em Mamografia
- Curso Online de Avaliação de Projetos, Escola Aberta do Terceiro Setor
- Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2017: Sucesso
- Campanha pelo Dia de Doar
- Produção do estudo Visões de Futuro + 15 para a Fundação Telefonica Vivo
- Integração da Global Alliance, da CAF
- Série Grandes Lideranças do Terceiro Setor
- Global Philanthropy Forum
- Curso de Mensuração de Impacto Social, em parceria com o Insper
- Desenvolvimento Comunitário, Paracatu/MG, em parceria com a Kinross
- Apoio ao PNUD na Plataforma de Filantropia
- SROI: Programa de Formação de Formação de Palhaço para Jovens da ONG Doutores da Alegria
- Edital do Instituto Cyrela: Programa RenovAção Kids
- SROI: projeto iCANamy, do Instituto Conceição Moura

















Todas essas informações e muitas outras foram apresentadas e discutidas, recentemente, no fórum Future of Philanthropy: what role can philanthropists and foundations play in delivering on the global goals for sustainable development?’ (Futuro da Filantropia: qual o papel de filantropos e fundações no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável?). No encontro, realizado no castelo de Wilton Park, na vizinhança de Londres, lideranças da filantropia de diversos países se reuniram para discutir estratégias do setor, e uma palavra foi constante: mais! “De um modo geral, as conversas giram em torno de assumir mais riscos, colaborar mais, influenciar mais, e buscar novas saídas para o velho modelo baseado em crescimento econômico”, relata a presidente do IDIS, Paula Fabiani, convidada a traçar o perfil do investimento social privado no Brasil.
Por que os bilionários brasileiros são tão resistentes a doar? Essa é a questão levantada por um dos principais jornais do mundo, o prestigiado The Wall Street Journal, que na versão digital já tem 1,27 milhão de assinantes somente nos Estados Unidos. Ao descrever a batalha do empresário Elie Horn, o repórter Jeffrey T. Lewis, com a colaboração da jornalista Luciana Magalhães, cita o IDIS como a organização que está apoiando o filantropo brasileiro a trazer para o País um movimento inspirado no The Giving Pledge, criado por Bill Gates e Warren Buffet.
É também importante recuperar aqui parte do caminho percorrido por aqueles que defendem a criação dos Fundos Patrimoniais como forma de assegurar a sustentabilidade das organizações no longo prazo. A repercussão do debate com lideranças políticas, empresariais, gestores, financiadores e doadores é necessária para mostrar para a sociedade os Fundos Patrimoniais como possibilidade de uma menor dependência dessas organizações em relação aos recursos públicos, proporcionando condições de planejamento e ampliação de atividades tanto no que diz respeito ao alcance quanto à qualidade. 


A sequência de escândalos políticos e financeiros nos últimos anos só fortaleceu a já consolidada descrença dos brasileiros nas instituições. O real impacto disso na cultura de doação do País ainda está por ser avaliado. Mas uma pesquisa realizada pela Charities Aid Foundation, instituição sediada no Reino Unido e representada no Brasil pelo IDIS, revela um cidadão generoso, que gosta de doar. Além da satisfação pessoal (51%), o brasileiro também leva em conta a causa (41%) e a crença de que todos devem ajudar a resolver problemas sociais (40%).
As causas – O apoio a organizações religiosas mostrou-se a mais popular das causas: quase metade (49%) das pessoas contribuíram para ela (o dízimo foi considerado doação pelos pesquisadores). Em seguida vem o apoio a crianças (42%) e a ajuda aos pobres (20%).

A pesquisa Doação Brasil, que revela o que pensa e como se comporta o doador brasileiro (e o não-doador também), foi tema do programa Conexão Futura, do Canal Futura, que discutiu os desafios do Brasil para consolidar uma Cultura de Doação. Você pode acompanhar a entrevista com a diretora de Comunicação do Idis, Andrea Wolffenbuttel, e Beatriz Pantaleão, diretora da Fundação Gol de Letra.
Novo curso – Como fazer uma avaliação de processo, de resultado e de impacto, considerando, também, a avaliação econômica? Como montar um indicador e medir corretamente os resultados? Esse tipo de avaliação ajuda na captação de recursos? Essas questões, levadas ao público que participou do live da Escola Aberta do Terceiro Setor, demonstra o interesse crescente de gestores, investidores, doadores e estudantes sobre a avaliação de impacto e a avaliação de resultados. A transmissão marcou o lançamento do curso online de Avaliação de Projetos, ministrado por Paula Fabiani, na plataforma da Escola Aberta do Terceiro Setor 









































