×

Avaliação de Impacto: novos projetos em 2023

Estudos de Avaliação de Impacto ganham cada vez mais importância entre filantropos e investidores sociais pelo mundo todo. É crescente também a preocupação das organizações em mensurar o impacto de seus projetos e programas e doadores estão interessados em verificar se seus recursos estão alocados em iniciativas que trazem benefícios efetivos à sociedade.

O tema é caro ao IDIS desde sua fundação. Consideramos impacto a mudança social produzida por um programa ou projeto. Enquanto resultados se relacionam com as conquistas concretas, que, em geral, representam o alcance e a amplitude da iniciativa, o impacto pode ter uma natureza mais subjetiva – relacionado à ideia de transformação social. Quando mensuramos o impacto de um programa, ponderamos o quanto este muda a vida das pessoas envolvidas. Ou seja, é uma prática reflexiva que visa buscar evidências para identificar se uma iniciativa tem alcançado as transformações sociais que estabeleceu como objetivos.

Há diversos motivos pelos quais a Avaliação de Impacto é uma ferramenta estratégica valiosa. Ela fornece às organizações dados e evidências que permitem refletir sobre as abordagens adotadas e oferecem suporte para o processo de tomada de decisão. Ademais, torna possível analisar a relação de causalidade entre as intervenções e os impactos percebidos, identificando fatores que são fundamentais para impulsionar as transformações, outros que não contribuem de forma tão direta e, ainda, limitadores e fatores que criam obstáculos. Assim, estudos de Avaliação de Impacto vão muito além da mensuração – permitem também refletir sobre estratégias para potencializar as transformações desejadas. Por fim, estudos avaliativos têm o potencial de fortalecer o diálogo com investidores e com o setor público, auxiliando organizações a manterem um relacionamento transparente com doadores, reivindicarem melhorias nas políticas públicas e negociarem a ampliação de programas sociais efetivos.

Estudos de Avaliação de Impacto não apenas monitoraram resultados, adentram profundamente na relação de causa e efeito entre as atividades de um programa e os desdobramentos na vida das pessoas. Isso pode ser uma atividade complexa, especialmente em programas que trabalham com questões abstratas como empoderamento ou habilidades sociais. Mesmo quando esse tipo de impacto é perceptível, pode ser muito desafiador mensurá-lo e traduzi-lo em termos objetivos e quantitativos.

Nós útlimos anos, a demanda por esse tipo de serviço vem crescendo e nosso time conta hoje com uma equipe de nove profissionais dedicados. Durante 2022, realizamos 38 estudos de avaliação de impacto junto de organizações em todo o Brasil, entre elas Amigos do Bem, Instituto Sicoob Parceiros da Educação, Petrobras e Vale. Confira nossos cases.

Em 2023, já começamos o ano trabalhando com novas organizações:

Fundação ArcelorMittal

Criada em 1988, a Fundação ArcelorMittal desenvolve projetos sociais nos municípios onde as empresas do Grupo estão presentes, beneficiando cerca de 400 mil pessoas por ano. Em 2023, desenvolveremos um projeto de fortalecimento da cultura avaliativa da Fundação ArcelorMittal, estabelecendo estratégias e métodos para aprimorar o acompanhamento de suas iniciativas. Também apoiaremos a organização com a avaliação de um projeto aplicando o protocolo SROI (Social Return on Investment). 

Instituto Baccarelli

O Instituto Baccarelli é uma organização sem fins lucrativos e que oferece atividades de ensino musical, gratuitamente, há mais de 25 anos, para crianças a partir de 4 anos. Atua em três eixos de atuação: social, educacional e cultural. Além disso, formou a primeira orquestra do mundo em uma favela, a Orquestra Sinfônica de Heliópolis.

O projeto de avaliação de impacto considerará o recorte temporal de um ano (2021 ou 2022), tendo como escopo avaliativo as atividades musicais oferecidas a beneficiários da organização. O protocolo SROI (Social Return on Investment) será aplicado. 

 

Lundin Foundation

A Lundin Foundation é uma organização sem fins lucrativos registrada no Canadá, apoiada pelo Lundin Group of Companies, composto por treze empresas de comercialização de recursos naturais comprometidas com práticas ESG. 

 

MAIS SOBRE AVALIAÇÃO DE IMPACTO

Com ampla experiência e tendo a produção de conhecimento como um de nossos pilares de atuação, temos inúmeros materiais disponíveis a quem deseja se aprofundar

Avaliação de Impacto SROI

Acesse aqui.

Para saber mais sobre nossos serviços e falar com a equipe de consultoria, escreva para comunicacao@idis.org.br.

Qual a diferença entre associações, institutos e fundações?

Além dos termos utilizados para designar os tipos de organização e/ou seus títulos jurídicos, algumas outras classificações são comumente utilizadas em referência a entidades do terceiro setor. Entende o que são e a diferença entre associações, institutos e fundações.

Uma Associação é definida por um grupo de pessoas, sem fins lucrativos, unidas em um objetivo comum relacionada a alguma causa socioambiental. Juridicamente, a exigência para o funcionamento de uma associação é a elaboração de um Estatuto Social registrado formalmente em um Cartório de Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas.

O Estatuto Social é um importante documento, que deve refletir efetivamente os objetivos da OSC, sua forma e área de atuação, estrutura de funcionamento, regras de governança, sucessão, limites de responsabilidade patrimonial dos administradores, o modo de constituição do seu patrimônio, forma de prestação de contas, natureza jurídica, enquadramento tributário e se está sujeita ao controle externo de órgãos públicos.

Por sua vez, as Fundações são patrimônios constituídos para beneficiar uma causa. De acordo com o Código Civil, artigo 62, é necessário que o criador da Fundação, antes da sua instituição, especifique formalmente o destino do patrimônio. Elas podem ser criadas por empresas, indivíduos ou pelo poder público. O registro oficial é realizado também pelo Ministério Público.

As Fundações, como é o caso das associações, devem também dar frutos destinados ao desenvolvimento de causas socioambientais de interesse público e possuir, obrigatoriamente, um Estatuto Social.

Por fim, o termo Instituto não é uma classificação oficial, mas uma nomenclatura genérica. A palavra não consta na legislação brasileira e, portanto, não possui um enquadramento jurídico. O termo pode ser utilizado livremente como nome fantasia em qualquer organização do terceiro setor.

Conheça as Associações, Fundações e Institutos com quem o IDIS já trabalhou! 

OSCs, OSCIP e OS: o que são e como se diferenciam?

O terceiro setor é um universo cheio de terminologias e siglas que costumam confundir quem tenta compreender seus significados. Você sabe o que são ONGs, OSCs, OSCIPs e OSs? Qual a diferença entre Associações, Institutos e Fundações? 

Segundo dados da Pesquisa Doação Brasil 2020 sobre hábitos de doação dos brasileiros, apenas 37% dos indivíduos com hábitos regulares doam dinheiro para organizações da sociedade civils. Ao mesmo tempo, o nível de confiança nessas instituições, apesar de crescente, não passa de 60%, segundo dados globais da Edelman Trust Barometer 2022.

Esse artigo vai te situar sobre cada uma das siglas e ajudar você a compreender os diferentes modelos de atuação das organizações que compõem o terceiro setor.  Vamos lá!

 

Contexto histórico das OSCs no Brasil

Em primeiro lugar, é necessário saber quais requisitos uma organização precisa atender para fazer parte do terceiro setor. De forma geral, uma organização de terceiro setor busca gerar mudanças e benefícios no âmbito socioambiental, além de, necessariamente, não pertencerem ao setor público (governo) ou ao setor privado (empresas). 

Uma OSC, sigla para Organização da Sociedade Civil, segundo o glossário do IPEA é definida como um grupo de pessoas, legalmente constituído, que organizam uma entidade sem fins lucrativos e que exerçam atividades de interesse público sem visarem o lucro. A denominação OSC é um sinônimo para o que conhecemos ONG, Organizações Não-Governamentais. A nova denominação veio de um desejo de descrevê-las a partir daquilo que elas são de fato, e não a partir de uma negação – ‘não governamental’. 

As OSCs estão presentes no Brasil mais ou menos desde a década de 1950 e, na época, em um contexto muito único, estavam relacionadas principalmente à igreja e ligadas à educação básica. 

Com o passar dos anos, a quantidade de causas apoiadas pelas OSCs foi aumentando, na medida em que as pessoas compreendiam suas dificuldades e como a sociedade civil se organizava para resolvê-las. Uma ampliação significativa aconteceu a partir do surgimento de entidades de defesa aos direitos humanos, durante a Ditadura Militar no Brasil.

Na década de 1990, a partir de um processo de descentralização de diversos serviços de interesse público, o Brasil tornou-se um campo fértil para estruturação de OSCs, inclusive com incentivos governamentais, resultando em uma expansão considerável do número de organizações desse tipo no país.

O termo OSC foi designado oficialmente pela Lei n° 13.019/2014, o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), principal legislação que define e regulariza a atuação das OSCs no Brasil. Segundo a Lei, uma OSC pode ser definida em três possíveis estruturas:

 

1 – Entidade privada sem fins lucrativos: recebem esta denominação as organizações nas quais não há distribuição entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados, doadores ou terceiros de eventuais resultados, sobras, excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, isenções de qualquer natureza, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, devendo aplicá-los integralmente na consecução do respectivo objeto social, de forma imediata ou por meio da constituição de fundo patrimonial ou fundo de reserva

2 – Sociedades cooperativas: são organizações integradas por pessoas em situação de risco ou vulnerabilidade pessoal ou social; alcançadas por programas e ações de combate à pobreza e de geração de trabalho e renda; voltadas para fomento, educação e capacitação de trabalhadores rurais ou capacitação de agentes de assistência técnica e extensão rural; e as capacitadas para execução de atividades ou de projetos de interesse público e de cunho social

3 – Organizações Religiosas: refere-se a instituições ligadas a uma religião que se dedicam a atividades ou a projetos de interesse público e de cunho social distintas das destinadas a fins exclusivamente religiosos;

 

 

Qual a diferença da OSC para OSCIP e OS?

Diferentes das OSCs, as OSCIPs (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) não são um tipo específico de organização, mas uma qualificação jurídica.

Isso significa, basicamente, que a OSCIP é um título que garante a legalidade de alguns benefícios para as organizações, principalmente a possibilidade de fomentos estatais, além de permitir que as doações realizadas por empresas sejam descontadas no imposto de renda.

De forma geral, as Organizações da Sociedade Civil são as entidades mais aptas para a solicitação do título de OSCIP justamente por seu caráter social e pelo seu papel de desenvolvimento social sustentável que promovem. O processo deve ser requerido no Ministério da Justiça.

Além dos requisitos comuns às OSCs, incluindo a necessidade de não possuir finalidade lucrativa, para se alcançar o título de OSCIP é necessário que a organização, segundo sua lei regulatória, n° 9.790 de 1999:

  • seja pessoa jurídica de direito privado
  • possua mais de três anos de funcionamento e constituição
  • tenha os objetivos sociais e as normas adequadas à lei
  • possua um Conselho Fiscal 

Adquirir o título de OSCIP não é uma obrigação para que as OSCs exerçam seu trabalho no Brasil. Entretanto, a denominação garante algumas possibilidades para a organização, como a instauração de vínculos com o Poder Público por meio de Termos de Parceria, um documento que oficializa um contrato entre o poder público e uma entidade de terceiro setor.

Já as OSs (Organizações Sociais) também são qualificações jurídicas dependentes da aprovação do Poder Público, mas ao contrário das OSCIPs, elas possuem uma função específica para atuação. As entidades qualificadas como OSs podem substituir e absorver as funções de entidades e órgãos extintos pela Administração Pública, em um processo chamado de Publicização.

Para serem classificadas como OS, as organizações precisam possuir um Conselho de Administração, com 20% a 40% de membros do Poder Público. O processo e a qualificação são regulamentadas pela Lei n° 9.637 de 1998.

No Brasil, há inúmeras organizações que atuam como OSs, em inúmeras causas. São exemplos de OS o Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho e o Instituto de Responsabilidade Social Sírio Libânes

 

Qual a diferença entre associações, institutos e fundações?

Além dos termos utilizados para designar os tipos de organização e/ou seus títulos jurídicos, algumas outras classificações são comumente utilizadas em referência a entidades do terceiro setor. 

Uma Associação é definida por um grupo de pessoas, sem fins lucrativos, unidas em um objetivo comum relacionada a alguma causa socioambiental. Juridicamente, a exigência para o funcionamento de uma associação é a elaboração de um Estatuto Social registrado formalmente em um Cartório de Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas.

O Estatuto Social é um importante documento, que deve refletir efetivamente os objetivos da OSC, sua forma e área de atuação, estrutura de funcionamento, regras de governança, sucessão, limites de responsabilidade patrimonial dos administradores, o modo de constituição do seu patrimônio, forma de prestação de contas, natureza jurídica, enquadramento tributário e se está sujeita ao controle externo de órgãos públicos.

Por sua vez, as Fundações são patrimônios constituídos para beneficiar uma causa. De acordo com o Código Civil, artigo 62, é necessário que o criador da Fundação, antes da sua instituição, especifique formalmente o destino do patrimônio. Elas podem ser criadas por empresas, indivíduos ou pelo poder público. O registro oficial é realizado também pelo Ministério Público.

As Fundações, como é o caso das associações, devem também dar frutos destinados ao desenvolvimento de causas socioambientais de interesse público e possuir, obrigatoriamente, um Estatuto Social.

Por fim, o termo Instituto não é uma classificação oficial, mas uma nomenclatura genérica. A palavra não consta na legislação brasileira e, portanto, não possui um enquadramento jurídico. O termo pode ser utilizado livremente como nome fantasia em qualquer organização do terceiro setor. 

Saiba mais:

Se você quiser se aprofundar mais sobre o tema, selecionamos algumas referências:

Conheça as Organizações, Associações e Fundações com quem o IDIS já trabalhou! 

 

Quer saber mais sobre mais sobre Investimento Social Privado e filantropia? Assine nossa newsletter mensal ‘Invista Social’. Basta preencher o formulário abaixo:

Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

BNDES e FBB se juntam para ampliar acesso à saúde no Norte e Nordeste

Texto publicado originalmente pela Agência Brasil em 23/12/2022

A Fundação Banco do Brasil (FBB) aderiu à iniciativa Juntos pela Saúde, organizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cujo objetivo é a ampliação do acesso à saúde pela população nas regiões Norte e Nordeste do país, por meio de investimento em tecnologia e equipamentos, a partir do fortalecimento da atenção primária. As empresas destinarão R$ 70 milhões na ação, sendo R$ 35 milhões cada. Com a adesão da FBB, o total em captações já garantido para a iniciativa alcançou R$ 140 milhões.

A FBB é a segunda parceira a aderir à iniciativa, a primeira foi a Fundação Vale. Lançada em junho, a Juntos pela Saúde é gerida pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), que apoiará organizações de saúde como a Impulso Gov selecionado em outubro. A meta do programa é reunir R$ 200 milhões em recursos não reembolsáveis, dos quais R$ 100 milhões serão aportados pelo BNDES.

A estratégia de captação de recursos tem como base o incentivo a doadores privados por meio do matchfunding (modelo de financiamento coletivo com a participação de uma empresa ou instituição). Ou seja, o BNDES garante aporte do mesmo valor dos demais doadores, dobrando o total disponível para investimento.

Saiba mais detalhes sobre o Juntos Pela Saúde

Fortalecimento do SUS

O diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES, Bruno Aranha, destacou que, no Juntos pela Saúde, serão atendidos os chamados vazios assistenciais, de modo a levar saúde onde ainda há deficiência ou inexistência de atendimento. “Com essa parceria, atingiremos 69% da captação projetada para a iniciativa, cuja meta é atender mais de 2 milhões de pessoas no Norte e Nordeste”.

O presidente do Banco do Brasil e do Conselho Curador da BB, Fausto Ribeiro, apontou que “a ação Juntos pela Saúde vai permitir que comunidades vulneráveis do Norte e Nordeste do país tenham acesso à saúde. E ao fazermos parte desta ação, por intermédio da parceria com a nossa Fundação BB, estamos contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dessas populações”.

A presidente da Fundação BB, Elisângela Zilli, afirmou que a participação na iniciativa Juntos pela Saúde está alinhada ao mais novo programa estruturado da FBB, o Saúde e Bem-estar, que visa a promoção, proteção e recuperação da saúde de pessoas de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social. “Com esta nova ação no eixo da saúde, reafirmamos nossa parceria de longa data com o BNDES em projetos socioambientais que têm contribuído, ao longo desses anos, com o desenvolvimento sustentável do país”.

O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) será o gestor do Juntos Pela Saúde e responderá por diversas atividades que envolvem a gestão dos recursos da iniciativa, com o acompanhamento da execução dos projetos apoiados e divulgação de seus resultados para a sociedade em geral, além da captação de novos apoiadores.

Projetos

Entre os projetos que estão em estruturação para apoio pelo Juntos Pela Saúde estão o ImpulsoPrevine, que visa fortalecer a gestão da saúde dos municípios, a partir do uso de dados para melhorar os indicadores do Programa Previne Brasil, do Ministério da Saúde; e o projeto Ciclo Saúde, da Fundação Vale, que tem como objetivo o fortalecimento da atenção primária, com melhoria da infraestrutura das Unidades Básicas de Saúde que atendem o Sistema Único de Saúde (SUS).

 

 

Filantropia, colaboração e estratégias de longo prazo: perspectivas para o investimento social no Brasil

por Paula Fabiani, CEO do IDIS e Gabriella Bighetti, Diretora Executiva na United Way

A filantropia tem amadurecido no Brasil nos últimos anos. Com um início profundamente assistencialista, hoje conseguimos ver seu poder transformador vivido pelas pessoas em gerações. Isso porque filantropos e doadores – sejam pessoas físicas ou organizações – perceberam que problemas complexos e sistêmicos, demandam soluções colaborativas, estratégicas e de longo prazo.

A pandemia foi um ponto de inflexão nesse caminho de aperfeiçoamento. As colaborações sempre aconteceram, mas, especialmente neste período de crise sanitária, elas ganharam luz e dimensão nunca antes vistas e o investimento social privado obteve um aporte recorde. De acordo com o Monitor das Doações, da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), que acompanhou o aumento das doações de março de 2020 até agosto de 2021, foram doados R$ 7.164.458.094 como resposta à COVID-19. Destes, 85% foram realizados por empresas.

Do ponto de vista da doação individual, também experimentamos mudanças. De acordo com o World Giving Index 2022, ou Ranking Global de Solidariedade, o Brasil passou da posição 54 para a posição 18, entre 119 nações. O levantamento feito pela organização britânica Charities Aid Foundation leva em consideração doações em dinheiro, trabalho voluntário e ajuda a desconhecidos.

Foi nesse momento que, felizmente, a filantropia intensificou a colaboração. Não por coincidência, as últimas edições dos principais eventos brasileiros sobre o tema abordam essa conexão. Foi o caso da 11ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, realizado em São Paulo no fim de setembro, e o Fórum Latino-Americano de Impacto Coletivo, da United Way Brasil (UWB) – organização filantrópica presente em mais de 40 Países -, realizado em outubro. Ambos trouxeram a mesma premissa: juntos vamos mais longe.

A tendência vai além da nossa região, ela é pauta em todo o mundo. Em novembro, o Global Philanthropy Forum 2022, que acontece desde 2013 nos Estados Unidos, trouxe também a colaboração como tema principal do seu encontro. “Shifting Power, Collective Action” ou, em tradução livre, “Mudando o poder, Ação Coletiva” foi a agenda da vez.

A partir da união entre filantropia e colaboração chegamos, enfim, ao que chamamos de filantropia transformadora – provando que uma doação pontual ou doações feitas ao longo de um ano, por exemplo, não promovem transformações consistentes. Não tem outra maneira de resolver problemas complexos como os do Brasil – desigualdade social, racismo estrutural e outras questões sistêmicas – sem uma forte atuação em rede e de forma perene. Por isso, a UWB acredita tanto na força do impacto coletivo e difunde a atuação a partir desta metodologia. Criada em Stanford pelos pesquisadores John Kania e Mark Kramer e divulgada em um artigo publicado em 2011 no Stanford Social Innovation Review, é uma abordagem em que um grupo de atores importantes, de diferentes setores, que têm compromissos de longo prazo com uma agenda comum, trabalha junto para resolver um problema social específico com escala.

A metodologia ainda é pouco conhecida na América Latina. Ela pressupõe também que é necessário ouvir e incluir os atores que figuram nas pontas dos processos. Afinal, eles detém o conhecimento das necessidades reais da comunidade, do território e têm uma capacidade ímpar de garantir a implementação de ações e projetos com agilidade. No Brasil, o GOYN SP (Global Opportunity Youth Network São Paulo) coloca em prática a metodologia, conectando jovens, empresas e outras organizações em prol da inclusão produtiva. Atuando na capital paulista, possui em sua rede 80 organizações como Itaú Educação e Trabalho, Instituto Coca-Cola Brasil, Fundação Tide Setubal, Fundação Arymax, Secretaria Municipal de Juventudes e PepsiCo e, só em 2022, impactou mais de 8 mil jovens das periferias.

Embora seja possível apontar os visíveis avanços e os olhares mais atentos à temática da filantropia, há ainda muitos desafios pela frente. É possível reconhecer que houve uma mudança na cultura das organizações, que estão se tornando mais criteriosas em relação à importância de avaliar o impacto de projetos, mas ainda enfrentam muitos desafios na hora de comprovar que os investimentos realizados estão gerando as transformações desejadas.

No IDIS, entre 2019 e 2020, foram realizadas sete consultorias dessa natureza. No biênio 2021-22, esse número saltou para 54, em sua maioria com a aplicação do protocolo SROI – ‘Social Return on Investment’, ou Retorno Social sobre Investimento. Esse processo gera uma agenda propositiva a investidores sociais e projetos, pois ao mesmo tempo em que identifica o sucesso das suas ações, aponta sugestões de melhoria, unindo investidores e beneficiários. Por tudo isso, a perspectiva de futuro para o investimento social privado no Brasil é otimista, mas só seguirá evoluindo de forma consistente se não esquecer a colaboração e as estratégias de longo prazo pelo caminho. Vamos desafiar o ditado e mostrar que juntos é possível ir longe e ainda mais rápido!

Artigo originalmente publicado na Folha de S.Paulo.

Retrospectiva 2022: crescimento e colaboração

“Nunca avançamos tanto, e em tão pouco tempo. A mobilização causada pela pandemia mostrou a potência da colaboração.” Este foi o mote do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2022 e podemos dizer que ele também nos guiou dia a dia. Trabalhamos juntos, a volta dos encontros presenciais potencializou as conexões e chegamos ainda mais longe. 

Escrevo essa retrospectiva com um enorme orgulho e sentimento de gratidão a todos que estiveram conosco. E se me permitem a liberdade, começo pelo fim: em dezembro fomos reconhecidos como a melhor ONG de filantropia do Brasil, resultado da energia, competência e dedicação de cada um.  

Neste ano, nosso time de consultoria concluiu 53 projetos, com focos diversos como planejamento estratégico, estruturação de fundos patrimoniais e gestão da doação. Entre os destaques, 38 avaliações de impacto de projetos para organizações como Amigos do Bem, Petrobras e Vale, reforçando a tendência de valorização desta prática.  A qualidade das entregas foi refletida nas avaliações dos clientes e encerramos o ano com uma conquista que marcará nossa história: seremos o parceiro gestor do BNDES no programa Juntos pela Saúde, que destinará R$200 milhões para fortalecer o sistema único de saúde nas regiões Norte e Nordeste.  

Avançamos em nossos projetos de impacto, contribuindo para fortalecer o ecossistema filantrópico, inspirar a ação, estimular o diálogo e influenciar políticas públicas. Por meio do programa Transformando Territórios, estamos trabalhando diretamente com 13 institutos e fundações comunitárias em todo o Brasil, e realizamos o 1º Seminário homônimo ao projeto, reunindo doadores, lideranças comunitárias e pessoas interessadas em conhecer melhor o conceito. 

Em parceria com o Instituto MOL, o teste Descubra Sua Causa, originalmente lançado em 2018 pelo IDIS, ganhou uma nova identidade visual e novas funcionalidades para seguir fortalecendo a cultura de doação no país. 

À frente da Coalizão pelos Fundos Filantrópicos, investimos na produção de conhecimento sobre endowments, com artigos e lançamento de duas publicações com dados inéditos: o Panorama dos Fundos Patrimoniais no Brasil, e o Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais 2021. 

O investimento na produção e disseminação de conhecimento em outros temas também foi significativo. Lançamos a primeira edição do Perspectivas da Filantropia no Brasil, coordenamos a realização da Pesquisa Voluntariado no Brasil 2021, nosso Fórum aconteceu pela primeira vez em formato híbrido, com mais de 1.000 participantes, e, nos aprofundamos nos debates sobre ESG, com a produção de artigos, notas técnicas e do Seminário ‘ESG e o Investimento Social Privado’. Conectados com o mundo, levamos novamente uma delegação ao Global Philanthropy Forum. Ao longo do ano, lançamos 36 produtos de conhecimento e tivemos mais de 2.600 participantes em eventos realizados pelo IDIS!

Confira abaixo nosso produtos de conhecimento ao longo desse ano. 

Estas são algumas das histórias que marcaram este ano e há muitas outras a serem contadas, mas que deixarei para nosso relatório de atividades! 

 

QueriIDIS, conselheiros, parceiros, apoiadores, familiares: obrigada por tudo. E que em 2023 possamos seguir caminhando e sonhando juntos, contribuindo para melhorar a vida das pessoas neste país que tanto amamos .

Paula Fabiani, CEO do IDIS

Iniciativa do ICE para investimento em startups de impacto social é destaque na Folha de São Paulo

Investir em startups sociais em seus estágios iniciais pode ser um bom caminho para contribuir com a geração de impacto socioambiental. A iniciativa foi realizado pelo Instituto de Cidadania Empresarial (ICE), em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e, entre 2017 e 2018, alocou 2,8 milhões em 16 startups, responsáveis por atender a diferentes causas no setor. 

Segundo Beto Secretas, consultor sênior do ICE, em entrevista concedida à Folha de São Paulo, ao final do processo, pelo menos 12 das startups que receberam o dinheiro se manterão ativas e gerando impacto na ponta.

Uma avaliação de impacto realizada pelo IDIS sobre essa iniciativa (veja o case) constatou que “mesmo nos empreendimentos em que o valor aportado era suficiente para cobrir apenas poucos meses de despesas operacionais, o financiamento foi essencial para superar o conhecido ‘vale da morte’ das startups”.

Clique aqui para conferir a notícia na íntegra.

 

Avaliação de Impacto SROIAcesse mais conteúdos nesta temática produzidos pelo IDIS aqui.

Caso queira saber mais sobre Avaliação de Impacto e SROI ou queira conhecer nossos serviços, envie um e-mail para comunicacao@idis.org.br.

Saiba como doar para Institutos e Fundações Comunitárias

Institutos e Fundações comunitárias são associações que atuam em um território geográfico delimitado, seja este um bairro, cidade ou região, com visão de longo prazo e buscando o impacto sistêmico para o desenvolvimento dessa região. 

O objetivo é promover a interlocução entre as organizações e iniciativas sociais com os doadores, sociedade civil e poder público.

No Brasil, o IDIS, em parceria com a Charles Stewart Mott Foundation, realiza o programa Transformando Territórios que apoia o fortalecimento e a criação de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil. 

Sabia que você pode ajudar algumas das organizações participantes com doações?

Saiba mais sobre o Transformando Territórios.

Conheça algumas das organizações participantes do Transformando Territórios e doe!

 

BAHIA

Tabôa Fortalecimento Comunitário - Civic & Social Organization - Overview, Competitors, and Employees | Apollo.ioTabôaAtua na região de Serra Grande, município de Uruçuca, Sul da Bahia, fortalecendo a comunidade pelo acesso a conhecimentos, recursos financeiros e estímulo à cooperação, para que pessoas, negócios e organizações sejam sustentáveis. A atividade é realizada a partir do fomento de iniciativas de base comunitária e empreendimentos socioeconômicos.

 

MARANHÃO

Fundação Baixada – Fundação Comunitária da Baixada MaranhenseInstituto Baixada Atua na criação de condições materiais para realização de transformações em comunidades vulneráveis da Baixada Maranhense, via captação de recursos, fortalecimento de organizações comunitárias e doações.

ESPÍRITO SANTO

Home | Fundaes - Federação das Fundações e Associações do ...

FUNDAES (Federação do Terceiro Setor do Estado do Espírito Santo) Congrega as entidades do Terceiro Setor Capixaba, e representa as suas filiadas, buscando uma profissionalização do setor no estado

 

 

RIO DE JANEIRO

Rede de Organizações do BemRede de Organizações do Bem – A Rede de Organizações do Bem iniciou suas atividades em 2012, atuando no financiamento de projetos, investindo na formação e apoio das organizações na região metropolitana do Rio de Janeiro e realizando um levantamento das OSCs do território. Desde então, a Rede tem se especializado na realização de editais para micro apoios financeiros e formações.

SÃO PAULO

Fundação ABHFundação ABH Tem o papel de potencializar a atuação de iniciativas sociais, como coletivos, movimentos, organizações e lideranças comunitárias na periferia sul da cidade de São Paulo por meio de investimentos financeiros, geração de conhecimento e formação de redes. 

 

FEAV: Fórum das Entidades Assistenciais de Valinhos Formado por um grupo de entidades assistenciais da cidade de Valinhos no interior de São Paulo, visa o engajamento, consenso e a troca de experiência com a sociedade. A partir do conhecimento gerado nesta troca, a FEAV busca fortalecer a representatividade dos desejos populares junto ao poder público.

 

 

Fundação FEAC » Empoderamos pessoas - Impulsionamos organizações - Potencializamos territórios

Fundação FEAC – Tem como missão a promoção humana, a assistência e o bem-estar social, com prioridade à criança e ao adolescente, em Campinas. Para alcançar esses objetivos, concentra sua ação socioeducativa em três dimensões: empoderamento de populações vulneráveis, potencialização de territórios e impulsionamento de empresas, causas e pessoas.

 

SANTA CATARINA

Home - ICOM - Instituto Comunitário da Grande FlorianópolisICOM: Instituto Comunitário Grande Florianópolis Apoia empresas e indivíduos para que possam fazer investimentos sociais e doações com alto impacto social. Ao mesmo tempo, auxilia organizações da sociedade civil a terem uma gestão mais eficiente e a servirem como canais de participação dos cidadãos para melhorarem a qualidade de vida na Grande Florianópolis e em Santa Catarina.

Programa de Estágios do IDIS promove desenvolvimento de jovens no terceiro setor

Inscrições devem ser realizadas até 7 de novembro, para início do estágio em 1º de fevereiro de 2023

Organização com mais de 20 anos de história, o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social busca estagiários para integrarem sua equipe em diferentes áreas. Por meio de experiência prática, os jovens poderão aprender e se desenvolver em temas relacionados ao investimento social privado, cultura de doação e terceiro setor. Em suas atividades, apoiarão o direcionamento adequado de doações realizadas por empresas, famílias e organizações da sociedade civil (OSCs), contribuindo para diferentes causas e para impacto social positivo.

Nesta seleção, os estagiários atuarão em projetos relacionados a:

  • Consultoria em Projetos (veja os requisitos aqui) – 7 vagas
  • Administrativo-financeiro (veja requisitos aqui)- 1 vaga
  • Captação de recursos (veja requisitos aqui)- 1 vaga
  • Comunicação (veja requisitos aqui) – 1 vaga

Ao todo, serão selecionadas 10 pessoas 

Os estagiários são responsáveis por dar suporte à execução das atividades conduzidas e apoiadas pelo IDIS, garantindo cumprimento de prazos, qualidade nos produtos desenvolvidos e serviços prestados. Leia com atenção as instruções sobre o processo de seleção e os requisitos para participação.

Inscreva-se pelo 99jobs.

ETAPAS E DATAS IMPORTANTES:


Inscrições: 14/10 a 5/11

O envio de currículos deve ser feito de forma online, na plataforma 99Jobs, quando os candidatos serão solicitados também a fazer testes de habilidades específicas. Inscreva-se.

Apresentação sobre o IDIS (online): 9/11 às 17h e 10/11 às 11h

Neste encontro com uma hora de duração, os gestores do IDIS apresentarão a organização e poderão tirar dúvidas sobre a atuação dos estagiários. A participação é obrigatória.

Dinâmicas de grupo (presencial): de 14 a 25/11

Nesta etapa queremos identificar as habilidades e competências dos interessados a partir de um exercício prático. Haverá opções de horário no período da manhã e da tarde. A atividade tem duração prevista de 4 horas.

Entrevista com gestores: 28/11 a 09/12

É chegada a hora de conversar com os potenciais gestores. Os candidatos terão a possibilidade de contar mais sobre si e suas expectativas em relação ao estágio.

Retorno para os candidatos + processo admissional: a partir de 12/12

O processo chegou ao fim! Todos os candidatos que chegaram até esta etapa serão contatados e orientados sobre os próximos passos.

Previsão de início: 1/2/23

BENEFÍCIOS

Bolsa estágio, vale-transporte, vale-alimentação, folga no dia de aniversário, credencial plena do Sesc.

LOCALIZAÇÃO

São Paulo – SP (próximo à estação Pinheiros do metrô e trem)

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimento, consultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a cocriação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

 

Para concluir projeto de avaliação, IDIS visita unidades do Amigos do Bem

Em viagem ao sertão nordestino, Paula Fabiani, CEO do IDIS, e Felipe Insunza Groba, gerente de projetos da instituição, visitaram as unidades da ONG Amigos do Bem do Vale do Catimbau, em Buíque-PE, e de Agrovila, em Mauriti-CE.

A visita é uma etapa do processo de avaliação SROI (Social Return on Investiment) ou Retorno Social Sobre Investimento, protocolo que propõe uma análise comparativa entre o valor dos recursos investidos em um projeto ou programa e o retorno social gerado para a sociedade com essa iniciativa.

Conheça mais sobre a metodologia aqui.

Amigos do Bem é uma instituição social, que atua há 29 anos no sertão nordestino, nas frentes de saúde, educação, trabalho e renda, moradia e acesso à água potável, rompendo o ciclo de fome e de miséria que assolam a região. A OSC atende mensalmente 150 mil pessoas em Inajá e Catimbau (PE), Mauriti (CE) e São José da Tapera (AL). Para que este negócio de impacto social funcione plenamente, a OSC conta com 10.600 voluntários, distribuídos entre São Paulo e o sertão.

Desde 2020, o IDIS vem trabalhando com a organização e neste ano pôde, por fim, visitar algumas das instalações e acompanhar na prática o trabalho realizado pelos Amigos do Bem. Dentre as suas iniciativas no campo da Educação, além da adoção de escolas públicas locais estão os Centros de Transformação, que possuem uma excelente estrutura física e oferecem atividades de contraturno escolar nos âmbitos cultural, esportivo e de apoio escolar para crianças, adolescentes e jovens da região.

Outras instalações visitadas, como as fábricas de castanha de caju, doces e costura, são importantes iniciativas de geração de renda, espaços que garantem uma estabilidade financeira cada vez maior para os moradores, contribuindo também para a sustentabilidade da organização e de seus impactos. Os Amigos do Bem também são responsáveis por parte importante das estruturas de coleta e distribuição de água nos territórios, com a construção de poços, cisternas e distribuição de caixas d’ água. Mais de 1.2 bilhão de litros de água são distribuídos por ano.

O IDIS conversou com beneficiários, equipe, membros da Governança e voluntários dos Amigos do Bem. “É notável o engajamento e comprometimento de todas as partes envolvidas no projeto, fator essencial para seu sucesso”, comentou Paula Fabiani.

A prática de avaliação de impacto tem sido cada vez mais incorporada por empresas e organizações sociais. No IDIS, é nítido o crescimento da demanda pelo serviço, com XX projetos avaliados apenas neste ano. Entre os clientes, já trabalhamos com organizações como Doutores da Alegria, Gerando Falcões, Parceiros da Educação, Petrobras, Sesc, entre outras.

Para comemorar Dia Nacional da Filantropia, IDIS prepara Playlist de vídeos de entrevistas como importantes nomes do setor

No dia 20 de outubro é comemorado o Dia Nacional da Filantropia, uma data de celebração e lembrança sobre a importância da conscientização da filantropia e de práticas de voluntariado para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil. 

Para celebrar a data, o IDIS preparou uma playlist de vídeos das sessõesEm conversa com…”, tradicional momento do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais que reúne grandes nomes do setor brasileiro e internacional para conversas profundas sobre a filantropia no Brasil e no mundo.

Nas entrevistas, os palestrantes compartilham suas percepções sobre tendências do investimento social privado com base em suas experiências práticas como filantropos, investidores sociais e pessoas ativas no setor.

A sessão já recebeu figuras como Elie Horn, Presidente do Conselho do Instituto Cyrela; Henry Timms, CEO da 92Y e criador do Dia de Doar; Marina Feffer, membro do conselho da Fundação Arymax; Luiz Fernando Figueiredo, fundadora da Fefig; Antônio Carlos Pipponzi, filantropo e presidente do conselho do Instituto ACP; Jayme Garfinkel, filantropo e ex-presidente da Porto Seguro e, na última edição, Sonali Patel, sócia da Bridgespan Group.

Confira todos os vídeos aqui.

Paula Fabiani, CEO do IDIS, e Sonali Patel, sócia da Bridgespan Group, na sessão “Em conversa com…” do Fórum de Filantropos e Investidores Sociais 2022. Foto: Andre Porto

Veja as fotos da 11° edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais

Aconteceu no dia 15 de setembro, em São Paulo, a 11ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais. Promovido pelo IDIS , o evento que busca acelerar soluções fomentar a prática de investimento social no país.

As conversas abordaram temas como ESG, transformação territorial, avaliação de impacto, fundos patrimoniais e muito mais, sempre sob a ótica da COLABORAÇÃO!

Confira algumas das imagens registradas ao longo do dia:

ENTRADA E CREDENCIAMENTO

 

Abertura

 

Sozinho se vai rápido. Juntos se vai longe e ainda mais rápido

 

ESG: empresas colaborando contra a desigualdade

 

Empreendedores Sociais Folha

 

Territórios potentes: caminhos para transformação local

 

Cultura Avaliativa: gestão estratégica para impacto positivo

 

Almoço temático

 

Sessão dinâmica

Em conversa com…

 

O que a floresta me ensinou

Metodologias e redes para o fortalecimento da filantropia

Plataformas amplificando impacto

FUndos filantrópicos: colaboração multissetorial

desafios e perspectivas para a filantropia sob a ótica da colaboração

encerramento

Sonali Patel, participante do Fórum IDIS, é destaque no Valor

Com o crescimento do interesse de investidores sociais pela agenda climática, o Brasil se tornou um campo fértil para o desenvolvimento da filantropia. Essa é a percepção defendida por Sonali Patel, sócia da Bridgespan, em uma entrevista concedida ao jornal Valor Econômico. Ela esteve no Brasil recentemente para a 11° edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo IDIS, participando da sessão “Em conversa com..”, e aproveitou para conhecer mais sobre a realidade brasileira.

“Vejo um interesse crescente por parte dos doadores e creio que esta é ‘a’ questão mais importante relativa à igualdade de nosso tempo (…) As pessoas menos responsáveis pela mudança climática são as mais afetadas por ela. Por isso o tema é cada vez mais importante para muitos filantropos”, afirmou Sonali.

Na entrevista, ela também comentou sobre a atuação do Bridgespan Group. O grupo foi responsável por intermediar a doação de USD 17 milhões da Mackenzie Scott a 19 organizações brasileiras como Gerando Falcões, Instituto Sou da Paz e BrazilFoudantion.

Clique aqui para conferir a entrevista na íntegra.

IDIS é finalista em seleção pública para Parceiro Gestor em programa do BNDES

O IDIS é um dos três finalistas da seleção pública promovida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para definição de um parceiro gestor do Juntos Pela Saúde – iniciativa que busca ampliar, melhorar e impulsionar o acesso aos investimentos para a indústria da saúde no Brasil.

O parceiro gestor escolhido será responsável por selecionar, monitorar a execução e prestar contas dos projetos de saúde que irão compor a iniciativa. Todas as propostas do programa devem estar diretamente relacionadas a ações e serviços públicos de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Serão atendidos municípios do Brasil, cujos indicadores de saúde demonstram onde há mais carência como por exemplo em cidades em que o número inferior ao de 1 médico para cada 1 mil habitantes. 

O investimento inicial do BNDES no Juntos pela Saúde será de até R$100 milhões para um período inicial de quatro anos. A iniciativa é caracterizada como um matchfunding, ou seja, para cada valor investido por alguma instituição apoiadora, o BNDES investe o mesmo valor, dobrando o aporte.

Já a seleção para parceiro gestor consiste em 4 etapas: eliminatória, classificatória preliminar, apresentação oral e classificatória final. O IDIS foi aprovado nas duas primeiras fases, e agora aguarda os resultados finais, após a realização da sustentação oral que aconteceu na última semana, na sede física do BNDES no Rio de Janeiro. A divulgação do resultado está prevista para o dia 10 de outubro.

A proposta aplicada foi desenvolvida pelo time de prospecção e parcerias do IDIS, com apoio de João Abreu, especialista em saúde e co-fundador da Impulso Gov, e Aldo Labaki, consultor associado especialista em projetos de altíssima complexidade.