×

Publicações do IDIS são selecionadas para integrarem Biblioteca do Congresso Americano

A Pesquisa Doação Brasil e o Panorama de Fundos Patrimoniais, livros desenvolvidos pelo IDIS foram selecionados para integrarem a Biblioteca do Congresso Americano. Os materiais foram publicados em 2020 e 2022, respectivamente.

A entidade é a maior biblioteca do mundo, possuindo uma coleção com milhões de livros, filmes e vídeos, áudios, fotos, jornais, mapas e manuscritos. A Biblioteca do Congresso Americano está localizada em três edifícios em Washington D.C e é a instituição cultural mais antiga dos Estados Unidos.

O IDIS está presente no acervo da Biblioteca desde 2020, quando enviamos as cópias dos livros IDIS: 20 anos acreditando na força do Investimento Social Privado e Fundos Patrimoniais Filantrópicos – Sustentabilidade para causas e organizações.

O que são ODS e o que eles têm a ver com impacto social

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ou ODS, essa sigla soa conhecida para você? Saberia explicar o que ela representa para o mundo e para a sociedade? Pois bem, vamos lá: em 2015, a Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), composta por 193 Estados-membros da ONU definiu metas mundiais para que ‘ninguém no mundo fosse deixado para trás’. 

Partindo de quatro principais dimensões: social, ambiental, econômica e institucional, os ODS defendem que é necessário levar o mundo a um caminho sustentável com medidas transformadoras. Assim, foram definidos  17 objetivos e 169 metas globais interconectadas, a serem atingidos até 2030 – a , como ficou conhecida, “Agenda 2030”.   

Na Agenda estão previstas ações nas áreas de erradicação da pobreza, segurança alimentar, agricultura, saúde, educação, igualdade de gênero, redução das desigualdades, e tantas outras temáticas. Há questões que dependem da ação de  governos  e grandes empresas globais, mas há recomendações também mais específicas, com um olhar voltado  às comunidades e especificidades de cada local do mundo.

Como surgiram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável?

Para responder a essa questão, precisamos primeiramente contextualizar a Agenda 2030. Ela  surgiu de um processo global participativo de mais de dois anos, iniciado em 2013 e coordenado pela ONU, no qual governos, sociedade civil, iniciativa privada e instituições de pesquisa contribuíram através da Plataforma ‘My World’. 

Sua implementação teve início em janeiro de 2016, dando continuidade à Agenda de Desenvolvimento do Milênio (2000-2015). Para atingir objetivos tão ousados, o plano de ação foi pensado em quatro frentes principais:

  • A primeira foi a construção de uma declaração, onde foi documentada a visão, os princípios e os compromissos da Agenda 2030. De acordo com a própria ONU “a visão é ambiciosa e transformadora, porque prevê um mundo livre dos problemas atuais, como pobreza, miséria, fome, doença, violência, desigualdades, desemprego, degradação ambiental, esgotamento dos recursos naturais, entre outros.”
  • O segundo passo, foi a criação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Esses 17, citados anteriormente neste artigo, abrangendo as dimensões ambiental, econômica e social do desenvolvimento sustentável.

Até aqui, parece semelhante ao que se espera de ações de impacto social positivo por parte dos diferentes atores sociais, não? Seguindo:

O terceiro passo do plano foca no acompanhamento e avaliação da Agenda 2030, “fundamentais para a sua implementação e deverão ser feitos sistematicamente nos níveis global, regional e nacional”, de acordo com o documento. Por fim, o quarto ponto prevê a implementação desses objetivos e, para tal, definiu metas que tratam dos meios necessários para a execução da Agenda. Coincidentemente, são os mesmos previstos no Objetivo 17, dos ODS.

Saiba mais: como medir o impacto de projetos socioambientais?

Quais são os ODS?

De acordo com a descrição da ONU sobre o objetivo principal de cada ODS, ele são: 

01 – Erradicação da pobreza: acabar com a pobreza em todas as suas formas, em todos os lugares.

02 – Fome zero e agricultura sustentável: acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável.

03 – Saúde e bem-estar: assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todos, em todas as idades.

04 – Educação de qualidade: assegurar a educação inclusiva, equitativa e de qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos.

05 – Igualdade de gênero: alcançar a igualdade de gênero e empoderar todas as mulheres e meninas.

06 – Água limpa e saneamento: garantir disponibilidade e manejo sustentável da água e saneamento para todos.

07 – Energia limpa e acessível: garantir acesso à energia barata, confiável, sustentável e renovável para todos.

08 – Trabalho decente e crescimento econômico: promover o crescimento econômico sustentado, inclusivo e sustentável, emprego pleno e produtivo, e trabalho decente para todos.

09 – Indústria, inovação e infraestrutura: construir infraestrutura resiliente, promover a industrialização inclusiva e sustentável, e fomentar a inovação.

10 – Redução das desigualdades: reduzir as desigualdades dentro dos países e entre eles.

11 – Cidades e comunidades sustentáveis: tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.

12 – Consumo e produção responsáveis: assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis.

13 – Ação contra a mudança global do clima: tomar medidas urgentes para combater a mudança climática e seus impactos.

14 – Vida na água: conservação e uso sustentável dos oceanos, dos mares, e dos recursos marinhos para o desenvolvimento sustentável.

15 – Vida terrestre: proteger, recuperar e promover o uso sustentável dos ecossistemas terrestres, gerir de forma sustentável as florestas, combater a desertificação, deter e reverter a degradação da Terra e deter a perda da biodiversidade.

16 – Paz, justiça e instituições eficazes: promover sociedades pacíficas e inclusivas para o desenvolvimento sustentável, proporcionar o acesso à justiça para todos e construir instituições eficazes, responsáveis e inclusivas em todos os níveis.

17 – Parcerias e meios de implementação: fortalecer os meios de implementação e revitalizar a parceria global para o desenvolvimento sustentável.

Acessando o site dos objetivos de desenvolvimento no Brasil, você ainda consegue acompanhar o andamento do Brasil em cada um desses objetivos. No objetivo 14, por exemplo, que diz respeito à vida na água, o Brasil de 10 indicadores, conseguiu produzir até o momento apenas 1.

Quer saber mais sobre mais sobre Investimento Social Privado e filantropia? Assine nossa newsletter mensal ‘Invista Social’. Basta preencher o formulário abaixo:

Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

ODS e Impacto social, como se relacionam?

Antes de mais nada, é importante conceituar o que estamos considerando como “impacto social”. Do latim impactus, o impacto é o efeito diretamente atribuível a uma ação ou a consequência de determinado esforço para atingir um fim estabelecido.

No contexto de programas, projetos ou investimentos sociais, o impacto é simplesmente o conjunto de mudanças produzidas pela intervenção. Estas mudanças podem ser intencionais e não intencionais, positivas e negativas, diretas e indiretas.

Sendo assim, é importante compreender que o impacto pode ser mais amplo do que os objetivos declarados de uma intervenção ou negócio, o que afeta seu processo de medição e valoração.

O que ocorre é que impactos sociais são muitas vezes subjetivos e difíceis de se mensurar. Essa complexidade representa um grande desafio para projetos e negócios sociais, que, na sua maioria, acabam não tendo seus impactos – suas intervenções, ou mudanças –  avaliados.

Aqui entram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Oficialmente, os ODS não são uma métrica de avaliação e mensuração de impacto social, entretanto eles ajudam empresas, projetos e organizações a criarem um norte para as ações, considerando esses objetivos e indicadores.

No fim do dia, os ODS e o impacto social estão buscando um mesmo fim que é mudar positivamente, de certa forma, a realidade de uma sociedade, melhorando seu dia a dia, vida, sustentabilidade e economia.

Quer aprofundar-se ainda mais no assunto? Leia “Filantropia e os ODS”, Ebook produzido pela Rockfeller Philanthropy Advisors.

Conheça as Perspectivas para a Filantropia no Brasil 2024. Baixe a publicação completa:

Captcha obrigatório

O que é filantropia?

Filantropia é um conceito antigo, cujo significado vem se transformando ao longo dos séculos. A expressão é formada por duas palavras gregas. A primeira é filos, que quer dizer afeição, amor. E a segunda é antropo, que quer dizer homem, humanidade. Portanto, ao pé da letra, filantropia é ‘amor pela humanidade’.

No decorrer do tempo, porém, passamos a entender filantropia como ‘ações realizadas em favor do próximo, ou do bem público’. Talvez você esteja se perguntado: por que não chamamos de filantropo todo mundo que faz doações, que faz trabalho voluntário, que doa bens, enfim, que ajuda os outros?

Porque existe uma diferença entre quem pratica a caridade e quem faz filantropia. As pessoas que praticam a caridade estão buscando aliviar o sofrimento dos outros, enquanto a tendência da filantropia é tentar resolver o problema que está causando o sofrimento.

Conheça aqui as Perspectivas da Filantropia no Brasil 2023

Como solucionar a origem do problema quase sempre exige mais recursos e mais tempo, os ‘chamados’ filantropos costumam ser pessoas com maior poder aquisitivo. Por isso, quando pensamos em filantropos, logo lembramos dos grandes milionários. Um dos maiores exemplos atuais de filantropo é Bill Gates, criador da Microsoft, que destinou mais de 50 bilhões de dólares para a Fundação Bill e Melinda Gates. Antes dele, houve diversos outros, talvez o mais famoso seja John D. Rockefeller, mais conhecido simplesmente como Rockefeller, que construiu sua fortuna na indústria do petróleo, fez vultuosas doações e criou a Fundação Rockefeller.

 

Filantropia no Brasil

Aqui no Brasil também temos grandes filantropos, ainda que não cultivemos o costume de falar muito a respeito. Um deles é Guilherme Leal, fundador da Natura e de diversas organizações sociais que cobrem as várias causas apoiadas por ele. Outro filantropo brasileiro é Jorge Paulo Lemann, um dos sócios da Ambev, que também criou diversas organizações sociais. Mais recentemente, Elie Horn, fundador da construtora Cyrela, tem surgido como um grande filantropo. Ele foi o primeiro brasileiro a assinar o Giving Pledge, uma declaração de que vai doar, em vida, pelo menos metade de sua fortuna. O Giving Pledge é uma iniciativa lançada por Bill Gates e Warren Buffet, em 2010, que convida bilionários a se comprometerem a doar, no mínimo, 50% de suas riquezas antes da morte. Até outubro de 2021, a iniciativa contava com 224 assinaturas.

Estamos falando sobre pessoas, mas também existe a filantropia corporativa. Em 2020, o Banco Itaú doou R$ 1 bilhão para ajudar no combate à pandemia. É menos comum vermos doações realizadas pelas empresas com um caráter exclusivamente espontâneo e humanitário. As companhias costumam fazer doações estratégicas, alinhadas com sua atuação empresarial ou com públicos de interesse. Mas na pandemia também as empresas precisaram mobilizar em ações assistenciais.

 

Filantropia e Caridade: diferenças e semelhanças

De um modo geral, caridade e filantropia formam uma excelente dobradinha. Uma traz o alívio imediato e a outra trabalha para resolver o problema no longo prazo. E sempre foi assim ao longo da história. A primeira entidade filantrópica no Brasil foi a Santa Casa de Misericórdia de Santos, fundada em 1543. Naquela época, a caridade e a filantropia estavam fortemente concentradas na Igreja Católica, e permaneceu desse modo, aqui no Brasil, até o século XX, quando ocorreu a separação da Igreja e do Estado, e o surgimento de associações, sindicatos e partidos para defesa dos interesses da sociedade. Essas entidades foram evoluindo e se transformando. Surgiram as Organizações Não Governamentais, conhecidas como ONGs e, que, hoje em dia, são chamadas de OSCs, ou seja, Organizações da Sociedade Civil.

 

Para que serve a filantropia?

Todas essas instituições não têm fins lucrativos e trabalham para defender os interesses da sociedade em diversos campos, desde Saúde e Educação, até Cultura e Meio Ambiente. Para viver e funcionar, elas contam com as doações dos filantropos, das empresas e, eventualmente, de recursos advindos do governo. De acordo com Censo Gife 2018, as doações filantrópicas de institutos, fundações e empresas totalizaram R$ 3,5 bilhões naquele ano. Mas esse número foi muito mais alto em 2020, quando empresas doaram mais de R$ 6 bilhões apenas para o enfrentamento da pandemia de COVID-19, segundo levantamento feito pelo Monitor das Doações.

O longo período de instabilidade que o Brasil atravessou na última década prejudicou bastante o crescimento da filantropia. Mas a onda de solidariedade e empatia, gerada pela pandemia, pode ter virado esse jogo, mostrando a doadores e filantropos, que a responsabilidade por construir uma sociedade melhor para todos e todas está nas mãos de cada um de nós.

Por Andrea Wolffenbuttel, consultora associada do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social. 

O IDIS promove anualmente o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, um espaço exclusivo para a comunidade filantrópica se reunir, trocar experiências e aprender com seus pares, fortalecendo a filantropia estratégica para a promoção do desenvolvimento da sociedade brasileira.

No evento a discussão sobre filantropia e investimento social é ampliada e agregada com diversas temáticas que tangem a sociedade. Filantropos, especialistas e grandes investidores sociais contribuem com o debate.

Nos acompanhe nas redes sociais, inscreva-se em nossa newsletter e fique por dentro das novidades do universo da filantropia e do investimento social privado. Basta preencher o formulário abaixo:

Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

ESG, RSC e ISP: o que significa e como as siglas se relacionam

Com o mercado atento às métricas de sustentabilidade e impacto socioeconômico das empresas privadas, é importante saber o que cada conceito propõe

Com o avanço da discussão sobre ESG (em português Ambiental, Social e Governança), seus limites e abrangência começam a se definir com mais clareza. Há dúvidas sobre até onde o conceito  influencia e se relaciona com outros que já vimos por aí, como a Responsabilidade Social Corporativa (RSC) e o Investimento Social Privado (ISP), principalmente no que diz respeito às pautas relacionadas ao “S”. 

Nesse artigo, você encontrará definições e conceitos sobre as três siglas e como elas fazem parte de um conceito mais amplo que todos os outros: a Sustentabilidade.

Vamos lá?

Sustentabilidade

A Sustentabilidade é o conceito mais amplo de todos quando se trata de olhar atentamente para as relações socioeconômicas e ambientais entre os diferentes setores (poder público, sociedade civil e iniciativa privada). 

O tema é debatido desde a década de 1960, quando começou a aparecer  a “suspeita” de que a exploração do meio ambiente pela atividade industrial não estava compatível com a finitude dos recursos naturais. As questões sociais e a intervenção humana também não demoraram a entrar na pauta, afinal, a questão da dignidade do homem já era um debate antigo.

A sustentabilidade compreende as relações na sociedade e suas demandas. Indivíduos, empresas, governos e sociedade civil passam a mudar sua mentalidade, visando equilíbrio entre economia, sociedade e meio ambiente. 

Este pensamento, por sua vez, influencia mudanças de comportamento e, no caso das empresas, pautará as prioridades de Responsabilidade Social Corporativa (RSC), Investimento Social Privado (ISP) e, por fim, o tão falado ESG

Um exemplo de sustentabilidade em sentido amplo são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma agenda multisetorial em que todos podem contribuir para o avanço das metas e indicadores estabelecidos.

Fonte: https://www.ufmg.br/espacodoconhecimento/parcerias-e-meios-de-implementacao/

Responsabilidade Social Corporativa e o Investimento Social Privado 

Por sua vez, a RSC e o ISP são conceitos que dizem respeito principalmente às relações sociais, em especial entre a  iniciativa privada e sociedade civil. Se, por um lado, a sustentabilidade surge a partir de uma constatação acerca das relações entre a atividade humana e o ecossistema global, a RSC e o ISP surgem como reflexo de um sistema econômico globalizado, onde a iniciativa privada passa a assumir, de forma organizada e estratégica, pautas socioambientais que antes eram em sua maioria delegadas unicamente ao Estado.

A Responsabilidade Social Corporativa considera a empresa corresponsável pelo contexto socioambiental em que está inserida e sugere a atuação de forma intencional em duas dimensões:

  • Dimensão externa: mitigação dos impactos negativos gerados pela sua atividade principal. Ou seja, a empresa minimiza ou anula os efeitos colaterais externos que a sua atividade gera. Por exemplo, compensar a emissão de gases de efeito estufa de uma fábrica por meio do plantio de árvores. 

Aqui é importante notar que cada empresa possui atividades e efeitos colaterais específicos. Portanto, as ações de responsabilidade social corporativa podem variar de acordo com o tipo de empresa e atividade econômica.

  • Dimensão interna: prevê a busca da empresa por uma relação sustentável com seus colaboradores, fornecedores e clientes. Por exemplo, questões de diversidade e inclusão, saúde mental, remuneração, política de contratação de fornecedores, características do produto, entre outros.

Se por um lado a RSC diz respeito à qualidade da relação da empresa com diversos públicos, pautada por princípios de ética e transparência, o Investimento Social Privado (ISP), diz respeito, especificamente, à relação da empresa com o público ‘comunidade’. Entendemos o ISP como a alocação voluntária e estratégica de recursos privados, sejam eles financeiros, em espécie, humanos, técnicos ou gerenciais para o benefício público. Para promover a transformação social, esse investimento precisa ser feito com planejamento estratégico ancorado em dados, com indicadores pré-definidos, execução cuidadosa, monitoramento dos resultados e avaliação do seu impacto.

Por exemplo, uma empresa que oferece serviços pro bono para organizações sociais; uma empresa de tecnologia que oferece licenças gratuitas de sua plataforma para pessoas em vulnerabilidade social; ou uma empresa que realiza doações financeiras para organizações da sociedade civil implementarem projetos ou se fortalecerem institucionalmente, e assim por diante. 

Qual a relação dos conceitos com ESG? 

Pois bem, no ESG, falamos das relações entre a iniciativa privada e o mercado financeiro. Novamente, com uma economia altamente globalizada e o fluxo de informações cada vez mais dinâmico, vemos o mercado financeiro exercendo cada vez mais influência sobre as decisões corporativas. 

Isso porque investidores institucionais que são compostos por fundos de pensão, soberanos, seguradoras e grandes gestores de fundos, e que representam grande parte do capital alocado em empresas de capital aberto, apresentam uma preocupação com os riscos e geração de valor destes ativos no longo prazo, sobretudo os riscos não financeiros quando falamos de ESG.

Ao mesmo tempo, a maior rapidez de acesso às informações faz com que consumidores e sociedade tomem conhecimento cada vez mais rápido sobre o comportamento das marcas que consomem. Esse é o ponto de virada: o consumidor passa a se atentar às ações socioambientais das empresas antes de consumir. 

E é neste contexto que o posicionamento e as ações socioambientais e de governança das empresas passam a entrar na conta de risco e oportunidade dos investidores.

A agenda  ESG aproxima o  mercado financeiro ao debate sobre  sustentabilidade. Ao mesmo tempo, passa a considerar em suas decisões os riscos que estas pautas podem representar ao valor e à perenidade das empresas.  

Esse movimento faz com que investidores demandem informações precisas e mensuráveis sobre como a marca se posiciona com relação a temas emergentes nos tópicos ambientais, sociais e de governança.

O que é analisado pelos investimentos ESG 

Por se tratar da perspectiva do mercado financeiro sobre questões de sustentabilidade empresarial, o objetivo principal segue sendo a geração de valor. No entanto, os acionistas e financiadores consideram os aspectos não financeiros (como as métricas ESG) como um fator importante na tomada de decisão de investimentos. 

Sendo assim, para que o investimento considere os aspectos ESG, existem dois principais requisitos que a empresa deve cumprir: 

  • Transparência na mensuração de desempenho dos eixos ESG; 
  • Materialidade

Ou seja, todos os dados precisam ser divulgados de acordo com padrões internacionais de transparência empresarial (existem vários, como o GRI, SASB, TCFD, CDSB). Pelo fato destes padrões de relatórios ainda não estarem totalmente consolidados no mercado, atualmente cada empresa escolhe o sistema que mais faz sentido para sua atividade. No Brasil, o sistema mais adotado atualmente é o GRI

Já para a materialidade, é necessário que a avaliação seja bastante fiel ao que ocorre na realidade. É comum que empresas de grande porte contratem agentes externos (as auditorias) justamente para comprovar que determinadas mensurações são reais – ou materiais. E aqui, vale a mesma ideia explicada em RSC, no sentido de cada empresa possuir uma atividade específica e, por sua vez, externalidades (efeitos colaterais) específicas.

Portanto, cada empresa possui questões de materialidade próprias, para medir de fato o que importa considerando sua atividade principal. Por exemplo, uma empresa de mineração priorizará aspectos ambientais em detrimento de questões de inclusão digital, algo que se aplicaria melhor para empresas de tecnologia e mídia social. 

De forma simplificada, o ESG de maneira geral se trata de analisar os riscos não financeiros e geração de valor no longo prazo como a mensuração das práticas de Responsabilidade Social Corporativa e Investimento Social Privado de uma empresa.

Diferença conceitual entre ESG, RSC, ISP e Sustentabilidade

De acordo com as definições apontadas, há diferentes patamares de influência: de forma global, a maior consciência acerca dos temas socioambientais são representados pela Sustentabilidade. Na iniciativa privada, a RSC e o ISP (cada um com suas especificidades) representam a forma como cada empresa endereça os temas socioambientais da sustentabilidade. E o ESG, seria o olhar do mercado financeiro para a forma como os temas socioambientais são encarados pelas empresas.

Para facilitar, preparamos um resumo para compreensão: 

  • Sustentabilidade: em seu sentido amplo, a sustentabilidade significa o desenvolvimento da sociedade, economia e meio ambiente visando atender às necessidades do presente, ao mesmo tempo que não compromete a capacidade das próximas gerações de suprir as próprias necessidades. Trata-se de uma premissa que implica  na tomada de decisão de organizações (empresas, setor público e terceiro setor) e indivíduos.
  • Responsabilidade Social Corporativa: diz respeito aos processos de gestão empresarial, pautados por princípios de ética e transparência, de tal maneira que a torna corresponsável pelo contexto socioambiental em que está inserida.
  • Investimento Social Privado: é a alocação voluntária e estratégica de recursos privados, sejam eles financeiros, em espécie, humanos, técnicos ou gerenciais, para o benefício público. Em outras palavras, pode ser definido de maneira simplificada como: “filantropia com estratégia”.
  • ESG: entendimento pelo mercado financeiro que aspectos não financeiros representam riscos/oportunidades para geração de valor das empresas. Trata-se da avaliação e publicação (report) do desempenho das práticas de sustentabilidade empresarial nos eixos: Governança, Social e Meio Ambiente.

Conheça as frentes de atuação do IDIS.

Não é mais possível ignorar os impactos causados

O ESG surge em um momento em que é inevitável, seja pelo contexto histórico, seja pela amplitude de sua influência, que o tema da Sustentabilidade siga ignorado pelo  mercado financeiro. 

Assim, surgem diversos desafios, e um deles é como traduzir aos investidores as informações adequadas sobre  as práticas de RSC e ISP das empresas. Se o impacto social e sua mensuração tornam-se importantes ao mercado financeiro por meio do ESG, as práticas e o histórico do ISP e da RSC são essenciais para apoiá-lo neste desafio.

Quer saber mais sobre o tema? Acesse a Nota técnica “ESG e o S brasileiro”. 

Avaliação de Impacto: novos projetos em 2023

Estudos de Avaliação de Impacto ganham cada vez mais importância entre filantropos e investidores sociais pelo mundo todo. É crescente também a preocupação das organizações em mensurar o impacto de seus projetos e programas e doadores estão interessados em verificar se seus recursos estão alocados em iniciativas que trazem benefícios efetivos à sociedade.

O tema é caro ao IDIS desde sua fundação. Consideramos impacto a mudança social produzida por um programa ou projeto. Enquanto resultados se relacionam com as conquistas concretas, que, em geral, representam o alcance e a amplitude da iniciativa, o impacto pode ter uma natureza mais subjetiva – relacionado à ideia de transformação social. Quando mensuramos o impacto de um programa, ponderamos o quanto este muda a vida das pessoas envolvidas. Ou seja, é uma prática reflexiva que visa buscar evidências para identificar se uma iniciativa tem alcançado as transformações sociais que estabeleceu como objetivos.

Há diversos motivos pelos quais a Avaliação de Impacto é uma ferramenta estratégica valiosa. Ela fornece às organizações dados e evidências que permitem refletir sobre as abordagens adotadas e oferecem suporte para o processo de tomada de decisão. Ademais, torna possível analisar a relação de causalidade entre as intervenções e os impactos percebidos, identificando fatores que são fundamentais para impulsionar as transformações, outros que não contribuem de forma tão direta e, ainda, limitadores e fatores que criam obstáculos. Assim, estudos de Avaliação de Impacto vão muito além da mensuração – permitem também refletir sobre estratégias para potencializar as transformações desejadas. Por fim, estudos avaliativos têm o potencial de fortalecer o diálogo com investidores e com o setor público, auxiliando organizações a manterem um relacionamento transparente com doadores, reivindicarem melhorias nas políticas públicas e negociarem a ampliação de programas sociais efetivos.

Estudos de Avaliação de Impacto não apenas monitoraram resultados, adentram profundamente na relação de causa e efeito entre as atividades de um programa e os desdobramentos na vida das pessoas. Isso pode ser uma atividade complexa, especialmente em programas que trabalham com questões abstratas como empoderamento ou habilidades sociais. Mesmo quando esse tipo de impacto é perceptível, pode ser muito desafiador mensurá-lo e traduzi-lo em termos objetivos e quantitativos.

Nós útlimos anos, a demanda por esse tipo de serviço vem crescendo e nosso time conta hoje com uma equipe de nove profissionais dedicados. Durante 2022, realizamos 38 estudos de avaliação de impacto junto de organizações em todo o Brasil, entre elas Amigos do Bem, Instituto Sicoob Parceiros da Educação, Petrobras e Vale. Confira nossos cases.

Em 2023, já começamos o ano trabalhando com novas organizações:

Fundação ArcelorMittal

Criada em 1988, a Fundação ArcelorMittal desenvolve projetos sociais nos municípios onde as empresas do Grupo estão presentes, beneficiando cerca de 400 mil pessoas por ano. Em 2023, desenvolveremos um projeto de fortalecimento da cultura avaliativa da Fundação ArcelorMittal, estabelecendo estratégias e métodos para aprimorar o acompanhamento de suas iniciativas. Também apoiaremos a organização com a avaliação de um projeto aplicando o protocolo SROI (Social Return on Investment). 

Instituto Baccarelli

O Instituto Baccarelli é uma organização sem fins lucrativos e que oferece atividades de ensino musical, gratuitamente, há mais de 25 anos, para crianças a partir de 4 anos. Atua em três eixos de atuação: social, educacional e cultural. Além disso, formou a primeira orquestra do mundo em uma favela, a Orquestra Sinfônica de Heliópolis.

O projeto de avaliação de impacto considerará o recorte temporal de um ano (2021 ou 2022), tendo como escopo avaliativo as atividades musicais oferecidas a beneficiários da organização. O protocolo SROI (Social Return on Investment) será aplicado. 

 

Lundin Foundation

A Lundin Foundation é uma organização sem fins lucrativos registrada no Canadá, apoiada pelo Lundin Group of Companies, composto por treze empresas de comercialização de recursos naturais comprometidas com práticas ESG. 

 

MAIS SOBRE AVALIAÇÃO DE IMPACTO

Com ampla experiência e tendo a produção de conhecimento como um de nossos pilares de atuação, temos inúmeros materiais disponíveis a quem deseja se aprofundar

Avaliação de Impacto SROI

Acesse aqui.

Para saber mais sobre nossos serviços e falar com a equipe de consultoria, escreva para comunicacao@idis.org.br.

Elaboração de Projetos: O que é e por que realizar?

A elaboração de projetos já foi muito discutida no terceiro setor. No entanto, ainda é uma ferramenta pouco utilizada pela maioria das organizações da sociedade civil. Saiba por que esse instrumento ainda é atual e deve ser realizado de forma coletiva.

“Projeto é um empreendimento planejado que consiste num conjunto de atividades interrelacionadas e coordenadas, com o fim de alcançar objetivos específicos dentro dos limites de tempo e de orçamento dados”.
(APREMAVI, 1999 apud ONU, 1984)

 

 

Um projeto é uma ação organizada. É o resultado obtido ao se “projetar” no papel tudo o que é necessário para o desenvolvimento de um conjunto de atividades: quais são os objetivos, quais os meios para atingi-los, quais os recursos necessários, onde serão obtidos e como serão avaliados os resultados. O projeto social deve responder, de forma positiva, a uma ou mais necessidades implícitas na causa social sobre a qual a organização atua.

A elaboração de um documento do projeto ajuda a sistematizar esse trabalho em etapas a serem cumpridas, a compartilhar a imagem do que se quer alcançar, a identificar as principais deficiências, e a superar e a apontar possíveis falhas durante a execução das atividades previstas.

Quando um projeto é elaborado em grupo, o resultado é mais amplo e profundo do que se alguém o tivesse feito sozinho, pois a troca de ideias no processo gera outras propostas; há aprendizados e uma nova solução pode aparecer. Além disso, nos projetos elaborados de forma participativa, todas as ideias têm permissão para aparecer e são discutidas até se chegar a um consenso. Deste modo, cada participante se apropria do resultado final e tem clareza do que acontecerá, de que maneira e por que será feito da forma previamente discutida. A construção coletiva de um projeto promove o compromisso de todos os participantes, pois se eles ajudaram a idealizá-lo, são também corresponsáveis pelas ideias acordadas.

 

Por que falar em elaboração de projetos?

O tema da elaboração de projetos se disseminou no terceiro setor nos anos 90. Nessa época, as organizações da sociedade civil (OSCs) passaram a criar formas de sobrevivência em um contexto de concorrência por recursos e no qual a profissionalização e as mudanças sociais relevantes são exigidas pelos financiadores. Capacitações e cursos voltados ao planejamento estratégico, elaboração e avaliação de projetos foram criados por consultorias e pelos próprios financiadores. Assim, ferramentas tradicionalmente usadas pelo setor privado passaram a ser adaptadas à realidade das OSCs.

No entanto, o que se percebe atualmente é que uma “elite” de organizações conquistou a profissionalização. Poucas instituições expandiram sua rede de relações com órgãos governamentais e instituições privadas e conquistaram facilidades para acessar recursos. A maioria se manteve distante desse processo, sendo mantidas por meio de formas tradicionais de captação de recursos, como o apoio da comunidade local, realização de bazares, bingos, jantares e festas, além de doações de pessoas físicas.

Esse afastamento da profissionalização não seria ruim não fossem duas questões. Em primeiro lugar, as maneiras tradicionais de captação já não funcionam com tanta eficácia. As comunidades estão menos coesas e os doadores estão mais exigentes. Em uma recente conversa para a prospecção de parceiros para o programa social de um cliente do IDIS, a liderança de uma organização afirmou que a cada ano diminui o número de doadores e que as pessoas não doam mais como antigamente. A organização tem dificuldade de captar novos doadores – o que denota a mudança no perfil dessas pessoas e a forma como eles desejam atuar socialmente.

A captação, portanto, precisa mudar. Suas ferramentas devem ganhar novas roupagens. As organizações, por exemplo, devem comunicar seus resultados com mais freqüência e por meio de recursos mais modernos. Devem utilizar novos canais de comunicação para mais do que pedir recursos, mobilizar e envolver os doadores de formas inovadoras. Os bazares, por sua vez, podem ser modernizados por meio da produção e venda de peças com design contemporâneo, e do engajamento de parceiros como lojas e restaurantes que produzam eventos mais interessantes. Bons projetos também devem ser desenhados e apresentados para serem financiados pelo setor privado ou público.

Em segundo lugar, a aplicação de ferramentas como planejamento estratégico, elaboração e avaliação de projetos contribui para que as OSCs revejam sua forma de atuação, passando do assistencialismo a uma ação mais transformadora e impactante diante das questões sociais. Esses processos geram reflexões sobre o contexto em que a organização atua e sobre o seu papel diante dele, além de fomentar o aparecimento de soluções mais efetivas, que se transformam em escopo do projeto a ser elaborado.

Por isso, ainda que o tema da elaboração de projetos tenha sido exaustivamente trabalhado na área social, é preciso retomá-lo. Diversas organizações, principalmente as de base comunitária, ainda não se beneficiaram dessa ferramenta. Elas tendem a ganhar com essa discussão sobre sua forma de atuar e sobre como conquistar sua sustentabilidade financeira.

CASES DE SUCESSO

O IDIS apoiou o planejamento estratégico do Instituto Avon, Fundação André e Lúcia Maggi – FALM e do Pacto de Promoção da Equidade Racial:

 

Quer saber mais sobre a consultoria e os serviços oferecidos pelo IDIS? Escreva para comunicacao@idis.org.br

 

Qual a diferença entre associações, institutos e fundações?

Além dos termos utilizados para designar os tipos de organização e/ou seus títulos jurídicos, algumas outras classificações são comumente utilizadas em referência a entidades do terceiro setor. Entende o que são e a diferença entre associações, institutos e fundações.

Uma Associação é definida por um grupo de pessoas, sem fins lucrativos, unidas em um objetivo comum relacionada a alguma causa socioambiental. Juridicamente, a exigência para o funcionamento de uma associação é a elaboração de um Estatuto Social registrado formalmente em um Cartório de Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas.

O Estatuto Social é um importante documento, que deve refletir efetivamente os objetivos da OSC, sua forma e área de atuação, estrutura de funcionamento, regras de governança, sucessão, limites de responsabilidade patrimonial dos administradores, o modo de constituição do seu patrimônio, forma de prestação de contas, natureza jurídica, enquadramento tributário e se está sujeita ao controle externo de órgãos públicos.

Por sua vez, as Fundações são patrimônios constituídos para beneficiar uma causa. De acordo com o Código Civil, artigo 62, é necessário que o criador da Fundação, antes da sua instituição, especifique formalmente o destino do patrimônio. Elas podem ser criadas por empresas, indivíduos ou pelo poder público. O registro oficial é realizado também pelo Ministério Público.

As Fundações, como é o caso das associações, devem também dar frutos destinados ao desenvolvimento de causas socioambientais de interesse público e possuir, obrigatoriamente, um Estatuto Social.

Por fim, o termo Instituto não é uma classificação oficial, mas uma nomenclatura genérica. A palavra não consta na legislação brasileira e, portanto, não possui um enquadramento jurídico. O termo pode ser utilizado livremente como nome fantasia em qualquer organização do terceiro setor.

Conheça as Associações, Fundações e Institutos com quem o IDIS já trabalhou! 

OSCs, OSCIP e OS: o que são e como se diferenciam?

O terceiro setor é um universo cheio de terminologias e siglas que costumam confundir quem tenta compreender seus significados. Você sabe o que são ONGs, OSCs, OSCIPs e OSs? Qual a diferença entre Associações, Institutos e Fundações? 

Segundo dados da Pesquisa Doação Brasil 2020 sobre hábitos de doação dos brasileiros, apenas 37% dos indivíduos com hábitos regulares doam dinheiro para organizações da sociedade civils. Ao mesmo tempo, o nível de confiança nessas instituições, apesar de crescente, não passa de 60%, segundo dados globais da Edelman Trust Barometer 2022.

Esse artigo vai te situar sobre cada uma das siglas e ajudar você a compreender os diferentes modelos de atuação das organizações que compõem o terceiro setor.  Vamos lá!

 

Contexto histórico das OSCs no Brasil

Em primeiro lugar, é necessário saber quais requisitos uma organização precisa atender para fazer parte do terceiro setor. De forma geral, uma organização de terceiro setor busca gerar mudanças e benefícios no âmbito socioambiental, além de, necessariamente, não pertencerem ao setor público (governo) ou ao setor privado (empresas). 

Uma OSC, sigla para Organização da Sociedade Civil, segundo o glossário do IPEA é definida como um grupo de pessoas, legalmente constituído, que organizam uma entidade sem fins lucrativos e que exerçam atividades de interesse público sem visarem o lucro. A denominação OSC é um sinônimo para o que conhecemos ONG, Organizações Não-Governamentais. A nova denominação veio de um desejo de descrevê-las a partir daquilo que elas são de fato, e não a partir de uma negação – ‘não governamental’. 

As OSCs estão presentes no Brasil mais ou menos desde a década de 1950 e, na época, em um contexto muito único, estavam relacionadas principalmente à igreja e ligadas à educação básica. 

Com o passar dos anos, a quantidade de causas apoiadas pelas OSCs foi aumentando, na medida em que as pessoas compreendiam suas dificuldades e como a sociedade civil se organizava para resolvê-las. Uma ampliação significativa aconteceu a partir do surgimento de entidades de defesa aos direitos humanos, durante a Ditadura Militar no Brasil.

Na década de 1990, a partir de um processo de descentralização de diversos serviços de interesse público, o Brasil tornou-se um campo fértil para estruturação de OSCs, inclusive com incentivos governamentais, resultando em uma expansão considerável do número de organizações desse tipo no país.

O termo OSC foi designado oficialmente pela Lei n° 13.019/2014, o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC), principal legislação que define e regulariza a atuação das OSCs no Brasil. Segundo a Lei, uma OSC pode ser definida em três possíveis estruturas:

 

1 – Entidade privada sem fins lucrativos: recebem esta denominação as organizações nas quais não há distribuição entre os seus sócios ou associados, conselheiros, diretores, empregados, doadores ou terceiros de eventuais resultados, sobras, excedentes operacionais, brutos ou líquidos, dividendos, isenções de qualquer natureza, participações ou parcelas do seu patrimônio, auferidos mediante o exercício de suas atividades, devendo aplicá-los integralmente na consecução do respectivo objeto social, de forma imediata ou por meio da constituição de fundo patrimonial ou fundo de reserva

2 – Sociedades cooperativas: são organizações integradas por pessoas em situação de risco ou vulnerabilidade pessoal ou social; alcançadas por programas e ações de combate à pobreza e de geração de trabalho e renda; voltadas para fomento, educação e capacitação de trabalhadores rurais ou capacitação de agentes de assistência técnica e extensão rural; e as capacitadas para execução de atividades ou de projetos de interesse público e de cunho social

3 – Organizações Religiosas: refere-se a instituições ligadas a uma religião que se dedicam a atividades ou a projetos de interesse público e de cunho social distintas das destinadas a fins exclusivamente religiosos;

 

 

Qual a diferença da OSC para OSCIP e OS?

Diferentes das OSCs, as OSCIPs (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) não são um tipo específico de organização, mas uma qualificação jurídica.

Isso significa, basicamente, que a OSCIP é um título que garante a legalidade de alguns benefícios para as organizações, principalmente a possibilidade de fomentos estatais, além de permitir que as doações realizadas por empresas sejam descontadas no imposto de renda.

De forma geral, as Organizações da Sociedade Civil são as entidades mais aptas para a solicitação do título de OSCIP justamente por seu caráter social e pelo seu papel de desenvolvimento social sustentável que promovem. O processo deve ser requerido no Ministério da Justiça.

Além dos requisitos comuns às OSCs, incluindo a necessidade de não possuir finalidade lucrativa, para se alcançar o título de OSCIP é necessário que a organização, segundo sua lei regulatória, n° 9.790 de 1999:

  • seja pessoa jurídica de direito privado
  • possua mais de três anos de funcionamento e constituição
  • tenha os objetivos sociais e as normas adequadas à lei
  • possua um Conselho Fiscal 

Adquirir o título de OSCIP não é uma obrigação para que as OSCs exerçam seu trabalho no Brasil. Entretanto, a denominação garante algumas possibilidades para a organização, como a instauração de vínculos com o Poder Público por meio de Termos de Parceria, um documento que oficializa um contrato entre o poder público e uma entidade de terceiro setor.

Já as OSs (Organizações Sociais) também são qualificações jurídicas dependentes da aprovação do Poder Público, mas ao contrário das OSCIPs, elas possuem uma função específica para atuação. As entidades qualificadas como OSs podem substituir e absorver as funções de entidades e órgãos extintos pela Administração Pública, em um processo chamado de Publicização.

Para serem classificadas como OS, as organizações precisam possuir um Conselho de Administração, com 20% a 40% de membros do Poder Público. O processo e a qualificação são regulamentadas pela Lei n° 9.637 de 1998.

No Brasil, há inúmeras organizações que atuam como OSs, em inúmeras causas. São exemplos de OS o Instituto do Câncer Dr. Arnaldo Vieira de Carvalho e o Instituto de Responsabilidade Social Sírio Libânes

 

Qual a diferença entre associações, institutos e fundações?

Além dos termos utilizados para designar os tipos de organização e/ou seus títulos jurídicos, algumas outras classificações são comumente utilizadas em referência a entidades do terceiro setor. 

Uma Associação é definida por um grupo de pessoas, sem fins lucrativos, unidas em um objetivo comum relacionada a alguma causa socioambiental. Juridicamente, a exigência para o funcionamento de uma associação é a elaboração de um Estatuto Social registrado formalmente em um Cartório de Títulos e Documentos e Pessoas Jurídicas.

O Estatuto Social é um importante documento, que deve refletir efetivamente os objetivos da OSC, sua forma e área de atuação, estrutura de funcionamento, regras de governança, sucessão, limites de responsabilidade patrimonial dos administradores, o modo de constituição do seu patrimônio, forma de prestação de contas, natureza jurídica, enquadramento tributário e se está sujeita ao controle externo de órgãos públicos.

Por sua vez, as Fundações são patrimônios constituídos para beneficiar uma causa. De acordo com o Código Civil, artigo 62, é necessário que o criador da Fundação, antes da sua instituição, especifique formalmente o destino do patrimônio. Elas podem ser criadas por empresas, indivíduos ou pelo poder público. O registro oficial é realizado também pelo Ministério Público.

As Fundações, como é o caso das associações, devem também dar frutos destinados ao desenvolvimento de causas socioambientais de interesse público e possuir, obrigatoriamente, um Estatuto Social.

Por fim, o termo Instituto não é uma classificação oficial, mas uma nomenclatura genérica. A palavra não consta na legislação brasileira e, portanto, não possui um enquadramento jurídico. O termo pode ser utilizado livremente como nome fantasia em qualquer organização do terceiro setor. 

Saiba mais:

Se você quiser se aprofundar mais sobre o tema, selecionamos algumas referências:

Conheça as Organizações, Associações e Fundações com quem o IDIS já trabalhou! 

 

Quer saber mais sobre mais sobre Investimento Social Privado e filantropia? Assine nossa newsletter mensal ‘Invista Social’. Basta preencher o formulário abaixo:

Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

BNDES e FBB se juntam para ampliar acesso à saúde no Norte e Nordeste

Texto publicado originalmente pela Agência Brasil em 23/12/2022

A Fundação Banco do Brasil (FBB) aderiu à iniciativa Juntos pela Saúde, organizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), cujo objetivo é a ampliação do acesso à saúde pela população nas regiões Norte e Nordeste do país, por meio de investimento em tecnologia e equipamentos, a partir do fortalecimento da atenção primária. As empresas destinarão R$ 70 milhões na ação, sendo R$ 35 milhões cada. Com a adesão da FBB, o total em captações já garantido para a iniciativa alcançou R$ 140 milhões.

A FBB é a segunda parceira a aderir à iniciativa, a primeira foi a Fundação Vale. Lançada em junho, a Juntos pela Saúde é gerida pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS), que apoiará organizações de saúde como a Impulso Gov selecionado em outubro. A meta do programa é reunir R$ 200 milhões em recursos não reembolsáveis, dos quais R$ 100 milhões serão aportados pelo BNDES.

A estratégia de captação de recursos tem como base o incentivo a doadores privados por meio do matchfunding (modelo de financiamento coletivo com a participação de uma empresa ou instituição). Ou seja, o BNDES garante aporte do mesmo valor dos demais doadores, dobrando o total disponível para investimento.

Saiba mais detalhes sobre o Juntos Pela Saúde

Fortalecimento do SUS

O diretor de Crédito Produtivo e Socioambiental do BNDES, Bruno Aranha, destacou que, no Juntos pela Saúde, serão atendidos os chamados vazios assistenciais, de modo a levar saúde onde ainda há deficiência ou inexistência de atendimento. “Com essa parceria, atingiremos 69% da captação projetada para a iniciativa, cuja meta é atender mais de 2 milhões de pessoas no Norte e Nordeste”.

O presidente do Banco do Brasil e do Conselho Curador da BB, Fausto Ribeiro, apontou que “a ação Juntos pela Saúde vai permitir que comunidades vulneráveis do Norte e Nordeste do país tenham acesso à saúde. E ao fazermos parte desta ação, por intermédio da parceria com a nossa Fundação BB, estamos contribuindo para a melhoria da qualidade de vida dessas populações”.

A presidente da Fundação BB, Elisângela Zilli, afirmou que a participação na iniciativa Juntos pela Saúde está alinhada ao mais novo programa estruturado da FBB, o Saúde e Bem-estar, que visa a promoção, proteção e recuperação da saúde de pessoas de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade social. “Com esta nova ação no eixo da saúde, reafirmamos nossa parceria de longa data com o BNDES em projetos socioambientais que têm contribuído, ao longo desses anos, com o desenvolvimento sustentável do país”.

O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) será o gestor do Juntos Pela Saúde e responderá por diversas atividades que envolvem a gestão dos recursos da iniciativa, com o acompanhamento da execução dos projetos apoiados e divulgação de seus resultados para a sociedade em geral, além da captação de novos apoiadores.

Projetos

Entre os projetos que estão em estruturação para apoio pelo Juntos Pela Saúde estão o ImpulsoPrevine, que visa fortalecer a gestão da saúde dos municípios, a partir do uso de dados para melhorar os indicadores do Programa Previne Brasil, do Ministério da Saúde; e o projeto Ciclo Saúde, da Fundação Vale, que tem como objetivo o fortalecimento da atenção primária, com melhoria da infraestrutura das Unidades Básicas de Saúde que atendem o Sistema Único de Saúde (SUS).

 

 

Vaga para Coordenador(a) Administrativo-Financeiro

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma oportunidade para Coordenador(a) Administrativo-Financeiro. 

A pessoa será responsável por coordenar a área administrativa-financeira, contribuindo para a gestão dos recursos financeiros e as rotinas administrativas da organização, de forma alinhada com os objetivos, políticas e diretrizes do IDIS.

Inscreva-se nessa vaga pelo 99Jobs.

Instrução e Experiência: 

    • Formação superior em Administração de Empresas, Economia, Ciências Contábeis, ou demais cursos correlatos e experiência anterior mínima de 3 (três) anos atuando em área administrativa-financeira.
    • Elaboração e análise de planilhas Excel, incluindo manuseio de bases de dados, elaboração de tabelas dinâmicas e gráficos.

       

    • Elaboração de apresentações com boa apresentação visual, storytelling, clareza e objetividade na transmissão de conteúdos e conclusões.

       

    • Conceitos de contabilidade e gestão financeira.

       

    • Elaboração de contratos e prestação de contas.

       

    • Rotinas administrativas de gestão de organizações sem fins lucrativos é desejável.

       

    • Inglês será considerado como diferencial.

       

    • Conhecimento em ERP Totvs também será considerado como diferencial.

como você atuará

  • Dar suporte aos processos e rotinas da área administrativa financeira, executando as atividades e monitorando os controles e indicadores que garantem a boa gestão dos processos.

     

  • Dar suporte para as decisões da gerência administrativa-financeira em relação à gestão administrativa e financeira, propondo estratégias, ajustes e melhorias, e controles internos.

     

  • Monitorar, gerir e acompanhar os resultados operacionais do IDIS, reportando-os por meio de relatórios gerenciais periódicos que demonstrem a eficácia dos processos, a sustentabilidade do IDIS e alertando para desvios ou riscos não previstos (análise de negócio).

     

  • Acompanhar e gerenciar o relacionamento com fornecedores e prestadores de serviços relacionados à área administrativa-financeira.

     

  • Apoiar a formalização de contratos junto a clientes, fornecedores, funcionários e parceiros do IDIS.

    .

BENEFÍCIOS:

  • Contratação PJ
    Início em janeiro de 2023
    Tipo de trabalho – Híbrido – Combinação de presencial e remoto, com disponibilidade para viajar quando necessário.
    Localização: Rua Pais Leme , 524, Pinheiros SP – São Paulo
    (próximo à estação Pinheiros do metrô e trem)

COMO SE CANDIDATAR

Interessadas (os) devem preencher a candidatura na 99Jobs.

O prazo de inscrição será encerrado em 15 de janeiro de 2023.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos. No formulário, você poderá indicar se você se considera como potencial beneficiário(a).

O IDIS está localizado em São Paulo, próximo à estação Pinheiros do metrô.

Vaga para Assistente de Diretoria

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma oportunidade para Assistente de Diretoria para apoiar a CEO do IDIS.

Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, o IDIS atua junto a empresas, famílias, institutos, fundações e organizações da sociedade civil. Desenvolvemos projetos de impacto, geramos conhecimento ao setor e oferecemos consultoria ao investidor social e às organizações que executam projetos e programas sociais para que tomem decisões estratégicas e ampliem o impacto de suas iniciativas.

Inscreva-se nessa vaga pelo 99Jobs.

Instrução e Experiência: 

    • Conhecimentos intermediários sobre estratégias, políticas e práticas de Investimento Social Privado, Sustentabilidade, Responsabilidade Social Empresarial e Investimento de Impacto.
    • Sistematização e análise de informações qualitativas e quantitativas.

       

    • Elaboração e análise de planilhas Excel, incluindo manuseio de bases de dados, elaboração de tabelas dinâmicas e gráficos. 
    • Elaboração de apresentações com boa apresentação visual, storytelling, clareza e objetividade na transmissão de conteúdos e conclusões. 
    • Conhecimentos intermediários de inglês na linguagem oral e escrita.

como você atuará

  • Controlar a agenda, envolvendo compromissos internos e externos, bem como efetuar follow-up diário de assuntos e pendências em geral, colaborando com a administração do tempo.

     

  • Ser o ponto de contato entre a Diretoria e os diversos públicos de interesse internos e externos, acompanhando e agilizando os assuntos em andamento.
  • Organizar as viagens nacionais e internacionais, cuidando de todos os detalhes envolvidos.

     

  • Elaborar mensagens, relatórios e materiais necessários, e, também, registrar e dar direcionamento as correspondências, assim como gerenciar as ligações telefônicas, permitindo um processo de comunicação eficiente e eficaz.

     

  • Promover um bom relacionamento interpessoal e a integração com o time, contribuindo para a qualidade do clima organizacional.

     

  • Contribuir com a organização, padronização e melhoria dos processos de trabalho, assim como executar outras tarefas correlatas, sempre que necessário.

BENEFÍCIOS:

  • Contratação CLT
    Vale alimentação
    Vale Transporte
    Plano de saúde
    Credencial plena do Sesc
    Day off de aniversárioInício em fevereiro de 2023
    Tipo de trabalho – Híbrido
    Localização: Rua Pais Leme , 524, Pinheiros SP – São Paulo
    (próximo à estação Pinheiros do metrô e trem)

COMO SE CANDIDATAR

Interessadas (os) devem preencher a candidatura na 99Jobs.

O prazo de inscrição será encerrado em 15 de janeiro de 2023.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos. No formulário, você poderá indicar se você se considera como potencial beneficiário(a).

O IDIS está localizado em São Paulo, próximo à estação Pinheiros do metrô.

Vaga para Analista de Projetos

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma oportunidade para Analista de Projetos. 

É responsável pela execução das atividades dos projetos conduzidos e apoiados pelo IDIS, garantindo cumprimento de prazos, qualidade nos produtos desenvolvidos e serviços prestados.

Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, o IDIS atua junto a empresas, famílias, institutos, fundações e organizações da sociedade civil. Desenvolvemos projetos de impacto, geramos conhecimento ao setor e oferecemos consultoria ao investidor social e às organizações que executam projetos e programas sociais para que tomem decisões estratégicas e ampliem o impacto de suas iniciativas.

Inscreva-se nessa vaga pelo 99Jobs.

Instrução e Experiência: 

    • Conhecimentos intermediários sobre estratégias, políticas e práticas de Investimento Social Privado, Sustentabilidade, Responsabilidade Social Empresarial e Investimento de Impacto.
    • Sistematização e análise de informações qualitativas e quantitativas.
    • Elaboração e análise de planilhas Excel, incluindo manuseio de bases de dados, elaboração de tabelas dinâmicas e gráficos.
    • Elaboração de apresentações com boa apresentação visual, storytelling, clareza e objetividade na transmissão de conteúdos e conclusões.
    • Conhecimentos intermediários de inglês na linguagem oral e escrita.

como você atuará

  • Apoiar a condução e desenvolvimento de projetos do IDIS, respeitando os prazos acordados e zelando pela qualidade dos produtos entregues.

 

  • Realizar pesquisas de conceitos, referências e benchmarking que enriqueçam os projetos e tragam embasamento para os produtos desenvolvidos.

 

  • Organizar, ler e analisar documentos e elaborar relatórios e apresentações sistematizados sobre os aprendizados e conclusões obtidos.

 

  • Apoiar na coleta de dados quantitativos e qualitativos necessários para a execução dos projetos.

 

  • Apoiar na elaboração de propostas de projetos para potenciais clientes e parceiros.

 

  • Participar de reuniões periódicas da equipe de consultoria para manter a equipe alinhada com o planejamento estratégico e missão da organização

 

  • Promover a aprendizagem e compartilhamento de conhecimento técnico com a equipe do IDIS.

 

  • Participar ativamente do ciclo de planejamento estratégico juntamente com as outras áreas da organização.

 

  • Apoiar a Gerência de Comunicação em temas e matérias relacionadas a projetos de consultoria e estratégicos para base de desenvolvimento de conteúdo de comunicação.

 

  • Representar o IDIS em eventos e reuniões, sempre que necessário.

BENEFÍCIOS:

  • Contratação CLT
    Vale alimentação
    Vale Transporte
    Plano de saúde
    Credencial plena do Sesc
    Day off de aniversárioInício em fevereiro de 2023
    Tipo de trabalho – Híbrido
    Localização: Rua Pais Leme , 524, Pinheiros SP – São Paulo
    (próximo à estação Pinheiros do metrô e trem)

COMO SE CANDIDATAR

Interessadas (os) devem preencher a candidatura na 99Jobs.

O prazo de inscrição será encerrado em 15 de janeiro de 2023.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos.

O IDIS está localizado em São Paulo, próximo à estação Pinheiros do metrô.

Vaga para Coordenador(a) de Projetos – Juntos pela Saúde

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma oportunidade para Coordenador de Projetos para atuar no projeto Juntos pela Saúde.

A pessoa será coresponsável pela execução das atividades do projeto Juntos pela Saúde, realizando atividades relacionadas ao planejamento, implantação e parcerias que estejam alinhados a missão do IDIS.

Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, o IDIS atua junto a empresas, famílias, institutos, fundações e organizações da sociedade civil. Desenvolvemos projetos de impacto, geramos conhecimento ao setor e oferecemos consultoria ao investidor social e às organizações que executam projetos e programas sociais para que tomem decisões estratégicas e ampliem o impacto de suas iniciativas.

Inscreva-se nessa vaga pelo 99Jobs.

Instrução e Experiência: 

    • Instrução e Experiência:
      Formação superior completa e experiência mínima de 3 anos na coordenação de projetos, preferencialmente com foco em Investimento Social Privado.Conhecimentos específicos:
      • Conhecimentos avançados sobre estratégias, políticas e práticas de Investimento SocialPrivado, Sustentabilidade, Responsabilidade Social Empresarial e Investimento de Impacto.
      • Análise de informações qualitativas e quantitativas.
      • Conceitos e técnicas de planejamento estratégico, gestão da governança, avaliação de impacto, gestão de editais e outros veículos de doação.
      • Elaboração de apresentações e relatórios com boa apresentação visual e estruturação clara e objetiva do conteúdo.
      • Conhecimentos avançados de inglês na linguagem oral e escrita.
      • Desejável conhecimento em projetos de saúde.
      • Gestão e implementação de projetos.
      • Atores e funcionamento do ecossistema de saúde.
      • Captação de clientes e desenvolvimento de parcerias estratégicas.

como você atuará

É responsável por apoiar na gestão e execução do projeto Juntos pela Saúde, contribuindo com atividades de planejamento, pesquisa, preparação e condução de reuniões, entrevistas e workshops participativos, elaboração de relatórios e gestão do relacionamento com clientes e parceiros.

  • Apoiar o gerente do projeto nas necessidades do Juntos pela Saúde.

 

  • Coordenar a execução do Juntos pela Saúde, zelando pela qualidade das entregas, cumprimento dos prazos acordados e uso eficiente dos recursos.

 

  • Coordenar o relacionamento com os clientes, parceiros e doadores, realizando alinhamentos e prestação de contas sempre que necessário.

 

  • Acompanhar os resultados operacionais relacionados à consultoria, alertando para desvios ou riscos não previstos.

 

  • Coordenar as despesas do projeto e as metas orçamentárias.

 

  • Manter os conhecimentos e aprendizados oriundos dos projetos de forma organizada e acessível.

 

  • Coordenar as demandas do projeto acompanhando e oferecendo suporte necessário para equipe.

 

  • Definição de indicadores de monitoramento e avaliação de processos, resultados e impacto do projeto.

 

  • Facilitação e apoio a grupos de trabalho e comitês temáticos.

 

  • Planejamento, elaboração e condução de apresentações e treinamentos presenciais e virtuais em temas relacionados ao Projeto JUNTOS PELAS SAÚDE, Investimento Social Privado, Responsabilidade Social Corporativa, Governança, entre outros.

 

  • Elaboração de relatórios e apresentações com sistematização e análise de informações e compartilhamento de conclusões e recomendações.

 

  • Elaboração de relatórios e apresentações em Português e Inglês.

BENEFÍCIOS:

  • Contratação PJ
    Início em fevereiro de 2023
    Tipo de trabalho – Híbrido
    Localização: Rua Pais Leme , 524, Pinheiros SP – São Paulo
    (próximo à estação Pinheiros do metrô e trem)

COMO SE CANDIDATAR

Interessadas (os) devem preencher a candidatura na 99Jobs.

O prazo de inscrição será encerrado em 15 de janeiro de 2023.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos. No formulário, você poderá indicar se você se considera como potencial beneficiário(a).

O IDIS está localizado em São Paulo, próximo à estação Pinheiros do metrô.

Filantropia, colaboração e estratégias de longo prazo: perspectivas para o investimento social no Brasil

por Paula Fabiani, CEO do IDIS e Gabriella Bighetti, Diretora Executiva na United Way

A filantropia tem amadurecido no Brasil nos últimos anos. Com um início profundamente assistencialista, hoje conseguimos ver seu poder transformador vivido pelas pessoas em gerações. Isso porque filantropos e doadores – sejam pessoas físicas ou organizações – perceberam que problemas complexos e sistêmicos, demandam soluções colaborativas, estratégicas e de longo prazo.

A pandemia foi um ponto de inflexão nesse caminho de aperfeiçoamento. As colaborações sempre aconteceram, mas, especialmente neste período de crise sanitária, elas ganharam luz e dimensão nunca antes vistas e o investimento social privado obteve um aporte recorde. De acordo com o Monitor das Doações, da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), que acompanhou o aumento das doações de março de 2020 até agosto de 2021, foram doados R$ 7.164.458.094 como resposta à COVID-19. Destes, 85% foram realizados por empresas.

Do ponto de vista da doação individual, também experimentamos mudanças. De acordo com o World Giving Index 2022, ou Ranking Global de Solidariedade, o Brasil passou da posição 54 para a posição 18, entre 119 nações. O levantamento feito pela organização britânica Charities Aid Foundation leva em consideração doações em dinheiro, trabalho voluntário e ajuda a desconhecidos.

Foi nesse momento que, felizmente, a filantropia intensificou a colaboração. Não por coincidência, as últimas edições dos principais eventos brasileiros sobre o tema abordam essa conexão. Foi o caso da 11ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, realizado em São Paulo no fim de setembro, e o Fórum Latino-Americano de Impacto Coletivo, da United Way Brasil (UWB) – organização filantrópica presente em mais de 40 Países -, realizado em outubro. Ambos trouxeram a mesma premissa: juntos vamos mais longe.

A tendência vai além da nossa região, ela é pauta em todo o mundo. Em novembro, o Global Philanthropy Forum 2022, que acontece desde 2013 nos Estados Unidos, trouxe também a colaboração como tema principal do seu encontro. “Shifting Power, Collective Action” ou, em tradução livre, “Mudando o poder, Ação Coletiva” foi a agenda da vez.

A partir da união entre filantropia e colaboração chegamos, enfim, ao que chamamos de filantropia transformadora – provando que uma doação pontual ou doações feitas ao longo de um ano, por exemplo, não promovem transformações consistentes. Não tem outra maneira de resolver problemas complexos como os do Brasil – desigualdade social, racismo estrutural e outras questões sistêmicas – sem uma forte atuação em rede e de forma perene. Por isso, a UWB acredita tanto na força do impacto coletivo e difunde a atuação a partir desta metodologia. Criada em Stanford pelos pesquisadores John Kania e Mark Kramer e divulgada em um artigo publicado em 2011 no Stanford Social Innovation Review, é uma abordagem em que um grupo de atores importantes, de diferentes setores, que têm compromissos de longo prazo com uma agenda comum, trabalha junto para resolver um problema social específico com escala.

A metodologia ainda é pouco conhecida na América Latina. Ela pressupõe também que é necessário ouvir e incluir os atores que figuram nas pontas dos processos. Afinal, eles detém o conhecimento das necessidades reais da comunidade, do território e têm uma capacidade ímpar de garantir a implementação de ações e projetos com agilidade. No Brasil, o GOYN SP (Global Opportunity Youth Network São Paulo) coloca em prática a metodologia, conectando jovens, empresas e outras organizações em prol da inclusão produtiva. Atuando na capital paulista, possui em sua rede 80 organizações como Itaú Educação e Trabalho, Instituto Coca-Cola Brasil, Fundação Tide Setubal, Fundação Arymax, Secretaria Municipal de Juventudes e PepsiCo e, só em 2022, impactou mais de 8 mil jovens das periferias.

Embora seja possível apontar os visíveis avanços e os olhares mais atentos à temática da filantropia, há ainda muitos desafios pela frente. É possível reconhecer que houve uma mudança na cultura das organizações, que estão se tornando mais criteriosas em relação à importância de avaliar o impacto de projetos, mas ainda enfrentam muitos desafios na hora de comprovar que os investimentos realizados estão gerando as transformações desejadas.

No IDIS, entre 2019 e 2020, foram realizadas sete consultorias dessa natureza. No biênio 2021-22, esse número saltou para 54, em sua maioria com a aplicação do protocolo SROI – ‘Social Return on Investment’, ou Retorno Social sobre Investimento. Esse processo gera uma agenda propositiva a investidores sociais e projetos, pois ao mesmo tempo em que identifica o sucesso das suas ações, aponta sugestões de melhoria, unindo investidores e beneficiários. Por tudo isso, a perspectiva de futuro para o investimento social privado no Brasil é otimista, mas só seguirá evoluindo de forma consistente se não esquecer a colaboração e as estratégias de longo prazo pelo caminho. Vamos desafiar o ditado e mostrar que juntos é possível ir longe e ainda mais rápido!

Artigo originalmente publicado na Folha de S.Paulo.

Juntos pela Saúde e Fundos Patrimoniais: IDIS no BNDES Day

Na primeira semana de dezembro, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social realizou no Rio de Janeiro o BNDES Day, com a presença de clientes e parceiros para conversas sobre a promoção do desenvolvimento sustentável.

Painéis e estandes abordaram caminhos para o desenvolvimento social e ambiental, infraestrutura, crédito para estrutura produtiva e pequenas empresas, modernização do estado, inovação e governança.

Júlia Azevedo, Coordenadora de Relações Institucionais na Impulso Gov e Guilherme Sylos, Gerente de Prospecção e Parcerias no IDIS

 

O IDIS esteve presente nos dois dias de evento. No primeiro dia, representando o programa “Juntos pela Saúde” , uma iniciativa de doação do BNDES no estilo de matchfunding.  O valor de cada doação será dobrado pelo BNDES, com limite a até R$200 milhões para projetos na área da saúde nas regiões Norte e Nordeste, ao longo de quatro anos, visando apoiar e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) nesses locais. O IDIS assina a gestão do Programa, que tem início oficial em janeiro de 2023.

 

Serão 3 tipos de órgãos aptos a serem beneficiados pelo programa:

  • Os equipamentos do SUS, que deverão utilizar da doação de maneira alinhada à secretaria de saúde do local;
  • Unidades Públicas de Saúde; e
  • Unidades Filantrópicas de Saúde.

 

No segundo dia de evento, a gerente de projetos do IDIS, Andrea Hanai, participou da mesa “Patrimônio Histórico: Iniciativas inovadoras de captação de recursos para a recuperação do Patrimônio Histórico Brasileiro” , que tinha como objetivo  apresentar novos instrumentos para a recuperação e de pontos históricos que o BNDES desenvolveu e implementou com parceiros nos últimos anos.

Desde 2021, o IDIS integra um consórcio que apoia o BNDES e o Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM) na criação de um fundo patrimonial filantrópico que contruirá para a sustentabilidade dos museus públicos nacionais.

Retrospectiva 2022: crescimento e colaboração

“Nunca avançamos tanto, e em tão pouco tempo. A mobilização causada pela pandemia mostrou a potência da colaboração.” Este foi o mote do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais 2022 e podemos dizer que ele também nos guiou dia a dia. Trabalhamos juntos, a volta dos encontros presenciais potencializou as conexões e chegamos ainda mais longe. 

Escrevo essa retrospectiva com um enorme orgulho e sentimento de gratidão a todos que estiveram conosco. E se me permitem a liberdade, começo pelo fim: em dezembro fomos reconhecidos como a melhor ONG de filantropia do Brasil, resultado da energia, competência e dedicação de cada um.  

Neste ano, nosso time de consultoria concluiu 53 projetos, com focos diversos como planejamento estratégico, estruturação de fundos patrimoniais e gestão da doação. Entre os destaques, 38 avaliações de impacto de projetos para organizações como Amigos do Bem, Petrobras e Vale, reforçando a tendência de valorização desta prática.  A qualidade das entregas foi refletida nas avaliações dos clientes e encerramos o ano com uma conquista que marcará nossa história: seremos o parceiro gestor do BNDES no programa Juntos pela Saúde, que destinará R$200 milhões para fortalecer o sistema único de saúde nas regiões Norte e Nordeste.  

Avançamos em nossos projetos de impacto, contribuindo para fortalecer o ecossistema filantrópico, inspirar a ação, estimular o diálogo e influenciar políticas públicas. Por meio do programa Transformando Territórios, estamos trabalhando diretamente com 13 institutos e fundações comunitárias em todo o Brasil, e realizamos o 1º Seminário homônimo ao projeto, reunindo doadores, lideranças comunitárias e pessoas interessadas em conhecer melhor o conceito. 

Em parceria com o Instituto MOL, o teste Descubra Sua Causa, originalmente lançado em 2018 pelo IDIS, ganhou uma nova identidade visual e novas funcionalidades para seguir fortalecendo a cultura de doação no país. 

À frente da Coalizão pelos Fundos Filantrópicos, investimos na produção de conhecimento sobre endowments, com artigos e lançamento de duas publicações com dados inéditos: o Panorama dos Fundos Patrimoniais no Brasil, e o Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais 2021. 

O investimento na produção e disseminação de conhecimento em outros temas também foi significativo. Lançamos a primeira edição do Perspectivas da Filantropia no Brasil, coordenamos a realização da Pesquisa Voluntariado no Brasil 2021, nosso Fórum aconteceu pela primeira vez em formato híbrido, com mais de 1.000 participantes, e, nos aprofundamos nos debates sobre ESG, com a produção de artigos, notas técnicas e do Seminário ‘ESG e o Investimento Social Privado’. Conectados com o mundo, levamos novamente uma delegação ao Global Philanthropy Forum. Ao longo do ano, lançamos 36 produtos de conhecimento e tivemos mais de 2.600 participantes em eventos realizados pelo IDIS!

Confira abaixo nosso produtos de conhecimento ao longo desse ano. 

Estas são algumas das histórias que marcaram este ano e há muitas outras a serem contadas, mas que deixarei para nosso relatório de atividades! 

 

QueriIDIS, conselheiros, parceiros, apoiadores, familiares: obrigada por tudo. E que em 2023 possamos seguir caminhando e sonhando juntos, contribuindo para melhorar a vida das pessoas neste país que tanto amamos .

Paula Fabiani, CEO do IDIS

IDIS reúne familiares em dia especial

Afinal, o que é que você faz lá no IDIS? E OSC, o que significa mesmo? Como funciona o Investimento Social Privado?.

Podemos garantir que todos os colaboradores do IDIS já ouviram perguntas como essas. Curiosidades e dúvidas de nossos familiares a respeito do que fazemos e como funciona nosso dia a dia de trabalho são comuns, provavelmente em todos os setores.

Para criar um ambiente cada vez mais acolhedor para o time, em 19 de novembro, foram convidados familiares e companheiros(as) para um café da manhã, conhecer o escritório e o que fazemos por aqui.

Paula Fabiani, nossa CEO, falou sobre filantropia, investimento social privado, cultura de doação. Explicou o que fazemos, apresentando os pilares de atuação, alguns projetos e perspectivas para o futuro. Os participantes puderam tirar dúvidas, conversar e debater um pouco sobre tudo o que foi visto.

Marcos Manoel, Diretor de Projetos, e família

“Passamos uma parte importante de nossas vidas trabalhando e, em organizações do terceiro setor, onde atuamos diretamente junto a causas que são importantes para nós, o envolvimento emocional tende a ser ainda maior. Somos gratos à dedicação de cada um e foi maravilhoso esse dia em família, quando pudemos nos aproximar ainda mais” comenta Luisa Lima, gerente de comunicação do IDIS.

CAF lança Hub Global de Filantropia com conteúdos gratuitos de 10 países

A plataforma visa promover a cultura de doação ao redor do mundo, com conteúdos sobre filantropia produzidos pelos integrantes da rede internacional  

A Charities Aid Foundation (CAF), é uma organização britânica dedicada à filantropia há mais de 90 anos, facilitando e intermedindo doações e programas filantrópicos ao redor do mundo. No Brasil, a CAF é representada pelo IDIS desde 2005.

A CAF International é hoje a maior estrutura de apoio ao investidor social privado no mundo. Além da sede no Reino Unido, integram a rede representações na África do Sul, Austrália (Good2Give), Brasil (IDIS), Bulgária (BCause), Canadá, Estados Unidos, Índia, Rússia e Turquia (Tusev).

Pensando em facilitar e fortalecer ainda mais essa troca internacional, a CAF lançou nas primeiras semanas de dezembro de 2022, durante a #philanthropyweek (semana da filantropia), o Hub Global de Filantropia, que reúne conteúdos, tanto dos membros da rede, quanto de outros parceiros que o ampliam e dão acesso o conhecimento sobre o Investimento Social Privado, Filantropia e Cultura de Doação para além das fronteiras entre países.

Por enquanto, há 5 blocos temáticos, todos em inglês, que podem ser explorados no Hub:

  • Ambiente e estruturas de doação nacionais
  • Filantropia em Situações de Emergência
  • Estruturas para a Filantropia
  • Insvestimento Social Coporativo
  • Cultura de Doação no Ambiente de Trabalho

Acesse o Hub Global de Filantropia 

Juntos pela Saúde: entenda o que é e como funciona o matchfunding pelo SUS brasileiro

O Sistema Único de Saúde brasileiro, o SUS, é universal e gratuito, referência em todo o mundo, e pode beneficiar ainda mais pessoas e com mais qualidade se somarmos recursos públicos e privados.

Você sabia que para 18% da população brasileira, especialmente nas regiões Norte e Nordeste, o número de médicos disponíveis na saúde pública é inferior a 1 para cada mil habitantes? A média brasileira é de 2,15 para cada mil.

Além disso, nessas regiões, a expectativa de vida média é 3 anos menor que no restante do país, enquanto a taxa de mortalidade infantil é 3% maior se comparada ao centro-sul.

Vamos juntos e juntas mudar essa realidade?


O que é o Juntos pela Saúde?

O programa Juntos pela Saúde é uma iniciativa de doação do BNDES no estilo de matchfunding. Ou seja, será cofinanciada pela iniciativa privada para destinar R$200 milhões para projetos na área da Saúde nas regiões Norte e Nordeste, ao longo de quatro anos.

Com estas diretrizes, a iniciativa mostra-se alinhada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU 3, Saúde e Bem-estar; e 10, Redução das Desigualdade.

Qual o objetivo do programa?

Apoiar e fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) nas regiões Norte e Nordeste, com foco na melhoria da eficiência da prestação dos serviços de saúde, qualidade e integração do sistema com um todo.

Quem receberá os recursos?

As entidades que podem receber recursos do programa são: organizações privadas sem fins lucrativos (Unidades Filantrópicas de Saúde, por exemplo) ou órgãos públicos que não dependam de transferências de recursos da União para sua manutenção. Os projetos de saúde apresentados devem estar alinhados às premissas do Juntos pela Saúde e serão submetidos à aprovação do Comitê de Validação, formado por membros do BNDES e demais apoiadores do Juntos pela Saúde.

Como os recursos serão investidos?

Serão três as possibilidades de investimento, a depender da necessidade da unidade de saúde apoiada.

Quem participa:

  • BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social: promotor e financiador da iniciativa.
  • IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social: responsável pela gestão dos recursos, pela captação e seleção de projetos que serão beneficiados pelo programa.
  • Impulso Gov: idealizador do “Impulso Previne”, projeto que reúne soluções e serviços gratuitos para municípios ampliarem o alcance e a qualidade da atenção primária do SUS, e que já está apto a receber investimentos.

 

Apoiadores:

 

  • Fundação Banco do Brasil: aporte de R$35 milhões.
  • Fundação Vale: primeira empresa a aderir ao Juntos pela Saúde, com o compromisso de aporte de R$34 milhões ao programa

IDIS é eleito a melhor ONG de filantropia de 2022

Eficiência e excelência em gestão são fatores-chave para que organizações sociais alcancem impactos maiores nas causas que defendem. O Prêmio Melhores ONGs avalia boas práticas em quesitos como governança, transparência, comunicação e financiamento, e pela primeira vez, o IDIS recebeu o título de melhor ONG de Filantropia, Voluntariado e Apoio a Organizações da Sociedade Civil do Brasil. Além do prêmio na categoria especial, pelo quarto ano, o IDIS também foi reconhecido como uma das 100 melhores ONGs.

“Receber os Prêmios me deixa muito emocionada e realizada! Fizemos muitos investimentos em pessoas, processos e ferramentas para fortalecer o IDIS e nossos projetos. Terminar o ano com esta notícia reforça que estamos na direção correta”, conta Paula Fabiani, CEO do IDIS. “Isso é fruto da dedicação da nossa equipe e conselho, além da confiança depositada por nossos parceiros”, completa. 

Entre os destaques estão a sistematização do acompanhamento do planejamento estratégico, o monitoramento constante de indicadores, o investimento em plataformas de gestão financeira e CRM, a criação de um comitê de diversidade e inclusão e o crescente investimento em treinamento e desenvolvimento da equipe. O resultado foi a ampliação de projetos de consultoria com novos clientes e o fortalecimento de relacionamentos com quem já era da casa; o fortalecimento de projetos próprios como o Advocacy pelos Fundos Patrimoniais e o Transformando Territórios, e importantes produções no campo do conhecimento, como a realização da Pesquisa Voluntariado 2021, o Panorama dos Fundos Patrimoniais, o Seminário ESG e o Investimento Social Privado;  e o Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais.

Paula Fabiani, CEO do IDIS, e Luisa Lima, gerente de comunicação na premiação do Melhores ONGs 2022, realizada em 25 de novembro na cidade de São Paulo

A seleção do prêmio é feita a partir de uma rigorosa avaliação realizada pelo Instituto “O Mundo que Queremos”, pelo “Instituto Doar” e pelo “Ambev VOA”, com apoio de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas (FGV), do Instituto Humanize e da Fundação Toyota do Brasil. 

Parabenizamos a todas as organizações que trabalham todos os dias em prol do desenvolvimento socioeconômico nas mais distintas causas e regiões do Brasil e que também receberam o reconhecimento. 

Confira a lista completa aqui.

Assista a premiação:

 

Saiba como doar para Institutos e Fundações Comunitárias

Institutos e Fundações comunitárias são associações que atuam em um território geográfico delimitado, seja este um bairro, cidade ou região, com visão de longo prazo e buscando o impacto sistêmico para o desenvolvimento dessa região. 

O objetivo é promover a interlocução entre as organizações e iniciativas sociais com os doadores, sociedade civil e poder público.

No Brasil, o IDIS, em parceria com a Charles Stewart Mott Foundation, realiza o programa Transformando Territórios que apoia o fortalecimento e a criação de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil. 

Sabia que você pode ajudar algumas das organizações participantes com doações?

Saiba mais sobre o Transformando Territórios.

Conheça algumas das organizações participantes do Transformando Territórios e doe!

 

BAHIA

Tabôa Fortalecimento Comunitário - Civic & Social Organization - Overview, Competitors, and Employees | Apollo.ioTabôaAtua na região de Serra Grande, município de Uruçuca, Sul da Bahia, fortalecendo a comunidade pelo acesso a conhecimentos, recursos financeiros e estímulo à cooperação, para que pessoas, negócios e organizações sejam sustentáveis. A atividade é realizada a partir do fomento de iniciativas de base comunitária e empreendimentos socioeconômicos.

 

MARANHÃO

Fundação Baixada – Fundação Comunitária da Baixada MaranhenseInstituto Baixada Atua na criação de condições materiais para realização de transformações em comunidades vulneráveis da Baixada Maranhense, via captação de recursos, fortalecimento de organizações comunitárias e doações.

ESPÍRITO SANTO

Home | Fundaes - Federação das Fundações e Associações do ...

FUNDAES (Federação do Terceiro Setor do Estado do Espírito Santo) Congrega as entidades do Terceiro Setor Capixaba, e representa as suas filiadas, buscando uma profissionalização do setor no estado

 

 

RIO DE JANEIRO

Rede de Organizações do BemRede de Organizações do Bem – A Rede de Organizações do Bem iniciou suas atividades em 2012, atuando no financiamento de projetos, investindo na formação e apoio das organizações na região metropolitana do Rio de Janeiro e realizando um levantamento das OSCs do território. Desde então, a Rede tem se especializado na realização de editais para micro apoios financeiros e formações.

SÃO PAULO

Fundação ABHFundação ABH Tem o papel de potencializar a atuação de iniciativas sociais, como coletivos, movimentos, organizações e lideranças comunitárias na periferia sul da cidade de São Paulo por meio de investimentos financeiros, geração de conhecimento e formação de redes. 

 

FEAV: Fórum das Entidades Assistenciais de Valinhos Formado por um grupo de entidades assistenciais da cidade de Valinhos no interior de São Paulo, visa o engajamento, consenso e a troca de experiência com a sociedade. A partir do conhecimento gerado nesta troca, a FEAV busca fortalecer a representatividade dos desejos populares junto ao poder público.

 

 

Fundação FEAC » Empoderamos pessoas - Impulsionamos organizações - Potencializamos territórios

Fundação FEAC – Tem como missão a promoção humana, a assistência e o bem-estar social, com prioridade à criança e ao adolescente, em Campinas. Para alcançar esses objetivos, concentra sua ação socioeducativa em três dimensões: empoderamento de populações vulneráveis, potencialização de territórios e impulsionamento de empresas, causas e pessoas.

 

SANTA CATARINA

Home - ICOM - Instituto Comunitário da Grande FlorianópolisICOM: Instituto Comunitário Grande Florianópolis Apoia empresas e indivíduos para que possam fazer investimentos sociais e doações com alto impacto social. Ao mesmo tempo, auxilia organizações da sociedade civil a terem uma gestão mais eficiente e a servirem como canais de participação dos cidadãos para melhorarem a qualidade de vida na Grande Florianópolis e em Santa Catarina.

Catalyst 2030 Brasil lança fundo no valor de R$ 200 mil para financiar iniciativas colaborativas focadas em água potável 

Parte do projeto global que visa acelerar a implementação das metas associadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), o movimento Catalyst 2030 Brasil anuncia a criação de um fundo destinado a financiar iniciativas associadas ao ODS #6, que preconiza a garantia de disponibilidade e gestão sustentável de água potável e saneamento para todos. O Desafio Fundo Catalisador 2030 é a primeira ação tática do movimento no país, cuja proposta é financiar e trabalhar com ações colaborativas no cenário nacional. O fundo – que mobilizou, inicialmente, R$ 200 mil – tem o formato de desafio e é voltado para organizações-membro ou organizações que possuem indicação de uma instituição membro do Catalyst 2030. O prazo é 30 de janeiro de 2023. 

Desenvolver uma ação colaborativa entre organizações gerida por empreendedores e focada em promover acesso à água a pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica é o desafio proposto por um fundo criado pelo Catalyst 2030 Brasil. A coalizão nacional – parte do movimento global com mais de 400 organizações que impactam diretamente dois bilhões de pessoas no mundo – anuncia a criação de um mecanismo de investimento em iniciativas associadas ao ODS #6, que preconiza a garantia de disponibilidade e gestão sustentável de água potável para todos. O patrocinador principal do fundo é a Ambev AMA, que mobilizou R$ 200 mil para as ações selecionadas; há possibilidade de incremento do valor a depender das demandas apresentadas pelos projetos selecionados.

 

Ação coletiva global focada em acelerar a implementação das metas associadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), o  movimento busca criar o ambiente e as condições propícias para consolidar a Agenda 2030 no país. Segundo Raphael Mayer, chairman do Catalyst 2030 Brasil e cofundador da Simbiose Social, o fundo é uma iniciativa coletiva de um grupo de trabalho liderado por pessoas físicas voluntárias – Monica Pasqualin, Zaya Namjildorj, Paula Fabiani e Luiza Serpa –, e instituições como PLKC (apoio jurídico), Instituto Phi (responsável por incubar o fundo e fazer a gestão financeira) e Simbiose Social, que se ocupará da auditoria e avaliação de risco das iniciativas que vão aplicar para o fundo. A social tech disponibilizará a plataforma proprietária para monitorar e mensurar o impacto das ações investidas pelo projeto como um todo.

 

Mayer aponta que uma  das principais inovações do fundo – que o diferencia de outras iniciativas do mercado – reside no fato de não ser focado no investimento em uma única organização. “Inspirado na própria essência do Catalyst 2030, o fundo tem por foco a colaboração, ou seja, visa mostrar que as ações colaborativas têm uma potência maior no mercado. O objetivo é fomentar e potencializar iniciativas que tenham duas ou mais organizações envolvidas na prática”, afirma. Dentro da estruturação do fundo está prevista a criação de uma governança formada por um comitê de notável conhecimento no tema saneamento, responsável por compor a banca examinadora dos proponentes. Entre os avaliadores, Renata Ruggiero Moraes – Diretora Presidente do Instituto Iguá; Guilherme Neves Castagna – Sócio fundador do Fluxus Design Ecológico e Instituto Nova Água.

 

As demandas de água potável e saneamento no Brasil, de acordo com Raphael Mayer, envolvem um capital intensivo para financiar projetos sistêmicos e estruturantes que resolvam a temática. “Sabemos da complexidade da temática no Brasil; o fundo, ainda é pequeno mas tem potencial de atrair mais investimentos. Hoje, seu principal objetivo é estimular ações e servir de modelo para projetos de impacto colaborativo”, salienta Mayer, acrescentando que os organizadores do fundo esperam que esse seja um marco de investimento social com o olhar de integração. “Problemas complexos exigem ações sistêmicas; quando falamos dos ODS, o foco em colaboração é a chave-mestra para destravar inovações. Esse fundo tem o papel de representar e ser um case positivo de transformação a partir da colaboração no mercado”, finaliza.

INSCRIÇÕES

As organizações que trabalham com o ODS #6 podem inscrever seus projetos no site: https://bit.ly/fundocatalisador2030.  

 

REGULAMENTO

Confira o regulamento.

SOBRE CATALYST 2030

Movimento global de empreendedores sociais e inovadores sociais de diferentes setores, que compartilham o objetivo de criar abordagens inovadoras e centradas nas pessoas para atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável até 2030. Unindo forças com comunidades, governos, empresas e outras organizações, o Catalyst 2030 foi lançado em 2020, no Fórum Econômico Mundial, inicialmente pela Ashoka, Schwab Foundation, Skoll Foundation e Echoing Green. Hoje, o movimento  reúne, no âmbito global, mais de 500 empreendedores sociais em 195 países, impactando 1 bilhão de vidas e gerenciando US$ 2 bilhões em fundos alinhados aos ODS. Mais informações: https://catalyst2030.net/.

IDIS lança anuário inédito com análise de desempenho de fundos patrimoniais brasileiros

Cada vez mais populares, será possível saber mais sobre seus modelos de investimento, rentabilidade e gestão

Desde sua regulamentação, em 2019, o número de fundos patrimoniais (endowments) no Brasil vem aumentando e beneficiando um grupo maior de organizações e causas. Apesar disso ainda há questões pouco aprofundadas sobre o tema em âmbito nacional.

“Costumo consultar os relatórios de desempenho de fundos patrimoniais estrangeiros e sinto falta de dados sobre os endowments brasileiros para analisar o meu trabalho, tomar decisões e dialogar com membros do Comitê e Conselhos”, declara Carolina Barrios, gestora do fundo patrimonial da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal.

Para responder a essa demanda, o IDIS e a Coalizão pelos Fundos Filantrópicos lançam o Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais 2021, iniciativa inédita que conta com informações sobre fluxo de caixa (patrimônio, doações recebidas, investimentos na causa e resgates para manutenção própria); alocação dos investimentos; rentabilidade dos investimentos; e estrutura da governança (com dados sobre a presença de membros independentes e participação feminina).

Confira a publicação completa:

Captcha obrigatório

Nos três anos analisados (2019, 2020 e 2021), o volume de investimentos em projetos socioambientais, feitos pelos fundos patrimoniais participantes, soma quase R$ 650 milhões. As causas que contam com maior número de fundos apoiadores são Educação, Ciência e Tecnologia e Cultura.

Os 40 fundos que integram o levantamento, somavam, em dezembro de 2021, patrimônio de aproximadamente R$ 13 bilhões. De acordo com o Monitor dos Fundos Patrimoniais, o volume total dos fundos patrimoniais brasileiros é de R$ 78,8 bilhões, porém, o maior endowment do País, o da Fundação Bradesco, foi propositadamente excluído para evitar que seu grande patrimônio, de R$ 65,5 bilhões, distorcesse os indicadores, ocultando as características dos demais integrantes da amostra. Portanto, os R$ 13 bilhões formam um conjunto amplamente representativo do panorama nacional.

O desafiador ano de 2021 para os endowments

O Anuário mostra como foi desafiador o ano de 2021, durante o qual os fundos perderam patrimônio, sobretudo os endowments mais robustos, devido ao fraco desempenho do mercado financeiro – queda da Bolsa e escalada da inflação – e, provavelmente, devido à pressão por maiores gastos para combate à pandemia.

Os gestores de fundos patrimoniais brasileiros ainda são bastante prudentes e mais de 70% dos investimentos estão alocados em Renda Fixa (pós, pré e inflação), apenas os endowments com patrimônio maior ousam diversificar a carteira. Mesmo assim, a rentabilidade geral do conjunto foi negativa em 2021.

Os dados indicam que a governança da maioria dos fundos é bem estruturada. Mais de 70% dos Conselhos Deliberativos mantêm membros independentes e 62% contam com participação de mulheres. Além disso, 83% dos endowments têm suas próprias políticas de investimento que são rigorosamente seguidas.

A grande maioria dos fundos já adota ou pensa em adotar políticas de investimento financeiro responsável (que incorpora fatores ambientais e sociais nas decisões de investimento). Por outro lado, ainda é tímida a preocupação com investimentos financeiros relacionados à causa (investimentos em ativos com foco no propósito socioambiental do fundo).

“As informações contidas neste documento são valiosas e nos ajudam a ter a real dimensão de quão relevante os fundos patrimoniais são no Brasil. Tenho certeza de que os dados nestas páginas ajudam muito os gestores a ter uma boa base de comparação em um segmento relativamente carente de informações no Brasil”, declara Florian Bartunek, um dos gestores de investimentos mais respeitados do País, no prefácio do Anuário.

Esta é uma realização da Coalizão pelos Fundos Filantrópicos e do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e conta com apoio de 1618 Investimentos, Fundação José Luiz Egydio Setubal, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Pragma Gestão de Patrimônio, Santander e Umane.

O IDIS defende a agenda dos fundos patrimoniais há mais de uma década e o investimento na produção de conhecimento é fundamental para o fortalecimento do mecanismo no Brasil”, comenta Paula Fabiani, CEO do IDIS. Em março deste ano, o Instituto publicou o “Panorama dos Fundos Patrimoniais no Brasil“, um levantamento inédito que apontou a existência de 52 fundos patrimoniais em atividade com patrimônio em torno de R$78 bilhões.

 

Assista a gravação do lançamento do Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais:

 

Sobre o IDIS e Coalizão pelos Fundos Filantrópicos

Há mais de uma década, o IDIS dedica-se à promoção da cultura de fundos patrimoniais no Brasil, liderando a Coalizão pelos Fundos Filantrópicos. A iniciativa que conta com mais de 70 membros de distintos setores, por meio do advocacy, busca desenvolver esse modelo de sustentabilidade financeira para organizações e causas.

 

Entre as conquistas da rede, está a aprovação, em janeiro de 2019, da regulamentação do instrumento por meio da Lei 13.800/19, conhecida como Lei dos Fundos Patrimoniais, mas ainda segue ativa buscando o aprimoramento da legislação em questões mais específicas. Também se dedica à assessoria na implementação de endowments, com participação em projetos para Unicamp, Unesp, Ibram, MAR – Museu de Arte do Rio, ASA – Associação Santo Agostinho, Hospital AC Camargo, entre outros.


Mais sobre fundos patrimoniais

Acesse mais conteúdos nesta temática produzido pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, clique aqui.

Caso queira saber mais sobre fundos patrimoniais ou queria conhecer nossos serviços, envie um e-mail para comunicacao@idis.org.br.

A esperança exige disciplina: destaques do Global Philanthropy Forum 2022

Com vista à Golden Gate, cartão postal de San Francisco, aconteceu, em novembro, o Global Philanthropy Forum (GPF). Em clima de celebração, depois de dois anos sem encontros presenciais, o evento reuniu 160 participantes ao longo de dois dias de programação. A delegação brasileira, liderada pelo IDIS, estava mais uma vez presente, com 11 membros, de diferentes organizações.

Equidade racial e de gênero, doações locais e baseadas em confiança, e a contribuição da filantropia para o combate às mudanças climáticas, foram alguns dos temas globais presentes ao longo de muitos dos debates do evento.

A plenária de abertura teve como tema a ‘Democracia sob Ameaça’. Autoritarismo, desinformação, discurso de ódio e ataque aos direitos humanos são evidenciados em diversas parte do mundo. Os desafios não são poucos, mas como disse o palestrante David Litt, “as pessoas ainda querem viver em uma democracia” e por isso há tantas iniciativas que abrem caminhos para um futuro mais promissor. Entre os exemplos, ações para reduzir a polarização baseada na construção de relações, o financiamento a coletivos e o fortalecimento das instituições. Nessa sessão, assim como em outras ao logo do dia, foi destacada a importância de veículos independentes e a proteção aos jornalistas.

A equidade racial foi o foco da segunda sessão do evento, mas permeou uma série de outras conversas. Angela Glover Blackwell, ativista na organização PolicyLink, foi entrevistada por Philip Yun, CEO do GPF, e chamou atenção ao fato de que a luta pela equidade é conhecida pelos negros, mas brancos ainda não estão à vontade para falarem sobre racismo e devemos encontrar formas para que elas desenvolvam essa musculatura. Angela disse a frase que se tornou o mantra do evento – “a esperança exige disciplina”. Reforçou que falar sobre racismo exige disciplina e que é preciso melhores narrativas, pois há muitas histórias que podem ser contadas. Destacou que é preciso mudar o sistema baseado em opressão para um onde a generosidade seja o motor e que é com equidade que vamos todos progredir.

Em uma sessão que tinha como foco negócios de impacto liderados por negros e pardos, foi abordada a importância de ao mesmo tempo em que é dada liberdade para as organizações investirem em suas prioridades e eventualmente errarem, filantropos podem ser próximos, contribuir para as reflexões e oferecer treinamentos e capacitações, Para o próximo ano, o GPF anunciou que interesse em trazer uma sessão a partir de um estudo sobre doadores negros, realizado pela Lilly Family School of Philanthropy.

Diversos debates tiveram a filantropia como foco. Uma sessão abordou o papel da forma como são feitas as doações para a construção de uma economia mais equitativa, outra, uma reflexão sobre como investir em conhecimentos locais. Houve um workshop sobre como estruturar giving circles e estimular a doação a partir da perspectiva de comunidades. E como não poderia faltar, uma plenária deu luz a modelos inovadores. A importância da doação baseada em confiança, do apoio livre e de longo prazo foi mencionado em todas as mesas. De acordo com Glen Galaich, CEO da Stupski Foundation, “nós complicamos muito as coisas, enquanto nossa preocupação deveria ser apenas doar recursos”.

Houve muitas falas sobre a importância de agentes sociais poderem investir sua energia na ação e não na prestação de contas tão detalhada. Foi defendida a ideia também de que doadores deveriam ser analisados por seus financiados e ganhar notas por isso. A questão da disposição maior ao risco por vezes foi relacionada a uma forma para solução de questões complexas: é preciso agir e o fracasso pode trazer grandes aprendizados e inclusive nos levar mais rápido a soluções duradouras. Degan Ati, diretora executiva da Adeso, organização da Somália, trouxe alguns números para reflexão: apenas 12% dos recursos de fundações são destinados ao sul global, e 0,076% é destinado a iniciativas de jovens. “A filantropia transformativa deve mudar esses números, ao mesmo tempo que dá visibilidade às ações de generosidade e pequenas doações que acontecem diariamente entre os mais vulneráveis”, colocou Degan.

Outro aspecto muito destacado foi o olhar para a doação a partir da perspectiva local. O ativista canadense Yonis Hassan chama atenção à mudança de narrativa – “não é uma caridade. Os doadores não estão ajudando as organizações. São as organizações que estão ajudando os doadores a alcançarem a mudança que desejam ver.” Ele foi bastante enfático sobre a importância do financiamento de organizações que atuam em um território específico e o fortalecimento das lideranças. A indígena Nemonte Nenquimo, por sua vez, contou sua história de luta pelo direito à terra e proteção das florestas no Equador. Em seu movimento, reúne indígenas afetados pela ação do estado e aqueles que ainda vivem em terras mais isoladas, além de agentes internacionais que contribuem para a articulação.

É estimado que o patrimônio de fundações americanas investido em fundos seja de 160 bilhões de dólares. Estes recursos estão ‘parados’ e por isso o debate sobre gestão é grande no país. O movimento #HalfMyDAF advoga que metade destes valores seja transferido para OSCs e se propõe a fazer o match de tudo que for doado. Na mesma linha, Glen Galeich, destaca que “fundações hoje são apenas parte do sistema financeiro e que o dinheiro está apenas circulando para gerar mais dinheiro”. O aumento da velocidade da transferência de recursos, transparência, accountability, mecanismos de blended finance e venture philanthropy foram explorados.  A duração do financiamento também foi destacada. Para Carlos Saavedra, diretor executivo do Ayni Institute, “a transformação leva tempo. Doações por apenas 1 ano não é nada. Os financiamentos devem ter entre 3 e 10 anos.”

A questão da Saúde global, a partir das experiências da pandemia, ganhou uma sessão específica. “A Covid foi uma lupa, que revelou em detalhes as desigualdades” disse Chet Hewitt, CEO da Sierra Health Foundation. Foi destacada a importância das organizações sociais neste momento, a legitimidade que as lideranças locais tinham para orientar a população e como foram parceiros cruciais para o poder público.

A empatia e a colaboração como elementos basilares para os avanços que queremos ver estiveram presentes em todo o evento, que incluiu na agenda diversos momentos para interação entre os participantes. “Tive a oportunidade de conhecer pessoas com experiências muito interessantes e trocar pontos de vista. Ao participar do evento, ampliei meus horizontes e creio que poderão surgir parcerias interessantes.” comenta Luisa Lima, gerente de comunicação e conhecimento no IDIS, e também responsável pela produção do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, a versão local do GPF.

Brasil no GPF

Liderada por Paula Fabiani, CEO do IDIS, e Luisa Lima, a delegação do GPF teve a participação de Antony Assumpção e Rodrigo Lowen (Hospital Pequeno Príncipe), Carolina Barrios (Fundação Maria Cecília Souto Vidigal), Daniela Grelin (Instituto Avon), Fernanda Quintas e Rosalu Ferraz Fladt Queiroz (Liga Solidária), Guilherme Barros (Fundação Lemman), Juliana Depaula (BTG) e Nicole Rodrigues Carnizelo (Associação Santa Plural). Como parceiros do evento, o IDIS anualmente organiza a viagem, fortalecendo o relacionamento entre os participantes e com a comunidade filantrópica global. Tem interesse em participar? Entre em contato conosco. O GPF ainda não tem data definida, e será divulgada a nossa comunidade assim que for anunciada.

Programa de Estágios do IDIS promove desenvolvimento de jovens no terceiro setor

Inscrições devem ser realizadas até 7 de novembro, para início do estágio em 1º de fevereiro de 2023

Organização com mais de 20 anos de história, o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social busca estagiários para integrarem sua equipe em diferentes áreas. Por meio de experiência prática, os jovens poderão aprender e se desenvolver em temas relacionados ao investimento social privado, cultura de doação e terceiro setor. Em suas atividades, apoiarão o direcionamento adequado de doações realizadas por empresas, famílias e organizações da sociedade civil (OSCs), contribuindo para diferentes causas e para impacto social positivo.

Nesta seleção, os estagiários atuarão em projetos relacionados a:

  • Consultoria em Projetos (veja os requisitos aqui) – 7 vagas
  • Administrativo-financeiro (veja requisitos aqui)- 1 vaga
  • Captação de recursos (veja requisitos aqui)- 1 vaga
  • Comunicação (veja requisitos aqui) – 1 vaga

Ao todo, serão selecionadas 10 pessoas 

Os estagiários são responsáveis por dar suporte à execução das atividades conduzidas e apoiadas pelo IDIS, garantindo cumprimento de prazos, qualidade nos produtos desenvolvidos e serviços prestados. Leia com atenção as instruções sobre o processo de seleção e os requisitos para participação.

Inscreva-se pelo 99jobs.

ETAPAS E DATAS IMPORTANTES:


Inscrições: 14/10 a 5/11

O envio de currículos deve ser feito de forma online, na plataforma 99Jobs, quando os candidatos serão solicitados também a fazer testes de habilidades específicas. Inscreva-se.

Apresentação sobre o IDIS (online): 9/11 às 17h e 10/11 às 11h

Neste encontro com uma hora de duração, os gestores do IDIS apresentarão a organização e poderão tirar dúvidas sobre a atuação dos estagiários. A participação é obrigatória.

Dinâmicas de grupo (presencial): de 14 a 25/11

Nesta etapa queremos identificar as habilidades e competências dos interessados a partir de um exercício prático. Haverá opções de horário no período da manhã e da tarde. A atividade tem duração prevista de 4 horas.

Entrevista com gestores: 28/11 a 09/12

É chegada a hora de conversar com os potenciais gestores. Os candidatos terão a possibilidade de contar mais sobre si e suas expectativas em relação ao estágio.

Retorno para os candidatos + processo admissional: a partir de 12/12

O processo chegou ao fim! Todos os candidatos que chegaram até esta etapa serão contatados e orientados sobre os próximos passos.

Previsão de início: 1/2/23

BENEFÍCIOS

Bolsa estágio, vale-transporte, vale-alimentação, folga no dia de aniversário, credencial plena do Sesc.

LOCALIZAÇÃO

São Paulo – SP (próximo à estação Pinheiros do metrô e trem)

SOBRE NÓS

Somos o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, uma organização da sociedade civil de interesse público (OSCIP) fundada em 1999 e pioneira no apoio técnico ao investidor social no Brasil. Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhamos junto a indivíduos, famílias, empresas, fundações e institutos corporativos e familiares, assim como organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país.

Nossa atuação baseia-se no tripé geração de conhecimento, consultoria e realização de projetos de impacto, que contribuem para o fortalecimento do ecossistema da filantropia estratégica e da cultura de doação. Valorizamos a atuação em parceria e a cocriação, acreditando no poder das conexões, do aprendizado conjunto, da diversidade e da pluralidade de pontos de vista.

 

IDIS realiza ações para diversidade

Série de atividades integra atuação do Comitê de Diversidade e de iniciativas de integração com a equipe

Com a criação de um Comitê de Diversidade no início do ano, o IDIS vem realizando reuniões, rodas de conversas e relatórios internos sobre temas relacionados a gênero, raça e orientação sexual. 

O primeiro passo foi a elaboração de um Censo entre a equipe que à época possuía cerca 30 pessoas. A partir da identificação do perfil da organização e após reuniões internas, o Comitê, que é composto por 5 colaboradores de diferentes áreas, realizou um planejamento de atividades de sensibilização e recomendações de ações práticas para a diretoria da organização.

“Desde que a ideia surgiu, a iniciativa sempre foi bem acolhida não só pela Paula Fabiani, CEO do IDIS, mas também por toda a equipe, que participou ativamente das discussões”, comenta Alexandre Gonçalves Jr, analista de comunicação do IDIS e participante do Comitê de Diversidade do IDIS.  

Sessão de Letramento racial realizada com a Consultoria Nofront com parte da equipe do IDIS em agosto de 2022

Entre as ações junto à equipe, está um letramento racial, realizado com o apoio da consultoria Nofront, e também uma roda de discussão entre a equipe sobre os dados compilados do Censo IDIS. Foi também promovida uma formação em Comunicação Não-Violenta, trazendo elementos para a  equipe desenvolver a habilidade de conciliação para uma comunicação empática. Já em relação a processos internos, o tema da diversidade está sendo levado em consideração na seleção de novas pessoas integrantes na equipe. 

Desde 2020, critérios de diversidade já vem sendo considerados nos processos seletivos e, para o próximo ano, as atividades recorrentes serão mantidas e também novas atividades planejadas pelo Comitê e IDIS em relação a essa temática serão implementadas. 

Mapeamento destaca organizações dispostas a apoiar empresas na jornada de práticas ESG e Sustentabilidade

É crescente a demanda de empresas por parceiros que os apoiem em sua jornada de geração de impacto positivo e adoção de práticas ESG e de sustentabilidade.

Pensando nisso, o Quintessa e o Instituto de Cidadania Empresarial (ICE) lançaram, em parceria, o mapeamento ‘Caminhos para o Impacto Positivo’, com organizações que integram esta cadeia de valor. Entre os destaques, o IDIS, como parceiro nos caminhos de acesso a capital; desenvolvimento humano e de cultura organizacional; estratégia de iniciativas e práticas e mensuração, reporte e certificação.  .

“Para o IDIS, o envolvimento com a pauta ESG foi um movimento natural. É essencial que o Investimento Social Privado, o engajamento com causas e a relação com as comunidades de empresas se conectem cada vez mais com a estratégia.” comenta Marcos Manoel, diretor de projetos no IDIS.

No estudo, foram identificadas nove trilhas que as empresas podem seguir para gerar impacto por meio de seus produtos, serviços e/ou operações e 44 organizações que já possuem resultados concretos de implementação foram listadas no material.

 

Conheça o mapeamento completo e todas as organizações reconhecidas.

IDIS lança em novembro anuário inédito de desempenho de fundos patrimoniais brasileiros

Pela primeira vez será possível saber como são investidos, qual a rentabilidade e como são geridos os fundos patrimoniais filantrópicos,  instrumentos de sustentabilidade financeira para organizações e causas

 

Regulamentado em 2019 com a aprovação da Lei 13.800, os fundos patrimoniais são criados para garantir a sustentabilidade financeira no longo prazo de organizações e causas. Desde então, tem se propagado no País e tem sido uma alternativa de fonte de receita para instituições do terceiro setor. 

 

Inscreva-se aqui.

Mesmo que esteja em crescente, ainda há questões pouco aprofundadas sobre o tema em âmbito nacional. Por exemplo, se os rendimentos dos fundos patrimoniais são efetivamente expressivos. Ou como os recursos são alocados ou qual o modelo de governança estabelecido. Para responder a estas e mais perguntas, o IDIS e a Coalizão pelos Fundos Filantrópicos lançam o Anuário de Desempenho de Fundos Patrimoniais 2021, iniciativa inédita que conta com informações sobre fluxo de caixa, a alocação de investimentos financeiros, os rendimentos e a governança. Participaram do levantamento 40 endowments ativos no país. 

 

Com gráficos e análises a partir de um questionário realizado com os gestores de fundos patrimoniais brasileiros, o objetivo do projeto é contribuir para que eles reflitam, aprimorem e avaliem o desempenho dos próprios endowments. 

 

O lançamento da publicação acontece no dia 17 de novembro, às 16h30 com um evento online “Fundo Patrimoniais: alocação, rentabilidade e governança” com análise dos especialistas Diego Martins, sócio da Pragma Gestão de Patrimônio, Ilan Ryfer, Co-CEO da 1618 Investimentos, e Renata Biselli, Head de Impacto Social no Santander. Inscreva-se aqui.

 

Esta é uma realização da Coalizão pelos Fundos Filantrópicos e do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e conta com apoio de 1618 Investimentos, Fundação José Luiz Egydio Setúbal, Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal, Pragma Gestão de Patrimônio, Santander e Umane.

 

O IDIS investe nesta pauta há mais de uma década e o investimento na produção de conhecimento é fundamental para o fortalecimento do mecanismo no Brasil”, comenta Paula Fabiani, CEO do IDIS. Em março deste ano, o Instituto publicou o “Panorama dos Fundos Patrimoniais no Brasil“, um levantamento inédito que apontou a existência de 52 fundos patrimoniais em atividade com patrimônio em torno de R$78 bilhões. 

 

Sobre o IDIS e Coalizão pelos Fundos Filantrópicos

Há mais de uma década, o IDIS dedica-se à promoção da cultura de fundos patrimoniais no Brasil, liderando a Coalizão pelos Fundos Filantrópicos. A iniciativa que conta com mais de 70 membros de distintos setores, por meio do advocacy, busca desenvolver esse modelo de sustentabilidade financeira para organizações e causas.  

Para concluir projeto de avaliação, IDIS visita unidades do Amigos do Bem

Em viagem ao sertão nordestino, Paula Fabiani, CEO do IDIS, e Felipe Insunza Groba, gerente de projetos da instituição, visitaram as unidades da ONG Amigos do Bem do Vale do Catimbau, em Buíque-PE, e de Agrovila, em Mauriti-CE.

A visita é uma etapa do processo de avaliação SROI (Social Return on Investiment) ou Retorno Social Sobre Investimento, protocolo que propõe uma análise comparativa entre o valor dos recursos investidos em um projeto ou programa e o retorno social gerado para a sociedade com essa iniciativa.

Conheça mais sobre a metodologia aqui.

Amigos do Bem é uma instituição social, que atua há 29 anos no sertão nordestino, nas frentes de saúde, educação, trabalho e renda, moradia e acesso à água potável, rompendo o ciclo de fome e de miséria que assolam a região. A OSC atende mensalmente 150 mil pessoas em Inajá e Catimbau (PE), Mauriti (CE) e São José da Tapera (AL). Para que este negócio de impacto social funcione plenamente, a OSC conta com 10.600 voluntários, distribuídos entre São Paulo e o sertão.

Desde 2020, o IDIS vem trabalhando com a organização e neste ano pôde, por fim, visitar algumas das instalações e acompanhar na prática o trabalho realizado pelos Amigos do Bem. Dentre as suas iniciativas no campo da Educação, além da adoção de escolas públicas locais estão os Centros de Transformação, que possuem uma excelente estrutura física e oferecem atividades de contraturno escolar nos âmbitos cultural, esportivo e de apoio escolar para crianças, adolescentes e jovens da região.

Outras instalações visitadas, como as fábricas de castanha de caju, doces e costura, são importantes iniciativas de geração de renda, espaços que garantem uma estabilidade financeira cada vez maior para os moradores, contribuindo também para a sustentabilidade da organização e de seus impactos. Os Amigos do Bem também são responsáveis por parte importante das estruturas de coleta e distribuição de água nos territórios, com a construção de poços, cisternas e distribuição de caixas d’ água. Mais de 1.2 bilhão de litros de água são distribuídos por ano.

O IDIS conversou com beneficiários, equipe, membros da Governança e voluntários dos Amigos do Bem. “É notável o engajamento e comprometimento de todas as partes envolvidas no projeto, fator essencial para seu sucesso”, comentou Paula Fabiani.

A prática de avaliação de impacto tem sido cada vez mais incorporada por empresas e organizações sociais. No IDIS, é nítido o crescimento da demanda pelo serviço, com XX projetos avaliados apenas neste ano. Entre os clientes, já trabalhamos com organizações como Doutores da Alegria, Gerando Falcões, Parceiros da Educação, Petrobras, Sesc, entre outras.

Para comemorar Dia Nacional da Filantropia, IDIS prepara Playlist de vídeos de entrevistas como importantes nomes do setor

No dia 20 de outubro é comemorado o Dia Nacional da Filantropia, uma data de celebração e lembrança sobre a importância da conscientização da filantropia e de práticas de voluntariado para o desenvolvimento socioeconômico do Brasil. 

Para celebrar a data, o IDIS preparou uma playlist de vídeos das sessõesEm conversa com…”, tradicional momento do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais que reúne grandes nomes do setor brasileiro e internacional para conversas profundas sobre a filantropia no Brasil e no mundo.

Nas entrevistas, os palestrantes compartilham suas percepções sobre tendências do investimento social privado com base em suas experiências práticas como filantropos, investidores sociais e pessoas ativas no setor.

A sessão já recebeu figuras como Elie Horn, Presidente do Conselho do Instituto Cyrela; Henry Timms, CEO da 92Y e criador do Dia de Doar; Marina Feffer, membro do conselho da Fundação Arymax; Luiz Fernando Figueiredo, fundadora da Fefig; Antônio Carlos Pipponzi, filantropo e presidente do conselho do Instituto ACP; Jayme Garfinkel, filantropo e ex-presidente da Porto Seguro e, na última edição, Sonali Patel, sócia da Bridgespan Group.

Confira todos os vídeos aqui.

Paula Fabiani, CEO do IDIS, e Sonali Patel, sócia da Bridgespan Group, na sessão “Em conversa com…” do Fórum de Filantropos e Investidores Sociais 2022. Foto: Andre Porto

Avanço do Brasil no Índice de Solidariedade mostra caminhos para fortalecer filantropia

Texto publicado originalmente no blog do Movimento por uma Cultura de Doação.

No último dia 4 de outubro, o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e o Movimento por uma Cultura de Doação (MCD), com apoio da Conexão Captadoras, reuniram ativistas, pesquisadoreas e representantes de organizações da sociedade civil e de empresas para um debate sobre a recente publicação do Índice Global de Solidariedade (WGI, da sigla em inglês ‘World Giving Index’). Divulgado no final do mês de setembro, o índice trouxe o Brasil na 18ª colocação, o que representa um salto de mais de 35 posições entre os 119 países que integram o levantamento. Em 2020, o país figurava na 54ª colocação.

A fim de fomentar o debate sobre o cenário brasileiro, Paula Fabiani, CEO do IDIS, Andrea Wolffenbüttel, membro do comitê coordenador e líder do mandato de Comunicação do MCD, Pamela Ribeiro, coordenadora de projetos especiais no GIFE e membro do comitê coordenador do MCD; e Ana Flavia Godoi, fundadora da Rede Captadoras e consultora sênior de Mobilização de Recursos do Fundo Baobá, apresentaram e refletiram sobre os dados.

Paula Fabiani chamou a atenção para o item ‘Ajuda a um desconhecido’, que apresentou o maior crescimento em nível global dos três tópicos levantados. Isso representa cerca de três bilhões de pessoas, resultando na pontuação mais alta desde a primeira edição da pesquisa, em 2009. Este item saltou de 55%, em 2020, para 62% em 2021. Além da ajuda a um desconhecido, a pesquisa também considera ‘doações de dinheiro a organizações’ e ‘trabalho voluntário’. “Claramente houve um efeito da pandemia, mas outros temas também fizeram as pessoas se engajarem em uma ação, como as mudanças climáticas”, analisou.

Enquanto, na Europa, os países são melhores colocados na doação de dinheiro a organizações, na América Latina a ajuda a um desconhecido teve um desempenho melhor do que a média global, de 40%. Dos 17 países do bloco, apenas Peru (39%), Chile (38%), Panamá e El Salvador (36% cada) ficaram abaixo da média; Brasil e Argentina dividem a liderança, ambos com 47%.

No Brasil, apesar do grande avanço na ajuda a desconhecidos – que foi de 63% para 76% e colocou o país em 11º posição neste item – o índice que mais apresentou crescimento foi a doação a organizações, que avançou 15 pontos percentuais e chegou a 41%.

Mesmo com cautela, Pamela Ribeiro, coordenadora de projetos especiais no GIFE, se mostra otimista com os dados apresentados e indica que eles podem representar um fortalecimento da Cultura de Doação no país. “Quando a gente associa esse crescimento expressivo do engajamento dos brasileiros na doação de dinheiro a outros dados, como o aumento da confiança, isso indica pra gente um futuro bastante promissor”, projetou.

Os dados, na visão de Pamela, podem representar ainda uma ‘resposta dos brasileiros’ ao contexto político e institucional atual. “A retração de políticas públicas e a restrição de acesso aos direitos básicos podem ter estimulado a busca por um caminho alternativo, que é a sociedade civil organizada”, sugeriu a coordenadora.

Por considerar a nova posição do Brasil um lugar ‘poderoso’ e estratégico também para o setor de captação, a fundadora da Conexão Captadoras, Ana Flavia Godoi, destacou a importância de profissionalizar o campo e investir na formação de profissionais e estruturação de setores voltados especificamente para isso. “Quem não tem entendido a captação como um campo profissional pode ter perdido doações nesse período”, sugeriu.

Para Ana Flavia, os números representam mais pessoas praticando a solidariedade e confiando nas organizações, e afirma que “Cabe a nós, do lado de cá, estarmos preparadas para dialogar com essas pessoas e construir uma jornada para esses possíveis doadores. Tendo uma cultura de captação caminhando ao lado da cultura de doação, podemos estimular a construção de uma sociedade civil fortalecida”, explicou.

O evento contou com a participação de mais de 60 pessoas do campo. Andrea Wolffenbüttel, líder do mandato de Comunicação do MCD, destacou a importância do debate para duas das diretrizes criadas pelo MCD para a cultura de doação: Fortalecimento do Ecossistema da Cultura de Doação (Diretriz 5) e Narrativas Engajadoras (Diretriz 2).

“Toda vez que você tem dados e conhece melhor, você consegue entender e discutir com mais propriedade e consegue tomar decisões mais qualificadas. Ter esses dados e discuti-los é fundamental para o fortalecimento do nosso campo. Além disso, é importante termos narrativas que engagem as pessoas na doação; esses dados podem nos ajudar a construir essas narrativas engajadoras”, explicou a jornalista.

Faixa etária e gênero

A última edição do WGI também trouxe dados relacionados à idade e ao gênero dos respondentes. No quesito doação em dinheiro, a faixa que mais se mobilizou foi a de mais de 50 anos, onde aproximadamente 50% afirma ter feito uma doação. A faixa mais jovem (15-29), no entanto, também teve um crescimento acentuado e cada vez mais se aproxima da faixa imediatamente superior, de 30 a 49 anos.

“Uma grande surpresa que tivemos é o público masculino, que vem doando mais recursos. Nós tínhamos a percepção que o público feminino doava mais, e isso foi comprovado pela Pesquisa Doação Brasil, mas nesse último ano a gente teve o público masculino praticando mais a doação de dinheiro que as mullheres”, indicou a dirigente do IDIS, Paula Fabiani.

Para Pamela Ribeiro, essa mudança de posição pode ser um resultado da crise, principalmente social e econômica, enfrentada no país. “A gente sabe que esse tipo de situação afeta muito mais as mulheres, então a doação de dinheiro pode estar sendo impactada por isso”, levanta a hipótese.

No voluntariado, a situação é um pouco diferente, a faixa etária que mais atua nesse quesito é a de 30-49 anos, com desempenho próximo dos 27%, seguida pelas demais, quase empatadas. As mulheres se engajaram mais que os homens nesse tipo de ação, ainda que o registro histórico mostre uma alternância ao longo dos anos.

BNDES seleciona Parceiro Gestor de iniciativa para ampliar saúde no Norte e Nordeste

Consórcio formado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e pelo Impulso Gov é selecionado para gerir o Juntos pela Saúde

Matchfunding irá financiar a instalação de novas tecnologias para ampliar o atendimento da população. Com incentivo à participação de doadores privados, BNDES dobrará qualquer doação ao programa. Ação já tem adesão da Vale, que aportará R$ 34 milhões

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) selecionou o consórcio formado pelo Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) e pelo ImpulsoGOV como gestor da iniciativa Juntos pela Saúde. Participaram da concorrência outras três instituições.

Lançada em junho, a iniciativa tem como objetivo ampliar o investimento em tecnologia e equipamentos para o acesso da população brasileira à saúde, além de melhorar a prestação dos serviços do SUS nas regiões Norte e Nordeste do país – principalmente por meio do fortalecimento da atenção primária.

Para tanto, o BNDES se vale da estratégia do matchfunding, na qual dobra o valor aplicado por outros doadores do setor privado. A iniciativa busca reunir R$ 200 milhões em recursos não-reembolsáveis (R$ 100 milhões do Banco), que serão aplicados em unidades de saúde públicas e filantrópicas que atendem ao SUS para investimentos em obras, aquisição de equipamentos, informatização, melhorias de gestão e campanhas de saúde.

Até o momento, já há a intenção declarada de aporte da Vale, no valor de R$34 milhões, com a aplicação do mesmo valor por parte do BNDES. Estes recursos devem ser aplicados no fortalecimento da atenção primária nos municípios do entorno das operações da Vale no Estado do Maranhão, com a expansão da experiência exitosa do projeto Ciclo Saúde, da Fundação Vale. Os recursos do Banco são provenientes do Fundo Socioambiental do BNDES.

O gestor contratado será responsável pelo apoio à captação de recursos e pela realização de seleções públicas de projetos e/ou a estruturação de projetos passíveis de apoio, no valor mínimo R$2 milhões. Todas as propostas serão submetidas a um comitê de validação, com a participação paritária entre o BNDES e os doadores.

O gestor do projeto terá a atribuição também de receber os recursos do BNDES e das demais instituições apoiadoras e repassá-los para os projetos contemplados, acompanhando a aplicação e monitorando os resultados. A gestão do Juntos pela Saúde se dará em atendimento aos requisitos de governança corporativa e compliance, com estabelecimento de metas mensuráveis, contratação de auditoria externa, divulgação dos resultados e realização de seleções públicas. Além de melhorar o acesso à saúde para as pessoas, a iniciativa tem como metas a eficiência e a transparência dos investimentos.

“Para o IDIS é um grande orgulho esta conquista. Com nossa experiência em gestão de doações e criação de estruturas robustas de governança, como no Fundo Emergencial para a Saúde – Coronavírus Brasil e o Fundo de Investimento Social Privado pelo Fim das Violências contra Mulheres e Meninas, certamente foram determinantes para demonstrar nossa capacidade na entrega de um projeto tão importante e complexo”, comenta Paula Fabiani, CEO do IDIS.

Fundado em 1999, o IDIS é considerado uma das organizações pioneiras no apoio técnico para o investidor social no Brasil. Já a ImpulsoGov tem como objetivo aprimorar as políticas de saúde por meio do uso inteligente de dados e tecnologia.

A expectativa é que o consórcio selecionado seja contratado em dezembro, após análise técnica e jurídica do BNDES, e que, em 2023, comece a trabalhar na seleção e estruturação dos projetos.

Mais informações sobre o Juntos pela Saúde clique aqui.

Em sua 3ª edição, pesquisa revela o que crianças e jovens pensam sobre demandas sociais urgentes para o país

Realizada pela empresa de comunicação Umbigo do Mundo, a pesquisa ‘3 coisas que eu quero mudar no mundo’ ouviu 400 crianças e jovens, em todo Brasil, para entender o que pensam sobre os desafios e as oportunidades da sociedade e do planeta.

Ao responderem a pergunta que dá nome ao estudo, os entrevistados listaram prioridades de um a três da demanda mais urgente para a menos urgente. Neste ano, assim como na pesquisa do ano passado, a temática de “Educação e Direito a estudos” foi o tema mais citado entre os pesquisados na média nacional.

Entretanto, esse resultado variou entre as regiões do país, fator que se alterou em relação à 2021. A educação e direito a estudo segue como prioridade nas regiões Sul e Sudeste do Brasil, no Centro-oeste o foco ficou para o tema de “mais respeito e tolerância”. Já nas regiões Norte e Nordeste, questões como a pobreza, acesso a moradia e pessoas em situação de rua obtiveram maior preocupação das crianças e jovens. Isso, além de outros diversos pontos citados:

Outro destaque da pesquisa deste ano em comparação às anteriores é a atenção deste público em relação à questões da alimentação, falando sobre a dimensão emergencial da fome. Em 2020 e 2021 a temática ocupava a sexta posição, atrás de questões como saúde, violência e educação.

Em 2022, a fome subiu para a segunda posição, perdendo apenas para o tema da educação.

Acesse a pesquisa completa clicando aqui e confira todos os resultados. 

Veja as fotos da 11° edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais

Aconteceu no dia 15 de setembro, em São Paulo, a 11ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais. Promovido pelo IDIS , o evento que busca acelerar soluções fomentar a prática de investimento social no país.

As conversas abordaram temas como ESG, transformação territorial, avaliação de impacto, fundos patrimoniais e muito mais, sempre sob a ótica da COLABORAÇÃO!

Confira algumas das imagens registradas ao longo do dia:

ENTRADA E CREDENCIAMENTO

 

Abertura

 

Sozinho se vai rápido. Juntos se vai longe e ainda mais rápido

 

ESG: empresas colaborando contra a desigualdade

 

Empreendedores Sociais Folha

 

Territórios potentes: caminhos para transformação local

 

Cultura Avaliativa: gestão estratégica para impacto positivo

 

Almoço temático

 

Sessão dinâmica

Em conversa com…

 

O que a floresta me ensinou

Metodologias e redes para o fortalecimento da filantropia

Plataformas amplificando impacto

FUndos filantrópicos: colaboração multissetorial

desafios e perspectivas para a filantropia sob a ótica da colaboração

encerramento

CEO e Diretor da CAF visitam o Brasil e fortalecem parceria com o IDIS

Durante o mês de setembro, Neil Heslop OBE, CEO da organização britânica Charities Aid Foundation, esteve no Brasil, acompanhado de Derek Ray-Hill, Diretor de Estratégias Internacionais e Serviços Corporativos da CAF.

Neil assumiu o cargo em 2020 e até hoje, em função da pandemia, ainda não tinha tido a oportunidade de vistiar o Brasil e o IDIS, representante da rede internacional na América Latina.

A realização do 11° Fórum Brasileiro para Filantropos e Investidores Sociais foi o motivo ideal. Neil particiou como palestrante da sessão “Sozinho se vai rápido. Juntos se vai longe e ainda mais rápido”, plenária de abertura do evento, debatendo a importância da colaboração para o fortalecimento da filantropia.

Ao longo de uma semana, aprofundaram o conhecimento sobre o ecossistema filantrópico brasileiro e sobre como podemos integrar metodologias e projetos. Em uma conversa especial com a equipe do IDIS, compartilharam os objetivos estratégicos da organização, sua visão para o futuro e prioridades para a atuação da rede global, que envolve o cross border giving, ou seja, o fluxo de doações entre países, e o avanço da integração das práticas de filantropia corporativa à agenda ESG. Também puderam conhecer atores locais, como o Instituto Avon e o Projeto Guri, em São Paulo.

Assista ao painel com a participação de Neil no Fórum IDIS 2022

O IDIS é o representante, no Brasil, da Charities Aid Foundation (CAF), organização britânica dedicada à filantropia e com mais de 90 anos de experiência. A CAF apoia doadores – indivíduos, grandes doadores e empresas – a obter o maior impacto possível a partir de sua doação.

A parceria foi estabelecida em 2005. A partir do nosso escritório em São Paulo, atendemos os clientes internacionais da CAF que atuam na região, oferecemos serviços globais aos investidores sociais privados brasileiros e contribuímos mutuamente para a geração de conhecimento.

A CAF International é hoje a maior estrutura de apoio ao investidor social privado no mundo. Além da sede no Reino Unido, integram a rede representações na África do Sul, Austrália (Good2Give), Brasil (IDIS), Bulgária (BCause), Canadá, Estados Unidos, Índia, Rússia e Turquia (Tusev).

Para saber mais: cafonline.org.

IDIS marca presença em evento sobre filantropia comunitária no Maranhão

Em viagem ao Maranhão, Paula Fabiani, CEO do IDIS, Whilla Castelhano, coordenadora do programa Transformando Territórios (TT), e Hermes de Sousa, fundador do Instituto Comunitário Cacimba, organização participante do TT, estiveram em um evento promovido pelo Instituto Baixada Maranhense com o objetivo de engajar e falar sobre filantropia comunitária e desenvolvimento comunitário na região.

A organização trabalha dentro do modelo de uma fundação comunitária para promover e desenvolver a comunidade e apoiar outras instituições desse território. Diferente das OSCs tradicionais, as Fundações ou Institutos Comunitários (FICs) atuam em um território geográfico específico, seja este um bairro, distrito ou até uma cidade ou região, e trabalham na solução dos problemas prioritários daquela localidade, ou seja, são multi-temáticos.

Saiba mais sobre esse modelo aqui.

Em uma série de eventos, incluindo um jantar solidário, o Baixada Maranhense aproveitou a presença de representantes do setor empresarial da região, beneficiários dos projetos sociais e sociedade civil e demonstrou suas potencialidades e apresentou seus projetos. Paula Fabiani falou na abertura evento para as mais de 80 convidados, incluindo empresários, doadores, filantropos e beneficiários. No encontro, foi lançada a Solidárias, plataforma de investimento e doação para projetos sociais e estímulo ao empreendedorismo local que integram a rede da Baixada Maranhense, desenvolvida pelo próprio Instituto.

Paula Fabiani, Whilla Castelhano, Erika Saez (Instituto ACP) e Hermes de Sousa (Instituto Cacimba) no lançamento da plataforma Solidárias

Visitas de campo marcaram os dias seguintes. O grupo realizou uma trilha na comunidade quilombola da Ilha do Cajual. “É incrível o engajamento e a força das mulheres neste grupo”, comenta Paula. Também visitaram um projeto de produção de cerâmica.

Em uma roda de conversa, os participantes partilharam saberes e conheceram ainda mais sobre a atuação do Instituto junto de participantes de vários países da América Latina.

O Instituto Baixada Maranhense participa do programa Transformando Territórios, iniciativa do IDIS com a Charles Stewart Mott Foundation para fomentar a criação e fortalecimento de Institutos e Fundações Comunitárias no Brasil, com o engajamento de doadores e sociedade civil, compartilhamento de conhecimento e apoio técnico.

Conheça mais sobre:

Sonali Patel, participante do Fórum IDIS, é destaque no Valor

Com o crescimento do interesse de investidores sociais pela agenda climática, o Brasil se tornou um campo fértil para o desenvolvimento da filantropia. Essa é a percepção defendida por Sonali Patel, sócia da Bridgespan, em uma entrevista concedida ao jornal Valor Econômico. Ela esteve no Brasil recentemente para a 11° edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais, realizado pelo IDIS, participando da sessão “Em conversa com..”, e aproveitou para conhecer mais sobre a realidade brasileira.

“Vejo um interesse crescente por parte dos doadores e creio que esta é ‘a’ questão mais importante relativa à igualdade de nosso tempo (…) As pessoas menos responsáveis pela mudança climática são as mais afetadas por ela. Por isso o tema é cada vez mais importante para muitos filantropos”, afirmou Sonali.

Na entrevista, ela também comentou sobre a atuação do Bridgespan Group. O grupo foi responsável por intermediar a doação de USD 17 milhões da Mackenzie Scott a 19 organizações brasileiras como Gerando Falcões, Instituto Sou da Paz e BrazilFoudantion.

Clique aqui para conferir a entrevista na íntegra.

Fórum IDIS 2022: importância da colaboração e a evolução da filantropia

Aconteceu em setembro, em São Paulo, a 11ª edição do Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais. Promovido pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, o evento que busca acelerar soluções por meio das conexões e fomentar a filantropia no país.

Com o tema COLABORAÇÃO, as sessões abordaram assuntos como ESG, transformação territorial, avaliação de impacto, fundos patrimoniais e muito mais. Ao longo do dia, participaram mais de 40 palestrantes do Brasil e internacionais. Estiveram presentes 220 convidados e houve mais de 1.800 visualizações da transmissão ao vivo.

“Foi muito rico poder retornar aos eventos presenciais e promover o Fórum com tantas discussões essenciais para o amadurecimento da filantropia no Brasil”, comentou Paula Fabiani, CEO do IDIS.

VEJA O ÁLBUM DE FOTOS DO EVENTO

Sozinho se vai rápido. Juntos se vai longe e ainda mais rápido

A abertura do evento teve a participação de Celso Athayde (CUFA), Mônica Sodré (RAPS), Neil Heslop (CAF) e Atila Roque (Fundação Ford). Representantes da sociedade civil, abordaram a importância da colaboração para encontrarmos respostas aos desafios que temos como sociedade e qual é o caminho que, idealmente, devemos percorrer.

A mesa ‘Sozinho se vai rápido. Juntos se vai longe e ainda mais rápido’, logo de cara, já deu tom ao evento que, em toda sua programação buscou diferentes olhares para a colaboração. Celso Athayde destacou o papel fundamental da colaboração em ambientes de desigualdade social, pois “é isso o que mantém a população persistente e evoluindo”. Nesse sentido, a filantropia também possui o papel de viabilizadora desse impacto.

Os palestrantes destacaram que a honestidade, diversidade e empatia são valores necessários para que o trabalho em colaboração seja efetivo, além é claro de um foco real em alcançar objetivos concretos e de longo prazo.

 Assista ao debate:

Ainda trazendo um olhar amplo sobre o tema, Ana Buchaim (B3); Luiza Helena Trajano (Magazine Luiza e Grupo Mulheres do Brasil); Marcílio Pousada (RaiaDrogasil) e Rodrigo Pipponzi (Grupo MOL e Movimento 1% Brasil) trouxeram a perspectiva coorporativa.

Na plenária ‘ESG: empresas colaborando contra a desigualdade’, o destaque entre os palestrantes foi o debate sobre a importância de as companhias assumirem publicamente compromissos com a sociedade. “É impressionante a força de uma empresa quando elas abraçam uma causa para valer”, destacou Luiza Helena Trajano, e ainda realçou o quanto ainda precisamos estar atentos aos resultados da crise que enfrentamos por conta da Covid-19. “Nós não entendemos ainda o que a Covid fez com a sociedade. O perfil profissional, o perfil das empresas, do consumidor, as prioridades das pessoas“, comentou.

A programação teve ainda a participação dos vencedores de 2021 do ‘Prêmio Empreendedor Social’ da Folha de S. Paulo, que puderam apresentar suas iniciativas e propósitos de atuação. Infelizmente, Stellinha Moraes, da organização Anjos da Tia Stellinha teve um problema de saúde e não pode estar presente.

Conheça um pouco da história de cada um:

Causas e temas

Os participantes do Fórum tiveram a oportunidade de também mergulhar em assuntos mais específicos e, durante a programação, em alguns momentos, puderam se dividir conforme seus interesses.

Assuntos relacionados ao meio ambiente foram abordados em dois momentos distintos, com chamados diretos à ação da comunidade filantrópica.  A bióloga e ex-ministra do Meio Ambiente, Izabella Terixeira, destacou os desafios contemporâneos e os desafios globais que dizem respeito ao meio ambiente e a luta pela redução das desigualdades. “A filantropia tem um papel estruturante e estratégico, que pode nos levar à situação de sair do greenwishing para o greendoing”. A atriz e ativista ambiental Christiane Torloni, por sua vez, trouxe uma mensagem forte, compartilhando o significado da palavra “florestania”. Contou suas ações em prol do meio ambiente e convocou os participantes a agir.

Para debater como o desenvolvimento sistêmico de um território é mais potente e mais longevo com o engajamento da comunidade, subiram ao palco Agustín Landa (Lanza e Alliance Magazine), Fernanda Bombardi (ICE – Instituto de Cidadania Empresarial) e Hermes de Sousa (Instituto Cacimba); moderados por Lúcia Dellagnelo (ICOM e CIEB).

O painel destacou como o modelo de institutos e fundações comunitárias pode contribuir para fortalecer os atores locais ao estabelecer vínculos com públicos externos, fomentando a colaboração, criando conexões de impacto e fomentando uma cultura de doação e colaboração local. Também foi abordado o contexto dos investimentos de impacto, que levam a força dos negócios de impacto para apoiar o desenvolvimento de um território, demonstrando que com a colaboração é possível ajudar e construir mudanças perenes em territórios com grandes vulnerabilidades.

A sessão ‘Cultura Avaliativa: gestão estratégica para impacto positivo’, por sua vez, discutiu os benefícios e desafios das avaliações de impacto como parte integrante da cultura das organizações, trazendo o ponto de vista de financiadores e projetos beneficiados.

Louize Oliveira, do Instituto Sicoob e uma das palestrantes da mesa destacou que o processo avaliativo foi muito rico para a empresa e todos os stakeholders envolvidos em suas iniciativas sociais.  “Durante todo o percurso avaliativo notamos que o ganho de valor estava além da mensuração do impacto gerado, bastante importante, mas também na geração de conhecimento e reconstrução dos processos do que a empresa já vem fazendo”.

O evento trouxe também o debate sobre novas formas de doação e filantropia e de que maneira o mercado vem inovando nesse sentido. As mesas ‘Plataformas amplificando impacto’ e ‘Fundos filantrópicos: colaboração multissetorial’ trataram disso.

A primeira apresentou diferentes perspectivas, formatos e plataformas, e como eles podem gerar um ambiente favorável para a colaboração e doação. Com a participação de Flavia Rosso (iFood), João Paulo Pacífico (Grupo GAIA) e Mafoane (Meta) e mediados por Carlos Pignatari (Ambev) os convidados ressaltaram o quanto as alternativas de modelos de financiamento para a atuação filantrópica são necessárias para evoluirmos no impacto social.

No painel de Fundos Filantrópicos: colaboração multissetorial, o debate girou em torno da conceitualização da temática, trazendo exemplos de diferentes arranjos que contribuem para a sustentabilidade de causas e organizações apresentando cases dos palestrantes que já trabalham com o mecanismo. Mediados por Renata Biselli (Santander), estiveram na mesa Daniela Grelin (Instituto Avon), Fabio Lesbaupin (Estímulo 2020) e Osmar Lima (BNDES)

A interação e as conversas se intensificaram durante o almoço, quando 18 especialistas foram anfitriões de mesas temáticas. Entre os temas debatidos, a equidade racial, ações para o atingimento dos ODSs, estratégias para a filantropia familiar, mecanismos de resposta à situações emergenciais, criptofilantropia, e muito mais.

Interpretação do passado e olhares para o futuro

A entrevistada da tradicional sessão “Em conversa com…” foi Sonali Patel, sócia do Bridgespan, grupo responsável por intermediar a doação de USD 17 milhões de MacKenzie Scott a 16 organizações brasileiras, em março deste ano. Sonali abordou  as mudanças que tem observado na forma como os filantropos estão fazendo seus investimentos sociais. Ela acredita que a colaboração entre filantropos vem crescendo – eles trocam conhecimento e confiam mais nas organizações onde fazem seus investimentos.

Cassio França (GIFE), Giovanni Harvey (Fundo Baobá para Equidade Racial), Donzelina Barroso (Rockfeller Philanthropy Advisors) e Georgia Pessoa (Instituto Humanize) trouxeram o debate de como, no ecossistema filantrópico, há entes que contribuem para acelerar e potencializar interações, criando as condições mais favoráveis para ações transformadoras. Metodologias e mecanismos fortes possuem esse importante papel.

“Os negócios como eram feitos já não funcionam mais. Isso exige uma mudança de mentalidade e habilidades para que doadores, filantropos e instituições possam colaborar de forma estratégica e sistêmica”, destacou Donzelina na mesa ‘Metodologias e redes para o fortalecimento da filantropia’.

Fechando a programação do dia, Atti Worku (African Visionary Fund), Carola Matarazzo (Movimento Bem Maior), Matthew Bishop (Catalyst 2030) e Benjamin Bellegy (WINGS), abordaram ‘Desafios e perspectivas para a filantropia sob a ótica da colaboração’.

“Os negócios estão aprendendo a colaborar melhor em prol do impacto social, mesmo no mercado competitivo”, destacou Matthew; “Acredito que todas as instituições atualmente precisam estar muito atentas a qual seu propósito, seus objetivos claros e responsabilidade. Demonstrando que a entrega não é apenas material, mas que pensa no impacto positivo para a sociedade”, acrescentou.

O Fórum Brasileiro de Filantropos e Investidores Sociais é uma realização do IDIS com parceria do Global Philanthropy Forum e a CAF – Charities Aid Foundation. Esta edição teve apoio prata da Ford Foundation; apoio bronze de Ambev, B3 Social, BNP Paribas Asset Management, Fundação Arymax, Fundação José Luiz Egydio Setúbal, Instituto Sicoob, Movimento Bem Maior, Raia Drogasil e Santander. A revista Alliance foi a parceria de mídia.

IDIS é finalista em seleção pública para Parceiro Gestor em programa do BNDES

O IDIS é um dos três finalistas da seleção pública promovida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para definição de um parceiro gestor do Juntos Pela Saúde – iniciativa que busca ampliar, melhorar e impulsionar o acesso aos investimentos para a indústria da saúde no Brasil.

O parceiro gestor escolhido será responsável por selecionar, monitorar a execução e prestar contas dos projetos de saúde que irão compor a iniciativa. Todas as propostas do programa devem estar diretamente relacionadas a ações e serviços públicos de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Serão atendidos municípios do Brasil, cujos indicadores de saúde demonstram onde há mais carência como por exemplo em cidades em que o número inferior ao de 1 médico para cada 1 mil habitantes. 

O investimento inicial do BNDES no Juntos pela Saúde será de até R$100 milhões para um período inicial de quatro anos. A iniciativa é caracterizada como um matchfunding, ou seja, para cada valor investido por alguma instituição apoiadora, o BNDES investe o mesmo valor, dobrando o aporte.

Já a seleção para parceiro gestor consiste em 4 etapas: eliminatória, classificatória preliminar, apresentação oral e classificatória final. O IDIS foi aprovado nas duas primeiras fases, e agora aguarda os resultados finais, após a realização da sustentação oral que aconteceu na última semana, na sede física do BNDES no Rio de Janeiro. A divulgação do resultado está prevista para o dia 10 de outubro.

A proposta aplicada foi desenvolvida pelo time de prospecção e parcerias do IDIS, com apoio de João Abreu, especialista em saúde e co-fundador da Impulso Gov, e Aldo Labaki, consultor associado especialista em projetos de altíssima complexidade.

IDIS e iFood falam sobre campanha contra a fome no Twitter do Ação da Cidadania

Como parte da campanha do Pacto pelos 15% da Ação da Cidadania, Paula Fabiani, CEO do IDIS, participou de uma conversa junto da Flavia Rosso, gerente de sustentabilidade no iFood, moderado pro Nathália Dias, produtora de conteúdo da Ação da Cidadania.

A campanha Pacto pelos 15 busca trazer conscientização acerca do agravante dado que 15% da população brasileira está passando fome, aproximadamente 33 milhões de pessoas.

Ao longo da conversa, Paula Fabiani traz uma avaliação sobre essa situação socioeconômica e como empresas e sociedade podem se engajar. “Na última pesquisa que a gente fez sobre o comportamento do doador, a gente vê um crescimento expressivo, muito por causa da pandemia. Na doação para campanhas, o brasileiro está se engajando mais em campanhas”, comenta.

Confira a entrevista na íntegra no Twitter do Ação da Cidadania:

 

Vem pro IDIS: vaga para gerente de projetos (consultoria)

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social tem uma oportunidade para Gerente de Projetos para atuar na área de consultoria.

Para fortalecer nossa atuação, buscamos um(a) profissional que apoie a gestão de nossas iniciativas na área de consultoria. Essa função envolverá implementação de novas metodologias, desenvolvimento do time, pesquisa e produção de conteúdo, relacionamento com clientes, prospecção de novos negócios, entre outras atividades. Saiba mais sobre a atuação do IDIS acessando nossos cases.

Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, o IDIS atua junto a empresas, famílias, institutos, fundações e organizações da sociedade civil. Desenvolvemos projetos de impacto, geramos conhecimento ao setor e oferecemos consultoria ao investidor social e às organizações que executam projetos e programas sociais para que tomem decisões estratégicas e ampliem o impacto de suas iniciativas.

Inscreva-se nessa vaga pelo 99Jobs.

Instrução e Experiência: 

    • Formação superior complementada com cursos de pós-graduação ou MBA, além de experiência mínima de 5 anos liderando a gestão de projetos, em especial junto a organizações com práticas de Investimento Social Privado.
    • Conhecimentos avançados sobre estratégias, políticas e práticas de Investimento Social Privado, Sustentabilidade, Responsabilidade Social Empresarial, Investimento de Impacto e ESG.
    • Análise de informações qualitativas e quantitativas.
    • Conhecimento sobre conceitos e técnicas de planejamento estratégico, gestão da governança, avaliação de impacto, estruturação de fundos patrimoniais e gestão de editais e outros veículos de doação.
    • Facilitação de grupos e condução de workshops e reuniões participativas.
    • Elaboração de apresentações e relatórios com boa apresentação visual e estruturação clara e objetiva do conteúdo.
    • Conhecimentos avançados de inglês na linguagem oral e escrita.

como você atuará

Gestão de Projetos:

  • Efetuar gestão de equipe multidisciplinar
  • Orientar e revisar trabalhos focados em planejamento estratégico, gestão de projetos e mensuração de impacto
  • Conduzir o desenvolvimento de estratégias sociais e de ESG em diferentes territórios socioambientais
  • Orientar o desenvolvimento e revisar propostas de prestação de serviços focadas no escopo IDIS
  • Representar o IDIS e seu escopo de atuação em eventos relacionados
  • Gerenciar a execução de projetos de consultoria e projetos de impacto do IDIS
  • Gerenciar o relacionamento com os clientes, parceiros e doadores
  • Gerenciar as despesas dos projetos e as metas orçamentárias da área de projetos.
  • Manter os conhecimentos e aprendizados oriundos dos projetos de forma organizada e acessível.

Gestão de Propostas Técnicas e Comerciais:

  • Contribuir ativamente na prospecção de novos projetos e parcerias.
  • Elaborar propostas técnicas e comerciais e participar de reuniões com potenciais clientes, parceiros e doadores
  • Contribuir para a concepção de novas oportunidades de projetos de impacto.
  • Oferecer suporte à equipe de prospecção e novos negócios do IDIS.

BENEFÍCIOS:

  • Contratação PJ
    Início em outubro de 2022
    Remuneração mensal – A combinar
    Tipo de trabalho – Híbrido: combinação de presencial e remoto, com disponibilidade para viagens.

COMO SE CANDIDATAR

Interessadas (os) devem preencher a candidatura na 99Jobs.

O prazo de inscrição será encerrado em 10 de outubro.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos. No formulário, você poderá indicar se você se considera como potencial beneficiário(a).

O IDIS está localizado em São Paulo, próximo à estação Pinheiros do metrô.

Vaga para Analista de Projetos Sênior de Monitoramento e Avaliação de Impacto Socioambiental

O IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social busca uma pessoa Analista de Projetos Sênior de Monitoramento e Avaliação de Impacto Socioambiental.

Com a missão de inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, o IDIS atua junto a empresas, famílias, institutos, fundações e organizações da sociedade civil. Desenvolvemos projetos de impacto, geramos conhecimento ao setor e oferecemos consultoria ao investidor social e às organizações que executam projetos e programas sociais para que tomem decisões estratégicas e ampliem o impacto de suas iniciativas.

Essa pessoa será responsável pela execução das atividades dos projetos conduzidos e apoiados pelo IDIS, garantindo cumprimento de prazos, qualidade nos produtos desenvolvidos e serviços prestados.

Inscreva-se nessa vaga pelo 99Jobs.

Instrução e Experiência:

Ensino superior completo, preferencialmente em estatística, economia, ciências sociais ou áreas afins, e experiência mínima de 3 anos em gestão de projetos, preferencialmente em monitoramento e avaliação de projetos. Formação complementar com curso de pós-graduação ou MBA é uma vantagem.

 
Conhecimentos específicos:
 

    • Conhecimentos intermediários sobre estratégias, políticas e práticas de Investimento Social Privado, Sustentabilidade, Responsabilidade Social Empresarial e Investimento de Impacto.
    • Conhecimentos sobre análise estatística.
    • Conhecimento e experiência em elaboração e monitoramento de indicadores.
    • Conhecimento e aplicação de metodologias para elaboração de análise diagnóstica, planejamento estratégico e plano de ação.
    • Desenho e aplicação de pesquisas quantitativas.
    • Facilitação de grupos focais e condução de entrevistas em profundidade.
    • Sistematização e análise de informações qualitativas e quantitativas.
    • Elaboração e análise de planilhas Excel, incluindo manuseio de bases de dados, elaboração de tabelas dinâmicas e gráficos.
    • Elaboração de apresentações com boa apresentação visual, storytelling, clareza e objetividade na transmissão de conteúdos e conclusões.
    • Conhecimentos intermediários de inglês na linguagem oral e escrita.
    • Experiência com softwares de análise de dados de qualitativos e quantitativos será considerada uma vantagem.
    • Conhecimento avançado de espanhol na linguagem oral e escrita será considerado uma vantagem.

como você atuará

  • Apoiar a elaboração de propostas de projetos de Monitoramento e Avaliação para potenciais clientes e parceiros.
  • Implementar as atividades dos projetos de Monitoramento e Avaliação do IDIS, respeitando os prazos acordados e zelando pela qualidade dos produtos entregues.
  • Apoiar e realizar a coleta de dados quantitativos e qualitativos necessários para a execução dos projetos.
  • Organizar, ler, analisar documentos elaborar relatórios e apresentações sistematizando o processo de Monitoramento e Avaliação e os aprendizados e conclusões obtidas.
  • Realizar pesquisas de conceitos, referências e benchmarking que enriqueçam os projetos e tragam embasamento para os produtos desenvolvidos.
  • Apoiar na elaboração de propostas de projetos para potenciais clientes e parceiros, quando necessário.
  • Participar de reuniões periódicas da equipe de consultoria para manter a equipe alinhada com o planejamento estratégico e missão da organização.
  • Promover a aprendizagem e compartilhamento de conhecimento técnico com a equipe do IDIS.
  • Participar ativamente do ciclo de planejamento estratégico juntamente com as outras áreas da organização.
  • Apoiar a Gerência de Comunicação em temas e matérias relacionadas a projetos de consultoria e estratégicos para base de desenvolvimento de conteúdo de comunicação.

 

BENEFÍCIOS:

  • Contratação CLT
  • Vale Alimentação
  • Vale Transporte
  • Plano de Saúde
  • Credencial Plena do Sesc
  • Day off de aniversário

Tipo de trabalho – Híbrido (remoto e presencial)
Início em outubro de 2022

COMO SE CANDIDATAR

Interessadas (os) devem preencher a candidatura na 99Jobs.

O prazo de inscrição será encerrado em 7 de outubro.

O IDIS adota critérios de diversidade e inclusão nos processos seletivos. No formulário, você poderá indicar se você se considera como potencial beneficiário(a).

O IDIS está localizado em São Paulo, próximo à estação Pinheiros do metrô, com atividades prioritariamente presenciais.

Brasil atinge recorde e está entre os 20 países mais solidários do mundo

World Giving Index revela que a generosidade cresce globalmente. Brasil ocupa 18a posição no ranking

Mais pessoas doaram dinheiro para organizações sociais e ajudaram desconhecidos no ano passado do que em qualquer ano da década anterior, de acordo com o World Giving Index 2022 da organização britânica Charities Aid Foundation (CAF), representada no Brasil pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social.

Em todo o mundo, 3 bilhões de pessoas ajudaram alguém que não conheciam, um aumento de aproximadamente meio bilhão em comparação ao período anterior à pandemia. Cerca de 200 milhões de pessoas também doaram dinheiro para organizações da sociedade civil em todo o mundo, com o número de doações aumentando 10% em economias de alta renda.

O World Giving Index é uma das maiores pesquisas sobre doações já produzidas, com quase 2 milhões de pessoas entrevistadas desde 2009. O Índice deste ano inclui dados de 119 países, representando mais de 90% da população adulta global. Três perguntas são feitas a pessoas ao redor do mundo: você ajudou um estranho, doou dinheiro a uma organização social ou fez algum tipo de trabalho voluntário no mês passado?

Clique aqui para baixar a pesquisa completa

Pelo quinto ano consecutivo, o país mais generoso do mundo é a Indonésia, seguida pelo Quênia em segundo lugar. Muitos países de alta renda retornaram ao top 10, depois de ver um declínio acentuado no voluntariado e doações desde 2018, mas que voltou a crescer durante a pandemia. Além dos Estados Unidos em terceiro lugar, Austrália (4), Nova Zelândia (5) e Canadá (8) se juntam aos países mais generosos do mundo.

A Ucrânia ficou em 10º lugar no ranking, subindo de 20º no ano anterior, e é o único país europeu que figura entre os 10 primeiros. A alta pontuação dos dados coletados antes do conflito de 2022 reflete as novas maneiras de engajamento que surgiram na Ucrânia, juntamente com um aumento nos padrões de vida e a necessidade criada pela pandemia.

Pelo quarto ano consecutivo, o Brasil subiu no ranking geral do World Giving Index, pulando da 54° para a 18° posição. O crescimento aconteceu em todas as categorias de avaliação, sendo ainda mais expressiva na “ajuda a um desconhecido”, no qual o país passou de 36° para o 11° lugar em apenas 12 meses.

O cenário reflete um crescimento do sentimento de solidariedade no Brasil nos últimos anos. Mesmo com dificuldades advindas do contexto socioeconômico atual, a população brasileira demonstra um interesse ativo em ajudar, não necessariamente apenas com doações financeiras, mas também por outros meios como ajudas esporádicas e trabalhos voluntários. Paula Fabiani, CEO do IDIS, destaca que “O Brasil alcançou um patamar histórico no ranking, revelando o fortalecimento da generosidade e da cultura de doação no País”

Segundo Neil Heslop OBE, CEO da Charities Aid Foundation, “A generosidade assume diferentes formas ao redor do mundo, e até mesmo suas definições diferem entre as culturas. O World Giving Index visa mensurar a generosidade expressa por meio de três comportamentos humanos. De forma encorajadora, a pontuação geral do Índice aumentou, indicando que as pessoas em todo o mundo têm se engajado mais em ações generosas do que no ano anterior. Em um cenário econômico, social e político incerto, o World Giving Index melhora nossa compreensão sobre doações globais. A Covid-19 afetou mais os mais pobres e vulneráveis ​​do mundo, o que também interrompeu o progresso em direção aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. Doadores privados e empresas provavelmente serão chamados para preencher lacunas de financiamento e organizações da sociedade civil precisarão descobrir a melhor forma de direcionar seus recursos limitados para o maior impacto. No entanto, após dois anos difíceis e com mais desafios que provavelmente virão, continuamos a ver grandes exemplos de generosidade global”.

World Giving Index 2022 – top 20 países:

WORLD GIVING INDEX – 2022

Geral Ajuda a um desconhecido Doação em dinheiro Voluntariado

 

Posição Pontuação Posição Pontuação Posição Pontuação Posição Pontuação
Indonésia 1 68% 76 58% 1 84% 1 63%
Quênia 2 61% 7 77% 20 55% 2 52%
Estados Unidos 3 59% 4 80% 9 61% 7 37%
Austrália 4 55% 34 69% 6 64% 20 33%
Nova Zelândia 5 54% 46 66% 10 61% 14 34%
Mianmar 6 52% 83 55% 2 73% 36 28%
Serra Leoa 7 51% 1 83% 76 27% 3 44%
Canadá 8 51% 50 65% 13 59% 33 29%
Zâmbia 9 50% 18 74% 53 35% 4 43%
Ucrânia 10 49% 13 75% 29 47% 54 24%
Irlanda 11 49% 87 55% 14 59% 21 32%
Tailândia 12 48% 58 64% 8 62% 75 19%
República Tcheca 13 48% 54 64% 21 55% 52 24%
Nigéria 14 48% 5 79% 73 29% 13 35%
Emirados Árabes Unidos 15 47% 48 65% 18 56% 70 21%
Polônia 16 47% 45 66% 26 50% 45 25%
Reino Unido 17 47% 97 52% 5 65% 55 24%
Brasil 18 47% 11 76% 38 41% 48 25%
Guiné 19 47%% 26 72% 52 35% 15 33%
Filipinas 20 47% 15 75% 79 26% 6 39%

Notas:

  • Acesse o estudo completo em clicando aqui;
  • Metodologia: O CAF World Giving Index é baseado em dados da World View World Poll da Gallup, que é um projeto de pesquisa em andamento realizado em mais de 100 países e, juntos, representam mais de 90% da população adulta mundial. A pesquisa faz perguntas sobre muitos aspectos diferentes da vida hoje, incluindo comportamento de doação. Os países pesquisados ​​e as perguntas feitas em cada região variam de ano para ano e são determinados pela Gallup. Mais detalhes sobre a metodologia da Gallup podem ser vistos online.
  • O World Giving Index 2022 foi lançado em 22 de setembro, durante a 77ª Assembleia Geral das Nações Unidas, em um evento em Nova York para discutir o papel do setor privado no alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

 

SOBRE A CAF – CHARITIES AID FOUNDATION

A Charities Aid Foundation é um grupo de três organizações sociais sediadas no e Reino Unido, Canadá e Estados Unidos, especializadas em doações internacionais seguras e eficazes. Juntos, trabalhamos com empresas e filantropos para apoiá-los e garantir que o dinheiro alcance as causas centrais de suas estratégias de investimento social privado. No Reino Unido, a CAF também opera o CAF Bank, oferecendo serviços bancários dedicados ao apoio a mais de 14.000 organizações sociais sediadas no Reino Unido. Por meio da rede CAF International, está presente em todos os continentes, sendo o IDIS o representante na América Latina.

 

Clique aqui para baixar a pesquisa completa

Descubra Sua Causa: teste incentiva engajamento social com conteúdo leve e informativo

Plataforma ganha nova edição e é fruto da parceria entre o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social e o Instituto MOL

 

Todos nós somos agentes de transformação e podemos fazer do mundo um lugar melhor, o primeiro passo é descobrir quais são as causas que nos movem. Em 2018, o IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social criou o Descubra Sua Causa, um teste para ajudar nessa busca e incentivar doações para organizações sociais da sociedade civil. Para acompanhar as mudanças sociais dos últimos quatro anos, o IDIS firmou parceria com o Instituto MOL e, juntos, acabam de lançar a segunda versão do teste com nova plataforma, conteúdos e possibilidades de engajamento.

Na versão original, os resultados do teste eram expressos na identificação com cinco personagens: Flora (meio ambiente e animais), Nelson (educação, cultura e diversidade), Beto (esporte e cidades sustentáveis), Catarina (ciência e saúde) e Yama (geração de renda e empreendedorismo). O Descubra Sua Causa agora apresenta dez resultados possíveis, em formato de alegorias, novas possibilidades de engajamento – como pessoas para seguir, dicas de séries, livros e ações – e uma newsletter mensal para receber conteúdos exclusivos que acompanham a jornada de defensores de causas, voluntários e doadores.

“O Descubra Sua Causa foi nossa forma de contribuir com o fortalecimento da cultura de doação no Brasil. O brasileiro é solidário, mas não havia muito conhecimento sobre como agir, nem uma reflexão mais profunda sobre as causas com as quais se identificavam. O engajamento evoluiu em 4 anos e o novo teste acompanha essa mudança”, afirma a CEO do IDIS, Paula Fabiani.

A equipe do Instituto MOL reformulou as perguntas do teste e a mecânica de pontuação, além das causas apresentadas, baseando-se em sua experiência no terceiro setor, no acompanhamento das principais tendências de comportamento da sociedade brasileira e em conversas com especialistas da área. A ideia é que a pessoa se identifique com as situações propostas e escolha uma opção de forma leve e descontraída.

“Queremos mostrar que o envolvimento com causas sociais é uma forma prazerosa de promover mudanças significativas em diferentes áreas. A doação, seja de recursos ou de tempo – via voluntariado – é uma forma eficaz de atingir esse objetivo. Também queremos mobilizar as pessoas para que compartilhem o teste e ajudem a transformar a realidade”, explica a gerente executiva do Instituto MOL, Vanessa Henriques.

Segundo a Pesquisa Doação Brasil 2020, publicada pelo IDIS, de 2015 e 2020, o percentual de doadores de todos os tipos (dinheiro, bens e trabalho voluntário) caiu no Brasil. Enquanto em 2015, 77% da população havia feito algum tipo de doação, em 2020, o percentual ficou em 66%. Quando se trata de organizações/iniciativas socioambientais, a redução foi de 46% para 37%. Apesar do encolhimento na prática, a população brasileira vê de forma cada vez mais positiva a doação. Mais de 80% da sociedade acredita que o ato de doar faz diferença, e entre os não doadores, essa concordância atinge 75%.

Sugestões para doar

Ao fazer o teste do Descubra Sua Causa, os respondentes também encontram indicações de organizações da sociedade civil para as quais podem doar. A lista deu preferência às iniciativas que receberam o Prêmio Melhores ONGs e o Selo Doar ou foram indicadas pelos especialistas consultados durante a produção do teste. As sugestões serão atualizadas periodicamente, para que outras iniciativas sejam conhecidas.

O lançamento do novo Descubra Sua Causa é o primeiro projeto colaborativo entre Instituto MOL e IDIS. “A gente percebe no Instituto MOL uma capacidade de comunicação mais ampla. Ele tem um conhecimento mais profundo e, portanto, tem como traçar estratégias e lançar uma plataforma com um potencial muito maior. O Descubra Sua Causa, em um curto espaço de tempo, atingiu 300 mil pessoas e eu espero que a gente possa repetir essa marca com esse novo lançamento. A possibilidade de fazer essas colaborações representa um espaço muito rico para o desenvolvimento do setor e da sociedade”, conclui Paula Fabiani.

Para fazer o teste, basta clicar aqui!
A iniciativa também está presente nas redes sociais, com perfis no Instagram e no Facebook.

 Sobre o IDIS

O Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social (IDIS) é uma organização da sociedade civil que tem como missão inspirar, apoiar e ampliar o investimento social privado e seu impacto, trabalhando junto a famílias, empresas e outras organizações da sociedade civil em ações que transformam realidades e contribuem para a redução das desigualdades sociais no país. Sua atuação baseia-se no tripé geração de conhecimento, consultoria e realização de projetos de impacto. Saiba mais.

Sobre o Instituto MOL

O Instituto MOL é uma organização da sociedade civil criada para incentivar a cultura de doação no Brasil. Nascemos da iniciativa dos fundadores da premiada Editora MOL, em 2020, e hoje somos o braço sem fins lucrativos do Grupo MOL. Percebemos que nosso conteúdo — sempre com qualidade, transparência e tom positivo — poderia alçar voos mais altos ao contribuir para o impulsionamento da causa das causas: a cultura de doar mais e melhor, e falar sobre isso sem nenhum constrangimento. Um dos projetos do Instituto é o podcast Aqui se Faz, Aqui se Doa!, que traz conversas necessárias sobre cultura de doação, filantropia e responsabilidade social. Os empreendedores sociais e sócios do Grupo MOL Roberta Faria e Artur Louback recebem convidados inspiradores, comentam notícias, analisam números de pesquisas e compartilham ideias criativas para fazer boas ações. Saiba mais.

Empreendedores sociais pedem compromisso de candidatos com a Agenda 2030

Catalyst 2030 Brasil divulga carta aberta para incorporar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na gestão pública

Empreendedores sociais de todo Brasil publicaram uma carta aberta para candidatos e candidatas a cargos públicos em disputa nessas eleições. No documento, elencam oito compromissos e ações concretas para fortalecer a Agenda 2030 na gestão pública.

A ação foi organizada pelo Catalyst 2030 Brasil, rede global que atua em rede para tornar o mundo melhor e mais justo para todos e, com a carta, apresenta sugestões  criar ambiente e condições para acelerar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU. Até o momento, a iniciativa já conta com mais de sessenta assinaturas de organizações e empreendedores de impacto.

Nós do IDIS, somos membros fundadores do Catalyst 2030 e assinamos a carta. Convidamos você a participar também desse movimento. No contexto brasileiro são muitos os temas que precisam ser endereçados e apenas por meio da colaboração e fortalecimento dessas metas, isso é possível.

“Estamos diante de inúmeros desafios. A agenda dos ODS nos orienta na direção da solução de problemas que precisamos resolver urgentemente. Não temos tempo a perder e precisamos que todas as lideranças públicas estejam engajadas em colaboração com o setor privado e com a sociedade civil organizada”, argumenta Erika Sanchez Saez, membro do Catalyst 2030 BR e Diretora Executiva do Instituto ACP.

Clique aqui e acesse à carta 

Ou confira o conteúdo na íntegra abaixo.

Carta de Compromisso com a Agenda 2030 e os 17 ODS aos Candidatos e Candidatas das Eleições 2022

As pessoas e organizações signatárias desta carta se dirigem aos candidatos e às candidatas das eleições de 2022 para pedir o seu apoio e compromisso com os principais desafios coletivos tão bem traduzidos pela Agenda 2030, por meio dos 17 ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Somos um grupo de empreendedores de impacto, intra-empreendedores, inovadores e empreendedores sociais que, por meio do capítulo brasileiro do Movimento Global Catalyst 2030, promove  soluções inovadoras e a colaboração como estratégia fundamental e transversal para o alcance dos ODS em todo o planeta. O Movimento surgiu no Fórum Econômico Mundial, a partir da articulação de organizações internacionais como Ashoka, Skoll Foundation e Schwab Foundation, e reúne empreendedores sociais em 197 países que, juntos, impactam positivamente a vida de mais de 2 bilhões de pessoas. Continue lendo

Ampliação do uso de incentivos fiscais pelos doadores

Flavia Regina de Souza | sócia do escritório Mattos Filho, Veiga Filho, Marrey Jr e Quiroga Advogados
Priscila Pasqualin | sócia do PLKC Advogados
Paula Fabiani | CEO do IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social

Os Fundos Patrimoniais passaram a ser regulamentados no Brasil com a aprovação da Lei 13.800/2019. Eles permitem que instituições sem fins lucrativos estabeleçam uma base financeira sólida, capaz de sustentar ou complementar suas atividades de interesse público com os recursos gerados a partir do rendimento do patrimônio. Com isso, se tornam menos dependentes de recursos públicos, de novas doações e patrocínios, alcançam maior estabilidade financeira, asseguram sua viabilidade operacional e, em especial, a destinação perene de recursos privados para a promoção de causas de interesse público. Eles permitem, também, que a sociedade civil apoie instituições públicas, como universidades, hospitais, museus com a destinação de doações privadas voltadas investimentos voltados para o fomento, pesquisa, inovação, reformas, acervos, capacitação dos servidores públicos, sem substituição de verbas do orçamento público. Assim, em cenários de limitação de gastos públicos, os Fundos Patrimoniais são uma fonte alternativa e viável de recursos.

Apesar de muito positiva e inovadora, a Lei 13.800/2019 foi aprovada com vetos aos artigos referentes aos incentivos fiscais. Além do incentivo fiscal à doação, para que o potencial dos Fundos Patrimoniais seja desenvolvido ao máximo, é essencial que sua regulamentação tributária reconheça às Organizações Gestoras de Fundo Patrimonial o direito a não incidência dos impostos e contribuições sociais federais sobre os rendimentos de aplicação financeira, ganhos de capital e demais receitas.

Nesse sentido, tem-se o substitutivo apresentado ao PLC 158/2017 pelo senador Rodrigo Cunha (União/AL), antigo relator na Comissão de Educação, que recebeu subsídios da Coalizão pelos Fundos Filantrópicos que demostram como os endowments são fomentados em outros países.

A proposta de substitutivo visa contemplar as doações realizadas por pessoas físicas e jurídicas à Organizações Gestoras de Fundos Patrimoniais com os incentivos fiscais de imposto de renda, sem aumento dos limites já existentes no ordenamento jurídico, em esfera federal.

O texto merece destaque em alguns pontos no tocante aos incentivos fiscais: a proposta prevê a ampliação do acesso dos fundos patrimoniais vinculados a outras causas que já contam com incentivos fiscais no ordenamento jurídico, mas ainda são subutilizados pelos contribuintes. É importante dizer que tais incentivos não representam aumento da renúncia de receita que demanda a elaboração de estimativa de impacto orçamentário-financeiro ou a criação de novas fontes de recursos; a experiência internacional nos mostra que a existência de um sistema de criação de Fundos Patrimoniais aliado à concessão de incentivos fiscais aos doadores cria um ambiente fértil para o desenvolvimento patrimonial dos Fundos, e estimula a cultura de doação como mecanismo de fortalecimento da sociedade civil e do desenvolvimento social.

O Substitutivo proposto traz dispositivos que visam aproximar a legislação brasileira da internacional, garantindo segurança jurídica à tributação das Organizações Gestoras, com normas interpretativas, e desonerando o Fundo Patrimonial do Imposto de Renda sobre aplicação financeira, com a aplicação de norma isentiva já existente para os fundos de pensão.

Merecem destaque as propostas do Substitutivo como a que propõe que as OGFPs tenham a tributação de sua própria atividade definida com base na causa de interesse público a que se destinam – se causas imunes, devem ser imunes a impostos; se causas isentas, devem ser isentas a impostos; outro ponto é o direito à isenção da COFINS, já prevista na legislação atual, sobre todas as receitas previstas no art. 13 da Lei nº 13.800/2019.

Além disso, as Organizações Gestoras devem poder investir o principal do fundo patrimonial tanto no exterior quanto em participações societárias, se isso se mostrar a estratégia mais conveniente para perenizar e rentabilizar o patrimônio do fundo e se os rendimentos forem usados para custear sua atividade fim, sem que isso afaste seu direito à imunidade ou à isenção de impostos e também remunerar a valor de mercado os membros de todos os seus órgãos de governança, se isso se mostrar necessário à boa gestão da instituição, sem que isso afaste seu direito à imunidade ou à isenção. Sem falar na isenção de Imposto de Renda incidente sobre aplicações financeiras para as OGFPs que se dediquem a causas de interesse público, mesmo aquelas que não sejam abrangidas pela imunidade constitucional, tendo em vista a relevância desses fundos para a sustentabilidade de longo prazo dessas causas. O bem social a ser promovido pelas OGFPs é maior do que o potencial impacto econômico e orçamentário que seria possivelmente gerado, tendo em vista que tais instituições destinam recursos a programa, projetos e causas de interesse público, realizados por instituições públicas ou privadas sem fins lucrativos.

A proposta de substitutivo busca complementar a Lei 13.800/2019, utilizando-se das ideias do projeto original, e incluindo medidas que consideramos imprescindíveis à uma adequada regulamentação dos incentivos fiscais e da tributação dos Fundos Patrimoniais. Após 4 anos de tramitação é urgente a aprovação do PLC 158/2017, com a finalidade de se atingir maior adesão à lei e de se fomentar a cultura de doação do país.

O texto foi originalmente publicado pelo Estadão no dia 27/08/2022 

Com confiança e estratégia, a solidariedade é ainda mais forte!

Paula Fabiani – CEO do IDIS
Texto publicado originalmente pela Folha de São Paulo em 21/08/2022

O brasileiro é conhecido por ser um povo solidário, mas até recentemente, não tínhamos dados para afirmar se existia, de fato, uma cultura de doação no país. Em 2015, a primeira edição da Pesquisa Doação Brasil, realizada pelo IDIS – Instituto para o Desenvolvimento do Investimento Social, relevou que mais de três quartos da população havia feito uma doação – seja dinheiro, bens ou tempo, na forma de voluntariado. A segunda edição, com dados de 2020, constatou que as classes mais privilegiadas passaram a se engajar mais e a percepção geral sobre doação passou a ser mais positiva. Por outro lado, metade dos entrevistados disse não conhecer o papel das organizações da sociedade civil (OSCs) e 33% afirmou não ter certeza se o ato de doar faz alguma diferença. Naquele ano, doações em dinheiro a OSCs somaram R$ 10,3 bilhões, o equivalente a 0,14% do PIB.

Se por um lado constatamos que existe engajamento, também identificamos espaço para crescer e amadurecer. Em relação a outros países, em 2021, o Brasil se encontrava na posição 54 entre 114 nações na prática da solidariedade, segundo o World Giving Index, publicado pela britânica Charities Aid Foundation.

Quando consideramos o investimento social de empresas e famílias, os levantamentos também mostram mudanças. Durante a pandemia, os recursos investidos em causas atingiram seu recorde. De acordo com o Censo GIFE 2020, o montante total investido foi de R$ 5,3 bilhões – aumento de 53% em relação a 2018. Apesar do grande volume, ele não foi igualmente distribuído. Naquele ano, enquanto mais de três quartos dos entrevistados financiaram projetos nas áreas de Educação e Assistência, em especial em ações para o enfrentamento da Covid-19, menos da metade investiu em causas de grande relevância para o país como Meio Ambiente, Defesa de Direitos e Democracia e, apenas 36%, em Fortalecimento da Gestão Pública ou em Ciência e Tecnologia. Mais uma vez, os dados mostram que há possibilidades de evolução.

É preciso um olhar estratégico na prática da filantropia para que ela seja poderosa e transformadora. É preciso focar em sanar as causas dos problemas socioambientais, e não apenas seus efeitos. E essa tomada de consciência é necessária em toda a sociedade. A boa notícia é que estamos dando passos importantes nessa direção. Durante a pandemia de Covid-19, muitos doaram para aliviar o sofrimento dos grupos mais vulneráveis, uma abordagem assistencialista extremamente necessária naquele momento. Por outro lado, diversos doadores sabiam a mudança que queriam provocar, e desenvolveram tecnologias e caminhos inovadores para gerar impacto positivo. Doaram com rapidez e confiança nas OSCs. E as entidades beneficiárias responderam criando redes de apoio para levar ajuda a todos que precisavam.

Esse momento raro, do casamento da confiança com a estratégia, trouxe frutos maravilhosos e modificou a maneira como atuamos. Ouso acreditar que corporações e famílias com mais recursos ainda estão sob o efeito mágico produzido pelas transformações que foram capazes de gerar. E buscam evoluir na sua prática filantrópica, refletindo, monitorando e avaliando o impacto produzido na sociedade.

Testemunhamos um número crescente de empresas preocupadas com agenda ASG (ambiental, social e governança). Por parte das famílias mais privilegiadas, ainda que sutil, vemos um aumento da constituição de fundos patrimoniais filantrópicos, instrumento que permite perenizar o investimento social. Acompanhamos também o surgimento de ações colaborativas, fundamentais para acelerar mudanças socioambientais em linha com os ODS – Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.

O debate sobre a importância da filantropia foi impulsionado pela pandemia, e correntes de solidariedade surgiram em todo país. Vemos que a confiança e as estratégias estão amadurecendo, na medida em que aprendemos que o ato de doar tem o poder de mudar realidades. Mas, se quisermos realmente contribuir para a redução das desigualdades sociais no país, precisaremos da união entre empresas de todos os setores e portes, organizações da sociedade civil, governos e todos os brasileiros e brasileiras. O caminho é longo, mas o fundamental já temos, que é a solidariedade e o desejo de um Brasil justo e sustentável.

Investimento Social: seis passos para estruturá-lo em uma empresa

Em agosto de 2019, o Business Roundtable, grupo formado pelos CEOs das cem maiores companhias norte-americanas, declarou que, na sua visão, o propósito de uma empresa não era somente proporcionar lucro a seus acionistas. O propósito de uma empresa é também entregar valor aos seus clientes, investir em seus funcionários, lidar de forma justa com os fornecedores e apoiar as comunidades em que atuam. Em resumo, as empresas devem ir além de seus números, e impactar positivamente a sociedade.

Esta declaração histórica é o resultado de uma longa caminhada que, no Brasil, começou há cerca de quatro décadas e evolui por meio de diversos conceitos que vão desde responsabilidade social até ESG, passando pelo investimento social corporativo.

Saiba mais sobre estes conceitos

Independentemente dos rótulos, o importante é a percepção de que empresas são organismos poderosos, que devem usar seu potencial para melhorar a sociedade na qual atuam e da qual retiram os recursos para sua existência.

E como fazer isso de forma que traga benefícios concretos para todos?

O primeiro passo é admitir que problemas socioambientais são complexos e que, normalmente, as empresas não sabem lidar com eles, portanto, é necessário dedicação antes decidir o que fazer.

Escolha do foco de investimento social para atuação

O ideal é começar tentando identificar em qual faixa do imenso espectro de problemas sociais a empresa tem maior possibilidade de contribuir. Considere nesta análise os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e como é possível apoiar o cumprimento das metas estabelecidas na Agenda 2030.

A resposta pode estar ligada ao setor de atividade da firma. Por exemplo, um fabricante de alimentos provavelmente tem capacidade para atuar no combate á fome. Um banco pode contribuir com ações de educação financeira.

Ou ela pode ter relação com a estrutura de operação. Um distribuidor de bebidas pode contribuir com sua capilaridade, enquanto uma escola pode ceder seu espaço ocioso para alguma atividade.

Há ainda a possibilidade da atuação vir do local onde a empresa está instalada e até mesmo da comunidade onde se encontram seus fornecedores ou clientes.

O importante aqui é que exista um vínculo, uma razão ao se escolher uma causa ou uma região para ser adotada, porque é essa ligação que vai dar sentido ao investimento social e vai envolver toda a cadeia de stakeholders, desde os sócios.

Pensando no ESG, essa escolha é chamada de “materialidade”. Ou seja, algo que diga respeito realmente a onde/quem/ o que a empresa atinge de uma forma ou de outra.

Nota técnica: ESG e o “S” brasileiro

Diagnóstico do problema

Uma vez escolhida a causa ou o foco de atuação, vem a etapa de diagnóstico. Ela serve para compreender quais os principais problemas existentes nesse foco, quais tentativas de solução já foram experimentadas e quem são as pessoas e organizações envolvidas com essas questões.

Muitos investidores sociais perdem tempo e dinheiro porque acreditam ter a solução para alguma situação, sem, na verdade, conhecer a realidade das pessoas ou local que sofrem com aquele problema.

Portanto, é necessário estudar bem o problema que se quer atacar. E isso serve para qualquer tamanho de investimento social. Mesmo uma iniciativa pequena, deve ser bem concebida para surtir efeito e, quem sabe, tornar-se um grande projeto!

Definição do projeto de impacto social a ser realizado

Após entender o problema a ser atacado, chegou a hora de definir qual a intervenção a ser realizada. Para qualquer questão que tenha sido escolhida, existirão diversas abordagens possíveis.

O combate à fome não se restringe à doação de alimentos. Ele pode ser feito por meio de capacitação para o emprego, de educação para melhor utilização de alimentos ou estímulo à produção de alimentos mais baratos.

O melhor é optar pelo caminho mais viável dentro das condições da empresa e que traga mais impactos positivos para os beneficiários.

Ao final desta etapa é necessário ter as respostas para as seguintes perguntas:

  • O que vai ser feito?
  • Como vai ser feito?
  • Onde vai ser feito?
  • Quando vai ser feito?
  • Quanto vai custar?
  • Quais resultados queremos atingir?
  • Quais indicadores serão monitorados?

Fazer com as próprias mãos ou apoiar quem já faz?

Esta é outra decisão importante. Como a empresa vai conduzir sua ação social? Vai realizar ela própria ou vai optar por apoiar organizações sociais que já trabalham com a causa ou na comunidade escolhida?

Na verdade, estamos buscando a resposta para a pergunta: quem vai fazer?

Se a empresa vai operacionalizar as ações sociais, será preciso destacar ou contratar pessoas e criar uma célula dentro da companhia com essa responsabilidade, exigindo uma estrutura robusta. Ela estabelecerá uma ligação próxima com os beneficiários e terá maior controle sobre os resultados alcançados.

Se a empresa optar por apoiar organizações do Terceiro Setor para realizarem a ação social, não precisará fazer modificações internas profundas. Em compensação, haverá menos controle sobre a operação e resultados.

Como saber se deu certo?

Depois de todo esforço e dedicação para a realização de uma ação social, é fundamental saber se a intervenção gerou impactos positivos aos beneficiários. Recomenda-se que, antes de começar algum projeto, já se defina quais são as metas a serem perseguidas, quais os indicadores que dirão se elas foram alcançadas ou não e quais os processos que integrarão a avaliação. Fomentar a cultura avaliativa é desejável. O processo mostrará onde estão as fortalezas e onde há espaços para melhorias.

Convide todo mundo para participar

Um projeto social é uma iniciativa que deixa todo mundo entusiasmado. Equipe internas, fornecedores, parceiros, clientes, investidores, comunidade. Por isso, é muito importante contar para todos eles o que será feito e convidá-los a fazer parte. Eles podem dar ideias para melhorar o projeto, podem fazer doações para complementar a verba, podem realizar trabalho voluntário, podem ajudar a divulgar e mais uma série de coisas que nem sequer conseguimos imaginar. E ainda que não se engajem diretamente, podem reconhecer o valor da ação e recompensar a empresas pela atitude.

Com estas seis etapas, empresas se colocam na direção correta para honrar o propósito que se espera de uma empresa atualmente. O IDIS apoia investidores sociais privados em toda esta jornada. Conheça nossos serviços e algumas histórias de sucesso.

“Construindo o futuro”: novo relatório da CAF America incentiva filantropia para a América Latina

A cidade de Miami é um grande centro de doações filantrópicas para instituições sociais em toda a América Latina, vindas de residentes internacionais de alta renda no local. No entanto, apesar da vontade de criar um impacto duradouro por meio da filantropia, existem diversas barreiras que acabam dificultando a efetividade das doações.

Pensando em quebrar essas barreiras para pessoas que querem realizar doações para países na América Latina, a STEP Miami junto com a CAF America lançaram o relatório “Building the Future: Advising Latin American Philanthropy from Miami”. O objetivo da publicação é de inspirar doações internacionais estratégicas e com eficiência tributária a doadores norte-americanos.

Por meio da pesquisa, a STEP Miami e a CAF America mapearam a relevância das doações internacionais entre os clientes associados à STEP Miami e, com isso, foi constatado que há uma forte oportunidade para ajudar clientes de alto poder aquisitivo, uma vez que 93% dos consultores que responderam à pesquisa relataram que fazem doações anualmente a entidades filantrópicas fora dos Estados Unidos. Desses, 68% relatam realizar doações para instituições Brasileiras.

Pessoas e famílias de alto poder aquisitivo em Miami têm um interesse claro pelas doações a entidades filantrópicas internacionais. Isto reflete a natureza internacional da base de clientes da cidade.

Confira a publicação completa clicando aqui. 

CAF America

A CAF America é uma instituição filantrópica pública e intermediária para doações internacionais e domésticas aconselhadas por doadores. Nos últimos 5 anos, a organização estima ter apoiado a doação de U$2 bilhões, aconselhadas por doadores para milhares de instituições de caridade em 120 países. Além dessas atividades de doação, oferecem uma gama completa de serviços para todos os tipos de atividades filantrópicas.

Por Que as Empresas Estão Implantando Códigos de Ética?

16/08/2006 – Escrito por Maria do Carmo Whitaker* e publicado originalmente no livro “Ética na Vida das Empresas – Depoimentos e Experiências”, o artigo defende que o código de ética é um facilitador para se aliar lucros, produtividade, qualidade e eficiência de produtos e serviços, além de outros valores intangíveis que advêm das pessoas que as integram as empresas, tais como honestidade, justiça, cooperação, compreensão.

“Nossa empresa é ética. Temos uma filosofia de trabalho que prioriza a coerência entre o que se diz e o que se faz. Preservamos nossos valores. Somos reconhecidos no mercado por essa nossa postura. Não transigimos com nossos princípios. Assim, não precisamos de código de ética”. Não raro esse comentário advém de empresários que exercem importante papel de liderança, sem perceberem as reais vantagens de adotar, para suas empresas, códigos de ética ou guias de conduta.

Isso não quer dizer que para ser ética, seja imprescindível que a empresa adote um código de conduta. O importante é que, se optar por adotá-lo, deverá estimular a vivência prática de seu conteúdo no dia-a-dia.

 

Código de ética ou guia de conduta

O código de ética é um instrumento de realização da filosofia da empresa, de sua visão, missão e valores. “É a declaração formal das expectativas da empresa à conduta de seus executivos e demais funcionários.” 1

O código de ética deve ser concebido pela própria empresa, expressando sua cultura. Serve para orientar as ações de seus colaboradores e explicitar a postura da empresa em face dos diferentes públicos com os quais interage. É um instrumento que serve de inspiração para as pessoas que  aderem a ele e se comprometem com seu conteúdo. É imperioso que haja consistência e coerência entre o que está disposto no código de ética e o que se vive na organização. Se o código de conduta de fato cumprir o seu papel, sem dúvida significará um diferencial que agregará valor à empresa.

 

 

As empresas estão implantando códigos de ética porque esse documento tem a faculdade de:

  • Fornecer critérios ou diretrizes para que as pessoas se sintam seguras ao adotarem formas éticas de se conduzir.
  • Garantir homogeneidade na forma de encaminhar questões específicas.
  • Aumentar a integração entre os funcionários da empresa.
  • Favorecer ótimo ambiente de trabalho que desencadeia a boa qualidade da produção, alto rendimento e, por via de consequência, ampliação dos negócios e maior lucro.
  • Criar nos colaboradores maior sensibilidade que lhes permita procurar o bem-estar dos clientes e fornecedores e, em consequência, sua satisfação.
  • Estimular o comprometimento de todos os envolvidos na elaboração do documento.
  • Proteger interesses públicos e de profissionais que contribuem para a organização.
  • Facilitar o desenvolvimento da competitividade saudável entre concorrentes.
  • Consolidar a lealdade e a fidelidade do cliente.
  • Atrair clientes, fornecedores, colaboradores e parceiros que se conduzem dentro de elevados padrões éticos.
  • Agregar valor e fortalecer a  imagem da empresa.
  • Garantir a sustentabilidade da empresa.

Eis as razões2 que respondem à pergunta formulada no título. Elas levam as pessoas a acreditarem na possibilidade de explorar um caminho que abre espaço para que percorram juntos, sem antagonismo, os valores intangíveis e os resultados econômicos.

As pessoas que se dedicam à consultoria podem facilmente identificar, senão todos, ao menos alguns dos efeitos gerados nas empresas e nos seus colaboradores, durante e após o processo de implantação do código de ética ou do guia de conduta.

 

A crescente preocupação dos empresários

Os líderes empresariais perceberam que a ética passou a ser um fator de competitividade. Por isso é crescente a preocupação, entre os empresários brasileiros, com a adoção de padrões éticos para suas organizações. Sem dúvida, os integrantes dessas organizações serão analisados através do comportamento e das ações por eles praticadas, tendo como base um conjunto de princípios e valores.

Da mesma forma que o indivíduo é analisado pelos seus atos, as empresas (que são formadas por indivíduos) passaram a ter sua conduta mais controlada e analisada, sobretudo após a edição de leis que visam à defesa de interesses coletivos.

 

Todas as pessoas querem ser éticas . E a empresa?

De modo muito simples e resumido pode-se afirmar que é ético aquele que, livremente, com a consciência bem formada, responsabilidade e reta intenção, aplica a inteligência na procura da verdade e a vontade na busca do bem, em todas as circunstâncias. Nessa definição está a referência, o parâmetro da pessoa ética e pode-se afirmar com toda segurança, que existem muitas pessoas que se esforçam por atingir essa meta.

A fonte da Ética é a própria realidade humana, o ambiente em que se vive. Desta forma, o ambiente de trabalho, no qual se convive grande parte do dia, se desenvolve em uma sucessão de escolhas para tomadas de decisões e de práticas de virtudes, que nada mais são do que os valores transformados em ação.

A credibilidade de uma instituição é o reflexo da prática efetiva de valores como a integridade, honestidade, transparência, qualidade do produto, eficiência do serviço, respeito ao consumidor, entre outros. Conclui-se, portanto, que quando se fala em empresa ética, quer-se dizer que as pessoas que nela trabalham são éticas e buscam a excelência. Que os princípios e valores eleitos pelos seus fundadores e que impregnam a cultura da organização são éticos. Que os seus colaboradores, desde a alta administração até o último contratado, zelam pela conduta ética, e procuram exercer a liberdade com responsabilidade, tanto no seu relacionamento interno, como com o público externo.

Em suma, as pessoas são éticas; a empresa é uma pessoa jurídica, uma ficção de direito que, como se disse, refletirá a conduta daqueles que a representam.

 

Vulnerabilidade das empresas

Em consequência, se a ética é questão de conduta das pessoas  não cabe a indagação sobre que tipo de empresas são mais vulneráveis às fraudes e problemas éticos, se as pequenas ou as grandes. Cada ser humano desenvolve um papel na sociedade. São as convicções e comprometimentos das pessoas, que conduzidas pela sua consciência, bem ou mal formada, praticarão condutas éticas ou antiéticas. Qualquer um de nós está sujeito às fraquezas humanas e, portanto, torna-se um imperativo a manutenção de um esforço diário para a prática do bem.  Assim, o problema não é das pequenas ou grandes empresas, mas das pessoas que integram as grandes e pequenas empresas.

 

Dois grandes desafios

Nessa dimensão ética distinguem-se dois grandes planos de ação que são propostos como desafios às organizações: de um lado, em termos de projeção de seus valores para o exterior, fala-se em empresa cidadã, no sentido de respeito ao meio ambiente, incentivo ao trabalho voluntário, realização de algum benefício para a comunidade, responsabilidade social, sustentabilidade, etc.

De outro lado, sob a perspectiva de seu público mais próximo, como executivos, acionistas, empregados, colaboradores, fornecedores, envidam-se esforços para a criação de um sistema que assegure um modo ético de operar, sempre respeitando os princípios gerais da organização e os princípios do direito e da moral.

São muito pesados os ônus impostos às empresas que, despreocupadas com a ética, enfrentam situações que muitas vezes, em apenas um dia, destroem uma imagem que consumiu anos para ser conquistada. Multas elevadas, quebra da rotina, empregados desmotivados, fraude interna, perda da confiança na reputação da empresa, são exemplos desses ônus.

Daí o motivo de muitas empresas terem adotado elevados padrões pessoais de conduta para seleção de seus empregados, cientes de que, atualmente, a integridade nos negócios exige profissionais altamente capazes de conciliar princípios pessoais e valores empresariais.

 

Gestão da ética

Ao lidar com pessoas, é imprescindível considerar a dignidade da pessoa, facilitando e promovendo o seu crescimento integral. Não se pode considerar as pessoas como simples elementos de produção e geração de lucros, que estão a serviço da empresa. Ao contrário, a empresa ética torna-se um instrumento do desenvolvimento econômico, a serviço da mulher e do homem integral, um campo riquíssimo de aperfeiçoamento da pessoa.

O empresário ético, que tem visão de futuro, investe na formação de seus colaboradores e conquista o comprometimento deles; lança desafios para que cresçam e se superem.

Por essa razão, muitas empresas de respeito empreendem um esforço organizado, a fim de encorajar a conduta ética entre seus empregados. Para tanto, implantam códigos de ética, reciclam o aprendizado de seus executivos e colaboradores, idealizam programas (hoje em dia programas virtuais) de treinamento, criam comitês de ética, capacitam líderes que percorrem os estabelecimentos da organização incentivando o desenvolvimento de um clima ético. Nessa perspectiva, servem-se de consultores externos que os assessoram na elaboração de códigos de conduta e no desenvolvimento do clima ético, sensibilizando seus integrantes, mediante cursos e palestras, e participando ativamente de treinamentos, procurando adequar tudo à legislação e aos critérios oferecidos por instituições internacionais de renome.

 

O empresário ético no seu dia-a-dia

Após inúmeras conversas e entrevistas com empresários que privilegiam a ética foi possível identificar os seguintes itens em suas condutas:

  • Certificam-se de que sua consciência foi bem formada.
  • Seguem a voz de sua consciência.
  • Não transigem com seus princípios.
  • Agem com liberdade e responsabilidade.
  • Cercam-se de bons assessores.
  • Desenvolvem suas próprias competências e estabelecem planos estratégicos.
  • Aglutinam e mobilizam pessoas, estimulam iniciativas e novas idéias.
  • Conquistam a confiança de seus colaboradores e investem no seu treinamento.
  • Respeitam as pessoas, valorizando a dignidade de cada colaborador, cliente, fornecedor, concorrente, e todas as demais pessoas de seu círculo de relacionamento.

 

Aliar resultados econômicos aos valores intangíveis

Pode-se concluir, portanto, que o código de ética é um facilitador para se aliar lucros, resultados, produtividade, qualidade e eficiência de produtos e serviços, além de outros valores típicos de empresa, com valores intangíveis que advém das pessoas que a integram, tais como: honestidade, justiça, cooperação, tenacidade, compreensão, exigência, prudência, determinação, entre outros.

*Maria do Carmo Whitaker, professora universitária, sócia fundadora e ex-diretora da Associação Latino-Americana de Ética, Negócios e Economia, – Alene. Advogada, membro do Tribunal de Ética da OAB/SP. Membro do Grupo de Excelência em Ética e Responsabilidade Social do Conselho Regional de Administração – CRA/SP, consultora de Ética nas organizações e organizadora do site de ética empresarial do Portal Academus.

1 ARRUDA, Maria Cecilia Coutinho de, RAMOS, Jose Maria Rodriguez e WHITAKER, Maria do Carmo. Fundamentos de Ética Empresarial e Econômica. São Paulo: Atlas, 2003. p.64.

2 ARRUDA, Maria Cecilia Coutinho de. Código de Ética: um instrumento que adiciona valor. São Paulo: Negócio Editora, 2002. p. 2-18. (com adaptações)

Saiba mais sobre práticas empresariais sustentáveis:

O que é Capitalismo de Stakeholders?

ESG, RSC e ISP: o que significa e como as siglas se relacionam?

Colaboração e materialidade: fatores-chave para empresas concretizarem ações sociais da pauta ESG