
Clique aqui: “2018! Ano de mudanças para o País e, quem sabe, na direção de um Brasil mais justo!” Paula Fabiani, pres. do IDIS
Após dois anos de uma dura recessão, começamos 2018 com perspectiva de recuperação, ainda que lenta. Enquanto a inflação foi reduzida, a taxa de juros segue elevada. Abrimos o ano com a notícia de rebaixamento da nota de crédito soberano do Brasil pela agência internacional de risco Standard&Poor´s, que também tirou o selo de bom pagador de algumas empresas, estados e municípios, mas contamos com o aquecimento do mercado de trabalho formal…. Tudo isso somado à expectativa de uma disputa eleitoral já considerada uma das mais polarizadas do período da História da República.
O caminho a ser percorrido promete muito… Já iniciamos alguns desafios e queremos dividir com vocês, que acreditam na importância da filantropia para o crescimento do Brasil, alguns pontos da nossa agenda:
Advocacy: Fundos Patrimoniais – Após ser aprovado pelo Senado Federal, o Projeto de Lei 16/2015 vai, agora, tramitar na Câmara dos Deputados. Para a Lei passar na Casa Legislativa, será necessário trabalhar junto a parlamentares, lideranças empresariais, gestores, financiadores e doadores. “O cenário de eleições presidenciais pede celeridade de tramitação, o que é muito bom! Não obstante, isso possivelmente exigirá do IDIS e seus parceiros enormes esforços para acertar alguns pontos nas proposições legislativas no primeiro semestre de 2018”, explica a diretora de Projetos do IDIS, Raquel Coimbra. O PL 16/2015 originalmente estabelecia que apenas universidades públicas poderiam ter Fundos Patrimoniais, mas os senadores aprovaram o projeto permitindo a aplicação da Lei a instituições públicas culturais e a associações e fundações. Também ficou definido um incentivo fiscal para pessoas físicas e jurídicas sem ampliar a renúncia fiscal, além da determinação de que os fundos patrimoniais sejam criados em fundações privadas.
Pesquisa sobre o Potencial de Doação da Classe Média – No início deste ano, o IDIS, representante da CAF (Charities Aid Foundation) no Brasil, vai lançar o relatório Perspectivas para a Filantropia Global: o Potencial Transformador da Doação da Classe Média, com um capítulo especial sobre a situação no Brasil. A publicação foi elaborada pela CAF e traz dados sobre o potencial de uma crescente classe média se engajar em doações e fomentar o desenvolvimento de uma sociedade civil local, responsável e dotada de recursos.
Diálogos Transformadores – O evento multimídia criado pela Folha de S. Paulo discute e aponta caminhos para assuntos emergentes da agenda sustentável. Especialistas, empreendedores sociais, representantes de ong´s e filantropos participam do evento transmitido ao vivo, pela Internet. Neste ano, a parceria é com o IDIS e o primeiro Diálogos Transformadores será em março, para debater o tema “Cultura de Doação”.
Campanha Cultura de Doação – Finalizada a etapa de planejamento, onde foram definidos o conceito criativo e o plano de ação, o IDIS vai dar continuidade à Campanha Cultura de Doação. O objetivo é fechar parcerias e lançar a campanha em todo o território nacional. Com o título “Campanha por uma Cultura de Doação – todo mundo tem uma causa, qual é a sua?” o IDIS quer ampliar um movimento para fortalecer e estabelecer um novo patamar para a participação cidadã e a cultura de doação no Brasil. “Somos considerado um povo solidário e com potencial significativo para doar. Com o lançamento da campanha, queremos envolver instituições, cidadãos e organizações em um forte movimento”, defende a diretora de Relações Institucionais, Andrea Wolffenbuttel .
As cem principais companhias negociadas na Bolsa de Valores de Londres, que compõem o índice FTSE 100, doam menos ano a ano. Cerca de 70% delas estão presentes em várias partes do mundo e contribuem com causas sociais dentro e fora do Reino Unido. A conclusão é do estudo divulgado pela britânica CAF (Charities Aid Foundation), representada no Brasil pelo IDIS. Apesar do relatório não trazer dados específicos sobre outros países, o estudo serve com uma espécie de guia para entender as tendências e perspectivas das doações corporativas em escala global. Foram analisados os relatórios anuais e de responsabilidade social de 2009 a 2017, considerando doações em dinheiro, tempo, serviços de gestão e doações em espécie.
A Primeira Infância (0 a 6 anos de idade) é um tema bastante presente nos projetos desenvolvidos pelo IDIS. A partir de uma experiência piloto realizada no estado do Amazonas, em parceria com a Fundação Banco do Brasil e o apoio da Fundação Bernard van Leer, desenvolvemos uma política pública implementada pelo governo estadual (Programa Primeira Infância Ribeirinha) para beneficiar crianças de comunidades às margens do rio Amazonas. E é com o compromisso de apoiar quem acredita e luta por essa causa que compartilhamos mais uma publicação da 
Atendendo a um convite da presidente do IDIS, Paula Fabiani, a diretora executiva da Good2Give, Lisa Grinham, apresentou os resultados e falou sobre os desafios para implantar a plataforma tecnológica que vem encorajando empresas e funcionários a doarem para organizações sociais e contribuindo com o fortalecimento da cultura de doação na Austrália e na Nova Zelândia: a Good2Give.




O mérito do trabalho desenvolvido pelo IDIS e seus diversos parceiros, em 2017, também foi reconhecido por estar entre os quatro finalistas do prêmio ALAS-BID de Inovação na Primeira Infância. Competindo com organizações sociais de todo o mundo, ficamos entre os quatro melhores com um projeto em prol da Primeira Infância no Amazonas. E não podemos deixar de registrar aqui nossos parabéns ao trabalho do vencedor: o também brasileiro “La Casa Incierta”, de Brasília. Seguimos torcendo para que a promoção ao desenvolvimento da primeira infância seja cada vez mais valorizada.
















Todas essas informações e muitas outras foram apresentadas e discutidas, recentemente, no fórum Future of Philanthropy: what role can philanthropists and foundations play in delivering on the global goals for sustainable development?’ (Futuro da Filantropia: qual o papel de filantropos e fundações no cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável?). No encontro, realizado no castelo de Wilton Park, na vizinhança de Londres, lideranças da filantropia de diversos países se reuniram para discutir estratégias do setor, e uma palavra foi constante: mais! “De um modo geral, as conversas giram em torno de assumir mais riscos, colaborar mais, influenciar mais, e buscar novas saídas para o velho modelo baseado em crescimento econômico”, relata a presidente do IDIS, Paula Fabiani, convidada a traçar o perfil do investimento social privado no Brasil.
Por que os bilionários brasileiros são tão resistentes a doar? Essa é a questão levantada por um dos principais jornais do mundo, o prestigiado The Wall Street Journal, que na versão digital já tem 1,27 milhão de assinantes somente nos Estados Unidos. Ao descrever a batalha do empresário Elie Horn, o repórter Jeffrey T. Lewis, com a colaboração da jornalista Luciana Magalhães, cita o IDIS como a organização que está apoiando o filantropo brasileiro a trazer para o País um movimento inspirado no The Giving Pledge, criado por Bill Gates e Warren Buffet.
É também importante recuperar aqui parte do caminho percorrido por aqueles que defendem a criação dos Fundos Patrimoniais como forma de assegurar a sustentabilidade das organizações no longo prazo. A repercussão do debate com lideranças políticas, empresariais, gestores, financiadores e doadores é necessária para mostrar para a sociedade os Fundos Patrimoniais como possibilidade de uma menor dependência dessas organizações em relação aos recursos públicos, proporcionando condições de planejamento e ampliação de atividades tanto no que diz respeito ao alcance quanto à qualidade. 


A sequência de escândalos políticos e financeiros nos últimos anos só fortaleceu a já consolidada descrença dos brasileiros nas instituições. O real impacto disso na cultura de doação do País ainda está por ser avaliado. Mas uma pesquisa realizada pela Charities Aid Foundation, instituição sediada no Reino Unido e representada no Brasil pelo IDIS, revela um cidadão generoso, que gosta de doar. Além da satisfação pessoal (51%), o brasileiro também leva em conta a causa (41%) e a crença de que todos devem ajudar a resolver problemas sociais (40%).
As causas – O apoio a organizações religiosas mostrou-se a mais popular das causas: quase metade (49%) das pessoas contribuíram para ela (o dízimo foi considerado doação pelos pesquisadores). Em seguida vem o apoio a crianças (42%) e a ajuda aos pobres (20%).

A pesquisa Doação Brasil, que revela o que pensa e como se comporta o doador brasileiro (e o não-doador também), foi tema do programa Conexão Futura, do Canal Futura, que discutiu os desafios do Brasil para consolidar uma Cultura de Doação. Você pode acompanhar a entrevista com a diretora de Comunicação do Idis, Andrea Wolffenbuttel, e Beatriz Pantaleão, diretora da Fundação Gol de Letra.
Novo curso – Como fazer uma avaliação de processo, de resultado e de impacto, considerando, também, a avaliação econômica? Como montar um indicador e medir corretamente os resultados? Esse tipo de avaliação ajuda na captação de recursos? Essas questões, levadas ao público que participou do live da Escola Aberta do Terceiro Setor, demonstra o interesse crescente de gestores, investidores, doadores e estudantes sobre a avaliação de impacto e a avaliação de resultados. A transmissão marcou o lançamento do curso online de Avaliação de Projetos, ministrado por Paula Fabiani, na plataforma da Escola Aberta do Terceiro Setor 
























